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Foto José Cruz

A Selecção e os seis leões: uma história de longa data

Por Jornal Sporting
16 Fev, 2017

No futsal, o Sporting foi o mais representado na convocatória de sub-17, com seis elementos

A formação é um símbolo que, mais do que do futebol, é do Clube. E por norma é daí que chegam as melhores histórias. Célio Coque, Hugo Neves, Tomás Paçó, Bernardo Paçó, Ricardo Pinto e Tomás Reis. Com excepção do último, que conta 17 primaveras, todos os outros têm apenas 16 anos de idade. E mais uma vez sem contar com Tomás Reis, todos eles já jogam juntos há seis épocas.

Ao colocarmos as coisas em perspectiva, entendemos melhor: os cinco primeiros nomes desta peça trocam passes, remates e tudo o que o futsal tem para oferecer quase diariamente desde que fizeram 10 anos. Agora, passados tantos jogos e treinos juntos, foram chamados à Selecção sub-17 de Portugal, tornando o Sporting o emblema mais representado no duplo confronto com a Espanha.

Com uma formação repleta de títulos e triunfos – até ao momento, estes seis foram sempre (!) campeões, sendo que no segundo ano de escalão foram-no sempre sem derrotas (!!) –, os seis jovens futsalistas admitem a importância do Clube no seu crescimento, mas também do facto de jogarem juntos há tanto tempo, e com tanto sucesso.

Leia mais na edição impressa do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas. 

Foto DR

Da grandeza e do amor

Por Jornal Sporting
16 Fev, 2017

Editorial do director interino para a edição nº. 3611

Numa casa como a distinta de Alvalade, com mais de meia centena de modalidades, passar um fim-de-semana com festejos de títulos tem uma probabilidade tão alta como a Glória já escrita nos 110 anos de história do Clube. Foi assim que nos foram habituando bem.

À cabeça desta edição surge a equipa leonina do Goalball, que na Suécia, por convite, venceu a Super European Goalball League Malmö 2017, com cinco vitórias em outros tantos jogos. Aliás, o domínio do Sporting foi de tal forma que antes mesmo de realizar-se o derradeiro encontro com a formação da casa do Old Power – vencedor da edição anterior da competição, em Helsínquia – já os leões festejavam a conquista do título europeu, à qual se juntou o troféu de melhor marcador do lituano Justas Pazarauskas, que à sua conta conseguiu marcar 30 golos. O feito é ainda mais relevante, se tivermos em conta que Portugal, no goalball, está inserido no Grupo C – terceira divisão.

A quase 3.000 quilómetros de distância, outra prova de grandeza foi dada. Em Pombal, nos Campeonatos de Portugal de Pista Coberta de atletismo, o Sporting arrecadou, nos dois dias de prova, 18 títulos individuais de campeão, entre os quais se destaca, naturalmente, o primeiro de Nelson Évora de leão ao peito, depois de já ter vencido o Meeting Internacional de Val de Reuil, em França. Patrícia Mamona, também no triplo salto, voltou a não ter concorrência e a saltar, mais uma vez, acima da marca dos 14 metros (14,05). Um excelente ensaio para o que poderá sair deste fim-de-semana dos Campeonatos de Portugal de Pista Coberta de Clubes, também em Pombal.

Esta é, também, a edição em que se conta o que se passou no Congresso de Núcleos, que decorreu no passado sábado, em Viseu. Foram mais de duas centenas de participantes, em representação de mais de 100 Núcleos, não apenas do país mas também do estrangeiro – Núcleo do Sporting Clube de Portugal do Luxemburgo – para discutir regulamentos e outras questões prementes da vida dos “elementos fundamentais e inalienáveis entre o nosso Clube e os Sportinguistas”, conforme declarou o Presidente Bruno de Carvalho. Foi, para além de mais uma prova da grandeza do Sporting, um sinal de enorme vitalidade. E amor, a avaliar pelas palavras de Jorge Sobral, do Núcleo do Sporting Clube de Portugal das Caldas da Rainha: “Não tenham dúvidas: os Núcleos são pequenos estádios de Alvalade em dias de jogo!”

