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Opinião

O meu amigo Zeca

Por Juvenal Carvalho
29 Jan, 2026

Somos, como não me canso de dizer, por ser verdade e as verdades mesmo que doam aos nossos rivais, têm de ser ditas, a maior força desportiva nacional. 

Um Clube que nasceu para ser grande, tão grande como maiores da Europa.

Foi isso que os nossos fundadores preconizaram desde o começo de uma caminhada que já tem 119 anos de uma vida de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, feita por tantos homens e mulheres que ao longo deste trajeto envergaram ao peito o símbolo do Leão rampante.

Uma caminhada que acompanhei durante muitos anos por dentro e onde fiz amigos atrás de amigos numa escola de aprendizagem de vida. Como costumo dizer, o Sporting Clube de Portugal nada me deve, eu é que lhe devo tudo. E devo-lhe mesmo muito também no meu processo de crescimento enquanto homem do desporto condição que, sem vaidade, sei alguma coisa e continuo a aprender com quem sabe.

E nessa aprendizagem, guardo referências de vida Leonina. E nessas referências incontornáveis, de que trago algumas no coração, hoje falo de uma.

Eu e ele – apesar de gerações diferentes, ele com mais primaveras no tempo do que eu – entrámos para o dirigismo muito cedo. Éramos, usando um termo ligeiro, muito "chavalos" quando entrámos no Clube para o servir. Eu no basquetebol e ele no "seu" hóquei em patins desde a equipa Campeã Europeia de 1976/1977 ininterruptamente até ter estado no recomeço, em 1999, de forma autónoma, depois da modalidade ter sido interrompida em 1994/1995. 

Quis o destino que mais tarde, mais concretamente em 2002, ele viesse para o futebol juvenil, de onde eu, por motivos profissionais, abandonei a secção. 

Falo do José Manuel Costa – o Zeca ou, também carinhosamente, o Zequinha, que para quem vive por dentro o Sporting CP desde há muitos anos é uma incontornável referência. E referência é termo ligeiro, ele é mesmo uma lenda do nosso Clube.

Falo com ele inúmeras vezes ao telefone, porque a distância geográfica não nos faz estar tão perto quanto o desejado por ambos.

As conversas são, sendo ambos, sem vaidade, duas "enciclopédias Leoninas", feitas de horas e horas de Sporting Clube de Portugal. O Zeca tem um amigo, é impossível isso não acontecer, em quem com ele se cruzou no universo do Clube. Do hóquei em patins – o seu amor de uma vida – ao futebol juvenil, onde passaram por ele tantos craques do firmamento que ainda jogam de Leão ao peito, são quatro décadas de dedicação sem paralelo ao Leão. Respira o Clube por todos os poros. Sabe dele como muito poucos. 

Nas longas conversas, ele tem por hábito dizer-me: "Das coisas que tu te lembras". Ao qual eu respondo que "tomara eu saber tanto quanto tu". 

Confidencio também que o Zeca me "melga" a cada conversa para eu passar para livro as minhas inúmeras estórias vividas no Clube, do qual serei dos mais jovens de sempre a ser dirigente de equipas seniores. No caso do basquetebol e, por menos tempo, também do andebol. 

É mesmo uma coisa que ele faz questão. E eu, se algum dia esse livro sair, é impossível ele não estar num capítulo largo. Do Pavilhão velhinho à Nave, cruzei-me com o Zeca. O Zeca é uma das pessoas que me faz viver ainda mais o Sporting CP. 

Somos enormes como clube e o meu amigo Zeca merece estas linhas por ser também ele enorme na alma. Os que me conhecem sabem que estou nos antípodas de dar "graxa" a alguém e de escrever porque "sim". Neste espaço, nas minhas dedicatórias, só falo de valiosos e valorosos. E o Zeca é isso tudo. Além de um Leão imenso. 

