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Opinião

In memorian

Por Tito Arantes Fontes
27 Nov, 2025

JÚLIO RENDEIRO – No final da semana passada a notícia veio fria, cortante… o grande Campeão Júlio Rendeiro partiu! Ele que já estava, por direito próprio e há décadas, no Olimpo dos Campeões! Deixa um rasto de saudade crescente, de dor profunda, de vazio imenso! Conheci o Júlio Rendeiro quando, há quase 20 anos, fizemos ambos parte do Conselho Fiscal, na presidência de Filipe Soares Franco. Mais tarde voltei a encontrá-lo, quando – em 2012 – ingressei no Grupo Stromp. Sempre – nesses fóruns privilegiados da vida Sportinguista – apreciei a sua postura, a inteligência das suas análises, a ponderação dos seus raciocínios. A qualidade das suas intervenções, muitas vezes fundadas na sua experiência desportiva, nos anos de balneário, no profundo conhecimento do que são os desportos colectivos e nestes da importância da equipa, das suas dinâmicas, no interior da equipa e no modo como a mesma se projecta e deve apresentar para o exterior, incluindo perante adversários. Foi um enorme desportista, um dos nossos melhores. E foi também um prestigiado dirigente, sempre escutado, sempre respeitado. Foi também, como todos sabemos, Campeão na sua modalidade de eleição, o hóquei em patins. Aí – no seu Clube, o Sporting CP – foi capitão de equipa, Campeão Nacional em distintas épocas, vencedor de vários troféus, incluindo Taças de Portugal, conquistando – em 1977 – a mítica Taça dos Clubes Campeões Europeus (a primeira por um clube português)! Foram os tempos da “Equipa Maravilha”, a tal de Ramalhete, Rendeiro (ele próprio!), Sobrinho, Chana e Livramento! Na Selecção Nacional, com base neste mesmo “cinco”, ganhou tudo, foi Campeão Europeu e Mundial, várias vezes. Foi também treinador, incluindo do Sporting CP e seleccionador nacional, onde voltou a ser Campeão do Mundo. Foi Sócio de Mérito do Clube, Prémio STROMP como atleta, vice-presidente do Sporting CP com Amado de Freitas e José Eduardo Bettencourt, membro do Conselho Fiscal com Dias da Cunha e Soares Franco. Foi um Leão, um dos nossos melhores! Curvo-me, unido a todos os Sportinguistas, em sua homenagem. Obrigado, Júlio! Até sempre, Rendeiro! Paz à sua alma!

RUGIDOS DE LEÃO / FREDERICO VARANDAS – Este ano (só agora abordo este tema pois razões pessoais e profissionais impediram-me de escrever na semana passada) os Rugidos de Leão, evento anual de grande tradição Sportinguista, organizado pelo “Leão de juba alta” Bernardes Dinis, sempre na zona de Leiria, teve um especial impacto… o discurso do nosso presidente, Frederico Varandas, bateu forte, impactou nos nossos mais directos adversários e calou fundo na alma dos Sportinguistas. O nosso presidente respondeu à lenga-lenga dos nossos adversários, sublinhando o bafio que emana desses discursos e dos comportamentos e atitudes dos mesmos. As reações não se fizeram esperar, por omissão ou por pífios comunicados. A nota ficou dada. O Sporting CP está vivo, está presente, está alerta! E vai lutar, sempre e sempre, doa a quem doer, com coragem e com denodo! Com esforço! Com dedicação! Com devoção! Força, presidente!

CHAMPIONS – Jogamos esta semana com o Club Brugge KV, na quinta jornada desta fase do “Grande Grupo”. Jogamos para ganhar! Ganhar e fazer dez pontos! Sabemos que podemos, desde logo porque no ano passado, também por esta altura, mas na Bélgica, estivemos a um passo dessa vitória. Agora, no nosso José Alvalade, com o apoio vibrante da sempre dedicada e presente massa Associativa Leonina, vamos em busca dos três pontos! Força, Leões! Nós acreditamos em vocês!

