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Opinião

Uma História. Uma ‘Religião’

Por Juvenal Carvalho
30 Jan, 2020

O Sporting CP tem mesmo uma História que não se apagará jamais

Nos tempos actuais, o que mais se fala é da devassa de um Mundo cada vez mais deficitário nos valores. No desrespeito entre pessoas. Na corrupção em que estão mergulhados vários sectores da nossa sociedade, e em que o desporto, e sobretudo o futebol, obviamente, não são excepção; é na História – na História imensa do nosso SCP – que muitas vezes me refugio para encontrar no alento do passado, algo que me faça tentar acreditar no futuro.

Cresci, e isto de ter passado o meio século de vida traz-nos ensinamentos e memórias positivas… a crescer – passe o pleonasmo, com um Sporting Clube de Portugal de pioneirismo. De ideias muito à frente. De ser mais do que o Clube de Carlos Lopes, de Joaquim Agostinho, de Manuel Fernandes, de António Livramento e de tantas outras lendas do Desporto português. De ser essencialmente o pioneiro em tanta questão desportiva, e sobretudo de valores sociais que perduram no tempo.

Sou, como costumo dizer à boca cheia, muito mais de um todo do que de idolatrar pessoas. Mas existe no Sporting CP a valia do reconhecimento e da gratidão, e eu não abdico disso. E para mim, nos tempos de João Rocha – Presidente entre 1973 e 1986 – que apanharam os meus anos de menino e de adolescente, vivi momentos inolvidáveis e o Sporting CP era para mim como que uma autêntica ‘religião’.

Com quanto orgulho eu vi, além de um somatório incrível de títulos e de eclectismo sem paralelo, com um número de atletas em todas as modalidades que jamais tivemos, o Clube ser pioneiro em tanta coisa. Jamais me esquecerei, e a História não se apaga, da viagem à China em 1978, nos tempos em que os dois países ainda não tinham sequer relações diplomáticas. Da viagem a Angola, no pós-independência deste país, com várias modalidades do Clube a deslocarem-se a Luanda, para gáudio de tantos Leões africanos. Da recepção, em 1984, do então presidente dos EUA, Ronald Reagan, na Casa Branca, ao presidente João Rocha acompanhado do campeão Carlos Lopes.

Apagar estes tempos não consigo. O Sporting CP tem mesmo uma História que não se apagará jamais. Que nós, os actuais, e os vindouros, interiorizemos tudo isto. Este pioneirismo. Este reconhecimento. Esta imagem de marca de uma Instituição como o Sporting CP, não poderá ser apagada jamais. Não temos que estar todos a pensar e a defender um caminho de ‘carneirismo’. O que temos é de defender o essencial. E o essencial chama-se Sporting Clube de Portugal. Tudo o resto é acessório e passa. 

Até nós! 

 

Bruno Fernandes, Grande Capitão!!! Obrigado!!!

Por Tito Arantes Fontes
30 Jan, 2020

Bruno Fernandes mostrou desde o primeiro dia em Alvalade a sua garra de Leão!

É o momento! É este o momento em que vimos partir um extraordinário Leão! Um jogador soberbo! Um verdadeiro campeão! 

Tivemos todos nós, Sportinguistas, o enorme privilégio de poder desfrutar durante duas temporadas e meia de um dos melhores jogadores mundiais!

Em 2017, o SCP “resgatou” o Bruno Fernandes do “exílio italiano” e trouxe-o para o seu país, para Portugal!

Na altura não foi grande notícia… afinal só se tinha ido buscar um jogador português… não era alemão, nem espanhol, nem brasileiro, nem argentino… era só português e ia vestir de “verde”… e a imprensa desportiva – tão “esperta” para tantas coisas – ainda não tinha percebido que tínhamos ido buscar um génio do futebol!

A verdade é que mal começou o campeonato, o festival teve início… exibição atrás de exibição, golo atrás de golo! 

E foram duas temporadas e meia de deleite! Puro deleite!

Futebolista do ano indiscutível nas temporadas de 2017/2018 e 2018/2019! Vencedor da Taça de Portugal de 2018/2019! Vencedor das Taças da Liga de 2017/2018 e 2018/2019! Todos estes títulos com a camisola do SCP! E ainda várias vezes internacional A por Portugal, com vitória na Liga das Nações UEFA de 2018/2019!

