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"Necessitamos de visibilidade e credibilidade"

Por Jornal Sporting
19 Abr, 2016

Susana Cova contou as aspirações futuras onde o 'Desenvolvimento do Futebol Feminino em Portugal' vingará

Narrou a treinadora nacional que a Supertaça feminina foi uma competição crucial para a modalidade ganhar visibilidade e credibilidade, contudo, continua a ser insuficiente e a treinadora enumerou outras tantas actividades que têm como meta principal aumentar o número de praticantes em Portugal.

“Para além da Supertaça feminina, que teve a sua 1.ª edição em Agosto do ano passado, em Outubro arrancou também o Campeonato Nacional de juniores de futebol 9, com 31 equipas. Já existe o Dia e Festa do futebol feminino, que se realiza na data da final da Taça de Portugal, e os centros de treino, que juntam as jogadoras de qualidade para que elas trabalhem de forma regular durante seis meses, de modo a potenciá-las”, referiu, antes de juntar os projectos para 2016/2017: “Existirá uma competição de seniores com o nome de Liga Feminina Allianz, a Taça Nacional sub-19 e seminários de futebol para melhorar a formação dos treinadores”.

Apesar das constantes linhas que se acrescentam a esta narrativa, a taxa feminina de participação, em Portugal, continua a ser muito reduzida comparativamente com a masculina. Isso explica o 40.º lugar no ranking da FIFA em termos de selecções nacionais e o 23.º a nível europeu. Dadas as condicionantes, Susana Cova mostrou-se bastante orgulhosa da prestação das atletas portuguesas em provas internacionais.

“As nossas jogadoras sub-16 estreiam-se nas competições internacionais diante de adversárias que vêm de uma preparação desde o escalão sub-14. Ainda assim, dão luta e esforçam-se para glorificar o nosso país. Sinto um tremendo orgulho”, concluiu uma das pessoas que mais deseja que o futebol feminino e o nosso país vivam felizes para sempre.  

"Os clubes têm de ser geridos com conhecimento técnico"

Por Jornal Sporting
19 Abr, 2016

Na segunda aula livre da tarde, o professor catedrático do ISG, Miguel Varela, focou-se na 'Economia e Gestão no século XXI'

Alguns alunos da área de Desporto ainda inscritos no ensino secundário abriram os livros para rever a seguinte matéria: afinal, quais é que são as semelhanças entre gerir uma empresa e um clube de futebol? O professor Miguel Varela tentou desenlaçar estas e outras questões relacionadas com a Economia e a Gestão, duas disciplinas que, na sua opinião, pertencem ao grupo das ciências sociais.

“Falar destas duas temáticas para potenciais gestores desportivos é uma tarefa complicada”, começou por dizer. “Até porque a vossa geração será uma geração com grandes responsabilidades no futuro. Os clubes, tal como as empresas, têm de ser geridos com conhecimento técnico e com ciência. Claro que dirigir um clube tem especificidades próprias, há muitos factores de incerteza – em relação ao futebol, por exemplo, o sucesso está bastante associado às vitórias, mas continuo a achar que a gestão se preocupa mais em garantir a eficiência do que a eficácia, que depende de inúmeros factores extra”, referindo-se à possibilidade de uma equipa com um excelente plantel não alcançar um único título ao longo da temporada.

Incitando os seus alunos a virar a página, Miguel Varela apontou para um título incontornável na sobrevivência de qualquer organização laboriosa: o financiamento. Apesar das milhares de voltas que o mundo do trabalho já sofreu, haverá sempre uma máxima a pautar o ritmo desta roda gigante, aquela que impõe a necessidade de gerar dinheiro.

“O ser humano dependeu durante milhares de anos da evolução agrícola, depois apareceu a sociedade industrial e hoje em dia vivemos numa comunidade que ainda não foi qualificada porque está em constante transformação. No entanto, há coisas intemporais nas empresas que resistem à passagem do tempo. Os departamentos financeiros, os recursos humanos, os directores comerciais ou de marketing e o aprovisionamento da gestão, necessário para a manutenção da própria empresa, têm de existir”, indicou, antes de revelar alguns dados bastante preocupantes.

