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Opinião

Acreditar até ao fim... "à Sporting"

Por Juvenal Carvalho
12 Fev, 2026

Falar da equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal é falar de um fantástico exemplo de acreditar... acreditar sempre.  

Assim tem sido, e todos sabemos que marcar no período de descontos não é sorte alguma, como reclamam as carpideiras, longe disso, porque parafraseando o "nosso" eterno Professor Mário Moniz Pereira, a sorte dá muito trabalho. É tão só fruto de uma alma e de um querer que é já uma imagem de marca do Leão. É mesmo até ao fim. É mesmo contra tudo e contra todos. 

E no Dragão, onde só quero falar do jogo, porque o colateral ao mesmo foi algo que devia de merecer bolinha vermelha no canto superior direito do ecrã. Algo de deplorável. Mas isso é outro registo. O meu registo é só o de preocupar-me com o nosso Clube. Porque só isso me interessa e também porque sei que os nossos dirigentes estarão atentos a esse mesmo lado marginal ao futebol e defenderão a honra e a dignidade do Clube do Leão rampante.  

Sabíamos todos que o jogo era importante e que ao Sporting Clube de Portugal a vitória era o único resultado que interessava, até porque onde entramos em campo, seja literalmente onde for e quando for, é sempre esse o foco. A nossa grandeza a isso obriga. E, sem termos feito um jogo deslumbrante, seria faltar à verdade afirmar isso, olhando para a estatística do mesmo – sei que isso vale o que vale – tivemos mais posse de bola, mais remates, mais remates à baliza, mais oportunidades de golo, mais pontapés de canto. Em suma, fomos quem mais quis ganhar, e isso não sou eu que o digo, é comprovado por factos inquestionáveis e indesmentíveis. 

Mas sem ganharmos, como todos queríamos, saímos vivos do Dragão e com uma crença inabalável que o Tri será possível e que terão que nos aturar até ao fim, porque desistir é para os fracos e esse não é o nosso ADN. 

Não sou de crenças especiais. Não faço também futurologia, por não ter esse dom. Mas quando vi Luis Suárez introduzir a bola na baliza de Diogo Costa, depois de antes muito termos procurado o golo, sobretudo após o imerecido desfecho que se verificava, naquele que foi o último lance do jogo, deu-me alento. Trouxe-me a esperança de que algo muito bonito pode estar para vir lá para Maio. 

Será às nossas cavalitas que estes rapazes irão até ao fim. Faltam 13 jogos, e ainda muita água irá correr por debaixo das pontes. Sei que não dependemos de nós. Sei também que se fosse fácil não era para nós. Mas também sei da fibra de que são feitos estes rapazes de Rui Borges, que quando lhes falta a inspiração, não lhes falta (nunca) a atitude. 

São unos e indivisíveis e de antes quebrar do que torcer.  

O próximo jogo será já no próximo domingo, às 20h30, ante o FC Famalicão, no Estádio José Alvalade. E, sem sobranceria alguma, porque não é esse o nosso registo, e até porque sabemos da valia da equipa minhota, ganhar ou ganhar terá de ser o lema. Com todos juntos, nesta imensa Onda Verde, teremos de ser mais fortes. O rugido do Leão terá de se fazer ouvir. Vamos a isso. Somos enormes. Somos o Sporting Clube de Portugal. O Bicampeão Nacional!

Ambição que honra a História

Por Mafalda Barbosa
12 Fev, 2026

Editorial da edição n.º 4063 do Jornal Sporting

Foi escrita mais uma página de sucesso na História do andebol verde e branco – está garantido o apuramento para os quartos-de-final da Taça de Portugal.  

Uma modalidade que ao longo dos anos construiu um palmarés notável, acumulando vários Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal e Supertaças. Ao longo das gerações, passaram pelo clube atletas e equipas que marcaram o andebol português, elevando o nome do Sporting CP e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da modalidade no país.  

Este crescimento sustentado é resultado de um projecto sólido, assente na competência técnica e na aposta contínua na excelência competitiva. 

Actualmente, o andebol do Sporting CP conta com uma equipa que alia juventude, talento e experiência e que demonstra uma cultura vencedora e uma identidade competitiva e ambiciosa.  

