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Opinião

Ganhar está no nosso ADN

Por Juvenal Carvalho
14 maio, 2026

"A sorte dá muito trabalho", foi uma expressão sábia, entre muitas outras por ele proferidas, que ouvi do professor Mário Moniz Pereira. 

E a actualidade do Sporting Clube de Portugal sintetiza na perfeição aquilo que aquele fazedor de campeões como nenhum outro, tão feito de conquistas, dizia com toda a propriedade.

O Sporting Clube de Portugal, que é a maior potência desportiva nacional e uma das maiores a nível mundial tem quase 120 anos dessa "sorte". Feita de Esforço, Dedicação e Devoção para conseguir ter uma Glória sem paralelo. Somos um clube único. 

A História não se apaga. É feita de um passado que nos orgulha, mas também de um presente que, chegados que estão os momentos de todas as decisões, nos tem sido pródigo em conquistas atrás de conquistas, e transversais a todas as modalidades.

Para falarmos das mais recentes – embora todas elas sejam recentes e têm sido em catadupa, se na passada edição do nosso Jornal falei do "Tri" do andebol e da Taça Hugo dos Santos no basquetebol, nesta edição mais títulos foram ganhos, e não foram coisa pouca. 

Falo "só" do Bicampeonato do voleibol, que deu o "triplete" na época, e da terceira vitória do nosso futsal na Champions League.

Ver a forma contagiante como os jogadores que envergam o símbolo do Leão rampante festejam cada conquista chega até a ser comovente. Quanto mais ganham, mais querem ganhar. É o ADN do Leão. Na passada quarta-feira ver como os rapazes do voleibol exultaram com a vitória no Campeonato, sob o comando de João Coelho, foi como disse atrás comovente. Ver os profissionais, chorar, rir, brincar, interagir com os adeptos, foi bonito... foi "à Sporting". 

Como também foi fantástico ver a forma como o "Mestre" Nuno Dias, o melhor treinador do Mundo, na minha opinião – e não só – no pós-jogo emocionar-se como se fosse a sua primeira conquista. Mas não, são já muitas, mais de três dezenas, ou ainda o "capitão" João Matos, que festejava como se não houvesse amanhã, de forma genuína.

Este Sporting Clube de Portugal, que também tem desaires, porque é impossível ganhar sempre em tudo – é um clube que se recomenda. Esta época, e ainda mais temos para ganhar, acredito plenamente nisso, tem sido pincelada a verde e branco com conquistas atrás de conquistas em todas as modalidades –literalmente em todas. 

Existem os invejosos e aqueles que gastam milhões para proporcionalmente ganharem tostões, que falam depreciativamente num "manto verde" que eu confirmo existir por mera constatação. A de que esse manto é feito de trabalho, de competência, de aposta na formação – exemplo inacabado disso é o facto de no plantel Campeão Europeu de futsal estarem nove jogadores da "cantera" do Leão. Em suma, e como aquele velho ditado português diz que "se tens inveja de mim, faz como eu, trabalha". E sim, acreditem, é no trabalho e sobretudo na capacidade intrínseca de escolher os melhores treinadores, jogadores e coordenadores das modalidades que está o segredo dos êxitos... dos inúmeros êxitos. 

E, porque sou grato e reconhecido, já que foi assim que me educaram sem ser subserviente a nada nem a ninguém, neste meu feitio até um pouco anarco-sindicalista, deixo propositadamente para o fim um agradecimento ao Conselho Directivo, por perfeita justiça. 

E escolho aqui duas pessoas, sem esquecer as restantes. Falo de Frederico Varandas, aquele que já é o mais titulado dos presidentes da nossa História e que tem feito um trabalho soberbo que nos tem mesmo levado a patamares de excelência, e ainda para o meu amigo de mais de 30 anos, vogal para as modalidades, Miguel Afonso. Vou aqui tratar-te por "tu", como sempre o fiz, porque temos à vontade para isso. És um dirigente de mão-cheia, que vive o Clube como poucos. És hoje um Homem de gabinete e também de trabalho de sapa, mas que, pelas mãos do teu pai, também ele um bom amigo que tive, desde criança que respiras bancada como um verdadeiro Leão que sabe de Sporting como poucos. Simbolizas na plenitude um dos meus modelos de Sportinguista. Obrigado por tanto.

