"Há nove anos que o Belenenses não nos ganha"
07 Nov, 2017
Raúl Oliveira faz a antevisão ao encontro desta quarta-feira, no pavilhão Acácio Rosa
O futsal verde e branco volta a entrar em acção esta quarta-feira (21h00, Pavilhão Acácio Rosa), em jornada antecipada da Liga Sport Zone frente ao Belenenses e, Raúl Oliveira, treinador de guarda-redes, fez a análise deste jogo com um carinho especial.
“É um clube que me diz muito, foi onde iniciei esta fase da minha vida como treinador de guarda-redes, respeito e gosto muito, contra quem normalmente não festejo golos, que têm sido bastantes nos últimos anos, principalmente em Belém”, confessou o técnico, tendo ainda em conta que há nove anos que os azuis não vencem ao Sporting, sendo que, a última vez, Raúl Oliveira ainda estava ao serviço dos homens do Restelo. Os níveis motivacionais estão muito elevados.
“O estado de confiança é grande, temos feito grandes jogos, sofremos pontualmente um golo ou outro e dos golos que temos sofridos, dois deles foram com o guarda-redes subido. São bolas que ficam à mercê do golo e, nesses jogos, os adversários nem tem criado muitas situações para que isso aconteça”, explicou Raúl, relembrando também que os leões não sofrem golos em casa do Belenenses há dois anos e não está a passar uma fase positiva no campeonato.
“O Belenenses vem de duas derrotas consecutivas e vai querer, em casa, vai querer mostrar aos seus sócios que esses resultados não são a realidade do clube. Temos o objectivo de lá ir vencer mas isso não quer dizer que o jogo seja fácil, porque quando lá vamos temos sempre partidas complicadas que nós facilitamos pelo resultado”, referiu.
Para concluir, Raúl Oliveira quis ainda referir o grau de preparação dos leões para esta calendarização: “Somos um Clube de grande exigência e temos os nossos objectivos lá em cima, portanto a equipa é preparada para estes timings”, rematou.

Bruno de Carvalho explicou a evolução do emblema verde e branco, vincando a importância da ligação aos adeptos, até pela vertente financeira, e comprovada pela escolha do equipamento alternativo desta época da equipa de futebol: “Tínhamos quase todos os jogadores em fundos, tivemos de melhorar a academia, apostar numa voz forte, uma vez que estávamos a sair do palco. Provámos que era possível fazer dinheiro no futebol. Reduzimos metade dos custos, conseguimos o segundo lugar e entrámos na Liga dos Campeões, quando há muitas épocas que não lá estávamos. É bom ver que, sendo os únicos com um mandato totalmente positivo em termos de resultados financeiros, somos uma marca global e financeiramente muito bem. No futuro, vai perder-se esta dimensão estratosférica do futebol. Os melhores elementos são os fãs e queremos honrar o Clube e a história, dando-lhes mais valor. O nosso segundo equipamento foi desenhado pelos adeptos e tem, em braille, os nossos valores. Sabemos da nossa responsabilidade social”.
Seguiram-se os cubanos. Pedro Valdés louvou o apoio das bancadas, Frankis Carol a união da equipa: "Os adeptos são o oitavo jogador no andebol. Puxam a equipa nos maus momentos e têm estado sempre lá para nos ajudar e dar esperança", explicou Valdés.