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Opinião

Regresso… e Ligas Europa e Nacional!!!

Por Tito Arantes Fontes
02 Mar, 2023

 

Meus Caríssimos Leões, em meados de Maio do ano passado, no final da época futebolística, anunciei-vos a suspensão da minha coluna neste tão nosso Jornal Sporting. Disse-vos, também, que voltaria! Pois, cumpre-se o dito e aqui estou de novo! Pronto para a liça e renovado para o combate da defesa intransigente do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e das suas cores! Obrigado a quem continua a confiar no que escrevo! Obrigado também pelo renovado convite! E também obrigado pelas insistências. Foi gratificante. Como e muito gratificantes foram as mensagens e palavras que de Norte a Sul do país fui recebendo, incentivando-me a voltar a escrever. Obrigado, pois, a todos! Obrigado às gentes Sportinguistas que invadem e enchem este nosso Portugal, de lés-a-lés! 

E há tanto para dizer, tanto para escrever, tanto para denunciar! Tanto para elogiar! 

Esta época, futebolisticamente falando, não nos tem corrido como todos gostaríamos. Mas estamos vivos! E sabemos aprender com os nossos erros. O presidente Frederico Varandas já o afirmou. A direcção do Clube também. E Rúben Amorim apregoa isso de modo consistente e reiterado. Estamos, de todo o modo, na luta pela melhor classificação possível, idealmente com acesso à Champions! Não, não somos de deitar a “toalha ao chão”… muito pelo contrário! E estamos também na disputa da Liga Europa, nos seus oitavos-de-final.  

Já sei que na Liga Europa nos calhou em sorte o Arsenal. Venha ele! Nós somos o SPORTING! E não é a primeira vez que eliminamos equipas inglesas que à partida se afiguram verdadeiros “Golias”… basta recordar o Manchester United na campanha de 1963/1964 para a nossa Grande Vitória na Taça das Taças! O MU na altura tinha “só” Denis Law, Bobby Charlton e George Best… o primeiro considerado pela UEFA como o melhor jogador escocês de sempre e os dois seguintes… pois, expoentes máximos do futebol britânico, europeu e mundial! Pois… em Lisboa, no mítico e lendário “velhinho” Estádio José Alvalade, no dia 18 de Março de 1964, o MU sofreu a mais humilhante derrota de toda a sua história europeia, perdendo por 5-0 contra o SPORTING, numa noite memorável e de sonho (salvé, por todos, Osvaldo Silva, saravá!), que – assim – recuperava do mau resultado que tinha sofrido em Manchester ao perder por 4-1. Depois, já em 2012, para não irmos mais longe, igualmente nos oitavos-de-final da Liga Europa, “encostámos” o Manchester City (com Aguero, David Silva, Balotelli, Kompany, Touré, Kolarov e Dzeko), na altura líder do campeonato inglês. Graças, em Lisboa, ao célebre calcanhar do Xandão! E a um épico jogo de heróica resistência na segunda mão, passado uma semana, em Manchester. E já nesta época… íamos ser “cilindrados” pelo Tottenham e afinal em Lisboa ganhámos 2-0 e em Londres empatámos a um golo. Ou seja, vamos a jogo… venha lá o tal de Arsenal!   

Quanto à nossa Liga… pois, estamos em quarto lugar, ambicionando mais, naturalmente querendo mais. Faltam doze jornadas, o Braga perdeu na 2.ªfeira… vamos ver, vamos ver, jogo a jogo! Na 2.ª feira, uma vitória competente sobre o Estoril. Jogo sólido, coeso, de sentido único, dominado pelo SPORTING de fio a pavio, coroado com dois golos sem resposta (nem uma oportunidade sofremos!), um de Bellerín, que se estreou a marcar, e outro de Trincão, que fez uma obra de arte, dando finalmente e com total êxito forma e eficácia ao seu talento! Oxalá assim continue encontrando neste golo e na sua boa exibição a motivação e o tónico que eventualmente necessitava para fazer um final de época esplendoroso e – se possível – a deixar-nos com “água na boca” para a sua prestação no próximo ano! Manuel Mota, desta feita, fez uma arbitragem competente, demonstrando que − quando não o faz − não é porque não saiba… é antes porque não quer! Arbitragens como a de ontem só responsabilizam mais Manuel Mota para jogos futuros. Cá estaremos, pois, para lhe relembrar o seu “saber”!  