Aquando de ‘Alcochete’ todos chorámos com a rescisão do Bruno Fernandes em reacção à barbárie que nesse dia entrou pela nossa Academia e destruiu a nossa equipa de futebol!

Mas – com as mutações decorrentes do período conturbado que o nosso SCP viveu – Bruno Fernandes regressou! E assinou novamente pelo SCP! Um acto de coragem, de fé, de querer, de Leão! Um acto de amor ao SCP! Um acto que permite ao SCP fazer agora uma grande transferência! A maior transferência de sempre do nosso Clube! 

Bruno Fernandes mostrou desde o primeiro dia em Alvalade a sua classe, a sua personalidade, o seu querer, o seu carisma! A sua garra de Leão!

Com mérito foi alcandorado ao cargo de capitão da nossa equipa de futebol! E que Capitão! Inteiro! De não quebrar! De não torcer!

Fez jogos maravilhosos! Fez golos extraordinários! Encheu o campo dezenas e dezenas de vezes!

Foi vergonhosamente perseguido pela mediocridade reinante na arbitragem portuguesa! O “massacre” a que foi sujeito no jogo deste ano do Bessa fica para a memória! Um festival de faltas que Bruno Fernandes sofreu! De todo o tipo… e o expulso acabou por ser ele, Bruno Fernandes! Foi um escândalo! E o árbitro desse jogo tem nome, foi o Sr. Jorge Sousa! Na segunda-feira, outro dos inefáveis árbitros que “abrilhantam” o nosso futebol resolveu “despedir-se” do Bruno Fernandes como só a arbitragem portuguesa sabe! Mostrou já no fim do jogo o cartão amarelo ao Bruno Fernandes! Rui Costa, o autor dessa façanha! 

A medíocre arbitragem portuguesa nunca percebeu a dimensão do génio futebolístico de Bruno Fernandes! É uma arbitragem que não percebe de futebol, que não sabe de futebol… é uma arbitragem que envergonha o futebol português!

Terminou, pois, a perseguição da arbitragem nacional ao Bruno Fernandes! E todos veremos como, com outros árbitros, de outra qualidade técnica, de outra formação humana, o Bruno Fernandes vai brilhar ainda mais alto! 

Bruno Fernandes, és nosso! És eternamente nosso! 

E esta é eternamente a tua casa! 

Leão um dia… Leão para sempre!

És uma lenda! És uma glória do SCP!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

Escrever torto por linhas direitas

Por Miguel Braga *
24 Jan, 2020

No país do e-toupeira, da Operação Lex, do Apito Dourado, da Mala Ciao, dos passeios de Isabel dos Santos e de tantas outras personagens, tenta-se, mais uma vez, atacar a idoneidade do presidente do Sporting Clube de Portugal.

Em causa, uma notícia (com informação “antiga”) a dar conta que os “atletas do Sporting Clube de Portugal são tratados por médicos da clínica de Varandas”.

Se é mentira? Não.

De facto, os atletas do Clube são tratados por médicos da ComCorpus.

Mas também do Hospital da Luz, da CUF Alvalade, da CUF Almada, do Hospor, da Clínica Algododeia, da Clínica Joaquim Chaves, da Clínica Dr. Fernando Póvoas, do Hospital das Forças Armadas e, imagine-se, da Clínica do Dragão.

Mais, os médicos do Sporting Clube de Portugal não trabalham em exclusividade no Clube, tal como se passa em todos os departamentos médicos dos outros clubes em Portugal.

Esta é a regra.

Acrescente-se que o anterior presidente do Sporting Clube de Portugal quis fazer um protocolo para oficializar esta parceria, situação recusada por Frederico Varandas que, em cinco anos, nunca cobrou um cêntimo ao Sporting Clube de Portugal.

E estamos a falar de um departamento médico que tem sido, e continua a ser, uma referência a nível internacional. Ou seja, muita tinta para escrever sobre nada, apenas para atacar o presidente do Sporting Clube de Portugal.

Fica a nota.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

 

 

 
 

PARA LÁ DO ÓBVIO

Por Rahim Ahamad
23 Jan, 2020

PARA LÁ DO ÓBVIO há um caminho que só se faz caminhando e enfrentando todas as adversidades com determinação e resiliência. Muita resiliência

Às vezes o difícil é vermos PARA LÁ DO ÓBVIO. É fazer silêncio no meio do ruído. Difícil é não apontar o dedo, não levantar a voz, não procurar inimigos em todos os lados.

