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Clube

Nocentini mantém sexta posição e luta pela amarela

Por Jornal Sporting
29 Jul, 2016

Sporting CP com dois corredores nos 10 primeiros classificados no final da 2.ª etapa, na chegada a Fafe

Mesmo depois da queda em grupo que colheu Rinaldo Nocentini na 1.ª etapa, que ligou Ovar a Braga, o italiano do Sporting CP manteve, esta tarde, a sexta posição da geral que já trazia do dia anterior, na chegada a Fafe, naquela que foi a 2.ª etapa da prova Rainha do ciclismo português.

A partida foi dada em Viana do Castelo, num total de 160 quilómetros, numa etapa bastante movimentada, com Rinaldo Nocentini (7.º) e Jesus Ezquerra (8.º) a entrarem em Fafe, nos últimos quatro quilómetros até à meta, juntos com o pelotão, o que permitiu aos corredores do Sporting cimentarem as suas posições na tabela classificativa geral individual. David de La Fuente (11.º) também conseguiu chegar no grupo da frente, a apenas 3 segundos de distância do vencedor da etapa, Francesco Gavazzi, da Androni Giocattoli/Sidermec com o tempo de 4.12:43.

Apesar do bom desempenho da equipa na estrada, o Sporting CP desceu de 2.º para 3.º na geral por equipas (12.38:15), ainda que esteja a apenas 1 segundo de diferença para a 2.º classificada, a Efapel e a Caja Rural (1.ª), ambas com o mesmo tempo (12.38:14).

A geral individual fica assim ordenada, depois de completa a 2.ª etapa da 78.ª Volta a Portugal:

1.º Daniel Mestre Efapel 8:38:44
2.º José Gonçalves Caja Rural a 2s
3.º Francesco Gavazzi Androni Giocattoli/Sidermec a 8s
6.º Rinaldo Nocentini SPORTING/Tavira a 16s
8.º Jesus Ezquerra SPORTING/Tavira a 19s
21.º David de La Fuente SPORTING/Tavira a 30s
54.º David Livramento SPORTING/Tavira a 7,33m
68.º Valter Pereira SPORTING/Tavira a 13,56m
90.º Hugo Sabido SPORTING/Tavira a 22,47m
107.º Oscar Brea SPORTING/Tavira a 29,38m
124.º Mario Gonzalez SPORTING/Tavira a 38,42m

Férias de Leão: descanso dos pais, alegria das crianças

Por Jornal Sporting
29 Jul, 2016

Terminou hoje mais uma semana das Férias de Leão, mas segunda-feira volta outro grupo. E há repetentes

Acabou hoje mais uma semana das Férias de Leão, mas na próxima segunda-feira começa outra. Pelo segundo ano consecutivo e com origem nos projectos anteriores das 'Férias em Movimento' e 'Sporting Total', decorre até ao final de Setembro os programas semanais de férias para crianças entre seis e os 14 anos de idade do Sporting CP.

Um descanso para os pais e uma imensa alegria para as crianças. O programa, de segunda à sexta, começa a partir das 9 até às 17 horas, com refeição ligeira a meio da manhã, almoço e lanche incluídos todos os dias, com práticas desportivas de manhã e lúdicas à tarde.

"De manhã há sempre actividades físicas e à tarde mais de entretenimento. Não há natação, mas sim jogos aquáticos. Não há ginástica e sim actividades gímnicas. Depois de almoço temos visita ao estádio, ao museu, às quarta-feiras temos jogo na Academia, à quinta há a Sporting TV kids e à sexta caça ao tesouro e pedipaper com o Jubas. No final, recem umas lembranças e um diploma, em cerimónia com o Jubas", conta Helena Duarte, coordenador do projecto Férias de Leão.

As férias juvenis do Sporting CP recebem no máximo 45 crianças por semana, com um custo de 150 euros para sócios e 175 para público em geral. "Cerca de 90 por cento dos participantes são sócios. E muitos deles repetem. Não participam apenas numa semana", acrescenta Helena Duarte. As actividades desportivas dividem-se pelo judo, patinagem, kickboxing, capoeira, futebol, andebol, jogos aquáticos e até surf, na Praia da Mata, na Costa da Caparica, para os interessados.

