Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Opinião

Tão grandes como os maiores da Europa

Por Juvenal Carvalho
16 Abr, 2026

Se no futebol, a vitória na Amadora, coroada com um pontapé fantástico do genial Daniel Bragança – assumo que sou seu fã incondicional – fez com que continuemos na luta pelo "Tri" quando se aproximam os momentos de todas as decisões, a verdade é que existe muito mais Sporting para além do desporto-rei.

E por isso, aquilo que hoje me traz aqui mais uma vez – que bom é ser repetitivo quando é por motivos tão valiosos, é o todo que representa o universo do Sporting Clube de Portugal. E esse é incomparável ao nível de clubes na Europa.

Mais nenhum clube está, e mais longe ainda é perfeitamente possível, nos quartos-de-final da Champions League de futebol, nos quartos-de-final da Champions League no andebol, onde enfrentamos os dinamarqueses do Aalborg, na final eight da Champions League no hóquei em patins, que terá como palco a cidade de Coimbra, e na final four da Champions League de futsal, que se irá realizar na cidade italiana de Pesaro, onde nas meias-finais teremos como opositor os espanhóis do Cartagena, é algo simplesmente fantástico. Um feito – mais um – só ao alcance de um clube enorme.

Um clube que já ganhou 44 competições internacionais em sete modalidades diferentes, pode e deve querer sempre mais. E esse querer sempre mais é a nossa imagem de marca, e que está indelevelmente como marca do nosso ADN.

O desígnio dos fundadores, que desde logo nos quiseram tão grandes como os maiores da Europa, está perfeitamente cumprido. Este feito conseguido em quatro modalidades diferentes – e porque não sonhar ainda mais alto, é a prova provada da imensa capacidade do Sporting Clube de Portugal.

Ano após ano é uma realidade que estamos nos pontos altos do desporto nacional e internacional em muitas modalidades. Ano após ano é factual que conquistamos troféus que engrandecem ainda mais o Museu daquele clube – o nosso – que é "só" o mais ganhador e mais ecléctico clube nacional.

Até ao final de Junho, mês em que a época acabará em quase todas as modalidades, muito se decidirá. E uma certeza existe. Já ganhámos troféus em diversas modalidades. Mais queremos e podemos ganhar. Do futebol às modalidades de pavilhão. Sabendo que ninguém ganha sempre, e não fazendo futurologia, tenho a plena convicção de que ainda vamos ganhar "coisas". Seremos mais favoritos numas competições do que em outras. Sabemos todos da forte oposição que temos, não só além-fronteiras como no nosso país. Mas estamos bem vivos e queremos, sem sobranceria, mas com uma vontade indómita de sonhar, conquistar muitos troféus. E porque não, sonhar também, e isso ainda não paga imposto, voltar a ver o país pintado de verde e branco no próximo mês de Maio.

Termino, parafraseando as declarações do nosso presidente Frederico Varandas durante o primeiro Torneio organizado em homenagem ao Sr. Aurélio Pereira, demonstrativo de que o Clube não esquece quem tanto lhe deu: "O Sporting CP está num dos melhores momentos da sua História". E isso é factual!

Entre gigantes

Por Mafalda Barbosa
16 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4072 do Jornal Sporting

Há momentos que transcendem a simples vitória. Momentos que definem gerações, que consolidam a identidade e que projectam um clube para o patamar onde a sua História exige que esteja.

O apuramento da equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal para os quartos-de-final da EHF Champions League, pela segunda época consecutiva, é precisamente um desses momentos.

Não se trata apenas de mais uma qualificação. Trata-se da confirmação inequívoca de um percurso sustentado e ambicioso.

Num contexto europeu cada vez mais exigente, onde apenas os verdadeiramente fortes resistem, o andebol verde e branco volta a afirmar-se entre a elite, olhando de frente para os maiores colossos da modalidade.

Este feito é, sem exagero, enorme. É um marco na modalidade do Clube, mas também um motivo de orgulho para o desporto português. Porque quando uma equipa nacional se instala, com autoridade, entre as oito melhores da Europa, eleva não só o seu símbolo, mas todo um país que vibra com estas conquistas.

