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Foto José Lorvão

Dia Mundial do Braille celebrado entre sub-12 do futebol e equipa de goalball

Por Sporting CP
14 Jan, 2026

Experiência juntou as duas equipas no Pavilhão João Rocha

Para assinalar o dia Mundial do Braille, que se comemorou a 4 de Janeiro, a equipa de goalball do Sporting Clube de Portugal recebeu a equipa de sub-12 do emblema Leonino, num dia diferente e especial. 

Um momento para os jovens futebolistas absorverem uma realidade desportiva diferente, o goalball, que faz emergir a necessidade de apurar mais outros sentidos e formas de trabalho em equipa, face à privação do sentido da visão para os atletas praticantes desta modalidade dirigida a pessoas com uma limitação física.   

“Tivemos de explicar ontem no treino o que é a modalidade, nós próprios também não tínhamos uma grande noção, tivemos de fazer alguma pesquisa, mas é bom para crescermos e percebermos que temos de valorizar outras coisas. A vertente humana é a mais importante no meio disto tudo e hoje é uma lição para eles [jogadores], perceberem que há pessoas com problemas que não lhes permite praticar modalidades de uma maneira totalmente livre e foi essa a mensagem que tentámos passar, de que temos de valorizar aquilo que temos. Às vezes queixamo-nos de muita coisa e há coisas tão simples como poder praticar a nossa modalidade de uma forma livre e eles vão tirar daqui uma lição muito importante”, disse Tiago Gouveia, treinador da equipa de sub-12 do futebol de formação do Polo SCP de Lisboa, aos meios de comunicação do Clube. 

Vladyslav Havrylychenco, jogador dos sub-12 do Sporting CP, ficou muito impressionado com a participação na iniciativa. “Foi muito incrível e divertida esta actividade com o Sporting CP. O mais difícil foi defender a bola, porque é difícil saber onde a bola está e depois nós temos de ouvir e ser muito concentrados para descobrir onde é que está a bola."  

Duarte Correia, coordenador de goalball do Sporting CP, gostou muito da visita da equipa de sub-12 do Sporting CP. “Para nós é sempre um prazer divulgar e receber jovens para dar a conhecer a modalidade e também para mostrar que independentemente da dificuldade visual que os nossos atletas possam ter, também são capazes de praticar desporto ao mais alto nível”. 

Duarte Correia falou do orgulho do goalball em fazer parte do eclectismo do Sporting CP e tem curiosidade em acompanhar o futuro dos jovens futebolistas que são actualmente os sub-12 do Sporting CP. 
“Já tivemos outras oportunidades em que pudemos ter aqui outras modalidades e também alguns atletas da formação do goalball e para nós acaba por ser bastante interessante e depois vemos alguns destes atletas a aparecerem na equipa principal e para nós acaba por ser um sentimento de prestígio para a nossa modalidade. Sentimos que também estivemos no percurso deles e que também mostrámos esta face do goalball e do Sporting CP, naquilo que é o seu eclectismo e que muito nos orgulha fazer parte com esta modalidade do Clube”. 

Mais de 30 jovens dos sub-12 experimentaram o goalball e tomaram consciência de que a comunicação é fundamental no desporto. Assim é, inquestionavelmente, no goalball. “É uma das primeiras coisas apontadas quando se experimenta, pela primeira vez a modalidade, o ter de se deslocar de olhos fechados, sendo que a visão é, normalmente, um dado adquirido para toda a gente. Baseamo-nos muito na visão no nosso dia-a-dia e quando perdemos esse ‘input’, acabamos por depender muito de outros. Neste caso a comunicação é fulcral para que tudo corra bem, em segurança dentro do campo e acaba por ser interessante eles, tão jovens, fazerem já essa análise, o que é bastante positivo e uma experiência muito boa que acredito que eles [sub-12 do futebol] levam daqui”. 

O técnico dos sub-12 partilhou ainda da importância da comunicação como ferramenta essencial também no futebol. “No jogo é muito importante comunicarmos e aqui [demonstração de Goalball] temos de ser muito mais intuitivos, de estar sempre à procura de ajudar o colega e isso ajuda bastante no ‘transfer’ para o jogo de futebol".

O jovem jogador Tiago Carmona considerou o contacto com o goalball muito enriquecedor. “Aqui [no goalball] comunicamos mais do que no futebol. É preciso comunicar mais. Não vemos onde está a bola. No começo foi difícil, mas depois é só habituar e desfrutar. Já tinha ouvido falar deste desporto, goalball, mas nunca tinha visto e hoje foi a primeira vez. Estar aqui a praticar goalball é um bom momento para mim e para a minha equipa também, porque é experimentar uma nova actividade e conhecer um pouco da cultura de pessoas com uma deficiência. Nunca sabia onde estava a bola, mas foi bom estar a jogar este desporto”.