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Opinião

Uma História de Violência

Por Pedro Almeida Cabral
13 Fev, 2020

Uma agressão gratuita a um membro de um Órgão Social do SCP ou a um funcionário do Clube é um acto violento contra o próprio SCP

A chegar à meia centena de crónicas neste jornal, pela primeira vez, não vou falar de um título, de um jogo ou de uma figura do Sporting Clube de Portugal. Só uma razão muito forte me poderia levar a quebrar a linha destes textos, que procuram celebrar o que une todos os Sportinguistas: a paixão pelo Clube e por todos os seus feitos e conquistas. Mas é impossível ser indiferente a mais um episódio de violência gratuita sobre membros do Conselho Directivo do Sporting CP que, desta vez, – pasme-se! – atingiu até uma rapariga de 16 anos, que cometeu o desplante de acompanhar o pai para ver um jogo do Clube.

Nos últimos anos, o Sporting CP tem vivido não um, mas vários episódios de violência. Nem tudo começou com Alcochete. Antes, bem antes, houve uma ameaça séria com faca a um presidente do Sporting CP. Foi há dez anos, mas nem por isso esquecida. Também nem tudo terminou com Alcochete. Logo a seguir, decorreu uma assembleia geral em pleno Meo Arena que mais pareceu uma prova ao estoicismo dos Sportinguistas, tal era o clima de intimidação e de insulto. A violência pairava no ar, tanto por gestos, como por palavras. Nenhum Sportinguista poderá ter gostado desse triste espectáculo.  

Das palavras aos actos vai, por vezes, uma distância curta. E no Sporting CP começa a não haver distância nenhuma. Desde o início desta época que membros do Conselho Directivo são ameaçados e agredidos. Isto já de si é grave. Ainda é pior quando essas cobardes agressões têm lugar nas instalações do próprio Clube, no Pavilhão João Rocha ou no Estádio José Alvalade. Não que o sítio importe. Porém, é esclarecedor que ocorram dentro do Clube, onde o símbolo devia pesar bem mais do que a pulsão destrutiva e violenta. 

Uma agressão gratuita a um membro de um Órgão Social do Sporting CP ou a um funcionário do Clube é um acto violento contra o próprio Sporting CP. Se repudiamos com veemência agressões contra os nossos – como tem sucedido recentemente com Miguel Albuquerque –, não podemos transigir, compactuar ou entender nenhuma destas agressões. Duvidar ou pôr em causa a palavra dos agredidos é apenas a continuação da violência, retirando a quem sofreu a agressão a sua palavra. O Sporting Clube de Portugal que todos queremos não é e não será este pedaço de inumanidade. As grandes instituições centenárias sobrevivem porque assentam na sabedoria de quem lhes dá vida. Estou certo que neste momento difícil os Sócios e Adeptos do Sporting CP saberão muito bem que posição tomar perante este estado de coisas e decidir quem tem e quem não tem lugar no Clube. 

E o Sporting Cube de Portugal?

Por Juvenal Carvalho
13 Fev, 2020

Que se erradique de vez a violência e o insulto. Não é esse o nosso ADN, nem nunca foi

Mais do que uma mensagem de paz, o Sporting Clube de Portugal precisa sobretudo de ter essa mesma paz. Precisa de erradicar estados comportamentais de pessoas que decididamente se comportam de uma forma pouco saudável e que em nada abonam a favor do Clube. E falo do presente, pensando no futuro, que se não passar pela união em torno do símbolo, que é seguramente o nosso bem maior, será seguramente difícil de ter retorno. E quando falo de união em torno do Clube, não estou obrigatoriamente a falar de unanimismos.

Em democracia, prevalecem as urnas. Sei que no Sporting Clube de Portugal, como em qualquer clube ou instituição que se paute pelas regras da democracia, existe sempre, e ainda bem, quem discorde e apresente até soluções. O que é decididamente importante, até para fazer crescer quem lidera, que como qualquer humano erra. É essa a condição do humano, seja ele qual for. 

