Pavilhão Dr. Salvador Machado, em Oliveira de Azeméis
Árbitros: Joaquim Pinto (Aveiro) e Paulo Rainha (Minho)
Ao intervalo: 1-1
Oliveirense: Xavier Puigbi, Albert Casanovas (1), João Souto, Pedro Moreira e Ricardo Barreiros (1). Jogaram ainda: Carlitos López e Caio
Treinador: Tó Neves
Exclusões: -
SPORTING: Ângelo Girão, Poka, André Centeno, João Pinto e Cacau. Jogaram ainda: Ricardo Figueira, Luís Viana (2), Tuco e Tiago Losna
Treinador: Nuno Lopes
Exclusões: André Centeno
Com o passar do jogo e a entrada na fase decisiva, algumas começam a cair e outros voltam a aparecer. Expliquemos: num encontro de grande importância para as contas finais do Campeonato, a Oliveirense foi beneficiando de mais uma série de decisões no mínimo polémicas para conseguir ganhar duas vezes vantagem no marcador, mas Luís Viana, o Zorro que continua de ‘stick’ quente a provar que a idade é um posto, resgatou um ponto no derradeiro minuto que poderá ser de grande relevância nas contas para os quatro lugares que dão acesso directo à Liga Europeia.
Com Girão, Poka, André Centeno, João Pinto e Cacau, os ‘leões’ tiveram uma entrada em tudo semelhante à da Oliveirense: prioridade à organização defensiva, ataques pela certa e raríssimas ocasiões de perigo junto das balizas nos primeiros cinco minutos. Só um aspecto continuava a ‘pontuar’: as faltas. E só nesse período foram sete, o que não deixava antever nada de bom para o resto do encontro (45 minutos). Ainda assim, e sempre que o jogo partia um pouco, iam surgindo oportunidades para transições 3x2, também aqui muito desinspiradas no último passe para o toque final e sem criar grandes problemas.
As entradas em pista de Luís Viana, Carlitos López e Caio deram outras características ao encontro: do lado ‘leonino’, sempre com os todo-o-terreno João Pinto e André Centeno em evidência, Zorro mostrou os argumentos na área em minutos consecutivos (17’ e 18’) após passes de mestre do Mustang; da parte dos visitados, o internacional português trouxe outra mobilidade ao ataque e mais perigo junto da baliza de Girão. Aos 18 minutos, Joaquim Pinto abriu o livro de uma série de decisões controversas com um cartão azul a Centeno por alegado enganchamento (que não pareceu existir) que deu um livre directo não convertido de Caio, que viu Girão desviar o remate para cima ainda a bater na trave. No entanto, e em ‘power-play’, a Oliveirense adiantou-se no marcador por Casanovas, com um remate de meia-distância ainda desviado num jogador ‘leonino’ e a trair Ângelo Girão.
Os visitados tentaram crescer e tiveram mais um ‘empurrão’ para isso, com um ‘penalty’ de Poka sobre Carlitos López também duvidoso (sobretudo em comparação com um outro lance aos 15 minutos na área contrária com Luís Viana, não assinalado e penalizado com simulação) que Casanovas converteu mas, do outro lado da pista, Paulo Rainha invalidou por alegada irregularidade não perceptível. O catalão teve ainda um livre directo falhado a três minutos do final após a décima falta ‘verde e branca’ antes de, a cinco segundos do intervalo, Cacau sofrer um ‘penalty’ de João Souto convertido por Viana.
O segundo tempo foi marcado pelo aumento da qualidade técnica e a descida do rigor táctico, sobretudo do lado do conjunto de Oliveira de Azeméis: Tó Neves deu indicações aos seus jogadores para subirem as linhas de pressão e voltarem ao habitual jogo mais balanceado para o ataque, ao passo que o Sporting foi tentando manter a organização colectiva para aproveitar os muitos espaços deixados pelo adversário nas costas. Assim, e até aos dez minutos finais, houve muitos períodos de jogo partido de parada e resposta, com Ângelo Girão e Xavier Puigbi a brilharem nas balizas em resposta às muitas oportunidades criadas, incluindo um livre directo de Cacau defendido pelo guarda-redes visitado (10’).
Na parte final do encontro, e com a Oliveirense visivelmente instável face à incapacidade de furar a muralha ‘verde e branca’, os comandados de Nuno Lopes tiveram três chances de ouro para passarem para a frente do resultado por Losna, Tuco (esta anulada por uma falta inexistente quando o argentino seguia isolado para a baliza) e Luís Viana mas sem a eficácia necessária para desfazer o 1-1 que se mantinha do primeiro tempo. Por isso, a quatro minutos do epílogo da partida, os ‘leões’ pediram um desconto de tempo para montarem o ataque final à vitória em Oliveira de Azeméis. No entanto, seriam os homens da casa a passarem para a frente numa grande penalidade de Ricardo Barreiros por alegada infracção de Girão na área, que deixou dúvidas.
A perder, a formação ‘verde e branca’ arriscou tudo, subiu as linhas, deixou elementos soltos na frente e Luís Viana, a menos de dois minutos do final, teve uma oportunidade soberana surgindo isolado frente a Puigbi mas o guardião levou de novo a melhor. Na sequência de um lance onde os ‘leões’ reclamaram uma grande penalidade por corte com o patim, Tuco fez a 15.ª falta de equipa, Girão travou o livre directo de Caio e, na resposta, a garra do Sporting num pavilhão onde foi no ano passado muito feliz ainda permitiu chegar ao empate a menos de um minuto do final de novo por Viana, num desvio oportuno que bateu ainda no poste.