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Opinião

Obrigado, Sporting CP!

Por Tito Arantes Fontes
15 Jan, 2026

1. Esta vai ser a minha última crónica neste jornal, no meu fiel jornal desportivo de há décadas, de sempre, no imorredoiro Jornal Sporting! Foi um orgulho enorme o convite que me foi endereçado em 2018 para começar a dizer, a escrever coisas, semanalmente, nesta coluna. Uma honra! Honra daquelas que sentimos mesmo, porque nos fazem sentir bem, brotam do nosso interior, da nossa alma! Foram quase oito anos seguidos, com a disciplina que fui cumprindo, com extremo gosto, de semana após semana, aqui e ali com falhas e uma ou outra pontual ausência, deixar aqui o registo dos meus sentires e comentários sobre a actualidade Leonina. Nesta hora tenho já aquele misto de satisfação e – confesso – de nostalgia. Satisfação pela missão cumprida, pelo empenho que, muitas vezes no meio de enormes azáfamas profissionais e/ou pessoais, ter conseguido enviar as crónicas para publicação… quantas e quantas vezes já “fora de horas”, para lá dos prazos que me eram dados e fixados pelo “fecho do Jornal”! Nostalgia porque eu já estava “viciado”, tendo aprendido a, durante a semana, ir tomando notas dos tópicos que poderia desenvolver quando escrevesse a coluna. E também nostalgia das noitadas que às vezes fazia para sair algo de jeito. E ainda nostalgia das colunas escritas à última-hora, sem qualquer guião, desenvolvidas de supetão, com a pressão do “ou escrevo agora ou nunca” e que algumas vezes foram aquelas que mereceram melhor acolhimento e comentário por parte dos Sportinguistas. Foram quase oito anos, com centenas de crónicas, de colunas, sempre e sempre em defesa do nosso lendário clube, o Sporting CP!

2. Nesta hora há que agradecer! Agradecer a quem me convidou e me deu esta oportunidade, de fazer o que gosto (escrever) em prol do meu Clube, no seu e meu Jornal! Melhor é impossível, parafraseando o mítico e extraordinário filme em que o Jack Nicholson tem um dos seus mais extraordinários desempenhos. Pois bem, agradecer é devido, mas não é fácil, porque desde logo há o risco de nos esquecermos de alguém… e isso vai suceder! Por isso, desde já as minhas desculpas! Ainda assim e começando, à cabeça, o meu agradecimento ao presidente Frederico Varandas! Sem ele nada disto teria sido possível. Foi a sua vitória em Setembro de 2018 que permitiu a extraordinária recuperação do Clube e, já agora, o convite que me foi endereçado para escrever no Jornal Sporting! Agradecer também ao Rahim Ahamad, primeiro director com quem trabalhei, com quem tão bem lidei! Agradecer igualmente ao André Bernardo, director seguinte e durante vários anos do Jornal, além de vice na Direcção do Clube, como se sabe, com quem tanto conversei sobre tanto! Agradecer ainda à Mafalda Barbosa, actual directora do Jornal, desde logo pela infinita paciência e bondade que teve e sempre foi tendo em aturar-me e contemporizar com os meus atrasos. Igual palavra de apreço e agradecimento ao Luís Castelo, que também foi sofrendo as “passinhas do Algarve” com os meus atrasos. Uma palavra ainda para o meu “homónimo” neste Jornal, o Juvenal Carvalho, cuja coluna – sempre de imperdível leitura – nos acompanha desde o início. Nunca trocámos uma palavra um com o outro sobre o que iríamos escrever, mas certo é que muitas vezes coincidimos nos temas e no modo como os abordávamos. Os Sportinguistas são assim, focados no essencial e na defesa e elogio dos feitos do Clube! E – por fim – uma merecidíssima, necessária e imperiosa palavra aos leitores. Foi para eles, Sportinguistas, que escrevi, fui escrevendo. E tanto recebi em troca! Comentários, emails, sugestões, abordagens no Estádio José Alvalade e até em muitas outras partes (p. ex. nas míticas roulottes, no Pavilhão João Rocha, no Multidesportivo, na Loja Verde, em oficinas de automóveis, em restaurantes espalhados pelo país e até no estrangeiro!), com tudo fui sendo mimoseado e acarinhado! Desde logo quando escrevi colunas de teor mais ácido e que, num ou noutro caso, deram alguma polémica com impacto até noutros meios de comunicação social. Em todos esses momentos eu soube que estava do lado certo, pois estava a defender o Sporting CP! E os Sportinguistas que me abordavam era isso que convicta e reiteradamente me afirmavam! Obrigado, Leões! 

