Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Taxonomy term

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "A responsabilidade está toda do nosso lado"

Por Sporting CP
31 Mar, 2023

Leões regressam à Liga frente ao CD Santa Clara (sábado, 20h30)

De volta à acção e à Liga Portugal, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebe, este sábado (20h30), o CD Santa Clara, em pleno Estádio José Alvalade, num encontro referente à 26.ª jornada.

Na véspera da partida, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para lançar o embate com os açorianos, começando, porém, por abordar a forma como aproveitou o período de paragem para os compromissos internacionais.

“Estas paragens podem ser sempre bem aproveitadas. Tivemos vários jogadores para trabalhar, outros foram para as selecções e, contrariamente a outras vezes, todos tiveram tempo de jogo, o que é benéfico para eles. Há o outro lado também, alguns chegam mais cansados e um ou outro poderá descansar, mas toda a gente está pronta para jogar e os melhores vão a jogo neste fim-de-semana”, disse inicialmente aos jornalistas presentes na sala de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Agora, até ao fim da temporada, os Leões enfrentam dois meses de muitos jogos e onde tudo se decidirá nas frentes que estão em disputa. Quanto ao número elevado de jogos, o técnico verde e branco acredita que “é melhor assim”, justificando que “os jogadores são melhores consoante quantos mais jogos tiverem”.

“Estamos numa boa fase, a crescer ao longo da época, não temos sofrido golos, portanto usamos este tempo para melhorar e relembramos os passos em falso que já demos no passado. Temos ainda muitos objectivos esta época: temos a UEFA Europa League, o campeonato e queremos ir à UEFA Champions League”, apontou Amorim, acrescentando: “Quanto a mim foi uma paragem benéfica, mas vamos ver amanhã”.

Continuando o seu discurso habitual, Rúben Amorim salientou que o foco mantém-se “jogo a jogo” e mostrou-se confiante que, “ganhando todos os jogos”, a turma de Alvalade atingirá “a UEFA Champions League ou pelo menos a pré-eliminatória”. No entanto, não escondeu que resta também “olhar um bocadinho para os outros”, nomeadamente FC Porto e SC Braga, “porque é preciso que eles percam pontos, uma vez que já jogámos contra eles”, atentou.

De seguida, o treinador do Sporting CP debruçou-se sobre o adversário deste sábado: um CD Santa Clara que chega a Alvalade no 18.º - e último – lugar da classificação. Amorim reconheceu que há “alguma incerteza” em relação à abordagem dos açorianos e admitiu esperar “um jogo complicado”, destacando sempre a responsabilidade verde e branca: “Temos de ganhar, a responsabilidade está toda do nosso lado”.

“Nos últimos dois jogos jogaram com uma linha de cinco [defesas], mas com esta paragem o novo treinador pode mudar alguma coisa. Reparámos que repetiu alguns jogadores nos últimos dois jogos. É uma equipa que vive um momento muito difícil, mas de certeza que depois desta paragem vem melhor preparada e chega sem responsabilidade, mesmo precisando de pontos”, projectou sobre o CD Santa Clara.

Por sua vez, Rúben Amorim realçou que os seus jogadores estão “mais concentrados” e considera que “os últimos resultados provam isso”. “Tivemos bons resultados nas competições europeias e, depois, viemos para o campeonato e fizemos boas exibições. O não sofrer golos acho que também revela muito esse crescimento. Temos de ter na cabeça que, se não dermos o máximo, podemos perder. Assim, seremos mais fortes”, reforçou, acrescentando: “A equipa está mais preparada, melhor tacticamente e tecnicamente e o plantel está mais completo. Pode haver maior rotação na equipa sem haver oscilação na qualidade e os últimos jogos também provaram isso. Ajuda a equipa a crescer, porque todos eles têm de estar mais aptos e concentrados durante a semana para jogarem, senão entram outros”.

Já depois de se ter mostrado satisfeito pelos elogios que recebeu recentemente de Pedro Porro, admitindo que fica “com o carinho dos jogadores”, o treinador do Sporting CP abordou algumas questões individuais sobre Hector Bellerín e Luís Neto e as suas possíveis continuidades ou não de Leão ao peito depois do fim da temporada. “O planeamento está feito, mas ainda há dois meses de época”, atirou Amorim, revelando que “não há decisões tomadas, porque a época ainda não acabou”.

“[Bellerín] Tem tido pouco jogo porque tem estado lesionado e esta semana ainda não treinou com a equipa. Está a fazer a sua recuperação passo a passo”, disse sobre o lateral espanhol, antes de falar sobre a situação de Luís Neto: “Já dei o meu aval para a sua renovação, por tudo aquilo que deu e dá à equipa. Agora está a passar um momento difícil, esteve muito tempo parado e outro ‘problema’ também é a qualidade dos colegas que jogam na sua posição”.

Ao mesmo tempo, questionado sobre se gostaria de contar com um novo avançado na equipa, Amorim revelou-se “muito satisfeito” com os jogadores que tem: “O nosso projecto assenta na formação, temos três avançados de qualidade [Paulinho, Youssef Chermiti e Rodrigo Ribeiro] e outros que podem fazer a posição”.

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Mudar o chip nos jogadores e ganhar o jogo"

Por Sporting CP
11 Mar, 2023

Sporting CP enfrenta Boavista FC em Alvalade (domingo, 20h30)

Após o empate em Alvalade diante do Arsenal FC (2-2), os Leões estão de regresso à Liga. A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai receber, este domingo (20h30), o Boavista FC no jogo relativo à 24.ª jornada.

Na véspera da partida, Rúben Amorim, treinador Leonino, esteve, esta quinta-feira, em conferência de imprensa para lançar o jogo frente aos axadrezados, alertando desde logo para “o perigo e a importância do jogo e a responsabilidade da equipa” Leonina.

“Temos de vencer o jogo. Olhámos para a primeira volta, quando tivemos uma sequência parecida com esta - com vitórias na UEFA Champions League -, embora desta vez não tenhamos ganho, e depois não conseguimos fazer o nosso trabalho quando a nossa responsabilidade era mais alta. No nosso campeonato temos uma responsabilidade diferente e foi isso que lhes transmitimos, com muita informação táctica daquilo que o Boavista FC é actualmente”, introduziu o técnico, antes de abordar o bom momento do Boavista FC.

