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Clube

Almoço do Grupo ‘Os Cinquentenários’

Por Jornal Sporting
16 Jun, 2015

282.º almoço convívio no dia 27 de Junho em Leiria

O Grupo ‘Os Cinquentenários’ irá realizar o 282.º almoço convívio no próximo dia 27 de Junho, tenho agora escolhido o Museu do Sporting em Leiria para fazer uma visita.

Durante o almoço, será feita uma homenagem a Alfredo Guedes Reis, Sócio número 16 do Sporting Clube de Portugal que acaba de atingir os 85 anos de filiação ininterrupta. Em paralelo, serão apresentadas as contas do biénio 2013/15 e será feita a indigitação da futura Comissão Directiva.

No regresso a Lisboa, após o repasto, o Grupo visitará o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, onde será feita a reconstituição animada desta histórica batalha (a visita é opcional, com o custo de cinco euros por pessoa).

As inscrições, que incluem almoço e transporte, têm o preço unitário de 30 euros e deverão ser feitas para Marina Reis através do telefone 962876358 (a partir das 11 horas) ou pelo email mgreis@gmail.com. A saída do autocarro terá lugar em frente ao Multidesportivo de Alvalade às 9h30.

Uma formação de campeões

Por Jornal Sporting
12 Jun, 2015

Reportagem com os técnicos e capitães dos iniciados e dos Sub-16

O que têm em comum a equipa de iniciados e a formação Sub-16 do Sporting? Ambas se sagraram campeãs, na última jornada, com vitórias sobre o Benfica. Para além disso, os dois conjuntos contam com uma completa sintonia entre equipa técnica e plantel, que lhes permitiu ultrapassar as dificuldades inerentes a uma longa época e atingirem a glória no momento chave.

Pedro Venâncio e Bavikson Biai, técnico e capitão dos iniciados ‘verde e brancos’, dão a cara por todo o grupo e analisam a época de sucesso realizada pela equipa. A total partilha de ideias e de objectivos entre jogadores e equipa técnica foi uma das mais-valias dos campeões nacionais, que se viram recompensados pelo título alcançado. “Vale a pena todo o esforço que é feito ao longo do ano para ser campeão e desfrutar de ir ao Jamor e festejar em Alvalade. É importante porque eles nunca mais vão esquecer isto”, conta Pedro Venâncio.

Do lado dos Sub-16, campeões distritais de Lisboa, cabe a Pedro Gonçalves, treinador ‘leonino’, e a Daniel Bragança, capitão de equipa, dar voz às palavras partilhadas por todo o grupo. “Senti que era um objectivo cumprido. Fizemos uma grande temporada, com altos e baixos, mas fomos sempre muito fortes e, quando tínhamos de ganhar, ganhámos”, explica Daniel Bragança.
 
Leia toda a reportagem nesta edição do Jornal Sporting, que já se encontra nas bancas.

UEFA Elite Club Injury Study Meeting

Por Jornal Sporting
12 Jun, 2015

Sporting organiza UEFA Elite Club Injury Study Meeting de 2016

O Sporting Clube de Portugal vai organizar o UEFA Elite Club Injury Study Meeting de 2016. Trata-se de um grupo de estudo e de investigação  organizado pela UEFA, liderado pelo Professor Ekstrand e constituído pelos Directores Clínicos dos melhores clubes europeus (Barcelona, Real Madrid,  Chelsea, Bayern Munique, PSG, Manchester Utd, Juventus, Ajax, Manchester City e Sporting, entre outros clubes). 
 
Este grupo tem o objectivo de estudar quais as principais lesões que afectam uma equipa de futebol de elite, quais as suas incidências e promover estratégias que visem prevenir e reduzir o número de lesões. Este grupo reúne-se anualmente e o próximo encontro será pela primeira vez em Lisboa.
 
O Departamento Médico do Clube apresentou uma candidatura para a organização do meeting e, apesar de outras candidaturas,  a escolha da UEFA recaiu no Sporting Clube de Portugal. 
 
