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Opinião

Estamos no topo em várias frentes

Por Juvenal Carvalho
26 Mar, 2026

Está a chegar o mês de Abril, aquele que, como diz um velho ditado popular é o de "águas mil", mas que será para nós, Sportinguistas, essencialmente o de muitas decisões.  

Naquele bom problema que é chegar a este momento da época com tudo em aberto no plano nacional e, até, com a inveja de alguns "Zés", que não gostam de nós e que não querem que ganhemos a Champions, qual adepto de tasca, também no plano internacional. As contas serão feitas no fim, mas uma coisa é incontestável. O Sporting Clube de Portugal está, independentemente da azia de um "Zé" qualquer, a lutar por tudo, sabendo que no campeonato não dependemos de nós, mas atirar a toalha ao chão não faz parte da nossa forma de estar. Está mesmo longe de ser o nosso ADN.

Ainda na ressaca da noite épica que ditou a passagem aos quartos-de-final da Champions League, num jogo para mais tarde recordar, foi um Sporting CP assertivo e com a noção de que teria de fazer a sua parte, aquele que se deslocou até ao Ribatejo para vencer de forma clarividente o FC Alverca, com a particularidade de serem de belo efeito todos os quatro golos obtidos por um Leão que joga muito à bola. E o muito é mesmo o termo literal.

Faltam sete "finais" – para nós serão oito – e a distância de quatro pontos é difícil de superar. Mas uma coisa é segura, como já escrevi acima. Não só não atiramos a toalha ao chão, como faremos de cada jogo uma "batalha" para a conseguirmos conquistar. 

Mas não é só no futebol que o Sporting Clube de Portugal está no topo da Europa e do Mundo. Essa condição também é extensível às restantes modalidades. 

O ouro do "nosso" Gerson Baldé no Mundial de Atletismo em pista curta, realizado em Torun, na Polónia, com uma marca estratosférica de 8,46m no salto em comprimento, é a prova provada dessa condição – parabéns também para Isaac Nader e Agate de Sousa, que apesar de serem atletas do rival também foram medalhados, de prata e de ouro, respectivamente. Na senda de outros feitos anteriores de atletas de um clube que tem dado êxitos europeus, mundiais e olímpicos a Portugal, para além de sermos um clube que já conquistou 44 competições europeias em sete modalidades diferentes. 

E esta época, depois das boas presenças conseguidas pelo voleibol na Champions League e pelo basquetebol na FIBA Europe CUP, que já terminaram o seu percurso nas provas europeias, ainda estamos "vivos" no futsal, que irá estar presente na final four da UEFA Futsal Champions League, em Pesaro, na Itália, no andebol, que irá defrontar a duas mãos os polacos do Wisla Plock no play-off de apuramento para os quartos-de-final da EHF Champions League e no hóquei em patins, onde almejamos o apuramento para a fase final da WSE Champions League, que terá a cidade de Coimbra como palco. Que outro clube português – e não só – está a este nível competitivo? A resposta é fácil: Nenhum!

Independentemente de como acabar a época, e não fazendo futurologia, é um orgulho tremendo aquilo que o nosso Clube nos proporciona. Estamos no topo. Até parece fácil. Mas não é. Requer muito trabalho e competência. Não existe a perfeição, todos sabemos, mas que é factual que estamos a viver um excelente período da nossa existência, é uma realidade inequívoca.

Até ao fim. Nós acreditamos no sucesso. Somos o Sporting Clube de Portugal!

Um salto para a Glória

Por Mafalda Barbosa
26 Mar, 2026

Editorial da edição n.º 4069 do Jornal Sporting

8,46 metros.

A melhor marca mundial da temporada, um novo recorde nacional e a confirmação de um atleta que não conhece limites quando decide “voar”.

Gerson Baldé – voou mais alto, mais longe e foi mais forte do que todos os outros.

Um ouro mundial construído com resiliência e disciplina. Um salto que eleva o nome de Portugal e do Sporting Clube de Portugal ao topo do Mundo.

Num desporto onde a margem entre a vitória e a derrota se mede em milímetros, Gerson Baldé não deixou espaço para dúvidas. Impôs-se com autoridade, com a confiança de quem sabe que o trabalho feito sustenta o sonho.