“Mudaram de sistema, agora jogam em 4-3-3, têm uma boa dinâmica de jogo e estão tranquilos na tabela”, sublinhou sobre o conjunto orientado por Petit, que está em oitavo na Liga e não perde há duas jornadas – triunfo em Paços de Ferreira (1-3) e nulo em casa frente ao FC Arouca.

Já do lado verde e branco, Amorim confirmou que há duas baixas confirmadas para o jogo. O lateral Héctor Bellerín “continua de fora” e o guarda-redes Antonio Adán “também não está apto, tem uma lesão e não sabemos se também estará para quinta-feira”, revelou.

Agora, o técnico Leonino destacou que o foco está em “mudar o chip nos jogadores e ganhar o jogo”.

“Sabemos que perdemos ali [Arsenal FC] uma boa oportunidade para ir para a segunda mão de uma maneira diferente, mas agora isso já passou e temos a responsabilidade do campeonato. Temos de correr atrás dos nossos rivais, jogar bem, ser intensos e muito concentrados, porque vamos encontrar uma equipa que vai fazer um bocadinho aquilo que nós fizemos ao Arsenal FC: com menos responsabilidade no jogo, vai estar mais atrás e tentar explorar as transições”, projectou, acrescentando: “É uma equipa combativa, mudaram para um 4-3-3 e nós, com pouco tempo para preparar, mostrámos isso aos jogadores, mas não mudámos muito consoante a pressão de uma linha de quatro. Estamos à espera de um Boavista FC sem pressão, a fazer bons resultados, com um avançado a fazer golos e com jogadores com talento nos corredores, como o [Kenji] Gorré e o [Salvador] Agra”.

Além disso, apesar das diferenças actuais nos axadrezados, Rúben Amorim relembrou o desaire no Bessa, por 2-1, na primeira volta como alerta para este domingo.

“Tivemos muitas oportunidades e sofremos dois golos, um grande golo numa transição e um penálti que fizemos no fim do jogo. Também é de relembrar que se ganharmos, fazemos mais oito pontos do que fizemos na primeira volta, para termos noção do que isso transmitiria hoje em relação à tabela do campeonato”, enalteceu ainda, acrescentando: “Tem sido difícil, mas como treinador tem sido bom, porque nunca vi ninguém crescer sem passar por isto”.

Ainda assim, o treinador frisou que “ainda há muito por fazer” e há “um plano claro” a seguir, estando o foco assente em “ganhar jogos para fazer crescer a equipa”.

“Sabemos da importância da UEFA Champions League e agora temos a UEFA Europa League. O Sporting CP em 40 anos ganhou três títulos [de Campeão Nacional], se nós, em seis anos, ganharmos dois é um crescimento. Isso está na minha cabeça”, apontou, abordando o projecto do Sporting CP.

Por fim, questionado sobre a entrada de Fatawu diante do Arsenal FC, que por ter cumprido o terceiro jogo a nível sénior nas competições europeias este ano já não poderá disputar a UEFA Youth League - Leões estão nos quartos-de-final -, Amorim esclareceu que “sabia da regra, obviamente”, no entanto realçou que na sua visão o grande objectivo é "meter jogadores na equipa A". “A formação não está lá para ganhar a UEFA Youth League. Tem obrigação de lutar por ela, mas a ideia da formação é meter jogadores na equipa A. Para mim, a formação já ganhou quando o Fatawu jogou com o Arsenal FC”, reforçou.

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Vamos mais confiantes"

Por Sporting CP
26 Fev, 2023

Sporting CP recebe GD Estoril Praia (segunda-feira, 19h00)

De regresso à Liga Portugal, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai enfrentar, esta segunda-feira, o GD Estoril Praia, no Estádio José Alvalade, numa partida a contar para a 22.ª jornada.

Na véspera do encontro, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para lançar o confronto com o 15.º classificado do campeonato, que vem de duas derrotas consecutivas que resultaram no despedimento do técnico Nélson Veríssimo. Ainda assim, alertou para a qualidade do plantel estorilista.

“Não passa por um bom momento, mas tem jogadores com muito talento e com muita escola. E nestes jogos, libertos de responsabilidade e com o Sporting CP a ser favorito, de certeza que vão colocar muitos problemas à nossa equipa. Olhámos muito para o que fizeram contra nós na primeira volta, porque não devem mudar assim tanto, e olhamos também para os jogos da equipa de sub-23 para ver nuances do novo treinador”, começou por perspectivar aos jornalistas presentes na sala de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, antes de traçar a ambição verde e branca para este encontro, para o qual o médio Manuel Ugarte estará suspenso.

“Não temos o Ugarte, que já precisava de descansar, mas vamos apresentar uma equipa forte. Prevemos um jogo difícil, é o terceiro nesta semana, mas acima de tudo vamos mais confiantes. Prefiro assim, temos duas vitórias consecutivas, mas queremos mais e é isso que vamos tentar fazer”, sublinhou, acrescentando: “A preparação foi igual, mas o facto de virmos de vitórias e de termos passado na eliminatória [da UEFA Europa League] dá-nos uma confiança extra para este jogo”.

Por sua vez, questionado sobre o Arsenal FC, adversário sorteado nos oitavos-de-final da UEFA Europa League, o técnico Leonino escusou-se a fazer qualquer comentário, reforçando que, agora, a cabeça tem de estar no jogo de segunda-feira. “O nosso foco é no GD Estoril Praia. Não quero ninguém a pensar nisso, não nos interessa agora. O grande objectivo é chegar a esse jogo com mais duas vitórias”, sublinhou, justificando.

De seguida, Rúben Amorim abordou ainda as várias opções à disposição para suprir a ausência de Manuel Ugarte, um dos jogadores mais utilizados esta época, mas sem abrir totalmente o jogo.

“Há soluções e não podemos perder o equilíbrio, que não pode estar dependente de um jogador, embora saibamos da sua importância. O Dário [Essugo] não desapareceu, está lesionado e por isso é que não tem estado nas contas. Terá de entrar lá um jogador que poderá ser o Mateo [Tanlogo], que ainda não tem muita experiência, mas é um jogador inteligente. Poderemos meter lá outro jogador como o Morita, que tem outras características e dá-nos outra capacidade na construção. Vamos ver, não vou entregar o jogo agora”, introduziu, antes de falar sobre a evolução de Tanlongo de Leão ao peito.