 

P.S 1 – Um Leão que teve uma enorme crença até ao fim, saiu vitorioso de Arouca, um terreno sempre difícil. Estamos vivos, e o Tri é um sonho que, estou certo, sendo difícil, não é impossível. Nós acreditamos em vocês.

P.S 2 – Faleceu Fernando Mamede. Partiu uma referência de todos os tempos do Sporting Clube de Portugal. Um Campeão nas pistas e um ser humano de excelência. Sem ele o nosso Clube fica infinitamente mais pobre. Até sempre, Fernando Mamede.

Correr mais depressa do que o tempo

Por Mafalda Barbosa
29 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4061 do Jornal Sporting

Há nomes que não pertencem apenas às estatísticas, pertencem à memória colectiva de um clube e de um país.

Fernando Mamede é um desses nomes. Falar de Mamede é falar de coragem, de genialidade e de um Sporting Clube de Portugal que sempre se orgulhou de formar atletas.

Foi de verde e branco que Fernando Mamede correu contra os limites do possível. No dia 2 de Julho de 1984, em Estocolmo, o Mundo viu cair o recorde mundial dos 10.000 metros. O cronómetro parou nos 27’13’’81. Um número aparentemente sem significado, mas que escondia uma História de anos de sacrifício e de uma entrega absoluta à modalidade. Mamede não bateu apenas um recorde, colocou o atletismo português no centro do Mundo.

Fernando Mamede representa o ADN ecléctico do Sporting CP. Um clube que não vive apenas do futebol, mas que construiu a sua grandeza na diversidade das modalidades e na excelência olímpica.

Por isso, recordar Mamede é lembrar às novas gerações que a glória não se alcança sem entrega, que o talento exige esforço e dedicação e que o sucesso verdadeiro não se mede apenas em medalhas. Mede-se no legado que se constrói.

Hoje, ao escrever sobre Fernando Mamede, o Jornal Sporting presta homenagem a um atleta extraordinário. A um homem singular e corajoso. E a um Leão que correu mais depressa do que o seu tempo para que o Sporting CP e o desporto português pudessem correr mais longe no futuro.

Até sempre, Campeão!

Um Leão de garra e de enorme resiliência

Por Juvenal Carvalho
22 Jan, 2026

Hoje, mais do que o colectivo e, sabemos todos que o futebol é um jogo colectivo, vou escrever sobre um jogador que, acima de tudo, me fascina incondicionalmente. Vou escrever sobre o Daniel Bragança. 

O Daniel, natural de Fazendas de Almeirim, é alguém que nasceu e cresceu para o futebol sob o signo do Leão. Chegou ao seu clube do coração na já de certa forma longínqua época de 2006/2007 a Alvalade. Era ainda um "bebé".

E, porque sou um incondicional observador atento da formação do Sporting CP, por onde tive o privilégio de me cruzar com grandes nomes do futebol português e até internacional quando por lá passei como dirigente vi, desde sempre, naquele menino franzino com um toque de bola como só ele, daqueles que a bola não chora quando lhe chega aos pés, um futuro incrível. Um médio talentoso que tem no seu ADN a marca indelével do sucesso. 

Sempre de leão ao peito em todo o seu trajecto no futebol jovem, desde cedo se descobriu que estava ali um diamante em potência. E, se era expectável para todos esse desígnio, daí à concretização desse desiderato, foi um pequeno passo.

Naturalmente, estava escrito nas estrelas, chegou ao plantel principal e, com o perfume do seu futebol a todos encantou. 

Mas, infelizmente, as lesões não o têm largado. Duas roturas dos ligamentos do joelho, quis o destino que lhe batessem à porta. A tudo reagiu – imagino que com muito choro de tristeza à mistura, mas sobretudo, inspirado na família e amigos e com a marca da resiliência de um Leão que não se deixou abater, porque isso é coisa para os fracos, não para ele, eis que está vivo e bem vivo. Agora, se Deus quiser, para ficar a espalhar ininterruptamente toda a classe que lhe é unanimemente reconhecida.

