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Futsal

Foto UEFA

Palavra de Campeão da Europa

Por Sporting CP
10 maio, 2026

As reacções dos protagonistas em Pesaro

Após a última buzina na quadra italiana, a festa verde e branca tomou conta do palco da final da UEFA Futsal Champions League. Levantado o desejado troféu (o terceiro do palmarés), os vários protagonistas de mais uma conquista europeia reagiram em declarações à Sporting TV.

Bernardo Paçó
“Primeira palavra tem de ser de gratidão para os adeptos. Estão sempre connosco, já em três final-four: foi em Palma de Maiorca, na Arménia, em Le Mans, e hoje encheram a bancada. Ano após ano acreditam na nossa equipa e, por isso, obrugado de coração. Gratidão eterna.
Sabíamos que eramos bem capazes de ganhar esta Champions. Fizemos um caminho espectacular, ganhámos às melhores equipas e só podia acabar assim. Obrigado a quem acreditou e, também, a quem não acreditou. Essa exigência faz-nos melhorar e é nesse patamar que queremos estar. Agora, é festejar.”

Diogo Santos
“Muita ansiedade. Sofri por todos. Aconteceu [a expulsão], mas faz parte do jogo. Acima de tudo, o importante é a vitória de equipa e estou especialmente feliz por ter ajudado. Agora, resta festejar até não dar mais (risos).
Sabemos que tem sido uma temporada difícil, porque tínhamos perdido dois troféus, mas viemos com tudo para a Champions. Mostramos de que somos feitos, não desistimos de nada. É o ADN do Sporting CP. Estou muito feliz.
Houve superação acima de tudo. Fizemos uma meia-final até aos penáltis, acho que ninguém estava bem das pernas, mas foi superação, acima de tudo.”

Bruno Maior
“Primeira de muitas! É um sentimento incrível. Trabalhamos muito para isto. Somos Campeões Europeus, algo normal para o Sporting CP e vai ser ainda mais normal, se Deus quiser. Obrigado aos Sportinguistas que estiveram presentes e aos que acompanharam em casa e no Pavilhão João Rocha.
[Expulsão de Diogo Santos] Não dei na cabeça porque faz parte do jogo. Conseguimos aguentar o 4v3, unimo-nos e conseguimos trazer o título para casa.
É um sonho de criança. Por poder desfrutar do jogo e viver este momento sou um eterno agradecido. É uma felicidade extrema.”

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Pauleta
“É um sentimento inexplicável. Para mim é um prazer enorme jogar no Sporting CP. Obrigado aos que acreditam, aos que não acreditam, porque nós estamos aqui sempre para responder da melhor maneira. Queremos sempre ganhar, por isso é que jogamos no Sporting CP. Hoje a festa é a noite toda!”

Rocha
“A sensação é maravilhosa. Sabemos o quanto lutámos e o quão difícil foi. No ranking [da UEFA], o IB Palma Futsal estava em primeiro, nós em segundo, em terceiro o FS Cartagena, depois o SL Benfica e o Kairat FC, e nós vencemos todos. Foi muita competência e trabalho. Hoje coroamo-nos com este título que fica eternizado.
Quando o Nuno fez o primeiro contacto [para voltar], eu não pensei nem duas vezes. Queria voltar a ser feliz.”

Wesley
“Nem sei como me sinto… São muitas emoções. Só nós sabemos o que lutamos para estar aqui. Perdemos dois troféus, mas o grupo nunca se deixou abater. Isso vale mais do que as palavras. O nosso dia-a-dia e a nossa união fazem com que sejamos grandes. Sabíamos que eramos capazes de lutar pelo título.
Encontrámos adeptos na rua e foram muito importantes para nós. Obrigado pelo esforço de estarem aqui, por nos terem empurrado não só hoje como na meia-final.
Hoje eu não quero saber de nada, mas na próxima também vamos estar lá. Faz parte da nossa identidade. Estejam sempre connosco.”

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Taynan
“Um dia inesquecível para nós. Conseguimos provar mais uma vez o nosso valor. Tivemos o caminho mais difícil possível, contra os quatro melhores do ranking e ganhámos a todos. Está mais do que provado que não estamos em fim de ciclo. Este é um trabalho sólido, às vezes pecamos, mas somos humanos. Temos de agradecer a estes adeptos maravilhosos. Foi difícil quando saí do Sporting CP, não sei o que vai ser do futuro, mas este clube está sempre no meu coração. A minha família sempre gostou de estar aqui. Este clube é a minha vida e obrigado por tudo sempre.
[Época difícil em termos de lesões] Nunca tive uma lesão séria na vida e este ano foi diferente, fiz só seis jogos. Tive uma lesão no joelho em Outubro, voltei e lesionei-me num treino… Agora é recuperar e, se tudo ajudar, quero voltar a jogar no Pavilhão João Rocha.”

Zicky Té (eleito o melhor jogador da final)
“Estamos bem, melhor impossível! O Sporting CP é Campeão da Europa, oiçam bem. Nós, jogadores, às vezes temos momentos menos bons. As finais do ano passado foram difíceis para mim e, por isso, a minha recuperação foi mais retardada para voltar ao meu melhor. Foi difícil porque houve notícias sobre mim a dizer que ia acabar a carreira... Não me caíram bem, preferi aconchegar-me junto à minha família, não me pronunciar e responder com trabalho no momento certo. Estou aqui a dignificar o Sporting CP da melhor maneira e consequentemente já temos mais uma Champions.
Estou na equipa principal há seis anos, fomos a quatro finais [da Champions], ganhámos duas e perdemos duas, mas os adeptos nunca deixaram de nos acompanhar.”

Paulo Luís
“É sentir que o trabalho está bem feito. Estávamos muito bem preparados e isso reflectiu-se não só na vitória mas na forma como ganhamos. Além de bons jogadores, são excelentes pessoas e há muito trabalho por trás. É uma satisfação imensa conseguir este título.
Felizmente, temos vindo cá muitas vezes e parece que é fácil. Não é. Estar aqui é onde todos queremos estar. Hoje, felizmente, foi mais do que justo, ganhou a melhor equipa neste fim-de-semana. O apoio da malta na bancada foi fundamental, também. Internamente dizemos que podemos perder, mas não podemos deixar de dar tudo. É inegociável, sabem disso e hoje fomos recompensados.”

João Matos (em zona mista)

“É espectacular pertencer a este leque de estrelas, de jogadores extraordinários e de pessoas incríveis, batalhadores, guerreiros e muito merecedores deste título. Acima de tudo é essa a palavra que fica: merecedores daquilo que conquistámos hoje. Darei sempre o máximo de mim, das minhas energias, para ajudar os meus colegas, para ajudar o Sporting CP, e seja quanto tempo for, seja onde for, darei tudo o que tenho para poder ajudar a conquistar algo. Desta vez fomos felizes, merecedores. Está na minha essência dar toda a minha energia, o meu apoio, toda a minha força e no que puder ajudar o Clube a vencer. Será sempre assim. Foi muito especial esta conquista, pelo trajecto que fizemos, eliminámos as melhores equipas, os campeões de várias Ligas, os campeões europeus na final. É e especial por ser a terceira, por termos ‘batido na trave’ já muitas vezes nos últimos anos. Consecutivamente temos estado nas decisões, mas faltava-nos um pouco de sorte, um pouco de potência. Hoje fomos felizes, acima de tudo muito felizes. O 5x4, o 4x3 apesar de serem momentos estratégicos, são também muito de sacrifício, de inteligência, de ‘esperteza’, mas também de sacrifício e de superação. Não só eu, como todos os que defenderam, foram grandes guerreiros, grandes Leões e foi um momento de mérito colectivo. O apoio que veio das bancadas foi fundamental, uma força extraordinária, um empurrão naquele momento mais delicado, para nos superarmos, para darmos um pouco mais do que temos dentro de nós e hoje, sem dúvida, foi muito importante. Agradecer aos Sportinguistas pelo apoio, pela força e energia e dizer que estamos de parabéns, mas que não vamos ficar por aqui”.     