Para a semana há mais. Até final de Setembro.

O Malhoa que pintava os relvados de verde e branco

Por Jornal Sporting
29 Jul, 2016

Começou por dar toques nas ruas do Barreiro, foi aprendiz de carpinteiro e mais tarde tornou-se no mais virtuoso dos Cinco Violinos. Rejeitou duas propostas do Benfica e nunca levantou o prémio de assinatura que recebeu do Sporting por razões sentimentais

Era ainda um miúdo quando começou a demonstrar dotes de malabarista. Não com as mãos, mas sim com os pés, que usava para fintar os amigos nas partidas de rua no Barreiro, onde cresceu. Apesar da juventude, Vasques exigia que lhe chamassem Soeiro, assim como o tio, avançado e grande figura do Sporting CP nos anos 30.

Aos 12 anos, decidiu sair da escola primária para se matricular nas aulas nocturnas da escola industrial, mas como não gostava de estudar, tornou-se aprendiz de carpinteiro de moldes na CUF, onde o pai era operário. Cinco anos depois, já jogava na equipa principal da empresa, o que lhe valeu a promoção ao trabalho de escritório.

Com um talento apenas à medida dos predestinados, tal a sua invulgar capacidade goleadora, tanto com os pés como com a cabeça, Vasques chamou a atenção dos ‘grandes’ do futebol português. O Benfica, por intermédio de Joaquim Bogalho, na altura chefe da secção de futebol, chegou-se à frente e colocou-lhe um contrato em cima da mesa. O avançado promissor, na altura com 20 anos, ainda chegou a comparecer em três treinos dos encarnados no Campo Grande, mas o tio convenceu-o a assinar pelo Sporting CP, que lhe pagou um prémio de 18 contos – que depositou no banco e por razões sentimentais nunca o levantou – e ofereceu um salário mensal de 600 escudos.

Em 1951, o Benfica voltou à carga, com uma oferta de 100 contos, mas Vasques voltou a recusar a proposta e o Sporting CP aumentou-lhe o ordenado para o dobro: 1200 escudos. Ainda houve direito a um bónus: o Presidente Ribeiro Ferreira decidiu financiar a Sofril, a empresa de arcas refrigerantes que detinha em sociedade com Travassos.

O dia 8 de Setembro de 1946 marca o início de 13 anos de leão ao peito, em que conquistou 12 títulos, entre os quais oito Campeonatos Nacionais. Capaz de jogar em todas as posições do ataque, sempre com uma enorme delicadeza no drible, foi considerado o mais virtuoso dos Cinco Violinos. Um jogador genial, recordado por muitos como o ‘Malhoa’, uma alcunha atribuída pelo antigo treinador e jornalista Tavares da Silva, por fazer lembrar a arte do reputado pintor português da altura.

"Tinha bola dos pés à cabeça. Quando jogava parecia que estava a pintar. Era mesmo um grande jogador", recordou um dia Jesus Correia, que jogou sete anos ao lado de Vasques no Sporting CP. Apesar dos elogios, o colega de equipa nunca ficou convencido: "Chamavam-me Malhoa para troçar, por ter jogado mal", confessou o próprio Vasques.

Terminou a carreira em 1959, com 33 anos e 349 jogos pelos leões nas pernas, em que apontou 226 golos. No currículo apresenta ainda a terceira posição na lista dos melhores marcadores do Clube. Depois de deixar o relvado de Alvalade, explorou a tabacaria do estádio e posteriormente a Loja Verde, onde passou horas a recordar as histórias do melhor ataque de sempre. Faleceu em 2003, um mês antes da inauguração oficial do novo reino do leão, onde o amigo Jesus Correia deu o pontapé de saída numa nova era.