PARA LÁ DO ÓBVIO está o trabalho, o esforço diário das nossas equipas (atletas e funcionários). Não se pode trabalhar ou gerir um clube da grandeza do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL com base no óbvio. E o óbvio é o imediatismo dos resultados desportivos. PARA LÁ DO ÓBVIO há um caminho que só se faz caminhando e enfrentando todas as adversidades com determinação e resiliência. Muita resiliência. 

Somos de uma raça que não se verga e não se esconde. Há muito trabalho pela frente e em muitas frentes. Infelizmente mais frentes internas do que externas. A cada dia nascem novas formas de atacar o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. Como é óbvio não somos pelo “seguidismo” nem pelo “sim senhor”, mas conhecemos os sonsos mesmo que venham disfarçados de formas, formatos e ferramentas ditas sérias e sempre cheias de boas intenções. 

PARA LÁ DO ÓBVIO é sermos honestos intelectualmente percebendo que por mais que a desmotivação impere existirá sempre o reconhecimento de tudo o que já foi realizado acima de um caos que nos atirou para um abismo cujo fim esteve muito próximo e que hoje permite termos condições de repensar o futuro. Com tempo e com a verdadeira consciência de que não existem facilidades para os que estão e para quem julgue que é melhor e queira estar. Por quem e para quem o óbvio será sempre o rumo de um caminho do talvez, da indecisão e contra aquilo que tanto lutámos durante toda uma vida: por um verdadeiro Clube de Sócios. 

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As tertúlias…

Por Juvenal Carvalho
23 Jan, 2020

Pensemos então Sporting CP. Sobretudo no que conta e que todos deveremos venerar: o símbolo!

O tempo passa. A sociedade evoluiu. Até o clima já não é o que era. Também no Sporting Clube de Portugal os tempos de hoje são diferentes.

O que uns, hoje, apelidam de evolução, outros, quiçá mais saudosistas em termos sociais e clubísticos, em tudo vêem tempos piores, mais perigosos, ou mesmo de pura regressão.

No Sporting CP, se calhar estarei no lote dos saudosistas, mas com mente aberta para os tempos actuais e até para os futuros.

Mas quando falo do nosso Clube, lembro-me sempre do velho ditado de que quem não tem memória, não tem história.

E eu prezo-me de ter memória, e o nosso Clube de ter uma imensa história.


E como tenho memória, dou por mim a recuar no tempo e a recordar as inúmeras tertúlias Leoninas então existentes. Quando ao fim de um dia de trabalho ou de escola o caminho era para Alvalade, para falar de Sporting CP na antiga central ou na 'Toca do Lagarto', ou ainda na sala de sócios, denominada de 'Joaquim Agostinho'. Era um grupo vasto de Leões que acaloradamente discutiam Sporting CP. Nem sempre concordávamos uns com os outros. Mas debatíamos civilizadamente, com o bem do Clube como denominador comum. De tantos que conheci, recordo o Coelho, o Pinheiro, o Eduardo, o Vasconcelos, o Timóteo, o Rui, o Jojó, o Marinho, o Quim, etc. Eu era um puto quando comparado com eles. Mas 'bebi' de todos eles ensinamentos que guardo ainda nos dias de hoje. Falávamos de tudo o que fosse modalidade. Não tínhamos dirigentes como ídolos. Apenas os respeitávamos pelo desempenho do cargo. Era tudo olhos nos olhos. Discussões até exacerbadas.

Hoje tudo isso acabou. Chegaram as novas tecnologias e vieram as conversas virtuais e até ofensas entre pessoas que não se conhecem sequer. Vale tudo. Se não gostas de determinada conduta logo és rotulado de algo depreciativo. O 'eu' e os egos, qual feira de vaidades, prevalecem. 

Sente-se e respira-se um Sporting CP diferente. Para uns, melhor. Para outros, onde me incluo, para não ser antipático, diferente.

Sim, tenho saudades de vivenciar as velhas ‘tertúlias Leoninas’ que eram puras, genuínas, e com fervor. 

Tão puras, que não tinham vírus ou, mais british ainda, bugs. Não tinham sequer qualquer outro interesse que não o Sporting CP. Tudo era diferente e facial. Tudo mudou desde então, até o Sporting CP. 