O Sporting CP acredita e chega onde poucos chegam. Este é o ADN de um clube que não abdica da sua grandeza.

Mesmo entre gigantes, o Leão não recua.

Os heróis do TikTok

Por Juvenal Carvalho
09 Abr, 2026

Sou, por forma de estar, longe das guerras de guerrilha que, cada vez mais, proliferam no desporto. Detesto até aqueles que, para disfarçar as suas lacunas, assim numa espécie de papas e bolos, que servem somente para enganar os tolos e para desviar as atenções, falam mais do Sporting Clube de Portugal, do que das instituições que lhes pagam os principescos ordenados.

Mas uma coisa não sou, e essa é ser ingénuo. E por não o ser, o que sinto no ar é um ódio puro ao Sporting CP por parte daqueles dois que se digladiavam para ver de quem é que era o "título" de quem era mais beneficiado do que quem, e que disputavam entre si os lugares de decisão. Era mesmo o tempo, e que longo ele foi, em que eles, de poleiro, e carregados de cinismo, queriam um "Sporting mais forte e que fazia falta ao futebol português". 

Agora, sinais dos tempos, as suas conferências de imprensa são mais a falar de nós do que do clube deles. Sintomático que os estamos a incomodar muito. Sintomático que isso lhes provoca um sentimento de querer um regresso ao passado. Dos tempos em que valia tudo. Mesmo tudo. Como disse alguém: "Habituem-se". Hoje existe VAR, que pela condição humana também erra, mas que pôs fim a uma mentira, em forma de sistema, que não nos deixava sonhar sequer em pensar ganhar. Bonitas eram as graçolas que nos dirigiam, de barriga cheia, do "nem chegam ao Natal". Que bonito era então. Era tudo paradisíaco em forma de mentira. 

Mas como no velho ditado português dos "cães ladram e a caravana passa", podem continuar a jogar pouco no campo e a jogar tudo nas redes sociais, que nós estamos vivos e na luta por tudo. Se ganhamos ou não, logo se verá. Nós estamos na luta, já outros nem por isso.

E, sinceramente, não acredito que mesmo com estas manobras de diversão nos façam desviar do nosso caminho. E a prova de que isso é real está consubstanciada na opinião de quem quer ser intelectualmente honesto – uns não o conseguem – que somos, apesar de não liderarmos o campeonato, o clube que mais e melhor joga futebol dentro dos relvados. E isso, por mais que os "artistas" o queiram escamotear, não o conseguem. São bons, com o devido respeito, é a falar para surdos sem a tradução de mímica. Usam de uma ironia com cara de quem todos lhe devem e ninguém lhes paga, para entreterem tontinhos que comem desse alimento que se dá aos burros. Mas felizmente nem todos, mesmo que sejam adeptos ou associados dos seus clubes são consumidores de palha. 

A nós cabe-nos continuar a trilhar o nosso caminho. Aquele que nos tem levado ao sucesso onde conta, que é dentro do campo. Os outros, que continuem fortes nos "TikTok's" desta vida. Onde se têm revelado poderosos. A azia deles é sinónimo de que estamos fortes e que os incomodamos muito. 

Que assim o continuem, que nós cá estaremos para os contrariar dentro dos relvados. Onde, após o VAR do seu desencanto, e parafraseando o nosso antigo treinador Paulo Bento, em entrevista recente, nos trouxe para a ribalta devido ao patamar de igualdade que o mesmo passou a proporcionar. E isso é tudo o que eles não queriam, saudosos que estavam dos velhos hábitos e do status quo instalado durante décadas. 

P.S 1 – Continuamos na luta pelo "Tri". No próximo sábado, será na Amadora. Faltam-nos sete "finais" e ainda é tudo possível. 

P.S 2 – Chegados aos quartos-de-final da Champions League, foi inglória a derrota ao cair do pano ante o poderoso Arsenal. Em Londres será difícil, mas não impossível. Acreditem, rapazes!

Um nome eterno, um legado que continua

Por Mafalda Barbosa
09 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4071 do Jornal Sporting

Um ano após Aurélio Pereira nos ter deixado, o Sporting Clube de Portugal presta-lhe uma homenagem que transcende o simbolismo: a primeira edição do Torneio Aurélio Pereira.

