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Opinião

Ambição sem fim

Por Mafalda Barbosa
30 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4074 do Jornal Sporting

O Sporting Clube de Portugal voltou a erguer a Taça de Portugal de hóquei em patins, pela segunda vez consecutiva, consolidando-se como uma referência incontornável na modalidade.

A conquista da sexta Taça de Portugal da modalidade é a confirmação de um ciclo e de uma identidade competitiva que se fortalece época após época.

Mais do que o número redondo, importa olhar para o significado desta vitória: consistência e, acima de tudo, uma cultura de exigência que não se esgota nas vitórias. Esta equipa mostrou maturidade nos momentos decisivos, ambição sem limites e uma ligação clara entre jogadores, equipa técnica e adeptos.

Num contexto competitivo cada vez mais exigente, onde o detalhe decide jogos e troféus, o Sporting CP revelou capacidade de manter o foco e de elevar o nível quando mais importa.

Há também um simbolismo importante nesta conquista consecutiva: ela não representa apenas o presente, mas projecta o futuro. Transmite a sensação de que cada vitória é apenas mais um passo num caminho maior, onde a ambição não se mede em títulos isolados, mas num trabalho diário construído com identidade.

E é precisamente nessa convicção que se desenha o futuro: com ambição sustentada e uma identidade firme.

O Jamor e o hóquei em patins do nosso contentamento

Por Juvenal Carvalho
30 Abr, 2026

É indesmentível, porque dizer não consigo dizer o contrário, que vivemos uma semana com um sabor agridoce no que toca ao futebol e às restantes modalidades mais impactantes do reino do Leão.

Se no futebol fomos heróis no Dragão, num jogo de sangue, suor e lágrimas em que conseguimos o apuramento para aquela que será a 32.ª presença do Sporting Clube de Portugal no Jamor, foi o nosso lado doce, quatro dias depois, numa deslocação à Vila das Aves, um empate inesperado ante o lanterna vermelha AFS, num jogo em que não nos era permitido perder pontos, eis que nos vimos afastados do segundo lugar, e deixámos de depender de nós para irmos à Champions League da próxima época, terá tido um sabor bem amargo.

Sei que no futebol o bestial e a besta convivem com uma naturalidade incrível e que muitos de nós – eu também tenho o meu lado irracional por ser humano, esquecem o que de bom foi feito até agora, e valorizem apenas o lado mau. Resta-nos assim, agora que falta um mês para acabar a época, esperar por melhores dias, e acreditar que iremos conquistar o troféu no Jamor e que o acesso à Champions, não estando nas nossas mãos, ainda poderá ser possível. 

Nas restantes modalidades, também vivemos uma semana agridoce, embora o lado doce tenha sido muito maior do que o seu contrário. E aquele que foi mais amargo, aconteceu no futsal, uma modalidade que tem ganho muito e que, pese a perda da Taça de Portugal, ainda tem muito mais para ganhar. Os rapazes do "mestre" Nuno Dias já nos habituaram a momentos épicos. E esta época, estou certo, ainda iremos viver alegrias, porque afinal somos nesta modalidade uma equipa que se bate a nível nacional e internacional com os melhores, e até temos a vitória como nome do meio. Vamos ao que falta. E o que falta, depois de já termos conquistado a Supertaça, é "só" a Champions League e o Campeonato Nacional. E queremos muito obter essas conquistas.

Agora vamos ao lado doce. No andebol, depois de termos esmagado o eterno rival no Pavilhão da Luz, ficámos apenas a um empate do "tri", que pode chegar já no próximo sábado no João Rocha, que terá de ter um ambiente "à Sporting", ante o FC Porto; no voleibol partimos à frente na final do play-off depois de termos ganho 3-0 o primeiro jogo e ficado a duas vitórias do "bi", que está ainda em aberto, porque a oposição é forte, mas o Leão está sequioso e quer muito alcançar esse desiderato.

