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Foto FPF

Cinco Leões campeões da Europa

Por Sporting CP
06 Set, 2020

Selecção nacional de futebol de praia venceu a Suíça no último jogo da Liga Europeia

A selecção nacional de futebol de praia sagrou-se este domingo bicampeã europeia depois de derrotar a Suíça por 5-4, conquistando o título pela sétima vez e juntando-o ao de campeão do mundo.

Durante toda a competição, disputada na Nazaré, a equipa das quinas contou com a contribuição dos Leões Rui Coimbra, João ‘Von’ Gonçalves, Tiago Petrony, Rodrigo Pinhal e Belchior, sendo que este último marcou mesmo o quarto golo da formação das quinas no jogo decisivo.

Futebol de praia defronta ACD O Sótão

Por Sporting CP
04 Set, 2020

Na primeira jornada do Campeonato Elite 2020

A equipa de futebol de praia do Sporting CP vai dar início à sua participação na primeira fase do Campeonato Elite 2020, principal competição da modalidade em Portugal, frente à ACD O Sótão, em jogo agendado para o dia 15 de Setembro.

O sorteio, realizado esta sexta-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras, ditou ainda que os Leões vão enfrentar o SC Braga a 20 de Setembro, terminando a primeira fase com uma recepção ao GD Chaves, a 27 de Setembro.

Após uma fase regular em que as todas as formações se defrontam entre si apenas uma vez, os quatro primeiros classificados garantem uma vaga na segunda fase. Aqui, o modelo mantém-se, com todas as equipas a jogarem umas contra as outras apenas uma vez. No final, a formação com mais pontos sagra-se campeã nacional.

PRIMEIRA FASE
1.ª Jornada | 15.09.2020: ACD O Sótão vs. Sporting CP
2.ª Jornada | 18.09.2020: Sporting CP vs. CB Loures
3.ª Jornada | 19.09.2020: Sporting Cp vs. Leixões SC
4.ª Jornada | 20.09.2020: SC Braga vs. Sporting CP
5.ª Jornada | 25.09.2020: Sporting CP vs. GD Alfarim
6.ª Jornada | 26.09.2020: GRAP vs. Sporting CP
7.ª Jornada | 27.09.2020: Sporting CP vs. GD Chaves

Foto Sérgio Martins

Cinco Leões na selecção de futebol de praia

Por Sporting CP
28 Ago, 2020

Sporting CP é o emblema mais representado

O Sporting Clube de Portugal é a equipa com mais jogadores na convocatória da selecção nacional de futebol de praia para a Superfinal da Liga Europeia, competição que vai decorrer entre 2 e 6 de Setembro na Nazaré.

O guarda-redes Tiago Petrony, o fixo Rui Coimbra, os alas Rodrigo Pinhal e Belchior e o pivô João 'Von' Gonçalves foram os Sportinguistas escolhidos por Mário Narcisco, técnico da selecção nacional.

Portugal, actual Campeão do Mundo e da Europa, vai defrontar a França (2 de Setembro), a Alemanha (3 de Setembro), a Ucrânia e a Suíça, sendo que todos os jogos vão ter lugar no Estádio do Viveiro - Jordan Santos.

Foto Sérgio Martins

Quem sai aos seus...

Por Sporting CP
23 Ago, 2020

Filho de Madjer no futebol de praia do Sporting CP

…não degenera! Já dizia o ditado e Bernardo Saraiva comprova-o. O filho mais velho de Madjer quer seguir as pisadas do pai e está no Sporting Clube de Portugal para o fazer.

Aos 16 anos, depois de uma primeira experiência de várias temporadas no futebol, Bernardo Saraiva está a aventurar-se de forma mais séria no futebol de praia do emblema Leonino e Madjer mostra-se, naturalmente, satisfeito por vê-lo a começar neste novo desafio.

“Na educação dele tentei sempre que ele se sentisse feliz e realizado, fosse qual fosse a modalidade. Mas, na verdade, ao acompanhar-me desde pequeno o bichinho ficou lá”, disse o ex-jogador à Sporting TV, acrescentando: “Nunca o vi com tanta vontade de vingar numa modalidade como no futebol de praia”.

