Reacções do técnico e do guardião Xano Edo à passagem para a final
Após o terceiro jogo e terceira vitória da equipa de hóquei em patins do Sporting CP sobre o FC Porto (1-4), Edo Bosch, treinador dos Leões, analisou a partida e respectivo apuramento em declarações aos meios de comunicação do Clube.
"Primeiro vamos celebrar a passagem. Foi uma tarefa muito difícil. O FC Porto é uma grandíssima equipa e se é difícil ganhar uma vez aqui, no Dragão Arena, duas consecutivas é impressionante. Parabéns aos meus jogadores, fizeram um jogo defensivo espectacular e no ataque foram muito inteligentes. Às vezes estivemos por cima, outras por baixo e aí soubemos sofrer. Estou muito orgulhoso", enalteceu, reforçando o sentido colectivo e o compromisso do grupo.
"Como digo sempre, a união destes jogadores dentro e fora de campo é impressionante, e nota-se muito claramente nos momentos difíceis. Morrem uns pelos outros e assim é difícil superar esta equipa", sublinhou Edo Bosch.
Xano Edo, guardião e um dos destaques em mais uma grande exibição verde e branca, também abordou o clássico.
"O resultado de hoje e dos últimos jogos demonstram a atitude defensiva que é preciso ter nestes jogos. Viemos jogar aqui sem nenhum medo. O FC Porto é uma grande equipa, sabíamos que entra muito bem nos jogos e foi preciso sofrer e muito sacrifício. Somos uma equipa nova e é difícil ter um grupo tão unido num primeiro ano. Foi o segredo", considerou o guarda-redes do Sporting CP, antes de apontar à final, onde ainda falta conhecer o adversário (SL Benfica ou OC Barcelos).
"Temos de manter o que temos feito. A final vai ser complicada, mas estamos preparados para tudo. Queremos alcançar o quarto título da época e ser uma equipa histórica. Vai ser até ao fim", assegurou Xano Edo, visivelmente satisfeito.
Tudo resolvido com nova exibição categórica em casa do FC Porto (1-4)
Mais uma decisão a caminho, agora a valer o título de Campeão Nacional. No Dragão Arena, a equipa de hóquei em patins do Sporting CP bateu o FC Porto por 1-4, esta quarta-feira à noite, no já decisivo jogo 3 da meia-final dos play-offs do Campeonato Nacional.
Os Leões de Edo Bosch resolveram a disputa com os dragões pela via rápida: três clássicos, três vitórias e vaga imediata garantida na final, fase que o Sporting CP não alcançava desde 2022/2023. E tudo começou e acabou no reduto azul e branco, onde o Sporting CP voltou a mostrar-se tão sólido como audaz, rubricando mais uma exibição de luxo.
O início foi frenético entre duas equipas sem medo de vaivéns sucessivos para as balizas, começando cedo os dois guarda-redes a brilhar perante uma mão cheia de oportunidades repartidas. A chegada dos golos parecia iminente e assim foi: o Sporting CP abriu as hostilidades aos cinco minutos, mas com resposta rápida do FC Porto, actual bicampeão nacional em título. Num dos muitos contra-ataques conseguidos, ‘Nolito’ Romero trouxe a pontaria com uma stickada frontal e imparável, seguindo-se poucos minutos depois um desvio feliz de Carlo Di Benedetto, na área contrária, para o 1-1. Pelo meio, Rafa Bessa até tinha ficado muito perto de ampliar a vantagem verde e branca – valeu Xavi Malián.
Inevitavelmente, este ritmo altíssimo foi baixando com o avançar da primeira parte. Os dragões com posses mais pacientes, mas sem encontrar caminhos na organizada defesa Leonina, novamente em destaque. Ainda assim, os comandados de Edo Bosch não deixaram de mostrar as garras em transição e, por isso, saíram a vencer para o intervalo.