Não foi em Alvalade que a equipa principal jogou, mas quase não se notou a diferença. O relato do encontro do Hugo Alegre assim o justifica. O 12.º Jogador, independentemente dos resultados e do que o futuro ainda pode reservar à equipa, não deixa de acompanhar o Clube. Seja onde for. E foram recompensados por isso. De novo, uma primeira parte que custou, desta vez, dois golos, o mesmo número de ocasiões que o Sporting teve de recuperar de desvantagens. Sem interferências nas avaliações de arbitragem, os leões conseguiram resolver por si os próprios erros que deram oportunidade ao adversário, actual detentor da Taça da Liga, de se colocar à frente no marcador por duas vezes. De sublinhar ainda a preponderância assumida pelo “menino” Daniel na manobra da equipa ao entrar no jogo aos 64 minutos. Mais: Podence foi a primeira substituição operada por Jorge Jesus, à qual se seguiram as entradas de Ricardo Esgaio e, por fim, João Palhinha. Isto significou que o Sporting terminou o encontro em Moreira de Cónegos com oito jogadores da formação. Oito. Em 11.

Está à porta o confronto com o Rio Ave. Em Alvalade. Muito se falou do comboio verde no Congresso de Núcleos e é mesmo disso que se espera para este sábado à noite. Em mais uma reunião de família que não deverá quebrar o entusiasmo (leia-se média) das assistências que se têm registado em casa. Não por obrigação, mas por gosto. Por amor.

Boa leitura.

Foto DR

Reviravolta frente ao Moreirense em destaque

Por Jornal Sporting
16 Fev, 2017

Troféu da Super Liga Europeia de Goalball, os 18 títulos nacionais de atletismo e o Congresso dos Núcleos também merecem atenção

Suada, mas justa, a vitória do Sporting CP no passado domingo em Moreira de Cónegos. Podence assumiu o papel principal que mudou a história do jogo frente ao Moreirense (3-2). O poder de combate de Adrien, a criatividade de Alan Ruiz e o oportunismo de Bas Dost também ajudaram na reviravolta. Ainda assim, os comandados de Augusto Inácio venderam cara a derrota. Leia a crónica de jogo de Hugo Alegre e não perca a antevisão de João Rosa ao duelo com o Rio Ave, deste sábado, em Alvalade. Pela frente, os leões de Jorge Jesus terão um 'clube pequeno' que mais parece grande pela forma como joga.

Logo a abrir, destaque para o editorial escrito por Pedro Figueiredo, director interino do Jornal Sporting, e para o artigo de André Pacheco sobre a conquista do troféu da Super Liga Europeia de Goalball, que irá ter o Museu de Alvalade como destino. No interior da edição, recomendamos ainda a reportagem de Sofia Oliveira, que fez um resumo dos 18 títulos nacionais que os atletas leoninos venceram no Campeonato Nacional em pista coberta, que se disputou este fim-de-semana em Pombal.

Tenha ainda em atenção um trabalho sobre o Congresso dos Núcleos do Sporting CP, aos olhos de Pedro Figueiredo, e a história contada por João Almeida Rosa sobre seis leões na formação do futsal verde e branco que jogam juntos há uma vida.

Estes e muitos mais artigos a ter em conta na próxima edição do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas.