Alex Merlim (em zona mista)

“É muito especial. Agradecer a Deus à minha esposa, aos meus filhos, à minha família, aos meus amigos verdadeiros que estão sempre do meu lado, nos bons e nos maus momentos. Quando ganhamos, festejamos hoje, amanhã e no próximo fim-de-semana tem um play-off para trabalhar e pensar nele. Quando perdemos, a mesma coisa; lamentamo-nos, temos 24 horas para ver onde errámos e depois o trabalho continua. Essa é a nossa mentalidade ao longo dos anos, por isso estamos sempre a disputar coisas importantes. Os nossos adeptos são um espectáculo à parte, sou apaixonado por eles. Os adeptos sabem o quanto esta equipa batalha para estar nos grandes palcos, não vamos ganhar sempre, mas estamos várias vezes na luta. Quem ganha tem mérito, o IB Palma Futsal foi campeão da Europa três vezes seguidas, com todo o mérito, com todo o respeito. Um agradecimento especial aos que vieram cá [a Pesaro]. Apoiaram-nos do princípio ao fim, para os que não puderam vir também um agradecimento especial e tenho a certeza de que quem viu o jogo no Pavilhão também nos apoiou do princípio ao fim. A palavra que gostava de deixar aos Sportinguistas é obrigado, por tudo o que eles fazem por nós, sentimos a presença deles não só em Portugal, mas na Europa também, praticamente jogamos em casa em todos os jogos, porque onde vamos tem sempre apoio espectacular deles”.

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Foto UEFA

Sporting CP é Campeão da Europa de futsal

Por Sporting CP
10 maio, 2026

Leões de Nuno Dias são reis da Europa pela terceira vez. Triunfo por 2-0 frente ao IB Palma Futsal

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal sagrou-se, este domingo, Campeã da Europa pela terceira vez no historial. Venceu o IB Palma Futsal por 2-0 na final da UEFA Futsal Champions League, com um golo em cada parte, numa demonstração (mais uma) de grande talento, união de grupo, competência e paixão Leonina do conjunto orientado por Nuno Dias, que resistiu a tudo, sobretudo quando ficou dois minutos a jogar com menos um, devido à expulsão de Diogo Santos, com duplo cartão amarelo.

Na final de Pesaro, voltou a entrar muito bem o Sporting CP. Com 29 segundos, Bernardo Paçó rematou para defesa de Dennis Cavalcanti e, nem um minuto depois, Bernardo Paçó serviu bem Alex Merlim, que solto do lado esquerdo, viu Dennis Cavalcanti fechar-lhe a direcção do remate. O guarda-redes Leonino saiu muito queixoso desse lance, em que saiu na construção, e teve de ser assistido pela equipa médica. 

O Sporting CP tinha o sinal mais e Pauleta rematou às malhas laterais na direita do ataque, mas os espanhóis responderam, com Bernardo Paçó a fazer uma defesa incrível na recarga a um primeiro remate de Charuto.

Já um minuto depois, o Sporting CP inaugurou o marcador por Diogo Santos, num remate de pé esquerdo, que passou entre as pernas de Dennis Cavalcanti. E o ala por pouco não 'bisava' em remate de pé esquerdo, agora descaído para o lado esquerdo, com boa defesa de Dennis Cavalcanti.

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Com 14’43 para o intervalo, um excelente lance de Rocha proporcionou remate em posição frontal a Wesley, para defesa de Dennis Cavalcanti. Com domínio Leonino, só (mais) uma grande defesa de Dennis Cavalcanti evitou o 2-0 do Sporting CP, em remate de Felipe Valério. Com 11’47, uma brilhante jogada de Chiskala rondou golo Leonino, mas uma grande defesa de Dennis Cavalcanti, com muitos reflexos, evitou o avolumar do marcador. Merlim voltou a testar Dennis Cavalcanti à entrada para os últimos dez minutos da primeira parte, num lance que se seguiu a uma situação de relativo perigo do IB Palma Futsal. 

Com Bernardo Paçó muito atento na baliza Leonina, o Sporting CP mantinha a baliza a zeros, mas sentia-se crescimento da equipa de Palma de Maiorca na partida. 

Com 7’29 para o intervalo, duas defesas seguidas de Dennis Cavalcanti a remates de Pauleta e de Zicky, na recarga, negaram novamente o 2-0 aos Leões. E com 6’40 para o final dos primeiros 20 minutos, Zicky apareceu em excelente posição, com o remate a ser defendido por instinto por Dennis Cavalcanti, que negou o golo ao pivô Leonino. O guarda-redes da formação espanhola ia adiando uma vantagem mais desnivelada do Sporting CP no marcador. O Sporting CP insistia e Chiskala, com recarga de Tomás Paçó no mesmo lance, por pouco não aumentaram para o 2-0. E com 2’10 para o intervalo, Felipe Valério num grande remate acertou no poste. 

Mas no lance a seguir, o Sporting CP teve uma grande contrariedade, com o segundo cartão amarelo e vermelho a Diogo Santos. A equipa Leonina teve de jogar dois minutos com menos um e ao mesmo tempo atingia a quinta falta. O Sporting CP defendia ao mesmo tempo com os três fixos do plantel: João Matos, Bruno Maior e Tomás Paçó, com Bernardo Paçó a somar excelentes defesas, numa fase de sufoco da formação espanhola dado que a equipa Leonina tinha menos um jogador. A formação leonina aguentou até a intervalo a vantagem mínima e saiu para o intervalo a vencer por 1-0 e ficou com cinco em quadra logo nos segundos iniciais. 

Já com 17’22 para o final, Charuto obrigou Bernardo Paçó a grande defesa. Apareceu no mesmo minuto, um centro-remate de Felipe Valério, que não teve conclusão na área. 

Com 15’48 para fim, foi Wesley a ter excelente jogada individual na esquerda, mas o remate foi defendido. Depois, foi a vez de Felipe Valério trabalhar muito bem na esquerda e serviu Zicky, que de calcanhar acertou no poste da baliza defendida por Dennis Cavalcanti. No seguimento do lance, Chiskala ficou queixoso na área, num lance dividido com um jogador do IB Palma Futsal. O Sporting CP pediu a revisão do lance, mas o árbitro mandou o jogo prosseguir. 

Com 12’32 para jogar, Tomás Paço rematou com perigo, ao lado e pouco depois, em remate de primeira, voltou a testar a atenção de Dennis Cavalcanti. Charuto tentou um chapéu sobre Bernardo Paçó sem efeito e com 9’08 para o final, Rocha ganhou uma bola, isolou-se, com o remate a sair ao lado. Depois, Zicky teve um lance brilhante na direita e serviu Rocha, com a bola outra vez a sair ao lado. O lance foi revisto para tirar dúvidas sobre um eventual toque em Rocha, mas não foi assinalada grande penalidade. 

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Bernardo Paçó voltou a fazer uma grande defesa com 6’31 para o final, a remate de Charuto. Do outro lado, Zicky voltou a ter excelente trabalho individual com 5’13 para o final, mas o remate saiu por cima da baliza de Dennis Cavalcanti. 

Já com 4´09 para o final, Chiskala pressionou Alisson, que tinha entrado para o 5v4 e a bola foi lentamente até ao fundo da baliza do IB Palma. Estava feito o 2-0 da equipa Leonina.

A 2’50 foi pedida pausa técnica, com o IB Palma a pressionar nos últimos minutos e a criar perigo, mas sem sucesso. Com 1’05 para o final, novamente Chiskala a recuperar uma bola a ter uma brilhante execução de pé esquerdo, que bateu na trave e os Leões ainda tiveram mais uma grande oportunidade, com Wesley a conseguir isolar-se, em lance de insistência individual, mas o remate a ser travado por um defesa da equipa espanhola. 

O Sporting CP jogou com a fibra própria dos grandes campeões que constituem o plantel Leonino e assim, são os novos Campeões da Europa da modalidade, para uma festa esplendorosa de comunhão ente grupo de trabalho e os adeptos Leoninos. 

Pesaro foi verde e branca. Depois de Almaty e de Zadar, o Sporting CP é Campeão da Europa pela terceira vez.     

Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley, Alex Merlim, Gonçalo Portugal [GR], Zicky Té, João Matos [C], Pauleta, Felipe Valério, Ivan Chiskala, Bruno Pinto, Bruno Maior, Rocha

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Foto UEFA

Nuno Dias: "Temos de dar um passo mais para poder ganhar"

Por Sporting CP
09 maio, 2026

Antevisão do treinador e de João Matos à grande final da UEFA Futsal Champions League

Nuno Dias e João Matos fizeram a antevisão à grande final da UEFA Futsal Champions League, entre Sporting CP e IB Palma Futsal, marcada para este domingo, a partir das 17h00 portuguesas, em Pesaro. Treinador e capitão da equipa Leonina destacaram a determinação da equipa em escrever mais um capítulo na história do Clube, mas sempre com reconhecimento ao valor da equipa espanhola, tricampeã da Europa em título, num jogo que vai ter lotação esgotada e muitos Sportinguistas nas bancadas.