Eu não estaria de bem com a minha consciência, e quem me conhece sabe que tenho sido voz pouco com tanta coisa no passado recente e até menos recente, se criticasse quem não segue concordante com as decisões do actual Conselho Directivo.

Discordar, repito, é sempre bem-vindo, se com a apresentação de soluções e não com o bafiento da insurreição porque sim. Para isso comigo não contam. Nem agora, nem anteriormente.

No domingo muitos Sportinguistas manifestaram-se contra o estado actual do Clube. Nada contra quem se manifesta, se ordeiramente. Tudo contra quem extrapola para o insulto, para a agressão a dirigentes e neste caso, até a filhos adolescentes desses mesmos dirigentes. Se os fundadores, aquele grupo de jovens de então, que à época quiseram um Sporting CP grande, tão grande como os maiores da Europa, ressuscitassem, seria com manifesta tristeza que achariam possível este estado de coisas.

Não existe acto mais desprezível do que cuspir em alguém, quanto mais numa criança. E isso aconteceu no passado domingo no tempo que mediou entre o jogo de futsal ante o eterno rival e o jogo de futebol frente ao Portimonense SC. É mesmo tudo o que o nosso Sporting CP não precisa. Precisa sempre de opinião. Essa faz-nos crescer. Já a agressão e o insulto, esses fazem-nos regredir. E o caminho do futuro do SCP não se faz sem existir paz. Quem sou eu, que não um mero associado com mais de quatro décadas para dar conselhos a alguém. Aliás, nem preciso de dar conselhos quando está em equação o nosso Grande Amor.

Acabem com isto. Que o nosso ‘ista’ seja apenas e só o de Sportinguista. Acima de todo e cada um de nós, só mesmo o Sporting CP. Que se erradique de vez a violência e o insulto. Não é esse o nosso ADN, nem nunca foi. Quem não pensar assim estará seguramente a mais no Clube de Stromp!

 

NÃO!!! NÃO!!! NÃO!!!

Por Tito Arantes Fontes
13 Fev, 2020

O SCP é dos Sócios! E os Sócios têm de ser respeitados! E, por isso, temos de respeitar os Órgãos Sociais

Foi muito grave o que se passou no domingo em Alvalade! Foi mesmo muito grave!

Dois membros da Direcção do Sporting Clube de Portugal, depois da excelente vitória no futsal sobre o eterno rival e antes do jogo com o Portimonense SC, foram cobardemente agredidos! Filipe Osório de Castro e Miguel Afonso!

Dois dirigentes eleitos pela massa associativa deste gigante Clube! Eleitos democraticamente! Eleitos de acordo com os Estatutos do nosso Clube! 
Ora, os Estatutos do SCP são para respeitar e para cumprir! Todos nós, Sócios, temos esse dever! É – aliás – um “dever” com D maiúsculo! É, pois, um Dever! E temos, aliás, mais deveres… desde logo outro maiúsculo Dever! É o Dever de respeitar os Sócios do SCP! Os nossos consócios! E de respeitar a vontade e as decisões da maioria dos Sócios! O SCP é dos Sócios! E os Sócios têm de ser respeitados! E, por isso, temos de respeitar os Órgãos Sociais eleitos nas últimas eleições, há cerca de ano e meio! Pelos Sócios e de acordo com os Estatutos do SCP!

Agredir dirigentes eleitos democraticamente é uma falta grave! Gravíssima! É insuportável! É intolerável!