O homem que nasceu Travassos e se tornou o Zé da Europa

Por Jornal Sporting
28 Jul, 2016

Com brilhantina no cabelo e magia nos pés, o rapaz que aos 13 anos foi convidado a comer mais batatas e bacalhau tornou-se num dos eternos cinco violinos. Até a Europa se rendeu ao seu futebol perfumado

Estava de férias, na Costa da Caparica, em pleno Verão de 1955, quando recebeu um telegrama inesperado – e totalmente inédito no futebol nacional – a convocá-lo para alinhar na Selecção da Europa, que iria defrontar a Grã-Bretanha, em Belfast, na festa do 75.º aniversário da Federação Irlandesa de futebol.

Primeiro achou que fosse uma brincadeira de mau gosto, mas quando percebeu que o convite era oficial, Travassos foi para Alvalade treinar. Correu na pista de atletismo, praticou ginástica e exercitou-se com uma bola de borracha. Mas não ficou por aqui: todos os dias de manhã, levantava-se bem cedo para esticar as pernas com um pouco de ‘jogging’ na Costa. O esforço valeu a pena e não tardou a encantar a crítica. Mesmo aos 33 anos, quando o Violino já não tinha a mesma melodia. Dos seus pés saíram dois golos: “Ganhámos por 4-1, mas podíamos ter dado 10 à Inglaterra!”, afirmou depois do jogo.

Recebeu 25 libras como prémio, uma placa comemorativa e fez as malas para Lisboa. À chegada ao aeroporto da Portela, tinha à sua espera uma multidão em festa que o baptizou de Zé da Europa. Uma alcunha honrosa para aquele menino que em 1922 nasceu na quinta do Lumiar – onde estava erguida a bancada nova do antigo estádio José Alvalade –, com o nome de José Travassos. Prova disso são as palavras de um jornalista inglês enviado a Belfast: "Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito que vale quatro mil contos. Com um penteado impecável, é tão brilhante com os pés como o seu inalterável penteado de brilhantina".

De facto, a visão de jogo apurada, a capacidade de remate, os passes fabulosos, os dribles estonteantes e a veia goleadora, eram qualidades ímpares que fizeram do médio criativo um fora de série. Um autêntico estratega no meio campo do Sporting, que de leão ao peito marcou as décadas de 40 e 50 com vários títulos: oito Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal, um Campeonato de Lisboa e uma Taça 1.ª Categoria. Ao lado de nomes como Jesus Correia, Albano, Peyroteo e Vasques, formou uma linha ofensiva inesquecível, tornando-se um dos eternos Cinco Violinos.

Um feito impensável para o jogador que aos 13 anos era aprendiz de torneiro e ao tentar realizar o seu sonho de jogar no Sporting, viu o técnico Joseph Szabo mandá-lo comer bacalhau com batatas por ser demasiado esguio. Ainda assim, Travassos nunca deixou de amar o seu Clube e mais tarde, quando foi cobiçado pelo FC Porto, numa altura em que jogava na CUF, deixou o seu Sportinguismo falar mais alto (1946). Com um ordenado de 700 escudos por mês, justificou a contratação com três golos no dérbi dessa época frente ao Benfica (6-1), que lhe valeram um relógio de ouro como prémio.

Ao fim de 13 épocas de leão ao peito, e inúmeras lesões – as entradas duras dos adversários obrigaram-no a retirar três dos quatro meniscos –, decidiu pendurar as botas e deixar o negócio de arcas refrigerantes, que montou com Vasques, para se dedicar à caça, a sua outra grande paixão.

Faleceu em 2002, aos 75 anos, como um dos melhores médios portugueses de sempre. Leia-se Travassos, ou Zé da Europa, se preferir.

Travassos em números:

Temporadas: 13

Títulos: 8 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 1 Campeonato de Lisboa 1, Taça 1.ª Categoria

Jogos: 321

Golos: 127

Lista de vítimas: Académica: 15 golos; Sp. Covilhã: 11 golos; Oriental: 10 golos; Elvas: 9 golos; V. Guimarães: 9 golos;Belenenses: 9 golos; Benfica: 8 golos; Atlético: 8 golos; Estoril: 7 golos; V. Setúbal: 6 golos; Barreirense: 6 golos; FC Porto: 4 golos; Sp. Braga: 4 golos; Caldas: 3 golos; Famalicão: 2 golos; Lusitano VRSA: 2 golos; Boavista: 2 golos; Olhanense: 2 golos; Salgueiros: 2 golos; Lusitano Évora: 2 golos; CUF: 2 golos; Atl. Madrid: 1 golo; Marítimo: 1 golo; Despertar Beja: 1 golo; Leixões: 1 golo