As duas lesões graves são passado e o Daniel Bragança, que já havia regressado aos relvados na equipa B, ainda que de forma fugaz, viveu em "casa", no seu/nosso Estádio José Alvalade um momento mágico, daqueles porque tanto ansiava, e que sobretudo tanto o merecia.

Falo, obviamente, do minuto 78 do jogo contra o Casa Pia AC, quando marcou um golo de belo efeito, daqueles que poucos fazem fazer como ele. Um dos muitos que, estou certo, ainda irá fazer de Leão ao peito, mas este com um simbolismo e com um cariz com foros de especial.

Era visível no seu rosto a marca da felicidade incontida. Foi também visível a forma como os seus colegas, treinadores e restante staff, bem como todos os Sportinguistas presentes no Estádio, que, como uma mola saltaram das cadeiras extravasando a sua alegria e que a ele se quiserem associar. Como que a querer dizer-lhe que estavam com ele. Que a alegria dele era, no fundo, a alegria de toda a família Leonina.

Um momento inolvidável que o Daniel Bragança tanto o merecia. Estava consumado o regresso em definitivo aos relvados do menino de ontem e homem de hoje que o Sporting Clube de Portugal viu crescer para o futebol e, porque não, também para a vida.

Um Herói da perseverança, da garra e da vontade de vencer. Definitiva e decididamente, um dos nossos. Um Leão como nós. 

O futuro, estou certo, irá sorrir-lhe. Porque um Leão só se curva para beijar o símbolo!

P.S – “Tão grandes como os maiores da Europa”. Foi assim que os fundadores quiseram e que a nossa equipa de futebol conseguiu ser em Alvalade, ante o Paris Saint-Germain FC. Que noite épica. Que heróis foram os nossos Leões. Que orgulho no Sporting Clube de Portugal.

Ne rien lâcher

Por Mafalda Barbosa
22 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4060 do Jornal Sporting

Há clubes que ganham jogos. E há clubes que aprendem a nunca desistir, a nunca baixar os braços. O Sporting Clube de Portugal é feito desse ADN.

Resiste quando é mais fácil cair, acredita quando tudo parece incerto, luta até ao último segundo porque sabe que o fim só chega quando deixamos de acreditar.

Nunca desistir não é apenas um ideal - é um hábito. É correr quando as pernas já pesam, é pressionar enquanto o relógio não pára, é levantar a cabeça depois de um erro.

No futebol, e não só, a vitória não nasce apenas do talento, mas sim da persistência colectiva. Ninguém ganha sozinho. Ganha-se em equipa.

Há uma expressão francesa muito usada no futebol que resume este espírito: Ne rien lâcher - não largar nada, não ceder, não desistir. É isso que se pede a cada jogador que veste esta camisola e a cada adepto que a defende na bancada.

Porque o Sporting CP não é só quem joga; é também quem acredita, quem canta e aplaude quando o resultado não ajuda.

Os adeptos sabem-no melhor do que ninguém. São eles que transformam dificuldades em força, silêncio em apoio, dúvida em convicção. Quando o colectivo sente esse “empurrão” invisível, o impossível torna-se em apenas mais um obstáculo a ultrapassar.

Lutar até ao fim não garante sempre a vitória. Mas garante sempre identidade.
E é essa identidade - feita de Esforço, Dedicação, Devoção e da eterna ambição pela Glória - que nos mantém firmes, juntos.

Enquanto houver tempo no relógio, enquanto houver voz nas bancadas, enquanto houver um leão em campo, há uma certeza que nos une: Nunca desistir. Ne rien lâcher

Obrigado, Sporting CP!