Até sempre!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

P.S – Nesta hora uma especial saudação ao nosso Rui Borges. Também eu tenho costela familiar, próxima e grande, em Mirandela! Terra boa e de gente melhor ainda! Força, Rui! Sabemos que tens a têmpera e resiliência dos lutadores, a têmpera e o vigor dos vencedores! Estamos e seguimos juntos! Força, equipa! A caminho do Tri! E da Bi-dobradinha!

Com garra e foco para o que falta

Por Juvenal Carvalho
15 Jan, 2026

Começo este texto expressando o meu lado emocional e, quando toca a emoções vividas pelo nosso Clube, elas roçam tantas vezes o lado irracional. E não, não gostei deste início de ano civil de 2026 com o empate em Barcelos, nem da derrota ante o Vitória SC nas meias-finais da Taça da Liga. Não, não gosto de ver a avassaladora onda de lesões que jogo após jogo nos vem atingindo com foros de inusitado, que por vezes mais me faz parecer a Lei de Murphy.   

Mas isso, porque sem ser yes man de nada nem de ninguém, sou pouco dado a dramas e a críticas, sobretudo as escritas nas redes sociais, que por vezes de tão fúteis serem, caírem até no ridículo, não me impede de ser positivo na forma como encaro o futuro. E vejo nesse futuro a expectativa de que na segunda volta que ainda falta disputar no campeonato consigamos lutar olhos nos olhos pelo Tri; de na Taça de Portugal voltarmos ao palco do Jamor para a voltar a conquistar e de na Champions League conseguirmos chegar o mais longe possível na competição. 

É com base nestas três provas, porque um Leão só se baixa para beijar o símbolo, que acredito nos rapazes de verde e branco orientados por Rui Borges e nas suas capacidades. Não só porque o meu coração me leva a pensar assim, mas sobretudo pelas infinitas provas de capacidade que este grupo de trabalho já me – nos – deu.  

Estamos ainda a cerca de cinco meses do desfecho desta época. Cinco meses que tudo decidirão.  

Será jogo a jogo e batalha após batalha, desculpem o termo bélico numa sociedade que vive em tempos muito conturbados, que os Leões, estou certo, já amanhã, pelas 20h15, no Estádio José Alvalade, entrarão em campo para defrontar o Casa Pia AC, com os olhos postos no essencial. É esse essencial é, indubitavelmente, o foco nas conquistas. Porque só assim o Sporting Clube de Portugal sabe estar.  

Mas se é assim no futebol, também nas restantes modalidades a premissa é a mesma. Sabemos todos que não nos falta argumentos para chegar longe em todas elas e que a obtenção de títulos é uma realidade a que podemos chegar. Que estamos na luta por eles que ninguém duvide. Que queremos o maior número possível também é real. É este o nosso ADN.  

E será inspirados em grandes figuras da nossa fantástica e centenária História, e tantas elas são, que enumerar todas nesta coluna de opinião não chegaria para as citar, mas que hoje elejo Francisco Stromp para as simbolizar, que o que resta da época de 2025/2026 seja feito de raça. Da indómita raça do Leão rampante. Aquela que nos pode guindar às vitórias e que é apanágio dos nossos bravos rapazes em todas as competições em que entram 

Que 2026 seja de novo o ano do Leão!

Mais do que um Meeting

Por Mafalda Barbosa
15 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4059 do Jornal Sporting

Caminhamos a passos largos para mais uma edição do Meeting de Atletismo Prof. Moniz Pereira.

Um dos momentos em que o Clube deixa de ser apenas uma instituição desportiva para voltar a ser, acima de tudo, uma comunidade de pessoas ligadas por uma ambição partilhada.

Moniz Pereira representa uma forma de estar no desporto e na vida: exigência sem perder humanidade, rigor aliado à paixão, ambição sustentada no trabalho diário.

Cada edição do Meeting é, por isso, mais do que uma competição. É um gesto de memória e de continuidade entre gerações que aprenderam, e continuam a aprender, que o Sporting CP se constrói todos os dias.

O eclectismo do Clube mantém-se como um dos seus maiores patrimónios. Não é um detalhe identitário: é um compromisso. Ser ecléctico é acreditar que o sucesso não se mede apenas numa modalidade ou num palco, mas na capacidade de formar atletas, cidadãos e referências em múltiplas frentes. É saber que cada pista, cada pavilhão e cada campo transporta o mesmo emblema e a mesma responsabilidade.

Este editorial não é apenas um elogio a um evento. É um agradecimento aos atletas que competem de Leão ao peito, aos treinadores que persistem, aos dirigentes que acreditam, aos adeptos que reconhecem. O eclectismo não é uma palavra de circunstância, é uma responsabilidade coletiva e uma identidade assumida.