Até lá, Diogo Barata, com um desvio, voltou a pôr o guardião azul e branco em sentido e, a seguir, Xano Edo respondeu à altura a uma incursão de Rafa, mas o maior perigo continuou a ser verde e branco. Verona, a dois tempos, e depois Facundo Navarro tiveram chances soberanas, mas teve de ser outra vez o capitão a aparecer, com o clássico bem quente - cartão azul simultâneo para Di Benedetto e Verona -, para relançar a vantagem no marcador.
A três minutos do intervalo, Romero saiu disparado para o ataque, encheu o stick mais uma vez e não deu hipóteses a Xavi Malián. ‘Bis’ fulminante do argentino e 1-2 levado para o segundo tempo, que também começou repleto de acção.
E sorriram os Leões logo a abrir. Rafa Bessa insistiu na área e ainda teve o discernimento necessário para tocar em Verona, que atirou a contar para o 1-3. O italiano, a seguir, até deixou o Sporting CP em inferioridade numérica momentânea, porém os comandados de Edo Bosch resistiram a tudo, inclusive a duas bolas paradas seguidas de Gonçalo Alves, que esbarrou na trave e, depois, em Xano Edo. Um duelo que teve outro episódio mais tarde e o mesmo desfecho: com o guardião verde e branco a agigantar-se entre os postes.
Antes disso, ‘Nolito’ foi derrubado e teve também um livre directo à disposição, negado por Xavi Malián. Assim, tudo se manteve fechado no clássico, mas não por muito tempo. A eficácia, essa, foi sempre verde e branca, contrariamente às muitas dificuldades da equipa da casa para finalizar.
Novamente a alta velocidade, apanhando os dragões em contrapé, Rampulla desperdiçou um desvio ao segundo poste e depois foi Facundo Bridge a falhar na cara do golo, mas à segunda o argentino não perdoou e, com o 1-4, deixou cada vez mais perto a vaga na final do Campeonato.
Perante um FC Porto cada vez mais exposto, já em modo ‘vida ou morte’ nesta meia-final, a gestão dos Leões continuou a roçar a perfeição, ora no momento defensivo, ora na facilidade para acelerar rumo à baliza de Xavi Malián, que teve sempre muito trabalho – mais do que Xano Edo, até. E ainda contou com a ajuda do poste numa stickada de Navarro. Do outro lado, o guarda-redes do Sporting CP manteve-se imperturbável e imbatível mesmo face ao tudo por tudo dos dragões, que ficaram aqui arredados da revalidação do título.
Já a época histórica dos Leões de Edo Bosch continua, depois das conquistas do Mundial de Clubes, Supertaça e Taça de Portugal em 2025/2026. O título de Campeão Nacional escapa desde 2020/2021 e nesta edição vão disputá-lo frente a OC Barcelos ou SL Benfica na grande final.
Reacção do técnico ao desaire no terceiro jogo das ‘meias’
Terminado mais um clássico, desta feita com vitória do FC Porto, que fica em vantagem (2-1 em jogos) na luta por um lugar na final dos play-offs da Liga, Luís Magalhães, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo aos jornalistas presentes no Dragão Arena.
"Os quartos acabaram por ser relativamente equilibrados, embora não tivéssemos conseguido ganhar nenhum. A diferença foi-se acumulando. Estivemos mal nos lançamentos, nomeadamente de três pontos e nos lances livres. E muito mal nos ressaltos, onde fomos claramente cilindrados pelo FC Porto, que ganhou tantos ressaltos ofensivos como nós na nossa tabela", avaliou, apesar de os Leões terem voltado a entrar melhor no jogo.
"Às vezes não é como começa, é como acaba. O FC Porto é uma equipa mais experiente, conseguiu responder às questões que foram surgindo durante o jogo e nós tivemos perdas de bola que permitiram lançamentos fáceis, o que nos pôs um pouco fora da discussão do jogo", apontou o experiente técnico verde e branco.
Domingo há novo clássico em casa dos dragões e só uma vitória pode adiar a decisão e levá-la para o Pavilhão João Rocha. É com isso em mente que os Leões vão trabalhar até lá. "Vamos tentar melhorar, corrigir o que fizemos mal e fazer com certeza um bom jogo para levar o último para nossa casa", sentenciou Luís Magalhães.