Por Tito Arantes Fontes
15 Jan, 2026

1. Esta vai ser a minha última crónica neste jornal, no meu fiel jornal desportivo de há décadas, de sempre, no imorredoiro Jornal Sporting! Foi um orgulho enorme o convite que me foi endereçado em 2018 para começar a dizer, a escrever coisas, semanalmente, nesta coluna. Uma honra! Honra daquelas que sentimos mesmo, porque nos fazem sentir bem, brotam do nosso interior, da nossa alma! Foram quase oito anos seguidos, com a disciplina que fui cumprindo, com extremo gosto, de semana após semana, aqui e ali com falhas e uma ou outra pontual ausência, deixar aqui o registo dos meus sentires e comentários sobre a actualidade Leonina. Nesta hora tenho já aquele misto de satisfação e – confesso – de nostalgia. Satisfação pela missão cumprida, pelo empenho que, muitas vezes no meio de enormes azáfamas profissionais e/ou pessoais, ter conseguido enviar as crónicas para publicação… quantas e quantas vezes já “fora de horas”, para lá dos prazos que me eram dados e fixados pelo “fecho do Jornal”! Nostalgia porque eu já estava “viciado”, tendo aprendido a, durante a semana, ir tomando notas dos tópicos que poderia desenvolver quando escrevesse a coluna. E também nostalgia das noitadas que às vezes fazia para sair algo de jeito. E ainda nostalgia das colunas escritas à última-hora, sem qualquer guião, desenvolvidas de supetão, com a pressão do “ou escrevo agora ou nunca” e que algumas vezes foram aquelas que mereceram melhor acolhimento e comentário por parte dos Sportinguistas. Foram quase oito anos, com centenas de crónicas, de colunas, sempre e sempre em defesa do nosso lendário clube, o Sporting CP!

2. Nesta hora há que agradecer! Agradecer a quem me convidou e me deu esta oportunidade, de fazer o que gosto (escrever) em prol do meu Clube, no seu e meu Jornal! Melhor é impossível, parafraseando o mítico e extraordinário filme em que o Jack Nicholson tem um dos seus mais extraordinários desempenhos. Pois bem, agradecer é devido, mas não é fácil, porque desde logo há o risco de nos esquecermos de alguém… e isso vai suceder! Por isso, desde já as minhas desculpas! Ainda assim e começando, à cabeça, o meu agradecimento ao presidente Frederico Varandas! Sem ele nada disto teria sido possível. Foi a sua vitória em Setembro de 2018 que permitiu a extraordinária recuperação do Clube e, já agora, o convite que me foi endereçado para escrever no Jornal Sporting! Agradecer também ao Rahim Ahamad, primeiro director com quem trabalhei, com quem tão bem lidei! Agradecer igualmente ao André Bernardo, director seguinte e durante vários anos do Jornal, além de vice na Direcção do Clube, como se sabe, com quem tanto conversei sobre tanto! Agradecer ainda à Mafalda Barbosa, actual directora do Jornal, desde logo pela infinita paciência e bondade que teve e sempre foi tendo em aturar-me e contemporizar com os meus atrasos. Igual palavra de apreço e agradecimento ao Luís Castelo, que também foi sofrendo as “passinhas do Algarve” com os meus atrasos. Uma palavra ainda para o meu “homónimo” neste Jornal, o Juvenal Carvalho, cuja coluna – sempre de imperdível leitura – nos acompanha desde o início. Nunca trocámos uma palavra um com o outro sobre o que iríamos escrever, mas certo é que muitas vezes coincidimos nos temas e no modo como os abordávamos. Os Sportinguistas são assim, focados no essencial e na defesa e elogio dos feitos do Clube! E – por fim – uma merecidíssima, necessária e imperiosa palavra aos leitores. Foi para eles, Sportinguistas, que escrevi, fui escrevendo. E tanto recebi em troca! Comentários, emails, sugestões, abordagens no Estádio José Alvalade e até em muitas outras partes (p. ex. nas míticas roulottes, no Pavilhão João Rocha, no Multidesportivo, na Loja Verde, em oficinas de automóveis, em restaurantes espalhados pelo país e até no estrangeiro!), com tudo fui sendo mimoseado e acarinhado! Desde logo quando escrevi colunas de teor mais ácido e que, num ou noutro caso, deram alguma polémica com impacto até noutros meios de comunicação social. Em todos esses momentos eu soube que estava do lado certo, pois estava a defender o Sporting CP! E os Sportinguistas que me abordavam era isso que convicta e reiteradamente me afirmavam! Obrigado, Leões! 