Pedro Henriques dá formação sobre Novas Leis de Jogo

Por Jornal Sporting
28 Jul, 2016

Ex-árbitro internacional explica no Auditório Artur Agostinho as alterações introduzidas pela FIFA e em vigor a partir de 1 de Junho

O ex-árbitro internacional Pedro Henriques esteve esta manhã no Auditório Artur Agostinho, no estádio José Alvalade, numa acção de formação sobre as alterações às Leis de Jogo introduzidas pelo International Board e que entraram em vigor a 1 de Junho.

"Houve muitas mudanças, designadamente a supressão de cerca de 10 mil palavras, coisas mais simples. O livro ficou mais bem organizado. A ideia era dar a conhecer o que de mais relevante foi alterado. Só o facto da UEFA e da FIFA terem alterado alguma coida, já é bom. Falamos de organismos com grande relutância em mudar seja o que for, apesar das insistências dos próprios clubes, como é o caso do Sporting com os vídeo-árbitros. Mas estão a dar um bom sinal, que estão no caminho certo para a verdade desportiva não se descredibilizar", adiantou.

Peyroteo, a lenda que não oferecia contestação

Por Jornal Sporting
27 Jul, 2016

Números ainda hoje inigualáveis e que esperam do Museu FIFA um reconhecimento à altura da maior figura do futebol mundial no que a golos diz respeito.

Perde-se a adjectivação quando o tópico é Peyroteo. Provavelmente, tudo o que qualifique a grandeza do melhor goleador da história do futebol mundial, com a imbatível média de 1,6 golos por jogo, já terá sido usado, dito, redito, sem qualquer abuso ou excessos de linguagem. Merece todos os epítetos que lhe possam ser dirigidos, sempre com uma dimensão homérica, de quem atingiu o patamar dos imortais.

Terminou em 1949 para o futebol, como jogador, mas ainda hoje ninguém lhe conseguiu igualar os recordes que deixou de camisola verde e branca vestida.

Não precisava de se colocar em bicos de pés para se fazer notado. Um farol, dentro de campo, que iluminava os caminhos dos extremos, proporcionando-lhes o tipo de jogo que engrandecia a cada jogo o mais extraordinário dos registos.

No primeiro jogo de leão ao peito, frente ao Benfica, bisou. Era apenas o começo. As águias foram mesmo as suas maiores vítimas: em 33 jogos marcou 53 golos, dando a mesma média (1,6) registada na sua carreira.

A figura era tão transversal que ultrapassava as fronteiras do clubismo. Venerado pela família leonina, respeitado pelos adversários. Nunca percebeu as mudanças de clube, mesmo por razões financeiras. “Nunca teria jogado pelo Benfica ou pelo FC Porto”, contou o filho em entrevista, mais íntima, ao Jornal Sporting, a 19 de Novembro do ano passado. Não pelos nomes, mas porque, simplesmente, para Peyroteo, as mudanças de camisolas era algo de sagrado.

Era de estudar os adversários por acreditar que uma boa equipa é sempre a soma das individualidades. “Boas equipas sem bons jogadores parece-me que não existem”, escreveu o próprio Peyroteo no seu livro de memórias, rematando: “A minha preocupação era sempre estudar o defesa que me cabia defrontar. Seria rápido na antecipação? Saltaria bem na disputa de bola? Teria dois bons pés ou um melhor que outro? Fecha os olhos quando vai à bola? Jogará em subtileza ou força? Tentava explorar as suas fraquezas”.

Talvez por tudo isto, quando o director do Museu FIFA ouviu da boca de Bruno de Carvalho a inigualável história de Peyroteo, tenha ficado a promessa do seu currículo ser devidamente analisado para posterior homenagem e reconhecimento mundial. Não é justiça. É apenas mérito.