“Somos um grupo saudável, que quer estar e lutar junto por um grande objectivo. A equipa foi buscar forças a essa essência, que é gostarmos tanto uns dos outros, lutarmos uns pelos outros, pelo Sporting CP”, defendeu o técnico Ricardo Costa.  

O andebol Leonino reflecte a afirmação de uma modalidade que, ao longo dos anos, se tornou num dos maiores orgulhos do eclectismo do Clube. 

Os Sportinguistas continuam a encontrar no andebol mais uma razão de orgulho, confiantes de que a equipa continuará a lutar por novos títulos e por manter viva a tradição vencedora.

Bilbau, 28 de Janeiro de 2026

Por Juvenal Carvalho
05 Fev, 2026

Já vivemos inúmeros momentos épicos, a grandiosidade do Sporting CP, do futebol às modalidades, é a prova mais do que provada dessa condição. A de recordarmos feitos extraordinários do nosso Clube.

Um clube que já ganhou 44 competições internacionais em sete modalidades diferentes (futebol, andebol, futsal, hóquei em patins, atletismo, judo e goalball) – o que nos faz  ser de longe o maior e mais ganhador do desporto nacional e ainda o terceiro clube do velho Continente que mais títulos internacionais ostenta.

Não era ainda nascido na época da conquista da Taça dos Vencedores das Taças, de 1964, o maior momento da nossa existência no desporto-rei; assisti ao vivo à desilusão – a maior que tive enquanto Sportinguista e que me fez chorar, na final da Taça UEFA de 2005 em pleno Estádio José Alvalade.

Foram estes os momentos mais impactantes do nosso futebol, embora tenhamos vergado ao longo dos tempos alguns "tubarões" do futebol mundial.

Mas hoje, não poderia passar ao lado da fantástica noite de 28 de Janeiro de 2026. Com a cidade basca de Bilbau como palco, o Sporting CP fez História. E que História. Um sensacional sétimo lugar na fase de liga da Champions League que nos garantiu, desde logo, o apuramento directo para os oitavos-de-final da mais importante competição europeia de clubes. Depois de vergarmos o "gigante" Paris Saint-Germain em nossa casa, algo sublime e que fará perdurar no tempo esse feito histórico, e que nos fez partir para a oitava e derradeira jornada a depender apenas de nós para defrontar um Athletic Club que também tinha em aberto o objectivo de seguir em frente na prova. 

Chegado o momento desta noite que entra na galeria imortal da História do nosso Sporting Clube de Portugal, nem a entrada a perder e um menos conseguido primeiro terço do jogo, impediu um Leão que usou o "fato de macaco", lutando por cada bola galhardamente e como se fosse a última da nossa existência, misturado com lampejos de classe individual e colectiva, que sairia vitorioso da "batalha" de San Mamés. 

Os golos da "remontada", feitos de génio, primeiro de Francisco Trincão ao minuto 69 e depois, com uma vontade indómita até ao final, caindo literalmente em cima dos bascos, estaria guardado para o minuto 90+4' o golo do herói improvável e recém-entrado na partida, o menino Alisson Santos, fazendo com que o rugido do Leão ecoasse na Europa do futebol.

Estava feita História. Uma História escrita a letras de ouro. A noite do dia 28 de Janeiro de 2026 ficará para sempre recordada como uma data que assinalou mais um momento mágico da existência do nosso futebol. Um momento que além do mais faz com que se assista ao crescimento do clube no ranking da UEFA, e ainda, não menos importante, à entrada de milhões de euros nos cofres Leoninos. Um chamado dois em um fantástico. Prestígio e reforço financeiro. 

Os fundadores, desculpem repetir o nome deles invariavelmente, até porque são eles que estão na génese da nossa existência feita de conquistas, estarão felizes onde estiverem. 

Que orgulho nos nossos rapazes, que com carradas de Esforço, Dedicação e Devoção nos levaram à Glória. Agora é esperar pelo próximo adversário. O sonho comanda a vida.

 

P.S 1 – Se existe alguém com perseverança, atitude e capacidade de sofrimento, esse alguém é Nuno Santos. 463 dias depois de mais uma lesão grave, eis que está de regresso aos relvados para gáudio da família Leonina. Força, Leão. O mau tempo já passou. 

