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Português, Portugal
Foto José Cruz

"É possível terminar nos cinco melhores"

Por Jornal Sporting
16 Fev, 2017

Vidal Fitas destaca que Marque e Nocentini ainda têm pela frente as etapas mais adequadas às suas características

O abraço entre Alejandro Marque e Rinaldo Nocentini no ponto mais alto do Algarve, no alto da Fóia, a 9.000 metros de altura, era o primeiro símbolo de união e felicidade pelo resultado alcançado.

Nocentini finalizou em quinto e Marque em 16.º, mas, segundo o director-desportivo, Vidal Fitas, a tirada 3 e 5 ainda podem melhorar a prestação dos dois leões: "É perfeitamente possível terminar esta Volta ao Algarve nos cinco melhores. O Rinaldo [Nocentini] defende-se bem no contra-relógio e tem a etapa no Malhão, que se adequa melhor às suas características", explicou, antevendo a subida ao Malhão, menos longa, mas com maior inclinação, como passível de melhorar a geral do italiano.

O italiano também referiu à Sporting TV a satisfação pela classificação da segunda etapa, a meros 33 segundos de Daniel Martin, o vencedor de etapa: "É a primeira corrida do ano. Não sabia como me iria sentir, só conhecia o meu treino. No final, não esteve mal. Estou em boa condição e vou disputar a classificação geral".

Alejandro Marque seguiu na roda de Nocentini enquanto pôde e realçou o foco no dia de amanhã, sexta-feira, um contra-relógio de 18km, em Sagres: "As sensações foram mudando, fui melhorando e acabo num bom lugar [15.º]. Agora, vou dar tudo no contra-relógio".

Vidal Fitas reforçou a ideia e vincou a candidatura do espanhol do Sporting-Tavira: "O contra-relógio é a etapa em que o Alejandro se pode sair melhor e acredito que possa ganhar alguns lugares amanhã".

Os leões pernoitam no 'top-10', tanto individual como colectivo, esperançados que o esforço individual permita que o leão escale a montanha dos melhores do Mundo.

 

Foto José Cruz

Sporting-Tavira a postos para a Volta ao Algarve

Por Jornal Sporting
14 Fev, 2017

Agora considerada a mais importante prova em Portugal, o Algarve trará os melhores ciclistas da actualidade

A equipa do Sporting-Tavira está pronta para o início da 43.ª edição da Volta ao Algarve, marcado para amanhã, dia 15, em Albufeira, na primeira vez que a prova tem a categoria 2.HC.
 
O projecto entre os leões e a equipa mais antiga do pelotão nacional participa pela segunda vez na ‘Algarvia’, procurando bater as 25 equipas competidoras (12 destas da principal divisão do ciclismo mundial) e fazer melhor do que o 14.º na primeira tirada de 2016.
 
O plantel verde e branco é composto por Rinaldo Nocentini, Jesus Ezquerra, David Livramento, Fábio Silvestre, Oscar Brea, Alejandro Marque, Nick Shaun-Bester e Joni Brandão. Para a geral, pela capacidade do contra-relógio e nas subidas, o italiano Nocentini e o espanhol Marque – já vencedor de uma Volta a Portugal – são os eleitos. Joni Brandão está, principalmente, reservado para a grande prova nacional, no Verão, vindo ao Algarve para ganhar condição física e ambientar-se à nova equipa. Fábio Silvestre (ex-Trek) é o escolhido para o sprint e Ezquerra pode surpreender em fugas ou em ataques no plano ou a subir.
 
Em concentração na unidade hoteleira onde ultimam preparativos para a competição, o director-desportivo, Vidal Fitas, explicou ao Jornal Sporting os objectivos da equipa para a primeira prova por etapas da época: “É sempre difícil avaliar o nosso momento, tendo em conta só termos feito uma corrida e bem diferente desta, que tem aqui os melhores do pelotão mundial. Vamos fazer o melhor possível. Temos o Fábio Silvestre para a chegada ao sprint, em que ele está habituado a intrometer-se pelos primeiros lugares contra os adversários que aqui vai encontrar. A segunda etapa permitirá avaliar como estão os ciclistas. O Alejandro Marque pode fazer um bom contra-relógio e o Rinaldo Nocentini é experiente e cremos que pode disputar a etapa da Fóia ou no Alto do Malhão”. 
 