Existem cerca de um milhão e meio de empresas em Portugal, sendo que 90% delas não paga impostos. Curiosamente, isso não é um aspecto positivo. Essas empresas não pagam impostos porque não lucram para tal. Quando os alunos se iam questionando entre si acerca do registo, o professor sugeriu um parágrafo capaz de esclarecer a audiência.
“Temos de ser cada vez mais criativos e empreendedores parar gerar receitas para a nossa organização… E até para nós próprios! A gestão vive muito da decisão e para decidirmos correctamente precisamos de informação, uma informação que a empresa poderá comprar, ainda que o preço a pagar não seja o mais agradável. Nos clubes, as quotas dos sócios e as vendas de jogadores são crucias para garantir lucro”, finalizou, fechando um livro demasiado longo para o pouco tempo disponível. 

"São as relações emocionais que estão acima de tudo"

Por Jornal Sporting
19 Abr, 2016

Pedro Dionísio, professor associado do ISCTE, abordou a temática do fervor dos adeptos em torno do seu clube de futebol

Há quem se debruce sobre o fenómeno que envolve a criação de uma paixão à volta de um clube e discuta os extras que dele podem advir. O congresso internacional ‘The Future of Football’ decorreu durante todo o dia de hoje no Auditório Artur Agostinho, sendo que as palestras da tarde se iniciaram pela voz do professor Pedro Dionísio, que aprofundou um tópico comum na nossa sociedade. ‘O Fervor Clubístico nos Adeptos de Futebol’ palpita nos corredores do estádio José Alvalade, mas a audiência teve a possibilidade de conhecer o lado mais teórico de um tema carregado de emoções.  

“Os adeptos de futebol são considerados as novas tribos. A procura de laços de ligação entre os indivíduos, que substitui um período anterior marcado pelo individualismo, tem o nome de neotribalismo. As tribos estabelecem uma relação emocional forte”, explicou, para de seguida colocar uma questão que simplificou automaticamente o pensamento do público presente: “Quantas vezes é que foram a uma outra cidade, onde não conheciam nada nem ninguém, e encontraram alguém do vosso Clube, da vossa tribo?”. Várias foram as mãos que prontamente se declararam conhecedoras dessa mística, cientes do sentido exposto pelo orador. “Encontram essas pessoas, com as quais passam a ter uma conversa em comum, outros tantos interesses e, se estiverem muito envolvidos com o próprio Clube, têm a sensação de que já as conheciam há anos”, prosseguiu.

A forma como os adeptos do Sporting CP vivem o fenómeno foi demonstrada ao som d’O Mundo Sabe Que, presente num vídeo onde é possível observar mais de 45.000 Sportinguistas num acto de pura dedicação. Uma dedicação que, segundo o professor doutorado em Organização e Gestão de Empresas, muitas marcas comerciais gostariam de gerar com os seus consumidores.

“Uma marca comercial como a Coca-Cola ou a Super Bock adorariam ter essa relação afectiva e emocional. Os adeptos de futebol têm os seus rituais, os seus locais comuns e um imaginário colectivo. O consumidor tribal olha mais para os aspectos emocionais do que para a questão dos cartões ou da fidelização. Não são os benefícios materiais que os movem, são as relações emocionais que estão acima de tudo”, vincou, à medida que se iam visualizando algumas campanhas publicitárias concebidas pelo Atlético de Madrid, um clube que procura desenvolver valores diferentes do seu rival citadino, visto que, ao longo do tempo, não se tem conseguido destacar através dos títulos ganhos.

O visor apagou com uma frase de Jane Howard, uma famosa romancista americana, a agitar a nossa mente: “Call it a clan, call it a network, call it a tribe, call it a family. Whatever you call it, whoever you are, you need one”. De uma tribo. De uma família. De um clube.

“Futebol terá futuro de qualidade sem treinadores de qualidade?”

Por Jornal Sporting
19 Abr, 2016

José Curado lançou questões e deu respostas. O “Futuro da Formação de Treinadores” foi o tema

Num estilo despreocupado e frontal, “o velhote” José Curado – como o próprio se auto-denominou diversas vezes ao longo da apresentação – emprestou um pouco da sua vasta experiência e conhecimento acerca da formação de treinadores, à qual está ligado há muitos anos através de variados cargos.