P.S 2 – Depois de uma vitória – mais uma – feita de acreditar até ao fim, neste caso na magia do calcanhar de Luis Suárez, ante o CD Nacional, hoje para a Taça de Portugal jogamos frente ao AFS, com os olhos postos na continuidade na Taça de Portugal, mas sobretudo na próxima segunda-feira será um Sporting Clube de Portugal que queremos indomável no Dragão. Passa tanto por aí o sonho do Tri.

Até ao último segundo

Por Mafalda Barbosa
05 Fev, 2026

Editorial da edição n.º 4062 do Jornal Sporting

O relógio avançava, o tempo fugia e o resultado teimava em não espelhar aquilo que se passava dentro de campo. Mas há uma verdade que o Sporting CP carrega desde sempre: é nessa luta contra o tempo que o Clube se encontra e se supera.

A vitória ao cair do pano não foi obra do acaso. Foi consequência directa de uma equipa que se recusou a baixar os braços.

Dentro das quatro linhas, cada segundo pesa. O erro paga-se caro, o tempo corre mais depressa e a margem para hesitar é mínima. Frente ao Athletic Club, o Sporting CP viveu tudo isso – e respondeu, acreditando até ao fim.

Num duelo de exigência máxima, frente a um adversário intenso, experiente e fiel à sua identidade, os Leões nunca perderam o rumo. O desgaste acumulava-se, mas a equipa manteve-se com a coragem e a ambição de quem sabe que as noites europeias não se jogam, conquistam-se.

A vitória ao cair do pano foi a expressão mais pura de uma corrida contra o tempo que nunca deixou de ser controlada pela convicção. Não houve resignação, houve insistência. E quando o momento chegou, o Sporting CP estava lá.

Esse mesmo espírito voltou a sentir-se frente ao CD Nacional. Vencer nos últimos instantes, sob pressão, é sinal de maturidade competitiva e de uma equipa que não deixa de acreditar.

O futebol exige carácter. E o Sporting CP respondeu com mais uma afirmação de identidade.

Até ao fim. Sempre.

O meu amigo Zeca

Por Juvenal Carvalho
29 Jan, 2026

Somos, como não me canso de dizer, por ser verdade e as verdades mesmo que doam aos nossos rivais, têm de ser ditas, a maior força desportiva nacional. 

Um Clube que nasceu para ser grande, tão grande como maiores da Europa.

Foi isso que os nossos fundadores preconizaram desde o começo de uma caminhada que já tem 119 anos de uma vida de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, feita por tantos homens e mulheres que ao longo deste trajeto envergaram ao peito o símbolo do Leão rampante.

Uma caminhada que acompanhei durante muitos anos por dentro e onde fiz amigos atrás de amigos numa escola de aprendizagem de vida. Como costumo dizer, o Sporting Clube de Portugal nada me deve, eu é que lhe devo tudo. E devo-lhe mesmo muito também no meu processo de crescimento enquanto homem do desporto condição que, sem vaidade, sei alguma coisa e continuo a aprender com quem sabe.

E nessa aprendizagem, guardo referências de vida Leonina. E nessas referências incontornáveis, de que trago algumas no coração, hoje falo de uma.

Eu e ele – apesar de gerações diferentes, ele com mais primaveras no tempo do que eu – entrámos para o dirigismo muito cedo. Éramos, usando um termo ligeiro, muito "chavalos" quando entrámos no Clube para o servir. Eu no basquetebol e ele no "seu" hóquei em patins desde a equipa Campeã Europeia de 1976/1977 ininterruptamente até ter estado no recomeço, em 1999, de forma autónoma, depois da modalidade ter sido interrompida em 1994/1995. 

Quis o destino que mais tarde, mais concretamente em 2002, ele viesse para o futebol juvenil, de onde eu, por motivos profissionais, abandonei a secção. 

Falo do José Manuel Costa – o Zeca ou, também carinhosamente, o Zequinha, que para quem vive por dentro o Sporting CP desde há muitos anos é uma incontornável referência. E referência é termo ligeiro, ele é mesmo uma lenda do nosso Clube.

Falo com ele inúmeras vezes ao telefone, porque a distância geográfica não nos faz estar tão perto quanto o desejado por ambos.