No resto da jornada mais do menos… isto é uma histérica e violenta “zanga das comadres” que fazem parte do “poder bicolor”, esse poder que persiste em infectar o ambiente do futebol português. Um – depois do seu presidente ter mostrado a sua esmerada educação e o seu apreço pelos árbitros com o modo como tratou o seu “acólito” Tiago Martins após o jogo da Taça de Portugal, em Braga − viu tal “palhaçada” ser recompensada… teve, em Vizela, uma arbitragem “simpática” (António Nobre no VAR e no campo Nuno Almeida), que foi sucessivamente espoliando o clube da casa durante o decurso do jogo, máxime em penálti a seu favor que nem o árbitro, nem o VAR se dignaram honrar com o que as leis do jogo mandam! Vitória injusta, portanto, deste membro vitalício do “poder bicolor”! Por sua vez, o seu outro comparsa, o tal cujo presidente pede agora de modo estridente que “acabem com o VAR!”, viu a “dupla” Rui Costa (árbitro) e Tiago Martins (VAR) apitar de acordo com as regras do futebol… o corolário foi – oh, sacrilégio! − o clube da Invicta acabar com nove jogadores, sendo que deveria ter mesmo acabado com oito, pois é indiscutível que Pepe, na sua anunciada e glamorosa “festa dos 40 anos”, deveria ter sido brindado com um valente “cartão encarnado” para gáudio de todo o futebol! Se houvesse justiça assim teria sido! Esse foi mesmo o erro maior da arbitragem nesse jogo. Certo é que – já toda a gente se esqueceu disso – o Gil Vicente fez pela vida, com uns 15 minutos finais na primeira parte de relevo e uma segunda parte de categoria e controlo total do jogo! Derrota justa, portanto, deste outro membro vitalício do “poder bicolor”!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

P.s. Acabo de saber das acusações de fraude fiscal e falsificação que impendem sobre membros actuais e recentes da direcção do nosso vizinho do outro lado da 2.ª circular… será que o país vai ficar “pasmado” a olhar para isto? Será que toda a gente − que não nós! − vai ficar a “assobiar para o lado”? Será que o clube em causa vai ser retirado do processo por oportuna e certeira “mão milagrosa”? É tempo de justiça!

Tardes de Futebol

Por Pedro Almeida Cabral
02 Mar, 2023

Tardes de futebol do Sporting Clube de Portugal. A primeira no início da semana. Vindos de uma moralizadora goleada na Dinamarca, a equipa de Rúben Amorim apresentava-se para ganhar perante Sócios e adeptos. Curiosidades havia bastantes. Saber como jogaríamos sem Ugarte, se St. Juste agarra mesmo o lugar e como vai a adaptação de Bellerín à equipa. O adversário era um GD Estoril Praia sedento de pontos e potencialmente motivado pela alteração abrupta no comando técnico, com a troca de treinador. Sabendo que o Sporting Clube de Portugal anseia por trepar na classificação, estavam reunidas as condições para um bom espectáculo de futebol.

E foi o que sucedeu. Apesar de os estorilistas apostarem tudo numa defesa bem recuada, impedindo a progressão desinibida do ataque Leonino, soubemos retirar o ferrolho e alcançar uma vitória tranquila. No meio-campo, Morita substituiu Ugarte com distinção. Esteve em todo o lado e recuperou 15 bolas. Muito se deve a ele a incapacidade de o GD Estoril Praia esboçar sequer um remate à baliza de Adán. St. Juste comprovou o que muitos adivinhavam: se estiver em boa forma física, é dos melhores centrais do campeonato. Ganhou variados lances, sempre com elegância e rapidez, foi assertivo no passe e fez cortes providenciais, como um central deve fazer. Já Bellerín, com o seu futebol reflectido e cerebral, ainda vai ganhando forma. Mas já ficaram boas combinações no flanco direito e um golo oportuno, acabando com uma seca pessoal de mais de dois anos. Porém, a glória da tarde estava reservada para Francisco Trincão. Marcou um golo para levantar qualquer estádio do mundo. Driblou e deixou para trás nada mais nada menos que quatro adversários e com o pé direito marcou o segundo golo do Sporting CP, sentenciando a partida. Um Sporting CP a crescer, a recuperar pontos graças às derrotas do FC Porto e do SC Braga, e a melhorar a olhos vistos.    