O que será necessário para vencer IB Palma Futsal? Voltar a roçar a perfeição?
“Terá de ser igual, vamos defrontar os campeões europeus, temos jogado algumas vezes contra eles e temos perdido. É uma equipa de muita qualidade, por isso ganhou três vezes esta competição. Nunca ninguém tinha conseguido três vezes seguidas. Não roçando a perfeição, novamente, vamos estar mais próximos de não atingir o objectivo. Só roçando a perfeição vamos estar mais próximos, mas mesmo roçando a perfeição, não quer dizer que isso nos garante vencer, porque do outro lado está uma equipa que, se estiver ao mesmo nível de nós, se roçar essa mesma perfeição, vai criar-nos muitas dificuldades. Eu não me recordo de numa meia-final da UEFA Futsal Champions League uma equipa estar a perder por 6-1 e conseguir dar a volta. Isso só está ao alcance das melhores [equipas]. É um adversário com uma qualidade extrema e que todos nós conhecemos”.

Análise ao IB Palma Futsal
"IB Palma Futsal é uma equipa super-completa, que tem muita qualidade para todas as posições. Na baliza tem três excelentes guarda-redes, dois mais vocacionados para jogar com os pés e outro [Carlos Barrón] não tanto com essas características, mas dentro do espaço dele é muito bom. Depois, daí para a frente tem jogadores com muitas características. Jogadores na ala que desequilibram, pivôs muito fortes fisicamente, que seguram e ao mesmo tempo que atacam, também são bons defensores naquilo que é a intensidade que colocam em cada lance. Tem fixos fortes fisicamente, que criam dificuldades à organização dos nossos pivôs. É uma equipa forte na bola parada e com jogadores de transição. É uma equipa completa e é tão completa que por isso é que tem ganho e tem tido sucesso com inúmeras conquistas internacionais, não só na UEFA, mas também no Mundial de Clubes. Não é obra do acaso, nunca é obra do acaso ganhar uma vez, quanto mais ganhar três vezes e ter este sucesso de uma forma repetida como eles têm tido".    

Jogo pode ser parecido com o das meias-finais do Sporting CP?
"Não acredito que tenhamos tantas finalizações [mais de setenta] como na meia-final. Claro que o jogo também levou um pouco para esse caminho. Pelo facto de estarmos em desvantagem, pressionámos mais, fomos mais vezes à procura da finalização e o adversário, se calhar por estar em vantagem, recuou mais, esteve de uma forma mais expectante, a esperar mais aquilo que nós iríamos fazer e isso permitiu-nos estar mais próximo da baliza do adversário e finalizar mais vezes. Não acredito que amanhã [domingo] tenhamos tantas oportunidades como tivemos na meia-final. O mas importante é, naquelas que tivermos, sermos um bocadinho mais eficazes, porque o futsal é um jogo de eficácia. Temos de perceber que durante o jogo vamos ter momentos em que vamos estar por cima, vai haver momentos em que vamos estar por baixo. O importante é, nos momentos em que estivermos por baixo, conseguirmo-nos unir e lutar e nos momentos em que estivermos por cima e em que conseguirmos ser melhores, sejamos um pouco mais eficazes do que estivemos ontem. É a nossa ideia e o que espero".

Presença assídua do Sporting CP e IB Palma Futsal na final-four
“Porque é que no futebol o FC Bayer Munchen, o Paris Saint-Germain e o Real Madrid CF estão mais vezes? As equipas fortes estão mais vezes nas decisões e nas partes finais e no futsal tem acontecido o mesmo. Têm sido as mesmas equipas a chegar longe, porque ao longo das eliminatórias até aqui também têm sido as melhores. O Sporting CP tem sido das melhores equipas, por isso tem chegado mais vezes à final-four, o IB Palma Futsal também, o FS Cartagena igual, às vezes o FC Barcelona, umas vezes o SL Benfica, o Kairat FC, ou seja, o normal acontece em todos os desportos, não acontece só no futsal. As melhores equipas, por norma, vão chegar mais vezes aos momentos de decisões, felizmente temos conseguido manter essa regularidade”.

Palavra que adjectiva a caminhada até à grande final
“Sonho é uma palavra boa, merecedores também me parece que sim, mas em relação ao que o Vadillo [treinador do IB Palma Futsal] disse, nós não somos nada melhores. Se fôssemos melhores ganhávamos mais vezes, o que é certo é que em jogos a contar, não em jogos particulares, nós das duas vezes que jogámos frente ao IB Palma Futsal perdemos as duas. Melhor é quem ganha, o IB Palma Futsal tem sido melhor do que o Sporting CP e nós para ganharmos ao IB Palma Futsal temos de ser melhores do que temos sido, senão o resultado vai ser o mesmo das duas vezes em que os encontrámos e em que perdemos. Favoritismo é 50/50, não tenho dúvidas disso, mas o que é certo é que o IB Palma Futsal tem ganho nestes momentos. Ganhou em Maiorca, ganhou o ano passado em França [Le Mans], portanto se tem ganho tem sido melhor do que o Sporting CP. Nós temos de dar um passo mais para poder ganhar”.   

JOÃO MATOS 

Estado de espírito para a final, depois de 97 jogos internacionais pelo Sporting CP
“A diferença tem muito a ver com a maturidade e experiência que trago desde 2006. O sentimento é visível que é o mesmo, a entrega, a ambição, querer são as mesmas desde 2006 até hoje. Tudo o que puder entregar para ajudar o Sporting CP a ganhar, é isso que vou fazer. Será assim se jogar 40 minutos, se jogar 10, se não jogar, se estiver no banco, na bancada, tudo o que depender de mim. Vou dar tudo para os meus colegas, vou dar tudo para o Nuno [Dias], para o Paulo [Luís] e para o Filipe [Rodrigues] e todas as minhas energias serão focadas para vencer, para apoiar, motivar e puxar pelos meus colegas. É a minha identidade, são os meus valores, não vou fugir disso, agora com mais experiência, maturidade, mais gestão das minhas energias e a minha intensidade, mas dar tudo o que tenho para que o Sporting CP ganhe”.

Importância dos Sportinguistas nas bancadas na final      
“Nós somos uns felizardos e digo constantemente isso, porque em qualquer ponto do país ou da Europa, e acredito que em qualquer ponto do Mundo, iremos ter sempre massa associativa presente a puxar por nós em tudo o que é final-four - à excepção do ano da Covid-19 - tivemos apoio tremendo dos Sportinguistas. Este ano não foge à regra, têm sido extraordinários, a força que nos dão, principalmente nos momentos mais complicados em que estamos por baixo no jogo e é também muito por eles, que fazem estas viagens tão longas, que vamos lutar. Somos muito gratos pelo apoio que temos tido e no final que festejemos todos juntos”.

Foto IB Palma Futsal

IB Palma Futsal ao Raio-X

Por Sporting CP
09 maio, 2026

Tricampeões da Europa têm soluções para todos os gostos

O IB Palma Futsal vai ser o adversário do Sporting Clube de Portugal na final da UEFA Futsal Champions League, marcada para este domingo, às 17h00 portuguesas, em Pesaro. A formação espanhola, Tricampeã da Europa da modalidade, tem um enorme estatuto no futsal, consequência do domínio que tem apresentado na alta roda europeia.

Pela quarta época consecutiva, o IB Palma Futsal vai jogar a final da UEFA Futsal Champions League, depois de na sexta-feira ter vencido o Étoille Lavalloise MFC nas grandes penalidades (5-4), após empate a seis golos no tempo regulamentar.  

Num conjunto recheado de jogadores de muito bom nível, Fabinho e Lucão são dois dos mais conceituados jogadores da equipa espanhola. Ambos são alas, destros e jogam, por isso, mais descaídos para a esquerda. Procuram muitos duelos individuais para desequilibrar a partir da faixa, porque são donos de uma capacidade de drible desconcertante. Fabinho e Lucão são ambos internacionais brasileiros e gostam de arriscar em lances de drible ou de flectir para dentro à procura do remate.

Na baliza, guarda-redes de características diferentes oferecem ao jogo da formação espanhola diferentes soluções. O IB Palma Futsal chega a utilizar um para funções defensiva - Carlos Barrón ou Dennis Cavalcanti - e outro para o ataque, Luan Muller, que joga muito bem com os pés e tem grande capacidade de remate, situações que o levam a avançar muito na quadra para se assumir como uma peça importante na organização ofensiva da equipa.

Os fixos são jogadores sobretudo fortes fisicamente, essencialmente de marcação, não muito audazes no ataque. São eles Manuel Piqueras e Lucas Machado. Piqueras é internacional espanhol, muito experiente, tal como Lucas Machado e dão estabilidade defensiva ao conjunto.

Geralmente o IB Palma Futsal joga com pivô e tem no brasileiro Charuto outra das estrelas da companhia. É outro jogador bastante experiente, de boa mobilidade, que não se dá às marcações e de remate fácil, até de primeira, para responder às reposições laterais.