“Sei que tem qualidade e agora está a trabalhar com treinadores excelentes que o podem ajudar muito. Esta ascensão acaba por ser natural pelo empenho e pelo esforço dele”, referiu, enumerando as qualidades: “É um jogador inteligente e tecnicamente evoluído, com grande margem de progressão, mas, tal como o pai, também tem de ganhar um pouco mais de corpo. Filho de pai… tem as mesmas características (risos)”.

É natural que ainda haja muito caminho pela frente, mas Madjer já assiste orgulhoso ao início da carreira do filho e tem lhe dado conselhos. “O que ouve de mim é: trabalha, conquista o teu espaço com muito esforço, não te esqueças de que estás num dos melhores clubes do mundo e orgulha-te disso. É o Clube que o pai ama e que te ensinou a amar e é sempre um orgulho imenso representar o Clube do nosso coração”, revelou o ex-capitão verde e branco à margem do treino deste sábado no Estádio Multiusos de Areia Quinta do Conde, em Sesimbra.

“É só ele encarar o lema do Sporting CP, que vai ter sucesso”, acrescentou o antigo melhor jogador do mundo de futebol de praia, manifestando o desejo: “Deus queira que existam mais atletas portugueses melhores do que eu e se for o meu filho, melhor”.

Bernardo Saraiva também gostava que assim fosse, mas sabe que não será fácil. “É muito difícil alcançar aquilo que ele alcançou. Vou trabalhar para isso, mas é muito difícil. Ele diz-me aquilo em que posso melhorar e não me pressiona muito. Quer que eu faça aquilo que eu gosto”, disse o jovem jogador que atribui ao pai ao gosto pela modalidade: “É um desporto muito bonito e a ligação do meu pai à modalidade trouxe-me até aqui. Agora surgiu esta oportunidade e está a correr como o esperado. A equipa tem muita qualidade e eu estou a adaptar-me muito bem”.

Chegado aqui, e com vontade de vingar na modalidade, o treinador Zé Miguel vaticina-lhe sucesso: “Vi o Bernardo nascer e posso dizer, tal como disse aos restantes jogadores, que só me preocupa uma coisa: a capacidade que ele terá de ter e a preparação que nós temos de lhe dar para ele lidar com isto”.

Foto Pedro Zenkl

Futebol de praia de regresso ao trabalho

Por Sporting CP
09 Ago, 2020

Primeira etapa da Divisão de Elite nos dias 22 e 23 de Agosto

A equipa principal de futebol de praia do Sporting Clube de Portugal também já regressou aos treinos, depois de a pandemia ter obrigado a uma paragem forçada e prolongada, e tem já a primeira etapa da Divisão de Elite marcada para os dias 22 e 23 de Agosto na Nazaré.

Nesse sentido, os treinos, que começaram nos primeiros dias de Agosto, já se fazem com vista à competição e neste domingo houve treino conjunto com a equipa B no Ecoparque em São João da Talha.

“Estávamos todos com saudades e desejosos de voltar e acho que é isso, essencialmente, que se nota no grupo. A equipa estava desejosa de bola e jogo e é isso que lhe temos dado nesta fase inicial”, disse o treinador Zé Maria aos meios de comunicação do Clube.

O capitão Rui Coimbra também falou, comentando o sentimento de felicidade por voltar a trabalhar com a restante equipa, e deu de imediato conta da ambição verde e branca: “As expectativas deste Clube passam sempre por ganhar e este ano não vamos fugir à regra. Vamos pensar jogo a jogo, mas, como sempre, o nosso objectivo final é sermos campeões nacionais”.

Algo que Von corroborou: “No Sporting CP entramos sempre para ganhar. Sabemos que os adversários são fortes, mas o nosso objectivo está bem definido. Queremos dar o melhor de nós e ajudar o Sporting CP a ser campeão nacional”.