“Haverá um futuro de qualidade para o futebol se não existirem treinadores de qualidade?”, começou por perguntar, insistindo: “Será possível haver desporto de alta qualidade com treinadores de má qualidade? Podemos ter médicos de alta qualidade com formadores de má qualidade? Não acho possível”, afirmou, deixando implícita a importância dos treinadores no desporto e por consequência da sua formação.

José Curado apresentou as várias organizações responsáveis pela formação de treinadores, tanto em Portugal como na União Europeia e no Mundo, explicando um pouco da forma como se processa tudo o que envolve a área, e logo continuou no registo com que havia começado: “Apenas num ano civil existiram seis milhões de lesões declaradas na União Europeia. Neste montante, e juntando aquelas que não são declaradas, quantas resultam da má preparação de treinos?”, questionou, em tom crítico.

Em Portugal, diz, a classe dos treinadores – que ainda não têm na sua função uma profissão reconhecida oficialmente – tem-se revelado um verdadeiro ‘case study’. O ex treinador afirma que o sucesso alcançado pelos técnicos nacionais se explica sobretudo pela qualidade dos mesmos, apesar do mau processo de formação que afirma existir por terras lusitanas.

“Os treinadores portugueses de futebol estão em maior destaque até porque são em maior número, mas todos os treinadores portugueses estão muito valorizados pela sua qualidade. Temos muitos portugueses, em muitas modalidades, a trabalhar no estrangeiro com imenso sucesso, apesar da fragilidade do nosso processo de formação”, dando depois alguns exemplos concretos: “Um gigantesco projecto da NBA na Índia que tem como objectivo difundir o basquetebol no segundo país mais populoso do mundo é liderado por um grupo de treinadores portugueses, sob coordenação do Carlos Barroca. O Mário Palma, por exemplo, qualificou Angola por três vezes para os Jogos Olímpicos. A primeira mulher convidada para treinar uma equipa profissional de futebol foi portuguesa, a Helena Costa. Já disse numa reunião internacional que somos um ‘case study’. Como explicar que um país pequeno com tantos problemas tenha um elevado número de treinadores portugueses em tantos sítios do mundo?”.

Ainda assim, e apesar da qualidade que admite que os treinadores nacionais têm, José Curado aponta uma forte crítica aos treinadores de formação – ainda que a meias com os dirigentes. A formação, repete, é essencial, mesmo para os treinadores que se pretendem limitar ao futebol jovem. 

“Há uma enormíssima margem de progressão para os treinadores portugueses, principalmente na formação. Desejo, para o futuro, que todos os miúdos tenham um treinador altamente qualificado. Não sei se muitos treinadores não estão a contribuir para o abandono precoce da prática desportiva em larga escala. O realço que está a ser posto nos resultados, o ganhar a qualquer preço... pode ter efeitos nocivos. Se bem que aqui não se trata apenas dos treinadores, mas dos dirigentes, que são quem mandam”.

“Fora das quatro linhas há temáticas muito relevantes”

Por Jornal Sporting
19 Abr, 2016

Alexandre Mestre, docente de direito do desporto, falou de “Governança e Regulação”

No primeiro dia do congresso ‘Future of Football’, direcionado aos estudantes universitários, falou-se do papel dos adeptos no futebol, do futuro da formação de treinadores, do desenvolvimento do futebol feminino mas também do extra futebol e daquilo que vai para além das quatro linhas. Alexandre Mestre, docente na Universidade Europeia e também advogado, abordou os diferentes problemas que considera existirem no futebol português.

“É importante que quando se discute o futuro do futebol português, como advogado, tente transportar um bocadinho de como se deve fomentar a transparência, a percepção do público em relação às decisões, as questões orgânicas ou a própria integração da mulher ou das pessoas com deficiência no futebol. Há uma grande variedade temática fora das quatro linhas que são também muito relevantes, até para fazer os adeptos acreditarem na verdade desportiva”, afirmou o orador, explicando que apesar da Federação Portuguesa de Futebol se distinguir nalguns pontos, há outros que precisam de ser revistos.