Foto José Cruz

“Tenho três filhos: o Sporting, o João e a Ema”

Por Jornal Sporting
09 Fev, 2017

José Andrade é Sportinguista desde que se lembra, já assistiu a perto de 1.000 jogos dos leões e nem o nascimento dos filhos o impediu de se deslocar a Alvalade. Organiza as Gamebox e compra bilhetes para os amigos, tendo criado o ‘Núcleo do Zé’

Mesmo estando de folga, e morando em Alhos Vedros, a sensivelmente 30 minutos de Alvalade (pelo trajecto mais rápido, uma vez que são 38km de distância), José Andrade fez questão de enfrentar o trânsito da capital e visitar a Loja Verde a meio da tarde. Valores mais altos se levantaram: “Fui comprar a prenda do sétimo aniversário do meu filho. Como sempre, tem que ter alguma coisa do Sporting, para que conserve o mesmo amor ao Clube que eu tenho. Seja um cachecol, um peluche do Jubas, um boné… Aliás, é Sócio desde que nasceu, tal como a irmã, que tem cinco anos”, começou por contar ao Jornal Sporting José Andrade.

Esta é uma reportagem que pode ler na íntegra na edição do Jornal Sporting que esta quinta-feira saiu para a bancas.

José Andrade será, igualmente, um dos convidados do programa de hoje do Jornal Sporting na Sporting TV, que vai para o ar às 17h30.

Histórias de puro Sportinguismo que só engrandecem o Clube. A não perder.

Guia para um guião

Por Jornal Sporting
09 Fev, 2017

Editorial do director interino para a edição nº. 3610

Pareceu o fim do mundo. Pior do que os comentários de Jorge Jesus ao desempenho de João Palhinha na primeira parte do clássico no Dragão só mesmo as alarvidades que Donald Trump diz e, para mal do Mundo, assina como decretos presidenciais até encontrar travão na justiça. Que injustiça! O treinador do Sporting, imaginando-o de costas largas capaz de suportar tudo o que dizem e escrevem sobre si, é um daqueles protagonistas do futebol português a quem tudo lhe é apontado, desde o estilo de intervenção às escolhas tácticas, independentemente de lhe ser reconhecido talento e conhecimentos que o colocam no topo da sua categoria. Era assim antes de vir trabalhar para Alvalade e não há razão aparente para que, desde então, tenha desaprendido ou perdido qualidades.

Não houve, sequer, episódio nas palavras do treinador que avaliou publicamente o rendimento de um jogador numa parte de um jogo. Houve, isso sim, uma crítica construtiva, bastando para isso recuperar a ideia deixada por Jorge Jesus ao dizer que Palhinha saiu do clássico um jogador muito diferente, naquele que constituiu mais um degrau no seu processo de aprendizagem. Nem o treinador culpou o jogador pela derrota nem tão-pouco o jogador acusou a crítica como destrutiva. Aliás, percebeu-se mais tarde, com o desenrolar das acusações vindas de fora do Clube, e pelas mensagens deixadas nas redes sociais, que tanto Palhinha como outros elementos do plantel não tiveram a mesma leitura que aquela que circulava na imprensa.

O que não encontrou o mesmo eco foi o facto de o FC Porto ter passado a segunda parte quase completa a jogar com mais um – a partir do minuto 50 –, no momento em que Maxi Pereira foi advertido com um cartão amarelo, num lance com Rúben Semedo, quando a expulsão teria sido o castigo mais adequado. Sobretudo porque pouco tempo antes, em lance com Bryan Ruiz na grande área portista, se vê o pé direito do uruguaio nas costas do costa-riquenho, junto à linha de fundo. Um clássico dentro do clássico.

A destacar o facto de o Sporting ter começado o jogo no Dragão com seis jogadores oriundos da formação e ter terminado com o mesmo número, apesar das substituições. Seis. Metade é sub-23. O reajustamento no mercado de Inverno, que nesta edição se publica os quadros referentes às entradas e saídas, assim o ditou, mas não haverá razão para maior orgulho da família leonina do que ver os meninos, nascidos e criados numa das melhores academias de futebol do Mundo, a terem as suas oportunidades na equipa principal. Para muitos deles, para não dizer a totalidade, a concretizarem o sonho que os move desde o primeiro momento em que jogaram de leão ao peito. Resultado? A segunda parte frente ao FC Porto revelou um Leão dominador, ainda que insuficiente para o marcador que todos desejávamos.