Madjer: “Obrigado, Sporting Clube de Portugal”

Por Sporting CP
20 Fev, 2020

Em entrevista ao Jornal Sporting, o melhor de sempre do futebol de praia falou da carreira, despediu-se do Clube do coração e deixou uma mensagem forte, e sincera, aos que com ele partilham o amor pelo SCP

Já anunciou o adeus na Selecção Nacional há uns meses, mas agora fá-lo em termos de Clube também. É mesmo o final?
É mesmo o final e é um final ponderado. Não fazia muito sentido acabar na selecção e manter-me a jogar no Clube, até porque a última imagem é a que fica e a última é a de um Campeão do Mundo.

Porquê agora?
Para além de fisicamente já não estar a 100 por cento para acompanhar os “miúdos”, já me estava a preparar para terminar e queria terminar com um grande título. Por tudo isso, juntamente com a minha família, achámos que esta era a altura certa.

Mas não terminou só com o troféu de Campeão do Mundo, terminou também com a distinção de melhor de sempre...
Em tom de brincadeira digo aos meus colegas que até pode vir um melhor, mas que nunca será o melhor de sempre porque não há melhor do que o melhor de sempre (risos). É sempre gratificante sermos elogiados e reconhecidos, principalmente pela France Football que, enquanto criança, me lembro de ler e de ver lá os meus ídolos. A France Football ter-me atribuído esse título encheu-me de orgulho, claro.

"Temos de nos unir de uma vez por todas. Quando deixarmos de ser os nossos maiores inimigos e de arranjar problemas onde não existem, voltaremos a ser o Sporting Clube de Portugal que os Sportinguistas estão habituados a ver"

Qual a primeira palavra que lhe vem à cabeça quando pensa na sua carreira?
(Pensa)… teimosia!

Porquê?
Porque, para além do esforço, isto foi uma modalidade criada com base na teimosia. Era uma modalidade em que ninguém acreditava nem valorizava, diziam que era um grupo de amigos que ia conhecer praias porreiras e era tipo um passatempo, umas férias, mas ao fim de três anos provámos que não era assim e conseguimos mudar as mentalidades porque fomos Campeões do Mundo. Aí sim, em 2001, começaram a olhar para a modalidade de outra forma. Daí a teimosia, porque se nós tivéssemos desistido de imediato, se calhar não teríamos dado tanto a esta modalidade e ter-nos-íamos transformado nas pessoas que iam mesmo passar férias. Mas não, nós acreditámos desde o primeiro momento e conseguimos colocar a modalidade num patamar de exigência.

Nestes anos todos, quais foram os melhores e os piores momentos?
Os melhores, como não podia deixar de ser, são os títulos de Campeão do Mundo, mas todos foram especiais e, sobretudo, aqueles que conquistei pelo Sporting CP. Esses vou guardar para a eternidade porque foram os mais marcantes. Os piores são, naturalmente, quando falhámos os objectivos e as lesões que tive, claro. Qualquer atleta responde isso e eu não fujo à regra.

E de tantos títulos, quais tiveram maior significado os individuais ou os colectivos?
Os colectivos, sem dúvida nenhuma. Costumo frisar isto várias vezes: quem está em modalidades colectivas e pensa individualmente, normalmente não tem sucesso. Felizmente, nesta modalidade, conseguimos criar um espírito colectivo superior aos egos individuais e daí as conquistas que temos tido, não apenas em termos de clubes portugueses, mas de Selecção Nacional também.

Por pensar assim é que o Madjer também conquistou tantas distinções individuais?
Os títulos individuais vêm sempre por acréscimo, por isso, aquilo que digo sempre aos mais novos é que pensem sempre enquanto um todo. Podemos ter uma vitrina cheia de títulos individuais, mas aquilo que nos enche o ego são, de facto, os títulos colectivos.