“Precisa de tempo. O Ugarte também precisou, mas já jogava em Portugal. O Mateo chegou com um mês e meio de paragem, precisa de crescer e tem de ultrapassar os outros”, atirou, antes de frisar que o jovem Mateus Fernandes, utilizado no último encontro, na Dinamarca, também poderá ser uma opção a ter em conta.

“Não vejo isso como segunda oportunidade. Se ele está connosco ou na B tem mais que ver com o facto de se falta algum jogador ou outro, é fazer as contas aos médios. Se não estiver connosco tem de jogar na B para ter minutos e [os jovens] vão subindo e descendo. A aposta não é uma questão de, a partir de agora, ter de jogar sempre. O Mateus é uma possibilidade para jogar este jogo, vamos ver”, referiu, realçando: “O importante é saber que já o Dário foi titular com 17 anos, o Mateus com 18 e o Youssef [Chermiti] fez três jogos a titular também. Para mim, eles são mais uma opção e quem tiver de jogar, jogará”.

Além disso, instado a comentar as recentes palavras de Pep Guardiola, treinador do Manchester City FC, que considerou Amorim como “um dos melhores treinadores da actualidade”, o técnico dos Leões destacou que “é sempre bom ouvir”, no entanto quer focar-se na “realidade” verde e branca.

“A minha realidade passa por, na semana passada, lenços brancos dos meus adeptos e por uma época muito aquém. Não tenho ilusões, os resultados é que ditam tudo. Eu não quero abrir portas a Inglaterra, já tive alguns contactos, mas estou muito feliz aqui, não estou à procura de nada e o que eu quero é não desiludir os meus adeptos”, atentou.

Por fim, com a primeira convocatória de Roberto Martínez, novo seleccionador nacional, a aproximar-se, Rúben Amorim falou sobre as possibilidades dos seus jogadores serem chamados.

“Digo o mesmo que dizia com o míster Fernando Santos: há muita gente para escolher. Vamos ver como é que o míster Roberto Martínez vai jogar, poderá ser com três centrais, o que pode ajudar o [Gonçalo] Inácio, por exemplo, embora já estejamos a jogar muitas vezes com uma linha de quatro [defesas], porque o Nuno [Santos] está sempre subido. Espero que eles tenham oportunidades de ir à selecção, mas vamos ver, porque é difícil escolher”, concluiu.

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Temos de voltar à nossa forma de jogar"

Por Sporting CP
19 Fev, 2023

Leões visitam GD Chaves na segunda-feira (19h00)

De regresso à Liga Portugal, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai enfrentar, esta segunda-feira, o GD Chaves no encontro da 21.ª jornada. Já neste domingo, na véspera do embate, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para projectar a deslocação a casa dos flavienses que estão seguros na classificação, assentes no 11.º lugar, mas com os mesmos 26 pontos que o oitavo.

“Acima de tudo, temos de ter cuidado com as transições e fazer golos. Aqui [no 0-2 da primeira volta, em Alvalade] foi uma primeira parte em que tivemos muitas oportunidades, mas não conseguimos marcar. Obviamente, temos de jogar melhor do que no último jogo da UEFA Europe League para vencer este encontro. Sabemos que é um estádio complicado e frente a uma equipa sem pressão e nós temos de ganhar todos os jogos, principalmente não estando numa fase tão boa”, começou por dizer aos jornalistas na sala de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Além disso, o técnico verde e branco apontou que os jogadores “treinaram bem e estão preparados”. “Conhecemos bem a equipa do GD Chaves e esperamos um bom desempenho da nossa parte. Temos de voltar à nossa forma de jogar”, realçou, antes de abordar o momento menos bom do Sporting CP.

“Há essas fases no futebol e o que nós temos de fazer é jogar bem. Com o FC Porto jogámos bem, mas no último não tanto. Há muita coisa para agarrar desse jogo, olhar para a parte táctica e técnica e melhorar para o seguinte. A parte boa destas semanas com três jogos é que podemos ganhar e entrar logo nessa sequência”, atirou, considerando ainda que os Leões vão “crescer com estas fases”.

“Tenho aprendido que consigo sobreviver a estas fases. Ficamos sem dormir, mas conseguimos gerir. Quando estamos a ganhar deixámos passar algumas coisas, por isso isto faz-nos pensar no que temos de mudar: como temos de planear a pré-época, quais as alterações ao sistema táctico ou no nosso jogo. Por isso, diria que estas fases são essenciais, vão dar-nos muito jeito no futuro, mas custa muito”, sublinhou, completando: “Vamos crescer com estas fases, vamos evoluir, eu vou ser melhor treinador e vamos ser melhor equipa também no futuro”.

“Temos de olhar para o contexto de cada jogo. Sempre tivemos o apoio dos Sportinguistas, agora estamos no quarto lugar e temos de assumir isso e fazer o nosso papel, e os adeptos voltarão em peso ao estádio”, referiu, seguidamente.

Já quando questionado sobre as dificuldades da equipa em materializar as suas ocasiões, Amorim considera que embora estejam a ser criadas “mais do que nos anos anteriores”, há melhorias a fazer, sobretudo, na finalização.

“Podemos melhorar em todos os momentos do jogo, mas se temos falhado na concretização é porque o resto está a ser bem feito. A verdade é que já tivemos recentemente uma sequência de jogos em que marcámos cinco golos num jogo, seis e depois três. A verdade é que vivemos de golos e de vitórias e temos sofrido demasiados e marcado poucos para as situações que estamos a criar. E o jogo com o GD Chaves foi um reflexo disso”, recordou, reforçando: “Temos de melhorar na concretização e, se algo correr mal no jogo, temos de manter a nossa identidade”.

Perspectivando o duelo em Trás-os-Montes, Rúben Amorim traçou alguns dos aspectos a manter debaixo de olho para regressar às vitórias, procurando ultrapassar um emblema que nos últimos seis jogos tem apenas uma derrota – quatro empates e um triunfo.