O Meeting Moniz Pereira representa a forma como o Sporting CP continua a honrar aquilo que o define.

E essa ligação à nossa História, mais do que qualquer medalha, é uma vitória maior que merece ser celebrada.

Em 2026… na luta, sempre!

Por Tito Arantes Fontes
08 Jan, 2026

CAMPEONATO NACIONAL I – Na sexta-feira passada, fomos a Barcelos jogar com o Gil Vicente FC, um clube tradicionalmente difícil para o Sporting CP (vidé última época, desde logo no “jogo do título”, no mítico José Alvalade, com o extraordinário e imorredoiro golo de Quaresma no período de desconto!), especialmente no seu terreno. Obtivemos vantagem no jogo, mesmo no final da primeira parte, com uma excelente abertura longa de Quaresma (outra vez ele!) para uma finalização clean do Luis Suárez! Na segunda parte podíamos ter “morto” a partida, mas – por isto ou aquilo – não o fizemos. Depois, depois o Gil foi crescendo… Gonçalo Inácio foi expulso, a equipa vacilou, apareceu o golo do empate do Gil quase em cima dos 90’… e ainda reagimos, mas já não fomos a tempo, ou seja, viagem a Barcelos… e apenas um ponto no bolso! Foi curto!

CAMPEONATO NACIONAL II – Por sua vez o actual líder do campeonato trouxe três pontos da sua deslocação aos Açores nesta última jornada da primeira volta, graças a um brinde – mais um nesta época! – com que o CD Santa Clara resolveu mimosear o FC Porto! Não sabemos porquê, mas constatamos que, nesta época, o FC Porto colecciona brindes deste tipo… Tondela, Arouca, agora nos Açores! Corolário também desse autêntico “festival de brindes” é estarmos – agora, concluída que está a primeira volta do Campeonato – a sete pontos da liderança. Temos, pois, muita luta pela frente! Sabemos que somos o melhor ataque da prova e a equipa com melhor diferença de golos entre marcados e sofridos. Somos também a equipa que melhor futebol tem jogado. E temos pela frente 51 pontos, toda uma segunda volta, para disputar e conquistar. Vamos a eles! Tanto mais que os 42 pontos actuais (um ponto mais do que tínhamos no final da primeira volta do último campeonato) permitem, apesar da actual diferença para o líder, acalentar todas as esperanças para conquistar o Tri! É que esses 42 pontos mais os 51 que faltam disputar permitem atingir os 93 pontos… e esse somatório é, claramente, “cifra” de campeão! É nessa luta que estamos! E é nessa luta que vamos continuar! Força, Leões! Força, equipa!

CAMPEONATO NACIONAL III – Na próxima jornada, a primeira da segunda volta, temos o Casa Pia AC no José Alvalade. Sempre difícil. Este ano ainda mais difícil porque temos uma dúzia de jogadores ou lesionados ou ao serviço das suas selecções no CAN ou “tapados” por força de cartões encarnados ou amarelos. Sabemos, isso sim, que apresentaremos 11 jogadores em campo e um “banco” recheado de mais Leões! E também sabemos que o nosso timoneiro Rui Borges já deu sobejas provas da sua resiliência, do seu saber, do modo estoico como enfrenta todas as adversidades! Vamos a isso! Força, Leões! Força, equipa!

TAÇA DA LIGA – Entretanto começou a disputar-se a final-four desta prova. O nosso jogo das meias-finais teve lugar na terça-feira, em Leiria, contra o Vitória SC. Foi um jogo difícil, no qual – mais uma vez no fim do jogo e depois de termos desperdiçado várias vezes o nosso segundo golo – acabámos por sofrer dois golos. Corolário do resultado é estarmos afastados da final. E, claro, preocupados com as lesões de Ioannidis e de Eduardo Quaresma. São mais dois no estaleiro! Uma equipa inteira! Temos mesmo de ultrapassar esta fase negra de vários jogadores lesionados e castigados (para além dos que se encontram ao serviço das respectivas selecções). Força, Leões! Força, equipa! 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

P.S 1 – Ainda cheguei a pensar comentar as últimas intervenções públicas do actual treinador encarnado. Mas… nem vale a pena! O homem vive mesmo num “Mundo alternativo”… diz que ganha quando empata, fala de Fórmula 1 quando estamos no “Mundo do futebol”, refere que sofreu “autogolos” a propósito de golos marcados pelo Sporting CP… enfim, um chorrilho de confusões… coitado!

P.S 2 – Daniel Bragança e Debast recuperados, Luís Guilherme a chegar, Geny a voltar… ou seja, plantel a recompor-se! Oxalá!