Ser do Sporting Clube de Portugal é tão bom. É mesmo uma sensação que não se explica, sente-se.

No topo da Europa

Por Mafalda Barbosa
14 maio, 2026

Editorial da edição n.º 4076 do Jornal Sporting

 

A conquista da terceira UEFA Futsal Champions não foi apenas mais uma vitória europeia. Foi a confirmação de uma equipa que joga unida, sofre unida e vence unida.

Dentro de campo vê-se talento, qualidade e ambição. Mas o verdadeiro segredo desta conquista está naquilo que não cabe nas estatísticas: a ligação entre todos. Este grupo é mais do que uma equipa. É família.

Numa época exigente, o Sporting CP respondeu como os grandes campeões respondem: com resiliência. Nunca deixou de acreditar. Nunca perdeu a coragem de continuar. A equipa mostrou sempre uma força emocional extraordinária, alimentada diariamente pelo compromisso de cada jogador, pela liderança técnica e pela cultura vencedora do Clube.

Sem nunca esquecer o apoio dos Sportinguistas. Aqueles que transformam cada jogo numa demonstração de paixão incondicional. Aqueles que acreditam mesmo antes da vitória existir. Em cada bancada, em cada viagem, em cada mensagem de apoio, esteve presente a energia que empurra o Sporting CP para lá dos limites. Esta conquista também lhes pertence.

Ganhar uma UEFA Futsal Champions League é extraordinário. Ganhar três é entrar definitivamente na História europeia da modalidade. Mas mais importante do que o número é a forma como esta equipa representa o símbolo que leva ao peito: com entrega total, espírito colectivo e uma vontade inabalável de honrar o Clube.

Acreditar continua a ser a nossa maior força. E quando a família Sportinguista luta junta, torna-se impossível deixar de sonhar.

O "Tri" de uma equipa estratosférica

Por Juvenal Carvalho
07 maio, 2026

Se a perda da probabilidade de conseguir o "Tri" no futebol nos deixou tristes, até porque acreditámos nessa possibilidade de forma convicta até fase adiantada da prova, eis que não nos faltam, no restante universo do Leão, motivos para vivermos momentos únicos e só ao alcance de um grande clube: O nosso Sporting Clube de Portugal. 

E nesses momentos únicos estará seguramente a noite do dia 2 de Maio de 2026. A noite que deu o "Tri" ao nosso andebol, e o 24º título de Campeão Nacional da nossa História, em mais um momento épico deste conjunto incrível de jogadores orientado por Ricardo Costa, o técnico dos últimos nove troféus oficiais alcançados pelo nosso Clube, e liderado em termos de secção pelo coordenador Carlos Carneiro, também ele tem sido tão importante nesta caminhada que, acreditamos, embora já estejamos no topo da modalidade até ao mais alto nível internacional, ainda mais poderemos almejar.

Sou, a marca inexorável do tempo assim o obriga, de vivenciar nos pavilhões grandes equipas e grandes jogadores do nosso Clube. Não assisti aos tempos áureos do "Penta", onde apesar disso guardo orgulhosamente amigos dessa equipa que os conheci no meu percurso de vida Leonina – esses heróis que marcaram as décadas de 60 e 70 do século passado, e ainda, onde tive o privilégio de ser um pequeno apêndice da História desta modalidade, onde fui dirigente, de outros grandes jogadores. Enumerar todos seria impossível. A História está repleta de craques de grande dimensão. Direi que tivemos equipas ao longo de décadas marcadas por grandes jogadores, mas também de fantásticos treinadores, onde recordo Matos Moura como o primeiro.

Mas, e eles – onde tenho diversos amigos – não me irão levar a mal e, decerto, concordarão até comigo, esta equipa obreira do "Tri" é a melhor de todos os tempos do nosso Clube. 

Joga a uma velocidade estonteante, com uma técnica sublime, tem jogadores que rivalizam na actualidade com os melhores jogadores do Mundo. Aos dias de hoje, na Europa, depois de dois quartos-de-final consecutivos na EHF Champions League (ontem jogámos com os dinamarqueses do Aalborg o acesso à final four desta competição), é temida pelos principais "tubarões" da modalidade... com alguns deles que já se vergaram ao poderio do Leão, tanto no João Rocha, como na condição de anfitriões.