“Nós, fazendo um golo, melhorámos muito o nosso jogo. Os adversários têm de se abrir um pouco mais, nós ficamos mais confiantes e a partir daí somos uma equipa totalmente diferente. Com o GD Chaves temos de tentar evitar as transições, saber jogar mais simples depois de alguma perda na construção e é isso que nós treinamos. A confiança vem muito dos resultados, golos marcados e de não sofrer golos”, destacou.

Apesar das várias baixas que o GD Chaves terá de enfrentar, o treinador da turma de Alvalade preferiu manter o foco na sua equipa. “Para nós é sempre tudo muito difícil. Não ligamos a isso e sabemos que vão apresentar uma equipa competitiva. Nós temos de ganhar o jogo independentemente de quem está do outro lado. O GD Chaves vai estar sem pressão, é uma equipa muito bem trabalhada e que está confortável na tabela”, reafirmou, antes de confirmar também que, do lado verde e branco, o médio Hidemasa Morita está de regresso após lesão.

Em Chaves, Amorim vai chegar aos 100 jogos pelo Sporting CP na Liga, um número que o deixa satisfeito, além de ter considerado o título de campeão em 2020/2021 como o melhor momento deste trajecto.

“Sinto que estragámos um bocado a média ultimamente, era muito boa. Para já, obviamente é um orgulho estar num clube tão grande como o Sporting CP e chegar aos 100 jogos. É difícil escolher o melhor momento e não gosto de falar por ter sido há tanto tempo, mas ser campeão traz realização a qualquer treinador”, frisou, realçando: “Sinto-me bastante realizado. Pensava que tinha nascido para ser jogador e afinal acho que nasci um bocado mais para ser treinador”.

Por fim, o treinador de 38 anos reafirmou a confiança em Antonio Adán, revelando a importância do papel do técnico Vital nesse processo. “O Vital é sempre exemplar nisso e fomos ver quantas acções teve o Antonio com os pés, partindo daí para preparar o jogo com o GD Chaves. Obviamente que isto conta pouco quando um guarda-redes erra, porque tem muita visibilidade e o Adán tem errado aqui ou ali esta época, mas senti-o muito confiante, porque é muito experiente. O Vital disse-me que está tudo bem e mantemos a nossa confiança no Antonio”, sublinhou, antes de falar também sobre as vantagens de ter ‘Pote’ em zonas mais avançadas.

“A verdade é que o Pedro Gonçalves nos faz muita falta quando precisamos de fazer golos. Mesmo jogando a médio centro foi quase sempre o jogador a chegar sempre à área, porque é algo que está dentro dele”, disse, justificando ainda que as circunstâncias não permitiram fazê-lo: “O Dário [Essugo] estava a jogar bastante e também se lesionou. O Mateo [Tanlongo] precisa de tempo para se adaptar. Nós colocamos o segundo médio entrelinhas e imagino aí o Ugarte com alguma dificuldade. Já pensámos nessas opções, mas consoante as características não tem dado para fazer essa alteração”.

Foto José Lorvão

Rúben Amorim: "Ser consistente nas vitórias é o que a equipa precisa"

Por Sporting CP
07 Fev, 2023

Treinador reagiu ao triunfo em Vila do Conde

Após o triunfo em casa do Rio Ave FC (0-1), Rúben Amorim, treinador dos Leões, fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, começando por abordar a exibição do jovem Youssef Chermiti ao realçar que “é um jogador que trabalha muito”.

“O golo deu-nos a vitória e isso tem maior destaque, mas na primeira parte foi talvez o melhor jogador na primeira parte a segurar a bola e a conseguir servir os seus companheiros. Fez o seu trabalho, esteve muito bem e depois resolveu o jogo numa oportunidade que teve”, começou por dizer aos jornalistas presentes na sala de imprensa do Estádio dos Arcos, antes de analisar a partida na sua globalidade.

“Foi um jogo muito equilibrado, de muitos duelos. Na segunda parte empurrámos o Rio Ave FC, mas sem criar ocasiões, porque não conseguimos desbloquear o jogo individualmente. Foi ficando mais difícil, mas no fim acabou por vencer a equipa que quis mais e que tinha mais responsabilidade”, considerou o técnico verde e branco.

De seguida, Amorim revelou ainda aquilo que procurou transmitir aos jogadores ao intervalo para mudar o rumo dos acontecimentos.

“Tínhamos de ser melhores no um-contra-um e a segurar a bola de costas, porque depois teríamos o campo aberto. Isso mudou um pouco, o Rio Ave FC juntou-se mais e faltou-nos capacidade para meter a bola nos corredores e alguém sair de um jogador. Tentámos com alas e não laterais nos corredores, mas acabámos por não criar muitas situações e controlámos bem as transições do adversário”, resumiu, acrescentando: “Foi um jogo muito encaixado, mas não sendo uma grande exibição, fomos a equipa que mais procurou a vitória”.

Além disso, destacou que “mais do que tudo, ser consistente nas vitórias é o que esta equipa precisa”, realçando que nesta fase prefere focar-se “no crescimento e consistência da equipa” e não na classificação: “Trabalhar sobre vitórias é sempre bom e é importante para preparar o próximo jogo”.

Ora, questionado também sobre o clássico que se segue em Alvalade para a Liga, Rúben Amorim considerou que “não se pode tirar muita coisa” do jogo de hoje para esse embate, porque “é um jogo completamente diferente”, justificou, antes de não abrir o jogo quanto a uma nova aposta em Chermiti como titular.

“É mais uma opção para o próximo jogo, mas não sei como vamos jogar, ainda vamos preparar o jogo. Cada vez mais fica claro que é uma opção válida”, enalteceu, abordando depois a estreia de Ousmane Diomande pelo Sporting CP, em Vila do Conde.

“É rápido e queria um jogador forte para os duelos e com capacidade para ter bola, e isso ele demonstrou”, disse o treinador Leonino, frisando: “Vamos precisar de todos os jogadores”.

Foto José Lorvão

Triunfo em Vila do Conde

Por Sporting CP
07 Fev, 2023

Chermiti resolveu perto do fim frente ao Rio Ave FC (0-1)

Não foi nada fácil, mas a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal venceu, esta segunda-feira à noite, o Rio Ave FC por 0-1 no jogo da 19.ª jornada da Liga Portugal.