Alisson Lima é outros dos pivôs da equipa. Canhoto, também de grande facilidade de remate, é alternativa de muita qualidade a Charuto. O IB Palma Futsal alterna o jogo entre a utilização de pivôs ou o 4x0, ou seja, numa aposta maior em mobilidade.

De referir que Rivillos, outro dos grandes nomes da equipa, não deverá jogar frente ao Sporting CP – não constava da lista de eleitos no jogo das meias-finais. Já ganhou cinco UEFA Futsal Champions League, por três clubes diferentes.

O treinador do IB Palma Futsal é Antonio Vadillo, de 49 anos.  

Foto UEFA

Nuno Dias: "É inteiramente justa a nossa vitória"

Por Sporting CP
08 maio, 2026

Técnico Leonino sobre a passagem da equipa à final da UEFA Futsal Champions League

Após o jogo frente ao FS Cartagena da meia-final da UEFA Futsal Champions League, o treinador da equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal, Nuno Dias, fez a análise do jogo em zona mista.

“Foi um Sporting CP melhor e com uma diferença nas finalizações incrível, o que diz bem do caudal ofensivo que tivemos. O número de oportunidades que criámos e o número de finalizações que tivemos tem muito a ver com a forma como fomos pressionando, como roubámos, como não permitimos sequer que os jogadores desequilibradores deles chegassem perto da nossa zona da área.  Fomos extraordinários, tirando a finalização que podia ter sido com mais acerto. E se tem sido com mais acerto não tínhamos sofrido até às grandes penalidades, mas mais do que tudo isso é dar os parabéns ao Sporting CP por uma vitória justa, com a presença na final, que é inteiramente merecida”.

O Sporting CP ganhou, desta vez, através do desempate em grandes penalidades frente ao mesmo adversário, com quem tinha perdido no 3.º e 4.º lugares da edição da temporada anterior, em jogo novamente equilibrado, mas desta vez com o Sporting CP a ser mais forte.

“O destino quis que voltasse a penáltis como no ano passado, mas desta vez penso que foi mais importante, porque nos deu acesso à final, apesar de no ano passado nos ter ditado a derrota e nos ter tirado a medalha de bronze. Este ano temos a oportunidade de sermos ouro ou prata. Já tínhamos perdido uma final da UEFA Futsal Champions League, em Palma, nos penáltis, não temos sido muito felizes ou competentes nesse capítulo, mas felizmente hoje fomos fortes, estivemos bem, finalizámos todas as grandes penalidades na baliza e acho que é inteiramente justa a nossa vitória”, disse Nuno Dias.

Nuno Dias referiu que não houve diferenças substanciais no plano de jogo do Sporting CP da 1.ª para a 2.ª parte, mas que a melhor eficácia na finalização deu outro sentido à reacção Leonina no marcador.

“Acho que não fizemos nada de diferente na primeira parte do que tínhamos feito na primeira. Continuámos a fazer tudo bem daquilo que estávamos a fazer. Não houve alterações, apenas ajustámos uma ou outra situação de bola parada, porque nos cantos estávamos a sofrer com uma defesa individual, apenas ajustámos uma ou outra situação nas subidas do Bernardo [Paçó], que eles umas vezes defenderam de uma maneira, noutras permitiram que o Bernardo chegasse mais próximo da baliza para finalização e não estávamos a dar opção de segundo poste.  O que foi a estratégia do jogo para a 2.ª parte não alterou muito, apenas melhorar a finalização, perceber que o 2-1 nos ia colocar outra vez no jogo e que devíamos acreditar na nossa estratégia e naquilo que é o nosso valor, rotinas, o nosso trabalho”.

Nuno Dias falou ainda da importância da energia e vibração dos adeptos Sportinguistas, que mexe sempre no sentido positivo com os jogadores Leoninos, mais a mais, quando o Sporting CP esteve em desvantagem no marcador por 2-0, ao intervalo. 

“O foco é tão grande dentro do campo, que nos abstraímos um pouco do que está a acontecer fora, mas nós sentimos que há esse apoio, que há essa vibração e que os jogadores crescem com esse apoio, principalmente quando as coisas não nos estão a correr bem, o que aconteceu. Chegámos ao intervalo a perder 2-0, as coisas não nos estavam a correr bem e apesar de o meu foco me abstrair, sentimos essa vibração, sentimos esse apoio, sentimos que está algo ali a levar-nos para coisas boas e para coisas positivas. Espero que no domingo continuem, se vieram hoje vão cá ficar para domingo, certamente e bom era aparecer mais gente, para ter as bancadas do pavilhão ainda mais cheias de adeptos do Sporting CP”.

O técnico referiu-se ainda à entrada no jogo de Gonçalo Portugal, já no decurso das grandes penalidades, para defender uma e ajudar a lançar o Sporting CP para a final da UEFA Futsal Champions League, com elogios rasgados de Nuno Dias ao guarda-redes.

“O Gonçalo [Portugal] e o João Matos são os únicos jogadores que estão no Sporting CP desde que eu cheguei, já cá estavam antes de eu chegar e têm-se mantido. É um atleta que apreciamos muito, porque jogando 40 minutos, 50 minutos ou nenhum [minuto], a postura deles [Gonçalo Portugal e João Matos] é irrepreensível, porque colocam sempre os interesses da equipa acima dos interesses individuais. O Gonçalo é o verdadeiro exemplo do que é um jogador à Sporting CP, que coloca atrás algo de individual, ou que lhe possa dar ênfase pessoal. Foi a frio [que entrou], mas já não é a primeira vez que tem este tipo de exibições. Está de parabéns, ele e todos”.          

Rocha, jogador do Sporting CP, destacou o acreditar do Sporting CP como essencial para a vitória nas grandes penalidades e passagem da equipa Leonina à final da UEFA Futsal Champions League, também em declarações proferidas em zona mista.

“Foi vitória do acreditar, a nossa equipa sabe o quanto podemos nos entregar e acreditar é uma palavra que entra sempre no balneário. Sabíamos que estávamos atrás no marcador e que tínhamos de acreditar. Foi preciso ir ao limite, futsal é isso, nunca podemos deixar nada para trás, porque sabemos que isso pode fazer a diferença, então temos de ir sempre no limite, no máximo e hoje provámos isso, que estávamos no limite”.

O pivô Leonino falou ainda do papel determinante do apoio dos Sportinguistas na bancada da Vitrifrigo Arena, em Pesaro.

“Foram ‘surreais’, os nossos adeptos fazem a diferença, às vezes estamos um pouco para baixo e eles na bancada fizeram a diferença. Viemos com bom público para aqui e eles conseguiram ajudar-nos ao máximo até ao final do jogo e provaram o que é o Sporting CP”.   

Foto João Neves, UEFA

Sporting CP está na final da UEFA Futsal Champions League

Por Sporting CP
08 maio, 2026

Leões de Nuno Dias triunfaram nas grandes penalidades

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal está na final da UEFA Futsal Champions League, após triunfo nas grandes penalidades frente ao FS Cartagena (2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento). Seguem-se, agora os espanhóis do IB Palma Futsal - que venceram os franceses do Étoile Lavalloise MFC por nas meias-finais, igualmente no desempate por pontapés de penálti - no derradeiro encontro que vai decidir o Campeão Europeu, marcado para as 17h00 (hora de Portugal continental e Madeira) de domingo, 10 de Maio.

Os Leões de Nuno Dias conseguiram a brilhante passagem ao jogo de atribuição do troféu com uma exibição heróica, em que recuperaram de desvantagem de dois golos que se registava na primeira parte, recuperaram no segundo tempo; no prolongamento o Sporting CP esteve em vantagem, sofreu o empate e nas grandes penalidades, foi Gonçalo Portugal a vestir a capa de um dos heróis, ao entrar para defender a sexta grande penalidade, de Osamanmussa, seguido do momento de apoteose Leonina, quando Felipe Valério marcou e assegurou a passagem do Sporting CP à final da prova que decorre em Pesaro, Itália.

Com cinco segundos e logo na bola de saída do FS Cartagena, Wesley ganhou a bola e isolou-se. Só a defesa de Chemi evitou o golo do Sporting CP, como aconteceu no seguimento do canto, em que o guarda-redes evitou com dupla defesa os remates para golo de Diogo Santos e a recarga de Tomás Paçó, num primeiro minuto fortíssimo da equipa Leonina orientada por Nuno Dias, com três oportunidades de golo.