Na outra tarde de futebol, ocorrida ontem, jogaram-se em Alcochete os oitavos-de-final da Youth League, perante o AFC Ajax. Uma estrondosa vitória por 5-1 face a uma das melhores formações do mundo carimbou a passagem aos quartos-de-final. Fatawu, reforço para este jogo, foi a grande figura. Marcou três golos. O segundo, um remate em arco, dificílimo de executar, só ao alcance de jogadores superlativos. Palavra ainda para o golo de calcanhar de Mateus Fernandes, a encerrar a contagem. Também uma tarde de bom futebol de uma equipa que vai lançada nesta competição e que irá defrontar nos quartos ou o FC Porto ou o Liverpool FC.

Dois jogos distintos, a mesma fome de vencer, duas vitórias e um Sporting CP a jogar e a fazer jogar bem. Tudo à altura do nome e da tradição do Sporting CP.

Aquele telefonema

Por Juvenal Carvalho
02 Mar, 2023

O tempo passa decididamente a correr. Passaram tão rapidamente 11 anos desde que comecei a escrever para o Jornal Sporting com carácter de regularidade sem qualquer outro interesse que não o de fazer algo de que muito gosto, falar de coração aberto, e sem qualquer ligação a ninguém que não ao Sporting Clube de Portugal. E essa alegria, que a sinto também com um misto de um enorme orgulho, não tem dinheiro que pague. 

Recordo hoje aquela noite chuvosa do início de Março de 2012, quando me tocou o telefone e do outro lado estava o Rúben Coelho, que durante muitos anos trabalhou no nosso jornal, a convidar-me para ser colaborador semanal do jornal de clubes mais antigo do Mundo − o nosso. Não estava à espera do convite, aliás nem sequer estava nas minhas expectativas mais optimistas. Corria até o tempo em que na presidência do nosso Clube estava o engenheiro Luís Godinho Lopes, de quem fui crítico, sabendo ele pessoalmente, porque tive ocasião de lhe dizer olhos nos olhos, que não votaria na sua lista. Era eu então presidente do Núcleo do Sporting de Paço de Arcos, e apesar de apoiar o meu bom amigo Sérgio Abrantes Mendes, infelizmente já falecido, recebi na sede do Núcleo todos os candidatos a presidente da mesma forma, sem tomar partido algum por ninguém, e com a equidistância que sempre pugnei, sendo eu alguém que com defeitos, afinal sou humano, um que não tenho é esconder as minhas convicções, sejam elas sobre o Sporting CP, sejam elas sobre qualquer outro factor da sociedade. 

Na surpresa inicial, perguntei o porquê daquele convite e foi-me explicado pelo Rúben Coelho que o intuito era que fosse dada opinião a quem não fosse "alinhado" com a direcção. Na surpresa, valorizei sobremaneira o facto, e isso não fez com que mudasse a minha opinião. Nem nunca foi o propósito deste convite. Afinal a pluralidade de opinião levou-me a escrever no nosso jornal, e da forma mais imprevisível, mas que é tão louvável. Dar palavra a quem pensava de forma crítica, numa democracia que sempre foi imagem de marca do Leão.

E se então aceitei o convite desde logo, até pelas razões do mesmo, recordo ainda hoje a minha primeira coluna de opinião que, qual menino a quem haviam dado um brinquedo, o tema foi, desde a minha vivência de criança a acompanhar o Clube, até ter chegado a dirigente, onde servi o clube em modalidades como o basquetebol, o andebol, o futsal e o futebol juvenil.

Hoje, passados que estão estes 11 anos, muito mudou. Tanto no Clube, como também a nível social. Nada é estanque. Pela positiva, ou pelo seu inverso.

O que não mudou em mim foi o amor pelo Sporting CP, e a minha liberdade de pensamento. A minha entrada para o Jornal Sporting só foi possível pela liberdade de opinião, e pela diferença de pontos de vista não o impediram. Sempre achei a liberdade de opinião muito saudável, e no nosso Clube, ainda não havia redes sociais, já eu me deslocava a AG's, e opinava desassombradamente, tanta vez com sentido crítico. Nunca me refugiei em "fakes" da era moderna. Sempre assumi, sem ser dono da verdade, as minhas convicções com o meu nome.

E hoje, a cada coluna de opinião recordo o Rúben Coelho. Que me deu a liberdade para ser honesto intelectualmente e opinar desassombradamente. Se tiver que dar opinião menos simpática, até porque antes como agora ninguém me condiciona a nada, assim o farei. Mas aquilo que quero, gosto e procuro sempre é falar de Sporting. E isso só o consigo com a paixão ao rubro.

Passaram 11 anos. Tantos milhares de caracteres escritos depois disso, jamais esquecerei aquele telefonema. 