Num jogo extremamente fechado, o jovem Youssef Chermiti foi oportuno e eficaz e acabou por estrear-se a marcar na equipa principal quando os Leões mais o precisavam. Numa noite fria em Vila do Conde, descongelou o marcador já aos 84 minutos e, assim, pescou três pontos numa deslocação sempre difícil - e antes do clássico frente ao FC Porto em Alvalade.

Pela frente esteve um Rio Ave FC assente no 13.º lugar e que, embora chegasse a este duelo após cinco jogos sem ganhar na Liga, já mostrou do que era capaz no seu estádio ao bater o FC Porto por 3-1 na quarta jornada.

Por sua vez, comparativamente ao onze verde e branco que goleou o SC Braga na jornada anterior (5-0), Rúben Amorim promoveu apenas uma alteração - forçada -, lançando Matheus Reis para substituir Sebastián Coates, que viu o quinto amarelo na prova e ficou de fora da deslocação a Vila do Conde - o guardião Antonio Adán foi o capitão.

Assim, Youssef Chermiti, de 18 anos, continuou a ser a aposta no lugar do também suspenso Paulinho – a cumprir o segundo de três jogos de castigo – e pela primeira vez os reforços de Inverno Ousmane Diomande e Héctor Bellerín fizeram parte da ficha de jogo, começando ambos no banco de suplentes, onde se sentou também Jovane Cabral – de volta à convocatória.

Depois de dez minutos iniciais repartidos, onde o Rio Ave FC de Luís Freire conseguiu pressionar mais alto, a turma de Alvalade foi-se sentindo cada vez mais confortável no rápido relvado vilacondense e foi tomando conta da posse de bola (44%-56% ao intervalo), tentando ora dar largura ao jogo, ora encontrar os apoios frontais de Chermiti – somou várias boas acções, dando sempre continuidade ao jogo Leonino.

Desta forma, Pedro Gonçalves surgiu em boa posição, mas viu o seu remate bloqueado e Hidemasa Morita, à entrada da área, atirou forte e ao lado à passagem dos vinte minutos. No entanto, apesar deste ascendente do Sporting CP, a formação da casa manteve-se organizada e também tentou mostrar-se no ataque, sobretudo em transições e pontapés de canto, porém sem criar real perigo.

Para trás ficaram assim 45 minutos demasiado fechados, com escassas ocasiões de golo e, por isso, o nulo seguiu inalterado para o descanso. Contudo, logo no reatamento, tudo podia ter mudado e foi o Rio Ave FC a ameaçar - pela primeira vez no jogo - e com muito perigo: Boateng embalou em direcção à área verde e branca e só uma enorme ‘mancha’ de Adán impediu o golo local.

De imediato, aos 55 minutos, Rúben Amorim mexeu à procura de dar mais imprevisibilidade ao jogo Leonino e apostou em Francisco Trincão e Arthur Gomes, saindo Marcus Edwards e Nuno Santos, que estava em risco de exclusão. Cerca de dez minutos depois chegou a resposta dos Leões, com Pedro Gonçalves a ficar muito perto de marcar, não fosse o seu remate de fora da área encontrar-se com a trave.

Ainda assim, o encaixe em campo, os vários duelos e o ´nó´ no marcador foram permanecendo, levando Amorim a arriscar novamente a partir do banco: Jovane Cabral entrou por Ricardo Esgaio, tendo passado Trincão para a ala direita. Foram sempre mais as aproximações Leoninas à área adversária, porém nem os cruzamentos estavam a encontrar o destinatário certo, nem estava fácil descortinar um caminho para o golo por entre a organizada defesa vilacondense.

Ora, seria já tarde e quando mais parecia necessário que o golo verde e branco acabaria por ser conseguido. Aos 84 minutos, um excelente passe na diagonal de Gonçalo Inácio encontrou Chermiti solto e o jovem avançado mostrou a eficácia necessária, atirando cruzado para o fundo das redes. Foi o primeiro golo de Chermiti na equipa principal do Sporting CP - festejado efusivamente pela equipa e pelos cerca de mil Sportinguistas nas bancadas – e seria mesmo o golo que resolveu a partida.

De seguida, os reforços Diomande e Bellerín foram as derradeiras apostas e entraram para estrear-se de Leão ao peito numa recta final em que, apesar do esforço local, a equipa verde e branca garantiu os três pontos com segurança. Esta foi a segunda vitória consecutiva dos comandados de Amorim e novamente sem sofrer golos.

Com este triunfo, o Sporting CP continua no quarto lugar, agora com 38 pontos, antes de na próxima jornada receber o FC Porto.

Sporting CP: Antonio Adán [GR] [C], Ricardo Esgaio (Jovane Cabral 75’), Jeremiah St. Juste, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Ousmane Diomande 87’), Nuno Santos (Arthur Gomes 55’), Manuel Ugarte, Hidemasa Morita, Marcus Edwards (Francisco Trincão 55’), Pedro Gonçalves (Héctor Bellerín 87’) e Youssef Chermiti.

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Estamos com boas sensações"

Por Sporting CP
28 Dez, 2022

Leões despedem 2022 com recepção ao FC Paços de Ferreira

De regresso à Liga Portugal, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebe, esta quinta-feira (21h15), o FC Paços de Ferreira no jogo referente à 14.ª jornada, o último também neste ano que agora se encerra.

Na véspera da partida, o treinador Rúben Amorim esteve em conferência de imprensa, na Academia Cristiano Ronaldo, para perspectivar o encontro e, mais do que fazer um balanço de 2022, preferiu focar-se no imediato.

"O que conta mais é o último jogo, fizemos um excelente jogo, mas já passou. Estamos com boas sensações, temos seis vitórias seguidas e vamos voltar ao campeonato, que é a nossa prioridade. O que queremos fazer é continuar a jogar bem, porque assim estamos mais perto de vencer, não sofrer golos e marcar o maior número de golos possível", começou por dizer aos jornalistas presentes, antes de se debruçar sobre as “incertezas” que o FC Paços de Ferreira, 18.º e último classificado (apenas dois pontos somados), apresenta.