Com 17’22 para o intervalo, numa saída de bola perfeita, Pauleta ganhou espaço e serviu Zicky, com o remate a ser interceptado por um jogador do FS Cartagena. O Sporting CP jogava um futsal de muito bom entrosamento, mas faltava a melhor finalização às jogadas. Chemi continuava a travar os remates Leoninos, com a tentativa de Diogo Santos, com 14’49, a esbarrar novamente nos reflexos do guarda-redes do FS Cartagena. Quase no lance a seguir, foi Bernardo Paçó a evitar um golo da formação campeã espanhola, com uma excelente defesa.

Com 11’38, Tomás Paçó atirou para nova boa defesa de Chemi, com o Sporting CP a ficar ainda mais perto do golo na sequência da bola parada. Pauleta rematou de pé direito, já com o guarda-redes da equipa espanhola no chão, mas Francisco Cortés salvou a bola quase sobre a linha de golo. O Sporting CP foi bastante dominador na primeira parte e voltou a criar perigo já dentro dos últimos dez minutos, primeiro num remate de Diogo Santos e logo a seguir, num outro remate de Diogo Santos defendido por Chemi, bem como a recarga de Zicky.

Com 8’37 para jogar e completamente contra a corrente do jogo, Waltinho abriu o marcador para a equipa espanhola, no seguimento de um lance de insistência. O Sporting CP criou perigo de imediato, com novo remate de Diogo Santos, mas que voltou a não levar a direcção da baliza do FS Cartagena.

Com o golo do FS Cartagena, o jogo entrou numa dimensão ainda mais física, com a formação espanhola a forçar nos limites da dureza e Wesley a sentir isso na pele. Mas foi o Sporting CP a ficar à beira da sexta falta (a quinta), com 4’55 para o intervalo. Com 3’29 para o descanso, Bruno Pinto recarregou às malhas laterais um remate de Tomás Paçó e com o cinismo espanhol, Francisco Cortés fez o 2-0 para a equipa espanhola, com 2’14 para jogar, à boca da baliza, após lance de Gonzalo Castejón.

O Sporting CP pediu imediatamente pausa técnica, pois era preciso recuperar de novo golo de desvantagem, mas a equipa Leonina não estava a conseguir superar a presença na baliza de Chemi, que evitou novo golo aos Leões, agora com Tomás Paçó isolado. Faltava 1’34 para o intervalo. Registava-se a desvantagem Leonina por 2-0 no marcador ao final dos primeiros 20 minutos da partida. O emblema de Alvalade tinha, ao intervalo, 17 remates à baliza num total de 26 tentativas, mas sem marcar e estava claro que a eficácia fazia toda a diferença, pois o FS Cartagena teve quatro remates à baliza e marcou dois golos.

No segundo tempo, Bernardo Paçó tentou com 16 segundos jogados o golo, com Chemi a defender e quando não era Chemi, era um jogador da equipa espanhola a salvar sobre a linha um remate de Tomás Paçó, logo no lance a seguir. Até que com 18’40 para o final, Zicky, depois de rodar na área, fez o 2-1, num grande golo, após assistência de Diogo Santos.

Estava relançado o jogo para a equipa Leonina de Nuno Dias. No lance, Chemi lesionou-se e teve de ser substituído na baliza da equipa espanhola por Chispi. Quase a seguir ao golo Leonino, Zicky ganhou algum espaço na área, com o remate a sair à malha lateral, o mesmo destino que teve um remate de Pauleta, após reposição lateral de Alex Merlim.

Com 15’50, foi Wesley a obrigar Chispi a boa defesa, até que com 15’45 para o final, Felipe Valério flectiu da esquerda para o meio e rematou forte para o 2-2 no marcador para delírio dos muitos Sportinguistas presentes na Vitrifrigo Arena, em Pesaro (um pouco mais de 2400 no total).

Com 15’04 para o final, um lance de grande execução de Zicky por pouco não deu a reviravolta no marcador. Só dava Sporting CP, em cinco minutos sufocantes da equipa Leonina. Tomás Paçó obrigou Chispi a boa defesa, com 13’40 para o final, em remate de pé esquerdo. A menos de 11' do fim, foi Bruno Pinto a atirar ao poste, após assistência de Rocha, em mais uma grande oportunidade da equipa Leonina, que continuava com o sinal mais de perigo nas oportunidades criadas.

O ascendente no jogo foi sempre do Sporting CP, com muitíssimos remates à baliza – uma toada de todo jogo – e Rocha, em dois tempos, também ficou perto do golo, com cerca de seis minutos para o final. Mais uma vez, um corte ‘milagroso’ evitou o golo Leonino. Bernardo Paço continuava a tentar remates fortes e colocados e com cerca de 2’40 para o final, a equipa Leonina atingiu a quinta falta. Alex Merlim teve um remate perigoso dentro do último minuto de jogo e a seguir foi Tomás Paçó a obrigar Chispi a boa defesa. Seguiu-se uma pausa técnica para os Leões tentarem o golo, que não aconteceu e o jogo foi para prolongamento.

No prolongamento, já com ambas as equipas à beira da sexta falta (ambas tinham cinco faltas cometidas), o FS Cartagena ensaiou o guarda-redes avançado. Com 2’ para o intervalo do prolongamento, Tomás Paçó, num grande lance individual, flectiu para a zona central e aplicou um grande remate para o 2-3 no marcador a favor dos Leões.

Praticamente a seguir, Bernardo Paçó fez uma grande defesa, mas nada pôde fazer no lance a seguir, com Castejón a encostar para o 3-3, resultado que se registava nos primeiros cinco minutos do tempo extra. Com 3’53 para o final do tempo extra, Diogo Santos foi derrubado em falta quando se isolava. A equipa espanhola atingia a sexta falta, mas no livre directo, Tomás Paçó não conseguiu concretizar – defesa de Chispi.   

Apesar das várias tentativas do Sporting CP à baliza de Chispi, a bola teimava em não entrar – foram várias as defesas do guarda-redes do FS Cartagena – e a 2’35, foi revisto um lance em que Zicky pareceu ter sido agarrado na área, mas o árbitro entendeu que não houve irregularidade. Bernardo Paçó fez uma excelente defesa já nos últimos dez segundos e o jogo foi para grandes penalidades.

Aí, Waltinho iniciou a marcação, com golo, Bruno Pinto empatou para o Sporting CP, Dario Gil também concretizou, Rocha fez o 2-2, Pablo Ramírez também marcou, Tomás Paçó fez o 3-3, Tomaz Braga fez o 4-3, Diogo Santos empatou a quatro golos, Juninho fez o 5-4 Merlim igualou a cinco golos, Gonçalo Portugal (entrado) defendeu o remate de Osananmussa e Felipe Valério fez o 5-6, que garantiu a passagem do Sporting CP à final da UEFA Futsal Champions League.

Épica, memorável, à Sporting CP.

Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley França, Alex Merlim, Gonçalo Portugal [GR], João Matos [C], Pauleta, Felipe Valério, Ivan Chiskala, Bruno Pinto, Bruno Maior, Vinícius Rocha.

Foto UEFA

Árvore da formação é fértil em frutos no plantel principal

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Diogo Santos e Bruno Maior são dois bons exemplos

Diogo Santos e Bruno Maior são bons exemplos de atletas que nasceram, cresceram e se fizeram homens no futsal do Sporting Clube de Portugal. Desde muito jovens vestem a camisola verde e branca de Leão ao peito, onde deram os primeiros passos na formação e, por isso, sabem como ninguém o que é começar debaixo e chegar ao topo da montanha de uma carreira feita de Sporting CP.

Aos meios de comunicação do Clube, Diogo Santos definiu o que é crescer na formação e chegar à equipa principal. “É ter muito trabalho, é ter os pés assentes na terra, mas acima de tudo poder aprender com os meus colegas. É um motivo de orgulho poder representar este clube e vir desde a formação acho que é ainda melhor, sabe ainda melhor e depois chegar à equipa A”.

Aprender com os melhores para estar agora entre os melhores, foi o trajecto percorrido por Diogo Santos. “Aprender com eles, ter jogadores como o Zicky e o Tomás [Paçó], como grandes referências, porque ídolos eram o que estavam na equipa A. Pude sonhar, sabendo que com bom trabalho feito da minha parte, poderia chegar à equipa A”. O que diferencia o que se faz no Sporting CP para os escalões de formação alimentarem a equipa A é uma receita com ingredientes simples. “Não há segredo, é acreditarem no trabalho de cada um, é ouvir, principalmente o que o Nuno Dias [treinador] tem para nos ensinar todos os dias. É não desistir nunca e lutarem pelos sonhos, como eu. Fiz. Felizmente estou nesta equipa e pretendo continuar”, disse Diogo Santos.