CAMPEONATO NACIONAL – Regressa no fim-de-semana o Campeonato. Jogamos no domingo com o sempre atrevido CF Estrela da Amadora, no José Alvalade. Será a décima terceira jornada e – como sempre – é para lutarmos pela vitória! Força, Leões!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

Eterno, o capitão Júlio Rendeiro

Por Juvenal Carvalho
27 Nov, 2025

A notícia chegou-me gélida através de WhatsApp, e trazia algo que não queria ler: "Morreu o Júlio Rendeiro".

E hoje, neste espaço, porque a notícia quando chegou já havia fechado a edição anterior do nosso Jornal, quero lembrar em vida este Homem natural da cidade do Porto, que começou a jogar num histórico da Invicta, o Infante Sagres, e que haveria de rumar a Lisboa para se tornar o capitão daquela que foi a primeira equipa de hóquei em patins do Sporting CP que vi jogar – e que equipa era, simplesmente estratosférica.

Os Heróis nunca morrem e Júlio Rendeiro é um Herói que fará para sempre parte do imaginário de uma criança de então, que era eu, que sofria como poucos a ouvir os relatos do hóquei em patins, às escondidas dos meus pais porque no dia seguinte havia escola, e que teve o privilégio de acompanhar todo o trajecto daquela dream team que em 1976/1977 trouxe para o reino do Leão a primeira das quatro Champions League que já conquistámos na modalidade, embora ao tempo se designasse ainda de Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Desde essa conquista épica, já correram 48 anos no tempo, mas as minhas memórias estão bem vivas. Aquele fantástico grupo, que fazia literalmente gato sapo dos adversários, superiormente treinado por Torcato Ferreira, era apenas delicioso de ver jogar. Se Ramalhete "fechava" a baliza, João Sobrinho era o "bombardeiro", Chana a "magia" e António  Livramento o "mago", e Carmelino, Jorge Alves, José Garrido e Carlos Alberto os suplentes que acrescentavam ainda mais qualidade à equipa, o capitão Júlio Rendeiro era o "cérebro". Aquele que estava em todos os momentos do jogo. Aparecia sempre com aquela calma glaciar que lhe era tão peculiar, qual gentleman e voz amplamente reconhecida. A braçadeira de capitão assentava-lhe na perfeição. Era um líder único. Incontornavelmente tem uma história escrita a letras de ouro marcada para todo o sempre, não só na modalidade, mas também ficará inevitavelmente como um dos imortais do nosso Clube.

Além de jogador, foi também, posteriormente, dirigente durante alguns anos. De um Sportinguismo genuíno como poucos. Sempre disponível para servir o "seu" Sporting Clube de Portugal.

Um Senhor no desporto e na vida, o Engenheiro Júlio Rendeiro. 

Tive o privilégio de privar com ele poucas vezes, mas todas elas deliciosas. Falar de Sporting e ouvir as suas estórias de vida Leonina era arrebatador. A última vez foi em 2023, no aniversário do Núcleo do Sporting do Seixal, quando tive o privilégio de ter ficado na sua mesa, a mesa que tinha campeões de modalidades diferentes e que me fez sentir feliz por ali estar entre eles.  Ele, nesse dia, com a sua natural sapiência, abordou os tempos em que começou a praticar a modalidade e recordou momentos épicos passados de Leão ao peito. Todos os que lá estávamos ouvíamos com atenção aquele Senhor que era um verdadeiro gentleman. Agora, que partiu fisicamente, que não do coração de todos os Leões, o Júlio, como era tratado pelos mais próximos... para mim, o Senhor Engenheiro Júlio Rendeiro, deixa o Sporting Clube de Portugal mais pobre, mas onde estiver, estará seguramente a torcer pelo seu/nosso Clube.

Até sempre, eterno capitão Júlio Rendeiro. E obrigado, muito obrigado, por tudo quanto representou para o símbolo do Leão rampante. E tanto foi!

P.S 1 – E que melhor forma teve o nosso hóquei em patins para homenagear Júlio Rendeiro, do que ganhar ao Hockey Bassano (5-0) para a Champions League e ao FC Porto (5-2) para o Campeonato Nacional. O engenheiro gostou e ficou orgulhoso, seguramente. 