O presidente Frederico Varandas disse na segunda-feira na televisão que há câmaras de videovigilância que captaram imagens do incidente. E que nessas imagens se conseguem identificar pelo menos dois dos três agressores! Pois que todos esses elementos sejam canalizados e entregues às autoridades que estão a investigar, de modo a que se imputem responsabilidades a quem tão lamentavelmente prevaricou. Essas do foro criminal. E as do foro disciplinar? Pois que também o Conselho Fiscal e Disciplinar seja chamado a intervir para instruir processo e, disciplinarmente, de acordo com os Estatutos, enquadrar a situação. E punir a mesma! Com pena de expulsão, se – depois da instrução processual – assim vier a ser entendido.

Mas houve mais factos a lamentar neste grave e reprovável incidente de domingo! Refiro-me muito especialmente à jovem menor de idade que não só assistiu à agressão a que foi sujeito o seu pai (Miguel Afonso), como – se não fosse já suficiente – foi cuspida por três vezes na cara! Uma jovem menor de 16 anos! Isto é bárbaro! Estes comportamentos são próprios da barbárie! E é nisto que alguns querem transformar o nosso amado Clube!

A resposta é só uma: NÃO! NÃO! NÃO!!! Não passarão!!! Não passarão mesmo!!! 

A minha solidariedade com Miguel Afonso (e sua filha) e com Filipe Osório de Castro é TOTAL!!! E também com o profissional ARD que estava de segurança no Estádio e que também foi agredido.

Temos de expurgar este tipo de comportamentos do SCP!

Diz-se que estes três agressores estão conectados com a Juventude Leonina (JL)… se assim for, como parece, mais um episódio lamentável da gente que se acoitou nessa nossa claque! Essa JL que – aquando da sua fundação e nos anos seguintes – tanto nos orgulhava! Essa JL transformou-se… desgraçadamente para pior! Muito pior! Não pode ser! Assim não! Depois de tudo o que aconteceu, depois máxime de Alcochete… isto? Agora isto? NÃO!!! NÃO!!! NÃO!!!

Ir ao nosso Estádio, ir ao Pavilhão, assistir a jogos das modalidades e/ou de futebol não pode ser visto pelas nossas famílias como uma ida para a “guerra”… para as “trincheiras”! Não pode! 

Cabe, nesta hora, à JL dar um exemplo de puro Sportinguismo! De amor ao Clube! Cabe-lhe apresentar-se, mostrar a cara dos seus actuais dirigentes e formular um pedido de desculpas imediato ao SCP e à sua grandiosa massa associativa! Há que começar por algum lado! E deve ser a JL a dar esse passo! Acabando também com as palavras de ordem e cânticos que provocam os Sócios no Estádio José Alvalade… Sócios esses que respondem à própria da JL com monumentais vaias e assobios! Há que acabar com este clima! Tem a palavra para esse necessário mea culpa a própria da JL! 

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!!

P.S. 1 – A Mesa da Assembleia Geral tomou hoje (dia em que escrevo) a decisão de não convocar a solicitada Assembleia Geral destitutiva. Foi uma decisão de grande coragem. Justificada de modo exaustivo. Ponderada, muito ponderada! Temos PMAG e temos MAG! E isso é fundamental para o SCP!!!

P.S. 2 – E a tomada de posição da MAG, em comunicado assinado por todos os seus membros efectivos e com uma conferência de imprensa em que também os cinco elementos da MAG estiveram presentes, desmentiu cabalmente as notícias falsas que “A Bola” – outrora, há várias décadas, um jornal de referência do desporto português – falsamente papagueou sobre as fracturas existentes na MAG. Essas mentiras deram inclusive azo a uma capa vergonhosa desse jornal no passado dia 7 Fevereiro. Lamentável. Onde vai “A Bola”? Onde vai o prestígio que conquistou? Perdido, irremediavelmente perdido…

24 ANOS DEPOIS

Por Rahim Ahamad
06 Fev, 2020

O retorno desta modalidade 24 ANOS DEPOIS tem gerado as maiores médias de assistências no pavilhão João Rocha especialmente junto de um público mais vasto e variado, onde predominam tantas e tantas crianças junto dos seus familiares

Foi com especial emoção que todos os Sportinguistas viveram no passado sábado, num pavilhão João Rocha completamente cheio, o jogo entre as equipas de basquetebol profissional masculino do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e do SL Benfica.