Depois de tudo ter saído empatado do Pavilhão João Rocha (1-1 em jogos), a equipa masculina de basquetebol do Sporting CP perdeu no Dragão Arena com o FC Porto por 86-76, esta sexta-feira à noite, no terceiro jogo das meias-finais dos play-offs da Liga.
Um desfecho que obriga os comandados de Luís Magalhães a vencer o próximo clássico no Dragão Arena, já no domingo, para evitar a passagem à final dos dragões e, em simultâneo, forçar um quinto e último duelo no Pavilhão João Rocha.
Num arranque em que o equilíbrio de forças foi a nota dominante, a eficácia de Stephan Swenson começou por monopolizar a resposta verde e branca (9-11), mas foi quando se lhe juntou o (forte) contributo de Maleeck Harden-Hayes – rapidíssimo a contra-atacar – que as distâncias se acentuaram no marcador (9-19). Só que até final do parcial o ataque Leonino ‘secou’.
Já o FC Porto respondeu com sucesso através do jogo interior e de um triplo de Vladyslav Voytso (18-19). E não ficou por aqui, conseguindo mesmo virar o marcador a seu favor para 21-20 no final dos primeiros dez minutos, com João Fernandes a desperdiçar dois lances livres nos derradeiros segundos – um capítulo do jogo que continuaria a penalizar os Leões.
A seguir, entre mais paragens e imprecisões de parte a parte, o Sporting CP procurou retomar o acerto nos lançamentos exteriores, mas apenas o capitão Diogo Ventura marcou - um em três tentados – e, por isso, a liderança em 25-28 escapou rapidamente. Novamente, os dragões carregaram por dentro através do poste Gonçalo Delgado e distanciaram-se até ao 37-29, alcançado por um triplo de Robert Beran.
A um minuto do intervalo, o FC Porto ainda aproveitou uma série de turnovers do Sporting CP e ‘disparou’ para uma diferença de dez pontos (46-36), margem que até foi prontamente contestada por um triplo de Claude Robinson e um afundanço de Harden-Hayes – dos mais inconformados do lado verde e branco. Ainda assim, a equipa da casa foi para os balneários a vencer por 48-41.
Os comandados de Luís Magalhães, depois, reentrariam melhor e, aos poucos, começaram a contar outra vez com os seus atiradores, nomeadamente Malik Morgan e Stephan Swenson. Dois lances livres de Brandon Johns, logo a seguir, reestabeleceram finalmente a igualdade (59-59), que, contudo, foi efémera, porque os triplos consecutivos de Voytso continuaram a remeter o Sporting CP para o papel de perseguidor (65-59).
Até final do terceiro período, o FC Porto continuou a superiorizar-se às esforçadas tentativas de reacção dos Leões e levou uma diferença de nove pontos (69-60) para os últimos dez minutos. Margem em que os dragões se foram escudando com êxito, enquanto geriam o relógio a seu favor (77-67).
Mais uma vez, do lado verde e branco, o ‘antídoto’ não surgiu da linha de três pontos, e não foi por falta de tentativas. Mais eficiente manteve-se a equipa da casa e, por isso, não só o Sporting CP não se reaproximou como ainda viu a diferença aumentar a caminho do fim com o 86-72. E já não houve tempo, nem capacidade para reagir, fazendo com que os dragões fiquem novamente em vantagem na meia-final.
Domingo, pelas 16h15, Sporting CP e FC Porto voltam a enfrentar-se no Dragão Arena, um duelo que já pode ser decisivo. Ao conjunto orientado por Luís Magalhães só a vitória interessa, sob pena de ficar desde logo arredado da final dos play-offs da Liga.