E ao fazê-lo, tornou-se inspiração para uma nova geração de atletas, mostrando que não há barreiras quando o talento encontra dedicação.

Este feito é também um triunfo do eclectismo Leonino, da aposta contínua em atletas de excelência. O Sporting CP volta a afirmar-se como uma casa de Campeões, onde se cultivam não só vitórias, mas histórias de superação que atravessam gerações.

Hoje, celebramos mais do que uma medalha de ouro. Celebramos um símbolo.

Um Leão que, com 8,46 metros de pura determinação, escreveu o seu nome na História do atletismo mundial.

Que este caminho continue a ser trilhado com a mesma ambição que o levou ao topo do Mundo.

Um feito épico para mais tarde recordar

Por Juvenal Carvalho
19 Mar, 2026

Épico, histórico, fabuloso, inesquecível, arrebatador, magnânimo. Estas, e ainda outras palavras, poderiam sintetizar um dos mais belos momentos da História do futebol do Sporting Clube de Portugal, aquele que foi vivido numa noite que ficará marcada para todo o sempre da nossa História, a de 17 de Março de 2026.

62 anos depois da inesquecível vitória, também por 5-0, frente ao Manchester United, a História haveria repetir-se, agora na presença de 49.155 Leões no Estádio José Alvalade que não deixaram de acreditar e fizeram, qual vulcão em erupção, a equipa não desistir de lutar por aquilo que, no fundo, todos sonhavam. Uma reviravolta épica ante os noruegueses.

E foi um Leão ferido no orgulho, aquele que, depois de uma exibição menos conseguida em terras nórdicas ante o Bodø/Glimt, entrou no jogo para os comer, um termo pouco simpático, mas que se aplica na plenitude a este momento. Um Leão que além de ferido no orgulho, conciliou uma vontade infinita a uma classe arrebatadora que levaria ao êxtase milhares e milhares de Leões, desde o Estádio – onde tive o privilégio de estar – até aos que assistiram via televisão nos mais diversos locais do planeta.

Se 1964, pelo que representou então, ainda hoje é recordado por todos aqueles privilegiados que o viveram, este será igualmente um momento épico para mais tarde recordar. 

Que orgulho nestes rapazes orientados pelo míster Rui Borges que, injustiçados por críticas excessivas que lhes fizeram no jogo da primeira-mão, se superaram e conseguiram aquilo que tão feliz deixou a família Leonina.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Este é o nosso lema. O nosso ADN está nele simbolizado. 

Jamais esqueceremos a noite épica de 17 de Março de 2026, por ter sido a da passagem aos quartos-de-final da Champions League. Mas aqui chegados, porque não sonhar com mais. Sonhar que, apesar da valia do Arsenal FC, que será o nosso próximo opositor, tudo é possível. O sonho, como na Pedra Filosofal de Manuel Freire, comanda a vida. E, quem sabe, repetimos a vitória frente ao Arsenal, conseguida recentemente na Europe League, onde ainda temos bem presente a obra-prima conseguida por Pedro Gonçalves, em Londres.

Estamos lá. Estamos vivos. Somos o Sporting Clube de Portugal, e fizemos ouvir o imenso rugido do Leão pelo Mundo. 

E se na Europa estamos vivos, em Portugal estamos igualmente com tudo em aberto no Campeonato e na Taça de Portugal. No próximo domingo será em Alverca para a prova máxima do futebol português. Acreditar até ao fim, é o lema e não iremos perder o foco. 

Termino, soltando em forma de escrita, um imenso rugido do Leão. Spooorting!

 

P.S 1 – Frederico Varandas foi reeleito presidente com 89,47% dos votos. O sucesso dele será o sucesso do Sporting Clube de Portugal. Felicidades, presidente!

P.S 2 – Parabéns ao voleibol pela conquista da sexta Taça de Portugal do nosso historial. Agora, depois da conquista dos dois troféus oficiais já disputados, antes havíamos vencido a Supertaça, o próximo objectivo é o Campeonato Nacional e a obtenção do pleno. Força, Leões. Nós acreditamos em vocês. 

43 anos depois…

Por Mafalda Barbosa
19 Mar, 2026

Editorial da edição n.º 4068 do Jornal Sporting

Voltou a fazer-se História.