P.S 2 – Os meus sentimentos a Edo Bosch e a Xano Edo pela perda, respectivamente, de seu pai e avô. 

P.S 3 – Este post scriptum é dedicado à vida. E o Sporting Clube de Portugal está vivo, recomenda-se e pronto a honrar e a dignificar uma História de quase 120 anos repleta de êxitos e de momentos épicos.

A vitória que nos move

Por Mafalda Barbosa
27 Nov, 2025

Editorial da edição n.º 4054 do Jornal Sporting

Há vitórias que se escrevem no marcador – e há outras que fazem parte do nosso ADN. O Sporting vive das duas. Cada triunfo em campo, na quadra, é mais do que um resultado: é a confirmação de que a chama Leonina continua acesa, alimentada por conquistas, superação e uma vontade indomável de vencer.

O Sporting CP sabe que vencer não é um acto isolado, é um caminho. Um caminho que exige esforço, dedicação e devoção – palavras que, para nós, não são apenas um lema, mas um compromisso diário.

Como dizia Nelson Mandela, “It always seems impossible until it’s done.” É essa a essência do Sporting CP: transformar o impossível numa rotina possível, graças à persistência de quem carrega o verde e branco ao peito.

Cada jogo complicado, cada lesão superada, cada minuto de resistência é um obstáculo ultrapassado que nos leva mais alto.

Celebramos mais uma etapa, mas mantemos os olhos no futuro. Porque o Sporting CP não vive apenas de vitórias: vive de procurar sempre mais. Cada triunfo é uma porta que se abre para o próximo desafio, para a próxima página da nossa História centenária.

Somos um clube que não se limita a participar – quer liderar, inspirar e deixar marca.

E se a vitória é o destino, a superação é o caminho. Caminho que percorremos juntos.

Tanto Sporting Clube de Portugal!

Por Juvenal Carvalho
20 Nov, 2025

A paragem para os jogos da Selecção Nacional num percurso que deveria ter sido mais fácil, mas que nos obrigou a fazer contas até à ultima jornada para chegarmos ao Mundial de 2026, ficou marcada pelo orgulho de sermos o clube português que mais jogadores forneceu à equipa das quinas, factor mais do que demonstrativo do trabalho feito em Alvalade apesar das tantas vezes incompreensível não utilização de jogadores como Pedro Gonçalves e Francisco Trincão que, mesmo brilhando no nosso Clube, o seleccionador Roberto Martínez teima, injustificadamente, em não colocar em campo naquilo que, e esta opinião só a mim me vincula, parece ter foros de má vontade.

E comecei o texto pelo futebol porque, embora sendo inquestionavelmente a mola real do nosso Clube, aquela que faz pulsar mais intensamente os nossos corações está, como o digo invariavelmente, longe de fazer parar um clube como o nosso, reconhecido pelo seu ímpar eclectismo. E obviamente que não parou e que não faltaram motivos de peso para que os Sportinguistas deixassem de viver o dia-a- dia, feito de actividades nacionais e internacionais. E que actividades elas foram. A passada semana foi repleta de emoções fortes no João Rocha. O basquetebol, que conseguiu uma vitória épica ante os alemães do Rasta Vechta, num jogo em que, quando parecia que estávamos a assistir a uma derrota anunciada, os nossos rapazes acabariam, numa demonstração inequívoca de vontade, e com a defesa como imagem de marca das equipas treinadas pelo professor Luís Magalhães a ditar leis, acabámos por virar o jogo com um triplo fantástico, literalmente do "meio da rua" por intermédio de Malik Morgan, a dar a vitória para o Leão rampante e, quiçá, − quando escrevo este texto ainda não sei o resultado do jogo decisivo em casa ante os romenos do Valcea – nos poderá ter levado à fase seguinte da FIBA Europe Cup. Temos equipa. Temos esperança. O caminho do sucesso, não sendo fácil, até porque temos adversários de peso para enfrentar, pode ser por aqui.