Momentos, títulos… e quem foram as pessoas que mais o marcaram?
Várias. O Carlos Xavier, que me lançou para o mundo desconhecido do futebol de praia; o professor João Bernabé, que no final do meu primeiro torneio amador me convidou para integrar os trabalhos da selecção; os ex-jogadores com quem joguei – e que eram os embaixadores da modalidade –, que tiveram um papel muito importante no meu desenvolvimento, não só como atleta, mas também enquanto ser humano; e, aqui no Sporting CP, as pessoas que me ajudaram a enraizar a modalidade no Clube, assim como alguns treinadores que me ajudaram imenso.

"No Sporting Clube de Portugal não vesti só a camisola, também vesti o coração e, quando é assim, o sabor das derrotas e das vitórias também é diferente"

E nestes mais de 20 anos, quem foi, sem dúvida, a pessoa que esteve sempre lá?
(Sem hesitar) A minha mãe, a dona Ivone.

Porquê?
Porque me apoiou sempre, mesmo nos sonhos mais malucos que tive – e tenho – e este também foi maluco ao início porque era uma modalidade que ninguém conhecia. Quando cheguei a casa e lhe disse que queria jogar futebol de praia ela achou aquilo muito estranho, mas esteve sempre lá nos bons e nos maus momentos. Tive a carreira que tive graças a ela.

Tem três filhos – o Bernardo, a Kyara e a Eva –, mas foi, naturalmente, o mais velho que acompanhou mais tempo a sua carreira. Sente nos olhos dele o orgulho por ter o Madjer como pai?
Sinto. Inclusive, há cinco anos, quando ele tinha apenas 11, a FIFA fez um vídeo sobre a minha carreira e entrevistaram várias pessoas para me definirem numa palavra e a dele foi “orgulho”.
(…)
Os meus maiores títulos individuais/colectivos são eles. Quando os vejo a serem educados, através do desporto, e a terem o pai como exemplo, para mim é, sem dúvida, das minhas maiores conquistas.

Jogou em Itália, no Brasil, na Polónia, na Rússia, na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos. Como foram essas experiências?
Foram todas fantásticas, mas cada uma com as suas particularidades. Em Itália foi onde tive a minha primeira experiência no estrangeiro, abriu-me as portas do mundo a nível de clubes; no Brasil joguei ao lado dos melhores, cresci e aprendi muito ao lado de craques de quem era fã; na Rússia tive a oportunidade de jogar num dos campeonatos mais fortes e foi lá, ao serviço do FK Lokomotiv, que conquistei a minha única Liga dos Campeões. Foram todas experiências incríveis que me deram muito, não só enquanto profissional, mas como pessoa. Criei laços que ainda hoje duram e me fazem ter as portas sempre abertas.

Mas, certamente, que houve um país que o marcou mais. Qual foi?
Sim, foi Itália por ter sido, como já disse, a primeira experiência no estrangeiro e por ter lá gente que considero família, a minha família italiana.

E qual a história mais caricata de todas? Aquela que vai recordar para sempre…
(risos) É aquela que conto sempre. Aconteceu na Rússia, foi engraçada e permitiu-me criar uma grande base de confiança que me fez jogar lá quatro anos.
(…)
uando fui jogar para o FK Lokomotiv ficou acordado que nos pagavam no final de cada etapa de três/quatro jogos e no final da primeira, o Igor, que ainda hoje é o presidente, deu-‑me o envelope e eu, para não estar a contar o dinheiro no estádio à frente de toda a gente, só o abri e contei o dinheiro no hotel. Contei uma dez vezes, no mínimo, e dava-me mais do que o acordado. Como viajava no dia a seguir para Portugal, entrei em contacto com o Igor e disse-lhe que precisava de falar com ele. Ele foi ao hotel ter comigo e eu disse-lhe “está aqui o envelope tal e qual como me o deste, mas aberto, só que contei e está aqui dinheiro a mais” e nesse momento ele, com aquele ar de máfia russa, deu-me uma chapada na cara e disse-me “bem-vindo à família do FK Lokomotiv, podes ficar com o dinheiro que está a mais” (risos). No fundo, aquilo foi uma prova à minha confiança e a atitude que tive permitiu-me jogar lá muito tempo.