Bruno Maior destaca a capacidade que o Sporting CP tem em conseguir criar uma linha da produção de talentos de enorme qualidade a partir da formação, num modelo de trabalho muito coerente desde a base até ao topo. “O segredo do sucesso na formação de futsal do Sporting CP é muito o ADN que aqui se vive, desde o início da formação, os Benjamins, podemos começar a dizer por aí, trabalha-se da forma idêntica aos seniores, com o mesmo pensamento, que é ganhar, desfrutar, claro, e perceber onde estamos, o Clube, a grandeza do clube e esse é o maior segredo, para que todos os escalões da formação consigam lutar para ganhar algo”.

Bruno Maior inspira-se em vários jogadores, mas elegeu um ainda mais em particular. “O maior exemplo era o Erick [Mendonça], tem um estilo de jogo que eu aprecio e que de alguma maneira tentei seguir.  Tento sempre olhar para todos, porque de cada um há sempre forma de aproveitar uma característica de jogador, mas no geral, diria o Erick”. 
Cedo se evidenciou, num percurso que teve para o próprio mais reticências de que para o Clube, que foi bem mais peremptório nas certezas.

“Comecei num clube da minha terra, o CAD e as coisas começaram a correr-me bem lá, até que fui chamado ao Sporting CP. O meu primeiro ano foi o mais complicado, ao sair da ‘zona de conforto’, perto de casa e fui para uma realidade completamente diferente, era o clube onde sempre sonhei jogar. Os nervos começaram a aparecer, os medos e muitas vezes pensei em desistir, nessa altura. Acreditaram em mim, disseram que queriam ficar comigo na mesma, mais um ano e bastou dizerem que acreditavam em mim e mudou completamente. Começou a dar resultado”.

“Houve fases em que eu tive dificuldade para acreditar em mim e muitas vezes não sabia se conseguiria chegar a este patamar. Com o tempo mostraram [Sporting CP] que acreditavam no meu valor e comecei a sonhar cada vez mis alto. É passo a passo, não quero saltar etapas, mas com o tempo fui acreditando mais no que podia acontecer e esses casos [regressos de empréstimos] - e no Sporting CP há vários casos -, faz-nos acreditar que podemos lá chegar, que não é impossível e ter esse pormenor dá-nos vontade de trabalhar mais e se calhar, nos dias mais difíceis, não desistirmos”.

Diogo Santos e Bruno Maior tiveram empréstimos antes de se fixarem na primeira equipa e ambos estão gratos tanto ao Sporting CP, como aos clubes para onde foram ganhar ‘rodagem competitiva’, por uma escala que nunca encararam como m passo ao lado ou arás, mas como um passo em frente. “Apanhei o Tomás [Paçó] e o Zicky a subirem [ao plantel principal] mas sempre tive aquele pensamento de que raramente ficavam miúdos da formação na equipa A. Pensava sempre que não ia ficar, que seria um patamar que eu não iria atingir e que iria ser bastante difícil, mas ao longo do tempo, com a ajuda do Tomás [Paçó], do Zicky e até mesmo do Bernardo [Paçó], senti-me muito à vontade para fazer tudo, seja nos treinos, nos jogos e comecei a ter a percepção de que poderia ficar, com bom trabalho, na equipa”.

Diogo Santos recordou essa fase de reconfigurar a carreira, numa fase de crescimento desportivo. “Fez-me bem ter sido emprestado e ter seguido novos rumos, novos caminhos. Se não tivesse ido para fora, ou tivesse sido emprestado a outra equipa, não tinha dado ‘o salto’ que dei e ter ganho a experiência que ganhei ajudou-me bastante. Fez-me crescer sobretudo como homem. Fui para outro país, longe da minha família, dos meus amigos, de tudo, a arriscar na minha carreira. Tive de aprender tudo do zero, mas coreu bem e estou muito orgulhoso do meu trabalho e desse rumo que tive. Lembro-me como aconteceu. Estávamos a ter pré-época, o Nuno [Dias] veio ter comigo e disse-me que naquele ano, estava a aparecer mais, mas não ia ter os minutos de jogo que eu gostava. Agarrei a oportunidade, meti na cabeça que ia dar um ‘salto’ enorme e que ia aproveitar essa experiência ao máximo”.

Bruno Maior também viu o empréstimo como oportunidade e encarou na lógica de que o Sporting CP estava a abrir caminho para uma incorporação no plantel Leonino num futuro que seria próximo. “Podemos ver na carreira do Erick, de vários outros, que quando estavam emprestados, o Sporting CP mostrou que se trabalharmos bem, consegue-se voltar e é um pouco isso. Quando vamos para o Sporting CP nós sabemos que com trabalho e dedicação podemos sempre voltar e fixarmo-nos na equipa principal e acho que é esse acreditar que o Sporting CP nos dá que nos faz sonhar alto e faz-nos trabalhar para conseguirmos”.

Ao ser chamado várias vezes à equipa principal e ainda com idade de atleta de formação, Bruno Maior sentiu no Sporting CP que não há ilusões, mas aproximações cada vez maiores a uma realidade sonhada. “Senti que estava cada vez mais perto. Acho que essa falta de confiança da minha parte levou ao empréstimo, que para mim foi o melhor que aconteceu na carreira. Acho que o mister Nuno Dias acreditava mais em mim do que eu em mim e acho que foi esse pormenor, que é um grande pormenor, que me faltou para ficar logo no plantel sénior e fixar-me. Não saltei etapas, fiz o meu percurso e hoje estou aqui, graças a Deus e ao meu trabalho”. 

O percurso não foi sempre linear, mas acabou por nos obstáculos ajudar Bruno Maior a tornar-se… Maior. “Houve uma fase em que ia muitas vezes aos seniores, depois já não ia tantas vezes ou em que se começou a falar no empréstimo, pensei [se ia dar], mas se calhar foi essa altura que me deu um ‘clique’ de que as coisas não acontecem naturalmente, é preciso trabalhar muito para que aconteça. Foi esse ‘mindset’ que me fez mudar muito e hoje sinto-me mais preparado para conseguir dar passos que se calhar, há uns anos, não sentia que ia ser capaz”.

E, voltar ao Sporting CP, permitiu fazer a retrospectiva do que ficou para trás e que só o fez andar para a frente. “Senti quando regressei ao Sporting CP que precisei mesmo daquele empréstimo, porque me fez ver as coisas de outra forma e fez-me dar o ‘clique’ de que as coisas não acontecem naturalmente, é preciso trabalhar para as conquistar. Sempre fui um jogador trabalhador, mas às vezes o que fazemos não basta e temos de fazer mais ainda, os pequenos pormenores e foi isso que fez a diferença. Agradeço, porque sei que quem me emprestou acreditava que eu ia conseguir regressar e hoje-em-dia sei que que foi um passo gigante na minha careira para agora me sentir muito preparado”.

Diogo Santos recuou no tempo e lembrou o que de óptimo tem a formação de futsal do Sporting CP. “O melhor no tempo da formação foram as amizades, o à-vontade que tínhamos para jogar, não tínhamos tanta pressão, Divertíamo-nos muito, porque hoje-em-dia há sempre aquela pressão. Há a felicidade, mas há sempre aquela pressão, então diria que nesses tempos divertia mais a jogar”, evocando como tudo começou. “Eu estava num outro clube, fui chamado para fazer captações, felizmente fiquei. Foi complicado, mas deu para ficar. Twnho ficado sempre no Sporting CP, nunca quis ‘abandonar o barco’, é o clube do meu coração. Tive sempre de trabalhar para chegar onde estou hoje-em-dia, mas foram anos difíceis”.

Depois de anos na formação, ir para Espanha, como emprestado, tem saldo muito positivo para o ala, Diogo Santos. “Quatro meses em Espanha foram importantes para o início da consolidação. “Claramente. Sinto que ainda posso dar mais à equipa, que posso evoluir bastante mais, mas certamente os quatro meses que estive em Espanha fizeram-me um novo homem, um novo jogador, mas quero continuar a trabalhar, dar mais e mostrar aos Sportinguistas que posso dar mais”.

O ala entende que o futsal de formação do Sporting CP está com muito fôlego e tem futuro verde e branco para continuar a prosperar. “As gerações têm evoluído cada vez mais, porque têm vindo aos seniores cada vez mais novos. Têm vindo treinar com a equipa A e isso fá-los crescer imenso e tem um à-vontade com a bola nos pés e até mesmo tacticamente. Certamente que as gerações mais novas têm bastante qualidade”.