Também o andebol, assumo o meu incrível fascínio por esta equipa, esteve em actividade. E como estamos no topo do andebol europeu, perder com equipas formadas por jogadores galácticos começa a não ser normal. No electrizante jogo com os germânicos do Füchse Berlin, que são uma das melhores equipas do Mundo da actualidade, foi isso que aconteceu no João Rocha. Fugiu-nos a vitória nos detalhes e também pelos "pormaiores" de uma equipa de arbitragem da Chéquia que nos empurrou para trás. Agora, falta toda a segunda volta da fase de grupos e, será inevitável, lutaremos pelos dois primeiros lugares que nos garantem os quartos-de-final da Champions League ou, e esse desiderato devido à classificação actual, está praticamente alcançado, ficaremos apurados via oitavos-de-final da prova, que cabe aos seis primeiros classificados dos dois grupos que compõem a competição. Em suma, até nas derrotas esta equipa orientada com particular mestria por Ricardo Costa, é simplesmente grandiosa. Um motivo de enorme orgulho ver estes rapazes a cada jogo. Como já por aqui escrevi antes, a melhor equipa de que tenho memória nesta modalidade. 

Mas não só dentro dos relvados, dos pavilhões, das piscinas, das pistas, ou onde estiver o símbolo do Sporting Clube de Portugal, se vive o nosso Clube. Existem igualmente outras ocasiões especiais. E no passado dia 13 ela aconteceu. Fez anos o Carlos Sousa, aquele que é actualmente o atleta vivo – também foi treinador e dirigente – que mais títulos de Campeão Nacional conquistou no nosso basquetebol. Estive entre amigos da modalidade – não escondo que é a "minha" – na sua festa de aniversário. Falou-se, entre outras coisas, do passado, tão simbolicamente histórico para o aniversariante, mas também do presente e naquilo que será o futuro que todos queremos seja fantástico.

Respirou-se Sporting... inevitavelmente!

 

P.S 1 – A intervenção do presidente Frederico Varandas na 43.ª edição da Gala Rugidos de Leão foi um verdadeiro hino à defesa da honra e da dignidade do nosso Clube. Assertivo, esclarecedor e clarificador. A falta de vergonha das virgens ofendidas não tem limites, nem sequer a noção do ridículo que representam, numa história tão "estranha" ao longo do seu percurso de vida. Diria mesmo que desde a data da fundação.

P.S 2 – Falar dos Rugidos de Leão, sem falar de Bernardes Dinis, é completamente impossível. Como Sportinguista, quero deixar-lhe aqui o meu agradecimento por tudo o quanto tem feito pelo ideal Leonino. Uma vida dedicada à causa do Sporting Clube de Portugal.

P.S 3 – No passado domingo de manhã a 13.ª edição da Corrida Sporting, ganha no sector masculino pelo Leão Alex Macuácua e no feminino pela Leoa Margarida Beirão, atingiu o número recorde de 12 mil participantes e pintou a cidade de Lisboa de verde e branco. Somos um clube diferente. Somos tão grandes como os maiores da Europa.

Quando correr é também defender as nossas cores

Por Mafalda Barbosa
20 Nov, 2025

Editorial da edição n.º 4053 do Jornal Sporting

12 mil participantes. Recorde alcançado.

As ruas de Lisboa voltaram a pintar-se de verde e branco para acolher mais uma edição da Corrida Sporting.

Muito para além de um simples evento desportivo, esta corrida voltou a provar por que razão o Sporting Clube de Portugal é mais do que um clube: é uma comunidade viva, participativa e apaixonada.

Milhares de participantes – dos mais jovens aos mais experientes – reuniram-se com a mesma ambição: celebrar o desporto, a superação pessoal e o orgulho Leonino.

Num ambiente onde famílias, atletas federados e curiosos se misturaram sem distinção, sentiu-se aquilo que tantas vezes repetimos, mas que nunca deixa de ser verdade: o Sporting CP vive de união, de partilha e de paixão.

A Corrida Sporting é uma afirmação daquilo que nos define. A capacidade de unir gerações, de promover estilos de vida saudáveis e de transformar cada iniciativa numa manifestação de identidade.