Foi o regresso 24 ANOS DEPOIS do dérbi a nossa casa!

Um regresso onde a nossa equipa foi capaz de demonstrar uma excelente atitude e um compromisso em campo que resultou numa vibrante vitória e na liderança isolada do campeonato nacional.

O facto é que o retorno desta modalidade 24 ANOS DEPOIS tem gerado as maiores médias de assistências no pavilhão João Rocha especialmente junto de um público mais vasto e variado, onde predominam tantas e tantas crianças junto dos seus familiares. Aqui se vê a importância do eclectismo num Clube como o nosso. Por isso somos tão diferentes e “Eles” sabem lá o porquê... Nunca saberão.

Um regresso 24 ANOS DEPOIS que já se tornou num verdadeiro caso de sucesso não só ao nível de assistências pelo país fora como de audiências na SPORTING TV.

E tudo isto não seria possível sem o trabalho desta Direcção e em particular do Miguel Afonso, ex-praticante da modalidade e ex-atleta da nossa formação, que conseguiu torná-la uma realidade. Colocar o SPORTING CP directamente na primeira liga, construir toda uma estrutura profissional assente numa secção experiente, uma equipa técnica competente e um plantel que nos permite competir pelos títulos, tudo isto a partir do zero e num tão curto espaço de tempo, é obra! E ainda bem! 24 ANOS DEPOIS!

ONDE OS VILÕES SÃO OS HERÓIS
Hoje vemos conhecidas séries como a “Casa de Papel” e no nosso subconsciente aceitamos que os “maus” consigam o sucesso porque os “bons”, esses, serão sempre os fracos. Ou ainda o filme favorito para os óscares deste ano, onde o “Joker” se torna mais relevante que o “Batman”. Em suma, enredos fictícios ONDE OS VILÕES SÃO OS HERÓIS.

Mas o que temos TODOS de perceber é que estamos a falar de ficção e não de realidade. Porque a realidade merece muito mais dos principais intervenientes do espectáculo. Merece credibilização, mais competência, constante luta pela verdade, pelos valores éticos e morais, pelo respeito e por uma indústria mais séria e com menos suspeição.

Porque ONDE OS VILÕES SÃO OS HERÓIS deveria acontecer só mesmo nas séries de TV e no cinema… ou será que não?

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Foi bonita a festa, pá!

Por Juvenal Carvalho
06 Fev, 2020

Somos decididamente o exemplo inacabado de um clube ecléctico como nenhum outro

A tarde do passado sábado, dia 1 de Fevereiro de 2020, com um Pavilhão João Rocha ao rubro, não nos trouxe à memória uma frase batida, como muito bem cantava o também Sportinguista Sérgio Godinho no seu "Vagalume".

Trouxe-nos sim à memória o regresso do dérbi dos dérbis no basquetebol, um quarto de século depois, num pavilhão com um ambiente "à Sporting CP" a fazer as delícias dos dois milhares e meio de Leões que vibraram com uma estrondosa vitória sobre o eterno rival. Num ambiente único e que provou que os Sportinguistas não só gostam do Clube, como também do basquetebol, e que teve ainda a particularidade de muitos dos presentes no pavilhão nem serem nascidos aquando da extinção da modalidade em 1995, ainda mais impacto e brilhantismo teve.

Além do jogo, o Sporting CP provou que tem memória e que tem história. E decidiu homenagear, com plena justiça, o último director da modalidade antes da extinção. Edgar Vital, antigo jogador, treinador e dirigente, de quem eu tive o privilégio de ter sido seu braço direito anos a fio, e que é o homem que mais anos tem de basquetebol na história do Clube, foi galardoado. Estava dado o mote. Os comandados pelo coach Luís Magalhães também quiseram entrar na homenagem a esta lenda da modalidade. 

