Leões na final four da UEFA Futsal Champions League
06 Mar, 2026
Sporting CP garante a sexta presença consecutiva na luta pelo máximo título europeu
A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o SL Benfica por 7-4, na segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Futsal Champions League. Depois do desaire no Pavilhão da Luz (4-3), os Leões de Nuno Dias entraram com tudo no dérbi europeu, mostraram carácter, ambição, personalidade e sede de vencer e carimbaram, pela sexta vez consecutiva e 13.ª na história, a presença na final four da prova – com um espectacular 10-8 final.
Com Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley e Alex Merlim no cinco inicial, o Sporting CP não podia pedir melhor começo: ainda um minuto não se tinha jogado e já o guardião, em terrenos pouco seus, inaugurava o marcador com uma bomba indefensável.
O jogo continuou a correr de feição aos Leões, que logo aos três minutos fizeram o 2-0. Numa jogada rápida em transição, Alex Merlim apareceu na cara da baliza e, entre o mago e a festa, restou apenas Pany Varela. Tentando evitar o golo, o internacional português desviou o remate com a mão, já dentro da área, e viu cartão vermelho. Da marca de grande penalidade, Bruno Pinto dilatou a vantagem verde e branca com um disparo colocado na conta, peso e medida certas.
Numa rajada, e empurrados pelo fervoroso apoio do renovado Pavilhão João Rocha, que esta noite estreava novos painéis led de conteúdos interactivos, os comandados de Nuno Dias chegaram ao 3-0 aos quatro minutos. Wesley encheu o pé e enganou Léo Gugiel, que pouco ou nada podia fazer para parar o remate do camisola 8.
O festival de golos verde e branco não ficaria por aí. Aos 6 minutos, chegou o 4-0: em mais uma jogada rapidíssima, Zicky Té esperou o momento certo para, com o guardião encarnado já batido, servir Tomás Paçó. O fixo, com a baliza deserta, só precisou de encostar.
Nos minutos seguintes, e com o ritmo e as linhas a baixar necessariamente, os Leões continuaram por cima do jogo, embora o SL Benfica tenha, também naturalmente, procurado aproximar-se da baliza de Bernardo Paçó. Positivamente agressivos no momento defensivo, os Leões chegaram à quinta falta no equador do primeiro tempo e, na sequência, Raúl Moreira desviou em boa posição, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Aos 12’, as águias reduziram mesmo (4-1), com um disparo cheio de intenção de Silvestre Ferreira, e Nuno Dias pediu imediatamente a primeira pausa técnica. Na resposta, o Sporting CP podia ter chegado à mão cheia: primeiro, Ivan Chishkala rematou à malha lateral e depois, no cara a cara com o guardião encarnado, Alex Merlim fez um chapéu com aba demasiado larga a Léo Gugiel.
Contudo, foi mesmo o SL Benfica a chegar ao 4-2: aos 16’, Arthur meteu da esquerda para o corredor central, de onde disparou para a baliza verde e branca. Bernardo Paçó ainda se esticou, mas não conseguiu evitar o tento das águias.
Os Leões voltaram a lançar-se para o ataque e, um minuto depois, Tomás Paçó obrigou Léo Gugiel a uma excelente defesa, após um remate fortíssimo à meia-volta. Ainda aos 17’, mas no lado oposto da quadra, foi Carlos Monteiro a testar a sua sorte por duas vezes, sempre sem sucesso.
Assim, e depois de um arranque fulgurante do Sporting CP e de uma reacção digna do SL Benfica, o jogo chegou a intervalo com um 4-2 que deixava tudo em aberto para os últimos 20 minutos.
E se a história da primeira parte começou idílica para os anfitriões, o oposto aconteceu no arranque da segunda: logo aos 21 minutos, André Coelho fez o 4-3 que, tal como aconteceu no 1-0, voltou a empatar a eliminatória (7-7, no agregado).
Dois minutos depois, Rocha rematou com perigo, mas ao lado do poste encarnado, e, com o Sporting CP por cima, Tomás Paçó obrigou Léo Gugiel a mais uma defesa apertada. E se não marcou aí, marcaria na sequência do (segundo) pontapé de canto que da jogada nasceu: Alex Merlim, com a precisão de sempre, colocou a bola direitinha no pé do camisola 4, que de dentro da área bisou na partida.
Numa partida de loucos, a fazer justiça ao epíteto de melhor dérbi do mundo, o SL Benfica voltou a reduzir aos 26 minutos. O golo de Peléh deixou, novamente, as contas empatadas e os nervos à flor da pele.
Quase a entrar nos dez minutos finais, aos 28’ o laboratório de Nuno Dias voltou a funcionar na perfeição: colado à linha, Bruno Pinto enganou tudo e todos na marcação de um livre directo e deixou no meio para Alex Merlim. O italo-brasileiro rematou, a bola ressaltou e foi parar, caprichosa, aos pés de Diogo Santos, que em cima da linha empurrou para o 6-4.
O jogo voltou a acelerar e, ainda no mesmo minuto, Arthur desfalcou as águias com mais uma expulsão – esta, por protestos. Motivadíssimos, os Leões continuaram instalados em zona atacante e fizeram o 7-4 aos 30 minutos. Um golaço no ângulo de Bruno Pinto, efusivamente celebrado em comunhão por adeptos e equipa.
Aos 31’, as águias chegaram à quinta falta e, com bastante tempo de jogo ainda por disputar, a equipa Leonina foi gerindo bem a posse e as condições favoráveis no encontro.
Com pouco mais de dois minutos por jogar, o SL Benfica deu o tudo por tudo, com Higor de Souza a jogar como guarda-redes avançado, mas os verdes e brancos defenderam-se muito bem e afastaram todas as situações de perigo que o adversário foi criando. A minuto e meio da buzina final, o técnico encarnado ainda pediu pausa técnica, mas foi mesmo o conjunto verde e branco a mostrar maturidade e paciência nos momentos-chave, segurando o 7-4 final e o carimbo no passaporte até Pesaro: na final four estará o Sporting CP, uma vez mais.
Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley França, Alex Merlim [C], Henrique Rafagnin [GR], Zicky Té, Pauleta, Allan Guilherme, Felipe Valério, Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Bruno Maior e Rocha. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Wesley (24’).