O que em mim nada mudará é o amor que sinto pelo Clube em detrimento das pessoas. Sou dos que me curvo só pelo símbolo. Porque temos mais de cem anos de histórias para contar, e sobretudo porque todos passamos. Fica o símbolo.  Mas também este, será aquilo que nós quisermos que o seja doravante. 

Pensemos então Sporting CP. Sobretudo no que conta e que todos deveremos venerar: o símbolo! 

 

Critério disciplinar… existe???

Por Tito Arantes Fontes
23 Jan, 2020

Infelizmente, os árbitros da 1.ª categoria do futebol nacional têm, entre si, critérios diferentes… muito diferentes!

Assistimos nos últimos jogos de futebol à despudorada exibição de vários e distintos critérios disciplinares. Infelizmente, os árbitros da 1.ª categoria do futebol nacional têm, entre si, critérios diferentes… muito diferentes! As mesmas jogadas, as mesmas situações, as mesmas entradas, as mesmas faltas… tudo é apreciado de forma distinta… variando de forma escandalosa de acordo com as diferentes cores que os jogadores envergam… inclusive no mesmo jogo assistimos a diferentes critérios! É de pasmar!

Uma prova que se quer séria, um futebol que se quer sério… não, não se pode apresentar com arbitragens deste nível!

Não tenho dúvidas que tecnicamente há árbitros que sabem as regras e até – se quiserem, como por vezes demonstram em jogos internacionais – sabem como apitar… mas tenho sérias dúvidas que apliquem esses seus conhecimentos de uma forma igual, similar, idêntica nos jogos nacionais que apitam! Tenho sérias dúvidas! Tenho até certezas que não o fazem!

E isso desqualifica o futebol nacional! Melhor dito… mata mesmo o futebol nacional!

Ainda agora, no jogo com o SC Braga, assistimos à expulsão do Bolasie… expulsão que, aliás, define o jogo e “inclina” definitivamente o campo… nenhuma dúvida que essa jogada resulta não de uma entrada faltosa, mas do facto – simples e evidente – que os jogadores, ambos os jogadores, o Sequeira do SC Braga e o nosso Bolasie protagonizaram; nenhuma dúvida também que o pé do Bolasie vai contra a canela do Sequeira; mas também nenhuma dúvida que essa situação foi meramente casual, resultante do facto de ambos os jogadores terem escorregado nos instantes anteriores ao seu contacto! Ainda assim… o inefável Nuno Almeida o que fez? Foi ao VAR (onde estava o inenarrável Soares Dias, filho do “outro” Soares Dias...) e expulsou o Bolasie! Como?!?!? Porquê???

Assisti já nestas épocas a dezenas de jogadas em que os nossos jogadores sofreram faltas idênticas! Faltas que não resultaram de “escorregadelas”, faltas que foram faltas, queridas, propositadas… faltas de “sola à canela” e outras faltas de entradas “por trás”… máxime no jogo que fizemos no Bessa onde o Bruno Fernandes foi mártir (tanta falta dessas sofreu, foi um massacre… e o expulso foi ele, o Bruno Fernandes!)… e dessas faltas que resultou… nada! Nenhuma expulsão! Quando muito a hipócrita conversa de árbitros a pedirem calma ao jogador adversário… fazendo o cínico gesto com as mãos para se acalmarem e controlarem os seus impulsos agressivos…

Por isso, por isso… sim, as provas nacionais são um logro! Um monumental logro!

Dito isto, temos nós – SPORTING CP – de sair do estado de tristeza em que os últimos jogos nos colocaram e de – com garra, com força, com alma, com querer – fazer o nosso “trabalho de casa” e de continuar a trabalhar, mais e melhor! A querermos mais e melhor! A amarmos o nosso SPORTING mais e melhor!

Viva o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

O DÉRBI ETERNO

Por Rahim Ahamad
16 Jan, 2020

Para qualquer Sportinguista, este é um daqueles jogos que faz parte da nossa essência

Vamos entrar num fim-de-semana recheado de dérbis.

Dos sub-19 e sub-23 masculinos de futebol ao futsal feminino, passando pelos escalões de formação de basquetebol e possivelmente, também no basquetebol masculino, para a Taça Hugo dos Santos.