O evento irá decorrer no início de Junho de 2016 e terá a duração de dois dias. 

Homenagem a glórias do Clube

Por Jornal Sporting
12 Jun, 2015

Jogo decorreu em Alvalade e juntou estrelas, ex-atletas e figuras públicas

Foi uma tarde de homenagens aquela a que o Estádio José Alvalade assistiu hoje. Para além do encontro que opôs a equipa de veteranos do Sporting a uma formação composta por ex-atletas e figuras públicas ‘leoninas’, em honra de César Nascimento, Osvaldo Silva, Vitorino Bastos e Vítor Damas, foram entregues recordações às famílias das quatro glórias do Clube. A homenagem estendeu-se a João Lucas, ex-jogador falecido recentemente, sendo uma lembrança entregue a Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol. 

Quanto ao jogo propriamente dito, o resultado era o que menos importava e a arbitragem – de Bruno Jesus e Pedro Henriques – nunca seria contestada pelas 617 pessoas presentes na bancada. Os veteranos acabaram por vencer por 4-3, num encontro onde dominou a boa disposição, a alegria e a saudade de ver atletas de outros tempos voltarem a pisar o relvado. 

"Início de um novo ciclo"

Por Jornal Sporting
11 Jun, 2015

Presidente ‘leonino’ discursou em Alenquer

O Presidente Bruno de Carvalho marcou presença num almoço organizado por Sportinguistas da zona de Alenquer com o objectivo de angariar receitas para a Missão Pavilhão. 

O evento teve lugar na Quinta dos Canavial, no restaurante do Dom Nuno, e, antes do almoço, o Presidente dirigiu-se aos Sócios e adeptos presentes e à comunicação social. 

Leia o discurso na íntegra:

“Na passada sexta-feira, anunciei o início de um novo ciclo no Sporting Clube de Portugal. Um ciclo que se deseja de ambição e glória. 

O caminho para aqui chegarmos tem sido muito difícil. Um caminho de entrega por completo, um caminho de rigor, um caminho de competência, um caminho de transparência, um caminho de árduas tarefas e, muitas vezes, de batalhas para permitir defender os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e o estado anémico e resignado em que se encontrava o Clube e os Sportinguistas. Mas, para isso, é preciso coragem, é preciso muita coragem.

Para se iniciar um novo ciclo precisamos de entender o passado. Perceber porque um Clube com a nossa grandeza chegou a um presente com um défice de glória pouco condizente com um Clube que se quer afirmar como sendo tão grande como os maiores da Europa. As verdades têm de ser ditas e a sua compreensão permite preparar o futuro não cometendo os mesmos erros. Bem sei que as condições agora são muito mais adversas pois perdemos, em termos do futebol profissional, décadas para os nossos rivais, em termos desportivos, e com isso perdemos o respeito por parte do mundo do futebol e da própria comunicação social.

Mas vamos, de forma breve e resumida, olhar para o passado. O Sporting Clube de Portugal tem 108 anos de história e, na última metade da mesma, fomos campeões apenas oito vezes. Desde 1965, faz agora 50 anos, fomos campeões apenas sete vezes.

Nos últimos 30 anos, fomos campeões apenas duas vezes.
Eramos, até aos anos 90, o Clube em Portugal com maior património e, com isso, poderíamos ter encarado o futuro com uma vantagem competitiva perante os nossos rivais que não se veio a concretizar, tendo inclusivamente perdido quase todo o mesmo, ficando apenas com um Estádio e uma Academia e ambos com pesadas dívidas associadas.

Chegámos a este Clube com quase 500 milhões de euros de passivo. 
A única coisa que mantivemos ao longo da nossa história foi uma enorme e aguerrida massa associativa. Mas um Clube com a dimensão do Sporting Clube de Portugal faz-se de glória, de conquistas! Mas essas, e continuamos a falar apenas no futebol profissional, têm estado muitas vezes arredadas do nosso léxico. Nas últimas 50 vezes que tentámos, apenas gritámos “Campeões” sete vezes.