P.S 3 – A UEFA inviabilizou a venda de bilhetes a Sportinguistas para o jogo da Champions em Bilbau. É o corolário de “pirotecnias e similares” usados por quem diz que defende e apoia o Clube! E assim o Sporting CP ficará a jogar sozinho… e nós impossibilitados de, em massa, ir apoiar o nosso Clube nesse difícil jogo na fantástica cidade de Bilbau, que – ainda por cima – tão bem acolhe os forasteiros (um “ambientazo”!), como pude comprovar quando lá jogámos, nas meias-finais da Liga Europa, em 2012!

P.S 4 – Ainda a tempo na presente Quadra Natalícia (quando escrevo é Dia de Reis!), votos de Boas Festas e de um excelente ano de 2026! Vamos ao Tri!

O ridículo não tem limites

Por Juvenal Carvalho
08 Jan, 2026

A primeira crónica do ano, em que aproveito para desejar a todos os Leões e Leoas um excelente ano de 2026, repleto de saúde e êxitos do nosso Clube, é sobre aquilo que tem sido uma verdadeira vergonha e que se vem passando com a impunidade de muitos que, bebendo do bornal e em forma de cartilha, vão alimentando o ruído de quem tem uma conhecida história secular de casos e casinhos – termo muito ligeiro – que em nada os dignifica, mas que, quais desmemoriados de conveniência, disparam com o calibre da falácia com comunicados atrás de comunicados.

Talvez esquecidos de um passado em que a história, mesmo que eles queiram, nunca se apaga, têm dedicado o seu tempo a esconder os fracassos em forma de milhões gastos mandados para o lixo, escudados na sua cartilha por alguns que comentam nas televisões com lentes rubras e que estão para o futebol como Pavarotti esteve para a Fórmula 1, que para agradar ao "dono" transformam jogadores rudimentares em jogadores de uma qualidade superlativa, só que não. Ninguém transforma mediocridade em obras-primas.

E como quem não se sente não é filho de boa gente e eu, filho do Fernando e da Alcina, gente humilde e bairrista, tenho neles o maior orgulho, sinto no ar uma campanha orquestrada por gente em que a palavra vergonha não consta do seu dicionário.

O propósito, todos o sabemos, no qual metem o seu "papagaio" de serviço a debitar palavras que sendo invariavelmente de choro estridente têm o condão de atingir – será algum trauma? – um clube que lhe pagava por ele falar bem inglês. E sabendo todos esse propósito, o qual serve para agradar aos seus acólitos, embora nem a todos lhes seja servida palha em doses industriais, porque existem muitos lúcidos que não consomem a sua verborreia, que de forma quase tão ridícula como a personagem em questão, até transforma empates em "vitórias". 

Mas também sabemos que, dado o peso da personagem, derivado de um passado que embora já comece a ser longínquo tudo se lhe perdoa, mesmo que possa ser "demência intelectual" o que atravessa na actualidade.

Mas o propósito dele e de outro que se especializou na arte do jogo rasteiro, não o que espalhava classe nos relvados, mas sim nos túneis, também tem o condão de pressionar e de recolher frutos.

Começou na passada sexta-feira o regresso a um passado que deveria ser erradicado, no qual os mesmos que choram hoje diziam "joguem mas é à bola" a cada protesto nosso dos "assaltos" a que éramos constantemente sujeitos?

Esta cruzada é real e será connosco todos unidos que a temos de desmontar. Após o jogo de Guimarães o presidente Frederico Varandas, quais palavras sábias, desmontou de forma inequívoca toda a estratégia das virgens ofendidas. E é no pressuposto da continuidade do nosso trabalho, aquele que é imagem de marca de uma transparência que fala por si, sem "padres nem missas", que seguiremos o nosso caminho.

Até ao fim... do fim. Sem baixar a guarda. O que eles querem, numa estratégia de "chico-espertismo", todos o sabemos. Descredibilizar e tentar com isso fazer chegar a bom porto a "verdade da mentira". 

Mas as mentiras repetidas muitas vezes, nunca serão verdade. Isso querem eles.

Ao Sporting Clube de Portugal resta trabalhar como tem feito. Por vezes, como em Barcelos, com pedregulhos pelo caminho. Estaremos atentos. Sem transformar empates em "vitórias".

2026: Renovar a Ambição

Por Mafalda Barbosa
08 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4058 do Jornal Sporting

É tempo de renovar compromissos.

De reforçar ideias.

De acreditar que o esforço diário acabará por dar frutos.

Entramos em 2026 com o peso da nossa História e com os objectivos firmemente apontados ao futuro. Com foco na estabilidade e na consolidação de um projeto desportivo que se quer consistente e sustentável.