Bruno Maior alinha pelo mesmo registo do companheiro e amigo, a quem trata como se fosse um ‘irmão’. “Uma das partes boas de jogar no Sporting CP é que estamos constantemente com boas gerações. A nossa geração é um exemplo disso, conseguimos conquistar o que havia para conquistar naquela altura e nós todos vamos ser gratos ao Sporting CP, porque nos trouxe estas facetas de sermos competitivos, trabalhadores. Tenho a certeza de eu todos nós éramos miúdos trabalhadores, que somos. O Sporting CP deu-nos isso e ainda nos dá.  Quando vemos esse ADN, aquele ‘sangue’, é fácil de se espalhar e acho que isso é um segredo. Neste desporto, normalmente quem tem mais sangue e mais vontade, normalmente e quem consegue conquistar”.

Bruo Maior falou de várias virtudes do futsal Leonino e agora do ambiente na equipa principal Leonina da modalidade. “Foi muito fácil a minha integração, quando voltei já sentia que fazia parte desta família, por isso não foi uma adaptação difícil e nota-se que todos lutam para que cada um de nós tenha sucesso. Vão à nossa procura quando sabem que estamos em baixo, quando um treino não corre bem, se não somos convocados, vão procurar, falar, explicar que é uma etapa que tem de se passar e por isso mesmo e que sabe bem-estar no Sporting CP, nota-se que é uma família, cada um puxa pelos outros e não há egos. Foi o que senti desde a primeira vez em que entrei nos seniores e até agora”.

Para a UEFA Futsal Champions League, expectativa e vontade de levar bem longe o nome do Sporting CP são as coordenadas indicadas por ambos os jogadores. “Adoro nestas competições sentir este nervoso e esta ansiedade, porque sei que depois dentro do campo me vai transformar de uma forma que eu gosto. Hoje em dia sinto vontade de jogar e neste palco é impossível não querer entrar dentro do campo e dar o máximo, o que for preciso. O meu maior sonho é ser campeão da UEFA Futsal Champions League pelo Sporting CP e vamos fazer tudo para o tornar possível. Ao longo do tempo tenho conseguido conquistar muitos sonhos e colocar a minha fasquia de desejos mais para cima e este é mais um passo na minha carreira”, disse Bruno Maior.

O que o Sporting CP pode fazer nesta prova tem para Bruno Maior resposta célere. “É jogar à Sporting CP, é entrar em campo sem dar margem, mostrar para o que viemos, mostrar do que somos feitos, mostrar o nosso trabalho diariamente, porque não tenho dúvidas de que temos uma fome grande. Uma equipa cm esta vontade de conquistar, é mais fácil”. Diogo Santos também olha para a UEFA Futsal Champions League, com muita ambição. “Vamos dar tudo por tudo, mostrar que somos a equipa que os Sportinguistas sempre conheceram”.

Foto Sporting CP

Ter orquestra afinada numa cidade de génios da música

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Pesaro é a terra de Gioachino Rossini e também onde viveu o tenor Luciano Pavarotti

Pesaro respira cultura e música. Na cidade italiana, que é a sede da edição 2025/2026 da final four da UEFA Futsal Champions League, estas duas formas de expressão de arte vivem lado a lado e as influências são mundialmente conhecidas.

Pesaro é a cidade onde nasceu Gioachino Rossini, génio compositor musical que escreveu 39 óperas, entre as quais o ‘Barbeiro de Sevilha’, uma composição que conta a história de Fígaro.

Rossini viveu entre os séculos XVIII e XIX e ainda hoje é recordado através de património que muito orgulha a cidade. O teatro tem o nome deste grande mestre da música clássica e figura como um ex-libris da cidade. É o expoente máximo de Pesaro, a figura que dá uma enorme fama a esta bonita cidade.

Mas não é só. Pesaro é ainda uma espécie de cidade adoptiva de outra figura memorável da história da música clássica.

O tenor Luciano Pavarotti não nasceu em Pesaro, mas até tem uma estátua com o seu nome bem no centro desta cidade costeira. Em 2024, uma estátua de bronze foi inaugurada em frente ao Teatro Rossini, para perpetuar o grande amor do tenor pela cidade.

Pavarotti recebeu a condição de cidadão honorário da cidade em 1986 e diz-se que Pesaro representava para o artista um local de paz e de tranquilidade, perfeito na preparação para os espectáculos que arrebataram multidões por todo o Mundo. É difícil ainda hoje ser indiferente à sua brilhante interpretação de ‘Nessun Dorma’.

Foi em Pesaro, mais precisamente na Villa Giulia, uma propriedade do tempo de Napoleão, imperador francês, que Pavarotti passou grandes temporadas em ambiente familiar e com amigos, por isso um local onde viveu muitas alegrias e que lhe despertou muitos sorrisos de realização pessoal.

A Villa Giulia era chamada pelo próprio Pavarotti de ‘buen retiro’. Diz-se que era ali que estudava óperas e que desenvolveu o gosto por outra expressão de arte: a pintura.

Pavarotti dá ainda nome a uma praia em Pesaro. Em Setembro de 2017, dez anos após a sua morte, a praia Baia Flaminia passou a chamar-se ‘Luciano Pavarotti’, numa homenagem póstuma da Câmara da cidade ao tenor.

Com tantos vasos comunicantes de Pesaro com a cultura e a música – Pesaro foi a Capital Italiana da Cultura em 2024 –, a equipa de futsal do Sporting CP procura ser uma ‘orquestra afinada’ para dar música de excelência esta sexta-feira e, depois, domingo, com o grande objectivo de procurar conquistar a terceira UEFA Futsal Champions League no historial. A acompanhar, sob a batuta do maestro Nuno Dias a orientar a equipa a partir do banco.

Foto UEFA

Nuno Dias: "Sporting CP tem de roçar a perfeição"

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Técnico Leonino na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o FS Cartagena

Entre a confiança e os cuidados com o adversário. Foi com estes dois estados de espírito que se pautou a conferência de imprensa de Nuno Dias, treinador da equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal na antevisão ao jogo frente ao FS Cartagena, desta sexta-feira, às 16h30 (hora de Portugal continental e Madeira) das meias-finais da UEFA Futsal Champions League.

Nuno Dias lançou os dados para o encontro diante do Bicampeão de Espanha. “Preparámos este jogo como todos os jogos, analisando de forma muito exaustiva, percebendo as grandes qualidades que o adversário tem, equipa Bicampeã em Espanha, não pode ser equipa qualquer e que merece da nossa parte o máximo respeito e grande preocupação nas análises”, começou por dizer, numa conferência de imprensa conjunta com a presença do treinador da equipa espanhola, Duda, e com os jogadores Alex Merlim, do Sporting CP e Gonzalo Castejón, do FS Cartagena.

Nuno Dias elogiou o grande nível do FS Cartagena e falou da importância dos detalhes. “Muitas são as coisas boas que fazem, as análises têm muito a ver com as coisas boas que o FS Cartagena faz e tentar encontrar algumas coisas que podemos aproveitar a nosso favor. O adversário tem muito valor, soluções individuais e colectivas, é uma equipa rica nas bolas paradas, de situações de um para um, tem três pivôs de muita qualidade. Não há muitos pontos fracos no FS Cartagena, é uma equipa muito consistente e sabemos que este tipo de jogos, mais do que nunca, são decididos em pormenores, em detalhes, por um palmo, por meio segundo, por centímetros conseguem-se pequenas vantagens e é à procura dessas pequenas vantagens que vamos tentar aproveitar e tentar ser eficazes ao máximo”.

As duas equipas defrontaram-se na época passada no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares da UEFA Futsal Champions League com a vitória a sorrir nas grandes penalidades à equipa espanhola, mas o sentimento Leonino não tem a ver com contas do passado. “Não há nenhum acerto de contas em relação à época passada, em que o Sporting CP esteve na frente. Foi um jogo duro e em que o FS Cartagena venceu nas grandes penalidades. Nós queremos é fazer o nosso trabalho bem feito e amanhã tentar com todas as nossas chances, aproveitar para conseguir vencer o adversário, que tem muita qualidade. Vai ser difícil, vai ser nos detalhes, são quatro equipas que chegaram com todo o mérito à final four, perante adversários duros”.

Nuno Dias entrou mais em detalhes sobre muitas das qualidades do FS Cartagena. “O FS Cartagena tem muitos pontos fortes. Jogo de pivô muito forte, com 3 pivôs de grande classe, alas de grande capacidade de desequilíbrio, tanto de pé esquerdo, como de pé direito, jogadores que encaram, gostam de situações de um para um. São fortíssimos nas alas, tem jogadores muito experientes que dão equilíbrio fantástico na equipa atrás. Tem um guarda-redes de grande classe. Dos cinco jogadores mais utilizados da selecção espanhola campeã da Europa, quatro são do FS Cartagena. É uma equipa recheada, com muitos jogadores de qualidade, que tornam esta equipa muito completa e o melhor exemplo é terem sido duas vezes campeões de Espanha”.  