E para mais, colocaram-nos à beira da falência e com índices de orgulho cada vez menores e índices de desprezo desportivo por parte dos nossos rivais cada vez maiores.

Este é o passado que não devemos esquecer e que molda todas as nossas preocupações, acções e estados de alma actuais. 

Como Presidente do Sporting Clube de Portugal, tenho de compreender que todos nós tivemos de ir criando defesas para a falta sistemática de conquistas. Na falta de podermos gritar “Campeões”, temo-nos, de forma inteligente mas pouco ambiciosa, escondido atrás dos restantes valores que todos nos devemos orgulhar: honestidade, trabalho, valores, regras desportivas e sociais e verdade desportiva. E com isso mantemo-nos diferentes, mantemo-nos “puros”, no sentido de grandeza de acção e de conduta. “Podemos não ganhar, mas temos ‘valores’ que nos orgulham”, dizemos todos! 

E dizemos muito bem! Mas é possível manter esse orgulho e diferença, por defendermos regras e valores, e ser campeões! Mas para tal temos de sair desta zona de conforto que fez com que nos últimos 30 anos apenas tenhamos festejado o título de campeões duas vezes. Temos de ser exigentes, temos de ser audazes, temos de ser ambiciosos, temos de ser o verdadeiro Sporting Clube de Portugal, aquele que, por exemplo, nas décadas de 40 e 50 ganhou dez vezes! Que, por exemplo, de 1947 a 1954, em oito anos, ganhou sete vezes!

O “Crónico” – era assim que chamavam ao nosso Sporting Clube de Portugal!
 
Mas, entretanto, muito mudou. E mudou sobretudo na mentalidade e na qualidade dos nossos dirigentes. Fomos pelo caminho mais fácil e mais perdedor, o do “perdemos mas somos um Clube de elites”. Não existe caminho mais errado. O caminho tinha de ter sido “ganhámos e, por isso, somos um Clube de excelência”!

E esse é o Clube que quero, que ambiciono, que me faz a mim e a toda a Administração da SAD e do Conselho Directivo trabalhar 24 horas por dia! A procura incessante do caminho para a glória! A procura incessante do caminho para o reencontro do “Crónico” vencedor, do grande Sporting Clube de Portugal.

Entrei no Sporting Clube de Portugal pela mão dos associados anónimos que anseiam a volta do grande Sporting tendo como verdadeiros “inimigos” todos aqueles a quem chega ser um mero Clube de elites, de interesses, perdedor, submisso e tímido. Se o Sporting Clube de Portugal voltar a ser o “Crónico”, todos esses Sportinguistas de elite e seus dirigentes, que se autoapelidaram de “topo”, vão passar uma verdadeira vergonha, pois afinal alguém que não tem medo de ser do “povo” conseguirá algo que eles nunca conseguiram. Ganhar de vez em quando não é ter glória, não é ser tão grande como os maiores da Europa! É apenas ganhar de vez em quando.

E relembro, nos últimos 30 anos, foi apenas por duas vezes! Com esta Direcção, já deixámos de ser um Clube com Sportinguistas de primeira e de segunda. Mas temos realmente de mudar de rumo, de discurso, de filosofia, de ambição. Temos de deixar de ter medo de sofrer para abrir os nossos corações e mentes às alegrias das vitórias e conquistas!

A toda esta recuperação financeira e desportiva demonstrada pelo Sporting Clube de Portugal nos últimos dois anos os nossos rivais avançaram com campanhas de bastidores para descredibilizar quem já tem obra feita. E os resultados dessa obra são evidentes.

Agora o inesperado, ou não, são alguns dos porta-vozes dessa campanha dos nossos rivais: Dias da Cunha, José Roquette, Isabel Trigo Mira, Vasco Lourenço, Pires de Lima, Abrantes Mendes, Rui Barreiro, entre outros. 