Mais do que uma prova é uma memória colectiva que se constrói quilómetro a quilómetro, sorriso a sorriso – mesmo quando a vitória é o menos importante.

O sucesso desta edição demonstra, mais uma vez, que quando o Sporting CP chama, a família Leonina responde.

Que esta energia nos acompanhe ao longo da época e que o espírito de união que se viveu na Corrida Sporting sirva de inspiração para todos os desafios que temos pela frente.

Porque correr pelo Sporting CP é honrar a nossa identidade. E juntos, como sempre, vamos mais longe.

União e excelência

Por Mafalda Barbosa
13 Nov, 2025

Editorial da edição n.º 4052 do Jornal Sporting

“A excelência não é um acto, mas sim um hábito”.

A frase é de Aristóteles e era a preferida de Steve Jobs.

Enfatiza que a excelência é o resultado de rotinas e disciplina constantes, em vez de um feito isolado. É construída ao longo do tempo, vencendo obstáculos aparentemente insuperáveis.

É feita de superação – a maior habilidade de qualquer vencedor – e de união. “Tínhamos de ser um grande colectivo para sair daqui com a vitória perante um adversário difícil e foi isso que aconteceu por mérito e capacidade da equipa ao longo de todo o jogo. Fomos claramente superiores”, frisou Rui Borges no final do jogo frente ao CD Santa Clara.

O futebol ensina-nos que, para vencer de verdade, é preciso união e que a diferença entre o possível e o impossível está na atitude.

A Glória não está apenas na conquista do troféu, mas sim na coragem de lutar até ao fim.

Porque o verdadeiro Campeão é aquele que acredita na vitória!

O caminho faz-se caminhando

Por Juvenal Carvalho
13 Nov, 2025

Depois do dignificante empate a uma bola em Turim, ante a vecchia signora para a Champions League, competição na qual mantivemos tudo em aberto no que toca ao objetivo de seguir em frente, a recepção aos belgas do Club Brugge, no próximo dia 26 deste mês, pode determinar muito do nosso futuro na prova. Faço daqui um apelo: todos seremos poucos para fazer do Estádio José Alvalade um vulcão pronto a entrar em erupção e que seja infernal, obviamente no bom sentido, para os belgas.

Resolvido este adversário, a sempre poderosa Juventus, o tempo foi, sem exagero algum, de chegar, treinar e quase logo viajar rumo à paradisíaca ilha de São Miguel, para enfrentar o Santa Clara, um adversário sempre muito complicado e com bons valores.

E, se sabíamos das dificuldades que iríamos encontrar, para além do natural cansaço, a verdade é que, o golo madrugador dos açorianos, ainda não tínhamos "aterrado" no jogo, complicou sobremaneira as contas e obrigou o Leão a arregaçar as mangas e, feito de vontade indómita, aliado a um colectivo que quis ultrapassar esta adversidade, assim o conseguiu.

Para cima deles, foi o lema dos comandados por Rui Borges. Logo a seguir ao golo, tocou a rebate e seria um Sporting CP a assumir as despesas do jogo, encostando os insulares às cordas. Quando chegou o empate, por intermédio de Pote, já o Leão estava senhorial no jogo e só não foi para o intervalo a vencer, por um misto de infelicidade, com algum demérito na finalização.

Na segunda parte, com o relvado cada vez mais pesado e com o cansaço do jogo de terça-feira feira anterior a deixar marcas, a verdade é que o que faltou aqui ou ali no talento sobrou na transpiração, na raça e no acreditar.

Os açorianos queriam manter o empate a todo o custo. Mas guardado estava para o fim um misto de sensações. Primeiro, a amarga pela expulsão de Maxi Araújo aos 90 minutos. Depois, já o relógio ia nos 90+4', a doce explosão de alegria, quando o capitão Morten Hjulmand disse que "sim" com uma violenta cabeçada, a um pontapé de canto apontado pelo prodigioso Geovany Quenda e a fazer anichar a bola na baliza do Santa Clara para gáudio dos muitos Leões presentes em São Miguel, num rugido que atravessou o Atlântico e se fez ouvir em Alvalade.