Porque o Sporting Clube de Portugal entra sempre em cada ano com a ambição de ganhar, crescer e respeitar a sua História.

Novas contratações e renovações que reflectem a confiança mútua entre o Clube e os atletas, assegurando continuidade de um trabalho que privilegia a competência, a dedicação e o sentido de pertença.

O ano de 2026 será, acima de tudo, um ano de trabalho rigoroso, de união interna e de respeito pelos princípios que orientam o Clube.

Sabemos que os desafios são exigentes, mas acreditamos que a consistência, a competência e o envolvimento de toda a Família Sportinguista são fundamentais para alcançar os objectivos a que nos propomos diariamente.

Que este seja um ano de crescimento, de afirmação e de conquistas. Um ano em que cada contratação, cada renovação, cada regresso seja mais um passo firme na construção do Sporting CP que queremos.

Porque representar o Sporting CP é, acima de tudo, uma honra que se assume todos os dias.

A tremideira, a azia e o ridículo!

Por Tito Arantes Fontes
23 Dez, 2025

1. A extraordinária força que o Sporting CP tem e os resultados que vem exuberantemente alcançando, desde logo com a fantástica recuperação que o Clube tem feito desde o tristíssimo episódio do ataque e invasão de Alcochete, em Maio de 2018, assustam, têm assustado e vão continuar a assustar muita gente.

2. Hipocritamente, nesses anos conturbados e nesse momento difícil da vida Sportinguista, os nossos principais rivais iam fazendo, aqui ou ali, de modo disperso e pontual, declarações pseudo piedosas sobre a falta que o Clube fazia ao desporto português, nomeadamente ao futebol nacional.

3. A verdade é que a eleição de Frederico Varandas, no dia 8 de Setembro de 2018, marcou e mudou de modo estruturante a vida Sportinguista!

4. O Clube começou, depois dessa eleição, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, a reinventar-se, a reconstruir-se, a recuperar de modo decisivo do estado letárgico e comatoso em que tinha caído.

5. E fê-lo com o esforço, a dedicação e a devoção dos Órgãos Sociais eleitos nessa altura e da demais equipa que foi construída e se lhes foi juntando, para defesa do Clube, tudo sob a liderança do então novel presidente, Frederico Varandas.

6. O trabalho desenvolvido foi notável e permitiu, em 2021, a reconquista do título de Campeão Nacional de futebol. E depois a conquista de mais dois Campeonatos, os das duas últimas épocas. Ou seja, três títulos de Campeão Nacional em sete anos de mandato ou – melhor dito – nas últimas cinco temporadas. É obra!

7. A esses três títulos são de adicionar muitos outros, tanto no futebol (Taças de Portugal, Taças da Liga e Supertaça), como na generalidade das demais modalidades, nomeadamente das ditas “de pavilhão” (hóquei em patins, futsal, basquetebol, voleibol e andebol), onde o Sporting CP foi conquistando – em vários casos com equipas verdadeiramente espectaculares – títulos atrás de títulos, tanto nacionais, como internacionais!

8. É um percurso brilhante e que orgulha os Sportinguistas! E é um percurso que vai continuar a ser trilhado, desde logo porque Frederico Varandas já anunciou (no decurso da última Gala STROMP, no passado dia 15 de Dezembro) a sua nova recandidatura ao cargo de presidente do Sporting CP, na eleição que terá estatutariamente lugar em 2026 (cremos que em Março).

9. Tudo isto tem feito tremer os nossos adversários, nomeadamente os mais poderosos, como sucede com os rivais SL Benfica e FC Porto. E assim vai continuar a suceder! Ou seja, vão continuar a tremer… vão mesmo!

10. Consequência dessa tremideira é a ladainha concertada desses dois clubes (no fundo, é a reacção do nefasto “poder bicolor” que anos a fio, durante pelo menos as últimas cinco décadas, dominou escandalosamente o futebol nacional, através de estratagemas vários em que imperava o “vale tudo”, com epicentro em fenómenos vergonhosos como os célebres “Apito Dourado”, “Mala Ciao”, “Caso dos Emails”, “E-Toupeira”, entre outros!).

11. Ora, essa ladainha tem-se acentuado ultimamente de modo verdadeiramente patético por parte desses dois clubes ou de gente afecta aos mesmos, que vão exibindo de modo despudorado a sua constante azia perante esta nova vida, este novo alento, do Leão!

12. São constantes os comunicados e as incessantes intervenções que, como diz o nosso povo, de “tão ridículos até doem”! Desde logo porque tudo o que é demais, incluindo a azia, claro está… pois, enjoa e – neste caso – enjoa mesmo!