A Sul, mais concretamente nas Açoteias, o regresso do Sporting à Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato 19 anos, foi pintada de prateado, individual e colectivamente. Liderados pelo argelino Rabah Aboud, a quem poucos deram o devido crédito à contratação, a formação orientada por Nogueira da Costa acabou por prestar a justa homenagem a Moniz Pereira, a quem o atletismo leonino, e nacional, muito (tudo!) deve a saída da obscuridade para o estrelato. Conquista que se soma à vitória de Nelson Évora no Meeting Internacional de Val de Reuil, a primeira prova desde que se tornou leão, e que abre excelente perspectivas para os campeonatos nacionais de pista coberta, que este fim-de-semana vão decorrer em Pombal. É de esperar que a próxima edição traga à manchete mais um (ou vários) títulos de campeão. Que nunca se desvalorizem as conquistas maiores, sejam em que modalidade forem.

Boa leitura.

Vice-campeões da Europa em manchete

Por Jornal Sporting
09 Fev, 2017

Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato e o clássico do Dragão em destaque nesta edição do Jornal Sporting

A edição n.º 3610 do Jornal Sporting, que amanhã de manhã estará nas bancas, traz à manchete o 2.º lugar (individual e colectivo) dos leões na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, que no passado domingo decorreu na mítica pista das Açoteias, no Algarve. O argelino Rabah Aboud foi o ponta-de-lança da equipa orientada por Nogueira da Costa que, 19 anos depois, voltou ao estrelato na prova.

O clássico do Dragão também merece, naturalmente, honras de 1.ª página, cuja segunda parte de luxo e domínio total não foi suficiente para anular a desvantagem do primeiro tempo. 

Com a entrada oficial no período de campanha eleitoral, o Jornal Sporting reservou quatro páginas (20 a 23) para as três listas com letras já atribuídas: Pedro Madeira Rodriges (A), Bruno de Carvalho (B) e Gonçalo Nascimento Rodrigues (C), este último com lista candidata apenas ao Conselho Leonino. São publicados na íntegra os programas e os nomes, com respectivos cargos, aos órgãos sociais: Conselho Directivo, Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Disciplinar e Conselho Leonino.

Destaque ainda para a reportagem de última página com o Sportinguista José Andrade, conhecido pelo seu 'Núcleo do Zé' e as suas histórias de amor ao Clube.

A não perder.

Foto César Santos

“Depois do primeiro golo pelo Sporting não tem dado para acreditar”

Por Jornal Sporting
02 Fev, 2017

Uma entrevista de Bas Dost ao Jornal Sporting, em conjunto com a Sporting TV, em vésperas da viagem ao Dragão

Chegou, viu e marcou. Aos 27 anos, Bas Dost chega a Alvalade e com 18 golos em todas as competições, 16 apenas na Liga, está no bom caminho para se tornar o novo goleador da competição portuguesa. A marca coloca-o também no topo da Europa ao lado de Suárez (Barcelona) e Aubameyang (Dortmund). Conheça as ideias do holandês que começou a carreira como médio, negando a si próprio as qualidades que todos lhe apontavam como ponta-de-lança.

Jornal Sporting – Podemos começar por algo fácil: que palavras ou frases é que já consegue dizer em português?

Bas Dost – Alguma coisa. Bom dia, obrigado, como estás, boa noite, boa tarde [risos]. Sei dizer mais palavras, mas agora é difícil.

Quais foram os maiores obstáculos quando chegou a Portugal e o que mais o deixou maravilhado no Sporting?

O maior obstáculo foi a língua. Não podia falar com ninguém. Há muitas pessoas em Portugal que só falam português, mas essa dificuldade foi só no início. Estou aqui para jogar futebol e não para conversas. Tive sorte em ter marcado logo no primeiro jogo que fiz de leão ao peito e conseguir dar-vos boas sensações. Depois disso, correu tudo tão bem que não podia acreditar.

