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Foto César Santos

Colocar a quinta e sentenciar luta minhota

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

Sporting leva quatro vitórias nas últimas visitas a Braga para a Liga NOS e vai querer chegar à quinta

Sendo reconhecido unanimemente como um reduto complicado para qualquer equipa da primeira Liga, o Estádio AXA não tem trazido propriamente más memórias à equipa verde e branca. Nas últimas quatro partidas disputadas na casa bracarense, os leões venceram em todas elas, tendo inclusive goleado por 4-0 na temporada transacta, no jogo que finalizou a época. Ainda assim, esse historial recente não pode ser encarado como sinal de facilitismo, até porque foi exactamente o Sp. Braga a única equipa a bater o Sporting em Alvalade no actual campeonato. Na altura, com Abel no comando - que volta a assumir o lugar no comando técnico dos 'guerreiros do minho' após a saída de Jorge Simão - foi o golo de Wilson Eduardo a fazer a diferença, mas daí até agora muito mudou: Jorge Simão havia assumido o cargo após a rescisão de José Peseiro, mas a evolução do próximo adversário leonino não correu de feição, nem em termos exibicionais, nem em termos de resultados.

Apesar do bom arranque, em que o antigo técnico [Jorge Simão] levou o Sp. Braga a quatro vitórias nos primeiros seis encontros, o tempo veio a mostrar um colectivo de poucas ideias ofensivas e os resultados acompanharam o futebol mediano praticado pelos bracarenses: desde Fevereiro, os minhotos nunca ganharam dois jogos seguidos, levando apenas três triunfos nas últimas… 13 partidas. Com a insegurança dos maus resultados, a confiança tem diminuído e isso não abona certamente a favor do actual 5.º classificado da Liga NOS que, com menos cinco pontos do que o rival Vit. Guimarães, ainda ambiciona subir um lugar na tabela e ultrapassar os vimaranenses. Para isso, e faltando somente quatro jogos neste Campeonato Nacional, certamente que o Sp. Braga vai entrar para vencer no domingo, pelas 18h, e portanto pode-se esperar um encontro aberto e com duas formações mais focadas em tentar vencer do que não perder, o que pode originar um bom espectáculo. 

Regressos fortalecem opções bracarenses

Com o regresso do goleador Rui Fonte, que conta já com 14 golos e 10 deles na Liga NOS, do lateral Baiano, que deve regressar ao flanco direito da defesa, e do médio Vukcevic, um dos alicerces da zona média da equipa, o Sp. Braga tem tudo para melhorar em relação ao desaire da última jornada, frente ao Paços de Ferreira. Fede Cartabia, extremo criativo argentino emprestado pelo Valência, é uma das figuras e, a par de Pedro Santos, o principal municiador de Rui Fonte no ataque à baliza de Rui Patrício. Os leões terão de ser capazes de ter bola, de forma a retirar aos seus adversários as possibilidades de desequilibrar, dada a qualidade individual que apresentam. 

Pela negativa, e além do facto de se tratarem de uma das equipas que mais cartões vêem na prova, o adversário do Sporting tem revelado alguns processos poucos audazes: a construcção a quatro, com os laterais pouco projectados e a excessiva procura pelo jogo exterior, de forma a dar aos extremos mais bola, faz com que a proposta atacante da equipa agora liderada por Abel se torne mais previsível e facilmente anulável. 

O jogador argentino, de 24 anos, tem-se destacado nas últimas partidas, marcando três golos em 11 jogos realizados (sete como titular). Rápido, criativo e dono de um pé esquerdo de muita qualidade, o jogador emprestado pelo Valência chegou apenas em Janeiro, mas já dissipou quaisquer dúvidas sobre o seu valor. Os defesas leoninos terão de estar em alerta.

Foto José Cruz

"Temos o privilégio de ter os melhores oradores que há a nível nacional"

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

O Sporting organiza este sábado as IV Jornadas Internacionais de Medicina Desportiva do Clube

A explicação foi dada pelo Dr. Pedro Pessoa, especialista em ortopedia e traumatologia no Sporting, e pareceu bastante simples: se um jogador cuja contratação custou milhões se lesionar e ficar parado, durante esse período indisponível, ele significa um custo milionário ao seu clube. Nesse sentido, uma equipa médica que torne o período de paragem mais curto e/ou que trate de forma definitiva o problema do atleta, impossibilitando quaisquer recaídas e mais tempo de fora, vale… milhões. Não o disse directamente, talvez até por uma questão de modéstia, mas às vezes meias palavras bastam: “Costumo dizer que nós, os médicos, somos um mal necessário. Existimos para tentar solucionar os problemas. Por norma, os treinadores quando vêem os cirurgiões, dizem que é um prazer, mas que preferiam não nos ver muitas vezes. É evidente que assim é, mas tenho defendido que a existência de um departamento médico é importantíssimo”, afirmou Pedro Pessoa.