Para o fim fica o melhor da semana. Falo do hóquei em patins do nosso contentamento. Depois das conquistas do Campeonato do Mundo e da Supertaça, chegou ao Museu a Taça de Portugal. Que época fantástica que o Sporting CP está a fazer nesta modalidade, cujo limite é não ter limites. Que jogo épico o da final com o Óquei de Barcelos, na cidade de Tomar, como já haviam sido as anteriores finais ante o FC Barcelona em San Juan, na Argentina, para o Campeonato do Mundo, e em Odivelas, frente ao FC Porto, para a Supertaça. Ainda falta a Champions League e o Campeonato Nacional e é para ganhar... e que iremos lutar por isso, que ninguém duvide.

Sim, a semana foi agridoce. Mas não acreditar num futuro risonho para o nosso Clube é algo que não consigo.

Vamos ao que falta

Por Juvenal Carvalho
23 Abr, 2026

Perder o dérbi eterno, desde que me conheço enquanto Sportinguista, é uma espécie de sensação que não consigo descrever por palavras, principalmente no período seguinte ao apito final.

É realmente muito difícil de digerir. Mas penso sempre, neste momento de profunda tristeza, por ser contra o adversário que verdadeiramente mexe comigo emocionalmente, naquela expressão do treinador italiano Arrigo Sacchi, que disse um dia que "o futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida". Uma forma de me tentar ajudar a mim próprio no sentido de minimizar a azia sentida.

Mas este dérbi, que caiu para o adversário, como anteriormente já havia caído para nós, parecia estar escrito que tinha tudo para não correr nada bem. E não correu. Não por falta de entrega. Não por falta de acreditar. Mas, essencialmente, porque a fortuna da sorte esteve arredia do Leão. Começar um jogo a falhar uma grande penalidade pelo jogador mais improvável de o fazer, o "matador" Luis Suárez, e terminar a sofrer o golo da derrota no período de descontos, é algo que parecia ser o destino a escrever. 

Mas, sem expressões que, como costumo aqui escrever, e que abomino, como a que temos de levantar a cabeça, estou certo (escrevo esta crónica antes da meia-final no Dragão) que as cinco "finais" que nos faltam no Campeonato irão ser ganhas, e se o "Tri" parece longínquo... inevitavelmente longínquo, teremos de lutar por agarrar o lugar na Champions League da próxima época.

A luta por esse desiderato começa já no próximo fim-de-semana na deslocação à Vila das Aves para defrontar o AFS. E, estou crente, que o Sporting Clube de Portugal, aquele que foi capaz de encantar a Europa do futebol esta época, será igualmente capaz de conseguir o objectivo de o voltar a fazer com carácter de regularidade nos grandes palcos internacionais. Ganhar hábitos de estar presente nos grandes momentos do futebol internacional.

Por isso mesmo, este momento não pode ser encarado como uma fatalidade, e requer cabeça fria.

E será com essa cabeça fria – pese o natural cansaço do excesso de jogos seguidos – com muito denodo e com a missão primordial de acreditar muito... acreditar sempre, que vamos ganhar as "batalhas" que nos esperam. Acreditem, Leões. Teremos de continuar unos e indivisíveis. 

E por falar em "batalhas" que nos esperam, o próximo fim-de-semana será marcado, porque chegam as horas de todas as decisões nas mais diversas modalidades, pela final eight da Taça de Portugal de futsal, a realizar em Gondomar, da final four da Taça de Portugal de hóquei em patins, com o palco a ser a cidade de Tomar, e com o início da final do play-off do campeonato de voleibol, em que temos de fazer do Pavilhão João Rocha uma muralha verdadeiramente inexpugnável. Estar nos momentos das decisões implica a possibilidade de ganhar troféus. Nós estamos lá, nestas modalidades como em outras, e, obviamente, queremos abrilhantar – ainda mais – o nosso Museu. Que seja triunfante, o percurso do Leão no próximo fim-de-semana.

Uma coisa tenho como máxima, como aliás todos aqueles que amam o nosso Clube. A ganhar ou a perder, Sporting Clube de Portugal até morrer!