Se os nossos principais jogadores estão na "montra" e estarão a ser cobiçados pelos principais emblemas internacionais da modalidade, também não deixa de ser verdade que hoje, devido ao fantástico trajecto que temos tido, somos igualmente bem apelativos para alguns craques, que querem servir o nosso emblema. 

É mesmo um deleite assistirmos a uma equipa que verga os principais rivais sem dó nem piedade. Que nos galvaniza de forma única. Que joga até para acabar a época de 2025/2026 só com vitórias nas provas nacionais. Estamos a apenas três jogos de alcançar esse fantástico e único desiderato. Dois para o Campeonato Nacional e ainda a final da Taça de Portugal ante o eterno rival. É perfeitamente possível que esse sonho se torne realidade. E nós acreditamos – seria impossível o contrário – seriamente que é possível. 

Para o andebol do Sporting Clube de Portugal o limite parece ser o de não ter limites. Únicos e incomparáveis. Como só eles!

P.S 1 – Depois da Taça de Portugal, o nosso basquetebol ganhou, em Gondomar, a sua terceira Taça Hugo dos Santos. Duas já estão no Museu esta época. Agora venha o play-off do título. 

P.S 2 – O voleibol está apenas a uma vitória de alcançar o "Bi", que pode até já ser uma realidade quando este jornal vos estiver a chegar às mãos, caso tenhamos ganho ontem no João Rocha o jogo três da final do play-off. Uma equipa fantástica, que até ao momento apenas perdeu um jogo no calendário nacional, e que já conquistou a Supertaça e a Taça de Portugal.

P.S 3 – O hóquei em patins e o futsal têm esta semana o momento das grandes decisões europeias nas respectivas Champions League. Entre os grandes, como é apanágio do nosso Clube, e com a ambição sempre presente de ganhar, e de repetir as conquistas já alcançadas nestas modalidades.

P.S 4 – Rui Borges renovou até 2028. Que continue a somar conquistas, e que a próxima seja já na Taça de Portugal. Seja feliz, míster!

Excelência incontestável

Por Mafalda Barbosa
07 maio, 2026

Editorial da edição n.º 4075 do Jornal Sporting

9 troféus consecutivos.

51 vitórias seguidas.

24 Campeonatos Nacionais.

Números que falam por si, mas que, mais do que estatística, representam uma mentalidade. Uma ambição que não se esgota na conquista, mas que se renova a cada jogo.

O andebol do Sporting Clube de Portugal acaba de escrever mais uma página dourada na sua já riquíssima História.

A conquista do Tricampeonato não é apenas um título: é a afirmação inequívoca de uma era de domínio, construída com talento, rigor e uma cultura vencedora que é já uma marca identitária da equipa.

Este título reforça o estatuto do Clube como uma das maiores potências do andebol português. Mais do que vencer, os Leões têm sabido elevar o nível competitivo da modalidade, impondo um padrão de excelência que obriga todos os adversários a crescer.

Manter-se no topo é um feito notável. Fazê-lo com esta consistência é sinónimo de excelência absoluta. O Sporting CP não vence apenas: domina e inspira.

Este Tricampeonato é, por isso, mais do que uma celebração interna. É um marco para o andebol em Portugal. É a prova de que o trabalho bem estruturado, aliado à paixão e à exigência, pode elevar uma equipa a patamares raramente vistos.

A este momento de afirmação colectiva junta-se ainda o sucesso no basquetebol, com a conquista da Taça Hugo dos Santos – a terceira do palmarés Leonino e o segundo troféu da presente época.

Um triunfo que reforça a vitalidade das modalidades do Clube e evidencia uma cultura transversal de ambição e sucesso.

O Clube continua a afirmar-se como uma referência do eclectismo nacional, mostrando que ganhar não é excepção, mas sim parte da sua identidade.

Ambição sem fim

Por Mafalda Barbosa
30 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4074 do Jornal Sporting

O Sporting Clube de Portugal voltou a erguer a Taça de Portugal de hóquei em patins, pela segunda vez consecutiva, consolidando-se como uma referência incontornável na modalidade.

A conquista da sexta Taça de Portugal da modalidade é a confirmação de um ciclo e de uma identidade competitiva que se fortalece época após época.

Mais do que o número redondo, importa olhar para o significado desta vitória: consistência e, acima de tudo, uma cultura de exigência que não se esgota nas vitórias. Esta equipa mostrou maturidade nos momentos decisivos, ambição sem limites e uma ligação clara entre jogadores, equipa técnica e adeptos.

