Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

O ‘Leo’, o peluche da minha filha

Por Juvenal Carvalho
01 maio, 2020

O Sporting Clube de Portugal faz-me ainda sonhar como quando era criança

Confinamento e isolamento social são medidas obrigatórias e as palavras mais em voga neste até agora tão atípico ano de 2020. O regresso à normalidade passa obrigatoriamente pelo cumprimento desta importante premissa e queremos muito que este tempo inusitado passe para voltarmos a abraçar os nossos familiares, ou a cada golo ou ponto do nosso Clube.

Mas, como naquele velho provérbio popular, depois da tempestade vem sempre a bonança. E é neste tempo de tempestade que tenho mais tempo para as boas recordações, ou talvez mesmo para as melhores de todas as tão boas recordações. E se tenho o privilégio de ter servido o Sporting Clube de Portugal enquanto dirigente em modalidades como o basquetebol – a minha paixão de todo o sempre –, bem como no andebol e no futebol na área da formação, e muita estória teria para contar, tive ainda outros momentos fantásticos. O privilégio de me ter cruzado com verdadeiros ‘monstros’ do Sporting CP e do desporto português. De ter, aquando da primeira reunião de fundação do Núcleo Sportinguista de Paço de Arcos, a que presidi, ter cumprimentado pela primeira vez o ‘violino’ Jesus Correia, ou o ‘dois amores’, por ter jogado ao mesmo tempo futebol no nosso SCP e hóquei em patins no Clube Desportivo Paço de Arcos; ou ainda o ‘Necas’ como era tratado pelos amigos mais próximos, de quem me tornaria amigo posteriormente e de quem ouvi as mais deliciosas estórias de vivência Leonina e de desporto. 

São momentos que esta estranha fase que passamos me fazem recordar. E chegado está o momento dos momentos. Aquele em que, aquando da entrega do meu emblema de prata do SCP – e já vou a caminho do de ouro devido à marca indelével do tempo –, levei a minha filha, ainda muito pequena, comigo a esta cerimónia. Mais do que a cerimónia e do Leão de prata na lapela do casaco, recordo quando a levei à Loja Verde e lhe comprei um leão de peluche, a quem ela apelidou desde logo de ‘Leo’, e com quem dormia abraçado noite após noite, qual jóia preciosa. Este momento, por tão marcante, por tão feliz para o meu coração de Leão, jamais o esquecerei.  

Quanto eu amaria chegar o momento da entrega do emblema de ouro e, no momento, o passar com o meu neto, que ainda não existe, e lhe comprar outro ‘Leo’, e com isto fazer jus a uma passagem do hino de Maria José Valério, de que o Sporting CP é desde os netos até aos avós. 
É mais um sonho por cumprir. E o Sporting Clube de Portugal faz-me ainda sonhar como quando era criança.