Peyroteo em números:

Temporadas: 12

Títulos: 5 Campeonatos Nacionais, 1 Campeonato de Portugal, 4 Taças de Portugal, 8 Campeonato de Lisboa, 1 Taça Império

Jogos: 334 jogos

Golos: 544 golos

Lista de vítimas: Benfica: 53 golos; Belenenses: 45 golos; Académica: 43 golos; Carcavelinhos: 32 golos; Atlético: 30 golos; Unidos Lisboa: 26 golos; V. Guimarães: 24 golos; Casa Pia: 23 golos; FC Porto: 23 golos; Olhanense: 20 golos; Boavista: 18 golos; Elvas: 18 golos; V. Setúbal: 16 golos; Estoril: 14 golos; Salgueiros: 14 golos; CUF: 13 golos; Académico Porto: 13 golos; Fósforos: 13 golos; Barreirense: 12 golos; Leça: 12 golos; Oliveirense: 11 golos; Farense: 10 golos; Lusitano VRSA: 10 golos; Leixões: 9 golos; Famalicão: 8 golos; Marinhense: 6 golos; União Lisboa: 5 golos; Portimonense: 5 golos; Torino: 3 golos; Marítimo: 3 golos; Oriental: 3 golos; Sanjoanense: 3 golos; Sp. Braga: 2 golos; Sp. Covilhã: 2 golos; Seixal: 2 golos

Estreia do filme "Sporting e Tu"

Por Sporting CP
27 Jul, 2016

Um filme imperdível que retrata a experiência pessoal do Sócio com o Clube do seu coração

Hoje, e em apenas 4 semanas, foi ultrapassado o número total de Gamebox vendidas em 2015/2016, sinal evidente que os Sportinguistas acreditam e confiam na equipa de verde e branco para a nova época.

Assim, e para premiar o nosso maior património – os Sócios - o Sporting Clube de Portugal acaba de lançar o filme ‘Sporting e Tu’, um relato único cheio de amor à camisola em que cada Sócio é o actor principal e onde poderá ver alguns dados pessoais e históricos da sua relação com o Clube do seu coração (veja aqui o seu filme):

. efeméride Sporting no ano de nascimento do Sócio

. data nascimento e quantos dias passaram até à inscrição como Sócio

. data de filiação n’ A Maior Potência Desportiva Nacional

. primeiro jogo no novo Estádio (data, adversário, resultado e marcadores)

. total de jogos no novo Estádio (vitórias, empates, derrotas e golos)  

. número de Gamebox Sócio adquiridas desde 2003

Este Sábado, dia 30 de Julho pelas 20h, o Sporting Clube de Portugal defronta o Wolfsburg no Estádio José Alvalade para o Troféu ‘Cinco Violinos’. Os Sócios do Clube já podem adquirir o bilhete individual para este jogo desde €11 ou comprar uma Gamebox desde €120 e que inclui ainda 21 jogos (Troféu ‘Cinco Violinos’ + 17 Jogos da Liga NOS + 3 Jogos da Fase de Grupos da Liga dos Campeões) claramente a sua opção mais económica para quem quer viver todas as emoções ao vivo em Alvalade.  

 

Para a época 2016/2017 contamos replicar o magnífico ambiente que se registou na época passada e que levou o Estádio José Alvalade a ter a sua melhor assistência de sempre: 40.017 espectadores nos 17 jogos da Liga NOS.

Albano, o violino que tinha mais talento do que tamanho

Por Jornal Sporting
26 Jul, 2016

Rápido e habilidoso com a bola nos pés, apesar da baixa estatura, obrigou o Sporting a pagar 20 contos pela sua transferência. Ainda hoje é recordado como um dos melhores pontas esquerdos do futebol português

Nasceu três dias antes do Natal de 1922, não muito longe das margens do Tejo. No Seixal, para ser exacto, onde era ainda uma criança quando começou a dar os primeiros pontapés na trapeira, a bola de trapos comum a muitos outros miúdos na altura. A paixão pelo futebol era tanta que Albano passava os dias a jogar com os amigos na rua e nos descampados da terra.