Num contexto competitivo cada vez mais exigente, onde o detalhe decide jogos e troféus, o Sporting CP revelou capacidade de manter o foco e de elevar o nível quando mais importa.

Há também um simbolismo importante nesta conquista consecutiva: ela não representa apenas o presente, mas projecta o futuro. Transmite a sensação de que cada vitória é apenas mais um passo num caminho maior, onde a ambição não se mede em títulos isolados, mas num trabalho diário construído com identidade.

E é precisamente nessa convicção que se desenha o futuro: com ambição sustentada e uma identidade firme.

O Jamor e o hóquei em patins do nosso contentamento

Por Juvenal Carvalho
30 Abr, 2026

É indesmentível, porque dizer não consigo dizer o contrário, que vivemos uma semana com um sabor agridoce no que toca ao futebol e às restantes modalidades mais impactantes do reino do Leão.

Se no futebol fomos heróis no Dragão, num jogo de sangue, suor e lágrimas em que conseguimos o apuramento para aquela que será a 32.ª presença do Sporting Clube de Portugal no Jamor, foi o nosso lado doce, quatro dias depois, numa deslocação à Vila das Aves, um empate inesperado ante o lanterna vermelha AFS, num jogo em que não nos era permitido perder pontos, eis que nos vimos afastados do segundo lugar, e deixámos de depender de nós para irmos à Champions League da próxima época, terá tido um sabor bem amargo.

Sei que no futebol o bestial e a besta convivem com uma naturalidade incrível e que muitos de nós – eu também tenho o meu lado irracional por ser humano, esquecem o que de bom foi feito até agora, e valorizem apenas o lado mau. Resta-nos assim, agora que falta um mês para acabar a época, esperar por melhores dias, e acreditar que iremos conquistar o troféu no Jamor e que o acesso à Champions, não estando nas nossas mãos, ainda poderá ser possível. 

Nas restantes modalidades, também vivemos uma semana agridoce, embora o lado doce tenha sido muito maior do que o seu contrário. E aquele que foi mais amargo, aconteceu no futsal, uma modalidade que tem ganho muito e que, pese a perda da Taça de Portugal, ainda tem muito mais para ganhar. Os rapazes do "mestre" Nuno Dias já nos habituaram a momentos épicos. E esta época, estou certo, ainda iremos viver alegrias, porque afinal somos nesta modalidade uma equipa que se bate a nível nacional e internacional com os melhores, e até temos a vitória como nome do meio. Vamos ao que falta. E o que falta, depois de já termos conquistado a Supertaça, é "só" a Champions League e o Campeonato Nacional. E queremos muito obter essas conquistas.

Agora vamos ao lado doce. No andebol, depois de termos esmagado o eterno rival no Pavilhão da Luz, ficámos apenas a um empate do "tri", que pode chegar já no próximo sábado no João Rocha, que terá de ter um ambiente "à Sporting", ante o FC Porto; no voleibol partimos à frente na final do play-off depois de termos ganho 3-0 o primeiro jogo e ficado a duas vitórias do "bi", que está ainda em aberto, porque a oposição é forte, mas o Leão está sequioso e quer muito alcançar esse desiderato.

Para o fim fica o melhor da semana. Falo do hóquei em patins do nosso contentamento. Depois das conquistas do Campeonato do Mundo e da Supertaça, chegou ao Museu a Taça de Portugal. Que época fantástica que o Sporting CP está a fazer nesta modalidade, cujo limite é não ter limites. Que jogo épico o da final com o Óquei de Barcelos, na cidade de Tomar, como já haviam sido as anteriores finais ante o FC Barcelona em San Juan, na Argentina, para o Campeonato do Mundo, e em Odivelas, frente ao FC Porto, para a Supertaça. Ainda falta a Champions League e o Campeonato Nacional e é para ganhar... e que iremos lutar por isso, que ninguém duvide.

Sim, a semana foi agridoce. Mas não acreditar num futuro risonho para o nosso Clube é algo que não consigo.

Vamos ao que falta

Por Juvenal Carvalho
23 Abr, 2026

Perder o dérbi eterno, desde que me conheço enquanto Sportinguista, é uma espécie de sensação que não consigo descrever por palavras, principalmente no período seguinte ao apito final.