"Sabemos que não vive um bom momento, mas que nos traz muitas incertezas. Não sabemos que onze ou como se vão apresentar, está com o terceiro treinador [esta época] e já usaram vários sistemas. Tentámos de tudo para tentar perceber e estar preparados para tudo, mas temos de jogar o nosso jogo", destacou o técnico verde e branco, garantido ainda que Sotiris "vai ser convocado”, mas Jeremiah St. Juste “ainda não".

"Temos de ganhar jogos para trazer essas boas sensações. Acho que recuperámos essa 'fome' que tínhamos, estamos a jogar de forma mais intensa e melhor. Seis ou sete vitórias [seguidas] não é nada para uma equipa que se quer aproximar dos lugares de cima", sublinhou Amorim, reforçando o foco no imediato: "O nosso foco é ganhar jogos, jogo-a-jogo e depois no fim faremos as contas".

De seguida, questionado pelos jornalistas, falou individualmente sobre alguns dos jogadores Leoninos, começando por Paulinho, que leva seis golos nos últimos quatro jogos: "Ele vive de bons jogos e golos também. É importante ter bons momentos, mas sabendo que cada jogo é uma história diferente e tudo muda de jogo para jogo". Além disso, com Manuel Ugarte suspenso e Hidemasa Morita, Amorim adiantou que o jovem Dário Essugo será titular “por tudo aquilo que tem feito”.

"Tem respondido bem, tem evoluído com o trabalho que temos vindo a fazer com ele e só tem 17 anos. Ele estreou-se na época em que fomos Campeões, muito novo, e hoje é um jogador completamente diferente. É o mais parecido que temos com o [João] Palhinha, com características muito específicas, e acreditamos muito nele", acrescentou.

Por sua vez, o capitão Sebastián Coates poderá chegar amanhã à marca dos 300 jogos com a camisola do Sporting CP. O treinador Leonino aproveitou para lhe dar os “parabéns pela carreira bonita”, mas realçou que “ainda pode evoluir muito”. "É o que lhe digo todos os dias. Hoje em dia ainda é um jogador muito novo, pode evoluir muito. Não é um jogador assim tão lento ou estático, pode melhorar com bola e vamos exigir cada vez mais dele. Parabéns pela carreira bonita que está a fazer, mas tem apenas um Campeonato Nacional, portanto temos de exigir mais a todos nós e principalmente ao capitão. Cá estaremos para o ajudar", enalteceu.

Com o mercado de Inverno à porta, este foi um tema também muito abordado na conferência de imprensa. Ora, primeiro, quanto a potenciais interessados em Pedro Porro, que "vive um dos melhores momentos da carreira e está concentrado no Sporting CP", reconheceu primeiramente, Amorim adiantou ainda que "só pela cláusula pode sair", reforçando a união entre treinador e Direcção: "Houve a minha renovação, há confiança por parte da Direcção e do treinador".

Depois, referiu também que "pode haver algumas adaptações no mercado, não só a pensar neste momento, mas também muito no futuro", frisou, realçando sempre que a atenção continua nos talentos da formação Leonina.

"Temos de saber bem aquilo que vamos fazer, não só agora como no futuro. Acho que há muito talento na Academia em certas posições e teremos de arriscar. Estou focado nos jogadores da formação, neste caso o Rodrigo [Ribeiro], que renovou e vai começar a ter mais espaço na nossa equipa, mas depende dele. Acho que vai ser um grande jogador no futuro", exemplificou.

Por fim, questionado sobre os dois jogos que, positiva e negativamente, mais o marcaram em 2022, Rúben Amorim não hesitou em enaltecer a última exibição na goleada ao SC Braga e, por outro lado, lembrou os desaires com o Olympique Marseille. "Gostei do último jogo, porque descansei mais rapidamente e que não se repetissem os jogos com o Olympique Marseille, em que não conseguimos ser competitivos. Foi isso que nos doeu mais, custaram-nos a passagem e deixou-nos essa frustração. Senti que hipotecámos um objectivo importante, porque destruímos o nosso jogo", concluiu.

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Temos de ser uma equipa dominadora"

Por Sporting CP
04 Nov, 2022

Sporting CP recebe Vitória SC (sábado, 20h30)

De regresso à Liga Portugal, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal joga de novo no Estádio José Alvalade, este sábado, recebendo o Vitória SC na partida da 12.ª jornada da prova.

Na véspera do encontro, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para analisar o embate com o emblema de Guimarães, um adversário "muito forte e que não tem a responsabilidade do jogo”, frisou, e que neste momento tem 20 pontos na Liga, mais um do que o Sporting CP.

“Vem de um bom momento [não perde há sete jogos], ao contrário de nós, e tem três jogadores muito rápidos na frente de um sistema igual ao nosso, mas espero que a minha equipa tenha a mesma identidade. Queremos ser dominadores, seja em casa ou fora, não interessa se estamos num momento mais difícil", projectou em declarações aos jornalistas presentes na sala de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo, enumerando ainda alguns dos aspectos a ter sob controlo na partida: "Temos de controlar bem as saídas do Vitória SC, ser melhores nas bolas paradas, porque nos têm dado problemas, e temos de fazer golos".

Ora, para fazer face à fase negativa Leonina, Amorim quer que o foco se mantenha "na parte táctica e estratégica [do jogo] para ajudar a parte mental", porque acredita que se os jogadores "souberem exactamente o que fazer no jogo e as características dos adversários, isso ajuda a retirar o pensamento de outras coisas e a focarem-se naquilo que têm de fazer em campo".

Abordando ainda o aspecto mental da equipa, o técnico verde e branco sublinhou que a melhor maneira de motivar é ganhando jogos. "A vida de futebolista e treinador é contínua, perdemos alguns objectivos este ano, mas ainda temos o campeonato, a Taça da Liga e a Liga Europa, portanto ainda há coisas pelas quais lutar. Toda a gente tem de saber que estas fases acontecem. É mais difícil motivar, mas também já fui jogador e sei que começando a ganhar toda essa motivação se transforma em objectivos. Há sempre maneiras de motivá-los, mas sei que nem eu nem os meus jogadores precisámos disso, é mais uma questão de orgulho", referiu, acrescentando: "Há ali uma base, como o [Gonçalo] Inácio ou o Pote, que nunca viveram isto e é difícil para eles. Não estão perdidos, mas estão revoltados e isso nota-se no jogo. O que sinto na equipa é a mesma vontade de trabalhar e alguma tristeza, o ambiente não é o mesmo, mas faz parte".