13. Foquemos, a título de exemplo, na recente intervenção do treinador do FC Porto sobre a duração de um jogo de futebol… coitado, o homem errou factual e historicamente, pois não só a situação que referiu como sendo de 1958 só ocorreu em 1959 (a arbitragem de Inocêncio Calabote num jogo do SL Benfica), como a mesma não se deveu à suspensão do jogo por ordem da equipa de arbitragem! Aliás, quanto à duração de um jogo de futebol, certamente que não lhe explicaram o jogo do FC Porto, no Estádio do Dragão, no início de Setembro de 2023, com o Arouca… foram 23 minutos de “descontos”! Farioli, ouve-me desta vez, é mesmo melhor veres com quem andas… e falas… porque caso contrário cais no ridículo de nem saberes o que dizes!

14. E foquemos também nas igualmente recentes declarações do tal “mediático e badalado” treinador do SL Benfica, que diz que “não somos como os outros, que choram, gritam e continuam a pressionar, temos um perfil diferente”. Como? Então este Mourinho não lê os constantes, permanentes e ultimamente quase que diários comunicados do seu clube? Nem ouve as inúmeras declarações públicas – nomeadamente após a monumental azia, ainda bem viva, provocada pela épica vitória do Sporting CP na última final da Taça de Portugal – do seu líder Rui Costa? Nem prestou atenção à recentíssima campanha eleitoral do clube sua entidade patronal? Que grande bagunçada vai mesmo por aquelas bandas! Cada um diz o que quer… uns dizem uma coisa, outros o seu contrário! Pois é, Mourinho… convém ler e ouvir, sob pena de não estares alinhado com os comportamentos do próprio clube que representas. Organizem-se, mas é! Caso contrário será – como já é – a perpetuação da azia, a continuação do ridículo, cada vez mais em versão definitivamente calimera!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

P.S 1 – Quanto a comunicados do SL Benfica, nesta noite em que escrevo apareceu mais um… desta feita sobre o dérbi do futebol feminino, no nosso José Alvalade! Apesar de se terem salvo de uma derrota, os benfiquistas ainda assim resolveram chorar… Ridículo, como sempre!

P.S 2 – A senda dos comunicados encarnados tem sido de tal ordem que esta semana “viralizou” a SMS em que se dizia (gozando) que o SL Benfica ia protestar os 37 golos da vitória, no dérbi de andebol, do Sporting CP na Luz, porque todos esses golos foram marcados com a mão! Teve graça! E expôs o ridículo a que tanto comunicado do SL Benfica levou! Nada como o humor para derrotar os notórios excessos destas falácias encarnadas!

P.S 3 – Uma palavra para os saudosos Figueiredo (o célebre Altafini de Cernache) e Vitor Gonçalves. Ambos grandes jogadores do nosso Clube nos anos 60. Vi-os a ambos com as nossas cores. Paz à sua alma, campeões!

P.S 4 – No Campeonato goleámos o AVS, iremos agora a Guimarães para a 15.ª jornada. É difícil, sabemos. Força, Sporting CP! Nós acreditamos em vocês! E na Taça de Portugal seguimos em frente, agora nos 1/4 de final, após termos eliminado o Santa Clara, nos Açores, após prolongamento.

A prenda da minha avó Alice

Por Juvenal Carvalho
23 Dez, 2025

Estamos, o tempo voa, na véspera de Natal do ano de 2025. Uma quadra que, já passou mais de meio século, e ainda recordo a primeira prenda que me foi oferecida alusiva ao meu/nosso querido Sporting Clube de Portugal. 

Foi ela, ainda me arrepio enquanto escrevo, recordando o inolvidável momento, um equipamento completo do nosso Clube que me foi oferecido pela minha avó Alice, cujo coração batia pelo símbolo do Leão em função de ver o meu sofrimento de criança/adolescente pelo clube do Leão rampante. 

Ela, que era para mim uma referência de vida, e que me dava uma "semanada" generosa dentro das suas possibilidades de mulher de trabalho com arte da costura, permitia-me ir ver o Sporting CP em casa, mas também tantas vezes fora. 

E por isso eu, que com o nascimento primeiro da minha filha e, posteriormente, das minhas lindas netas Leoas, a Leonor e a Matilde, até que me adaptei à ideia de viver esta quadra que, assumo, nunca me foi muito especial.

Mas por não ser para mim muito importante, não impede que seja para tantos de vós. Que, como eu seguramente, terão uma recordação de alguma prenda que vos foi oferecida referente ao nosso Clube que tenha também sido a primeira e bem marcante no vosso imaginário.

Recordações que ficam Natal após Natal e este meu, a marca do tempo é inexorável, já lá vai meio século. 