É realmente muito difícil de digerir. Mas penso sempre, neste momento de profunda tristeza, por ser contra o adversário que verdadeiramente mexe comigo emocionalmente, naquela expressão do treinador italiano Arrigo Sacchi, que disse um dia que "o futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida". Uma forma de me tentar ajudar a mim próprio no sentido de minimizar a azia sentida.

Mas este dérbi, que caiu para o adversário, como anteriormente já havia caído para nós, parecia estar escrito que tinha tudo para não correr nada bem. E não correu. Não por falta de entrega. Não por falta de acreditar. Mas, essencialmente, porque a fortuna da sorte esteve arredia do Leão. Começar um jogo a falhar uma grande penalidade pelo jogador mais improvável de o fazer, o "matador" Luis Suárez, e terminar a sofrer o golo da derrota no período de descontos, é algo que parecia ser o destino a escrever. 

Mas, sem expressões que, como costumo aqui escrever, e que abomino, como a que temos de levantar a cabeça, estou certo (escrevo esta crónica antes da meia-final no Dragão) que as cinco "finais" que nos faltam no Campeonato irão ser ganhas, e se o "Tri" parece longínquo... inevitavelmente longínquo, teremos de lutar por agarrar o lugar na Champions League da próxima época.

A luta por esse desiderato começa já no próximo fim-de-semana na deslocação à Vila das Aves para defrontar o AFS. E, estou crente, que o Sporting Clube de Portugal, aquele que foi capaz de encantar a Europa do futebol esta época, será igualmente capaz de conseguir o objectivo de o voltar a fazer com carácter de regularidade nos grandes palcos internacionais. Ganhar hábitos de estar presente nos grandes momentos do futebol internacional.

Por isso mesmo, este momento não pode ser encarado como uma fatalidade, e requer cabeça fria.

E será com essa cabeça fria – pese o natural cansaço do excesso de jogos seguidos – com muito denodo e com a missão primordial de acreditar muito... acreditar sempre, que vamos ganhar as "batalhas" que nos esperam. Acreditem, Leões. Teremos de continuar unos e indivisíveis. 

E por falar em "batalhas" que nos esperam, o próximo fim-de-semana será marcado, porque chegam as horas de todas as decisões nas mais diversas modalidades, pela final eight da Taça de Portugal de futsal, a realizar em Gondomar, da final four da Taça de Portugal de hóquei em patins, com o palco a ser a cidade de Tomar, e com o início da final do play-off do campeonato de voleibol, em que temos de fazer do Pavilhão João Rocha uma muralha verdadeiramente inexpugnável. Estar nos momentos das decisões implica a possibilidade de ganhar troféus. Nós estamos lá, nestas modalidades como em outras, e, obviamente, queremos abrilhantar – ainda mais – o nosso Museu. Que seja triunfante, o percurso do Leão no próximo fim-de-semana.

Uma coisa tenho como máxima, como aliás todos aqueles que amam o nosso Clube. A ganhar ou a perder, Sporting Clube de Portugal até morrer!

Rumo às grandes decisões

Por Mafalda Barbosa
23 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4073 do Jornal Sporting

À medida que a temporada entra na sua fase mais exigente, o Sporting Clube de Portugal enfrenta semanas determinantes em várias frentes.

Aproximam-se jogos de elevada responsabilidade, onde cada detalhe conta e cada lance pode fazer a diferença.

Nas diferentes modalidades, multiplicam-se os encontros decisivos – jogos determinantes, dérbis intensos, desafios que exigem concentração máxima, espírito competitivo e uma identidade bem vincada. São momentos que definem épocas, que testam o carácter das equipas e que ficam na memória de todos os Sportinguistas.

Nestes instantes, o papel dos adeptos assume uma relevância ainda maior. O apoio vindo das bancadas, a energia transmitida antes, durante e depois dos jogos, é um factor que eleva o rendimento dos atletas e reforça o sentido de união que distingue o Sporting CP. A presença nos pavilhões e no estádio não é apenas um gesto de apoio – é parte integrante da nossa força colectiva.

É com essa consciência que se apela à mobilização de todos. Que cada Sportinguista marque presença, que faça ouvir a sua voz e que contribua para criar o ambiente que tantas vezes faz a diferença nos momentos decisivos.

Unidos, dentro e fora de campo, enfrentamos cada desafio com ambição e confiança.