Mais do que uma competição, este torneio nasce como um tributo àquele que foi, indiscutivelmente, uma das figuras mais marcantes da História do Sporting CP.

Falar de Aurélio Pereira é falar da essência da formação verde e branca. É recordar um homem cuja visão, dedicação e sensibilidade para o talento moldaram gerações de jogadores que viriam a marcar não só o Clube, mas também o futebol português e internacional.

Este torneio carrega consigo um peso emocional inevitável. É memória, é saudade, mas é sobretudo continuidade. Porque o legado de Aurélio Pereira não se mede apenas nos nomes sonantes que descobriu, mas na cultura de formação que ajudou a construir – uma cultura baseada no rigor, na paixão e na crença inabalável no talento jovem.

Ao reunir jovens promessas sob o nome de quem tanto fez por elas, o Sporting CP reafirma a sua identidade. Relembra que a formação não é apenas um pilar estratégico, mas uma verdadeira marca do ADN do Clube.

Nesse sentido, o Torneio Aurélio Pereira é também um compromisso com o futuro – um futuro que continuará a honrar os princípios que o “Senhor Formação” tão bem defendeu.

Aurélio Pereira deixou uma herança que permanece viva, intocável e inspiradora. Porque há nomes que não se apagam – transformam-se em eternidade. E Aurélio Pereira é, para sempre, um deles.

Que fantástica Razão de Ser!

Por Juvenal Carvalho
02 Abr, 2026

Nesta edição comemorativa de mais um aniversário do Jornal Sporting, o mais antigo jornal de clubes do Mundo – são já 104 anos de uma História incrível a informar os Leões e que, como no tão bem escolhido título da sua primeira edição, continua a ser uma fantástica Razão de Ser.

Que, sinais dos tempos, a vida está sempre em mutação, é agora acompanhado pela edição digital, mas que continua a ser folheado em papel pelos Sportinguistas que vivem, desde as grandes urbes até às aldeias mais recônditas do país e do Mundo que por ele esperam avidamente a cada semana. Sim, falo do Mundo. Não é gralha, nesta nossa universalidade Leonina que direi não ter paralelo. 

Desde José Serrano, o primeiro director desta publicação, até Mafalda Barbosa, a actual, e a primeira mulher a ocupar este tão distinto cargo, já grandes nomes do jornalismo e do Sporting Clube de Portugal por este cargo passaram. Alguns que, tenho o orgulho de ser amigo, porque a vida Leonina nos haveria de juntar. 

Nestes 104 anos de História que acompanho semanalmente há cerca de cinco décadas, quando então jamais julguei que aqui viria um dia a escrever, li milhares de prosas de elevado Sportinguismo, onde nelas foram retratadas inúmeras conquistas nacionais e internacionais do nosso Clube. 

Toda uma História desenvolvida em milhões de caracteres. Todo um passado e, também presente, que nos orgulha. 

A mim, como já por aqui o expliquei, mas nunca é demais o agradecimento, especialmente dois nomes me trouxeram até ao nosso Jornal. Falo de Bernardino Melo Bandeira, o grande Homem e impulsionador do futsal – então ainda designado como futebol de cinco – no Sporting CP, a quem classifico como o "pai" da modalidade e que nela acreditou quando de mediática pouco ou nada tinha, e que feliz ele estaria de ver agora o estatuto e a espantosa evolução da "sua" modalidade e do que nela representa o nosso Clube à mais alta escala mundial. Obrigado, Bernardino Melo Bandeira. Já vão distantes os anos 90 quando aqui comecei a escrever a teu pedido. 

O outro nome é Ruben Coelho, então director do nosso jornal que, numa noite chuvosa do mês de Março, que recordo como se fosse hoje, me ligou, decorria o ano de 2012 para passar a ter um artigo de opinião semanal que ainda hoje preservo, apenas com um ligeiro interregno. São estes os dois "culpados" de vos escrever este texto no dia em que o nosso jornal faz 104 anos. 