A noite de 17 de Março de 2026 ficará, para sempre, gravada na memória de todos os Sportinguistas como uma das raras ocasiões em que o futebol transcende o jogo e se transforma em memória coletiva.

Quarenta e três anos depois, o Clube volta a inscrever o seu nome entre os oito melhores da Europa. Um feito histórico, inesquecível e profundamente memorável, construído com alma, coragem e uma crença inabalável, depois de uma primeira-mão adversa na Noruega.

Desde o primeiro minuto, nas bancadas, quase 50 mil Sportinguistas assumiram o seu papel com uma entrega absoluta. Houve apoio, houve voz, houve fé. E foi essa comunhão entre equipa e adeptos que alimentou a convicção de que a remontada não era apenas um sonho distante, mas uma possibilidade real.

O futebol vive destes momentos. De noites em que o impossível parece ceder perante a força da vontade colectiva. De equipas que, mesmo perante a adversidade, escolhem acreditar. E este Sporting CP acreditou – sempre. Lutou por cada bola, superou cada obstáculo e transformou a desvantagem numa afirmação categórica de ambição.

Mais do que uma vitória, foi uma demonstração de identidade. De um clube que não se resigna, que honra a sua História e que escreve novas páginas com a mesma grandeza com que recorda as antigas.

Este apuramento não é apenas um marco competitivo – é um símbolo do caminho, do crescimento e da ambição que definem o presente e projectam o futuro.

Que esta noite sirva de inspiração para tudo o que ainda está por conquistar.

Há vitórias importantes. E depois há aquelas que ficam para sempre.

Esta é uma delas.

O que nos une é o Sporting Clube de Portugal

Por Juvenal Carvalho
12 Mar, 2026

O Jornal Sporting, que leio desde tenra idade, como já aqui o escrevi, desde que o Sr. Brito, um enorme Leão e meu vizinho do andar de baixo, me oferecia depois de o ler religiosamente de trás para a frente e da frente para trás, com que gula ele folheava as páginas deste jornal onde, quis o destino, eu agora tenho o privilégio de nele escrever, é um jornal que não entra em campanhas eleitorais e, como é óbvio, este texto não tem essa intenção, longe disso. Mantém até uma muito saudável equidistância sempre que o Clube está em processo eleitoral.

Já assisti a diversas campanhas eleitorais. Já votei em candidatos vencedores e noutros que saíram derrotados.

Sou, intransigentemente, a favor do debate de ideias. Nas primeiras eleições que me recordo do nosso Clube, que datam de 1984, a disputa eleitoral foi entre o eterno presidente João Rocha e Marcelino de Brito. Fui ver a campanha de ambos, para melhor saber o que estava em equação quanto às propostas que tinham para oferecer.

Sempre, desde que sou Associado, faz no tempo cinco décadas decorridas, me interessei, como tantos de vós, pela vida activa do nosso Clube. Existiram eleições mais intensamente disputadas, sinónimo da democracia e pluralidade de opiniões da nossa centenária instituição, outras em que houve candidatos únicos e até presidentes cooptados.

A nossa História de quase 120 anos de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, começou com Alfredo Augusto das Neves Holtreman (Visconde de Alvalade) na presidência, decorria o já longínquo ano de 1906.

Desde então tivemos presidentes cujo denominador comum foi o de tentar dar o seu melhor pelo Sporting Clube de Portugal. Uns conseguiram-no melhor do que outros. De uns, guardo inevitavelmente melhores recordações do que de outros. Afinal, quem como eu vive tão proximamente o Clube, era impossível que assim não fosse.

Fui crítico de presidentes e presença regular em assembleias gerais onde exprimi a minha opinião sempre respeitosamente. Mas uma coisa sempre me preocupou acima de tudo. O Sporting Clube de Portugal. Porque esse viverá ad eternum, enquanto todos nós, pela indelével marca do tempo, passamos. Desde presidentes até ao mais anónimo dos Associados, mas não menos Sportinguista.

Agora, no próximo sábado, o Pavilhão João Rocha será o palco das eleições entre o actual presidente Frederico Varandas, um homem que tem obra feita e que nos devolveu a alegria das conquistas, das poucas vezes que com ele convivi, sempre foi cordato para comigo, como aliás é seu timbre, e Bruno Sorreluz, que conheço desde criança, quando jogou basquetebol no Sporting CP, era eu dirigente da modalidade, e que também sempre foi cordato para comigo.

