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Um Leão de garra e de enorme resiliência

Por Juvenal Carvalho
22 Jan, 2026

Hoje, mais do que o colectivo e, sabemos todos que o futebol é um jogo colectivo, vou escrever sobre um jogador que, acima de tudo, me fascina incondicionalmente. Vou escrever sobre o Daniel Bragança. 

O Daniel, natural de Fazendas de Almeirim, é alguém que nasceu e cresceu para o futebol sob o signo do Leão. Chegou ao seu clube do coração na já de certa forma longínqua época de 2006/2007 a Alvalade. Era ainda um "bebé".

E, porque sou um incondicional observador atento da formação do Sporting CP, por onde tive o privilégio de me cruzar com grandes nomes do futebol português e até internacional quando por lá passei como dirigente vi, desde sempre, naquele menino franzino com um toque de bola como só ele, daqueles que a bola não chora quando lhe chega aos pés, um futuro incrível. Um médio talentoso que tem no seu ADN a marca indelével do sucesso. 

Sempre de leão ao peito em todo o seu trajecto no futebol jovem, desde cedo se descobriu que estava ali um diamante em potência. E, se era expectável para todos esse desígnio, daí à concretização desse desiderato, foi um pequeno passo.

Naturalmente, estava escrito nas estrelas, chegou ao plantel principal e, com o perfume do seu futebol a todos encantou. 

Mas, infelizmente, as lesões não o têm largado. Duas roturas dos ligamentos do joelho, quis o destino que lhe batessem à porta. A tudo reagiu – imagino que com muito choro de tristeza à mistura, mas sobretudo, inspirado na família e amigos e com a marca da resiliência de um Leão que não se deixou abater, porque isso é coisa para os fracos, não para ele, eis que está vivo e bem vivo. Agora, se Deus quiser, para ficar a espalhar ininterruptamente toda a classe que lhe é unanimemente reconhecida.

As duas lesões graves são passado e o Daniel Bragança, que já havia regressado aos relvados na equipa B, ainda que de forma fugaz, viveu em "casa", no seu/nosso Estádio José Alvalade um momento mágico, daqueles porque tanto ansiava, e que sobretudo tanto o merecia.

Falo, obviamente, do minuto 78 do jogo contra o Casa Pia AC, quando marcou um golo de belo efeito, daqueles que poucos fazem fazer como ele. Um dos muitos que, estou certo, ainda irá fazer de Leão ao peito, mas este com um simbolismo e com um cariz com foros de especial.

Era visível no seu rosto a marca da felicidade incontida. Foi também visível a forma como os seus colegas, treinadores e restante staff, bem como todos os Sportinguistas presentes no Estádio, que, como uma mola saltaram das cadeiras extravasando a sua alegria e que a ele se quiserem associar. Como que a querer dizer-lhe que estavam com ele. Que a alegria dele era, no fundo, a alegria de toda a família Leonina.

Um momento inolvidável que o Daniel Bragança tanto o merecia. Estava consumado o regresso em definitivo aos relvados do menino de ontem e homem de hoje que o Sporting Clube de Portugal viu crescer para o futebol e, porque não, também para a vida.

Um Herói da perseverança, da garra e da vontade de vencer. Definitiva e decididamente, um dos nossos. Um Leão como nós. 

O futuro, estou certo, irá sorrir-lhe. Porque um Leão só se curva para beijar o símbolo!

P.S – “Tão grandes como os maiores da Europa”. Foi assim que os fundadores quiseram e que a nossa equipa de futebol conseguiu ser em Alvalade, ante o Paris Saint-Germain FC. Que noite épica. Que heróis foram os nossos Leões. Que orgulho no Sporting Clube de Portugal.