“A FPF é uma das 19 federações, dentro das 209 da FIFA, que têm uma publicitação dos seus regulamentos, estatutos e publicações. É importante mencionar também o que se faz bem e os bons exemplos. Pelo contrário, o principal aspecto a melhorar penso que passe pela maior cooperação e união entre as organizações. Dou sempre este exemplo: se numa rua há três padarias, todas quererão que as outras fechem”, prosseguindo com a explicação para a metáfora: “Neste produto, todos os clubes SAD precisam uns dos outros na componente económico-financeira. Tudo o que possa reforçar a união e a cooperação entre eles deve ser uma prioridade. Outro aspecto é a transparência em alguns clubes e sociedades desportivas, em que às vezes temos dificuldade em perceber os regulamentos e estatutos, quem faz o quê, onde e como”.

Perante uma plateia bastante jovem e participativa, Alexandre Mestre mostrou-se satisfeito pelo interesse demonstrado, tal como com a iniciativa ‘leonina’ na organização do congresso ‘Future of Football’. “É sempre bom ver jovens preocupados, até porque serão os futuros gestores dos clubes, de associações e em quaisquer administrações em que o futebol estará presente. Também o exemplo do Sporting é de salutar, com a criação deste congresso de nível internacional”, concluiu. 

“Organizar 'The Future of Football' é ver mais à frente”

Por Jornal Sporting
19 Abr, 2016

Alfredo Silva abordou várias temáticas relacionadas com os adeptos no futebol

O professor Alfredo Silva, da Escola Superior de Rio Maior, foi quem iniciou a manhã de palestras no Auditório Artur Agostinho, no primeiro dia do congresso ‘The Future of Football’, trazendo consigo o tema ‘Adeptos e Fãs para o Futuro do Futebol’. A apresentação abordou a diferenciação entre espectadores e fãs, segundo a qual a mesma consiste no nível de identificação das pessoas para com os seus clubes, tendo estes responsabilidade directa na ligação existente mais ou menos forte.

“Este tipo de iniciativas é muito importante para as novas gerações, que são os futuros líderes do país. Organizar o ‘Future of Football’ é ver mais a frente. Ter uma preocupação ética, fora das quatros linhas. Revela da parte da Direcção uma visão muito à frente. Hoje viemos dar nota do que são os vários tipos de adeptos, que são todos diferentes”, explicou.

Acerca da forma como o Sporting trabalha esta ligação, Alfredo Silva foi bastante elogioso, explicando que a ‘Onda Verde’ existente é fruto de muito trabalho do Clube. “Nutro uma especial admiração pelo Sporting e sei que o Clube estuda a sua base de adeptos. Só estudando os comportamentos dos adeptos é possível compreendê-los melhor. E só assim se poderá satisfazê-los. Noto que o Sporting tem um trabalho sério e profundo e adequa aquilo que são os seus trabalhos de comunicação e de marketing pelo conhecimento que têm da sua massa adepta”, afirmou.

Um dos pontos fortes da palestra do professor da Escola Superior de Rio Maior incidiu sobre a taxa de ocupação nos estádios dos três grandes, que ronda os 70%. Segundo a análise realizada, com um hipotético aumento para os 80%, as receitas aumentariam no total em 3,9 milhões de euros. Para isso, Alfredo Silva afirma ser necessário os clubes efectuarem trabalhos de conhecimento dos seus adeptos e conseguirem aumentar o seu nível de identificação com as respectivas equipas. Por outro lado, explica que os clubes pequenos têm algumas limitações impostas pelas características geográficas do país mas diz ser possível melhorar a adesão para com os clubes locais.

“Acho excelente que por cá haja uma profundidade social muito grande nos clubes grandes. Mantêm os núcleos, as ligações e os canais de comunicação abertos. Com a crise e com a perda de rendimento os sócios continuam afiliados aos seus clubes porque os amam, porque os sentem e porque se identificam com eles. É um sinal da nossa identidade e do bom trabalho desenvolvido pelos clubes”, afirma, prosseguindo acerca da situação nos restantes clubes nacionais: “O que noto é que os clubes mais pequenos têm de adoptar estratégias e ações no sentido de aumentar a sua base de adeptos. Nada se constrói em pouco tempo, isto demora anos, mas é preciso um trabalho sério de estudo dos seus adeptos. Noutros países de maior dimensão geográfica há várias cidades grandes, ao contrário do que se passa em Portugal, e isso tem também a sua influência. A base de adeptos é proporcional à população das suas cidades”, finalizou.

O que tem a Índia, a China ou os EUA de tão especial?

