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Foto César Santos

"O teu reinado voltou, porque em Portugal melhor no hóquei não há"

Por Jornal Sporting
02 Jun, 2018

O sonho tornou-se realidade e os rapazes do stick voltaram a ser campeões. Para o míster Paulo Freitas foi uma vitória “excepcional”, João Pinto sentiu um “orgulho imenso” e Gilberto Borges viveu “um dos dias mais felizes” da sua vida

Cada vez faltava menos. Os nervos apertaram com o golo do FC Porto quase ao cair do pano, mas os leões não desistiram. Nunca. Acreditaram, como fizeram desde o primeiro dia, em plena simbiose com os adeptos. O apitou soou, as lágrimas soltaram-se e os abraços ganharam forma.

Paulo Freitas, míster leonino, não conseguiu ficar indiferente a este momento histórico, que pertence a muita gente. “Ganhámos de forma excepcional. Sou apenas o treinador. Isto é fruto do trabalho de muita gente. Os meus jogadores e a minha equipa técnica foram de outro Mundo. Temos de realçar que sem estes adeptos nada disto seria possível”, começou por explicar ao Jornal Sporting.

Quem concordou foi Gilberto Borges, director da modalidade, que também não escondeu tudo aquilo que este título representa para a secção. “Sinto-me concretizado. É um dos dias mais felizes da minha vida. Há quatro anos, quando o hóquei foi oficializado, tínhamos prometido que iríamos ser campeões. É estupendo o que aconteceu”, confessou de forma emocionada, passando o stick a Rui Caeiro, membro do Conselho directivo verde e branco.

“Quero agradecer ao Presidente que tudo deu a esta secção. É um ano fantástico para todas as modalidades e esta é uma grande vitória que pertence a todos os Sportinguistas. Obrigada a eles, pelo apoio que sempre dão ao Sporting”, concluiu o dirigente leonino.

A mensagem de esperança

“Este é nosso”, gritou Ângelo Girão com uma enorme felicidade estampada no rosto, enquanto os Sportinguistas entoavam cânticos com o seu nome. “Estamos no melhor Clube do Mundo e este público é o rosto desta conquista”, vincou, revelando uma particularidade. “Esta manhã enviei uma mensagem aos meus companheiros a dizer que tínhamos tudo para concretizar este momento histórico do Clube e conseguimos. Foi a nossa forma de retribuir o quanto os adeptos puxam por nós, pelo Sporting”, contou, por entre inúmeros festejos da equipa.

Com a braçadeira de capitão bem apertada no braço, o mustang João Pinto abriu a alma... e o coração: “Escrevemos história e nada é mais justo do que isso... é um orgulho imenso! Estes adeptos, estes jogadores e este staff merecem tudo. Ninguém sabe o quanto a família do hóquei em patins trabalhou para chegar a este momento”, rematou. Para golo, claro. O mais saboroso de todos.

Leia mais reacções à conquista do título nacional

Ferran Font

“Agora, este Clube está onde merece. Só quero agradecer a todos os presentes por aquilo que passámos juntos. O Sporting é muito grande”

Matías Platero

“Lutámos pelo Sporting com tudo e este é o resultado final. O nosso pensamento sempre foi sermos campeões, não podíamos pedir mais nada, só nos resta agradecer”

Caio

“A nossa garra e esta moldura humana fizeram de tudo isto muito especial. Fomos melhores e mais unidos e este campeonato tinha que ser nosso”

Zé Diogo

“O sofrimento durante toda a época foi muito. Somos um grupo vencedor depois de tudo aquilo que passámos. Este é o dia mais feliz da minha vida”

Tony Pérez

“Trabalhámos muito por este campeonato. Esta equipa trabalhou para ganhar e conseguiu. Este é nosso, só nosso”

Foto César Santos

Sporting CP sagra-se campeão nacional

Por Jornal Sporting
02 Jun, 2018

​30 anos depois, o leão voltou a ser o rei da selva. O mesmo que dizer que o Sporting conquistou o título de campeão nacional, que fugia desde 1987/88. Vitória no clássico foi a cereja no topo do bolo

“Ohhhhhh, o campeão voltouuuuuu, o campeão voltou, o campeão voltou, o campeão voltouuuuuu”. A música, mais ou menos com esta entoação, não nos sai da cabeça. Nem a nós, nem a quase 2500 Sportinguistas que este sábado festejaram no Pavilhão João Rocha, a plenos pulmões, a conquista do título nacional por parte da equipa de hóquei em patins verde e branca. Pudera, o grito na garganta estava preso desde a temporada 1987/88, altura das últimas celebrações. Trinta anos depois, e com uma vitória saborosa num clássico de alta intensidade (4-3), o feito não podia ser mais especial.

Com o campeonato à distância de um triunfo, os comandados de Paulo Freitas entraram na partida decisiva frente ao FC Porto a todo o gás e adiantaram-se no marcador logo aos cinco minutos, por intermédio de Caio, num remate cheio de intenção (5’). Obrigados a correr atrás do prejuízo, os dragões reagiram e conseguiram empatar ainda antes do intervalo, depois de Hélder Nunes ter aproveitado um ressalto ‘à boca’ da baliza (21’).

No segundo tempo, Girão voltou a fazer jus à alcunha de ‘muralha humana’, sendo decisivo na partida. Tal como aos 28’, quando o internacional português negou o golo a Gonçalo Alves com uma defesa de belo efeito. Em sentido inverso, Toni Pérez até introduziu a bola na baliza azul e branca, mas o lance não foi validado por alegado ‘golpe duplo’ – decisão muito contestada no banco de suplentes leonino.

Com o cronómetro a dar início a um ‘jogo de nervos’, para ambos os lados, foi Pedro Gil, uma vez mais, a fazer levantar a incrível moldura humana verde e branca que marcou presença nas bancadas. Com uma ‘stickada’ do meio da rua não deu hipóteses de defesa ao guardião Carles Grau e aumentou para 2-1 (37’). Depois, foi Ferran Font a castigar a 10.ª falta do FC Porto com uma execução de alto nível do consequente livre directo (42’).

Gonçalo Alves ainda reduziu para o FC Porto (3-2) aos 45’, mas Pedro Gil teve arte e engenho para bisar logo de seguida (46’). Num final de loucos, típico de um clássico electrizante, Rafa chegou a apontar o 4-3 a 47 segundos do fim, mas o destino estava traçado: o leão voltou a ser o rei da selva, a uma jornada do fim do campeonato.

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