"Eu vivo e sinto mesmo este Clube. Eu amo o Sporting Clube de Portugal. Ter tido a oportunidade de jogar aqui foi… inexplicável"

Felizmente, também jogou durante muito tempo no seu Clube do coração. Que significado teve para si representar o Sporting Clube de Portugal?
(Silêncio) Sempre fui profissional e dei o máximo em qualquer clube, mas no Sporting CP não vesti só a camisola, também vesti o coração e, quando é assim, o sabor das derrotas e das vitórias também é diferente. Completamente diferente. As derrotas deram-me noites sem dormir e as vitórias fazem-me festejar sempre que me lembro delas. É difícil explicar, é uma emoção indescritível.
(…)
Fui habituado com o meu pai a ir ao antigo Estádio José Alvalade e a fazer aquele programa familiar que passava por ir também à Nave, e isso marcou-me muito. Eu vivo e sinto mesmo este Clube. Eu amo o Sporting CP. Ter tido a oportunidade de jogar aqui foi… inexplicável.

A viver o Clube tão intensamente e desde pequenino, sonhava em representar o Sporting CP?
Sim, desde pequenino que tinha o desejo de ser jogador de futebol e de jogar no Sporting CP, mas ao mesmo tempo também achava que nunca iria acontecer. Ainda vim aos treinos de captação, salvo erro em infantis, e fui chamado, mas por causa da distância para o Estoril a minha mãe disse-me para ficar no GD Estoril Praia. Não foi possível nessa altura, nem como jogador de futebol, mas deu mais tarde e como jogador de futebol de praia… mesmo assim, a dona Ivone ainda hoje em dia se arrepende de não me ter deixado ficar (risos).

Na hora do adeus à modalidade, enquanto jogador, ficou alguma coisa por fazer?
Ficou o amargo de boca de não ter dado mais títulos ao Sporting CP. Vou carregar isso para sempre. Apesar de ter dado alguns e alguns deles importantes, queria ter dado todos aqueles em que participei.
(…)
Em termos de selecção o que me faltou foram os Jogos Olímpicos (JO), mas infelizmente a modalidade ainda não faz parte dos JO. Fomos aos JO europeus, mas não é a mesma coisa.

E ficou alguma coisa por dizer?
Não porque eu nunca deixo nada por dizer (risos).

Sendo assim, o que tem a dizer ao Sporting CP na hora do adeus?
Um “obrigado”. Termino a carreira e saio do Sporting CP enquanto jogador e pessoa da estrutura, mas este nunca será um adeus como adepto e amante deste Clube.

E aos Sportinguistas?
Aos Sportinguistas digo, sinceramente, que temos de nos unir de uma vez por todas. Quando deixarmos de ser os nossos maiores inimigos e de arranjar problemas onde não existem, voltaremos a ser o Sporting Clube de Portugal que os Sportinguistas estão habituados a ver. Se assim não for, se não blindarmos o Clube e não fizermos aquilo que melhor sabemos, que é apoiar os nossos atletas, será complicado e vamos continuar vários anos sem ganhar nada, pelo menos no futebol. Enquanto atleta, sei que o apoio é muito importante.

"Desde pequenino que tinha o desejo de ser jogador de futebol e de jogar no Sporting Clube de Portugal"

Para finalizar, o que vai ser agora do Madjer ex-jogador?
Em termos pessoais passa por estar mais perto dos meus filhos e da minha família, enquanto que em termos profissionais segue-se outro desafio, mas sempre com o Sporting CP diante dos meus olhos.

E a partir de agora, como é que o chamamos? Majder ou João Vítor?
(Risos) Acho que no mundo do desporto vou ser sempre conhecido como Madjer ou João Tavares Saraiva Madjer porque acham sempre que é o meu nome. Ora me tiram o Vítor ora o Tavares, e a dona Ivone fica muito chateada porque o Tavares é dela.

Obrigado, Madjer. A honra também foi nossa!