A ‘Algarvia’ reúne alguns dos melhores do Mundo. Desde Tony Martin no contra-relógio (que já venceu duas vezes a prova), Kwiatkowski (uma vez vencedor), Daniel Martin e Luis Leon Sanchez para a geral, sobra espaço ainda para um ramalhete de sprinters de alto nível: Cavendish, Degenkolb, Bouhanni, Greipel, Boasson Hagen, Démare, Gaviria e Groenewegen. 

Segue a lista de tiradas a acompanhar:
 
15 de Fevereiro: 1.ª etapa – Albufeira/Lagos 182,9km, plana
16 de Fevereiro: 2.ª etapa – Lagoa/Alto da Fóia, 189,3km, montanha
17 de Fevereiro: 3.ª etapa – Sagres/Sagres, 18km, contra-relógio individual
18 de Fevereiro: 4.ª etapa – Almodôvar/Tavira, 203,4km, plana
19 de Fevereiro: 5.ª etapa – Loulé/Malhão, 179,2, montanha 

"Temos de ter mentalidade de querer ganhar"

Por Jornal Sporting
22 Abr, 2016

Vidal Fitas aborda a Volta à Bairrada, que se inicia amanhã e termina domingo

Durante este fim-de-semana, o Sporting CP/Tavira participará na Volta à Bairrada, prova de três dias, onde alinharão cerca de 140 ciclistas de 16 equipas que percorrerão 340 quilómetros entre os concelhos de Cantanhede, Mira, Aveiro, Vagos, Ílhavo, Oliveira do Bairro, Águeda e Mortágua. Vidal Fitas afirma que a expectativa é chegar ao primeiro triunfo e testar os atletas num tipo de corrida distinta, onde se inclui um contra-relógio.  

“A próxima corrida é totalmente diferente de todas as outras. Tem apenas duas etapas e um contra-relógio. É uma corrida nacional, em que a forma de correr será totalmente diferente. Claro que queremos também perceber como é que alguns atletas se poderão comportar neste tipo de provas, para ver se se adaptam a este tipo de características. Veremos se o bom momento que atravessam poderá ser suficiente para disputar os primeiros lugares na prova, que é a expectativa que temos de momento. Queremos sempre ganhar e é sempre esse o nosso objectivo”, disse o director-desportivo, prosseguindo acerca dos diferentes desafios que a equipa enfrentará e que acabam por tornar sempre mais difíceis quaisquer tipos de previsões. 

“Os nossos adversários são muito diversos. Aqueles que teremos na Volta à Bairrada serão totalmente diferentes dos que tivemos na Volta a Castilla y Leon. Nós temos de nos adaptar partida a partida. Isso também faz com que a abordagem às corridas seja feita de maneiras diferentes, com problemas diferentes. A equipa pode aparecer melhor numa do que noutra, devido às características e ao contexto distinto, pelo que há sempre essa incógnita. Temos é de ter sempre a mentalidade de querer ganhar”, finalizou Vidal Fitas.

"Dar continuidade ao bom momento de forma"

Por Jornal Sporting
14 Abr, 2016

Antevisão de Vidal Fitas à XXXI Volta a Castilla y Léon

O Sporting CP/Tavira regressa às estradas amanhã, desta feita em terras espanholas, para participar na XXXI Volta a Castilla y Léon. A prova conta com três etapas e um aliciante extra no final da primeira, que unirá Alcañices a Bragança, em Portugal, num percurso de 166,3 quilómetros. Na segunda etapa, os ciclistas sairão da cidade portuguesa com destino à localidade espanhola de Fermoselle, ao passo que no terceiro e derradeiro dia a etapa unirá Salamanca a Candelário.

Os ‘leões’ contarão com Rinaldo Nocentini, David de La Fuente, Mario González, Jesús Ezquerra, David Livramento, Valter Pereira e Hugo Sabido. Para Vidal Fitas, director-desportivo da equipa, esta prova dará para ver se o conjunto ‘leonino’ é capaz de manter a boa forma que tem apresentado em território nacional, ainda que as características do percurso sejam distintas daquelas já percorridas pelos ciclistas ‘verde e brancos’.