Objectivo Arsenal

Por Miguel Braga
02 Mar, 2023

Editorial da edição n.º 3913 do Jornal Sporting

O Sporting CP entrou na Dinamarca com um único objectivo: vencer o FC Midtjylland e garantir a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa. E o jogo correu da melhor forma para a equipa de Rúben Amorim, com quatro golos sem resposta e a eliminatória no bolso, num jogo seguro e sem sobressaltos. “Parece-me que tudo nos correu bem, mas fizemos por isso. Mesmo assim temos a situação do Edwards isolado no meio-campo, temos de fazer melhor e não conseguimos. Foi muito por aí que o adversário nos criou perigo, em cantos. Mesmo assim podemos fazer melhor. A expulsão depois facilitou o jogo”, afirmou o nosso treinador.

Sim, foi o terceiro Paulinho em campo – sendo que os primeiros são o nosso roupeiro e o nosso avançado – que acabou expulso ao minuto 38, quando o Sporting CP já vencia por um golo, deixando a equipa dinamarquesa a jogar com dez – o golo foi apontado pelo capitão Coates, que continua a fazer história. El Capitán ultrapassou José Travassos na tabela de jogadores com mais jogos de Leão ao peito e é agora o 19.º nessa lista de astros Leoninos. O tal cartão vermelho ao terceiro Paulinho acentuou a tendência verde e branca e foi com naturalidade que Pedro Gonçalves fez mais dois golos e com uma total ausência da mesma que Gartenmann marcou um dos autogolos mais caricatos desta competição europeia.

Com estes dois remates certeiros – o primeiro, um daqueles para mais tarde recordar – Pedro Gonçalves já passou o número de golos da época passada, provando ser, mais uma vez, um jogador com uma relação muito especial com a baliza adversária: em 2020/2021 fez 23 golos e três assistências; em 2021/2022, 15 e 11; esta época tem, até ao momento, 16 e sete. Que continue assim, é o desejo de todos os Sportinguistas. E que o novo seleccionador nacional esteja atento à qualidade e números de Pedro Gonçalves e de todos aqueles Leões que podem e devem sonhar com a representação em campo pelo seu país.

Ditou o sorteio do dia seguinte que o Sporting CP recebesse em Alvalade o Arsenal FC, de Inglaterra, no próximo dia 9 de Março. Sobre o nosso adversário, as palavras de Hugo Viana: “Vamos defrontar o actual líder da Premier League, o que por si só é demonstrativo da sua qualidade e do bom momento que atravessam. São apontados como os favoritos não só nesta eliminatória, mas também na própria competição, algo que não nos impede de ter a ambição natural de quem representa um clube como o Sporting CP”, rematando depois: “Estamos preparados para todos os contextos competitivos de elevada exigência, e entraremos em campo com essa postura.”

Antes deste jogo internacional contra uma das equipas do momento do futebol europeu, Rúben Amorim sabe que tem pela frente uma deslocação ao Algarve para jogar contra o Portimonense SC e que o foco dos jogadores deve estar na conquista da vitória: jogo a jogo, objectivo a objectivo e no final da época faremos as contas.

Chaves para a vitória

Por Miguel Braga
23 Fev, 2023

Editorial da edição n.º 3912 do Jornal Sporting

O Estádio Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira foi o palco do encontro entre o GD Chaves local e o Sporting Clube de Portugal. O resultado final foi de 2-3, mas a crueza dos números não expressa a clareza da vitória Leonina.

Liderados em campo por Pedro Gonçalves – recorde-se que depois de dar os primeiros passos no mundo do futebol no Vidago FC, Pote fez dois anos no GD Chaves nas remotas épocas de 2008/2009 e 2009/2010 −, os pupilos de Rúben Amorim entraram bem no jogo e tiveram a arte e engenho para levar de vencida a equipa transmontana. Tal como o treinador afirmou no final da primeira volta da Liga Portugal, a equipa precisa de fazer melhor do que nas primeiras 17 jornadas. E a verdade é que, comparativamente a essa primeira volta, já foram recuperados cinco pontos no início da segunda.

Se Pote foi líder em campo – e com mais dois golos atingiu 12 no campeonato e 14 no total da época, estando apenas a um golo do registo da época anterior −, Adán voltou às defesas importantes, Gonçalo Inácio provou (uma vez mais) que é um dos mais talentosos jogadores portugueses da sua geração na posição de defesa-central, Diomande disse ‘presente’ na sua primeira titularidade de verde e branco e Ugarte foi o pêndulo perfeito, com desarmes para todos os gostos e um acerto no passe acima dos 90%; Bellerín mostrou que é reforço e Paulinho fez uma exibição que só não foi capa de jornal por pouco – o nosso avançado viu dois golos seus (bem) anulados por meros centímetros de deslocação.