As conversas são, sendo ambos, sem vaidade, duas "enciclopédias Leoninas", feitas de horas e horas de Sporting Clube de Portugal. O Zeca tem um amigo, é impossível isso não acontecer, em quem com ele se cruzou no universo do Clube. Do hóquei em patins – o seu amor de uma vida – ao futebol juvenil, onde passaram por ele tantos craques do firmamento que ainda jogam de Leão ao peito, são quatro décadas de dedicação sem paralelo ao Leão. Respira o Clube por todos os poros. Sabe dele como muito poucos. 

Nas longas conversas, ele tem por hábito dizer-me: "Das coisas que tu te lembras". Ao qual eu respondo que "tomara eu saber tanto quanto tu". 

Confidencio também que o Zeca me "melga" a cada conversa para eu passar para livro as minhas inúmeras estórias vividas no Clube, do qual serei dos mais jovens de sempre a ser dirigente de equipas seniores. No caso do basquetebol e, por menos tempo, também do andebol. 

É mesmo uma coisa que ele faz questão. E eu, se algum dia esse livro sair, é impossível ele não estar num capítulo largo. Do Pavilhão velhinho à Nave, cruzei-me com o Zeca. O Zeca é uma das pessoas que me faz viver ainda mais o Sporting CP. 

Somos enormes como clube e o meu amigo Zeca merece estas linhas por ser também ele enorme na alma. Os que me conhecem sabem que estou nos antípodas de dar "graxa" a alguém e de escrever porque "sim". Neste espaço, nas minhas dedicatórias, só falo de valiosos e valorosos. E o Zeca é isso tudo. Além de um Leão imenso. 

 

P.S 1 – Um Leão que teve uma enorme crença até ao fim, saiu vitorioso de Arouca, um terreno sempre difícil. Estamos vivos, e o Tri é um sonho que, estou certo, sendo difícil, não é impossível. Nós acreditamos em vocês.

P.S 2 – Faleceu Fernando Mamede. Partiu uma referência de todos os tempos do Sporting Clube de Portugal. Um Campeão nas pistas e um ser humano de excelência. Sem ele o nosso Clube fica infinitamente mais pobre. Até sempre, Fernando Mamede.

Correr mais depressa do que o tempo

Por Mafalda Barbosa
29 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4061 do Jornal Sporting

Há nomes que não pertencem apenas às estatísticas, pertencem à memória colectiva de um clube e de um país.

Fernando Mamede é um desses nomes. Falar de Mamede é falar de coragem, de genialidade e de um Sporting Clube de Portugal que sempre se orgulhou de formar atletas.

Foi de verde e branco que Fernando Mamede correu contra os limites do possível. No dia 2 de Julho de 1984, em Estocolmo, o Mundo viu cair o recorde mundial dos 10.000 metros. O cronómetro parou nos 27’13’’81. Um número aparentemente sem significado, mas que escondia uma História de anos de sacrifício e de uma entrega absoluta à modalidade. Mamede não bateu apenas um recorde, colocou o atletismo português no centro do Mundo.

Fernando Mamede representa o ADN ecléctico do Sporting CP. Um clube que não vive apenas do futebol, mas que construiu a sua grandeza na diversidade das modalidades e na excelência olímpica.

Por isso, recordar Mamede é lembrar às novas gerações que a glória não se alcança sem entrega, que o talento exige esforço e dedicação e que o sucesso verdadeiro não se mede apenas em medalhas. Mede-se no legado que se constrói.

Hoje, ao escrever sobre Fernando Mamede, o Jornal Sporting presta homenagem a um atleta extraordinário. A um homem singular e corajoso. E a um Leão que correu mais depressa do que o seu tempo para que o Sporting CP e o desporto português pudessem correr mais longe no futuro.

Até sempre, Campeão!

Um Leão de garra e de enorme resiliência

Por Juvenal Carvalho
22 Jan, 2026

Hoje, mais do que o colectivo e, sabemos todos que o futebol é um jogo colectivo, vou escrever sobre um jogador que, acima de tudo, me fascina incondicionalmente. Vou escrever sobre o Daniel Bragança. 

O Daniel, natural de Fazendas de Almeirim, é alguém que nasceu e cresceu para o futebol sob o signo do Leão. Chegou ao seu clube do coração na já de certa forma longínqua época de 2006/2007 a Alvalade. Era ainda um "bebé".

