Com garra e foco para o que falta
15 Jan, 2026

Começo este texto expressando o meu lado emocional e, quando toca a emoções vividas pelo nosso Clube, elas roçam tantas vezes o lado irracional. E não, não gostei deste início de ano civil de 2026 com o empate em Barcelos, nem da derrota ante o Vitória SC nas meias-finais da Taça da Liga. Não, não gosto de ver a avassaladora onda de lesões que jogo após jogo nos vem atingindo com foros de inusitado, que por vezes mais me faz parecer a Lei de Murphy.
Mas isso, porque sem ser yes man de nada nem de ninguém, sou pouco dado a dramas e a críticas, sobretudo as escritas nas redes sociais, que por vezes de tão fúteis serem, caírem até no ridículo, não me impede de ser positivo na forma como encaro o futuro. E vejo nesse futuro a expectativa de que na segunda volta que ainda falta disputar no campeonato consigamos lutar olhos nos olhos pelo Tri; de na Taça de Portugal voltarmos ao palco do Jamor para a voltar a conquistar e de na Champions League conseguirmos chegar o mais longe possível na competição.
É com base nestas três provas, porque um Leão só se baixa para beijar o símbolo, que acredito nos rapazes de verde e branco orientados por Rui Borges e nas suas capacidades. Não só porque o meu coração me leva a pensar assim, mas sobretudo pelas infinitas provas de capacidade que este grupo de trabalho já me – nos – deu.
Estamos ainda a cerca de cinco meses do desfecho desta época. Cinco meses que tudo decidirão.
Será jogo a jogo e batalha após batalha, desculpem o termo bélico numa sociedade que vive em tempos muito conturbados, que os Leões, estou certo, já amanhã, pelas 20h15, no Estádio José Alvalade, entrarão em campo para defrontar o Casa Pia AC, com os olhos postos no essencial. É esse essencial é, indubitavelmente, o foco nas conquistas. Porque só assim o Sporting Clube de Portugal sabe estar.
Mas se é assim no futebol, também nas restantes modalidades a premissa é a mesma. Sabemos todos que não nos falta argumentos para chegar longe em todas elas e que a obtenção de títulos é uma realidade a que podemos chegar. Que estamos na luta por eles que ninguém duvide. Que queremos o maior número possível também é real. É este o nosso ADN.
E será inspirados em grandes figuras da nossa fantástica e centenária História, e tantas elas são, que enumerar todas nesta coluna de opinião não chegaria para as citar, mas que hoje elejo Francisco Stromp para as simbolizar, que o que resta da época de 2025/2026 seja feito de raça. Da indómita raça do Leão rampante. Aquela que nos pode guindar às vitórias e que é apanágio dos nossos bravos rapazes em todas as competições em que entram
Que 2026 seja de novo o ano do Leão!