Tratando-se de elementos fulcrais na estrutura de uma equipa de futebol, dois dos principais médicos leoninos – o já apresentado Pedro Pessoa e também o director clínico do Clube, Frederico Varandas – avançaram pela quarta vez para a realização das agora IV Jornadas Internacionais de Medicina Desportiva, agendadas para este sábado . Os propósitos são mais ou menos os mesmos, mas os temas, assegura Frederico Varandas, vão ser diferentes. “Não queremos que haja repetições de temas. Há coisas que vamos falar até para nos pormos a pensar se vale a pena, se há validação científica”, disse, explicando com mais detalhe o que se passará neste fim-de-semana, no Auditório Artur Agostinho: “são reuniões científicas sobre medicina desportiva, com o privilégio de ter os melhores oradores que há a nível nacional, além de termos sempre convidados de fora. Acima de tudo, entre os vários objectivos que temos, o mais importante e o mais nobre é partilharmos os nossos conhecimentos com os mais novos, que querem lançar uma carreira na medicina desportiva. Para a qualidade do futebol, enquanto mais evoluída e consistente for a medicina desportiva, mais a modalidade será segura e terá maior qualidade”, adiantou o homem forte do gabinete médico verde e branco. 

De clubes de topo a amadores, de directores clínicos a massagistas

Se todos os jogadores têm lesões, desde aqueles que disputam a Liga dos Campeões aos que jogam nas mais diversas distritais de Portugal, então este evento é para todos aqueles que, de forma mais ou menos profissional, com mais ou menos meios, têm a função de prevenir e tratar de problemas físicos. É o que nos diz Pedro Pessoa. “O público não é limitado, é heterogéneo. Não se vai falar apenas de ortopedia nem de fisiatria, que são as áreas em que eu e o Frederico somos especialistas, mas de tudo um pouco, para que todos os clínicos gerais, ortopedistas, fisiatras ou massagistas possam usufruir desta experiência para exercer nos clubes. E esses podem ir dos profissionais aos das ligas secundárias, até aos distritais e aos amadores, que têm lesões como as dos outros. Desde essa base, temos umas jornadas muito multidisciplinares, em que falamos das lesões mais comuns, como as musculares, as de joelho e de tornozelo”, afirmou, sendo que todos os clubes da primeira e segunda liga foram convidados para estar presentes em Alvalade. “Vão ser abordados assuntos médicos, mas dirigidos para quem está à frente de uma equipa que tem de resolver problemas práticos. Convidámos todos os clubes da primeira e da segunda liga, por acharmos também importante estreitar as relações entre os departamentos clínicos que há, e vamos ter a presença de bastantes deles”, adicionou Frederico Varandas. 

Competência reconhecida além-fronteiras 

Como já é habitual, estas jornadas médicas vão contar com a presença de vários clubes europeus. Desta feita, o Anderlecht, o Bayern Leverkusen e um dos mais prestigiados cirurgiões ortopédicos alemães. Mas, tal como o tipo de futebol praticado dentro de campo, também a medicina desportiva é diferente de país para país? Frederico Varandas esclareceu: “Se há práticas diferentes? Há. Se são melhores? Não posso concordar. Aqui vou puxar um pouco a brasa à nossa sardinha – portuguesa, não propriamente do Sporting em particular. Um pouco como fazemos aqui, hoje em dia os médicos que se dedicam à medicina desportiva têm-se tornado profissionais dos clubes. Lá fora ainda não é assim. No estrangeiro, os médicos vão aos clubes, mas grande parte do tempo é ocupado a fazer outras coisas. Fomos dos primeiros a dar este passo do profissionalismo no futebol”, disse, exemplificando o seu ponto de forma curiosa: “Eu, por exemplo, não seria tão competente se actuasse numa equipa de basebol”, finalizou, dizendo que esta postura dos médicos e clubes portugueses é bastante respeitada fora de portas.

Foto D.R.