O Sporting CP, pese o choro das carpideiras que numa desonestidade intelectual gritante até protestam pontapés de canto mal assinalados, como se fosse fácil marcar golo através da sua marcação, que andavam muito felizes quando não havia VAR, e que agora se especializaram na arte dos coitadinhos, para ocultarem as suas fraquezas, mesmo com os sacos de milhões de notas gastos a cada ano, está forte. E terão de nos aturar. Gostem eles ou não, o Leão está rampante e aqueles que nos queriam fortes, e que diziam à boca cheia que fazíamos muita falta no topo do futebol nacional, mas que afinal, quem não os conhecer que os compre, era tudo cinismo, especializaram-se em comunicados e têm sonhos, ou será que são pesadelos, connosco. Antigamente é que era bom. Antigamente é que era tudo limpinho, limpinho. Têm a memória curta... muito curta. Deveriam era corar de vergonha.

Mas que se habituem a este Sporting Clube de Portugal forte e a lutar por títulos. Sim, só ganha um. Mas nós queremos ser esse um. Quem sabe se 2025/2026 não será mais um ano em que, com Esforço, Dedicação e Devoção, alcançaremos a Glória e, por acréscimo, o "Tri". O sonho comanda a vida.

O caminho faz-se caminhando!

O canto do nosso encanto!

Por Tito Arantes Fontes
13 Nov, 2025

CAMPEONATO NACIONAL I – No sábado passado fomos aos Açores, como previsto, para a 11.ª jornada do Campeonato Nacional, para defrontarmos o habitualmente difícil CD Santa Clara, no Estádio de S. Miguel. O nosso opositor é um histórico clube, que sempre muito se empertiga quando joga contra o Sporting CP. No ano passado, quer para o Campeonato, quer para a Taça de Portugal, especialmente no José Alvalade, muito sentimos isso mesmo, tendo inclusive sofrido uma derrota no jogo em casa para o Campeonato. Desta feita foi a continuação dessa história de jogos difíceis. E mais complicado ficou quando, logo aos 5’, sem nada que o justificasse, o nosso adversário marca – em jogada de transição (como agora se diz) – aquele que viria a ser o seu único golo da partida. Ou seja, o golo caiu-lhes verdadeiramente do céu e o CD Santa Clara a ele se agarrou, foi agarrando, com tudo o que tinha, com “unhas e dentes”, como se costuma dizer. Ainda na primeira parte, no meio de muito porfiar, surgiu à meia-hora de jogo o nosso golo do empate, num inteligente e subtil remate de cabeça do Pote, a colocar a bola no “buraco da agulha”, correspondendo a magnífico centro de Geny Catamo. Na segunda parte o Sporting CP continuou na luta, mas por isto ou aquilo não conseguia concretizar… até que, depois de dois perigosos contra-ataques do nosso adversário e de termos ficado reduzidos a dez jogadores (expulsão do Maxi Araújo, um Leão de antes quebrar que torcer, que tudo dá e entrega em prol da sua equipa!), já no período de descontos, temos mais um canto, salvo erro o décimo segundo da partida. E esse sim, foi mesmo o canto do nosso encanto! Centro do Quenda, bem medido, para a entrada da pequena área, o mais bem centrado da dúzia de cantos de que usufruímos em toda a partida… e Hjulmand, imperial, à capitão, sobe ao “segundo andar” e – com um fantástico remate de cabeça – fulmina e faz o nosso segundo golo! Delírio no estádio! Delírio em todo o Portugal!

CAMPEONATO NACIONAL II – A vitória do Sporting CP foi justíssima e não merece qualquer contestação. Acabámos o jogo com mais de 70% de posse de bola, tendo feito mais de 20 remates à baliza adversária, sete dos quais enquadrados. Todos parâmetros em que superámos de modo claro, muito claro, totalmente claro, o nosso adversário. Uma vitória inquestionável e merecidíssima! Uma vitória obtida num terreno impróprio para jogar futebol, com um relvado em péssimo estado, como se foi verificando ao longo da partida, ficando o Sporting CP a lamentar as lesões do seu fundamental Pote e igualmente de Ioannidis, o grego que tão boa conta tem estado a dar de si, cada vez mais entrosado com a equipa.