Consegue entender melhor o português?

Sim, já. Quando o treinador está a falar entendo 20 a 30% do que diz, mas há sempre um tradutor ao meu lado, portanto vai-me dizendo o que se passa.

Já tinha marcado em Alvalade antes mesmo de representar o Sporting, quando esteve ao serviço do Wolfsburg. Algum sentimento especial ou memória dessa primeira visita?

Lembro-me de na altura ter percebido que havia um grande ambiente. Ganhámos na Alemanha por 2-0 e na deslocação a Lisboa ficou 0-0, mas tivemos muita sorte. O Sporting podia ter ganho por 4-0. Gostei desde o início de ter jogado num grande estádio e perante um público fabuloso. Nunca pensei que algum dia pudesse vir a jogar aqui, mas a ideia era, sem dúvida, a de um grande Clube.

Que grandes diferenças encontrou entre os campeonatos holandês, alemão e português?

Há muitas diferenças. Na Alemanha, todos os jogos são complicados, não interessa qual o clube que se defronta. Na Holanda e em Portugal há jogos “fáceis”. Aqui os jogos fora de casa são todos bem difíceis. Joga-se frente ao Nacional, na Madeira, e todos pensam que será uma vitória, mas no fim torna-se complicado. Aqui há o Sporting, Benfica, FC Porto e Sp. Braga, enquanto que na Holanda há o Ajax, Feyernoord e PSV... é quase o mesmo. Contudo, o futebol é diferente. Gosto da maneira de pensar: quando ganhamos é tudo maravilhoso, se perdemos é tudo mau. Gosto disso.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas

BAS

Por Jornal Sporting
02 Fev, 2017

Editorial do director interino para a edição nº. 3609

Do alto dos seus 1,96 metros, Bas Dost surge na sala e convívio da ala profissional da Academia de sorriso rasgado. Contrasta com o tempo cinzento e chuvoso, provavelmente mais familiar ao holandês que trocou Wolfsburgo por Lisboa. Recebeu umas fotografias do César Santos e três primeiras páginas do Jornal Sporting consigo em manchete. Natural. Os 16 golos que já leva na Liga – na qual já bisou por cinco vezes, frente a Estoril, Arouca, Feirense, D. Chaves e P. Ferreira –, colocam-no no topo da lista de melhores marcadores da competição doméstica. Melhor ainda: está ao lado de Suárez (Barcelona) e Aubameyang (Dortmund) na lista europeia de goleadores. A última vez que isso aconteceu com um ponta-de-lança do Sporting foi com Jardel, em 2001/02, época em que o brasileiro chegou mesmo ao final como o melhor de todos, com 42 golos. A segunda bota de ouro leonina da história do Clube.

Não é certo que Bas Dost possa alcançar o feito na sua época de estreia mas, convenhamos, chegar a esta altura do campeonato nestas circunstâncias é já, como se costuma dizer, meio caminho andado.

E se de sorriso rasgado entrou, assim saiu mais de uma hora depois, entre a entrevista propriamente dita, maquilhagem, sessão fotográfica e ainda mais uns trabalhos para as redes sociais do Clube. Sorriu, soltou umas gargalhadas, mostrou-se indignado, esteve pensativo, protestou e ‘mostrou os dentes’ quando confrontado com a real possibilidade do Sporting poder ser campeão. Nunca revelou qualquer ar de cansaço, aborrecimento e muito menos de frete, quando se percebe que alguém desempenha algum dever por obrigação e não por gosto. Confessou que está a apaixonar-se pelo Clube – e explica porquê –, revelando mesmo que a vida é boa.