UEFA Futsal Cup em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
26 Abr, 2017

A edição especial desta semana conta com 40 páginas, entre elas dois suplementos: a prova de futsal e o congresso 'The Future of Football são analisados ao pormenor

Esta quarta-feira poderá adquirir uma edição especial do Jornal Sporting. Com dois suplementos no interior do periódico leonino, são 40 as páginas que poderá desfrutar em semana de lançamento da final-four da UEFA Futsal Cup e do 3.º congresso 'The Future of Football', organizado pelo Sporting CP. Fique a par dos adversários que se colocam no caminho dos leões na Almaty Arena, também conhecido como Palácio do Gelo, e das perspectivas 'na voz' de Miguel Albuquerque, director da secção de futsal, e de Vicente Moura, vice-presidente leonino. Por outro lado, conheça ainda os oradores e os temas que pintam os quatro painéis do prestigiado congresso, este ano marcado pela presença de personalidades como Fernando Santos, Jorge Jesus, Beto Pimparel e Luís Figo. 

Merece também chamada de capa o "empate com sabor amargo", tal como escreve o jornalista Hugo Alegre, frente ao Benfica (1-1). Esse que foi o dérbi número 300 entre os dois rivais lisboetas. Por último, os merecidos destaques para o atletismo e o andebol, acompanhados por André Pacheco e Sofia Oliveira, respectivamente. Enquanto Jéssica Augusto venceu a primeira maratona internacional da carreira, em Hamburgo (Alemanha), os orientados de Hugo Canela estão a um passo da final da Taça Challenge, depois de se deslocarem à Holanda para bater o Hurry-Up por 32-27, na mesma semana em que já tinham superado o ABC no Pavilhão do Casal Vistoso (31-26).
 
Estes e outros assuntos no Jornal Sporting desta semana que, excepcionalmente, está nas bancas esta quarta-feira. 
Foto DR

O Silêncio ensurdecedor

Por Jornal Sporting
26 Abr, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3621

Há figuras na história mundial, e são tantas que é impossível enumerá-las que, apesar de nunca terem sujado as mãos, não deixam, por esse facto, de serem criminosas nem, tão pouco, de se tratarem dos responsáveis máximos pelas práticas mais horrendas do crime organizado. O facto de alguém não ser interveniente físico num crime, mas ser o seu mandante ou, nem que seja por omissão, conivente com essa prática, não o poderá ilibar do mesmo e não deixa, por isso, de ser culpado ou até mesmo o seu principal responsável.

De igual forma, ninguém poderá invocar uma prática silenciosa como exemplo impoluto a seguir, quando, na realidade, este não passa de um silêncio ensurdecedor em que as suas marionetas, tal como os papagaios, repetem infinitamente uma maléfica cartilha. Aqui, provavelmente, teremos aquele que é o maior acto de comunicação terrorista contra uma instituição desportiva e uma individualidade de que há memória. Se de cinema se tratasse em vez do filme “O Silêncio dos Inocentes” estaríamos perante um dos principais candidatos aos Óscares, neste caso da malvadeza, mas sob o título: “O Silêncio dos Culpados”.

Se dúvidas houvessem, e já não restam nenhumas quanto a quem é o responsável número um, o mandante que se esconde por detrás da janela passou, após este fim-de-semana, a ter definitivamente um rosto e um nome. Quem é que se refugia no silêncio e ardilosamente manobra a cartilha? O ódio, intriga que se propagam no cumprimento religioso da cartilha, são os principais responsáveis pelo clima de crispação e violência que se tem acentuado no mundo do futebol. Mais do que os “papagaios”, o seu mandante não pode ser inocentado, e esperamos que as autoridades competentes não continuem a assobiar para o lado enquanto esta prática maléfica continua.

Mas o “silêncio ensurdecedor” não é prática única neste domínio, que é também replicado em outras áreas. Trata-se de uma característica genética, como se pode verificar no caso das claques ilegais, as tais que não existem e dizem não ser apoiadas, mas onde o estrago e o estrilho não deixam dúvidas quanto à sua origem e aos seus apoiantes. Aqui a postura daqueles que dão cobertura a estas claques ilegais, quiçá por terem o rabo preso, trazem-nos à memória os “três macaquinhos“ que, apesar da boca, olhos e orelhas grandes…não falam, não vêem e não ouvem!