Cinco Sportinguistas para defrontar o Brasil

Por Sporting CP
20 Fev, 2020

Selecção de futebol de praia muito verde

Mário Narciso, líder da equipa técnica da selecção nacional de futebol de praia, convocou cinco jogadores do Sporting Clube de Portugal para os dois jogos de preparação contra o Brasil que vão decorrer em São Paulo a 29 de Fevereiro e 1 de Março.

Tiago Petrony, Rui Coimbra, Belchior, Rodrigo Pinhal e João 'Von' Gonçalves foram os eleitos para os duelos que estão inseridos no evento Arena Verão 2020 e que se vão realizar na Praia do Gonzaga, em Santos (São Paulo).

O Sporting CP é, a par do SC Braga, a equipa mais representada na convocatória.

Foto Mário Vasa

Cinco Leões Campeões do Mundo de futebol de praia

Por Sporting CP
01 Dez, 2019

Portugal venceu a Itália por 4-6 na final da competição

Tiago Petrony, Rui Coimbra, Madjer, Belchior e João 'Von' Gonçalves, jogadores de futebol de praia do Sporting Clube de Portugal, sagraram-se Campeões do Mundo ao serviço da selecção nacional portuguesa.

Depois de bater o Senegal nos quartos-de-final e o Japão nas meias-finais da prova, a equipa comandada por Mário Narciso derrotou a Itália na final por 4-6.

Antes disso, na fase de grupos, os portugueses já tinham vencido a Nigéria e Omã, cedendo apenas diante da selecção brasileira. Ainda assim, os seis pontos conquistados nessa fase foram suficientes para passar aos quartos-de-final.

Depois de 2001 e 2015, a selecção das quinas sagrou-se campeã mundial pela terceira vez.

Foto Mário Vasa

Cinco Leões no Mundial de futebol de praia

Por Sporting CP
13 Nov, 2019

Prova disputa-se no Paraguai entre 21 de Novembro e 1 de Dezembro

Já são conhecidos os convocados da selecção portuguesa para o Campeonato do Mundo de futebol de praia, competição que se vai realizar em Assunção, no Paraguai, entre 21 de Novembro e 1 de Dezembro.

Depois do estágio de preparação que decorreu em Sesimbra, Mário Narciso, seleccionador nacional, convocou cinco atletas Leoninos: Tiago Petrony, Rui Coimbra, Madjer, Belchior e João 'Von' Gonçalves.

A equipa das quinas está inserida no Grupo D da prova, juntamente com o Brasil, a Nigéria e Omã. A primeira partida está marcada para o dia 22 de Novembro, frente à Nigéria, seguindo-se o embate contra o Brasil, a 24 de Novembro, e o encontro frente a Omã, dois dias depois.

Caso fique nos dois primeiros lugares do grupo, Portugal garante o apuramento para os quartos-de-final da competição, que se disputam a 28 de Novembro. As meias-finais estão marcadas para 30 de Novembro e a final para 1 de Dezembro.

Foto Mário Vasa

“O Sporting Clube de Portugal é uma família”

Por Luís Santos Castelo
31 Out, 2019

Madjer em entrevista ao Jornal Sporting

Eleito melhor jogador da história do futebol de praia pela revista francesa France Football, Madjer concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Sporting. O internacional português e capitão da equipa Leonina falou sobre o passado, o presente, o futuro e a importância que o Sporting Clube de Portugal tem na sua vida pessoal e profissional.

Como se sentiu quando soube que a France Football o tinha escolhido como o melhor de sempre no futebol de praia?
Um amigo francês enviou-me a notícia e, ao início, não tinha a noção da dimensão e do impacto que viria a ter. Só percebi uns dias depois que era algo de grande prestígio. Olhando para estes anos que passaram, em que temos tentado que o futebol de praia tenha mais visibilidade, é, sem dúvida, um dos pontos altos. Estou grato por ser eu, mas sou só o rosto visível de tanta gente que trabalha no futebol de praia.