Até sempre!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

P.S – Nesta hora uma especial saudação ao nosso Rui Borges. Também eu tenho costela familiar, próxima e grande, em Mirandela! Terra boa e de gente melhor ainda! Força, Rui! Sabemos que tens a têmpera e resiliência dos lutadores, a têmpera e o vigor dos vencedores! Estamos e seguimos juntos! Força, equipa! A caminho do Tri! E da Bi-dobradinha!

Com garra e foco para o que falta

Por Juvenal Carvalho
15 Jan, 2026

Começo este texto expressando o meu lado emocional e, quando toca a emoções vividas pelo nosso Clube, elas roçam tantas vezes o lado irracional. E não, não gostei deste início de ano civil de 2026 com o empate em Barcelos, nem da derrota ante o Vitória SC nas meias-finais da Taça da Liga. Não, não gosto de ver a avassaladora onda de lesões que jogo após jogo nos vem atingindo com foros de inusitado, que por vezes mais me faz parecer a Lei de Murphy.   

Mas isso, porque sem ser yes man de nada nem de ninguém, sou pouco dado a dramas e a críticas, sobretudo as escritas nas redes sociais, que por vezes de tão fúteis serem, caírem até no ridículo, não me impede de ser positivo na forma como encaro o futuro. E vejo nesse futuro a expectativa de que na segunda volta que ainda falta disputar no campeonato consigamos lutar olhos nos olhos pelo Tri; de na Taça de Portugal voltarmos ao palco do Jamor para a voltar a conquistar e de na Champions League conseguirmos chegar o mais longe possível na competição. 

É com base nestas três provas, porque um Leão só se baixa para beijar o símbolo, que acredito nos rapazes de verde e branco orientados por Rui Borges e nas suas capacidades. Não só porque o meu coração me leva a pensar assim, mas sobretudo pelas infinitas provas de capacidade que este grupo de trabalho já me – nos – deu.  

Estamos ainda a cerca de cinco meses do desfecho desta época. Cinco meses que tudo decidirão.  

Será jogo a jogo e batalha após batalha, desculpem o termo bélico numa sociedade que vive em tempos muito conturbados, que os Leões, estou certo, já amanhã, pelas 20h15, no Estádio José Alvalade, entrarão em campo para defrontar o Casa Pia AC, com os olhos postos no essencial. É esse essencial é, indubitavelmente, o foco nas conquistas. Porque só assim o Sporting Clube de Portugal sabe estar.  

Mas se é assim no futebol, também nas restantes modalidades a premissa é a mesma. Sabemos todos que não nos falta argumentos para chegar longe em todas elas e que a obtenção de títulos é uma realidade a que podemos chegar. Que estamos na luta por eles que ninguém duvide. Que queremos o maior número possível também é real. É este o nosso ADN.  

E será inspirados em grandes figuras da nossa fantástica e centenária História, e tantas elas são, que enumerar todas nesta coluna de opinião não chegaria para as citar, mas que hoje elejo Francisco Stromp para as simbolizar, que o que resta da época de 2025/2026 seja feito de raça. Da indómita raça do Leão rampante. Aquela que nos pode guindar às vitórias e que é apanágio dos nossos bravos rapazes em todas as competições em que entram 

Que 2026 seja de novo o ano do Leão!