Desde o Natal de 2024 as crianças e jovens, e também os menos jovens, porque o Sporting Clube de Portugal é de todos. De todas as faixas etárias, de todas as ideologias, de todas as crenças, de todas as classes sociais... já vivemos momentos desportivos muito felizes. A Dobradinha do futebol e as diversas conquistas nas modalidades fizeram com que vivêssemos uma espécie de quadra natalícia antecipada. Que bom foi voltar a ver o Marquês de Pombal, mas também todo o resto do território nacional e não só, vestido de verde e branco a festejar como se não houvesse amanhã.

Estamos agora na véspera de Natal, que coincidiu com a data da saída do nosso Jornal. Os "Pais Natais" Leões irão seguramente ser generosos e oferecer aos seus filhos e netos prendas referentes ao Clube. Fazer feliz e, quem sabe, fazer-lhes recordar, anos mais tarde, aquela noite mágica de Natal.

Ser do Sporting CP é algo que, pela magia envolvente, jamais poderemos esquecer, desde os momentos marcantes que vivemos, não só na nossa juventude, mas mesmo, no sentido lato, em todo o processo de vida. E é essa magia que nos faz ser Leões para todo o sempre. Natal após Natal. De geração em geração. Como cantava a sempiterna Maria José Valério na Marcha do Sporting: "Desde os netos até aos avós".

Um Feliz Natal para todos os Leões e Leoas. Desfrutem da quadra em família. 

Que tenham um Natal repleto de coisas boas. Com saúde, paz e amor...

Um Natal "à Sporting"! 

P.S – Uma palavra de apreço para a nossa natação. Se em masculinos o processo é de renovação através da juventude, com a chancela de qualidade que é conhecida, no feminino foram umas heroínas. Bateram-se até à última prova contra um rival que ganhou a qualquer preço, contando com atletas estrangeiras que vieram passar o fim-de-semana ao Algarve. Foram umas bravas Leoas. O nosso caminho é diferente. É o de ganhar com as armas que temos.

União, partilha e confiança

Por Mafalda Barbosa
23 Dez, 2025

Editorial da edição n.º 4057 do Jornal Sporting

O Natal convida à pausa.

A olhar para trás, a reconhecer o caminho feito e a ganhar força para o que ainda está por vir.

É um momento em que os valores que verdadeiramente nos definem ganham ainda maior significado: a união, a solidariedade, a família e o espírito de partilha.

Nesta época natalícia, essa união sente-se de forma especial, reforçando o sentimento de pertença a um clube centenário, feito de paixão e de pessoas.

No Sporting Clube de Portugal, este momento tem um significado especial, porque falar de Natal é falar de pessoas, de laços e de uma identidade que atravessa gerações.

A solidariedade, tão presente nesta quadra, é também um valor que o Clube assume como seu. Ao longo do ano, tem demonstrado que o sucesso desportivo caminha de mãos dadas com a responsabilidade social e com a vontade de contribuir para uma sociedade mais justa e humana.

O Natal recorda-nos ainda a importância da família, aquela em que nascemos e aquela que escolhemos. O Sporting CP é, para muitos, essa segunda família: um espaço de pertença, de memórias partilhadas entre gerações, de histórias contadas nas bancadas, em casa ou entre amigos.

Que este espírito de partilha se renove nesta época festiva e nos acompanhe ao longo de todo o ano, dentro e fora de campo e sem nunca esquecermos os nossos valores.

Juntos vamos continuar a honrar o passado, a viver o presente com ambição e a construir o futuro com confiança.

A todos os Sportinguistas, um Feliz Natal.

A bem da verdade, a bem do futebol!

Por Tito Arantes Fontes
11 Dez, 2025

CAMPEONATO NACIONAL I – Ultrapassado está o jogo da Luz. Como de costume, a enorme maioria do país foi privada de ver a partida, pois a mesma só passou mesmo no “circuito fechado e privativo” do clube visitado. E, obviamente, eu – como tantos milhões de aquém e além-mar – não vou, não quero, subscrever o canal deles, feito para eles, comentado por eles. Valha a verdade nem quero olhar para esse canal. Nunca, jamais! Eu e – repito – muito boa gente, a maioria dos portugueses, desde logo muito Sportinguista. É uma singularidade bem lusitana, esta, a de se permitir que haja um clube – sempre o mesmo – que tem direito a “excentricidades” deste quilate. Enfim, coisas do nosso Portugal! Falo, pois, nesta coluna com base nos excertos que consegui apanhar nos telejornais e nalguns programas desportivos dos “canais normais”, não “engajados”, em sinal aberto ou mediante subscrição.