Por Jornal Sporting
15 Abr, 2016

Saiba mais sobre o painel 'Mercados Emergentes' do 'The Future of Football'

O que tem o futebol de especial para ter atraído mercados tão ‘distantes’ como Índia, Estados Unidos ou China? Como se explica o autêntico êxodo de figuras de primeiro plano para esses países? Sobretudo na antecâmara do início da Liga chinesa, foram muitos os trabalhos a propósito das transferências de Jackson Martínez, Ramires, Fredy Montero, Guarín ou Alex Teixeira e do ‘salto’ que houve a nível de investimento. Mas como se justifica esse súbito ‘boom’? Eis algumas perguntas em debate no último painel do Congresso Internacional ‘The Future of Football’.

Larsing Ming Sawyan, Lino Di Cuollo, Julian Kam e Anthony Baffoe serão os oradores de um painel moderado pelo reputado Ângelo Correia que irá procurar conhecer de forma mais aprofundada os exemplos de outros continentes em relação à indústria do futebol, desde a vertente desportiva – também aqui a China é um caso paradigmático, por haver uma aposta forte para valorizar os jogadores nacionais – aos planos comerciais e de angariação de receitas, que sustentam e justificam esse salto qualitativo.

O quarto painel do II Congresso Internacional ‘The Future of Football’, subordinado ao tema ‘MERCADOS EMERGENTES’, contará com os seguintes oradores:

MODERADOR: Ângelo Correia, antigo ministro e presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa (CCIAP)

ÍNDIA: Larsing Ming Sawyan, vice-presidente da All Índia Football Federation

ESTADOS UNIDOS: Lino Di Cuollo, vice-presidente da MLS para as Relações com Jogadores e Competições

ÁSIA: Julian Kam, managing director da ProEvents

A segunda edição do Congresso Internacional 'The Future of Football' realiza-se nos próximos dias 20 e 21 de Abril no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade. Para inscrições (que são gratuitas) e mais informações, consulte a página www.thefutureoffootball.org.

"Tem um valor inestimável para promover novas ideias"

Por Jornal Sporting
15 Abr, 2016

Opinião de Darren Bailey, director da Football Regulation and Administration da FA

Darren Bailey, director da Football Regulation and Administration of Football Association, será um dos oradores no primeiro painel do Congresso Internacional ‘The Future of Football’, que se realiza nos próximos dias 20 e 21 de Abril no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade. Em declarações ao site do Clube, o responsável elogia a iniciativa do Sporting CP e ressalva a importância de juntar os grandes ‘actores’ do futebol para, juntos, tentarem responder a alguns dos maiores desafios da indústria.

“Estou muito satisfeito por poder marcar presença e ouvir os debates e discussões sobre um fascinante número de tópicos de grande interesse para o futebol em 2016. É excelente poder ver todos os intervenientes juntos a abordar os grandes desafios do futebol no presente e a ver como se podem capitalizar as muitas oportunidades para o desenvolvimento do jogo em termos desportivos e comerciais. Este tipo de Congressos tem um valor inestimável para promover novas ideias e continuar o desenvolvimento da indústria do futebol a bem de todos”, comentou Darren Bailey.

“Tem havido muito debate sobre se as novas tecnologias podem ajudar o futebol e o desempenho dos árbitros assistentes no seu difícil papel. A oportunidade de ter experiências reais de utilização de tecnologia vídeo irá permitir um julgamento objectivo sobre se é uma ferramenta que pode rectificar as injustiças desportivas mantendo a fluência do jogo. Será certamente um período de dois anos muito interessante enquanto decorrerem essas experiências e tenho a certeza que o debate sobre as tecnologias será mais intenso à medida que os resultados começarem a sair”, argumentou ainda, concluindo: “A Football Association está determinada a estar na linha da frente da inovação e quer ver como a tecnologia poderá funcionar para bem do jogo a todos os níveis assegurando que a velocidade e as características do jogo se mantêm. Nunca houve um tempo tão prometedor para estar envolvido com este grande desporto”.

A segunda edição do Congresso Internacional ‘The Future of Football’ realiza-se nos próximos dias 20 e 21 de Abril no Auditório Artur Agostinho do Estádio José Alvalade. Para inscrições (que são gratuitas) e mais informações, consulte a página www.thefutureoffootball.org.