Se fossem só macaquinhos, até poderia ser engraçado. Mas a mais triste das verdades é que, após tudo o que temos vindo a denunciar e a alertar, a previsível tragédia aconteceu. Mais um adepto Sportinguista foi morto – e aqui não nos interessa, como temos vindo a afirmar, a cor clubística, mas sim que houve mais uma vítima, um ser humano barbaramente morto – deixando, uma vez mais, uma família destroçada.

O que seria espectável de alguém que, após o final do dérbi, vem à zona mista quebrar o “silêncio” é que aproveitasse a oportunidade e a audiência proporcionada para, de forma firme, condenar os actos de violência e se demarcar, veementemente, do trágico acontecimento. Mas não, o presidente do clube rival, em vez de aproveitar o final do dérbi para passar uma mensagem de fair-play e anti-violência veio, de viva voz e sem ser através das habituais marionetas palrantes, com uma despropositada e condenável agressão verbal ao Sporting CP e ao seu Presidente. Para além de tentar justificar o injustificável, como se uma morte horrenda pudesse ser minimizada face aos contextos, acicatou ainda mais um clima de crispação e violência.

O que se esperava de um presidente de um clube da grandeza daquele que representa, é que tivesse tido a sensatez e a coragem de, de uma vez por todas, se demarcar das claques ilegais e das práticas criminosas a que estas dão corpo. Mais ainda, no final do jogo, quando se dirigiu aos jornalistas, deveria ter condenado a prática corrente dos cânticos ofensivos e alusivos ao assassinato de um adepto Sportinguista com um very light que, uma vez mais, acabara de ouvir durante o minuto de silêncio em Alvalade de homenagem ao adepto Sportinguista que morrera na véspera. 

Depois de tudo isto, haverá dúvidas? Mas afinal quem é que “atira as pedras e esconde as mãos”?

Uma palavra a todos os Sportinguistas para que continuem, com a grandeza que demonstraram no apoio à nossa equipa no dérbi, em respeito pelos valores do nosso Clube. Ser diferente é também não respondermos da forma que condenamos, nem nos deixarmos levar por provocações baixas e reles.

Boa leitura!

"Janela Aberta"

Por Jornal Sporting
20 Abr, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3620

"Janela Aberta”, não confundir com a revista de sátira que tinha um nome parecido e que, durante anos, esteve nos escaparates. Esta tinha autores bem identificados, uma linha editorial bem definida que não deixava dúvidas nem enganava ninguém. Já esta “Janela Aberta” tem contornos bem diferentes e já denunciados, mas…

A verdade é que a “Janela Aberta” continua a fazer esvoaçar a “cartilha” com as mais diversas entidades a assobiarem para o lado. Não deixa de ser curioso que o “director” da “Janela Aberta” seja mesmo proprietário da publicação, isto é, gere apenas um negócio em que edita esta publicação para um “cliente”. Não explica, porém, qual a amplitude do negócio nem divulga os nomes dos clientes, refugiando-se num sigilo profissional, num angélico respeito deontológico. 

Mas se um dos clientes está à luz de todos, concordará o leitor que, face ao que está em jogo, seria de interesse público conhecer os demais. Até porque o “director” continua a passar incompreensivelmente incólume no espaço mediático, protegido por um invisível manto protector e a ostentar o rótulo de independente. Nestas circunstâncias, é legítimo perguntar: Quem protege o autor da “Janela Aberta”? São clientes? É uma associação de interesses ocultos? São profissionais de jogo duplo? Serão alguns avençados com o rabo preso que, por um lado não podem perder o “subsídio” e, por outro, não querem ser desmascarados nos media em que actuam? Ou é um misto disto tudo?

Seja qual for a resposta, neste clima de guerrilha subversiva e com métodos poucos ortodoxos, o “gangue da cartilha” parece que sofreu de amnésia total. Uns não se lembram, outros nesta Guerra dizem não conhecer os seus interlocutores, chegando mesmo a afirmar que os emails que lhes são endereçados…são forjados!

Toda esta linha “editorial” da “Janela Aberta” tem potenciado um clima de crispação e violência, em que os últimos cânticos das claques fizeram, finalmente, soar os alarmes. Nesta história não há bons nem maus, todos os actos de violência e desrespeito são condenáveis. Mas também não podemos confundir o trigo com o joio. 

As claques que “não” existem mas que entoam os seus cânticos de forma bem audível nos jogos que as nossas equipas de andebol e futsal disputaram na Luz, evidenciaram uma crueldade reincidente e terrível. Não pode valer tudo! 