Além disso, os Leões contam no plantel com Rochinha, que alinhou na última época no Vitória SC. O técnico admitiu, porém, que não falou com o extremo sobre o jogo e aproveitou para falar sobre o reforço. "É um jogador de muito talento e vendo-o a treinar percebo porque demorou a chegar a um grande, há coisas que tem de trabalhar e estamos a fazê-las para que seja mais consistente”, disse, realçando: “Estou completamente satisfeito com ele".

A seguir, questionado sobre as muitas lesões que têm assolado os Leões (18 até ao momento), Amorim garantiu que está a ser feito "sempre o mesmo trabalho", embora reconheça também que os jogadores estão "a ter algum azar, acontece". "São fases e o stress também pode ser uma razão, porque somos uma equipa grande e quando perdemos tudo aumenta. Sempre tivemos plantéis curtos e deu sempre para tudo. Por exemplo, estamos a fazer o mesmo trabalho com o Jer [Jeremiah St. Juste] que fizemos com o [Zou] Feddal, que bateu aos 32 anos o seu recorde de jogos numa época", exemplificou.

Em sentido contrário, Amorim garantiu que o médio Hidemasa Morita "vai voltar" após lesão: "Sentiu-se bem e é um jogador importante da nossa equipa". Já sobre Nuno Santos, referiu que a lesão “não parece tão grave, mas não estará neste jogo".

De seguida, questionado sobre se a eliminação da UEFA Champions League obrigou Amorim a repensar um ataque ao mercado, o técnico respondeu que essa “não é a ideia”, embora tenha destacado a importância da pausa do Mundial para tomar algumas decisões. "Há oportunidades de mercado e há uma ou outra posição que nos pode fazer tomar essa opção. Ainda assim, não estamos a procurar um jogador e temos um mês inteiro onde tudo se acalma com o Mundial e onde podemos repensar isso”.

Já no que toca a mudanças na ideia de jogo, quando confrontado com a série de dez jogos consecutivos a sofrer golos, Rúben Amorim garantiu que não vai dar “passos atrás” e que o foco está em “melhorar esta forma de jogar”. "Num clube grande, no início, ganhar chega, mas depois já não é suficiente, temos de crescer e nós estamos a dar esse passo. Não podemos dar passos atrás, nós temos de ser uma equipa dominadora, faz parte do ADN do Clube. Temos é de melhorar a nossa forma de defender com menos jogadores e ser mais fortes no 1v1”, salientou, voltando a reforçar o carácter decisivo das vitórias neste processo.

“Não ganhando torna-se tudo mais difícil. Tivemos mudanças em jogadores importantes e com este calendário não temos tido tempo para treinar. Por exemplo, é difícil para o Soto [Sotiris Alexandropoulos] perceber as nossas movimentações nas transições e no ataque organizado, coisas completamente diferentes do que fazia no Panathinaikós FC. Tudo isso nos cria dificuldades e se estivermos a ganhar tudo ajuda, dá saúde. Quando se perde põe-se tudo em causa e é mais difícil reagir, portanto como treinador do Sporting CP não tenho problemas em admitir que estou desejoso que venha a paragem e não vamos dar passos atrás", realçou Amorim.

Por fim, instado a falar sobre a sua responsabilidade à frente do plantel, Amorim deixou a garantia que será treinador do Sporting CP “pelo menos até ao fim da época”. “Sou responsável e quero demonstrar aos adeptos que em primeiro está o Clube. Seria muito fácil para mim sair, mas em que é que isso ajudava o Clube? As coisas têm de ser pensadas com tempo e quero fazer jus ao apoio dos adeptos. Depois, pensaremos como Clube, do qual gosto muito. Foi uma bênção ter vindo para o Sporting CP e quero ser o primeiro a estar aqui a ajudar toda a gente e a dar o meu máximo", sublinhou, continuando: “Somos coerentes naquilo que fazemos e [os adeptos] olham para o treinador do Sporting CP e vêem que estou a dar o máximo. Se não conseguimos ter melhores resultados é, talvez, falta de sorte e de capacidade do treinador, mas nunca falta de esforço e de empenho".

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Temos de recuperar a chama que sempre tivemos"

Por Sporting CP
21 Out, 2022

Sporting CP recebe Casa Pia AC no sábado (20h30)

De regresso à Liga Portugal e a casa, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal enfrenta, este sábado, o Casa Pia AC no Estádio José Alvalade, num jogo a contar para a décima jornada do campeonato.

Na véspera do encontro, esta sexta-feira, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para lançar a partida, mantendo sempre o foco no adversário deste fim-de-semana, sem pensar no Clássico entre FC Porto e SL Benfica.

“O nosso rival directo, neste momento, é o Casa Pia AC, porque está à nossa frente e é o nosso próximo jogo, que é sempre o mais importante e o único que conta. Tivéssemos ganho ou não - que devíamos - ao Varzim SC, uma equipa da Liga 3, na primeira eliminatória da Taça de Portugal, agora temos de ganhar, como sempre. Temos de recuperar a chama que sempre tivemos e isso é o mais importante, para lá dos títulos, dinheiro ou da valorização dos jogadores que trouxemos. A chama e a ligação entre todos também vêm dos resultados e temos de voltar a fazer com que seja forte”, começou por dizer aos jornalistas presentes na sala de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, acrescentando: “é um jogo importantíssimo para nós, para ultrapassar o Casa Pia AC e juntarmo-nos mais à frente do campeonato”.

Para o encontro, as ausências confirmadas do lado Leonino são Daniel Bragança, Luís Neto, Jeremiah St. Juste e Sebastián Coates, que o Departamento Médico está a tentar recuperar “para o FC Arouca”, no próximo fim-de-semana. Depois, Amorim garantiu ainda que Ricardo Esgaio ainda não vai ser convocado, porque “desta vez é ele a descansar e vai jogar o [Pedro] Porro”, adiantou.