Que boa culpa eles tiveram. Quanto orgulho tenho semanalmente a cada texto. Cada caracter é escrito com fervor Leonino. Só assim sei estar. Quero escrever sobre muitos mais conquistas. Mas também estou preparado, porque ser do Sporting Clube de Portugal é estar nos bons e nos maus momentos, para escrever em momentos de menor fulgor. 

Parabéns, Jornal Sporting. A caminho dos 105 anos a informar os Sportinguista espalhados pelos quatro cantos do Mundo.

P.S – Nada derruba o nosso andebol. Contra tudo e contra todos. A vitória no Dragão Arena foi com o cheiro tóxico no ar, mas com o sabor doce da classe de um Leão que quiseram ferir com artimanhas, mas nem assim conseguiram. O "Tri" está mais próximo.  

Há 104 anos a escrever a nossa História

Por Mafalda Barbosa
02 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4070 do Jornal Sporting

Quando, a 31 de março de 1922, o primeiro exemplar do Boletim do Sporting Club de Portugal saiu das prensas, o Mundo era outro, mas a ambição e a Razão de Ser mantêm-se.

Nasceu para dar voz à Glória – mas também para unir a família Sportinguista. Ao longo do tempo, atravessou repúblicas e revoluções e tem acompanhado diferentes gerações de ídolos.

Nestes 104 anos, tem sido guardião de histórias, cronista de conquistas e testemunha fiel dos momentos que moldam o Sporting Clube de Portugal.

De geração em geração, o Jornal Sporting acompanha o pulsar do universo Leonino – celebra vitórias, exalta heróis e dá voz a todos os que fazem do Sporting CP uma verdadeira família. É sempre mais do que relato: é sentimento, identidade, ligação, rigor e memória.

Nas suas páginas está gravada a essência de um Clube que sempre se definiu pela grandeza dos seus valores, pela força da sua cultura e pelo seu ADN.

Celebrar 104 anos não é apenas olhar para trás com orgulho. É, sobretudo, uma das raras ocasiões em que o tempo se transforma em memória e identidade.

Das vitórias épicas no futebol às conquistas europeias nas modalidades, aqui escreve-se a nossa História.

Parabéns ao Jornal Sporting e a todos os que dele fizeram e fazem parte.

Aos nossos leitores, o nosso mais profundo obrigado.

Estamos no topo em várias frentes

Por Juvenal Carvalho
26 Mar, 2026

Está a chegar o mês de Abril, aquele que, como diz um velho ditado popular é o de "águas mil", mas que será para nós, Sportinguistas, essencialmente o de muitas decisões.  

Naquele bom problema que é chegar a este momento da época com tudo em aberto no plano nacional e, até, com a inveja de alguns "Zés", que não gostam de nós e que não querem que ganhemos a Champions, qual adepto de tasca, também no plano internacional. As contas serão feitas no fim, mas uma coisa é incontestável. O Sporting Clube de Portugal está, independentemente da azia de um "Zé" qualquer, a lutar por tudo, sabendo que no campeonato não dependemos de nós, mas atirar a toalha ao chão não faz parte da nossa forma de estar. Está mesmo longe de ser o nosso ADN.

Ainda na ressaca da noite épica que ditou a passagem aos quartos-de-final da Champions League, num jogo para mais tarde recordar, foi um Sporting CP assertivo e com a noção de que teria de fazer a sua parte, aquele que se deslocou até ao Ribatejo para vencer de forma clarividente o FC Alverca, com a particularidade de serem de belo efeito todos os quatro golos obtidos por um Leão que joga muito à bola. E o muito é mesmo o termo literal.

Faltam sete "finais" – para nós serão oito – e a distância de quatro pontos é difícil de superar. Mas uma coisa é segura, como já escrevi acima. Não só não atiramos a toalha ao chão, como faremos de cada jogo uma "batalha" para a conseguirmos conquistar. 

Mas não é só no futebol que o Sporting Clube de Portugal está no topo da Europa e do Mundo. Essa condição também é extensível às restantes modalidades. 