Cultura nórdica, poderá pensar-se. Talvez, embora este tipo de generalizações tenha uma significativa margem de erro. Bas Dost pode ter sido a contratação mais cara da história do nosso Clube, mas não creio que haja alguém na família que não dê todos os cêntimos investidos no novo n.º 28 de Alvalade como seguros e de – até agora – excelente rentabilidade.

Com Bas Dost, não é preciso ler nas entrelinhas. Diz com clareza o que pensa e sobre todos os assuntos, inclusivamente sobre arbitragem. Com elevação. Fala da sua relação com Jorge Jesus e tem a natural humildade – foi realmente genuíno – de admitir que, apesar de gostar de ouvir as bancadas de Alvalade a gritar o seu nome ao ritmo dos AC/DC, sem os companheiros de equipa os seus golos não existiam. Metade dos 18 golos que já marcou em todas as competições vieram de diferentes fornecedores. Adaptação não constituiu qualquer problema. Desfez as malas em Alvalade, aos 27 anos, com uma força interior inabalável para mostrar o real valor. Sabemos bem que quando essa vontade vem do mais fundo de nós, venha quem vier...

A mesma vontade que se quer no Dragão, este sábado, e que André Santos demonstrou ao conquistar o título mundial ISKA, em kickboxing. Vitória por knock-out logo no primeiro assalto. A mesma vontade que teve Patrícia Mamona no 1.º lugar alcançado na New Balance Indoor Grand Prix, em Boston, ultrapassando novamente a marca dos 14 metros este ano. Vontade e entusiasmo também foi a receita levada pelas leoas à Alemanha, ao  International Turbine Hallencup. O 2.º lugar na competição, no país das bicampeãs mundiais (2003 e 2007), permitiu que equipa de Nuno Cristóvão deixasse a melhor imagem das líderes do campeonato nacional. Como escreveu Alexandre Herculano: “É erro vulgar confundir o desejo com o querer. O desejo mede os obstáculos, a vontade vence-os”.

Boa leitura.

Foto D.R:

Entrevista exclusiva a Bas Dost em destaque

Por Jornal Sporting
01 Fev, 2017

Conheça os temas mais importantes do mundo verde e branco na edição desta quinta-feira do Jornal Sporting

Bas Dost é o grande destaque da edição desta semana do Jornal Sporting. O avançado holandês, que tem dado nas vistas dentro de campo (apontou mais dois golos este fim-de-semana), mostrou que as suas qualidades não se cingem apenas ao que faz nos relvados portugueses, numa entrevista exclusiva ao Jornal Sporting.

Em relação à equipa principal de futebol, é caso para dizer: 'lar, doce lar'. No regresso a Alvalade, os leões voltaram também às vitórias para a I Liga. 4-2 foi o resultado final, com o inevitável 'holandês voador' a bisar no encontro, ajudando a equipa orientada por Jorge Jesus a conquistar os três pontos.

As páginas centrais são dominadas pela homenagem da Câmara Municipal de Lisboa (CML) a Aurélio Pereira. O responsável pelo recrutamento do Sporting CP recebeu a medalha Municipal de mérito desportivo entregue pelo presidente da CML, Fernando Medina, num reconhecimento do trabalho realizado por um homem que muitas alegrias tem dado ao futebol português e, claro, ao futebol leonino.

Em evidência, mas noutro contexto, está também a equipa de hóquei em patins, que saiu derrotada no dérbi frente ao Benfica por 5-4. Num jogo de grande nível, os leões chegaram ao intervalo a vencer, com a equipa de arbitragem a mudar o rumo dos acontecimentos e a prejudicar a equipa verde e branca no segundo tempo. Não perca ainda o título mundial de kickboxing conquistado pelo atleta leonino André Ramos na categoria de 63,5kg. 

Estes e outros destaques a ter em atenção no Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas.