Olhando já de forma pormenorizada para o Casa Pia AC, “uma equipa competente e tranquila na classificação”, o treinador do Sporting CP projectou os desafios que os Leões terão pela frente, bem como deverão responder em campo. “É uma equipa que sofre poucos golos, joga com o nosso sistema e pode apresentar-se com um 5-4-1, 3-4-3 ou até com três médios, porque conheço o Filipe [Martins] e até trocámos impressões na pré-época. O Godwin é um dos jogadores mais perigosos em termos de transições e vêm sem quaisquer responsabilidades. Portanto, perspectivo uma equipa à espera do nosso erro, com boas saídas de bola e tentámos treinar como pressionar para ganhar cedo a bola”, realçou, antes de reforçar a confiança nos seus jogadores.

“Vai ser um jogo muito difícil, onde temos toda a responsabilidade e num momento de pressão. Os jogadores têm de encaixar isto porque é nestes momentos que temos de responder, mas estou muito confiante e acho que a equipa vai fazer um grande jogo”, sublinhou Amorim, abordando de seguida a importância dos jovens da formação no projecto do Clube.

“Não vai haver revolução nenhuma, sabemos do projecto em que estamos, as coisas estão a ser bem feitas, mas os resultados não estão a ser conseguidos. Temos uma direcção, com miúdos a surgir e temos de criar-lhes oportunidades, que é algo que estamos a fazer há cerca de três anos. Que eu me lembre, ainda não houve uma semana em que não tenhamos chamado miúdos, é normal. O processo é o mesmo, não estamos a ter resultados, algo não está a funcionar e vamos fazendo a ligação com os miúdos e com o talento que têm demonstrado”, disse o técnico.

A seguir, Rúben Amorim falou ainda sobre a forma como os adeptos têm lidado com o momento menos bom da sua equipa, frisando que “têm sido muito justos”. “Demonstrando essa ’fome’, mesmo não jogando bem, eles estiveram connosco, bem como quando perdemos jogos difíceis de encaixar. Desta vez, fomos eliminados à primeira na Taça, não estamos bem no campeonato e estamos na luta num grupo difícil na UEFA Champions League, por isso temos de encaixar tudo aquilo que os adeptos nos quiserem mostrar”, disse, enumerando soluções para dar a volta à situação.

“A responsabilidade está do nosso lado e o que temos de fazer é mostrar a nossa identidade e aumentar um pouco essa ‘fome’ em todos os jogos, porque em termos de exibições temos empurrado os adversários, mas temos de ser mais agressivos, marcar golos e sofrer menos”, resumiu o treinador Leonino, antes de destacar que ainda não pensa no jogo frente ao Tottenham Hotspur FC, sendo que “o campeonato é a prioridade”, neste caso o Casa Pia AC.

“Temos de dar uma boa resposta, aumentar a intensidade e ser rigoroso em todos os momentos do jogo, porque nem sempre o temos sido e tem-nos custado caro”, salientou, dando o exemplo da última partida, diante do Varzim SC: “Tínhamos tempo para dar a volta e poderíamos ter tido a cabeça mais fria, mas isso também tem que ver com a inexperiência de alguns jogadores e do momento. Outras vezes, em que estávamos melhor, conseguíamos fazer golos no fim e isso está relacionado com a chama de que falo, que é muito importante para nós e para os nossos adeptos. Foi muito isso que fiz ver aos jogadores”.

Assim, Rúben Amorim disse, por fim, que quer manter a exigência bem alta e acredita também que no campeonato “tudo pode mudar de um momento para o outro”. “No fim do ano serei sempre o responsável, foi esta a exigência que colocámos e queremos no Clube. Isto ainda não acabou, ainda temos objectivos para cumprir. No fim, faremos a avaliação, partindo da base que no ano passado, com a passagem aos oitavos [na UEFA Champions League], segundo lugar [no campeonato] e [conquista] da Supertaça e da Taça da Liga, foi escasso. O campeonato ainda não acabou e isto pode mudar de um momento para o outro, no futebol já vi coisas mais difíceis a acontecer”, finalizou.

Foto José Lorvão

Rúben Amorim: "Temos de estar sempre no máximo"

Por Sporting CP
08 Out, 2022

Técnico reagiu ao triunfo nos Açores

Terminada a partida em Ponta Delgada, Rúben Amorim, treinador Leonino, esteve em conferência de imprensa a analisar o encontro, traçando diferenças entre as duas partes.

"Foi uma primeira parte com o CD Santa Clara muito organizado e fechado, tivemos paciência até fazer o golo. Depois tivemos outras oportunidades e fomos para o intervalo sem deixar o adversário fazer transições", começou por dizer aos jornalistas presentes na sala de imprensa, continuando.

"Na segunda, sabíamos que o CD Santa Clara ia arriscar e foi isso que aconteceu. Tivemos espaço nas costas para usar, não o fizemos, baixamos a intensidade e perdemos muitos duelos. O bom de hoje foi, sem dúvida, o resultado e o Adán", que "voltou a demonstrar toda a sua capacidade", acrescentou.

Depois de ter referido que a saída de Jeremiah St. Juste "foi gestão, porque está a voltar à competição", Amorim revelou-se feliz pelo triunfo, mas frisou que "há muito trabalho a fazer". "Faltou-nos qualquer coisa, baixamos a intensidade e somos capazes de melhor, embora tenhamos tido também boas oportunidades. Ganhámos, vamos preparar o próximo jogo de forma diferente, mas fico contente com a vitória e há muito trabalho pela frente", referiu, antes de deixar também elogios à atitude da equipa adversária, que complicou o encontro aos Leões.

"Controlamos bem no primeiro tempo, não deixamos o CD Santa Clara fazer um ataque, quase. O adversário, com várias limitações, mostrou que o crer tem muita força e por isso é que nós também fomos Campeões na primeira época. O futebol tem destas coisas, nem sempre os mais fortes ganham e nós temos de estar sempre no máximo. Parabéns ao CD Santa Clara pela atitude e parabéns aos meus jogadores pela vitória", disse o treinador verde e branco, concluindo: "Sabemos que podemos fazer mais, mas noutras vezes em que jogámos bem e numa oportunidade perdemos um jogo, desta vez tivemos um pouco a felicidade do jogo".

Páginas

Subscreva RSS - Primeira Liga