Todos estes jogos são sempre especiais, mas o mais especial de todos é o tão aguardado Clássico dos Clássicos do futebol português.

O Sporting CP vs. SL Benfica. O DÉRBI ETERNO.

Para qualquer Sportinguista, este é um daqueles jogos que faz parte da nossa essência.

Da nossa história. De uma rivalidade centenária, que teve o seu primeiro jogo no dia 1 de Dezembro de 1907, com a vitória do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL por duas bolas a uma e que teve como maior goleada de sempre os famosos 7 a 1, no dia 14 de Dezembro de 1986. Lembro-me perfeitamente deste massacre a que tive o prazer de assistir ao vivo e que teve como principal intérprete o nosso eterno capitão Manuel Fernandes, com quatro golos memoráveis, numa exibição perfeita, sempre presente nas nossas mentes, especialmente nestes dias.

Será SEMPRE um jogo para vencer, não interessa a diferença pontual entre as equipas, nem a classificação.

Este é um daqueles momentos em que os LEÕES que entrarem em campo farão com o sentimento de que devem dar tudo pelo símbolo que honram ao peito. Com Atitude. Com Devoção. Com Compromisso.

Pela Nossa história, pelos Nossos Sócios e Adeptos e, fundamentalmente, pelo Nosso Orgulho.

 

O circo e os palhaços

Termino com uma referência aos tristes acontecimentos no Bonfim.

Um Clube histórico como o Vitória Futebol Clube, um clube que representa uma cidade magnífica como Setúbal, não merece os dirigentes que tem.

A forma premeditada como construíram um cenário de afronta e incentivo ao insulto e à violência gratuita, demonstra quem está a mais no futebol português.

De facto, a temporada dos espectáculos circenses já terminou, mas existe ainda quem, e sem qualquer tipo de noção, deseje manter a palhaçada. Encerre-se, definitivamente, este Circo.

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Bom Fim

Por Pedro Almeida Cabral
16 Jan, 2020

O Vitória FC iniciou uma encenação digna de óscar. Primeiro, rejeitou comprovar que os seus jogadores estavam efectivamente engripados

A semana que passou foi marcada pelo jogo do Sporting Clube de Portugal com o Vitória Futebol Clube, popularmente conhecido como Vitória de Setúbal. Do encontro já reza a história, com três pontos amealhados numa exibição com sinais positivos. Desde o lutador Bruno Fernandes, resolvendo com dois golos, passando por um acertado Wendel, até a Camacho e a sua deliciosa serpentina a assistir o nosso capitão para o terceiro e último golo. 

No entanto, infelizmente, em Portugal os 90 minutos são apenas uma das partes da história de cada jogo. Variadas vezes temos que suportar caricatos episódios que degradam a competição e escondem interesses mal disfarçados. 

Recapitulemos. Sob a ameaça de uma epidemia gripal, o Vitória FC suscitou a possibilidade de adiar. A haver adiamento, teria que ser até final de Fevereiro, por imposição dos regulamentos da Liga. Propôs então o Vitória FC que se realizasse a meio de uma semana de Fevereiro, entalado entre a visita do SC Braga e a recepção ao Portimonense SC. E próximo do jogo europeu do Sporting CP em casa com os turcos do Basaksehir. Naturalmente que este calendário seria prejudicial ao Sporting CP, colocando em causa objectivos do Clube e obrigando a uma pausa competitiva antes do dérbi que, claramente, não seria benéfica. Ao nível profissional em que os clubes da Liga competem, bastaria a mera constatação destes factos para o assunto morrer. 

Mas não. A partir daqui, o Vitória FC iniciou uma encenação digna de óscar. Primeiro, rejeitou comprovar que os seus jogadores estavam efectivamente engripados. Estranho. Depois, enveredou por cancelar o estágio quando tem 36 jogadores inscritos na Liga, incluindo os da equipa de sub-23. Intrigante. Pelo meio, o treinador do Vitória insultou os seus próprios jogadores. Invulgar. No dia do jogo, vimos o Estádio do Bonfim sob um estado de emergência gripal, com apanha-bolas de máscara, para televisões transmitirem. Ridículo. Para culminar, o presidente do Vitória FC permitiu que o Presidente do Sporting CP fosse constantemente provocado e insultado enquanto assistia ao desafio, sublinhando ser esta a contribuição do Vitória para o futebol português. Lamentável. 