O ouro do "nosso" Gerson Baldé no Mundial de Atletismo em pista curta, realizado em Torun, na Polónia, com uma marca estratosférica de 8,46m no salto em comprimento, é a prova provada dessa condição – parabéns também para Isaac Nader e Agate de Sousa, que apesar de serem atletas do rival também foram medalhados, de prata e de ouro, respectivamente. Na senda de outros feitos anteriores de atletas de um clube que tem dado êxitos europeus, mundiais e olímpicos a Portugal, para além de sermos um clube que já conquistou 44 competições europeias em sete modalidades diferentes. 

E esta época, depois das boas presenças conseguidas pelo voleibol na Champions League e pelo basquetebol na FIBA Europe CUP, que já terminaram o seu percurso nas provas europeias, ainda estamos "vivos" no futsal, que irá estar presente na final four da UEFA Futsal Champions League, em Pesaro, na Itália, no andebol, que irá defrontar a duas mãos os polacos do Wisla Plock no play-off de apuramento para os quartos-de-final da EHF Champions League e no hóquei em patins, onde almejamos o apuramento para a fase final da WSE Champions League, que terá a cidade de Coimbra como palco. Que outro clube português – e não só – está a este nível competitivo? A resposta é fácil: Nenhum!

Independentemente de como acabar a época, e não fazendo futurologia, é um orgulho tremendo aquilo que o nosso Clube nos proporciona. Estamos no topo. Até parece fácil. Mas não é. Requer muito trabalho e competência. Não existe a perfeição, todos sabemos, mas que é factual que estamos a viver um excelente período da nossa existência, é uma realidade inequívoca.

Até ao fim. Nós acreditamos no sucesso. Somos o Sporting Clube de Portugal!

Um salto para a Glória

Por Mafalda Barbosa
26 Mar, 2026

Editorial da edição n.º 4069 do Jornal Sporting

8,46 metros.

A melhor marca mundial da temporada, um novo recorde nacional e a confirmação de um atleta que não conhece limites quando decide “voar”.

Gerson Baldé – voou mais alto, mais longe e foi mais forte do que todos os outros.

Um ouro mundial construído com resiliência e disciplina. Um salto que eleva o nome de Portugal e do Sporting Clube de Portugal ao topo do Mundo.

Num desporto onde a margem entre a vitória e a derrota se mede em milímetros, Gerson Baldé não deixou espaço para dúvidas. Impôs-se com autoridade, com a confiança de quem sabe que o trabalho feito sustenta o sonho.

E ao fazê-lo, tornou-se inspiração para uma nova geração de atletas, mostrando que não há barreiras quando o talento encontra dedicação.

Este feito é também um triunfo do eclectismo Leonino, da aposta contínua em atletas de excelência. O Sporting CP volta a afirmar-se como uma casa de Campeões, onde se cultivam não só vitórias, mas histórias de superação que atravessam gerações.

Hoje, celebramos mais do que uma medalha de ouro. Celebramos um símbolo.

Um Leão que, com 8,46 metros de pura determinação, escreveu o seu nome na História do atletismo mundial.

Que este caminho continue a ser trilhado com a mesma ambição que o levou ao topo do Mundo.

Um feito épico para mais tarde recordar

Por Juvenal Carvalho
19 Mar, 2026

Épico, histórico, fabuloso, inesquecível, arrebatador, magnânimo. Estas, e ainda outras palavras, poderiam sintetizar um dos mais belos momentos da História do futebol do Sporting Clube de Portugal, aquele que foi vivido numa noite que ficará marcada para todo o sempre da nossa História, a de 17 de Março de 2026.

62 anos depois da inesquecível vitória, também por 5-0, frente ao Manchester United, a História haveria repetir-se, agora na presença de 49.155 Leões no Estádio José Alvalade que não deixaram de acreditar e fizeram, qual vulcão em erupção, a equipa não desistir de lutar por aquilo que, no fundo, todos sonhavam. Uma reviravolta épica ante os noruegueses.

E foi um Leão ferido no orgulho, aquele que, depois de uma exibição menos conseguida em terras nórdicas ante o Bodø/Glimt, entrou no jogo para os comer, um termo pouco simpático, mas que se aplica na plenitude a este momento. Um Leão que além de ferido no orgulho, conciliou uma vontade infinita a uma classe arrebatadora que levaria ao êxtase milhares e milhares de Leões, desde o Estádio – onde tive o privilégio de estar – até aos que assistiram via televisão nos mais diversos locais do planeta.