Sporting CP: Brandon Johns (15), Uwais Razaque, Maleeck Harden-Hayes (21), Miguel Correia (2), Francisco Amarante (5), Claude Robinson (7), Diogo Ventura [C] (8), André Cruz, João Fernandes (2), Dinis Cherepenko, Malik Morgan (3), Stephan Swenson (13)
Jogo 2 das ‘meias’ é no Pavilhão João Rocha (sábado, 19h00)
Depois da vitória inaugural no Dragão Arena (3-7), a equipa de hóquei em patins do Sporting CP reencontra o FC Porto, este sábado (19h00), no Pavilhão João Rocha, para disputar o segundo jogo das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional.
Aos meios de comunicação Leoninos, o avançado Rafa Bessa garantiu que o grupo está com os pés bem assentes no chão após o excelente triunfo conseguido fora de portas e ciente da missão que prossegue.
“Não podemos ficar com excesso de confiança pelo que foi o resultado do primeiro jogo. O segundo é um jogo independente do primeiro. Temos a confiança de estar a ganhar 1-0 [em jogos], sim, mas estamos preparados, acima de tudo, para voltar a vencer”, frisou, antes de detalhar os segredos do sucesso no duelo inaugural.
“Trabalhámos muito bem o power-play, fomos praticamente perfeitos. Sabíamos as zonas em que tínhamos de parar e construir o nosso jogo, também estivemos acertados nas transições e, depois, acabámos por aproveitar bem as nossas ocasiões”, resumiu o autor de um ‘bis’ no Dragão Arena.
Tendo em vista o reencontro com os azuis e brancos, Rafa Bessa não tem dúvidas de que o adversário vai procurar “uma resposta imediata”. “Estamos preparados para um FC Porto agressivo e muito comprometido. Cá estaremos para dar uma resposta à altura”, assegurou o internacional português.
“Esta equipa tem o condão de crescer nos jogos grandes. Ainda assim, não podemos ‘embandeirar em arco’, porque isso, por si só, não nos vai garantir uma vitória. Esperemos que a nossa inspiração e atitude se mantenham e contamos, também, com os adeptos para comparecerem”, atirou Rafa Bessa, sem dúvidas do papel que os Sporitnguistas podem ter nas bancadas. “Mais do que importante é absolutamente fulcral, por isso, deixo o convite para aparecerem. Faz realmente a diferença para quem está dentro de campo. Já experienciamos grandes casas no João Rocha e esperamos que volte a acontecer no sábado”, apelou.
Na mira, os Leões de Edo Bosch têm a possibilidade de ficar a uma vitória de um lugar na final. Para isso têm de voltar a vencer o FC Porto, desta vez em casa.
Sporting CP arranca na quarta-feira as meias-finais dos play-offs do Campeonato
A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal joga diante do FC Porto esta quarta-feira, a partir das 20h00, no Dragão Arena, para disputar o primeiro jogo das meias-finais do play-off do Campeonato Nacional.
Na antevisão do jogo para os meios de comunicação do Clube, o treinador da equipa Leonina, Edo Bosch, começou por destacar o bom momento da equipa e o foco nos clássicos que se avizinham. "Tivemos uma semana para preparar esta meia-final, o que foi muito bom. Os jogadores têm muitos jogos acumulados esta época e este pequeno descanso entre os 'quartos' e as meias-finais foi bom para estarmos preparados a cem por cento", considerou inicialmente.
No primeiro embate, Edo Bosch quer um Sporting CP à imagem do que já mostrou ser capaz de fazer esta época e destacou a importância que os pormenores poderão fazer no desfecho final. "São duas equipas que se conhecem muito bem e acho que não vai haver grandes surpresas. Os pormenores vão fazer a grande diferença e esses pormenores são os artistas que os vão fazer", apontou, acrescentando: "Terá de ser um Sporting CP como foi muitas vezes durante esta época, com uma personalidade forte na defesa e, depois, com um ataque dinâmico como mostrámos em muitos jogos e em muitas finais".