CAMPEONATO NACIONAL III – Entretanto, noutras geografias, os nossos mais directos adversários tiveram sortes diferentes. Em Famalicão, o FC Porto ganhou de modo sofrido e sôfrego graças a um solitário golo, depois de se ter arrepiado ao ver um remate do seu opositor no poste da sua baliza. É uma equipa que me parece começar a ficar já algo desgastada. Aguardemos. Já o SL Benfica empatou na sua própria casa contra o garboso Casa Pia AC, tendo este o mérito de nunca se ter dado por vencido e de ter conseguido recuperar na última meia-hora de jogo de uma desvantagem de dois golos. De salientar que o primeiro golo do Casa Pia é – para aquelas bandas, em que agora tanto se apregoam feitos que devem constar no Guinness – um momento que, ele próprio, por si só, de modo indiscutível, é – ele sim! – claramente merecedor de Guinness… obviamente, na secção de “Apanhados Hilariantes”! É seguramente a melhor recarga após defesa de um penálti, desde logo na difícil especialidade de “recarga para a própria baliza”! Recomendo a sua visualização… em loop, como agora é moda!

CAMPEONATO NACIONAL IV – Corolário da jornada, atingido que está o primeiro terço do Campeonato, é – desde logo – o facto de o Sporting CP continuar apenas a depender de si próprio para revalidar o título e assim alcançar o almejado “Tri”! Temos o melhor ataque da prova, uma das melhores defesas e ex-aequo a melhor diferença de golos marcados e sofridos. Continuamos na peugada da liderança da prova e agora com mais vantagem sobre o terceiro classificado. E temos equipa! Força, Leões!

MODALIDADES – No passado fim-de-semana acumulámos também prestações vitoriosas nos jogos de várias modalidades. Assim sucedeu no andebol (continua o “esplendor nos pavilhões” por onde passam), no basquetebol (equipa claramente a melhorar e a somar mais uma vitória), no voleibol (depois do percalço inaugural a equipa vem acumulando vitórias), no futsal (única equipa com mais de 50 golos em apenas oito jogos, a milhas de qualquer dos seus adversários) e – para um fim-de-semana quase perfeito – pena foi a derrota para o campeonato no hóquei em patins, perante o OC Barcelos a quem tínhamos ganho para a Champions na semana passada. Certo é que estamos na luta e para disputar todos os títulos! Força, equipas!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

Um legado de dedicação e memórias

Por Mafalda Barbosa
06 Nov, 2025

Editorial da edição n.º 4051 do Jornal Sporting

75 anos. Três quartos de século de filiação ao Clube. 

O Sporting CP homenageou aqueles que têm dedicado uma vida inteira ao clube.

A cerimónia exaltou a memória viva e afectiva dos Sócios, num gesto de gratidão e reconhecimento pela dedicação e devoção ao longo de largos anos.

Um gesto que relembrou aquilo que é o Sporting CP: uma instituição de todos aqueles que, de geração em geração, transmitem uma ligação especial e emocional ao universo verde e branco.

Uma cerimónia repleta de simbolismo e de partilha de memórias que ao longo do tempo perduram entre avós, pais e netos e que transmitem um legado de emoções, momentos vividos e alegrias partilhadas.

Testemunhos vivos do que é ser Sporting CP no seu estado mais puro.

Década após década, de geração em geração, mais do que as vitórias estão em causa os valores do Clube, o que defendem e o que representam.

O Sporting CP reafirma a importância do contributo dos seus Sócios no dia-a-dia, na vida e na História do Clube.

Os Associados Leoninos são, e sempre serão, o mais valioso património do Sporting CP.

Formar está no nosso ADN

Por Juvenal Carvalho
06 Nov, 2025

Nunca faltam temas quando toca a falar ou, no caso escrever, sobre o Sporting Clube de Portugal. Sendo nós um clube ecléctico sem paralelo no nosso país, e também um clube formador de excelência, hoje divido os temas neste espaço, pelo papel formador que temos tido ao longo da História no futebol e pelo eclectismo que tanto nos orgulha, aludindo neste caso aos recordes obtidos pelo nosso futsal naquela que é a competição mais importante de clubes a nível europeu. A UEFA Futsal Champions League.