O facto é que um inocente, um adepto Sportinguista quando assistia à final da Taça de Portugal, foi assassinado através de um very light disparado por um adepto rival. Esqueçamos as cores clubísticas, aqui do que se trata é de um ser humano que foi barbaramente assassinado e deixou uma família destroçada. Não podemos por isso tolerar, custe a quem custar, que se festeje e celebre um assassinato com a complacência de responsáveis de clubes, entidades oficiais, sejam eles quais forem!

Os cânticos indecorosos da claque do clube rival não são de agora e foram veementemente condenados pelo Presidente do Sporting Clube de Portugal na época passada, após o jogo de futsal no Pavilhão da Luz. Além dos cânticos, ostentavam ainda uma tarja onde se regozijavam pelo terrível assassinato. Das entidades competentes pouco ou nada se ouviu e consequências… nenhumas. Do porta-voz do clube da Luz, em vez da condenação, uma publicação nas redes sociais em que apelidava o que se passou – e denunciado pelo Presidente Bruno de Carvalho – de “folclore”.

Vem aí o dérbi! É já no próximo sábado, trata-se apenas de um jogo e nada mais do que isso. É certo que este é um jogo especial, até porque é o “dérbi dos dérbis” e que comporta uma grande rivalidade, o que é salutar mas que não pode ultrapassar os limites do admissível.

Por isso, também nós aqui reforçamos a mensagem do Presidente Bruno de Carvalho deixada na Sporting TV, na passada segunda-feira, para que este dérbi seja uma festa. Que os nossos adeptos se preocupem apenas e tão só em serem o 12.º Jogador que galvaniza a nossa equipa para a vitória. Temos de dar uma demonstração de Sportinguismo através do nosso comportamento e atitudes, honrando os valores do nosso Clube. Se queremos melhorar o futebol, mais transparência, denunciar com legitimidade as irregularidades e o que está mal, não podemos fazer o mesmo que aqueles que condenamos. Vamos fazer do dérbi uma festa. E que ganhe o Sporting!

Boa leitura!

Dérbi em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
20 Abr, 2017

Os recordes do 12.º Jogador e o triunfo no Torneio da Pontinha são outras das principais peças do semanário

Com uma manchete composta por Jorge Jesus e cinco dos presumíveis titulares no encontro frente ao rival Benfica, o Jornal Sporting que vai estar nas bancas a partir desta quinta-feira atribui grande destaque ao dérbi entre leões e águias, a disputar-se no próximo sábado, às 20h30.

Além do grande jogo do fim-de-semana, também no Torneio da Pontinha a formação de Alvalade encontrou o rival encarnado, tendo saído vitorioso por 4-0 na final da competição e conseguido, assim, o quarto título consecutivo num dos torneios de maior renome a nível nacional. Como não podia deixar de ser, o semanário verde e branco esteve presente e apresenta-lhe nesta edição um trabalho sobre o evento.

E como o Jornal Sporting tem como grande público os adeptos leoninos, as centrais desta edição dedicam-se precisamente ao 12.º Jogador: com uma presença contínua e esmagadora, a massa associativa do Clube tem acompanhado a equipa e, nesse sentido, há uma reportagem sobre todos os números e recordes que têm sido alcançados semana após semana. 

Estes são alguns dos temas abordados a não perder a partir de amanhã, quinta-feira, nas bancas.

 

Foto César Santos

Defesa da honra leonina está em boas mãos

Por Jornal Sporting
13 Abr, 2017

O futuro do Sporting está assegurado, não só no ataque, sendo os leões conhecidos como um ‘viveiro’ de extremos, como também entre os postes

Torneio Internacional Ponte de Frielas (sete de Fevereiro de 2017). O mote desta competição de futebol infantil era simples: ‘Cumprir um sonho com a bola nos pés’. Um pensamento que Diego Silva, guarda­‑redes dos sub­‑13, levou a peito. Neste caso, para as luvas, caro leitor. Apesar de o Sporting ter caído nas ‘meias’ com o Deportivo da Corunha (1­‑0), o jovem guardião não deixou créditos por mãos alheias e foi eleito o melhor nas balizas da competição. Natural daquela zona, e patrono da prova, Beto, camisola 34 da equipa principal dos leões, esboçou um sorriso de orelha a orelha. Entre a multidão presente na distinção, olhou para Luís Dias, Coordenador técnico do Pólo EUL, e fez­‑lhe um ‘ok’ com o polegar, em sinal de aprovação. Pudera, não é todos os dias em que a melhor defesa não é o ataque, mas sim o último homem em campo, aquele que defende a honra leonina entre os postes.