Rumo às grandes decisões

Por Mafalda Barbosa
23 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4073 do Jornal Sporting

À medida que a temporada entra na sua fase mais exigente, o Sporting Clube de Portugal enfrenta semanas determinantes em várias frentes.

Aproximam-se jogos de elevada responsabilidade, onde cada detalhe conta e cada lance pode fazer a diferença.

Nas diferentes modalidades, multiplicam-se os encontros decisivos – jogos determinantes, dérbis intensos, desafios que exigem concentração máxima, espírito competitivo e uma identidade bem vincada. São momentos que definem épocas, que testam o carácter das equipas e que ficam na memória de todos os Sportinguistas.

Nestes instantes, o papel dos adeptos assume uma relevância ainda maior. O apoio vindo das bancadas, a energia transmitida antes, durante e depois dos jogos, é um factor que eleva o rendimento dos atletas e reforça o sentido de união que distingue o Sporting CP. A presença nos pavilhões e no estádio não é apenas um gesto de apoio – é parte integrante da nossa força colectiva.

É com essa consciência que se apela à mobilização de todos. Que cada Sportinguista marque presença, que faça ouvir a sua voz e que contribua para criar o ambiente que tantas vezes faz a diferença nos momentos decisivos.

Unidos, dentro e fora de campo, enfrentamos cada desafio com ambição e confiança.

Tão grandes como os maiores da Europa

Por Juvenal Carvalho
16 Abr, 2026

Se no futebol, a vitória na Amadora, coroada com um pontapé fantástico do genial Daniel Bragança – assumo que sou seu fã incondicional – fez com que continuemos na luta pelo "Tri" quando se aproximam os momentos de todas as decisões, a verdade é que existe muito mais Sporting para além do desporto-rei.

E por isso, aquilo que hoje me traz aqui mais uma vez – que bom é ser repetitivo quando é por motivos tão valiosos, é o todo que representa o universo do Sporting Clube de Portugal. E esse é incomparável ao nível de clubes na Europa.

Mais nenhum clube está, e mais longe ainda é perfeitamente possível, nos quartos-de-final da Champions League de futebol, nos quartos-de-final da Champions League no andebol, onde enfrentamos os dinamarqueses do Aalborg, na final eight da Champions League no hóquei em patins, que terá como palco a cidade de Coimbra, e na final four da Champions League de futsal, que se irá realizar na cidade italiana de Pesaro, onde nas meias-finais teremos como opositor os espanhóis do Cartagena, é algo simplesmente fantástico. Um feito – mais um – só ao alcance de um clube enorme.

Um clube que já ganhou 44 competições internacionais em sete modalidades diferentes, pode e deve querer sempre mais. E esse querer sempre mais é a nossa imagem de marca, e que está indelevelmente como marca do nosso ADN.

O desígnio dos fundadores, que desde logo nos quiseram tão grandes como os maiores da Europa, está perfeitamente cumprido. Este feito conseguido em quatro modalidades diferentes – e porque não sonhar ainda mais alto, é a prova provada da imensa capacidade do Sporting Clube de Portugal.

Ano após ano é uma realidade que estamos nos pontos altos do desporto nacional e internacional em muitas modalidades. Ano após ano é factual que conquistamos troféus que engrandecem ainda mais o Museu daquele clube – o nosso – que é "só" o mais ganhador e mais ecléctico clube nacional.

Até ao final de Junho, mês em que a época acabará em quase todas as modalidades, muito se decidirá. E uma certeza existe. Já ganhámos troféus em diversas modalidades. Mais queremos e podemos ganhar. Do futebol às modalidades de pavilhão. Sabendo que ninguém ganha sempre, e não fazendo futurologia, tenho a plena convicção de que ainda vamos ganhar "coisas". Seremos mais favoritos numas competições do que em outras. Sabemos todos da forte oposição que temos, não só além-fronteiras como no nosso país. Mas estamos bem vivos e queremos, sem sobranceria, mas com uma vontade indómita de sonhar, conquistar muitos troféus. E porque não, sonhar também, e isso ainda não paga imposto, voltar a ver o país pintado de verde e branco no próximo mês de Maio.

