Sporting CP fora da final
06 Jan, 2026
Leões perderam com o Vitória SC nas meias-finais da Taça da Liga (1-2)
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu esta terça-feira com o Vitória SC por 1-2 e não conseguiu apurar-se para a final da Taça da Liga. No Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, os verdes e brancos inauguraram cedo o marcador e podiam ter sentenciado a partida no decorrer do segundo tempo, mas pecaram na finalização e permitiram aos vimaranenses acreditar. Com dois golos no período de compensação, o conjunto de Guimarães deu a volta à história e afastou os Leões do jogo decisivo.
Com Daniel Bragança de regresso e o reforço Luís Guilherme em estreia nos convocados, Rui Borges apostou num onze inicial com apenas uma alteração relativa ao último confronto e o ‘miúdo’ Flávio Gonçalves, de 18 anos, assumiu pela primeira vez a titularidade entre os ‘graúdos’.
Numa gélida noite de Janeiro, foi morno o ritmo inicial da partida. Com Sporting CP e Vitória SC ainda a estudar-se, os primeiros dez minutos decorreram sem grandes incidências: aos quatro minutos, Flávio Gonçalves conduziu uma boa iniciativa pela linha e, aos oito, Oumar Camara apareceu bem colocado frente a Rui Silva, mas nenhuma das formações conseguiu dar o melhor seguimento às jogadas.
Quem o fez, letal como sempre e de pé quente como nunca, foi Luis Suárez. Aos 14’, Francisco Trincão fez a bola sobrevoar a defensiva vitoriana e isolou o colombiano, que na cara de Charles Silva rematou de primeira para inaugurar o marcador. Foi o primeiro golo na competição, o quinto em três jogos e o vigésimo da temporada para o camisola 97, que está num excelente momento de forma.

Os homens de Guimarães, apostando na velocidade pelas alas, procuraram responder à desvantagem. Aos 19’, Gonçalo Nogueira, no sítio certo, alvejou a baliza verde e branca, mas Matheus Reis deu o corpo ao manifesto e bloqueou o disparo. Aos 21’, novo aviso, desta vez pelos pés de Miguel Nóbrega. E, aos 23’, uma contrariedade: Fotis Ioannidis deixou-se cair no terreno de jogo em evidentes dificuldades físicas e acabou substituído por Alisson Santos.
Já com o brasileiro em campo, foi o Vitória SC a aproximar-se novamente com perigo da área verde e branca. Desta vez, o disparo de Diogo Sousa não passou muito longe do alvo.
À passagem da meia-hora de jogo, os Leões voltaram a ‘carregar’ e com um par de jogadas em aceleração conquistaram vários cantos consecutivos: no primeiro, Flávio Gonçalves rematou sem medos, mas a bola foi desviada e voltou a sair pela linha de fundo. No segundo, Eduardo Quaresma apareceu sozinho e mais alto do que toda a linha adversária, mas cabeceou por cima da trave.
Aos 35’, Luis Suárez encheu o pé na zona frontal esteve muito próximo de bisar, mas Charles Silva esticou-se todo e afastou a bola com uma sapatada. O Sporting CP começava a crescer no jogo e logo depois Alisson Santos podia ter voltado a ser feliz num palco que conhece bem: o extremo que o Sporting CP foi buscar à UD Leiria apareceu no lado direito da pequena-área para a sobra e atirou forte, mas o guardião vimaranense fechou a baliza com uma intervenção monumental e negou o 2-0 à formação de Alvalade.
Já para lá do tempo regulamentar, foi a vez de Rui Silva brilhar. Rodrigo Abascal viu o guardião do Sporting CP muito adiantado e tentou costurar um chapéu desde antes da linha de meio-campo, mas o internacional português mostrou reflexos, foi rápido a reposicionar-se e com uma palmada providencial segurou a vantagem com que os Leões desceram para os balneários.
O descanso pareceu ter feito bem aos comandados de Rui Borges, que regressaram com vontade de ir atrás do segundo golo. Aos 47’, a surgir já dentro da grande área, Francisco Trincão respondeu bem a um cruzamento de Alisson Santos e só não fez o segundo tento dos Leões por capricho do relvado.

Do outro lado, o Vitória SC também continuava a mostrar-se perigoso na transição e Nélson Oliveira, ainda de fora da área, dispôs de uma boa ocasião aos 49’, mas acabou a rematar muito por cima.
O jogo estava vivo e interessante e as ocasiões sucediam-se. Aos 51 minutos, Iván Fresneda serviu na perfeição João Simões e o jovem médio, já dentro da área, rodopiou sobre um adversário e rematou para mais uma boa defesa de Charles Silva - que voltou a ser importante três minutos depois, desta vez para travar uma tentativa de Luis Suárez.
Aos 67’, nova contrariedade para Rui Borges. Após um forte choque de cabeça, Eduardo Quaresma ficou combalido e o técnico verde e branco aproveitou para fazer uma dupla substituição, lançando Rômulo Jr. e Hidemasa Morita para dentro de campo. A faltar pouco menos de 25 minutos para o apito final, o jogo perdeu algum do seu fulgor, num registo mais físico, faltoso e com muitas interrupções.
Aos 84’, contudo, Alisson Santos encheu o pé já dentro da área e obrigou Charles Silva a mais uma defesa. Um momento de bom futebol que ‘despertou’ as bancadas, com os Sportinguistas a rugir alto e em bom som, mas também os jogadores no relvado: os verdes e brancos assumiram o controlo da posse e aos 89 minutos Francisco Trincão ‘abriu o livro’ já dentro da área, sentou um defesa e serviu Hidemasa Morita, que só não marcou porque Charles Silva não quis.
Já para lá dos 90’, Rui Borges fez mais uma dupla substituição e promoveu a estreia de Luís Guilherme, que saltou para o campo junto a Giorgi Kochorashvili para jogar o tempo de compensação mínimo de 11 minutos concedido pela equipa de arbitragem.
Mas os dois jogadores ainda não tinham tocado na bola quando Alioune Ndoye fez o empate. Aos 90+2’, e após uma jogada de entendimento pela direita, o avançado do Vitória SC apareceu na pequena área a finalizar sem hipóteses para Rui Silva.

Em contra-relógio, as duas equipas lançaram-se em busca do golo que carimbasse a passagem à final e evitasse a decisão nas grandes penalidades e os vimaranenses estiveram muito próximos de consumar a reviravolta aos 90+9’, na sequência de um pontapé de livre directo apontado por Matija Mitrovic que passou a rasar o poste.
O segundo golo do Vitória SC chegaria mesmo ao cair do pano, novamente por Alioune Ndoye, uma machadada dura para uma equipa que, com muitas condicionantes, podia ter dilatado a vantagem por diversas ocasiões, mas acabou a ser pouco eficaz e disse assim adeus à possibilidade de disputar o primeiro troféu de 2026.
Sporting CP: Rui Silva [GR], Matheus Reis, Francisco Trincão (Luís Guilherme, 90’), Maxi Araújo, Iván Fresneda, Morten Hjulmand, João Simões (Giorgi Kochorashvili, 90’), Flávio Gonçalves (Hidemasa Morita, 67’), Eduardo Quaresma (Rômulo Jr., 67’), Fotis Ioannidis (Alisson Santos, 24’) e Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Iván Fresneda (43’) e Giorgi Kochorashvili (90+9’).