Daí até passar a federado na equipa local foi um passinho. Sim, muito pequeno, tal como a sua estatura. Mas desengane-se se pensa que o seu físico franzino o atrapalhava nos treinos e nos jogos. Muito pelo contrário. Uma teoria comprovada nos juniores do Barreirense, onde jogou antes de voltar ao Seixal, já como sénior. O seu talento era como o algodão: não enganava.

Rápido, com uma aptidão anormal em termos técnicos e uma capacidade de drible acima da média, obrigou o Sporting a pagar 20 contos – uma fortuna na época (1943) – pela sua contratação. Era visto pelo Dr. Amado de Aguilar, que na altura dirigia os leões, como o jogador ideal para ocupar a vaga de estremo esquerdo deixada em aberto por João Cruz, um nome consagrado do Clube. O problema é que as finanças leoninas, na altura, passavam por um período difícil – lutava-se pela renovação das instalações verde e brancas –, o que motivou uma forte contestação dos adeptos.

Nada que preocupasse o pequeno Albano, que se mostrou à altura do desafio e pegou de estaca na equipa principal. Fez parte dos famosos Cinco Violinos e ainda rendeu juros: conquistou um total de oito Campeonatos, quatro Taças de Portugal, três campeonatos de Lisboa e uma Taça Império. Um palmarés que o torna num dos atletas leoninos com mais troféus. Mas mais do que títulos, Albano provou durante 13 anos na ponta esquerda do ataque do Sporting que o talento não se mede aos palmos.

Com fintas desconcertantes, não tinha medo das diferenças de cabedal e, por isso, deixava a cabeça em água dos defesas adversários – uma vez até passou por entre as pernas de um adversário escocês. Que é como quem diz que se punha a jeito para levar umas pancadas valentes. Algo que contribuiu para que fosse um jogador muito querido entre os Sócios e adeptos, que não toleravam tal comportamento perante tamanha genialidade. O cartão-de-visita também ajudou: 161 golos em 335 jogos de leão ao peito.

Para a história fica ainda o seu humor e boa-disposição, simbolizada na sua estreia pela Selecção Nacional, contra a Suíça, no Jamor, no célebre jogo da chuva que terminou com dois golos para cada lado. "Choveu tanto naquele Portugal-Suíça que eu encolhi mais dois centímetros”, contou Albano, anos mais tarde, que com 13 internacionalizações e três golos de quinas ao peito ganhou com mérito um lugar de honra no futebol português.

Teve a sua festa de homenagem e despedida a 29 de Junho de 1957, quando muitos já o chamavam de velho: realizou apenas seis jogos nessa época. Ainda assim, teve a humildade para afirmar que jogaria nas reservas ou onde fosse necessário, até o Sporting o mandar embora.

Pouco tempo depois, pendurou as botas e abriu um café no Seixal com o dinheiro que juntou durante a carreira. O problema é que o negócio falhou: as ‘borlas’ que dava aos amigos custaram-lhe caro. Albano não se deu por vencido e, depois de arregaçar as mangas, começou a trabalhar como corticeiro numa fábrica local.

Faleceu a cinco de março de 1990, com 67 anos. Ainda hoje é recordado como um dos melhores pontas esquerdos que o futebol português conheceu. De pequeno nunca teve nada. Que o diga Fernando Peyroteo, que o descreveu um dia desta forma: “Nada fazia em força, mas em jeito. Tudo era feito de uma maneira leve e suave”.