Tão bizarras atitudes têm de ter uma explicação. Ao menos parcial. É que pouco ou nada se falou do que tem sucedido no Vitória FC. Em Dezembro passado, demitiu-‑se uma dezena de dirigentes em assumido choque com o presidente vitoriano, obrigando a eleições que se realizam amanhã, e que contam com cinco candidatos, incluindo o actual presidente. Já sabemos que as campanhas eleitorais a muito obrigam. Esperemos, para o bem do Vitória FC, é que esta tenha um bom fim, com o afastamento de quem se quer promover de forma histriónica e canhestra à custa do Sporting CP. 

 

O ‘Chefe’ Lino

Por Juvenal Carvalho
16 Jan, 2020

Foi a ele [Mário Lino] que me ‘apresentei ao serviço’ (...) fez-me várias perguntas para me testar e perguntou-me quantos anos tinha de filiação clubista

A História do Sporting Clube de Portugal começou a ser escrita a 1 de Julho de 1906, quando um grupo de jovens da época se juntaram para fazer um Clube que desde logo quiseram Grande, tão Grande como os Maiores da Europa, cujo lema Esforço, Dedicação, Devoção e Glória perdurou no tempo até aos dias de hoje.

Começou aí um sonho que atravessou gerações atrás de gerações. Que conquistou títulos atrás de títulos. Que tem campeões olímpicos, mundiais e europeus. Que é uma incomensurável imagem de marca no país e além-fronteiras.

O mesmo, ao longo dos tempos tem sido servido por grandes nomes do deposto, desde treinadores a jogadores, passando por alguns dirigentes.

A mim, enquanto jovem, porque sempre ‘bebi’ tudo do que era a História do Sporting CP, parecia-me inacessível saber algo mais desses grandes vultos do nosso Clube, as referências por quem me curvava perante a sua dimensão.

Quis, contudo, o destino que cedo chegasse a dirigente pela porta do basquetebol. Desde então, aqueles que eram os meus ídolos, as minhas referências, aqueles que nunca julguei conhecer ao longo do percurso de vida, afinal passaram a cruzar-se comigo nos corredores do estádio. Ainda me lembro, quando tive a primeira reunião da comissão instaladora do Núcleo Sportinguista de Paço de Arcos – de que fui presidente durante dois mandatos –, de ter cumprimentado pela primeira vez o ‘violino’ Jesus Correia. Quase não me apetecia lavar a mão direita, aquela com que o cumprimentei, durante os dias seguintes, tal a emoção. Posteriormente viria a conhecer todos os outros, excepto o maior goleador de todo o sempre, Fernando Peyroteo. Foi tão bonito saber por eles o que vivenciaram e o que ganharam, bem como saber ainda por diversos ‘magos’ de diversas modalidades, que não os enumero, para não esquecer de nenhum, as suas estórias de vida e de Sporting CP.

Mas todo este início de texto se deve ao facto de na passada semana uma referência do Sporting CP ter feito 83 anos de vida. Falo de Mário Lino. E porque Mário Lino me inspirou para ser tema desta coluna de opinião? Porque chegado eu ao futebol juvenil do nosso Clube logo no início deste século, era ele o chefe de departamento. Foi a ele que me ‘apresentei ao serviço’. Que me fez várias perguntas para me testar e me perguntou quantos anos tinha de filiação clubista. Que me perguntou se estava preparado e se gostava mesmo de ingressar como delegado no futebol juvenil.

Aquela sensação inicial marcou-me. Percebi logo ali que aquele que foi um dos vencedores da Taça dos Vencedores das Taças em 1963/1964 e campeão nacional como jogador e como treinador no nosso Clube, e que me havia habituado a idolatrar pelo que representava, e sem o conhecer pessoalmente, era alguém diferente e especial.

Daí para cá sempre o tratei por ‘chefe’ Lino. Sim, ele era o Chefe. O ‘chefe’ Lino. 

Que Leão imenso! 

 

Vitória FC [Setúbal]… assim NÃO!!!

Por Tito Arantes Fontes
16 Jan, 2020

Em 1995 o VFC recusou adiar o jogo com o SCP que se realizava no dia do enterro dos Sócios do SCP que tinham caído quando o varandim do antigo Estádio José Alvalade cedeu

O Vitória FC (VFC) montou na semana passada um “circo” a propósito do jogo que tinha com o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL para a Liga NOS.