“É uma prova de características muito exigentes pelo seu percurso. É a primeira corrida do ano com uma natureza deste género, as outras não tinham estas características. Vai servir para ter uma ideia de como tem evoluído a equipa, se mantem o andamento e o bom momento que temos vindo a atravessar”, começou por explicar, continuando: “O que esperar é sempre uma incógnita. A equipa está bem, isso é um facto. Podemos ambicionar a vitória, mas sendo a primeira deste género, não sabemos até que ponto o nosso bom momento é suficiente para bater os adversários. É a primeira prova com tanta montanha. Mas temos estado bem e estamos expectantes para perceber se esse bom momento se traduz também em corridas destas características”.

Sendo uma prova realizada maioritariamente em Espanha, pode-se esperar um maior favoritismo das formações espanholas? “É uma corrida diferente das de Portugal. A nossa motivação em Portugal é maior, o nosso conhecimento também. Neste caso, as equipas espanholas acabam por ter sempre algo mais a mostrar e vai ser uma concorrência maior do que a da Volta ao Alentejo. Se estivermos ao nível que tivemos no Alentejo, estaremos ao nível dos melhores e é isso que esperamos”, responde Vidal Fitas, não esquecendo a presença dos espanhóis David de La Fuente, Mario González e Jesús Ezquerra na equipa ‘leonina’. Também para eles, a motivação será superior: “Contamos com isso. É um facto que geralmente acontece. Devido às suas características e nacionalidade, acaba por ser um factor extra que pode ser decisivo. Contamos com esse extra comparado com os outros adversários”.

"Só posso considerar a prestação muito boa"

Por Jornal Sporting
20 Mar, 2016

Vidal Fitas analisa os 'leões' na Volta ao Alentejo

Vidal Fitas, o director-desportivo da equipa de ciclismo do Sporting CP/Tavira, comentou a actuação da equipa 'verde e branca' na 34.ª Volta ao Alentejo, onde o conjunto 'leonino' conseguiu três pódios, embora sem vitórias. "Excelente seria ganhar, mas só posso estar muito satisfeito com o que fizemos. 3.º e 4.º na classificação geral, 3.º na classificação colectiva, com a equipa a disputar a vitória numa prova que não é a que melhor se adapta às características dos nossos ciclistas", considerou.

Acerca da última e decisiva etapa, com chegada em Évora, o director-desportivo afirmou tratar-se de um dia duro, sobretudo pela parte final em que as condições metereológicas voltaram a ser adversas: "Foi uma etapa dura, essencialmente nos últimos dois, três kilómetros onde sabíamos que se chovesse este final seria uma lotaria. As coisas podiam nos correr mal a nós, como a outros quaisquer. E assim aconteceu, o piso molhado acabou por ditar uma queda colectiva, mas a equipa fez uma boa etapa, dentro daquilo que se pediu", afirmou Vidal Fitas.

Já David de La Fuente, que caiu na ponta final da corrida mas ainda assim conseguiu o 3.º lugar na geral individual, afirmou-se desiludido pela falta de sorte, apesar do pódio alcançado: "Sentia-me bem. Tinha muitas expectativas acerca desta chegada, gostava dela e queria passá-la bem depois de dois dias maus, com mau estar, mas hoje estava bem e queria tentar...", disse, prosseguindo acerca do apoio que tem tido na estrada e do facto de o mesmo ser uma novidade, em muitos anos de carreira: "Há muita gente a animar-nos, ouve-se muitos 'Sporting! Sporting'. É uma experiência nova que não tinha vivido anteriormente em tantos anos de carreira, com a ida ao estádio e a presença de tantos jornalistas e adeptos por todo o lado", concluiu o ciclista espanhol.