Termino, parafraseando as declarações do nosso presidente Frederico Varandas durante o primeiro Torneio organizado em homenagem ao Sr. Aurélio Pereira, demonstrativo de que o Clube não esquece quem tanto lhe deu: "O Sporting CP está num dos melhores momentos da sua História". E isso é factual!

Entre gigantes

Por Mafalda Barbosa
16 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4072 do Jornal Sporting

Há momentos que transcendem a simples vitória. Momentos que definem gerações, que consolidam a identidade e que projectam um clube para o patamar onde a sua História exige que esteja.

O apuramento da equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal para os quartos-de-final da EHF Champions League, pela segunda época consecutiva, é precisamente um desses momentos.

Não se trata apenas de mais uma qualificação. Trata-se da confirmação inequívoca de um percurso sustentado e ambicioso.

Num contexto europeu cada vez mais exigente, onde apenas os verdadeiramente fortes resistem, o andebol verde e branco volta a afirmar-se entre a elite, olhando de frente para os maiores colossos da modalidade.

Este feito é, sem exagero, enorme. É um marco na modalidade do Clube, mas também um motivo de orgulho para o desporto português. Porque quando uma equipa nacional se instala, com autoridade, entre as oito melhores da Europa, eleva não só o seu símbolo, mas todo um país que vibra com estas conquistas.

O Sporting CP acredita e chega onde poucos chegam. Este é o ADN de um clube que não abdica da sua grandeza.

Mesmo entre gigantes, o Leão não recua.

Os heróis do TikTok

Por Juvenal Carvalho
09 Abr, 2026

Sou, por forma de estar, longe das guerras de guerrilha que, cada vez mais, proliferam no desporto. Detesto até aqueles que, para disfarçar as suas lacunas, assim numa espécie de papas e bolos, que servem somente para enganar os tolos e para desviar as atenções, falam mais do Sporting Clube de Portugal, do que das instituições que lhes pagam os principescos ordenados.

Mas uma coisa não sou, e essa é ser ingénuo. E por não o ser, o que sinto no ar é um ódio puro ao Sporting CP por parte daqueles dois que se digladiavam para ver de quem é que era o "título" de quem era mais beneficiado do que quem, e que disputavam entre si os lugares de decisão. Era mesmo o tempo, e que longo ele foi, em que eles, de poleiro, e carregados de cinismo, queriam um "Sporting mais forte e que fazia falta ao futebol português". 

Agora, sinais dos tempos, as suas conferências de imprensa são mais a falar de nós do que do clube deles. Sintomático que os estamos a incomodar muito. Sintomático que isso lhes provoca um sentimento de querer um regresso ao passado. Dos tempos em que valia tudo. Mesmo tudo. Como disse alguém: "Habituem-se". Hoje existe VAR, que pela condição humana também erra, mas que pôs fim a uma mentira, em forma de sistema, que não nos deixava sonhar sequer em pensar ganhar. Bonitas eram as graçolas que nos dirigiam, de barriga cheia, do "nem chegam ao Natal". Que bonito era então. Era tudo paradisíaco em forma de mentira. 

Mas como no velho ditado português dos "cães ladram e a caravana passa", podem continuar a jogar pouco no campo e a jogar tudo nas redes sociais, que nós estamos vivos e na luta por tudo. Se ganhamos ou não, logo se verá. Nós estamos na luta, já outros nem por isso.

E, sinceramente, não acredito que mesmo com estas manobras de diversão nos façam desviar do nosso caminho. E a prova de que isso é real está consubstanciada na opinião de quem quer ser intelectualmente honesto – uns não o conseguem – que somos, apesar de não liderarmos o campeonato, o clube que mais e melhor joga futebol dentro dos relvados. E isso, por mais que os "artistas" o queiram escamotear, não o conseguem. São bons, com o devido respeito, é a falar para surdos sem a tradução de mímica. Usam de uma ironia com cara de quem todos lhe devem e ninguém lhes paga, para entreterem tontinhos que comem desse alimento que se dá aos burros. Mas felizmente nem todos, mesmo que sejam adeptos ou associados dos seus clubes são consumidores de palha. 