Tão grandes como os maiores da Europa

Por Juvenal Carvalho
16 Abr, 2026

Se no futebol, a vitória na Amadora, coroada com um pontapé fantástico do genial Daniel Bragança – assumo que sou seu fã incondicional – fez com que continuemos na luta pelo "Tri" quando se aproximam os momentos de todas as decisões, a verdade é que existe muito mais Sporting para além do desporto-rei.

E por isso, aquilo que hoje me traz aqui mais uma vez – que bom é ser repetitivo quando é por motivos tão valiosos, é o todo que representa o universo do Sporting Clube de Portugal. E esse é incomparável ao nível de clubes na Europa.

Mais nenhum clube está, e mais longe ainda é perfeitamente possível, nos quartos-de-final da Champions League de futebol, nos quartos-de-final da Champions League no andebol, onde enfrentamos os dinamarqueses do Aalborg, na final eight da Champions League no hóquei em patins, que terá como palco a cidade de Coimbra, e na final four da Champions League de futsal, que se irá realizar na cidade italiana de Pesaro, onde nas meias-finais teremos como opositor os espanhóis do Cartagena, é algo simplesmente fantástico. Um feito – mais um – só ao alcance de um clube enorme.

Um clube que já ganhou 44 competições internacionais em sete modalidades diferentes, pode e deve querer sempre mais. E esse querer sempre mais é a nossa imagem de marca, e que está indelevelmente como marca do nosso ADN.

O desígnio dos fundadores, que desde logo nos quiseram tão grandes como os maiores da Europa, está perfeitamente cumprido. Este feito conseguido em quatro modalidades diferentes – e porque não sonhar ainda mais alto, é a prova provada da imensa capacidade do Sporting Clube de Portugal.

Ano após ano é uma realidade que estamos nos pontos altos do desporto nacional e internacional em muitas modalidades. Ano após ano é factual que conquistamos troféus que engrandecem ainda mais o Museu daquele clube – o nosso – que é "só" o mais ganhador e mais ecléctico clube nacional.

Até ao final de Junho, mês em que a época acabará em quase todas as modalidades, muito se decidirá. E uma certeza existe. Já ganhámos troféus em diversas modalidades. Mais queremos e podemos ganhar. Do futebol às modalidades de pavilhão. Sabendo que ninguém ganha sempre, e não fazendo futurologia, tenho a plena convicção de que ainda vamos ganhar "coisas". Seremos mais favoritos numas competições do que em outras. Sabemos todos da forte oposição que temos, não só além-fronteiras como no nosso país. Mas estamos bem vivos e queremos, sem sobranceria, mas com uma vontade indómita de sonhar, conquistar muitos troféus. E porque não, sonhar também, e isso ainda não paga imposto, voltar a ver o país pintado de verde e branco no próximo mês de Maio.

Termino, parafraseando as declarações do nosso presidente Frederico Varandas durante o primeiro Torneio organizado em homenagem ao Sr. Aurélio Pereira, demonstrativo de que o Clube não esquece quem tanto lhe deu: "O Sporting CP está num dos melhores momentos da sua História". E isso é factual!

Entre gigantes

Por Mafalda Barbosa
16 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4072 do Jornal Sporting

Há momentos que transcendem a simples vitória. Momentos que definem gerações, que consolidam a identidade e que projectam um clube para o patamar onde a sua História exige que esteja.

O apuramento da equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal para os quartos-de-final da EHF Champions League, pela segunda época consecutiva, é precisamente um desses momentos.

Não se trata apenas de mais uma qualificação. Trata-se da confirmação inequívoca de um percurso sustentado e ambicioso.

Num contexto europeu cada vez mais exigente, onde apenas os verdadeiramente fortes resistem, o andebol verde e branco volta a afirmar-se entre a elite, olhando de frente para os maiores colossos da modalidade.

Este feito é, sem exagero, enorme. É um marco na modalidade do Clube, mas também um motivo de orgulho para o desporto português. Porque quando uma equipa nacional se instala, com autoridade, entre as oito melhores da Europa, eleva não só o seu símbolo, mas todo um país que vibra com estas conquistas.

O Sporting CP acredita e chega onde poucos chegam. Este é o ADN de um clube que não abdica da sua grandeza.

Mesmo entre gigantes, o Leão não recua.

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