A comunicação social de um modo geral alinhou e alimentou esse “circo”… colocando o assunto numa espécie de “razão moral” do VFC e o SCP no papel de clube que não tinha dó, nem piedade das mazelas que afectavam esse “David bom” que seria o VFC contra o “Golias mau” que seria o SCP! Uma tristeza!

Recordemos primeiro algumas “histórias” do VFC com o SCP.

Em 1995… o VFC recusou adiar o jogo com o SCP da meia-final da Taça de Portugal que se realizava no dia 9 de Maio, ou seja, o mesmo dia do enterro dos Sócios do SCP que tinham caído quando o varandim do antigo Estádio José Alvalade cedeu, no domingo anterior. Essa meia-final ocorreu no dia do gigantesco e muito emotivo enterro dos nossos falecidos consócios! O VFC não aceitou adiar esse jogo! O enterro foi uma enorme manifestação de pesar Leonina e esse dia ficou perpetuado na nossa memória como o Dia do Leão! Homenagem desde logo e para sempre aos Sportinguistas que morreram nos estádios… Rui Mendes, com o very-light e José Gonçalves e Paulo Ferreira, as duas vítimas do varandim de Alvalade!

Em 2017, o SCP – como era seu direito – chamou dois seus jogadores que estavam emprestados ao VFC e foi montado igualmente um “cafarnaum” por parte do VFC! O SCP tinha esse direito! O VFC não gostou… e “chorou”… já também numa demonstração de lidar mal, muito mal, com os direitos dos outros!

Em 2019, surge este “circo” montado sobre o estado de doença que assolava o plantel do VFC…

Três situações distintas… três distintos presidentes do SCP (Cintra, Bruno de Carvalho e Frederico Varandas)... e sempre o mesmo VFC na má vontade, na farsa, no “circo” contra o SCP!

Importa dizer de modo claro que a Liga NOS é uma prova profissional, regulamentada e na qual a estrutura superior dos clubes profissionais de futebol, ou seja a Liga, define as regras!

E os regulamentos estão do lado do SCP! O VFC pode pedir o que quiser, mas – como é obvio – tem de se sujeitar aos regulamentos das provas!

Certo é que o VFC alegou uma “epidemia” que afectava de um modo geral o seu plantel… uma “gripe”, ao que parece ou algo parecido… certo também é que o VFC não deixou que ninguém confirmasse o estado de saúde dos seus atletas! Nem um médico indicado pela Liga! A posição do VFC resumia-se a um dogma… o “médico do VFC diz que os jogadores estão doentes”… e todos têm de acreditar! Não se viu um atestado médico… nada… o VFC tinha o ónus de permitir uma análise profissional da situação clínica do seu plantel… e não deixou, impediu a mesma… 

Mas, como se sabe, a mentira tem perna curta… vai daí e como já se sabe… os jogadores do VFC, alguns… não todos… apanharam uma intoxicação alimentar… numa mariscada, segundo dizem… a convite do inenarrável presidente do VFC… está percebido o “silêncio”… o “muro” que foi criado para que ninguém independente, ninguém da Liga ou até da FPF, pudesse comprovar o que era alegado… patético, pois, mais este lamentável comportamento do VFC!

Gosto de Setúbal, é cidade onde – com gosto, muito gosto mesmo – vou muitas vezes, mesmo muitas vezes, tem o melhor salmonete do mundo, tem algumas das melhores “grelhas” do planeta! Tem boa gente!

E – por isso e obviamente – não confundo “este” VFC, o clube de JJ, de Conceição e de tantos e tantas outras “figuras” do futebol português, com Setúbal e as suas boas gentes!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

P.S. – Uma palavra sobre as declarações que o Bastonário da Ordem dos Médicos proferiu sobre este caso do plantel do VFC. Que pena, que pena não ter ficado calado! E – já agora –que pena não se lhe ter ouvido uma palavra quando o SCP homenageou, em 7 de Maio de 2019, no Dia do Leão, o Dr. Domingos Gomes, grande médico do FC Porto! Que pena!

 

 

Em 1995 o VFC recusou adiar o jogo com o SCP que se realizava no dia do enterro dos Sócios do SCP que tinham caído quando o varandim do antigo Estádio José Alvalade cedeu

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