E, porque sou um incondicional observador atento da formação do Sporting CP, por onde tive o privilégio de me cruzar com grandes nomes do futebol português e até internacional quando por lá passei como dirigente vi, desde sempre, naquele menino franzino com um toque de bola como só ele, daqueles que a bola não chora quando lhe chega aos pés, um futuro incrível. Um médio talentoso que tem no seu ADN a marca indelével do sucesso. 

Sempre de leão ao peito em todo o seu trajecto no futebol jovem, desde cedo se descobriu que estava ali um diamante em potência. E, se era expectável para todos esse desígnio, daí à concretização desse desiderato, foi um pequeno passo.

Naturalmente, estava escrito nas estrelas, chegou ao plantel principal e, com o perfume do seu futebol a todos encantou. 

Mas, infelizmente, as lesões não o têm largado. Duas roturas dos ligamentos do joelho, quis o destino que lhe batessem à porta. A tudo reagiu – imagino que com muito choro de tristeza à mistura, mas sobretudo, inspirado na família e amigos e com a marca da resiliência de um Leão que não se deixou abater, porque isso é coisa para os fracos, não para ele, eis que está vivo e bem vivo. Agora, se Deus quiser, para ficar a espalhar ininterruptamente toda a classe que lhe é unanimemente reconhecida.

As duas lesões graves são passado e o Daniel Bragança, que já havia regressado aos relvados na equipa B, ainda que de forma fugaz, viveu em "casa", no seu/nosso Estádio José Alvalade um momento mágico, daqueles porque tanto ansiava, e que sobretudo tanto o merecia.

Falo, obviamente, do minuto 78 do jogo contra o Casa Pia AC, quando marcou um golo de belo efeito, daqueles que poucos fazem fazer como ele. Um dos muitos que, estou certo, ainda irá fazer de Leão ao peito, mas este com um simbolismo e com um cariz com foros de especial.

Era visível no seu rosto a marca da felicidade incontida. Foi também visível a forma como os seus colegas, treinadores e restante staff, bem como todos os Sportinguistas presentes no Estádio, que, como uma mola saltaram das cadeiras extravasando a sua alegria e que a ele se quiserem associar. Como que a querer dizer-lhe que estavam com ele. Que a alegria dele era, no fundo, a alegria de toda a família Leonina.

Um momento inolvidável que o Daniel Bragança tanto o merecia. Estava consumado o regresso em definitivo aos relvados do menino de ontem e homem de hoje que o Sporting Clube de Portugal viu crescer para o futebol e, porque não, também para a vida.

Um Herói da perseverança, da garra e da vontade de vencer. Definitiva e decididamente, um dos nossos. Um Leão como nós. 

O futuro, estou certo, irá sorrir-lhe. Porque um Leão só se curva para beijar o símbolo!

P.S – “Tão grandes como os maiores da Europa”. Foi assim que os fundadores quiseram e que a nossa equipa de futebol conseguiu ser em Alvalade, ante o Paris Saint-Germain FC. Que noite épica. Que heróis foram os nossos Leões. Que orgulho no Sporting Clube de Portugal.

Ne rien lâcher

Por Mafalda Barbosa
22 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4060 do Jornal Sporting

Há clubes que ganham jogos. E há clubes que aprendem a nunca desistir, a nunca baixar os braços. O Sporting Clube de Portugal é feito desse ADN.

Resiste quando é mais fácil cair, acredita quando tudo parece incerto, luta até ao último segundo porque sabe que o fim só chega quando deixamos de acreditar.

Nunca desistir não é apenas um ideal - é um hábito. É correr quando as pernas já pesam, é pressionar enquanto o relógio não pára, é levantar a cabeça depois de um erro.

No futebol, e não só, a vitória não nasce apenas do talento, mas sim da persistência colectiva. Ninguém ganha sozinho. Ganha-se em equipa.

Há uma expressão francesa muito usada no futebol que resume este espírito: Ne rien lâcher - não largar nada, não ceder, não desistir. É isso que se pede a cada jogador que veste esta camisola e a cada adepto que a defende na bancada.

Porque o Sporting CP não é só quem joga; é também quem acredita, quem canta e aplaude quando o resultado não ajuda.