Ou seja, a equipa demonstrou estar preparada para o difícil encontro na Dinamarca, frente ao FC Midtjylland, que se realiza hoje ao final da tarde. Recordemos que no encontro da primeira mão em Alvalade, a equipa de Rúben Amorim empatou a uma bola, interessando por isso e apenas a vitória em solo dinamarquês. “Tudo o que se passa dentro de campo é responsabilidade minha, o ambiente que o Clube tem é responsabilidade dos adeptos. Sei que é muito difícil e os adeptos têm a sua razão de estar chateados. Há fases difíceis e outras melhores, mas há um caminho a percorrer, todos juntos”, afirmou o treinador no final da partida. Acreditemos que a equipa vai conseguir passar à próxima eliminatória da Liga Europa. Quem está dentro de campo deve sentir o nosso apoio.

No atletismo, e depois de as equipas feminina e masculina terem vencido os respectivos Campeonatos Nacionais de clubes em pista coberta, o Sporting CP voltou a demonstrar porque é a maior potência nacional na modalidade. Entre mulheres e homens, os atletas Leoninos conquistaram 16 medalhas de ouro, vários outros lugares no pódio, alguns recordes pessoais e marcas de qualificação para os Europeus em pista coberta. A chave para este sucesso é a conjugação de talento e trabalho por parte de atletas, técnicos, staff e toda uma estrutura de apoio.

Por último, destaque para a emissão do centésimo ADN de Leão, que teve como protagonista Paulinho, o roupeiro que é mais conhecido do que o primeiro-ministro António Costa. Uma figura ímpar e querida de todos os portugueses, que é indissociável do espírito verde e branco. A todos os que contribuíram para tornar o ADN de Leão como o podcast de desporto de referência em Portugal, o meu mais sincero obrigado: os nossos hosts, Joana Cruz, Ana Galvão e o sempre presente Guilherme Geirinhas; e a nossa equipa: André, Filipe, Inês, Bernardo, Júlio, Ivo, Ana, Tatiana, Sérgio, Andreia, Miguel, Rui e Mariana, todos os demais que nos ajudaram e, claro, todos os que, do lado de lá, seguem o podcast.

Querer

Por Pedro Almeida Cabral
23 Fev, 2023

Nos últimos dias, alcançámos vitórias que são mais do que meros triunfos. Por circunstâncias várias, não defrontámos somente adversários. Havia algo para derrotar. Ou o peso da história ou o da competição. Em última análise, jogávamos contra nós próprios. E quando assim é, só com superação é que podemos sair do campo com a leveza que traz o dever cumprido.

Começámos sábado. A nossa equipa de juvenis de futebol foi vencer ao SL Benfica no Seixal. Dois golos marcados contra um concedido. Nunca verdadeiramente o SL Benfica esteve perto de ganhar. Marcaram Pedro Sanca e Manuel Mendonça. O tento concedido foi nos momentos finais, praticamente sob o último apito. Podia ser só um bom resultado dos juvenis. Mas foi outra coisa. Há cinco anos que neste escalão não ganhávamos aos benfiquistas na casa deles. A última vez havia sido em 2017, ainda com Luís Maximiano e Rafael Leão em campo. Registos como este existem para acabarem. Foi o que sucedeu.

No domingo, entrámos no rinque do Pavilhão João Rocha para defrontar o SL Benfica e procurar seguir em frente na Taça de Portugal. Ganhámos por 5-1, sem margem para dúvidas. Uma muralha chamada Girão fez as despesas do jogo. Golearam Nolito, João Almeida, João Souto e Toni Pérez. Um grande triunfo assente numa rigorosa solidez defensiva, enfrentando Nicolía e companhia olhos nos olhos, nunca deixando o SL Benfica ganhar fluidez no ataque, como assinalou o nosso treinador Alexandro Domínguez. Desde o regresso do hóquei em patins ao Sporting Clube de Portugal, ganhámos todas as competições, nacionais e europeias. Falta só mesmo a Taça de Portugal. A última vez que a erguemos foi em 1990. Entrámos no rinque contra 33 anos de história. E seguimos em frente.