O treinador frisou ainda a sua convicção de que o Sporting CP tem capacidade para ganhar um clássico fora de casa. "Houve várias alterações nos planteis [em relação a época passada] e para ver como vai ser o jogo podemos ir buscar os quatro últimos que tivemos frente a eles no último ano, onde pequenos detalhes fizeram a grande diferença. Temos de ir jogo a jogo, com calma. Sabemos que temos de ganhar um jogo no Dragão e estamos preparados para isso", realçou Edo Bosch, antes de apelar ao apoio dos Sportinguistas no Dragão Arena.
"Chegou a hora da verdade, vamos disputar o Campeonato Nacional, que é o melhor campeonato do mundo e a verdade é que com eles [adeptos] somos muito mais fortes. Vai ser uma eliminatória ao pormenor e eles [adeptos] podem fazer essa diferença", destacou.
Técnico mostrou-se satisfeito com a resposta da equipa
Após o segundo jogo das meias-finais dos play-offs da Liga, vencido pelo Sporting CP diante do FC Porto (88-73), Luís Magalhães, treinador dos Leões, fez o rescaldo do clássico em conferência de imprensa. Assim, segue tudo empatado (1-1 na série) para o Dragão Arena, que vai acolher os próximos dois jogos.
Confiança demonstrada após a derrota foi correspondida neste segundo jogo
“Parece que sou bruxo, mas a nossa equipa jogou muito mal no primeiro jogo e hoje libertou-se um bocado. Essa era a nossa função, libertá-los da pressão de jogar uma meia-final contra uma grande equipa e preparar bem o jogo. Tentámos dar indicações para resolver os problemas que nos tinham criado, felizmente conseguimos e ganhámos. Está tudo em aberto, embora estejamos tristes por termos perdido a vantagem de casa, algo que foi difícil de conseguir ao longo de 22 jogos de muita luta.”
Mais jogo interior e menos triplos na segunda parte
“É o que o jogo proporciona. Quando uma equipa começa a meter bolas de fora, a defesa reage, abre mais espaços e nós temos de ir à procura do jogo interior.”
Os próximos duelos fora da casa
“Não há jogos iguais. Podem ser parecidos, mas não iguais. Vamos analisar o que correu bem e menos bem, preparar-nos o melhor possível para chegar lá e fazer um bom jogo para voltar a ter a vantagem do factor casa.”
Elogios à postura e forma de trabalhar da equipa
“Esta é uma equipa que me dá um gozo tremendo em treinar. Já tenho muitos anos, tive excelentes equipas e esta tem-me dado um gozo especial. Há malta nova, outra menos, mas muito empenhada. Já não me lembrava de ter uma equipa em que é preciso mandar os jogadores embora depois do treino. Por eles ficam a treinar e a lançar, mas é preciso ter cuidado para que não fiquem muito cansados.”
Tudo de volta à ‘estaca zero’. Depois da derrota no jogo inaugural da meia-final dos play-offs da Liga, a equipa masculina de basquetebol do Sporting CP respondeu no segundo jogo e venceu o FC Porto por 88-73, esta segunda-feira à noite, também no Pavilhão João Rocha. Assim, a eliminatória disputada à melhor de cinco jogos, vai igualada para o Dragão Arena, onde vão ser disputados os próximos dois clássicos.
Para evitar ficar já sem margem de erro, os Leões entraram desde logo apostados em fazer as coisas de maneira diferente e o começo, mais do que promissor, foi praticamente premonitório. Para lá da tremenda pontaria, trazida cedo pelos triplos de Claude Robinson, Stephan Swenson e Maleeck Harden-Hayes, que valeu um parcial de 11-0 a abrir, os comandados de Luís Magalhães ainda conseguiram aliar-lhe muita agressividade defensiva. Seguindo esta receita de sucesso, continuaram a mandar (23-10) e a entusiasmar as bancadas.
Só perto do fim do primeiro período é que o FC Porto respondeu nos lançamentos exteriores, mas a vantagem verde e branca manteve-se nos dois dígitos (30-20). E a intensidade dos Leões continuou a fazer estragos no parcial seguinte, condicionando muito o jogo ofensivo azul e branco.
