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Foto Isabel Silva

Nolito para a História!

Por Sporting CP
26 Abr, 2026

Sporting CP vence a sexta Taça de Portugal do seu palmarés com um poker do capitão (4-0)

É nossa, outra vez! O Sporting Clube de Portugal voltou a conquistar a Taça de Portugal de hóquei em patins e repetiu o feito da época passada, ao vencer o OC Barcelos por 4-0, na final disputada este domingo, em Tomar. Depois do Campeonato do Mundo de Clubes e da Supertaça António Livramento, este é já o terceiro troféu da temporada para os Leões, a fazer um percurso irrepreensível em 2025/2026 e a olhar já para os próximos objectivos, tanto no Campeonato Nacional quanto na WSE Champions League, cuja final eight disputará já no início de Maio.

Na Cidade dos Templários, Edo Bosch lançou de início Xano Edo, Rafael Bessa, Danilo Rampulla, Facundo Navarro e Gonzalo ‘Nolito’ Romero, e pouco tempo bastou para se perceber a intensidade que marcaria toda a final.

Após uma enorme defesa de Guillem Torrents, acto inaugural de um minuto de loucos, o OC Barcelos lançou-se para o ataque e, num lance confuso junto à baliza verde e branca, a equipa de arbitragem considerou que Xano Edo tentou defender sem stick.

Chamado à conversão da respectiva grande penalidade, Ivan Morales encontrou pela frente um inspirado guardião português, que se ‘redimiu’ e travou não só o primeiro remate, mas também o ressalto. Sorte de uns, infelicidade para o avançado, que, no seguimento da jogada, acabaria expulso após queda com Danilo Rampulla.

Recorrendo às imagens, a equipa de arbitragem considerou que o espanhol agrediu o argentino no chão e, com mais um jogador em pista, o Sporting CP não desperdiçou o power play. A imprimir uma rapidíssima circulação pela direita, Facundo Navarro e Danilo Rampulla combinaram e a bola encontrou Gonzalo Romero na quina oposta da área. A finalizar de primeira a triangulação argentina, o capitão rematou e fez o 1-0 aos três minutos.

O domínio verde e branco ganhou maior expressão um minuto depois: num lance tirado a papel químico, o camisola 99 voltou a concluir da melhor forma o veloz ataque do Sporting CP, que, em vantagem e em superioridade, estava naturalmente mais confortável no rinque.

O jogo continuou a proporcionar episódios de tensão, naturais numa final, e, aos cinco minutos, Rafael Bessa viu cartão azul após uma disputa com Miguel Rocha. Com as duas equipas reduzidas a quatro elementos, os Leões estiveram novamente perto de ampliar a vantagem: Danilo Rampulla surgiu sozinho, em transição, e foi travado por mais uma intervenção decisiva de Guillem Torrents.

Num jogo bastante quezilento, com inúmeras pausas para análise de lances e também para reparar uma tabela, o guardião assumia-se como figura maior do emblema de Barcelos e voltou a negar o golo verde e branco aos 17’ e aos 18’, com duas intervenções espectaculares a remates de Roc Pujadas e Danilo Rampulla.

Aos 21’, o guarda-redes do OC Barcelos voltou a brilhar e, na resposta, também Xano Edo manteve a baliza verde e branca a zeros. O camisola 47, fundamental, voltou a destacar-se com mais uma enorme defesa e segurou o resultado aos 23’, dividindo com Guillem Torrents os louros de uma primeira parte longa e cheia de incidências - desde o apito inicial, foram precisos 65 minutos para se completarem 25’.



Após o cartão azul visto por Miguel Rocha aos 24’, o Sporting CP regressou em power play para o segundo tempo, mas não conseguiu ultrapassar a bem organizada defensiva barcelense. Ainda assim, por cima do encontro, os Leões chegariam mesmo ao 3-0 já de igual para igual. Mérito para Rafael Bessa, que, a patinar a partir da esquerda, descobriu ‘Nolito’ na cara do guardião, e mérito para o argentino, que, cheio de intenção, desviou para um celebrado hattrick.

Aos 35 minutos, Guillem Torrents impediu que o resultado ganhasse contornos mais pesados e, com uma defesa de outro mundo, não permitiu que Diogo Barata fizesse o ‘gosto ao stick’. Do outro lado, Xano Edo assinava uma exibição cada vez mais imponente, sereno entre os postes e a fechar todos os caminhos para uma reacção adversária.

Aos 41 minutos, o internacional português voltou a assumir o protagonismo e travou um livre directo apontado por Kyllian Gil, após a décima falta do Sporting CP. E não se ficou por aí: aos 45’, agigantou-se perante Miguel Rocha e, na disputa pelo ressalto, também o OC Barcelos acabou por atingir o limite de faltas.

Convite para ‘Nolito’ fazer um impressionante poker, que o argentino não rejeitou, brilhante na forma como enganou Guillem Torrents com um gingado de corpo e encontrou espaço por entre o buraco da agulha para fazer o 4-0.

Até final, os Leões geriram a vantagem e, embalados pelos cânticos dos muitos Sportinguistas presentes nas bancadas, o Sporting CP conseguiu a sexta Taça de Portugal da sua história, num ambiente de enorme festa.

Sporting CP: Xano Edo [GR], Rafael Bessa, Danilo Rampulla, Facundo Navarro e Gonzalo ‘Nolito’ Romero [C], Zé Diogo Macedo [GR], Diogo Barata, Roc Pujadas, Facundo Bridge, Henrique Magalhães. Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão amarelo para Xano Edo (2’).