"Dia complicado, mas tentaremos ganhar"

Por Jornal Sporting
19 Mar, 2016

Vidal Fitas comenta 4.ª etapa da Volta ao Alentejo

Vidal Fitas, director-desportivo do Sporting CP/Tavira, assumiu que a 4.ª etapa da Volta ao Alentejo se tornou difícil perante as condições climatéricas adversas, mas mostrou-se satisfeito com o desempenho da equipa 'verde e branca'. "Foi um dia complicado, a etapa tornou-se bastante dura, com o vento a fazer com que o pelotão se dividisse nalguns grupos e a equipa a ter de estar muito atenta e com um desgaste bastante grande para se manter na frente", afirmou, explicando também que a fuga que acabou por sair vitoriosa não era vista como uma ameaça: "A fuga, teoricamente, não nos trazia nenhum problema. Tentámos mexer com a corrida nos últimos 20kms para eventualmente conseguir subir na geral individual, e aí considero que estivemos bastante bem".

Acerca das possibilidades 'leoninas' no que resta da 34.ª Volta ao Alentejo, o director-desportivo afirma que a prioridade será a classificação geral individual, onde Jesus Ezquerra e David de La Fuente são, respectivamente, 3.º e 4.º classificados a poucos segundos do camisola amarela: "A geral individual é sempre a mais apetecível. As outras classificações também são importantes, mas serão sempre uma consequência daquilo que se conseguir na individual. Não vai ser fácil chegar ao primeiro lugar mas iremos tentar melhorar a nossa posição. Quem conseguir entrar melhor nos últimos 500/600 metros será o que terá maiores hipótese. Penso que a etapa amanhã se adequa mais às características do Jesus Ezquerra, mas o David de La Fuente também está bem", disse.

Jesus Ezquerra, ciclista 'verde e branco' que ocupa 3.º lugar, mostra-se confiante para a derradeira etapa da 'Alentejana': "A verdade é que hoje já sentimos um grande cansaço acumulado destes dias, mas a equipa esteve bem e, amanhã, tentaremos melhorar na geral, conforme nos diga o 'chefe' a melhor forma de o fazer. Tanto eu como o David de La Fuente estamos bastante perto e tentaremos chegar o mais acima possível. Para mim, a etapa de amanhã parece-me adequada", finalizou o espanhol.

"Acabámos por ser a protagonista da corrida"

Por Jornal Sporting
13 Mar, 2016

Declarações de Vidal Fitas no final do 8.º GP Liberty Seguros

No rescaldo do 8º GP Liberty Seguros, onde o Sporting CP/Tavira conseguiu o Prémio Geral de Equipas e de Montanha, Vidal Fitas fez um balanço positivo desta participação.

"Correu bem; hoje, correu bem e, ontem, também tinha corrido. Fizemos uma excelente corrida, outra vez. Acabámos por ser a equipa mais protagonista da corrida, aquela que mexeu com a corrida, a que partiu completamente o pelotão. Mantivemos a classificação da Montanha, que era um objetivo para o dia. Não conseguimos chegar à Camisola Amarela, que era isso que pretendíamos, mas acabámos por vencer coletivamente, ter o quarto lugar na etapa e, portanto, penso que foi um balanço positivo em termos da prestação desportiva. E porque a equipa está cada vez mais entrosada, cumpriu os objetivos a que se propõe e a fazê-lo bem feito, portanto quando assim é...", explicou Vidal Fitas.

Questionado sobre a desistência de Luís Fernandes, o diretor-desportivo do Sporting CP/Tavira adiantou: "Fora o Luís, que em princípio será uma tendinite, e que não vai fazer a Volta ao Alentejo, vai entrar o Valter Pereira para o seu lugar. Mas este tipo de contingências também fazem parte, e nós temos sempre alguém de reserva preparado para entrar numa competição no caso de haver algum problema com algum atleta, e neste caso vai entrar o Valter, que está bem fisicamente e vai dar conta do recado, com certeza".

A equipa ‘verde e branca’ volta às estradas, a partir de quarta-feira, dia 16 de Março, para cinco dias de Volta ao Alentejo. O diretor-desportivo da formação faz a antevisão dessa corrida: "Começa quarta-feira, temos umas expectativas bastante elevadas novamente, porque a equipa está a ultrapassar um bom momento. Isso é notório, embora a Volta ao Alentejo seja com uma característica diferente daquilo que é a característica principal desta equipa, mas temos as duas primeiras etapas que jogam a nosso favor, é com isso que vamos jogar e seguir o trabalho que vamos fazendo."