Na segunda-feira, jogo fora do campeonato, contra o sempre difícil GD Chaves. A história das nossas deslocações à cidade flaviense está recheada de acasos e infelicidades. E após ter alcançado um empate no jogo anterior contra o FC Midtjylland no último momento da partida, as expectativas eram elevadas. O Sporting CP jogou contra alguma intranquilidade. Mas Pote, Nuno Santos e Ugarte souberam trazer os três pontos. É a jogar como jogámos a espaços neste jogo que vamos subindo de forma.

Nestes três jogos, houve muito querer do Sporting CP para chegar à vitória. E ela chegou com a naturalidade de quem sabe que a merece. É continuar. 

Vençam por nós!

Por Juvenal Carvalho
23 Fev, 2023

No momento em que muitos  Sportinguistas estarão a ler a edição de hoje do Jornal Sporting, seja na versão em papel, seja no formato digital, os nossos jogadores de futebol estarão altamente concentrados em terras nórdicas, mais propriamente na Dinamarca, país natal de Peter Schmeichel, uma das lendas do futebol mundial e que será sempre marcante na nossa história, porque dezoito anos depois, na época de 1999/2000, foi um dos obreiros de iniciarmos a viragem para o novo século com o título de campeão nacional, sendo mesmo um "monstro" na defesa das nossas redes. Estarão a poucas horas de realizar um jogo em que, acredito, como todos os que trazem o Leão no coração, nos querem oferecer a vitória e a tão importante continuidade nas competições europeias de futebol.

E se escrevi altamente concentrados, é porque sei do trabalho e da seriedade de um grupo que como o nosso treinador Rúben Amorim afirmou no pós-jogo da primeira mão, que as pernas pesam e que as ideias não são tão esclarecidas, porque sendo o momento menos bom é factual, e não há como fugir a essa realidade, o momento é de inverter o ciclo menos bom. 

E eu, que não sou o melhor dos optimistas, mas estou longe de ser o pior dos pessimistas, acredito que hoje o momento será o da viragem do que tem sido menos bom. 

E acredito, porque sinto que não é por falta de crença, de vontade e de dedicação dos nossos atletas que as coisas não têm saído bem. A forma como o "capitão" Sebastián Coates festejou o golo que nos deu a igualdade ante o FC Midtjylland é disso exemplo paradigmático. O punho cerrado, o ir buscar a bola rápido, a alegria do grupo, num momento em que a descrença se abatia sobre cada um de nós, prova o acreditar até ao fim.

Ao ver o jogo pela televisão, e tão descontente estava, como cada um de vós, e até os jogadores, porque ninguém mais que eles quer que as coisas corram bem, achei aquele momento o da reviravolta na eliminatória. 

E estou confiante nisso. Claramente confiante. Porque como naquele velho ditado popular que diz que 'não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe', sem fazer futurologia, e depois da vitória em Chaves, qual mola galvanizadora, quero mesmo acreditar que o caminho das vitórias possa ter vindo para ficar. 

Não era sequer nascido aquando da vitória na Taça das Taças de 1964, celebrizada pelo golo do 'Cantinho do Morais', e recordo com imensa tristeza a noite de 18 de Maio de 2005, e a derrota na final da Taça UEFA em pleno Estádio José Alvalade ante os russos do CSKA de Moscovo − assumo mesmo que chorei de tristeza, e que também vi mais vezes do que queria sairmos logo na primeira eliminatória das provas europeias, ainda não havia as fases de grupos, o Sporting CP tem enormes responsabilidades e um prestígio que fala por si a defender.

E é na base da honra, da dignidade, e do prestígio que o símbolo do Leão rampante acarreta, que faço daqui um apelo ao nosso grupo de trabalho em terras escandinavas: Vençam por nós.

A vossa felicidade será sempre a nossa felicidade. Lutem por cada bola como se fosse a última das vossas carreiras. O caminho do sucesso fica assim muito mais próximo. 

Eu acredito!

Uma semana difícil

Por Miguel Braga
16 Fev, 2023

Editorial da edição n.º 3911 do Jornal Sporting

Dizem as regras não escritas do futebol que quem não marca sofre. Foi essa a sina da equipa de Rúben Amorim no último clássico frente ao FC Porto. Mais uma vez, a equipa e o futebol jogado pelo Sporting CP foram superiores ao rival do Norte, mas, nestas coisas, o resultado, a vitória e os três pontos eram objectivo e isso, infelizmente, não foi atingido. “Deveríamos ter ido para o intervalo a vencer e depois, num ressalto de bola, sofremos o golo, que tornou tudo mais difícil”, confessou o nosso treinador. “Perdemos nos detalhes, não porque o FC Porto jogou melhor do que nós ou nos empurrou”.

