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Regresso ao Jamor

Por Mafalda Barbosa
21 maio, 2026

Editorial da edição n.º 4077 do Jornal Sporting

Há jogos que valem memórias. A final da Taça de Portugal é disso exemplo. O Sporting CP volta a entrar no Jamor não apenas para disputar uma competição, mas para reencontrar uma tradição que atravessa gerações de Sportinguistas. 

A Taça de Portugal continua a ser a prova mais humana do futebol português. A que junta famílias inteiras na estrada, cachecóis pendurados nas janelas dos carros, encontros marcados desde manhã cedo e histórias repetidas vezes sem conta entre amigos que cresceram a viver estes dias como autênticos rituais.  

O Jamor é isso: um ponto de encontro emocional onde o futebol ganha uma dimensão que vai muito além das quatro linhas. 

Para os Sportinguistas, a final da Taça nunca é apenas um jogo. É o orgulho verde e branco espalhado pelas bancadas, pelos cânticos que começam horas antes do apito inicial e continuam muito depois do jogo terminar.  

Há qualquer coisa de especial no Jamor que resiste ao tempo. Talvez seja a envolvência única do estádio, talvez seja a memória colectiva das grandes tardes de futebol português, talvez seja simplesmente o facto de esta competição continuar a guardar uma autenticidade rara. 

Este domingo, milhares de Sportinguistas voltarão a deslocar-se ao Jamor com a esperança ao peito. Todos com a mesma paixão.  

Quando a equipa entrar em campo, o Jamor será novamente verde e branco. Como manda a tradição. Como pede a História. Como merece o Sporting CP.