Alex Merlim, jogador do Sporting CP, falou também aos jornalistas em conferência de imprensa, na antecâmara da meia-final da UEFA Futsal Champions League, diante do FS Cartagena. “É um prazer estar nestes grandes palcos, nestas decisões. Não é fácil, só nós sabemos o quanto trabalhamos para estar aqui. Competimos para tentar vencer, esse tem sido o nosso ADN. Desde que cá estou [no Sporting CP] tenho a percepção de que são estes jogos que queremos disputar, as fases das grandes decisões, contra grandes adversários. Só está mais perto de vencer quem está nas fases das decisões”.

O ‘Mago’, como é conhecido pela incrível capacidade técnica, perspectivou um grande jogo, entre duas grandes equipas. “Com o passar dos anos estamos mais experientes. Hoje sou o mais velho da equipa, procuro passar a minha experiência e aprender também com eles, os mais jovens.  A nossa equipa é feita para estes momentos. Eles (FS Cartagena) também são campeões e tenho a certeza de que vai ser um grande jogo”.

A quinta-feira da equipa de futsal do Sporting CP foi marcada por um treino da parte da tarde, novamente na Vitrifrigo Arena, palco do jogo desta sexta-feira, que se seguiu à conferência de imprensa de Nuno Dias e de Alex Merlim. Foi um treino para afinar os últimos pormenores com vista ao encontro das meias-finais. De manhã, houve tempo para um pequeno passeio nas imediações do hotel, numa cidade banhada pelo mar, com um tempo de sol intercalado com algumas nuvens.

Treinador FS Cartagena destaca força do Sporting CP
Duda, treinador da equipa de futsal do FS Cartagena, multiplicou-se em elogios à equipa do Sporting CP, adversário da formação Leonina nas meias-finais da UEFA Futsal Champions League.

“O Sporting CP é uma equipa muito bem trabalhada em todos os aspectos. O diferencial mais acima da média é o guarda-redes, que faz com que meta muito a defesa atrás, complica a pressão da bola, com remates de longe e faz com que sejam fortíssimos na bola parada. Tem jogadores de muita qualidade, jogadores que pressionam muito bem, com trocas, é uma equipa muito completa. Jogam pouco de cinco para quatro, porque poucas vezes têm de o fazer na época. É uma equipa completíssima”.

O técnico reconheceu que a experiência nestes jogos de decisão pode ser factor a levar em conta. “É claro que ajuda a experiência, não é só experiência, cada momento é distinto, há baixas, jogadores que estão numa forma ou noutra forma. Nós estamos mais maduros, com mais ‘casca’ para aguentar. O mais importante é talvez o facto de eles [Sporting CP] terem jogado várias final four”.

Gonzalo Castejón, jogador do FS Cartagena, também falou do Sporting CP com admiração. “Na vida há segundas oportunidades. Creio que este ano vimos mais preparados, com mais experiência, o bloco está mais coeso esta época, estamos mais experientes mais preparados, vamos defrontar uma das melhores equipas do Mundo, com grandes jogadores, mas nós também estamos muito preparados para poder ganhar a UEFA Futsal Champions League”.

Foto Arquivo Sporting CP

Fortino: "Sporting CP tem todas as condições para ganhar a UEFA Futsal Champions League"

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Pivô que já representou os Leões vai ser mais um Sportinguista a torcer pela vitória na prova europeia

Está em Itália, com o Sporting Clube de Portugal um pouco mais longe da vista, mas sempre muito perto no coração. Rodolfo Fortino, pivô que representou os Leões entre 2015/2016 e 2017/2018, joga presentemente na AS Roma, em Itália, pais que recebe entre sexta-feira e domingo, na cidade de Pesaro, mais uma edição da final four da UEFA Futsal Champions League.

O jogador italo-brasileiro, que ajudou o Sporting CP a conquistar três Ligas, duas Taças de Portugal e duas Taças da Liga, falou com o Jornal Sporting e fez questão de deixar uma mensagem de força ao emblema Leonino, que não esquece pelos grandes momentos vividos nos grupos de trabalho orientados por Nuno Dias. Fortino. hoje com 43 anos, tem grande fé que o Sporting CP pode somar a terceira UEFA Futsal Champions League no historial.

“Vou ver o jogo pela TV, mas não ao vivo, por causa dos nossos treinos, que são a quatro horas de viagem. Gostava que muito que o Sporting CP ganhasse a UEFA Futsal Champions League. Sempre que acaba a época, vou para Portugal, a minha família vive lá. O Sporting CP tem todas as condições para ganhar a prova, penso que é um dos favoritos a ganhar, diria até o principal favorito”, considerou.

Fortino destacou a estabilidade de grupo e a continuidade que caracteriza o futsal do Sporting CP: “O Nuno [Dias] tem uma base muito sólida do plantel, que já está acostumada a este tipo de jogos de final four da UEFA Futsal Champions League”.

As rotinas em grandes palcos é trunfo importante a favor dos Leões, acredita Rodolfo Fortino. “Esse factor da experiência do Sporting CP é uma grande vantagem, tendo Alex Merlim e João Matos, que já jogaram muitas vezes nestes jogos, os Paçós, Zicky, essa experiência dos últimos anos vai ser muito importante numa competição deste nível e exigência”, disse o jogador, que não tem dúvidas de que se vai tratar de um evento de grande dimensão em Pesaro, pela propaganda feita à prova: “Vai estar um bom ambiente no pavilhão, estão a divulgar muito a competição. A Federação Italiana tem feito muita promoção deste torneio, que junta as melhores equipas europeias”.

O pivô remexeu um baú de boas memórias e de mais jovens do Sporting CP, hoje jogadores de nível mundial e certezas da modalidade. “Também já naquela altura vários jovens que eram da formação iam treinar à equipa sénior com o grupo principal. Lembra-me que, nessa época, o Zicky, os irmãos Paçó já vinham fazer treinos connosco, já se via que tinha muita qualidade”, contou.

Companheiro durante anos na selecção de Itália de Alex Merlim, falou também do ala Leonino: “Desejar boa sorte, estivemos também juntos na selecção italiana e três anos no Sporting CP também. Continuar com a carreira fantástica que tem tido, como o João Matos, e desejar que ele deixe mais uma UEFA Futsal Champions League no Sporting CP”.

Fortino tem um carinho especial pelo Sporting CP, assume com orgulho: “O Sporting CP diz-me muito. Foi uma etapa da minha vida que me levou para um nível superior do que já tinha. Depois de sair, continuei a acompanhar o Sporting CP. Tenho muito contacto com o Nuno Dias, também. Foi um marco muito grande na minha carreira ter jogado no Sporting CP e com Nuno Dias como treinador. É um treinador que faz a diferença, é um perfeccionista, leva-te a trabalhar nos mínimos detalhes, faz-te crescer ainda mais como jogador e em jogos desse nível os detalhes fazem a diferença”.

Fortino nem hesita em dizer que a final four da UEFA Futsal Champions League será decidida em pormenores. “O pormenor vai fazer a diferença nestes jogos. A bola parada, o aspecto defensivo, intensidade que o Nuno [Dias] gosta. Se o Sporting CP colocar em campo isso da bola parada e aspecto defensivo, tem margem grande para poder ganhar o troféu”, explicou.

O jogador lembrou também a importância da força dos adeptos Sportinguista. “A força dos Sportinguistas ajudava-nos muito. Sempre sentíamos a força extra das bancadas e a força deles é muito importante, sobretudo quando as coisas não correm tão bem, é uma energia muito importante”, afirmou.

No final da época 2017/2018, Fortino despedia-se do Sporting CP com o terceiro título de Campeão Nacional em três temporadas, uma despedida carregada de simbolismo ainda hoje para o futsalista. “A final dos play-offs com o SL Benfica foi bastante emotiva. O último dérbi era um jogo que queria ganhar muito para sair vitorioso, sabia que ia deixar o Sporting CP após esse jogo e ficou muito gravado”, disse sobre e final decidida nas grandes penalidades do jogo cinco, com triunfo Leonino por 2-0, após empates no tempo regulamentar e no prolongamento.

Fortino fez questão de deixar uma mensagem ao grupo de futsal do Sporting CP, que vai tentar conquistar mais uma UEFA Futsal Champions League para o Clube. 
“Uma mensagem positiva, de que têm tudo em quadra para conseguir o objectivo de ganhar essa Champions. Que corra tudo bem, vão ter um adepto a mais, a família Fortino, a torcer”, concluiu.

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