A pergunta impera: sendo o Sporting habitualmente conhecido como uma escola de extremos – casos de Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Ricardo Quaresma, Nani e mais recentemente Gelson Martins, por exemplo –, o que mudou? O Jornal do Clube decidiu ‘investigar’ e, numa fase inicial, com a preciosa ajuda de Luís Dias, chegou à conclusão de que todos os guardiões desde o escalão de iniciados até à equipa principal (16, no total) são formados no Pólo EUL/Academia, à excepção de Azbe Jug (contratado há duas épocas). Para uma reflexão mais profunda, passámos a bola a Nélson Pereira e Tiago Ferreira, treinadores da formação A e B leonina, respectivamente. Por outras palavras: os últimos dois guarda­‑redes campeões de leão ao peito.

“Dá que pensar um bocadinho. Isto tem a ver com a política que temos de detecção e selecção de talentos em todas as posições. Neste caso específico, de guarda­‑redes, onde temos especial atenção”, começa por dizer Nélson, o coordenador do departamento. Tiago, o ‘braço direito’, complementa: “Temos vindo a formar bons guardiões e o maior exemplo é o Rui Patrício, que cresceu aqui”. De facto, o habitual titular na baliza verde e branca, às ordens de Jorge Jesus, acaba por ser o expoente máximo desta nova realidade. São já 18 épocas de leão ao peito, desde os sub­‑13 até à equipa principal. “O Rui é um exemplo em tudo. No trabalho, na carreira que construiu… Por vezes oiço alguns miúdos comentarem: ‘Olha o Rui… gostava tanto de ser como ele'", contou. Um sonho partilhado por muitos dos novos talentos entre os postes, que começam por seguir o exemplo dos anos de casa.

Uma reportagem que pode ser lida na íntegra na edição do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas

Foto César Santos

“Gosto de ser comparada ao Gelson Martins”

Por Jornal Sporting
13 Abr, 2017

Leia a entrevista de Diana Silva, uma das referências da equipa de futebol feminino do Sporting CP, ao Jornal do Clube

Começou por brincar com bonecas, mas o que mais gostava era de jogar futebol com os rapazes no recreio da escola, onde usava pedrinhas para fazer os postes da baliza. Aos 12 anos, inscreveu-se numa equipa masculina de iniciados e, no ano seguinte, já jogava com as seniores do Ouriense. Hoje, com 21, sente-se feliz no Sporting, que diz estar a "mudar a realidade do futebol feminino". Pelo meio de jogos e treinos, a 'rainha das assistências' ainda tem tempo para o curso de Ciências Farmacêuticas.

JORNAL SPORTING – Entre barbies, peluches ou conjuntos de maquilhagem, o mais comum na infância de qualquer rapariga, escolheu a bola de futebol. Porquê?
Diana silva – No início também brincava com bonecas e gostava muito até de recortar roupas, o normal nas meninas, mas quando ia para a escola queria era jogar futebol no recreio. 

Apesar de ser a menina da família, uma vez que tem quatro irmãos, todos rapazes, só a Diana continua a jogar. É a que tem mais jeito?
[Risos] Neste momento, se calhar sim. O meu irmão mais velho, que chegou a fazer parte da equipa do Ouriense e do Centro Desportivo de Fátima, também tinha imenso jeito, mas não teve tanta cabeça como eu e acabou por ir por outros caminhos. Os meus outros três irmãos preferiram o hóquei.

Com que idade começou a dar os primeiros pontapés?
Já foi um pouco tarde. Tinha seis anos, altura em que entrei para a escola, em Ourém. Nessa altura, até eram os rapazes a pedir-me para jogar com eles. Jogávamos todos. Não havia preconceito por parte deles, ao contrário dos meus pais, que torciam o nariz.

Praticava muito?
Sim. Os meus colegas chamava-me e diziam-me: “Então, não queres vir jogar?”. Lembro-me que não tínhamos balizas, então usávamos as pedrinhas do pátio para fazer os postes. Comecei a ganhar ali um gostinho especial e em todos os intervalos lá estava eu com eles.

Nessa altura já gostava de jogar à frente?
Jogávamos todos ao molho [risos]. Não havia posições definidas.

E marcava muitos golos?
Marcava e dava a marcar. Não era o mais importante. Queríamos era brincar.