Os adeptos sabem-no melhor do que ninguém. São eles que transformam dificuldades em força, silêncio em apoio, dúvida em convicção. Quando o colectivo sente esse “empurrão” invisível, o impossível torna-se em apenas mais um obstáculo a ultrapassar.

Lutar até ao fim não garante sempre a vitória. Mas garante sempre identidade.
E é essa identidade - feita de Esforço, Dedicação, Devoção e da eterna ambição pela Glória - que nos mantém firmes, juntos.

Enquanto houver tempo no relógio, enquanto houver voz nas bancadas, enquanto houver um leão em campo, há uma certeza que nos une: Nunca desistir. Ne rien lâcher

Obrigado, Sporting CP!

Por Tito Arantes Fontes
15 Jan, 2026

1. Esta vai ser a minha última crónica neste jornal, no meu fiel jornal desportivo de há décadas, de sempre, no imorredoiro Jornal Sporting! Foi um orgulho enorme o convite que me foi endereçado em 2018 para começar a dizer, a escrever coisas, semanalmente, nesta coluna. Uma honra! Honra daquelas que sentimos mesmo, porque nos fazem sentir bem, brotam do nosso interior, da nossa alma! Foram quase oito anos seguidos, com a disciplina que fui cumprindo, com extremo gosto, de semana após semana, aqui e ali com falhas e uma ou outra pontual ausência, deixar aqui o registo dos meus sentires e comentários sobre a actualidade Leonina. Nesta hora tenho já aquele misto de satisfação e – confesso – de nostalgia. Satisfação pela missão cumprida, pelo empenho que, muitas vezes no meio de enormes azáfamas profissionais e/ou pessoais, ter conseguido enviar as crónicas para publicação… quantas e quantas vezes já “fora de horas”, para lá dos prazos que me eram dados e fixados pelo “fecho do Jornal”! Nostalgia porque eu já estava “viciado”, tendo aprendido a, durante a semana, ir tomando notas dos tópicos que poderia desenvolver quando escrevesse a coluna. E também nostalgia das noitadas que às vezes fazia para sair algo de jeito. E ainda nostalgia das colunas escritas à última-hora, sem qualquer guião, desenvolvidas de supetão, com a pressão do “ou escrevo agora ou nunca” e que algumas vezes foram aquelas que mereceram melhor acolhimento e comentário por parte dos Sportinguistas. Foram quase oito anos, com centenas de crónicas, de colunas, sempre e sempre em defesa do nosso lendário clube, o Sporting CP!

2. Nesta hora há que agradecer! Agradecer a quem me convidou e me deu esta oportunidade, de fazer o que gosto (escrever) em prol do meu Clube, no seu e meu Jornal! Melhor é impossível, parafraseando o mítico e extraordinário filme em que o Jack Nicholson tem um dos seus mais extraordinários desempenhos. Pois bem, agradecer é devido, mas não é fácil, porque desde logo há o risco de nos esquecermos de alguém… e isso vai suceder! Por isso, desde já as minhas desculpas! Ainda assim e começando, à cabeça, o meu agradecimento ao presidente Frederico Varandas! Sem ele nada disto teria sido possível. Foi a sua vitória em Setembro de 2018 que permitiu a extraordinária recuperação do Clube e, já agora, o convite que me foi endereçado para escrever no Jornal Sporting! Agradecer também ao Rahim Ahamad, primeiro director com quem trabalhei, com quem tão bem lidei! Agradecer igualmente ao André Bernardo, director seguinte e durante vários anos do Jornal, além de vice na Direcção do Clube, como se sabe, com quem tanto conversei sobre tanto! Agradecer ainda à Mafalda Barbosa, actual directora do Jornal, desde logo pela infinita paciência e bondade que teve e sempre foi tendo em aturar-me e contemporizar com os meus atrasos. Igual palavra de apreço e agradecimento ao Luís Castelo, que também foi sofrendo as “passinhas do Algarve” com os meus atrasos. Uma palavra ainda para o meu “homónimo” neste Jornal, o Juvenal Carvalho, cuja coluna – sempre de imperdível leitura – nos acompanha desde o início. Nunca trocámos uma palavra um com o outro sobre o que iríamos escrever, mas certo é que muitas vezes coincidimos nos temas e no modo como os abordávamos. Os Sportinguistas são assim, focados no essencial e na defesa e elogio dos feitos do Clube! E – por fim – uma merecidíssima, necessária e imperiosa palavra aos leitores. Foi para eles, Sportinguistas, que escrevi, fui escrevendo. E tanto recebi em troca! Comentários, emails, sugestões, abordagens no Estádio José Alvalade e até em muitas outras partes (p. ex. nas míticas roulottes, no Pavilhão João Rocha, no Multidesportivo, na Loja Verde, em oficinas de automóveis, em restaurantes espalhados pelo país e até no estrangeiro!), com tudo fui sendo mimoseado e acarinhado! Desde logo quando escrevi colunas de teor mais ácido e que, num ou noutro caso, deram alguma polémica com impacto até noutros meios de comunicação social. Em todos esses momentos eu soube que estava do lado certo, pois estava a defender o Sporting CP! E os Sportinguistas que me abordavam era isso que convicta e reiteradamente me afirmavam! Obrigado, Leões! 