Entre roubos de bola, vários, e saídas rápidas e certeiras para o ataque, Diogo Ventura (triplo) e Francisco Amarante assumiras as despesas no ataque e a diferença no marcador não parou de aumentar. Os dois internacionais portugueses levaram o marcador até um expressivo 44-24, prontamente aumentado por André Cruz para 46-25, após recarga a um lance livre falhado pelo próprio.
Novamente, foi à entrada para o último minuto que o conjunto do Porto - ainda muito impreciso - esboçou uma reacção, mas continuou a ser insuficiente. Prova maior disso foi a sequência em que Tanner Omlid, mesmo aberto e com espaço, falhou o triplo e Claude Robinson, na resposta imediata, atirou a contar de três. Chegados ao intervalo, o 57-40 espelhava a total superioridade do Sporting CP no Pavilhão João Rocha, tendo pecado apenas no capítulo dos lances livres durante a primeira parte.
Já a segunda começou por ter mais acção defensiva que ofensiva até que um triplo de Malik Morgan agitou as águas do clássico (62-42). Apesar disso, foi o FC Porto a sair por cima desta fase mais combativa e, pouco a pouco, recuperou terreno no resultado (65-54). Ainda assim, na recta final do período emergiu novamente Amarante – acabou com 15 pontos - para os Leões e reestabeleceu a diferença - mais segura - nos 17 pontos (71-54) rumo aos derradeiros dez minutos.
E no quarto período o arranque verde e branco fez por manter tudo sob controlo e sem sobressaltos, graças a um triplo de André Cruz, que trouxe uma energia renovada para dentro de campo, e à eficácia nos lances livres de Ventura (76-54).
Os dragões ainda foram em busca de um esforço final significativo, porém não conseguiram mais do que encurtar para 82-71 e 84-73. Do outro lado, um afundanço de Harden-Hayes e dois lances livres de Ventura deitaram por terra qualquer réstia de incerteza e selaram o triunfo por 88-73.
Depois destes dois primeiros jogos na casa das modalidades Leoninas, a discussão da meia-final segue para o Dragão Arena, que vai acolher o próximo clássico já na sexta-feira (20h00).
Sporting CP: Brandon Johns (7), Uwais Razaque, Maleeck Harden-Hayes (11), Miguel Correia, Francisco Amarante (15), Claude Robinson (10), Diogo Ventura [C] (13), André Cruz (10), João Fernandes (2), Dinis Cherepenko, Malik Morgan (8), Stephan Swenson (12)
Sporting CP pode selar Tricampeonato no clássico deste sábado (21h00)
A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal recebe o FC Porto, este sábado, a partir das 21h00, no Pavilhão João Rocha, para disputar a quarta jornada do grupo A da fase final do Campeonato, com os Leões a um pequeno passo do Tricampeonato Nacional.
Na antevisão feita aos meios de comunicação do Clube, o lateral esquerdo Martim Costa deu conta do estado de espírito da formação Sportinguista, que esta temporada conta por vitórias todos os jogos realizados a nível interno. “Estamos super-motivados, queremos ganhar o título já no sábado contra uma boa equipa como o FC Porto. Só podemos pensar na vitória, tem sido um ano extraordinário, queremos ganhar já o título e esperamos casa cheia, como contra o Aalborg Handbold. Queremos ganhar o jogo, porque temos também o objectivo de acabar o Campeonato só com vitórias”, apontou.
A meio dos quartos-de-final da EHF Champions League, após o 31-31 na primeira mão, o jogador da equipa Sportinguista assegurou que toda a concentração Leonina está agora virada para o clássico diante dos azuis e brancos e para o título. “Pensamos só no jogo de sábado e sabemos da dificuldade do encontro. Acredito que tanto nós como o FC Porto [está em competição na EHF European League] vamos 'esquecer' a parte europeia e focar no Campeonato. Os clássicos são geralmente muito equilibrados e [na primeira fase] o nosso jogo em casa com o FC Porto foi decidido por um bloco do Moga, na última posse de bola. Foi mesmo até ao fim”, relembrou.