E sob o comando dos bases Ty Toney, Diogo Ventura e Francisco Amiel, com o cerebral e pendular James Ellisor, com o "monstro" Abdul Abu a varrer as tabelas, com os tão úteis quanto lutadores Cláudio Fonseca e João Fernandes, com o atirador Pedro Catarino, e com o 'one man show' Travante Williams a partir literalmente tudo, foi feita história muitos anos depois, com o reencontro em casa com o eterno rival a ser marcado por uma histórica vitória (81-75).

Se no início falei de Sérgio Godinho, para o fim parafraseio Chico Buarque, com o tão seu: "foi bonita a festa, pá".

Sobretudo aquela que foi a alegria daquele menino, que marcou um momento de televisão único, com foros de viral nas redes sociais, ao festejar o último cesto do Sporting CP no jogo, a bater com a mão do lado do coração e a mostrar o emblema de lágrima no olho. Só pela alegria daquela criança, bem como de outros jovens, mas sobretudo de todos os Leões presentes, e não só, valeu a pena.

Que esta tenha sido a primeira das muitas vitórias que este projecto bem conseguido nos tenha trazido. Uma certeza tenho: O Sporting CP precisava de ter basquetebol. O basquetebol precisava de ter o Sporting CP. Não é por acaso que somos, em ano de regresso, o clube com melhor média de assistências nesta modalidade.

Somos decididamente o exemplo inacabado de um clube ecléctico como nenhum outro. Ah, e não menos importante: O mais vitorioso, como diz a História. E que história tem o Sporting CP!

 

Ninguém nos travou

Por Pedro Almeida Cabral
06 Fev, 2020

Ninguém nos travou porque quando está tudo alinhado ninguém trava o Sporting Clube de Portugal

Quase todos os dias são Dias de Sporting CP. Mas sábado foi um Dia de Sporting CP diferente dos demais. O nosso Pavilhão João Rocha recebeu finalmente um dos jogos mais esperados da época: o dérbi com o SL Benfica em basquetebol. Modalidade com fundas raízes no Clube a regressar este ano, tem sido recebida pelos Sócios e Adeptos com grande entusiasmo e dedicação. As assistências no Pavilhão assim o demonstram. 24 anos depois, defrontámos um dos candidatos ao título, para discutir a liderança do campeonato, com casa quase lotada, a rondar as 2600 pessoas. Jogo intenso com vitória da melhor equipa por resultado claro, 81-75.

A história deste jogo é uma história Leonina de ir buscar a vitória onde ela parecia escapar. A má entrada da nossa equipa deu-nos a derrota nos dois primeiros quartos. Alguma desconcentração no momento dos lançamentos e baixa eficácia na defesa explicam o resultado ao intervalo, uma desvantagem de seis pontos, com o SL Benfica a parecer cavar distância, vencendo por 43-37. Na segunda parte, rugiu alto o Leão. A defesa acertou e no derradeiro quarto o Sporting CP chegou a marcar dez pontos sem resposta, em jogo articulado e consistente. A vitória assentou bem à equipa menos rodada que soube ultrapassar a nervoseira da primeira parte e jogar como sabe na segunda. 

Se fosse só falar do jogo, a crónica ficava já fechada, com uma saudação Leonina. Só que há um jogador que merece, indiscutivelmente, um parágrafo à parte. Quem vê o nosso basquetebol, sabe bem quem ele é, Travante Williams. É por jogadores destes que Sócios e Adeptos enchem pavilhões. Jogou, fez jogar e fez, sobretudo, sonhar com merecidas conquistas. 30 pontos e cinco roubos de bola chegam para aquele que foi o melhor jogador em campo. Aprecio mais as jogadas que passam despercebidas, mas que influenciam, de forma quase invisível, o rumo do jogo. E essa jogada foi o triplo de Travante à beira do intervalo, secando a vantagem do SL Benfica que podia ser de nove pontos na pausa do jogo. 