Os Sportinguistas decidirão, daqui a 48 horas, o rumo que querem dar ao Clube.

Eu irei depositar os meus 11 votos, com uma inequívoca certeza. Quem ganhar será o "meu" presidente. O presidente do Sporting Clube de Portugal!

P.S 1 - Apesar do empate fora de horas em Braga, o sonho do "Tri" continua em aberto. Desistir é para os fracos. Nós ainda acreditamos que é possível.

P.S 2 - A cidade italiana de Pesaro espera pelo Sporting Clube de Portugal na final four da UEFA Futsal Champions League. Mais uma vez presentes com o objectivo de ganhar. Somos uma enorme referência também nesta modalidade.

Participação, compromisso e futuro

Por Mafalda Barbosa
12 Mar, 2026

Editorial da edição n.º 4067 do Jornal Sporting

No dia 14 de Março, o Sporting Clube de Portugal viverá mais um momento determinante da sua vida Associativa: a Assembleia Geral Eleitoral para a escolha do presidente do Clube. Este é um dos mais importantes exercícios de democracia interna que definem a identidade do Sporting CP e reforçam a sua História centenária.

Ao longo de mais de um século, o Sporting CP construiu-se sobre um princípio essencial: o Clube pertence aos Sócios. São eles que garantem a sua vitalidade, que preservam os seus valores e que decidem o seu rumo. Participar nas eleições não é apenas um direito – é também um sinal de compromisso com o presente e com o futuro do Sporting CP.

Votar é contribuir activamente para a construção do caminho que queremos para o Clube. É assumir a responsabilidade de escolher quem irá liderar o Sporting CP nos próximos anos, num momento em que os desafios e as oportunidades exigem visão, união e participação.

A presença dos Sócios nas urnas é, por isso, fundamental. Uma forte participação eleitoral reforça a legitimidade das decisões tomadas e demonstra a vitalidade de uma instituição que se orgulha em ser um clube de Sócios e para os Sócios.

Mais do que um acto formal, votar é afirmar pertença. É dizer presente na História do Sporting CP. É participar activamente no universo Leonino que nos une e que atravessa gerações.

Um Clube mais forte constrói-se com Sócios participativos, informados e presentes.

Porque o futuro do Sporting CP escreve-se também com a “voz” de cada um de nós.

O melhor de sempre

Por Juvenal Carvalho
05 Mar, 2026

No passado sábado, dia 28 de Fevereiro, bateu-me a saudade. Nos novos tempos, que são os da tecnologia, tudo está à distância de um click. Tudo nos chega de todo o Mundo. Parece tudo tão fácil. E, de facto, é. Incontornavelmente fácil. 

Ao fazer a minha pesquisa matinal pelas redes sociais, vejo no site oficial do nosso Clube a efeméride de que nesse dia, no ano de 1943, passaram no tempo 83 anos, nasceu em São Manços, Évora, aquele que foi o melhor jogador do mundo de todos os tempos de hóquei em patins. Sim, falo de António Livramento. 

Falo da saudade daquele que me fez as delícias de criança, e que tratava por "tu" a bola, que parecia sorrir sempre que chegava aquele stick de onde saiam verdadeiras obras de arte. Era pura magia cada movimento, cada drible, cada momento que invariavelmente dava em golo ou em assistência para um dos seus colegas de equipa.

Era eu ainda muito jovem quando aquele "cinco", que era uma verdadeira dream team, formada por António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, Chana e António Livramento destruía literalmente quem lhe aparecia pela frente, mas já crescido o suficiente para acompanhar aquele trajecto de 1977 que nos deu a primeira das quatro Champions League, então ainda designada de Taça dos Campeões Europeus. 

António Livramento, apesar de ter representado os rivais, será alguém que marcou um tempo dourado do hóquei em patins do nosso Sporting Clube de Portugal, numa História que jamais se apagará. 