Até sempre!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

P.S – Nesta hora uma especial saudação ao nosso Rui Borges. Também eu tenho costela familiar, próxima e grande, em Mirandela! Terra boa e de gente melhor ainda! Força, Rui! Sabemos que tens a têmpera e resiliência dos lutadores, a têmpera e o vigor dos vencedores! Estamos e seguimos juntos! Força, equipa! A caminho do Tri! E da Bi-dobradinha!

Com garra e foco para o que falta

Por Juvenal Carvalho
15 Jan, 2026

Começo este texto expressando o meu lado emocional e, quando toca a emoções vividas pelo nosso Clube, elas roçam tantas vezes o lado irracional. E não, não gostei deste início de ano civil de 2026 com o empate em Barcelos, nem da derrota ante o Vitória SC nas meias-finais da Taça da Liga. Não, não gosto de ver a avassaladora onda de lesões que jogo após jogo nos vem atingindo com foros de inusitado, que por vezes mais me faz parecer a Lei de Murphy.   

Mas isso, porque sem ser yes man de nada nem de ninguém, sou pouco dado a dramas e a críticas, sobretudo as escritas nas redes sociais, que por vezes de tão fúteis serem, caírem até no ridículo, não me impede de ser positivo na forma como encaro o futuro. E vejo nesse futuro a expectativa de que na segunda volta que ainda falta disputar no campeonato consigamos lutar olhos nos olhos pelo Tri; de na Taça de Portugal voltarmos ao palco do Jamor para a voltar a conquistar e de na Champions League conseguirmos chegar o mais longe possível na competição. 

É com base nestas três provas, porque um Leão só se baixa para beijar o símbolo, que acredito nos rapazes de verde e branco orientados por Rui Borges e nas suas capacidades. Não só porque o meu coração me leva a pensar assim, mas sobretudo pelas infinitas provas de capacidade que este grupo de trabalho já me – nos – deu.  

Estamos ainda a cerca de cinco meses do desfecho desta época. Cinco meses que tudo decidirão.  

Será jogo a jogo e batalha após batalha, desculpem o termo bélico numa sociedade que vive em tempos muito conturbados, que os Leões, estou certo, já amanhã, pelas 20h15, no Estádio José Alvalade, entrarão em campo para defrontar o Casa Pia AC, com os olhos postos no essencial. É esse essencial é, indubitavelmente, o foco nas conquistas. Porque só assim o Sporting Clube de Portugal sabe estar.  

Mas se é assim no futebol, também nas restantes modalidades a premissa é a mesma. Sabemos todos que não nos falta argumentos para chegar longe em todas elas e que a obtenção de títulos é uma realidade a que podemos chegar. Que estamos na luta por eles que ninguém duvide. Que queremos o maior número possível também é real. É este o nosso ADN.  

E será inspirados em grandes figuras da nossa fantástica e centenária História, e tantas elas são, que enumerar todas nesta coluna de opinião não chegaria para as citar, mas que hoje elejo Francisco Stromp para as simbolizar, que o que resta da época de 2025/2026 seja feito de raça. Da indómita raça do Leão rampante. Aquela que nos pode guindar às vitórias e que é apanágio dos nossos bravos rapazes em todas as competições em que entram 

Que 2026 seja de novo o ano do Leão!

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