CAMPEONATO NACIONAL II – O jogo em si terminou empatado em golos, com um para cada lado. O Sporting CP com quase 60% de posse de bola, ou seja, o habitual quando jogamos no campeonato português, contra equipas fechadas, defensivas, sem arte, nem poder. O jogo foi, também por isso e segundo rezam as crónicas, sensaborão, intenso bem sabemos, mas chato… salvou-se a primeira meia-hora de jogo, a tal em que o Sporting CP demonstrou a sua qualidade e o seu futebol. Exibiu-se, nessa altura, o fulgor de quem sabe mesmo jogar. E, claro, marcou um golo (numa magnífica recuperação de bola, à entrada da área adversária, soberbamente efectuada por esse astro que dá pelo nome de Hjulmand, que – de imediato – serviu o oportuníssimo Pote, para este, letal, desfeitear o guarda-redes adversário) numa das várias oportunidades que usufruiu nesses trinta minutos. Certo é que podia ter marcado mais. Contudo, cerca dos trinta minutos de jogo, o nosso adversário – sem que nada tivesse feito para o justificar – beneficiou de um golo caído do céu, aos trambolhões, cheio de ressaltos, uma autêntica “sorte dos diabos”, empatando a partida. Na altura, um resultado claramente injusto. Na segunda parte manteve-se o resultado e o jogo acabou mesmo por terminar empatado.

CAMPEONATO NACIONAL III – Corolário do encontro da Luz é a extensa onda de lesões com que o Sporting CP agora se enfrenta. A agressividade foi patente nos jogadores adversários, em vários. Trincão sofreu uma entrada duríssima. Quenda partiu o pé. Catamo salvou-se de lesão muito grave. Pote ficou novamente “tocado”. Várias lesões, vários jogadores impedidos de ir a Munique defender as cores do Sporting CP, o clube mais bem classificado na Champions e que segue honrando o futebol português. No saldo disciplinar e final da partida foram cinco cartões amarelos para os jogadores do Sporting CP e apenas dois para o SL Benfica. De adicionar, claro, a única expulsão do jogo, uma bárbara entrada de um jogador encarnado, em autêntico “voo picado”, por trás, a Geny Catamo. Ainda assim, com tudo isto, o treinador encarnado teve o despudor de – no final do jogo – vir falar de Hjulmand… mas saiu-lhe o tiro pela culatra! Na verdade, Mourinho foi logo – e bem! – desmentido de modo brutal pela generalidade da comunicação social portuguesa! Afinal Hjulmand não é o tal de “intocável”, mas isso sim o jogador mais causticado com amarelos na Liga portuguesa! Com a verdade se calam, pois, atoardas que são autênticas falácias sem qualquer sustentação na verdade, nomeadamente na verdade desportiva!

CAMPEONATO NACIONAL IV – O treinador encarnado merece ainda nota claramente negativa pela defesa, até o elogio, que fez do seu jogador que fez a tal entrada duríssima sobre Geny Catamo, a que acima nos referimos. É uma falta antidesportiva! Não deve nunca merecer qualquer elogio. É anti-futebol! Mas, como se viu, para alguns… pois, os fins – desde logo os seus fins – justificam mesmo os meios, mesmo os mais bárbaros! E esse mesmo Mourinho merece ainda outra nota negativa pela “versão paralela” que quis fazer circular a propósito do golo do Sporting CP! Não, esse golo não foi nenhum “auto-golo”! Foi – como já acima dissemos – fruto do rigor competitivo e do mérito da equipa do Sporting CP, nomeadamente na recuperação de bola, na “pressão alta” a que sujeitou – e bem! – o seu adversário.

CAMPEONATO NACIONAL V – O primeiro classificado da Liga aproveitou o empate da Luz e – ganhando sem brilho em Tondela – aumentou a sua vantagem sobre o Sporting CP para cinco pontos. Temos mais de vinte jornadas para recuperar esses pontos. Temos o melhor ataque da prova. E também temos a melhor diferença de golos marcados e sofridos. E sabemos – como ninguém – jogar futebol! Por isso, Força, Leões! Vamos mesmo ao Tri! No próximo sábado é com o AVS! Nós confiamos em vocês!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

P.S – Bem sei que já ocorreu há umas semanas, quase um mês, mas não posso – ainda que tardiamente – deixar de referir aqui a Corrida Sporting de 2025! Foi a 13.ª edição! E que grande edição… bateu todos os recordes de participação! Mais de 12 mil participantes, ou seja, uma subida de 20 por cento em relação ao ano anterior. Uma organização verdadeiramente exemplar! Uma manhã verde na cidade de Lisboa! Foi lindo, Sporting CP!

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