Partiu muito cedo, em 1999, ainda com 56 anos de idade, aquele que depois de jogador fantástico, quis o destino que o fosse igual enquanto treinador. Um fazedor de campeões, num percurso também ele iniciado de Leão ao peito. Que na década de 80 conseguiu, com um grupo de "meninos" como, entre outros, Gelásio, Paulo Almeida, Paulo Alves, Vítor Fortunato e Pedro Alves, ser campeão nacional e transformar aqueles jovens de então, numa equipa arrebatadora.

Uma lenda que perdurará na minha (nossa) memória de Leão e que, quis o destino, o viesse a conhecer pessoalmente mais tarde, quando com ele me cruzava na Nave de Alvalade – as secções de basquetebol e de hóquei em patins eram próximas, e da boca desse "monstro" ouvi estórias deliciosas desses momentos que então vivi efusivamente nas bancadas. Quanto privilégio o meu. 

António Livramento ficou indelevelmente na nossa grandiosa História. Num Clube com tantas referências, ele é uma das que são indelevelmente eternas e que tanto orgulho o símbolo do Leão tem no seu incomparável trajecto.

As Lendas nunca morrem. A saudade que me bateu foi apenas física. Porque, no coração, António Livramento estará para sempre presente. 

Obrigado por tudo, grande Campeão. A magia era o seu nome do meio.

P.S – Depois das vitórias ante o GD Estoril Praia para o Campeonato, e na primeira-mão da meia-final da Taça de Portugal frente ao FC Porto, que nos leva em vantagem tangencial para o Dragão, segue-se o SC Braga de novo para o Campeonato já no sábado, e o Bodo Glimt, na quarta-feira, para a Champions League. Estamos em todas as competições para ganhar. Somos o Sporting Clube de Portugal. Lutar por todas as conquistas é o nosso desígnio.  

O ADN que nos guia dentro e fora de campo

Por Mafalda Barbosa
05 Mar, 2026

Editorial da edição n.º 4066 do Jornal Sporting

No Sporting Clube de Portugal a ética não é um conceito abstracto. É uma prática diária. Um compromisso silencioso. É a forma como entramos em campo, como formamos jovens, como respeitamos adversários e como honramos o nosso legado.

Falar de valores no Sporting CP é falar de identidade. De um ADN feito de exigência, ambição, responsabilidade e sentido colectivo. Um ADN que não se esgota nas vitórias – embora as procure sempre – mas que se afirma, sobretudo, na forma como as alcança.

A cultura do Clube construiu-se sobre pilares sólidos: rigor na gestão, transparência nas decisões, aposta na formação e profunda ligação aos Sócios e adeptos.

Num contexto em que o desporto profissional enfrenta desafios complexos – financeiros, regulatórios e sociais –, o Sporting CP afirma-se como um exemplo de equilíbrio entre ambição desportiva e responsabilidade económica. Os resultados apresentados pela SAD, com um lucro de 32 milhões de euros no primeiro semestre de 2025/2026, são mais do que um indicador financeiro. São a prova de um caminho estruturado, planeado e coerente.

Este desempenho não surge por acaso. Resulta de uma estratégia que alia competência técnica, visão de longo prazo e fidelidade aos princípios que sempre distinguiram o Clube. Resulta da valorização de activos, da confiança na formação, da capacidade de competir ao mais alto nível e, simultaneamente, de garantir estabilidade e sustentabilidade.

No Sporting CP, o sucesso financeiro não substitui a identidade – reforça-a. Permite investir melhor, crescer com solidez e proteger o futuro das próximas gerações.

Ser Sporting é assumir que a grandeza se constrói todos os dias, dentro e fora das quatro linhas. É representar Portugal nos fóruns internacionais com a mesma excelência com que se defende o Clube dia-a-dia. É saber que o nosso ADN é o que nos orienta.

Num tempo em que o futebol global se transforma a um ritmo acelerado, o Sporting CP mantém-se fiel a si próprio. Evolui sem perder a essência. Compete sem renunciar à ética.

No Sporting CP ganhar é importante, mas ganhar sem abdicar dos nossos valores é inegociável.

O enorme Nelson Serra

Por Juvenal Carvalho
26 Fev, 2026

Sou, comum dos mortais, uma pessoa com defeitos e com virtudes. Mas uma das minhas virtudes é saber ser grato e reconhecido. 