O resto é Sporting Clube de Portugal. Com pavilhão cheio, ambiente efervescente, uma modalidade recém-recuperada e equipa bem treinada, mais a classe de jogadores como Travante, mas também Abu e João Fernandes, só podemos ganhar. E sentindo a vitória como aquele jovem leão sentiu no final do jogo, batendo com força no símbolo que trazia no peito. Ninguém nos travou porque quando está tudo alinhado ninguém trava o Sporting Clube de Portugal.

Jorges…

Por Tito Arantes Fontes
06 Fev, 2020

No critério do Jorge tudo serve para prejudicar o SCP! É esse o seu único critério… prejudicar o SCP!

Jorge Sousa fez no último domingo mais uma demonstração cabal do ódio que tem ao SPORTING CP! O homem não se consegue conter… os critérios disciplinares que exibe são o pináculo da indecência! Uma pouca vergonha! Amarelos para a equipa do SCP a torto e a direito… sempre em jeito espectacular, em correria desabrida tipo “pronto a socorro”, com aquele ar de alucinação que o caracteriza, com os olhos a “chisparem” fogo para cima dos nossos jogadores… cinco amarelos na 1.ª parte! O Vietto foi ridiculamente amarelado porque este tal de Jorge não se coordena bem com os seus auxiliares… vai daí, ainda sem ter propriamente entrado, estando um metro de campo… pum, leva logo com um amarelo!

Ficámos neste jogo a saber que este Jorge gosta é mesmo de ser cuspido! Os jogadores do SC Braga perceberam e sabem disso… vai daí, um deles cuspiu mesmo para cima do Sr. Jorge… e este, certamente sabendo que merece ser cuspido, olha benevolente para esse jogador e – soberbamente magnânimo – perdoa-lhe! Perdoa-lhe a expulsão com que tinha de ser sancionado! Outro jogador do SC Braga, no final da 1.ª parte, deu espectáculo reclamando com a decisão do Jorge… e o Jorge tolerou, tolerou tudo… e nada, nada… outra expulsão perdoada!

Ou seja, o Jorge tolera tudo aos adversários do SCP e chega a inventar, descoordenando-se até, quando se trata do SCP e dos seus jogadores! Uma duplicidade de critérios impossível de sustentar! Impossível de defender! Impossível de perdoar! 

Este Jorge tem ainda outra vertente nas suas actuações que é a de – selectivamente e sempre contra o SCP – não gostar de futebol e, por isso, de se impressionar quando o mesmo é bem jogado! O Šporar já provou deste fel da desgraçada arbitragem nacional… ia a escapar-se sozinho para a área do SC Braga, ataque perigoso e possivelmente mortífero… e lá veio o Jorge… apitou e marcou falta – inexistente! – do avançado do SCP!

No critério do Jorge tudo serve para prejudicar o SCP! É esse o seu único critério… prejudicar o SCP!

Nesta época este Jorge já vai em 18 cartões amarelos mostrados a jogadores do SCP… e um encarnado, a inacreditável expulsão do Bruno Fernandes no Bessa, depois de ter sido violentamente massacrado durante todo o jogo, debaixo da “supervisão” e da “vergonhosa aprovação” deste Jorge!