Mais do que um Meeting

Por Mafalda Barbosa
15 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4059 do Jornal Sporting

Caminhamos a passos largos para mais uma edição do Meeting de Atletismo Prof. Moniz Pereira.

Um dos momentos em que o Clube deixa de ser apenas uma instituição desportiva para voltar a ser, acima de tudo, uma comunidade de pessoas ligadas por uma ambição partilhada.

Moniz Pereira representa uma forma de estar no desporto e na vida: exigência sem perder humanidade, rigor aliado à paixão, ambição sustentada no trabalho diário.

Cada edição do Meeting é, por isso, mais do que uma competição. É um gesto de memória e de continuidade entre gerações que aprenderam, e continuam a aprender, que o Sporting CP se constrói todos os dias.

O eclectismo do Clube mantém-se como um dos seus maiores patrimónios. Não é um detalhe identitário: é um compromisso. Ser ecléctico é acreditar que o sucesso não se mede apenas numa modalidade ou num palco, mas na capacidade de formar atletas, cidadãos e referências em múltiplas frentes. É saber que cada pista, cada pavilhão e cada campo transporta o mesmo emblema e a mesma responsabilidade.

Este editorial não é apenas um elogio a um evento. É um agradecimento aos atletas que competem de Leão ao peito, aos treinadores que persistem, aos dirigentes que acreditam, aos adeptos que reconhecem. O eclectismo não é uma palavra de circunstância, é uma responsabilidade coletiva e uma identidade assumida.

O Meeting Moniz Pereira representa a forma como o Sporting CP continua a honrar aquilo que o define.

E essa ligação à nossa História, mais do que qualquer medalha, é uma vitória maior que merece ser celebrada.

Em 2026… na luta, sempre!

Por Tito Arantes Fontes
08 Jan, 2026

CAMPEONATO NACIONAL I – Na sexta-feira passada, fomos a Barcelos jogar com o Gil Vicente FC, um clube tradicionalmente difícil para o Sporting CP (vidé última época, desde logo no “jogo do título”, no mítico José Alvalade, com o extraordinário e imorredoiro golo de Quaresma no período de desconto!), especialmente no seu terreno. Obtivemos vantagem no jogo, mesmo no final da primeira parte, com uma excelente abertura longa de Quaresma (outra vez ele!) para uma finalização clean do Luis Suárez! Na segunda parte podíamos ter “morto” a partida, mas – por isto ou aquilo – não o fizemos. Depois, depois o Gil foi crescendo… Gonçalo Inácio foi expulso, a equipa vacilou, apareceu o golo do empate do Gil quase em cima dos 90’… e ainda reagimos, mas já não fomos a tempo, ou seja, viagem a Barcelos… e apenas um ponto no bolso! Foi curto!

CAMPEONATO NACIONAL II – Por sua vez o actual líder do campeonato trouxe três pontos da sua deslocação aos Açores nesta última jornada da primeira volta, graças a um brinde – mais um nesta época! – com que o CD Santa Clara resolveu mimosear o FC Porto! Não sabemos porquê, mas constatamos que, nesta época, o FC Porto colecciona brindes deste tipo… Tondela, Arouca, agora nos Açores! Corolário também desse autêntico “festival de brindes” é estarmos – agora, concluída que está a primeira volta do Campeonato – a sete pontos da liderança. Temos, pois, muita luta pela frente! Sabemos que somos o melhor ataque da prova e a equipa com melhor diferença de golos entre marcados e sofridos. Somos também a equipa que melhor futebol tem jogado. E temos pela frente 51 pontos, toda uma segunda volta, para disputar e conquistar. Vamos a eles! Tanto mais que os 42 pontos actuais (um ponto mais do que tínhamos no final da primeira volta do último campeonato) permitem, apesar da actual diferença para o líder, acalentar todas as esperanças para conquistar o Tri! É que esses 42 pontos mais os 51 que faltam disputar permitem atingir os 93 pontos… e esse somatório é, claramente, “cifra” de campeão! É nessa luta que estamos! E é nessa luta que vamos continuar! Força, Leões! Força, equipa!