Rúben afirmou também que a vontade e missão da equipa é vencer “todos os jogos”. “Esse é sempre o nosso objectivo, independentemente da classificação. Quinta-feira cá estaremos para ganhar na Liga Europa”. Que assim seja.

No fim-de-semana, a equipa B do Sporting CP também não foi feliz na deslocação à Amora. Pior do que a derrota da nossa equipa, apenas o comportamento absolutamente lamentável do vice-presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal no final da partida. Apesar das imagens de vídeo que foram noticiadas, Pedro Peixoto ainda se tentou justificar de algo que, pura e simplesmente, não tem justificação. Alguém com estas responsabilidades e que se comporta assim num recinto desportivo, não pode fazer parte do futebol. Injustificável.

Em Inglaterra, também foram considerados como injustificáveis os erros graves do VAR em jogos do passado fim-de-semana, com Howard Webb, antigo árbitro inglês e líder do organismo que representa os árbitros profissionais ingleses (PGMOL), a não deixar cair os erros em saco roto. No espaço de dias, Webb substituiu quem errou da competição – em linguagem futebolística, foram imediatamente para a jarra – e assumiu perante Brighton e Arsenal os erros do VAR ocorridos nos respectivos encontros e consequentes explicações.

O treinador dos gunners, Mikel Arteta, apesar da revolta – “só ficarei satisfeito quando me derem os dois pontos de volta” – enalteceu a atitude de Webb, agradecendo “o pedido de desculpas e as explicações que foram realmente abertas para serem justas”, reforçando que “todos cometem erros e erros fazem parte de nós”. “Eu sou o primeiro a dizê-lo no nosso trabalho. Mas isto foi outra coisa. Acho que são claras as consequências do que aconteceu”. Um dia, quem sabe, em Portugal a culpa também não morrerá solteira.

No atletismo, os nossos atletas femininos e masculinos voltaram a fazer história ao vencerem os títulos nacionais em pista coberta. Para as nossas Leoas, foi o 28.º e 13.º título consecutivo, para os nossos Leões, foi a 19.ª vitória do nosso historial, mantendo uma tradição na modalidade que remonta a décadas e que faz parte do nosso ADN. Os resultados são certamente testemunho do compromisso do Clube com a excelência, do inegável talento dos nossos atletas e do incansável trabalho de todos os treinadores e staff. A todos, os mais sinceros parabéns.

Uma semana agridoce

Por Juvenal Carvalho
16 Fev, 2023

Fugir aos resultados negativos do futebol que, inquestionavelmente, é a modalidade rainha e faz mexer como nenhuma outra com as emoções do universo Sportinguista, é algo que nunca o farei, nem seria intelectualmente honesto da minha parte. No passado domingo a derrota no clássico deixou-me triste, e até a pensar que o que falta da época quanto aos objectivos a que nos propusemos, é muito menos do que aquilo que todos expectávamos e desejaríamos.  

Como Associado do Clube já muito perto de fazer os cinquenta anos de filiação, e que infelizmente já vivi diversas épocas decepcionantes, muitas mais do que aquelas que quereria, foram também as conquistas que mais mexeram comigo, principalmente os campeonatos que vi ganhar, e cuja memória me faz lembrar. Falo dos de 1974, 1980 e 1982, ainda na fase de criança e de adolescente, e os de 2000, 2002 e 2021, estes já na fase adulta não foram muitos, mas tão felizes me fizeram. 

No entanto, quem me conhece bem sabe que não me refugio nas derrotas do futebol para valorizar as vitórias das nossas modalidades, porque tenho mesmo uma particular paixão pelo eclectismo. Mas a realidade é que no espaço de tempo que mediou a saída da anterior edição do nosso jornal para esta, foram várias as conquistas importantes do nosso clube. Das quais destaco as tão importantes vitórias nas competições europeias de andebol, onde ao vencermos os austríacos do Alpla Hard assegurámos desde logo a presença nos oitavos-de-final da EHF European League, e que ainda no hóquei em patins o caminho da próxima fase da WSE Champions League começa igualmente a ser uma realidade muito próxima, com as duas vitórias já alcançadas no grupo onde estamos inseridos. 

