Existem os "artistas" dos mind games e o Rui Borges
21 maio, 2026
O futebol tem especialistas em mind games, aqueles que se refugiam em desculpas esfarrapadas e que, tentando agradar aos seus, tudo fazem para desviar o foco da sua incompetência, e depois temos gente humilde e que se "refugia" na sua capacidade e que acredita plenamente no trabalho que efectua, e nesses incluo obrigatoriamente, Rui Borges.
E falo de Rui Borges, não obrigatoriamente por ser o treinador do Sporting Clube de Portugal, mas também porque sinto orgulho nele, já que muito acima do treinador – e não consigo dissociar uma condição da outra – tem uma vertente humana de que muito gosto, feita da humildade que distingue os bons dos fanfarrões e os que são sérios dos menos honestos intelectualmente.
A todos aqueles que apregoaram o "Manto Verde" e que até falaram em "milagres" para atingir objectivos, insinuando que só factores externos ao jogo colocavam o clube deles atrás do Sporting CP, poderia usar um termo brejeiro para os catalogar, mas não o farei, por respeito a mim próprio e porque essa gente não merece palco.
Perguntam alguns de vocês, então se não merece palco porque falas deles?
E eu respondo: Falo deles, sobretudo para distinguir os "artistas" dos que trabalham e, sobretudo, os que atingem objectivos dos que nada conseguiram de relevante e que vivem de um passado que, mesmo que a história não se apague, já é longínquo o tempo do sucesso.
E é aqui que entra o orgulho de ser de um clube que tem um treinador que assume responsabilidades nos momentos menos bons e que não chama a si os momentos de sucesso, mas que os atribui sempre, e em que condição for, ao seu grupo de trabalho, valorizando o todo em detrimento do "eu".
Que humildemente valoriza o essencial em detrimento do acessório. Que dá sempre a cara e que não se esconde com as desculpas mesquinhas da inveja que são apanágio de outros
Do míster Rui Borges que não recolhe a unanimidade das simpatias – eu próprio estou nos antípodas dos unanimismos – uma certeza os Sportinguistas podem ter. Além do sucesso – excelente presença na Champions League, da obtenção do "passaporte" para esta competição na próxima época e de no próximo domingo, sem sobranceria, que não é nosso apanágio, podermos somar mais um troféu sob a sua liderança, estamos na presença de alguém que, e sabendo todos nós que a glória no futebol tantas vezes é efémera, que respeita o símbolo que enverga. Que, de forma ordeira, e de maneira diametralmente oposta de alguns "artistas", os das desculpas esfarrapadas, defende intransigentemente o emblema que representa mas fundamentando de forma educada.
Hoje, mais que ontem, acredito no sucesso de Rui Borges, não só pela forma de estar, mas também porque o seu trabalho desde que chegou ao reino do Leão tem sido marcado por trabalho competente e com provas dadas. E digo-o, porque sou muito mais pragmático do que volátil nas minhas opiniões, nos bons e também nos menos bons – que felizmente têm sido poucos – momentos.
Termino com um: os "artistas" desculpam-se e querem fugir às responsabilidades e ao sucesso dos outros, refugiando-se até em "milagres". Rui Borges, que é devoto e que trabalha com extrema devoção, assume os erros quando falha. "Pormaiores" que fazem toda a diferença!
P.S – Que emocionante foi a despedida de Hidemasa Morita aos Sportinguistas. Obrigado por tanto. Ficaste na História. Jamais te esqueceremos.