E no último "Eu lembro-me de ti", um programa dos muitos que vejo religiosamente na Sporting TV, este da autoria do meu amigo Vítor Cândido, que é uma enorme referência do Sportinguismo, que sabe do Clube como poucos e que dá a conhecer as muitas lendas que tanto deram ao símbolo do Leão rampante, foi com o Nelson Serra.

E, ao ouvir deliciado aquele que é um dos melhores jogadores portugueses de basquetebol de todos os tempos, que começou por agradecer ao Sporting Clube de Lourenço Marques e ao Sporting Clube de Portugal por tudo aquilo que o ajudaram a ser quem foi; que o verde e branco, clube que é o seu amor de uma vida e que foi o único emblema que serviu como jogador, entre outras estórias arrebatadoras e emocionantes, falou dos enormes dirigentes que foram os saudosos Vítor Salgado e Edgar Vital até que chegou a vez do Juvenal Carvalho, que sim, era um miúdo então quando entrou pela porta do dirigismo pelo basquetebol. Um miúdo que o Edgar Vital apostou para ser dirigente de uma equipa sénior.

Da equipa que eras o treinador. Do miúdo, que ainda mais miúdo então, te viu jogar e encestar de todo o lado com aquele teu lançamento que destruía as equipas adversárias com a mão atrás da cabeça. Que já te idolatrava quando ainda não te conhecia pessoalmente. Que, quando te conheceu pessoalmente vi, além do jogador e treinador, um extraordinário ser humano, daqueles que ficam como amigos para a vida.

Nelson, assumo que me fizeste chorar pela surpresa que me fizeste – apesar de saber da tua estima para comigo, que sabes ser recíproca. Recordo-me perfeitamente daquele momento em que te anunciei seres Prémio Stromp pela segunda vez, depois de jogador do ano, como treinador do ano. Como disseste, senti uma alegria genuína e sei que o partilhaste por todo o grupo que contigo trabalhava.

Este "miúdo" de hoje, já avô de duas Leoas – como o tempo voa – tem um orgulho imenso de contigo ter trabalhado. De contigo tanto ter aprendido de Sporting.

De contigo saber que os valores leoninos estavam simbolizados na perfeição. 

Deste "miúdo", vai daqui um humilde agradecimento por ter sido por ti referenciado no "Eu lembro-me de ti". 

Porque eu, por mais que o tempo passe, lembro-me de ti sempre... e para sempre.

És uma lenda. És um Campeão. És um ser humano de excelência. 

Eu serei apenas aquele então miúdo que durante anos serviu o Sporting Clube de Portugal como dirigente e que, com tanto orgulho, me cruzei contigo.

P.S – E que melhor forma teria para acabar este texto, em que falei de uma lenda da "minha" modalidade, quando quis o destino que o momento coincidisse com o basquetebol a escrever mais uma página a letras de ouro da sua História e a trazer a sua 9.ª Taça de Portugal para o Museu Sporting.

Parabéns, basquetebol!

Parabéns, Sporting Clube de Portugal

Rugido de Leão na Taça de Portugal

Por Mafalda Barbosa
26 Fev, 2026

Editorial da edição n.º 4065 do Jornal Sporting

O basquetebol do Sporting Clube de Portugal voltou a escrever uma página de Glória na sua História ao conquistar, três anos depois, e pela nona vez, a Taça de Portugal.

Mais do que um troféu, esta vitória representa identidade, ambição e a confirmação de que o Leão está sempre entre os grandes do basquetebol nacional.

Num jogo de intensidade e enorme exigência competitiva, a equipa Leonina demonstrou aquilo que define o ADN Sporting: espírito de sacrifício, união e uma crença inabalável até ao último segundo.

Cada defesa agressiva, cada ressalto conquistado, cada lançamento decisivo reflectiu não apenas talento, mas sobretudo carácter.

Esta conquista tem um significado especial. A Taça de Portugal é uma prova de superação, que exige consistência, maturidade e mentalidade vencedora e o Sporting CP mostrou tudo isso. Mostrou que o projecto desportivo está sólido, que a aposta na modalidade continua a dar frutos e que o trabalho diário compensa.

Num clube ecléctico como o Sporting CP, cada título reforça uma cultura vencedora transversal a todas as modalidades.

Parabéns, Leões!

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