Martim Costa acredita que a força do apoio dos Sportinguistas também será um aliado de peso para ganhar o jogo. “Os Sportinguistas têm sido excepcionais, puxaram-nos para cima do início ao fim no jogo de quinta e contamos muito com eles”, sublinhou, realçando a missão que em mãos com o título de Tricampeões ao alcance já no sábado.
“Estamos muito motivados, sabemos da dificuldade de ganhar um Campeonato e três seguidos ainda é muito mais difícil. Temos feito um excelente trabalho. Temos de ganhar para celebrar no final do jogo e, por isso, é tempo de pensar apenas na vitória. Seria um feito notável, mas ainda não está feito. Temos de pensar em ganhar o jogo”, verbalizou o andebolista de 23 anos.
Vaga no Jamor decide-se em casa do FC Porto (quarta-feira, 20h45)
Mais um jogo de dificuldade e importância máximas pela frente. A equipa principal de futebol do Sporting CP volta a entrar em acção já na quarta-feira (20h45), no Estádio do Dragão, para disputar frente ao FC Porto a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Os Leões levam a vantagem de 1-0 conseguida em Alvalade, na primeira mão, e a Norte vão procurar selar a terceira presença consecutiva no Jamor, de onde na última temporada saíram com a prova-rainha nas mãos.
Na véspera do clássico que tudo vai decidir quanto à passagem à final, Rui Borges, treinador verde e branco, fez a habitual conferência de imprensa de antevisão, na Academia Cristiano Ronaldo, para projectar o duelo.
Abordagem estratégica ao clássico
“Podemos esperar um jogo, acima de tudo, muito competitivo. Um FC Porto à sua imagem, intenso no primeiro momento de pressão, principalmente em sua casa. Estão a perder na primeira parte da eliminatória e é natural que intensifiquem ainda mais esse momento de pressão. É uma equipa que pressiona bem alto e também se organiza bem em bloco quando não o consegue fazer. Acho que não vai fugir muito à imagem do FC Porto, uma equipa forte em termos físicos e nos duelos. Vai ser um jogo competitivo e com um Sporting CP à sua imagem também. Serão duas equipas que vão querer ganhar e estar na final da Taça.”
Sobre eventual renovação de contrato
“Medo tenho da morte, porque gosto muito de viver. Estou focado no jogo. Já falei muitas vezes da renovação. Estou feliz, tenho contrato até 2027, a confiança é diária e, por isso, estou muito tranquilo em relação ao meu futuro.”
Ponto de situação nas frentes activas em 2025/2026
“Não vou em ‘ses’, porque estamos focados naquilo que ainda estamos a competir. Na Liga ainda não há campeão, na Taça estamos a lutar por uma passagem à final e, por isso, é nisso que estamos focados. Sabemos bem como tem sido o nosso caminho. Estamos na disputa de troféus, esse é o primeiro objectivo de um grande clube e temo-lo feito muito bem. (…) [Semana com desfechos duros na UEFA Champions League e Liga] É a semana de uma equipa grande. Ainda bem que perdemos a Liga dos Campeões, é sinal de que olham para nós com essa grandeza. É bom, valoriza o nosso trabalho. Acho que temos dignificado da melhor forma o Sporting CP e os jogadores têm feito uma época fabulosa. No Campeonato ficamos mais longe, mas ainda não há campeão e, por isso, é acreditar sempre. O primeiro classificado tem feito uma grande época, melhor do que a nossa, infelizmente. Olhamos para o futuro e o próximo jogo define a passagem à final da Taça e pode definir, também, a presença na Supertaça. É a possível presença em dois troféus. A equipa está muito motivada e tranquila, porque sabe o que tem de fazer e o que significa o jogo.”
O penálti falhado por Luis Suárez e sua eventual repetição por invasão de área
“Estão bem definidos os marcadores dos penáltis e não mudam. Em relação ao jogo com o SL Benfica, é passado e estamos focados no FC Porto. Como tinha dito no fim do jogo, houve três grandes equipas no fim do jogo.”