As suas amigas lidavam bem com a sua vocação futebolística?
Dava-me muito mais com rapazes, mas nunca senti qualquer distância para as outras raparigas.

O bichinho acabou por crescer e aos 12 anos inscreveu-se no clube da terra, o Atlético Ouriense. 
Já queria inscrever-me há mais tempo. Gostava de jogar e queria experimentar ser federada num clube.

Os seus pais aprovaram a decisão?
Ao início não gostaram muito da ideia, mas depois lá os convenci.

Pudera, começou por jogar numa equipa de iniciados composta por rapazes…
Também havia outra rapariga, que ainda hoje é bastante minha amiga. Foi ela que me deu a ideia de entrar no Ouriense.

Não deve ter sido uma experiência fácil.
Jogar com tantos rapazes foi difícil, sim. O treinador também não ajudava, uma vez que os colocava sempre a jogar. Eu achava que tinha qualidade, que estava ao mesmo nível, mas entrava em campo sempre pouco tempo. Por isso, sentia-me injustiçada e ficava um bocado chateada, mas acho que era normal. 

Nunca lhe facilitaram a vida?
Não, até porque nessas idades [12 anos] eles não facilitam em nada. Querem é ser os melhores. 

Um ano depois, já com 13, integrou a equipa feminina de seniores, uma vez que não havia futebol de formação feminino. Elas deviam ser bem mais duras, não?
Senti a diferença, claro. Eram bem maiores e mais fortes do que eu, mas nesses tempos não haviam muitas jogadoras que fossem para o futebol por gosto, por isso também me adaptei depressa ao futebol sénior. No escalão masculino o desnível é bem maior.

Nessa altura já usava a velocidade como uma arma para fugir ao choque?
Sim, sempre fui muito rápida desde criança. E isso ajudou-me.

Nunca a convidaram para fazer atletismo?
Por acaso, quando era mais nova, para aí com uns 13 ou 14 anos, entrei em algumas competições na escola. E até cheguei a ir uma vez ao Campeonato Nacional de salto em comprimento, mas o atletismo não me chamava a atenção. Sempre preferi o futebol.

Leia na íntegra a entrevista de Diana Silva ao Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas

Foto DR

Os Papagaios da Janela Embaciada

Por Jornal Sporting
13 Abr, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3619

Os papagaios são aves que, desde crianças, achamos divertidos porque são animais que falam. Na tenra idade, não percebemos que a fala deles é apenas a repetição do que dizemos ou do que alguém lhes diz.

Aprendemos também nos bancos da escola que a notícia é uma janela aberta para o Mundo!

Ao longo da minha vida profissional, praticamente desde o início, trabalhei com empresas cotadas. As exigências e obrigatoriedades legais, em termos de informação, distinguem-nas das demais, nomeadamente ao nível da transparência.

Qual a razão de falarmos então de Papagaios, de Janelas e de Transparência?

Ficámos a conhecer esta semana, de forma factual e objectiva, aquilo que já todos suspeitávamos, apenas por assistirmos aos programas televisivos de debate sobre futebol. Há indesmentivelmente uma ‘Cartilha’, atirada pela Janela, que atinge os comentadores que estão expostos à Luz. Os imensos raios vermelhos cegam por completo quem é atingido, curiosamente através da vidraça de uma Janela completamente embaciada e esta, por o ser, cria uma opacidade que, paradoxalmente, tem um efeito bem mais nefasto e intenso do que se fosse transparente.

Esta semana, aquilo que podemos concluir depois deste introito é que a notícia não é uma janela mas “o Janela”. E não é uma janela aberta para o mundo, mas sim “o Janela” para o submundo!

Morreram as notícias e os comentadores livres e, com eles, as ideias e convicções próprias. A notícia hoje é apenas uma “Janela” de oportunidade empresarial para clientes que não se revelam, papagaios “independentes”, e em que a ética e a deontologia não vingam.

Mas como não somos de nos conformar, temos por dever denunciar esta ‘Cartilha’ por se tratar de um dos factos mais vergonhosos e indecorosos a que assistimos nos últimos anos.

Depois da revelação conhecida nada poderá ficar igual! A Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas terá que cair em cima dos jornalistas “independentes” e que são avençados de interesses ocultos. O mesmo deverá acontecer com os canais de televisão, e aqui entra a ERC, não permitindo que estes “avençados” continuem a ludibriar os telespectadores, sob pena de ser tudo “Farinha do mesmo saco”.