A nós cabe-nos continuar a trilhar o nosso caminho. Aquele que nos tem levado ao sucesso onde conta, que é dentro do campo. Os outros, que continuem fortes nos "TikTok's" desta vida. Onde se têm revelado poderosos. A azia deles é sinónimo de que estamos fortes e que os incomodamos muito. 

Que assim o continuem, que nós cá estaremos para os contrariar dentro dos relvados. Onde, após o VAR do seu desencanto, e parafraseando o nosso antigo treinador Paulo Bento, em entrevista recente, nos trouxe para a ribalta devido ao patamar de igualdade que o mesmo passou a proporcionar. E isso é tudo o que eles não queriam, saudosos que estavam dos velhos hábitos e do status quo instalado durante décadas. 

P.S 1 – Continuamos na luta pelo "Tri". No próximo sábado, será na Amadora. Faltam-nos sete "finais" e ainda é tudo possível. 

P.S 2 – Chegados aos quartos-de-final da Champions League, foi inglória a derrota ao cair do pano ante o poderoso Arsenal. Em Londres será difícil, mas não impossível. Acreditem, rapazes!

Um nome eterno, um legado que continua

Por Mafalda Barbosa
09 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4071 do Jornal Sporting

Um ano após Aurélio Pereira nos ter deixado, o Sporting Clube de Portugal presta-lhe uma homenagem que transcende o simbolismo: a primeira edição do Torneio Aurélio Pereira.

Mais do que uma competição, este torneio nasce como um tributo àquele que foi, indiscutivelmente, uma das figuras mais marcantes da História do Sporting CP.

Falar de Aurélio Pereira é falar da essência da formação verde e branca. É recordar um homem cuja visão, dedicação e sensibilidade para o talento moldaram gerações de jogadores que viriam a marcar não só o Clube, mas também o futebol português e internacional.

Este torneio carrega consigo um peso emocional inevitável. É memória, é saudade, mas é sobretudo continuidade. Porque o legado de Aurélio Pereira não se mede apenas nos nomes sonantes que descobriu, mas na cultura de formação que ajudou a construir – uma cultura baseada no rigor, na paixão e na crença inabalável no talento jovem.

Ao reunir jovens promessas sob o nome de quem tanto fez por elas, o Sporting CP reafirma a sua identidade. Relembra que a formação não é apenas um pilar estratégico, mas uma verdadeira marca do ADN do Clube.

Nesse sentido, o Torneio Aurélio Pereira é também um compromisso com o futuro – um futuro que continuará a honrar os princípios que o “Senhor Formação” tão bem defendeu.

Aurélio Pereira deixou uma herança que permanece viva, intocável e inspiradora. Porque há nomes que não se apagam – transformam-se em eternidade. E Aurélio Pereira é, para sempre, um deles.

Que fantástica Razão de Ser!

Por Juvenal Carvalho
02 Abr, 2026

Nesta edição comemorativa de mais um aniversário do Jornal Sporting, o mais antigo jornal de clubes do Mundo – são já 104 anos de uma História incrível a informar os Leões e que, como no tão bem escolhido título da sua primeira edição, continua a ser uma fantástica Razão de Ser.

Que, sinais dos tempos, a vida está sempre em mutação, é agora acompanhado pela edição digital, mas que continua a ser folheado em papel pelos Sportinguistas que vivem, desde as grandes urbes até às aldeias mais recônditas do país e do Mundo que por ele esperam avidamente a cada semana. Sim, falo do Mundo. Não é gralha, nesta nossa universalidade Leonina que direi não ter paralelo. 

Desde José Serrano, o primeiro director desta publicação, até Mafalda Barbosa, a actual, e a primeira mulher a ocupar este tão distinto cargo, já grandes nomes do jornalismo e do Sporting Clube de Portugal por este cargo passaram. Alguns que, tenho o orgulho de ser amigo, porque a vida Leonina nos haveria de juntar. 