Mais dois a menos

Por Jornal Sporting
26 Jan, 2017

Editorial do director interino para a edição nº. 3608

Diz a regra dos sinais na matemática que menos com menos dá mais, quer na soma como na multiplicação. E é precisamente a soma de erros de arbitragem que se têm multiplicado todas as semanas, basta o Sporting entrar em campo, que tem tido os seus efeitos na classificação desta Liga. Terreno fértil para medrar sentimentos de frustração e impotência em qualquer equipa. Não no Sporting. Este é o Clube dos que nunca se vergam, dos que só baixam a cabeça para beijar o leão na camisola. O próximo adversário a visitar Alvalade, por exemplo, traz à memória tempos em que se marcavam golos com a mão (válidos), cujo resultado acabou por nos custar um título. Não são apenas 10 anos que dividem esses tempos dos que vivemos agora. É, acima de tudo, uma presidência que não se cala e muito menos deixa esquecer a desonra que graça pelos relvados portugueses.

E não venham falar de direito ao erro dos árbitros, que têm tanto direito de os cometer como jogadores, treinadores e presidentes. No entanto, para a tão badalada verdade desportiva que enche a boca de muitos, jogadores falharem golos, treinadores darem mal as tácticas ou presidentes escolherem mal qualquer um dos dois anteriores não coloca em causa a verdade desportiva. São erros que os próprios pagam, sofrendo por isso as consequências devidas. Erros de arbitragem sim, provocando danos, muitas vezes – a esmagadora maioria – irreparáveis, com consequências que, como já aqui foi escrito, vão muito além do plano desportivo.

Não é à toa que o árbitro de um jogo também é apelidado de juiz da partida. O papel é em quase tudo semelhante. Ambos têm por missão, à luz das Leis de jogo, garantir que a partida se desenrola dentro do que as regras mandam e quando assim não acontece decorrem as penalizações devidas.

O golo mal invalidado nos Barreiros custou-nos (mais) dois pontos e a pergunta que se coloca é simples: o que vai acontecer ao árbitro auxiliar de João Pinheiro pelo seu erro ter tido influência directa no resultado? Como se sentirá ao rever as imagens? Já nem se coloca a questão na base da consciência, mas relembram-se as palavras do uruguaio Eduardo Galeano quando deixou escrito que as circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de decidir. E o que nos faz decidir é o nosso carácter.

Virando a página, falemos das satisfações e das razões que nos enchem de orgulho, para além da equipa principal de futebol. Basta descer um escalão. Os juniores, orientados, por Tiago Fernandes, depois de terem vencido o Benfica na Academia, voltou a ganhar na Figueira da Foz na 22.ª e última jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional. Foram 17 pontos de diferença entre a liderança leonina e o 2.º classificado (Benfica) com que se terminou a 1.ª fase da competição. E fechou-se com chave de ouro: as 21 vitórias e um empate configuram o novo recorde do escalão. Parabéns ao Tiago e, acima de tudo, à sua equipa e a todos quantos, diariamente, trabalham para garantir a excelência com que a Academia Sporting é reconhecida em todo o Mundo. A mesma que atrai parceiros como o Internacional de Porto Alegre, que esta semana assinou um protocolo de cooperação com o emblema de Alvalade, sendo o clube brasileiro um dos maiores formadores do seu país, há uma década o que mais jogadores exporta.

Vamos entrar na derradeira semana que antecede o arranque oficial da campanha. A 2 de Fevereiro, dia de saída da próxima edição do Jornal Sporting, será a data limite para a apresentação de listas concorrentes ao acto eleitoral agendado para 4 de Março. Até ao momento, duas listas são conhecidas e o Jornal Sporting tem dado, de igual modo, o devido destaque a ambas as candidaturas. Nesta edição, nas páginas centrais, estão, numa espécie de frente-a-frente, os respectivos programas. 111 medidas de Bruno de Carvalho, 64 de Pedro Madeira Rodrigues. Cabe a cada um dos membros da nossa família, com direito a voto, fazer a sua escolha em consciência. Para isso...

Boa leitura!

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