No que toca à formação, aquele desígnio que está no ADN do Leão desde sempre, porque somos o Clube que deu, entre outros craques imensos, os "Bola de Ouro" Luís Figo e Cristiano Ronaldo, ninguém ficou desatento ao facto de, no passado dia 28 de Outubro, no jogo da Taça da Liga ante o FC Alverca, no Estádio José Alvalade, Rui Borges ter apostado de início em Salvador Blopa, e durante esse jogo ter feito igualmente saltar do banco diversos jogadores made in Alcochete. E, feito homem adulto, sem tremer face ao momento que lhe foi proporcionado, Salvador Blopa seria mesmo o homem do jogo. Dois golos e uma exibição de mão cheia que jamais se apagam da memória daquele menino, hoje com 18 anos, que em boa hora o scouting do Leão descobriu quando ainda andava nos sub-11 do Fontainhas, um modesto clube do concelho de Cascais. Mas Salvador Blopa não é caso único no universo do futebol jovem do Sporting CP. Muitos já despontaram no passado. Na actualidade o trabalho é mais do que visível e, no futuro, outros serão lançados, seguramente, direi mesmo, sem medo algum de errar, dados os factos históricos, que será incontornável. Sempre assim o foi. Sempre assim o será. A "maternidade" de Alcochete é, inquestionavelmente, um caso raro de descoberta de talentos. É aquela "maternidade" que tem como imagem de marca além-fronteiras ser uma das melhores escolas do futebol mundial. Onde despontou a nata da nata desta modalidade, facto que faz com que sejamos falados e altamente reconhecidos à escala internacional

Também no futsal, se falarmos de formação sem falar de Sporting CP, a coisa não rima. No plantel actual, desde o "Rei Leão" João Matos, passando por Gonçalo Portugal, Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Bruno Maior, Diogo Santos, Pedro Santos e acabando no, para mim, melhor do Mundo que é Zicky Té, qual outro clube que forma tão bem? Respondo: Nenhum. E tudo isto num clube ganhador nesta modalidade como nenhum outro. São mesmo conquistas atrás de conquistas.

Mas, os comandados pelo "mestre" Nuno Dias, com Paulo Luís como seu adjunto, têm na palavra ganhar o seu nome do meio e, com isso surgem naturalmente recordes. No caso, a cidade croata de Makarska foi palco de um facto histórico na fase de grupos da UEFA Futsal Champions League. Os 19-1 alcançados ante os bósnios do FC Prishtina passaram a ser a maior goleada obtida na mais importante competição europeia de clubes da modalidade. E o feito é do Sporting CP. Mais um... mas queremos mais. Está no ADN do Leão.

P.S 1 – Tivemos um fim-de-semana brilhante para as nossas modalidades de pavilhão no género masculino, com as vitórias do basquetebol ante a AD Ovarense (78-64), do hóquei em patins fora de casa frente ao CH Carvalhos (0-11), do futsal na fase de grupos da UEFA Futsal Champions League ao vencer os três jogos de forma inequívoca e a garantir o apuramento para os oitavos-de-final, e do voleibol, em jornada dupla, primeiro no João Rocha frente ao Vitória SC (3-0) e depois na Luz, com um passeio triunfante (0-3), frente ao eterno rival.

Ninguém ganha antes de acabar, mas um sentimento me invade, como aliás a tantos de vós, arrisco mesmo a dizer que a todos. O Sporting CP está altamente competitivo em todas as modalidades. Ganhar, como todos sabem, no fim só ganha um. E nós, creiam, iremos lutar até ao último suspiro para ganhar troféus em todas elas.

P.S 2 – O empate do futebol em Turim, ante a Juventus, deixou o Sporting CP bem posicionado para o que falta na Champions League. Segue-se os belgas do Club Brugge KV, em Alvalade. Jogo a jogo rumo ao objetivo. Nós acreditamos em vocês!

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