Quanto ao objetivo traçado, Vidal Fitas responde sem hesitações: "Ganhar tudo, claro! Tudo o que é possível!", conclui.

De la Fuente em 9.º, com Matti Manninen a vencer

Por Jornal Sporting
06 Mar, 2016

Sporting CP/Tavira terminou Clássica da Primavera na sexta posição

O finlandês Matti Manninen (Bliz-Merida) foi o grande vencedor da 20.ª edição da Clássica da Primavera, cortando a meta isolado, depois dos 145,7 quilómetros de um percurso que terminou na Avenida dos Banhos, na Póvoa do Varzim. O finlandês da equipa sueca que está a estagiar em Portugal desde Janeiro surpreendeu o pelotão das formações nacionais, atacou no grupo de fugitivos e acabou por vencer a prova com o tempo de 3.52.07. O segundo classificado, a mais de três minutos de distância, foi Sebastian Baylis, ciclista amador da equipa britânica Zappi’s, com o pódio a ser fechado por Rafael Silva (Efapel), a 3.48 do grande vencedor da prova.

Quanto à formação do Sporting CP/Tavira, David de la Fuente voltou a ser o melhor ciclista ‘verde e branco’ em prova, conquistando o nono lugar da classificação individual, com 3.55.55. Valter Pereira foi o segundo melhor ‘leão’, concluindo a prova na 22.ª posição, com 3.55.59, pouco mais de dois minutos à frente de Shaun-Nick Bester, o sul-africano que se estreou pelo Sporting CP/Tavira, na 36.ª posição, com 3.58.00.

Na classificação geral por equipas, o conjunto ‘verde e branco’ terminou a prova na sexta posição, com 11.49.54. A Clássica da Primavera foi ganha pela Bliz-Merida, com 11.46.05, à frente da W52/FC Porto, com 11.47.48, e da Efapel, com 11.47.49.

No final da prova, Vidal Fitas, director-desportivo do Sporting CP/Tavira, analisou a prova, fazendo um balanço positivo desta Clássica da Primavera.

“Foi uma etapa muito táctica. A vitória acabou por pertencer a um ciclista de uma equipa sueca e noutras circunstâncias isso não aconteceria. A nossa equipa esteve à altura dos acontecimentos, embora aquilo que tínhamos planeado para o início da corrida não se tenha conseguido concretizar por uma série de circunstâncias que são próprias da prova – porque a corrida se acabou por se desenrolar de uma maneira diferente daquilo que tínhamos programado. Acabámos por não ter aquele resultado que pretendíamos. De qualquer forma, o comportamento dos atletas foi bom… Acabaram por cumprir aquilo que lhes foi pedido e que, em parte, fazia parte da estratégia para o dia. As coisas acabaram por correr bem. Posso considerar um balanço positivo pelo facto de a equipa ter conseguido cumprir com aquilo que foi pedido”, analisou Vidal Fitas.

Na antevisão, o director-desportivo afirmara que um dos maiores interesses do fim-de-semana era perceber como reagiriam as equipas nacionais ao novo alinhamento do pelotão. Terminadas as duas provas, a que conclusão chegou Vidal Fitas?

“Foi um bocadinho dentro daquilo que estávamos à espera. Ontem foi uma corrida menos táctica, por exemplo. Também era mais dura, era diferente. Mas de qualquer maneira, as equipas muito a dependerem daquilo que são as opções que a equipa do Sporting CP Tavira toma e também de alguns corredores do FC Porto. Digamos que essas são as duas referências neste momento. Toda a gente acaba muito por andar ao sabor daquilo que essas duas equipas fazem. Torna um bocadinho difícil gerir os corredores porque nós acabamos por estar numa competição onde não estamos contra um adversário, mas sim contra 14, 15, 16. Acaba por ser um pouco complicado geri-la porque todo um pelotão está dependente daquilo que são as opções de duas equipas. Não só para nós. É um pouco complicado gerir essa situação: as opções que se tomam, muitas vezes, acabam por não ser as mais indicadas. Torna o nosso trabalho mais difícil, mas é um bocadinho aquilo que nós pensávamos que podia acontecer e a que iremos ter de nos habituar e arranjar maneiras de poder ultrapassar. Era expectável. Para já, deu para compreender um bocadinho como se calhar irá ser a época e para entender melhor a abordagem às corridas. Não durante todas as competições, mas grande parte delas”, concluiu Vidal Fitas.