Albano em números:

Temporadas: 13

Títulos: 8 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal, 3 Campeonatos de Lisboa e 1 Taça Império

Jogos: 335

Golos: 161

Lista de vítimas: Benfica: 16 golos; Atlético: 15 golos; FC Porto: 15 golos; Belenenses: 12 golos; Académica: 10 golos; V. Guimarães: 10 golos; Estoril: 10 golos; Sp. Braga: 9 golos; V. Setúbal: 7 golos; Oriental: 7 golos; Boavista: 6 golos; Elvas: 6 golos; CUF: 5 golos; Salgueiros: 5 golos; Sp. Covilhã: 5 golos; Lusitano VRSA: 5 golos; Olhanense: 4 golos; Lusitano Évora: 4 golos; Barreirense: 3 golos; Famalicão: 3 golos; Nice: 1 golo; U. Lisboa: 1 golo; Fósforos: 1 golo; Oliveirense: 1 golo; Sanjoanense: 1 golo

Museu com descontos no Dia Internacional da Juventude

Por Jornal Sporting
26 Jul, 2016

Bilhetes a metade do preço no próximo dia 12 de Agosto

O Museu Sporting vai festejar o Dia Internacional da Juventude, no próximo dia 12 de Agosto, com reduções de 50% no preço dos bilhetes para jovens entre os 12 e os 29 anos. Não só para o Museu como para o Estádio José Alvalade.

Uma ponte entre a história do mais titulado e eclético clube nacional e a modernidade a todos os que irão garantir o futuro do Clube. O presente pode não fazer sentido se não se conhecer o passado, o caminho percorrido até à actualidade, que fazem do Sporting CP uma fonte de inspiração a todos os que envergam a camisola e as cores leoninas e, acima de tudo, aos que sentem uma enorme paixão e vibram pelo Clube.

Jesus Correia: o cavalheiro que saltou dos rinques para os relvados

Por Jornal Sporting
25 Jul, 2016

Começou no Paço de Arcos em hóquei em patins, foi recusado no Belenenses no futebol e acabou por vir brilhar em Alvalade

Começa hoje a série de cinco dias para o mesmo número de violinos que encantaram o futebol nacional e enriqueceram de forma ímpar a história do Sporting CP.

Jesus Correia, nascido a 3 de Abril de 1924, em Paço de Arcos, começou a carreira de desportista como hoquista do clube da Linha. Até se descobrir que o seu virtuosismo em cima dos patins era apenas um aperitivo daquilo que poderia fazer com chuteiras, nos relvados. Nas provas que prestou no Belenenses, foi rejeitado. No entanto, o seu talento não passou despercebido a Josef Szabo, treinador principal dos leões, que não só lhe deu um lugar na equipa principal como lhe colocou a responsabilidade acrescida de substituir outro nome grande: Adolfo Mourão.

Reconhecidamente um cavalheiro fora dos terrenos de jogo, com um sentido humor apuradíssimo, Jesus Correia era a maior dor de cabeça aos laterais esquerdos que tinham por missão travá-lo. O que não era fácil. Que o diga o Atlético Madrid, na inauguração do Estádio Metropolitano, na capital espanhola, 'Necas', como era conhecido, marcou todos os golos com que o Sporting CP derrotou os anfitriões. O resultado ficou 6-3, num tempo em que não havia, propriamente, visitas de cortesia, como se pode verificar pelo marcador final.

Depois de nove temporadas de leão ao peito nos relvados leoninos, optou por abandonar o futebol e dedicar-se a tempo inteiro ao hóquei em patins.

Foi o último dos Cinco Violinos a partir de entre nós, em 2003, não sem antes ter recebido a honra de dar o pontapé de saída na inauguração do novo José Alvalade, frente ao Manchester United, o encontro que marcou a partida de Cristiano Ronaldo para os Red Devils, dando, assim, início a uma carreira tão ímpar como aquela que Peyroteo e os Cinco Violinos tiveram no Sporting CP.

Jesus Correia em números:

Temporadas: 9

Títulos: sete Campeonatos Nacionais; duas Taças de Portugal e dois Campeonatos de Lisboa

Jogos: 208

Golos: 158

Adversários: Académica (17); Atlético (16); Benfica (13); Estoril (13); V. Guimarães (12); FC Porto (10); Boavista (10); Oriental (9); Olhanense (9); Belenenses (7); Lusitano VRSA (7); Oliveirense (5); CUF (5) Salgueiros (4); Sanjoanense (4); Sp. Braga (3); Famalicão (3); Sp. Covilhã (3); Elvas (3); V. Setúbal (2); Barreirense (2); e Barcelona (1)

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