CAMPEONATO NACIONAL III – Na próxima jornada, a primeira da segunda volta, temos o Casa Pia AC no José Alvalade. Sempre difícil. Este ano ainda mais difícil porque temos uma dúzia de jogadores ou lesionados ou ao serviço das suas selecções no CAN ou “tapados” por força de cartões encarnados ou amarelos. Sabemos, isso sim, que apresentaremos 11 jogadores em campo e um “banco” recheado de mais Leões! E também sabemos que o nosso timoneiro Rui Borges já deu sobejas provas da sua resiliência, do seu saber, do modo estoico como enfrenta todas as adversidades! Vamos a isso! Força, Leões! Força, equipa!

TAÇA DA LIGA – Entretanto começou a disputar-se a final-four desta prova. O nosso jogo das meias-finais teve lugar na terça-feira, em Leiria, contra o Vitória SC. Foi um jogo difícil, no qual – mais uma vez no fim do jogo e depois de termos desperdiçado várias vezes o nosso segundo golo – acabámos por sofrer dois golos. Corolário do resultado é estarmos afastados da final. E, claro, preocupados com as lesões de Ioannidis e de Eduardo Quaresma. São mais dois no estaleiro! Uma equipa inteira! Temos mesmo de ultrapassar esta fase negra de vários jogadores lesionados e castigados (para além dos que se encontram ao serviço das respectivas selecções). Força, Leões! Força, equipa! 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

P.S 1 – Ainda cheguei a pensar comentar as últimas intervenções públicas do actual treinador encarnado. Mas… nem vale a pena! O homem vive mesmo num “Mundo alternativo”… diz que ganha quando empata, fala de Fórmula 1 quando estamos no “Mundo do futebol”, refere que sofreu “autogolos” a propósito de golos marcados pelo Sporting CP… enfim, um chorrilho de confusões… coitado!

P.S 2 – Daniel Bragança e Debast recuperados, Luís Guilherme a chegar, Geny a voltar… ou seja, plantel a recompor-se! Oxalá!

P.S 3 – A UEFA inviabilizou a venda de bilhetes a Sportinguistas para o jogo da Champions em Bilbau. É o corolário de “pirotecnias e similares” usados por quem diz que defende e apoia o Clube! E assim o Sporting CP ficará a jogar sozinho… e nós impossibilitados de, em massa, ir apoiar o nosso Clube nesse difícil jogo na fantástica cidade de Bilbau, que – ainda por cima – tão bem acolhe os forasteiros (um “ambientazo”!), como pude comprovar quando lá jogámos, nas meias-finais da Liga Europa, em 2012!

P.S 4 – Ainda a tempo na presente Quadra Natalícia (quando escrevo é Dia de Reis!), votos de Boas Festas e de um excelente ano de 2026! Vamos ao Tri!

O ridículo não tem limites

Por Juvenal Carvalho
08 Jan, 2026

A primeira crónica do ano, em que aproveito para desejar a todos os Leões e Leoas um excelente ano de 2026, repleto de saúde e êxitos do nosso Clube, é sobre aquilo que tem sido uma verdadeira vergonha e que se vem passando com a impunidade de muitos que, bebendo do bornal e em forma de cartilha, vão alimentando o ruído de quem tem uma conhecida história secular de casos e casinhos – termo muito ligeiro – que em nada os dignifica, mas que, quais desmemoriados de conveniência, disparam com o calibre da falácia com comunicados atrás de comunicados.

Talvez esquecidos de um passado em que a história, mesmo que eles queiram, nunca se apaga, têm dedicado o seu tempo a esconder os fracassos em forma de milhões gastos mandados para o lixo, escudados na sua cartilha por alguns que comentam nas televisões com lentes rubras e que estão para o futebol como Pavarotti esteve para a Fórmula 1, que para agradar ao "dono" transformam jogadores rudimentares em jogadores de uma qualidade superlativa, só que não. Ninguém transforma mediocridade em obras-primas.