Mas não ficaram por aqui, porque também no plano interno muitas foram as vitórias que marcaram o passado fim-de-semana. Destaco das demais as do  basquetebol e do voleibol,  que asseguraram a presença na final four da Taça de Portugal em ambas as modalidades, que o futsal e o andebol também ganharam e continuam na liderança dos seus campeonatos, e que, aquilo que foi a cereja no topo do bolo, e naquela que é indubitavelmente a modalidade mais ganhadora, o atletismo venceu brilhantemente, tanto nos masculinos, que marcou o regresso aos títulos dos nossos homens, como nos femininos, que ganham como respiram, e têm dominado a larga escala, os Campeonatos Nacionais de pista coberta realizados na cidade de Pombal. 

Mais dois títulos para engalanar o nosso Museu, que não foram os primeiros, nem serão seguramente os últimos desta época desportiva, num Clube com um universo tão vasto de conquistas.

Ao sentimento negativo da derrota do futebol, que foi bem amarga e como que uma machadada naquilo que ainda ambicionávamos, que era pelo menos a presença directa na Champions League da próxima época, veio também uma sensação doce, que foram as muitas vitórias das nossas modalidades. 

Num clube em que a exigência é sempre muita, e que a vitória terá que ser sinónimo de ser quase obrigatória, ninguém pode estar contente com o desempenho do futebol. Mas também, − e as contas das grandes decisões serão sempre feitas mais para o fim, a semana foi bastante positiva para as nossas modalidades. Um sentimento agridoce, mas com a esperança inerente ao verde da nossa cor para que todos juntos nos unamos em torno do símbolo. Nas vitórias... mas sobretudo nas derrotas.

Honrar Moniz Pereira

Por Pedro Almeida Cabral
16 Fev, 2023

Na centenária história do Sporting Clube de Portugal, há muitas personalidades que sobressaem. Não só pelo que deram ao Clube como pelo que deram ao país. Aliás, como a história do desporto em Portugal se confunde com a história do Sporting CP, há quem seja simultaneamente uma figura nacional e uma figura do Clube. Moniz Pereira é um desses casos. Conhecido pelo seu papel fundamental no desenvolvimento do atletismo em Portugal, foi um artífice de campeões Sportinguistas como Carlos Lopes ou Fernando Mamede, mas também Francis Obikwelu e Naide Gomes. Não poderá haver honra maior do que recordar alguém por uma frase que condense a sua maneira de estar. É o caso de Moniz Pereira de quem se lembra sempre o famoso dito: “Há treino todos os dias!”. Sob uma aparente simplicidade, o que queria dizer é que o sucesso é resultado de aperfeiçoamento e crescimento pessoal constantes. E que isso só se consegue com esforço, dedicação e devoção permanentes. Todos os dias.

Fez no domingo passado 102 anos que Moniz Pereira nasceu. Esteja onde estiver, terá apreciado deveras o fabuloso triunfo do seu Clube de sempre que ocorreu, coincidência estelar, nesse mesmo dia. Fomos novamente campeões nacionais de pista coberta, tanto em femininos, o que já vinha sendo um hábito, como em masculinos, ganhando por meio ponto ao SL Benfica. Uma dobradinha atlética para juntar à de 2021, a última vez que a conseguimos. Para ver em perspectiva: em femininos, foi o 28.º título, o 13.º de seguida. Já em masculinos, foi o 19.º título.

Embora a prova tenha tido prestações femininas marcantes, como Patrícia Mamona a igualar a melhor marca do ano, com 14,41m, ou Marta Onofre, a dominar o salto com vara, foi nos masculinos que a competição foi até ao fim. A última prova do certame, a estafeta dos 4X400, foi decisiva, pois tanto Sporting CP como SL Benfica tinham os mesmos pontos. Mas bastava terminarmos num dos dois primeiros lugares, o que veio a acontecer. De destacar também os nossos reforços ucranianos, Andrii Protsenko, que saltou 2,17m, e Roman Kokoshko, a lançar o peso a 21,66m, obtendo a pontuação máxima nas suas provas. Tal como Nuno Pereira, nos 3.000 metros.

Assim se fez a história dos triunfos Leoninos, com um Sporting CP em crescendo. Recordo que em Julho passado, nos campeonatos nacionais de atletismo, vencemos em femininos e em masculinos fizemos a mesma pontuação que o SL Benfica. Na altura, teve de se fazer desempate pelos triunfos individuais, ganhando o adversário. Mas ficou a clara sensação que, brevemente, regressaríamos ao pleno do atletismo nacional. Provavelmente, desde aí, treinámos todos os dias, com o espírito de Moniz Pereira. O resultado está à vista.

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