Sente-se uma referência no futebol de praia e no desporto em geral?
Acabo por sentir porque me é transmitido, principalmente, por gerações mais novas. Muitas vezes, colegas de selecção nacional e do Sporting CP dizem que me vêem como uma referência e alguns deles começaram a jogar futebol de praia por causa de mim. É um orgulho e, sem dúvida, é uma demonstração de que o meu trabalho tem vindo a ser bem feito e que há muita gente a tentar entrar na modalidade por causa de mim.

Vamos voltar ao início da carreira. O Madjer, como grande parte dos jovens, queria ser jogador de futebol, mas acabou por não acontecer. Ficou frustrado na altura?
Sim. Não posso esconder que fiquei triste por não ter continuado no futebol, que era o meu sonho. Mas há males que vêm por bem e o acidente de mota transformou completamente a minha vida. Se tivesse a oportunidade de voltar atrás e me dessem a escolher entre futebol de onze e futebol de praia, escolheria futebol de praia.

Qual foi o jogo mais especial que já teve?
Vou escolher dois. Em 2015 fomos Campeões do Mundo [de selecções]. Em 2001 já tinha sido muito bom, mas em 2015, como foi em casa, perante o nosso público, foi fantástico. O jogo da final contra o Taiti vai ficar marcado para sempre. Depois, em 2016, fomos campeões nacionais pelo Sporting CP. Tínhamos uma equipa montada à imagem do treinador que estava connosco. Pouca gente acreditava que aquela equipa pudesse ser campeã nacional e a verdade é que conseguimos.

Qual é a primeira memória que tem de Sporting CP?
Ui. [Pensativo] Tenho imensas memórias. O meu pai sempre me habituou a vir ao velhinho Estádio José Alvalade. Adorava o Paulinho Cascavel e queria ser como ele. A memória mais antiga que tenho é desses tempos, de vir para um Estádio José Alvalade completamente cheio e de vibrar com os golos do Paulinho Cascavel.

Qual foi o papel do Sporting CP neste caminho?
Agradeço ao Sporting CP porque fez uma aposta forte e séria na modalidade, para além de me ter aberto a porta de regresso [a Portugal]. Estive muitos anos a jogar fora, mas sempre com o intuito de, no dia que o Sporting CP se organizasse, jogar no Sporting CP. O Sporting CP apostou forte na modalidade e agradeço ao Clube por continuar a manter essa aposta. Sendo o meu Clube do coração, fico muito feliz.

O Madjer está sempre muito envolvido no universo Sportinguista. Qual é a importância de acompanhar as outras modalidades e estar envolvido na vida do Clube?
É a demonstração do que é o Sporting CP. O Sporting CP é um Clube ecléctico, é uma família. As modalidades são unidas. Apesar de o futebol ser um mundo ligeiramente à parte, é tudo Sporting CP. O que sinto é que quanto mais ligação existir entre todas as pessoas que fazem parte desta família, mais fortes ficamos. Individualmente, não conseguimos conquistar nada. Só grupos coesos é que chegam ao sucesso e o Sporting CP é prova disso. Todos os atletas das várias modalidades se conhecem e partilham ideias, os treinadores fazem o mesmo. Isso é uma demonstração do universo Sporting CP.

Gosta de sentir o carinho dos Sportinguistas quando é reconhecido?
Sim. E gosto também de transmitir que somos pessoas normais. Por vezes, os adeptos têm a ideia de que os atletas são intocáveis, mas gosto de demonstrar que somos todos iguais. Podemos ter contactos, conversas. Podemos trocar ideias. Sendo com pessoas do Sporting CP, melhor.

O que podem esperar os Sportinguistas do futebol de praia Leonino no futuro?
A mesma entrega, dedicação e busca de títulos. Sabemos que, nos últimos anos, temos falhado o título por pouco, mas, de qualquer forma, continuamos com o mesmo trabalho. Não prometemos títulos, mas prometemos sempre lutar por eles.

Leia a entrevista na íntegra na edição n.º 3752 (31 de Outubro de 2019) do Jornal Sporting.

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