"Vamos com postura de quem quer ganhar"

Por Jornal Sporting
03 Mar, 2016

Vidal Fitas antevê as Clássicas de Amarante e da Primavera

Depois de ter sido a melhor equipa portuguesa na 42.ª Volta ao Algarve, prova que marcou a estreia do Sporting CP/Tavira, o conjunto ‘verde e branco’ volta às estradas, este fim-de-semana, para competir na Clássica de Amarante, sábado, e na Clássica da Primavera, domingo. O resultado e o balanço da competição na região algarvia foram satisfatórios, mas Vidal Fitas, director-desportivo da equipa, avisa que as provas deste fim-de-semana em pouco se podem comparar com a Volta ao Algarve. A incógnita mantém-se porque esta acaba por ser uma estreia em provas de carácter nacional, mas uma coisa é certa: a responsabilidade do Sporting CP/Tavira será maior.

“As corridas são diferentes, são nacionais. Vamos estar em confronto directo com os nossos principais adversários a nível nacional. Sinceramente, por incrível que pareça, a corrida ainda é uma incógnita: uma coisa é correr num pelotão onde há uma série de equipas melhores do que nós, outra é correr num grupo onde, teoricamente, seremos das mais fortes. E ainda não sabemos como os atletas vão reagir a isso, nem o que as outras equipas irão fazer em termos tácticos ou qual o seu posicionamento. É esta a principal incógnita nestas duas provas do fim-de-semana”, explica Vidal Fitas, prosseguindo: “Esperamos uma marcação cerrada entre as equipas mais apetrechadas. Como as duas corridas se vão desenrolar é um pouco um tiro no escuro, ainda, porque não sabemos qual as ideias e o posicionamento de cada uma das equipas perante este novo alinhamento que o pelotão tem. Esse será o grande interesse do fim-de-semana: perceber a nossa resposta a uma série de situações novas e das quais não sabemos o que esperar, nem a que tipo de responsabilidade as corridas nos irão obrigar. Antevejo um jogo do gato e do rato até perceber quem assume o quê durante a corrida, nesta primeira fase, pelo menos, na primeira corrida”.

Ainda assim, e ao contrário do que acontecia na Volta ao Algarve, o objectivo para as Clássicas de Amarante e da Primavera são claros: vencer. “O objectivo não pode ser outro que não tentar ganhar as duas corridas. Temos esse objectivo concreto e é evidente que temos capacidades para isso. A nossa postura será a de quem quer ganhar as corridas e jogar com as hipóteses que tem, tanto na Clássica de Amarante como na da Primavera”, confessa o director-desportivo.

Para atacar as duas provas deste fim-de-semana, o Sporting CP/Tavira conta com um grupo de oito ciclistas, a saber: David de la Fuente, Mario González, Jesús Ezquerra, Shaun-Nick Bester, Valter Pereira, Júlio Gonçalves, Óscar Brea e Rafael Lourenço. Olhando para os ‘leões’ que correram na Volta ao Algarve, destaque para a inclusão do sul-africano Shaun-Nick Bester, Júlio Gonçalves e Rafael Lourenço, que se estrearão com a ‘verde e branca’ vestida.