Nestes 104 anos de História que acompanho semanalmente há cerca de cinco décadas, quando então jamais julguei que aqui viria um dia a escrever, li milhares de prosas de elevado Sportinguismo, onde nelas foram retratadas inúmeras conquistas nacionais e internacionais do nosso Clube. 

Toda uma História desenvolvida em milhões de caracteres. Todo um passado e, também presente, que nos orgulha. 

A mim, como já por aqui o expliquei, mas nunca é demais o agradecimento, especialmente dois nomes me trouxeram até ao nosso Jornal. Falo de Bernardino Melo Bandeira, o grande Homem e impulsionador do futsal – então ainda designado como futebol de cinco – no Sporting CP, a quem classifico como o "pai" da modalidade e que nela acreditou quando de mediática pouco ou nada tinha, e que feliz ele estaria de ver agora o estatuto e a espantosa evolução da "sua" modalidade e do que nela representa o nosso Clube à mais alta escala mundial. Obrigado, Bernardino Melo Bandeira. Já vão distantes os anos 90 quando aqui comecei a escrever a teu pedido. 

O outro nome é Ruben Coelho, então director do nosso jornal que, numa noite chuvosa do mês de Março, que recordo como se fosse hoje, me ligou, decorria o ano de 2012 para passar a ter um artigo de opinião semanal que ainda hoje preservo, apenas com um ligeiro interregno. São estes os dois "culpados" de vos escrever este texto no dia em que o nosso jornal faz 104 anos. 

Que boa culpa eles tiveram. Quanto orgulho tenho semanalmente a cada texto. Cada caracter é escrito com fervor Leonino. Só assim sei estar. Quero escrever sobre muitos mais conquistas. Mas também estou preparado, porque ser do Sporting Clube de Portugal é estar nos bons e nos maus momentos, para escrever em momentos de menor fulgor. 

Parabéns, Jornal Sporting. A caminho dos 105 anos a informar os Sportinguista espalhados pelos quatro cantos do Mundo.

P.S – Nada derruba o nosso andebol. Contra tudo e contra todos. A vitória no Dragão Arena foi com o cheiro tóxico no ar, mas com o sabor doce da classe de um Leão que quiseram ferir com artimanhas, mas nem assim conseguiram. O "Tri" está mais próximo.  

Há 104 anos a escrever a nossa História

Por Mafalda Barbosa
02 Abr, 2026

Editorial da edição n.º 4070 do Jornal Sporting

Quando, a 31 de março de 1922, o primeiro exemplar do Boletim do Sporting Club de Portugal saiu das prensas, o Mundo era outro, mas a ambição e a Razão de Ser mantêm-se.

Nasceu para dar voz à Glória – mas também para unir a família Sportinguista. Ao longo do tempo, atravessou repúblicas e revoluções e tem acompanhado diferentes gerações de ídolos.

Nestes 104 anos, tem sido guardião de histórias, cronista de conquistas e testemunha fiel dos momentos que moldam o Sporting Clube de Portugal.

De geração em geração, o Jornal Sporting acompanha o pulsar do universo Leonino – celebra vitórias, exalta heróis e dá voz a todos os que fazem do Sporting CP uma verdadeira família. É sempre mais do que relato: é sentimento, identidade, ligação, rigor e memória.

Nas suas páginas está gravada a essência de um Clube que sempre se definiu pela grandeza dos seus valores, pela força da sua cultura e pelo seu ADN.

Celebrar 104 anos não é apenas olhar para trás com orgulho. É, sobretudo, uma das raras ocasiões em que o tempo se transforma em memória e identidade.

Das vitórias épicas no futebol às conquistas europeias nas modalidades, aqui escreve-se a nossa História.

Parabéns ao Jornal Sporting e a todos os que dele fizeram e fazem parte.

Aos nossos leitores, o nosso mais profundo obrigado.

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