Há empresários de ‘Vão de Escada’ mas também de ‘Janela’, mas mesmo estes têm obrigações e leis a cumprir. Mesmo que não queiram revelar a identidade dos seus clientes, alguns são já obviamente conhecidos, tal o descaramento, pelo menos o objecto da empresa e os seus papagaios amestrados têm de dar conhecimento. Já nem nos interessa se fazem e se vivem de jogo duplo porque, no final do dia, para eles o vil metal é soberano

Por tudo isto, mais do que conhecer o ‘Garganta Funda’, interessa conhecer os protagonistas desta rede do submundo da desinformação. Face ao ‘independente’ Janela, da comunicação social que o abriga, o que se espera é que tenha a hombridade de lhe atribuir um rótulo… mas nunca o de independente!

As entidades de investigação terão aqui também material para se entreterem…mas que não façam o mesmo que outras instituições ‘responsáveis’ estão a fazer relativamente às claques ilegais. 

Esperamos que esta ‘Cartilha’, no mínimo, tenha um efeito positivo que permita aos mais distraídos e renitentes perceberem o porquê de determinadas atitudes do nosso Presidente e o porquê de não poder ficar calado por mais ‘Leis da Rolha’ que lhe queiram impor. Começa-se assim a perceber que o estilo tantas vezes atacado, até o próprio não gosta, é a única forma encontrada para fazer frente aos insanos e terroristas ataques sobre si lançados.

A ‘Razão de Ser de 22 de Março de 1922’ contínua mais que viva para o nosso Jornal. E aqui, uma vez mais, saúdo todos aqueles que contribuíram para os 95 anos do Jornal Sporting que se viu homenageado pelos Sportinguistas no último jogo em Alvalade, numa demonstração da identidade, união e coesão do nosso Clube e que pôde reunir a maioria dos seus antigos Directores ainda vivos.

Boa Leitura!

Foto D.R.

Guardiões 'made in' Sporting CP em destaque

Por Jornal Sporting
12 Abr, 2017

O hat-trick de Bas Dost na goleada frente ao Boavista, a entrevista a Diana Silva (futebol feminino) e os dois títulos nos nacionais de atletismo também merecem atenção

“Defesa da honra leonina está em boas mãos”. O título das páginas centrais do Jornal Sporting é bem explícito. O futuro do Sporting CP está assegurado, não só no ataque, sendo os leões conhecidos como um ‘viveiro’ de extremos, como também entre os postes. Do escalão de iniciados até à equipa principal, todos os principais guarda‑redes são formados no Clube. O que está a mudar? Passámos a bola a Nélson Pereira e Tiago Ferreira, os últimos guardiões a sagrarem‑se campeões nacionais com a listada verde e branca. Uma reportagem sobre as balizas leoninas feita pelo jornalista Hugo Alegre, a não perder nas páginas 12 e 13.

No futebol, os verdes e brancos somaram mais um triunfo, goleando o Boavista por 4-0 no regresso a Alvalade. Uma partida onde a superioridade do Sporting CP foi indiscutível e até teve direito a nota artística num xadrez fácil de jogar. Tradução: Bas Dost colocou Messi em xeque com mais três golos, o que deixou igualado no topo com o argentino na luta pela Bota de Ouro, Alan Ruiz também fez o gosto ao pé e Bruno César foi o assistente de serviço. Para saber mais sobre a história do encontro, leia a crónica assinada (também) por Hugo Alegre.

No mesmo desporto, mas no sector feminino, realce para uma entrevista à endiabrada Diana Silva, que tem sido uma das principais armas da equipa orientada por Nuno Cristóvão, que lidera nesta altura o Campeonato Nacional. Começou por brincar com bonecas, mas o que mais gostava era de jogar futebol com os rapazes no recreio da escola, onde usava pedrinhas para fazer os postes da baliza. Aos 12 anos, inscreveu-se numa equipa masculina de iniciados e, no ano seguinte, já jogava com as seniores do Ouriense. Um lado mais intimista da velocista a não perder numa entrevista realizada igualmente por Hugo Alegre.

De assinalar, também, mais dois títulos nacionais conquistados pelo atletismo leonino este fim-de-semana. Bruno Albuquerque foi rei nos 10.000 metros na competição realizada em Huelva, com o Sporting CP a triunfar ainda nos sub-23 por intermédio de Miguel Marques.

Esta quinta-feira, poderá então dirigir-se às bancas para se voltar a perder na leitura das páginas mais verdes da imprensa.

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