Jorge Sousa actua, aliás, contra o SCP em todos os jogos em que nos aparece pela frente… na Academia, em 2017, em jogo do SCP B, teve o desplante de insultar o nosso guarda-redes… teve azar, isso foi gravado… e não teve como negar o que todo o mundo ouviu… foi suspenso por 3 jogos pelo Conselho Disciplina da FPF… e desde aí o Jorge vem aprimorando o seu ódio ao SCP! Deve é ser irradiado! Mas o Conselho de Arbitragem já o veio defender… podia lá ser de outra maneira…

P.S. 1 – Acabou a “janela de Inverno” das transferências de futebol… esperei todo o mês pelos “Saldos SCP” que um jornal desportivo anunciou, no final de Dezembro passado, com pompa e circunstância, a toda a largura da sua 1.ª página, com nomes de jogadores e valores ao desbarato… afinal aconteceu a segunda maior transferência do futebol português! E esse jornal o que disse? Desculpou-se por essa vergonhosa 1.ª página dos “saldos”? Nem uma palavra… calou-se certamente com vergonha do que fez e do que escreveu… calou-se e nem desculpas pediu!

P.S. 2 – Grande vitória no Basquetebol! Especialmente saborosa, sobre o anterior líder, o nosso rival de sempre. Grande jogo! Grande equipa! Estamos na liderança do campeonato, isolados! Logo no 1.º ano do ansiado regresso da modalidade! Força!

 

Jogo Sujo

Por Miguel Braga *
06 Fev, 2020

No futebol português continua a valer um pouco de tudo. Apesar de algumas tentativas para dizer o seu contrário, os poderes estão confortavelmente instalados e para disfarçar carências de uns ou vontades de outros, chegámos à fase do vale tudo. Até mentir.

Em apenas três dias, um mesmo órgão de comunicação lançou uma campanha que, de vez em quando, até se autodesmente. Se num dia, o médico Manuel Resende “alegou incompatibilidades com a estrutura liderada por Frederico Varandas” para sair do Sporting Clube de Portugal, no dia seguinte, quando finalmente foi contactado (aquela regra irritante a que os jornalistas deveriam estar obrigados) Manuel Resende reagiu dizendo que tinha uma “dívida de gratidão” para com o actual presidente do Clube. Elucidativo.

As coisas teriam a sua gravidade se se reportassem apenas a este caso. Mas não. A narrativa ficcional é diária: ontem era a SAD que procurava substituto para Silas (mentira) e um esclarecimento de um movimento marginal tinha causado divergências na Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal (outra mentira); hoje o Jogo ficou mais sujo com uma manchete que Frederico Varandas estaria a ser “pressionado a demitir-se” e que os Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal sugeriam mesmo eleições antecipadas.

Qual a intenção? Qual a necessidade? E contactar a parte interessada? E fazer notícias sobre factos verdadeiros? “O descontentamento de vários dirigentes é elevado e (…) estão prontos para avançar com as respectivas demissões (…) se a AG de cariz destitutivo avançar”. Quais dirigentes, já agora? Um nome? Dois? Nem meio. Porque é falso, porque é mentira, porque é propositado. Desviar a atenção de relatórios de contas que têm de ser apresentados até final do mês, de queixas na FIFA e de investigações jornalísticas sobre lavagens de dinheiro, inventando notícias sobre o Sporting CP, é simplesmente um Jogo demasiado sujo para ser jogado.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

 

 

 
 

Campos inclinados

Por Miguel Braga *
02 Fev, 2020

Para se compreender o amor de Jorge Sousa aos jogadores do Sporting Clube de Portugal, convém recuar a 2017, quando o então árbitro internacional português foi suspenso por três jogos pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Em causa, algumas palavras menos agradáveis dirigidas pelo senhor Sousa ao guarda-redes da equipa B de futebol do Sporting CP Stojkovic apanhadas pelas câmaras de televisão – é preciso ter azar.

O senhor Sousa podia ter aprendido a controlar as suas emoções nos jogos do Sporting CP. Mas não, o homem não se aguenta.

Sem recordar a batalha campal unilateral do jogo desta época contra o Boavista FC, onde o senhor Sousa quase punha em causa a integridade física de Bruno Fernandes – acabando por expulsar o agora jogador do Manchester United FC –, o que se passou em Braga voltou a demonstrar que o senhor Sousa não pode apitar jogos do Sporting Clube de Portugal. Nos primeiros 45 minutos, além do favor de mostrar cinco cartões amarelos aos jogadores leoninos, poupou Galeno da expulsão – se dá amarelo a Neto, porque não fez o mesmo ao jogador bracarense? – e em lance de dúvida apitou sempre para o mesmo lado. Só assim se compreende que tenha cortado uma jogada onde Šporar se isolava, marcando... falta atacante.