Visita ao Estádio do Dragão
“Se vamos ou não ser recebidos da melhor forma, isso têm de perguntar ao adversário. O que eu sei é que o FC Porto tem sido sempre muito bem recebido em Alvalade e assim esperamos ser recebidos também.”
Profundidade do plantel neste momento da época
“Não vou comparar com os rivais. É lógico que gostava de ter todo o plantel disponível, o Quenda, o Luís Guilherme e o Fotis [Ioannidis] a cem por cento, porque dar-nos-ia outras soluções e profundidade para gerir algumas cargas nestes dois meses surreais em termos de jogos. Não conseguimos gerir tão bem como queríamos, mas faz parte e temos de agarrar-nos ao que estamos inseridos. Com maior ou menor dificuldade, temos de dar o nosso melhor, é o que temos feito e amanhã será mais um jogo nesse sentido. Tem de haver uma entrega fantástica, com ou sem cansaço, temos de dar tudo em campo. Não gosto de me lamentar, agora lógico que gostava de ter toda a gente, porque seria totalmente diferente. Dentro disso, os jogadores deram resposta e mostraram sempre que são um grupo fantástico.”
Boletim clínico
“O João Simões, infelizmente, está fora até final da época. O Iván [Fresneda] continua em dúvida, é muito uma questão de dia-a-dia, mas poderá estar fora do jogo. O Nuno [Santos] está fora. (…) Em relação aos lesionados, acredito que estarão [disponíveis] até ao fim da época, porque já estão em trabalho de campo.”
Do céu ao inferno no dérbi e impacto mental
“Sim, às vezes ao cansaço físico acumula-se o mental. No momento sente-se bastante, os adeptos e nós, mas temos de ser equilibrados. Lá atrás perguntavam-se quando ganhámos quatro jogos aos 90’ e, agora, perdemos dois importantes nos descontos. É o futebol e nós temos de ser equilibrados e saber lidar com isso, percebendo como é que aconteceu. A equipa deu tudo, tanto com o Arsenal FC como com o SL Benfica, onde de repente passámos de estar a ganhar 2-1 a perder 1-2. São as emoções do jogo e eu sou muito frio nesse sentido. Temos de passar isso aos jogadores e fazê-los perceber a importância do próximo jogo, que nos pode meter em duas finais. Um clube grande quer estar na disputa final das competições e o jogo de amanhã dá-nos essa possibilidade. Queremos muito e sinto os jogadores muito focados e tranquilos.”
Momento de forma de Luis Suárez
“Temos de fazer uma análise fria das coisas. É um jogador que tem dado tudo pela equipa e que está claramente em sobrecarga. Tem sido surreal a sua entrega, vai perdendo algumas coisas, mas não deixa de ser um jogador importante. Vai ter menos oportunidades nalguns jogos pela exigência e cansaço, talvez, por isso tem de pensar em aproveitá-las da melhor forma. É nisso que está focado e sabe da confiança que tem por parte de todos nós.”
Preparação do ‘onze’ para o clássico
“Um treinador tem de fazer muitos cenários, por isso é que é difícil tomar decisões. Tem muito que ver com o momento e perceber como os jogadores estão, com muito diálogo e comunicação, em termos físicos e mentais. Seja numa fase inicial ou mais à frente, não pensamos no prolongamento, porque queremos muito chegar ao fim dos 90 minutos e passar à final. É um jogo decisivo porque nos pode pôr numa final ou, até, em duas. Queremos muito disputar a final da Taça, num primeiro momento.”
Vencer a Taça de Portugal ‘salva’ a época?
“Não olho para as coisas dessa forma. O Sporting CP tem de disputar os troféus até ao fim e nós temo-o feito. No fim fazemos uma análise da época e do caminho para perceber no que falhámos e no que podemos melhorar. Agora, não se trata de salvar nada, mas sim de estar na final de um troféu que, felizmente, vencemos na época passada. Queremos ter a oportunidade de o defender, depende de nós e é a isso que nos vamos agarrar.”