E como quem não se sente não é filho de boa gente e eu, filho do Fernando e da Alcina, gente humilde e bairrista, tenho neles o maior orgulho, sinto no ar uma campanha orquestrada por gente em que a palavra vergonha não consta do seu dicionário.

O propósito, todos o sabemos, no qual metem o seu "papagaio" de serviço a debitar palavras que sendo invariavelmente de choro estridente têm o condão de atingir – será algum trauma? – um clube que lhe pagava por ele falar bem inglês. E sabendo todos esse propósito, o qual serve para agradar aos seus acólitos, embora nem a todos lhes seja servida palha em doses industriais, porque existem muitos lúcidos que não consomem a sua verborreia, que de forma quase tão ridícula como a personagem em questão, até transforma empates em "vitórias". 

Mas também sabemos que, dado o peso da personagem, derivado de um passado que embora já comece a ser longínquo tudo se lhe perdoa, mesmo que possa ser "demência intelectual" o que atravessa na actualidade.

Mas o propósito dele e de outro que se especializou na arte do jogo rasteiro, não o que espalhava classe nos relvados, mas sim nos túneis, também tem o condão de pressionar e de recolher frutos.

Começou na passada sexta-feira o regresso a um passado que deveria ser erradicado, no qual os mesmos que choram hoje diziam "joguem mas é à bola" a cada protesto nosso dos "assaltos" a que éramos constantemente sujeitos?

Esta cruzada é real e será connosco todos unidos que a temos de desmontar. Após o jogo de Guimarães o presidente Frederico Varandas, quais palavras sábias, desmontou de forma inequívoca toda a estratégia das virgens ofendidas. E é no pressuposto da continuidade do nosso trabalho, aquele que é imagem de marca de uma transparência que fala por si, sem "padres nem missas", que seguiremos o nosso caminho.

Até ao fim... do fim. Sem baixar a guarda. O que eles querem, numa estratégia de "chico-espertismo", todos o sabemos. Descredibilizar e tentar com isso fazer chegar a bom porto a "verdade da mentira". 

Mas as mentiras repetidas muitas vezes, nunca serão verdade. Isso querem eles.

Ao Sporting Clube de Portugal resta trabalhar como tem feito. Por vezes, como em Barcelos, com pedregulhos pelo caminho. Estaremos atentos. Sem transformar empates em "vitórias".

2026: Renovar a Ambição

Por Mafalda Barbosa
08 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4058 do Jornal Sporting

É tempo de renovar compromissos.

De reforçar ideias.

De acreditar que o esforço diário acabará por dar frutos.

Entramos em 2026 com o peso da nossa História e com os objectivos firmemente apontados ao futuro. Com foco na estabilidade e na consolidação de um projeto desportivo que se quer consistente e sustentável.

Porque o Sporting Clube de Portugal entra sempre em cada ano com a ambição de ganhar, crescer e respeitar a sua História.

Novas contratações e renovações que reflectem a confiança mútua entre o Clube e os atletas, assegurando continuidade de um trabalho que privilegia a competência, a dedicação e o sentido de pertença.

O ano de 2026 será, acima de tudo, um ano de trabalho rigoroso, de união interna e de respeito pelos princípios que orientam o Clube.

Sabemos que os desafios são exigentes, mas acreditamos que a consistência, a competência e o envolvimento de toda a Família Sportinguista são fundamentais para alcançar os objectivos a que nos propomos diariamente.

Que este seja um ano de crescimento, de afirmação e de conquistas. Um ano em que cada contratação, cada renovação, cada regresso seja mais um passo firme na construção do Sporting CP que queremos.

Porque representar o Sporting CP é, acima de tudo, uma honra que se assume todos os dias.

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