Nos segundos 45 minutos regressaram os equívocos do senhor Sousa, o campo voltou a inclinar e até Vietto conseguiu levar um cartão amarelo por ousar entrar em campo dois segundos antes de Acuña sair. Intransigências de via única, não. Assim não.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

 
 

Bruno Fernandes

Por Frederico Varandas*
30 Jan, 2020

O Sporting Clube de Portugal deseja as maiores felicidades pessoais e profissionais a Bruno Fernandes, ao Atleta de Eleição, ao Homem, ao Capitão

Ao longo da sua História este Clube Centenário viu partir grandes jogadores e teve sempre de se reinventar. 

Nas últimas décadas saíram de Alvalade, das mais diferentes formas, e por diferentes motivos, craques como Damas, Futre, Figo, Balakov, Simão, Viana, Quaresma, Nani, Eric Dier e Bruma. O melhor do Mundo, Cristiano Ronaldo, saiu daqui. Capitães como Moutinho, Carriço, Adrien, Rui Patrício e William Carvalho, goleadores como Yazalde, Jordão, Manuel Fernandes, Acosta, Jardel ou Liedson. E houve muitas outras referências que um dia nos deixaram.

Porém, Bruno Fernandes é e tornou-se um caso especial e o Sporting CP soube torná-lo um caso especial. Alvo de sondagens, abordagens, de inúmeras pressões e especulações, o Sporting CP soube segurar e rentabilizar um dos melhores médios do Mundo até onde foi possível.
Bruno Fernandes fez também no Sporting CP parte da sua formação, quer como jogador de altíssimo nível, quer como líder, ao ponto do Clube lhe confiar a braçadeira de capitão. O processo de investimento e de valorização do jogador fez-se dia-a-dia, semana a semana. Com muito rendimento desportivo em cada jogo, contribuiu decisivamente para a conquista de três títulos, bateu um recorde europeu de Leão ao peito e foi sempre em campo um exemplar genuíno de “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”. Sai agora por valores que muitos consideraram ser inatingíveis, tornando-se, de longe, na maior venda de sempre do Sporting CP, e uma das maiores de sempre a envolver um jogador português. 

Desde que entrou no Sporting CP, o Bruno Fernandes foi posto à prova em diferentes momentos, em fases muito complicadas, que foram, sem dúvida, testes ao seu carácter, ao seu profissionalismo, à sua entrega ao Clube. E o Bruno Fernandes passou sempre com distinção e brilhantismo todos esses testes.

A dimensão e a grandeza de Bruno Fernandes são inequívocas na forma genuína como sempre reconheceu os méritos dos seus colegas, dos seus treinadores, de todo o staff, da estrutura, como sempre foi grato e respeitoso para com a instituição Sporting Clube de Portugal que lhe permitiu também alcançar o que já alcançou. 

Esta operação representa também a consolidação da reestruturação e reorganização do Clube, contribui para o processo de sustentabilidade financeira e desportiva que está em curso e constitui – racionalmente – uma condição decisiva para projectar o futuro do Futebol do Sporting Clube de Portugal, porque isto não pára, porque o Sporting Clube de Portugal continua e continuará sempre.

Mas não esquecemos. Fica registado, Capitão Bruno Fernandes. Foi um privilégio. Foi uma honra. És e serás um Orgulho para nós. Esta será sempre a tua casa. 

Em nome do Sporting Clube de Portugal e de todos os que neste Clube te querem bem, Sê Feliz.

 

* Presidente do Sporting Clube de Portugal

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