Se 1964, pelo que representou então, ainda hoje é recordado por todos aqueles privilegiados que o viveram, este será igualmente um momento épico para mais tarde recordar. 

Que orgulho nestes rapazes orientados pelo míster Rui Borges que, injustiçados por críticas excessivas que lhes fizeram no jogo da primeira-mão, se superaram e conseguiram aquilo que tão feliz deixou a família Leonina.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Este é o nosso lema. O nosso ADN está nele simbolizado. 

Jamais esqueceremos a noite épica de 17 de Março de 2026, por ter sido a da passagem aos quartos-de-final da Champions League. Mas aqui chegados, porque não sonhar com mais. Sonhar que, apesar da valia do Arsenal FC, que será o nosso próximo opositor, tudo é possível. O sonho, como na Pedra Filosofal de Manuel Freire, comanda a vida. E, quem sabe, repetimos a vitória frente ao Arsenal, conseguida recentemente na Europe League, onde ainda temos bem presente a obra-prima conseguida por Pedro Gonçalves, em Londres.

Estamos lá. Estamos vivos. Somos o Sporting Clube de Portugal, e fizemos ouvir o imenso rugido do Leão pelo Mundo. 

E se na Europa estamos vivos, em Portugal estamos igualmente com tudo em aberto no Campeonato e na Taça de Portugal. No próximo domingo será em Alverca para a prova máxima do futebol português. Acreditar até ao fim, é o lema e não iremos perder o foco. 

Termino, soltando em forma de escrita, um imenso rugido do Leão. Spooorting!

 

P.S 1 – Frederico Varandas foi reeleito presidente com 89,47% dos votos. O sucesso dele será o sucesso do Sporting Clube de Portugal. Felicidades, presidente!

P.S 2 – Parabéns ao voleibol pela conquista da sexta Taça de Portugal do nosso historial. Agora, depois da conquista dos dois troféus oficiais já disputados, antes havíamos vencido a Supertaça, o próximo objectivo é o Campeonato Nacional e a obtenção do pleno. Força, Leões. Nós acreditamos em vocês. 

43 anos depois…

Por Mafalda Barbosa
19 Mar, 2026

Editorial da edição n.º 4068 do Jornal Sporting

Voltou a fazer-se História.

A noite de 17 de Março de 2026 ficará, para sempre, gravada na memória de todos os Sportinguistas como uma das raras ocasiões em que o futebol transcende o jogo e se transforma em memória coletiva.

Quarenta e três anos depois, o Clube volta a inscrever o seu nome entre os oito melhores da Europa. Um feito histórico, inesquecível e profundamente memorável, construído com alma, coragem e uma crença inabalável, depois de uma primeira-mão adversa na Noruega.

Desde o primeiro minuto, nas bancadas, quase 50 mil Sportinguistas assumiram o seu papel com uma entrega absoluta. Houve apoio, houve voz, houve fé. E foi essa comunhão entre equipa e adeptos que alimentou a convicção de que a remontada não era apenas um sonho distante, mas uma possibilidade real.

O futebol vive destes momentos. De noites em que o impossível parece ceder perante a força da vontade colectiva. De equipas que, mesmo perante a adversidade, escolhem acreditar. E este Sporting CP acreditou – sempre. Lutou por cada bola, superou cada obstáculo e transformou a desvantagem numa afirmação categórica de ambição.

Mais do que uma vitória, foi uma demonstração de identidade. De um clube que não se resigna, que honra a sua História e que escreve novas páginas com a mesma grandeza com que recorda as antigas.

Este apuramento não é apenas um marco competitivo – é um símbolo do caminho, do crescimento e da ambição que definem o presente e projectam o futuro.

Que esta noite sirva de inspiração para tudo o que ainda está por conquistar.

Há vitórias importantes. E depois há aquelas que ficam para sempre.

Esta é uma delas.

Páginas

Subscreva RSS - Opinião