"O vídeo-árbitro é o futuro do futebol"

Por Jornal Sporting
14 Abr, 2016

Opinião de Gijs de Jong, director de Operações da Federação Holandesa

Gijs de Jong, director de operações da Federação Holandesa de Futebol, será um dos oradores do Congresso Internacional ‘The Future of Football’, que irá decorrer entre os próximos dias 20 e 21 de Abril no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade.

Em declarações ao site oficial do Clube, o responsável que irá falar sobre o tema ‘Novas Tecnologias’ destaca que “o vídeo-árbitro é o futuro do futebol”. “A tecnologia tem sido tão desenvolvida em tantos aspectos nos últimos anos que é tempo de utilizarmos isso para o desenvolvimento do futebol. Tenho a certeza que, em poucos anos, iremos olhar para trás e ver como o vídeo-árbitro mudou o futebol”, destacou.

De recordar que Gijs de Jong é o responsável pelo projecto ‘Refereeing 2.0’ da Federação Holandesa de Futebol, um projecto-piloto de dois anos lançado em 2013 com o objectivo de criar um futebol mais justo através da melhoria dos auxílios aos árbitros. O projecto centrou-se na avaliação da tecnologia da linha de golo, quinto e sexto árbitros auxiliares e a utilização do sistema de vídeo-árbitro.

Um dos pontos mais mediáticos do projecto aconteceu em Janeiro, quando foi testada pela primeira vez a tecnologia do vídeo-árbitro num encontro da Eredivisie, entre Feyenoord e Heerenveen. A experiência foi feita em parceria com a estação Fox Sporting e as imagens do local de trabalho do vídeo-árbitro foram transmitidas pelo Youtube.

Os factos que se escrevem e os fatos que se constroem

Por Jornal Sporting
12 Abr, 2016

Saiba mais sobre o painel 'Relações com os Media' do Congresso 'The Future of Football'

Imagine que chega a um cliente/parceiro  para falar da sua marca. Explica todo o trabalho que fez, apresenta os números reais do que atingiu e detalha a dimensão internacional que tem. Entretanto, apercebe-se que uma série de mitos e factos não reais já foram antes esquematizados por outros. É mentira? Sim. Mas consegue influenciar? Também. E o mundo do futebol e do desporto em geral está repleto de exemplos assim.

A presente temporada é um exemplo paradigmático de como um Campeonato não se decide apenas dentro das quatro linhas. E aqui não se fala de arbitragens, nomeações etc., nada a ver. Basta atentar em alguns dos episódios descritos por Octávio Machado, director do futebol ‘leonino’, como “comunicação trafulha”: o ‘filme’ dos SMS que afinal de contas não existiam, as capas a puxar por uns e a secundarizar outros, as notícias plantadas para tentar dividir um grupo de trabalho ou afectar a sua dinâmica. No final de contas, quem ganha com isso? O futebol não será, certamente.

Pippo Russo, um dos mais mediáticos jornalistas que se destacou com uma série de trabalhos desenvolvidos sobre algumas partes menos ‘conhecidas’ do futebol, ou Sergio Fernandez Olmedilla, editor do jornal ‘Marca’, serão alguns dos oradores que irão abordar diversas temáticas em torno da questão, a que se juntará ainda Roger Gasto Navarro, director das plataformas digitais do FC Barcelona que falará também de um dos vectores fundamentais e de maior expansão nos últimos tempos: social media.

O segundo painel do II Congresso Internacional ‘The Future of Football’, subordinado ao tema ‘RELAÇÕES COM OS MEDIA’, contará com os seguintes oradores:

- MODERADOR: Paulo Sérgio, jornalista da RTP e da Antena 1

- CONTRA-INFORMAÇÃO: Pippo Russo, sociólogo e jornalista

- PARCIALIDADE vs. IMPARCIALIDADE: Sergio Fernandez Olmedilla, editor do jornal ‘Marca’

- O IMPACTO NAS FIGURAS PÚBLICAS E NA SUA PERFORMANCE: Paulo Futre, antigo internacional de futebol

- REDES SOCIAIS: Roger Gasto Navarro, Director das Plataformas Digitais do FC Barcelona

A segunda edição do Congresso Internacional ‘The Future of Football’ realiza-se nos próximos dias 20 e 21 de Abril no Estádio José Alvalade. Para inscrições e mais informações, consulte a página www.thefutureoffootball.org

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