“O Rafael Lourenço entra nesta corrida no âmbito de uma adaptação paulatina ao profissionalismo, não esquecendo que vem do escalão júnior, de um ritmo diferente e que terá as suas dificuldades no princípio. Mas toda a sua preparação nestes últimos dois meses tem revelado uma evolução notória e, agora, com a competição, espera-se que sinta algumas dificuldades, mas que continue a evoluir e a adaptar-se. É com esse objectivo que o colocamos”, explica Vidal Fitas, acrescentando: “Em relação ao Júlio Gonçalves, já tem mais tempo de trabalho connosco. A sua integração no esquema táctico e naquilo que serão as suas funções na equipa penso que vão ser cumpridas sem nenhum problema. Relativamente ao Shaun-Nick Bester, sendo um atleta que vem de uma realidade diferente, embora me tenha parecido que se está a adaptar completamente ao nosso ciclismo, as coisas são sempre diferentes. E, se a Clássica de Amarante é uma corrida com características talvez para outro ciclista, porque é dura, com vários prémios de montanha que darão vantagem aos trepadores, na Clássica da Primavera já será diferente e, aí sim, espero um desempenho ao nível daquilo que esperamos dele. Ele é um bom rolador, em pequenas subidas defende-se bem e tem uma boa ponta final, portanto penso que será uma corrida que se adaptará melhor às características dele e onde poderemos ver se ele desempenhará a função que lhe é atribuída. Penso que sim porque a sua condição física é satisfatória. Mas há uma série de expectativas, também estamos a ver ainda como as coisas vão funcionar numa corrida onde a responsabilidade é maior do que na Volta ao Algarve”.

Afirmando que Mario González e Óscar Brea estão recuperados das mazelas sofridas na primeira prova do ano, Vidal Fitas abordou a maior responsabilidade existente nestas duas corridas e a pressão que isso poderá trazer aos seus atletas. Para si, a pressão é bom sinal e o grupo utilizará isso a seu favor.

“Terá de lidar bem com isso. Mau é quando não existe pressão nem responsabilidades, significa que o grupo tem uma qualidade baixa. Quando ela é alta, tem de se assumir a qualidade que tem e a responsabilidade que isso traz, por isso, não será um problema. Os atletas lidam bem com isso e é bom quando assim acontece porque traz outra motivação ao ciclista por saber que está num conjunto apto para lutar por vitórias”, conclui o directo-desportivo.

"Foi uma etapa muito dura e eles defenderam-se bem"

Por Jornal Sporting
18 Fev, 2016

Vidal Fitas está satisfeito com prestação da equipa e antevê bom resto de época

No final da segunda etapa da 42.ª Volta ao Algarve, que uniu a Lagoa a Monchique e culminou no Alto da Fóia, o director-desportivo do Sporting CP/Tavira, Vidal Fitas, mostrou-se satisfeito com a prestação da equipa ‘verde e branca’ no dia de hoje e analisou a condição física dos ciclistas até ao momento, deixando boas perspectivas de futuro para o que resta da prova e da temporada.

“Não é normal numa etapa tanta gente ter problemas com quedas, mas, no que resta da etapa, estou safisfeito. Foi o segundo dia de corrida do ano, uma etapa muito dura, uma corrida a uma velocidade bastante grande e eles defenderam-se bem. Foi pena a queda do David de la Fuente também já na parte final da prova, depois de na antepenúltima montanha do dia ter estado em evidência, o que revela uma boa condição física. Aliás, todos eles revelaram boa condição” explicou Vidal Fitas, acrescentando: “Pode parecer-vos estranho, mas para nós, que estamos integrados num pelotão que tem os melhores ciclistas do mundo, conseguirmos ter mais de 50% da equipa no primeiro grupo da frente ate à subida para a Fóia, com tantos azares e numa altura em que estamos a começar, não temos referências nenhumas e não sabemos o que a nossa condição vale, é bastante positivo. Se tivéssemos de fazer uma escala de 0 a 10 para saber de onde partimos, diria que partimos do 8. E isso é o que me deixa mais satisfeito”.

E como vai correr o resto da prova? Irão os atletas ‘leoninos’ ultrapassar os percalços e conseguir uma boa classificação? “Não sou o bruxo de Fafe, não sei dizer. Não sabemos como estão os atletas, vamos avaliar esta noite. Penso que a maior parte das mazelas serão apenas escoriações, mas no caso do Mario também pensávamos que era só isso e afinal hoje não conseguia vir na bicicleta, portanto…” respondeu o director ‘verde e branco’, concluindo: “O alcatrão não é propriamente macio de se experimentar e nunca sabemos de um dia para o outro as consequências que as quedas trazem. Para já, à primeira vista, penso que não passarão de escoriações mas teremos de esperar pela noite e pela manhã. O dia de amanhã é contra-relógio, não tao duro como uma etapa em linha, que poderá servir para recuperar alguma mazela mais complicada. Estou satisfeito com o comportamento da equipa”.

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