Uma vez mais demonstrámos que a tão apregoada “diferença” e vantagens de ser um Clube de “elite” se resumiam a um Clube cheio de falsas moralidades, cheio de pessoas a servirem-se do Clube e não a servi-lo, cheio de invejas e perdedor.

A história, como sempre, fará a sua justiça.

Quanto a mim, apenas quero criar condições para que o Sporting Clube de Portugal alcance a tão merecida glória, a glória que já foi sua e que foi perdendo, pois a glória dá trabalho, obriga a desgaste, obriga a conflitos, obriga a pôr o Sporting Clube de Portugal acima de nós próprios e isso, como diriam os antigos dirigentes das “elites”, é uma “chatice e muito aborrecido”!
Enquanto uns já passaram por cá com os resultados desportivos e financeiros desastrosos que são conhecidos, temos agora os moralistas de taxas e taxinhas a sentir necessidade de aparecer novamente. 

Creio que Portugal merece mais atenção e que quem tem responsabilidades para com o mesmo deve concentrar os seus esforços 24 horas por dia. Como eu faço no Sporting, e com isso deixar de opinar sobre o que não sabe, tendo por base uma regra de conduta que, se vir bem, não lhe é atribuída pelos seus pares. Uma prova de inteligência ou de burrice é os inimigos que se escolhem na vida.

Continuamos com a mesma determinação do início. Mais velhos, mais calejados, mais sabedores, mas muito mais alerta pois este Clube sofre de automutilação crónica (mata-se por dentro). Para isso se alterar, o remédio é difícil mas perfeitamente identificado: 

1.º - Terminar a auditoria, responsabilizando os culpados da situação que vivemos;

2.º - Nunca vergar o Clube aos interesses que se alimentaram dele durante décadas;

3.º - Honrar os que servem o Clube e afastar sem receios nem hipocrisias os que se servem dele;

4.º - Ser campeão e não apenas de vez em quando.

São estes quatro pontos em simultâneo que afastarão de vez os eternos perdedores e submissos deste Clube e voltarão a transformar o Sporting no “Crónico”, no grande Sporting Clube de Portugal.

Obrigado a todos os Sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal pois sem vocês nada do que tem sido feito seria possível nem poderíamos ambicionar ter de volta o grande Sporting Clube de Portugal. É uma honra servir este Clube, é uma honra servir todos vocês!”

Pisar o relvado por um dia

Por Jornal Sporting
11 Jun, 2015

Parceria entre a Fundação Sporting e a Football Aid

Sábado foi um dia especial para 28 jogadores, também eles especiais. A Fundação Sporting, em parceria com a Football Aid - associação de caridade conectada à Premier League -, planearam um jogo de beneficência, não entre estrelas do futebol, mas entre os fãs.
 
O processo consistia em constituir duas equipas de futebol através de um leilão em que qualquer pessoa podia participar, pagando um preço mínimo aproximado aos 200 euros – caso quisesse jogar apenas 45 minutos – ou 400 euros – se quiser participar nos 90 minutos, acrescentando-se 100 euros ao capitão. Caso existam mais interessados para a mesma posição, esta pertencerá a quem pagar mais. Foi o que aconteceu - e com relativa rapidez, diga-se - aos 28 elementos que marcaram presença na manhã de sábado no Estádio de Alvalade, onde se realizou a partida.
 
A ideia já não é recente na Grã-Bretanha – onde surgiu pela primeira vez – mas só agora começa a ganhar notoriedade. Em Portugal foi a primeira vez que se realizou. Manuel Mendes, membro da Assembleia Geral ‘leonina’, foi o grande responsável pela vinda do projecto para Alvalade. “Num encontro em Londres referente a outros assuntos conheci o David Dale, responsável pela Football Aid, que me falou nesta ideia, acrescentando que gostaria muito de fazê-lo noutros países. Disse-lhe para vir a Portugal e assim que viu o nosso Estádio ficou interessado de imediato. Foi tudo muito rápido, o mesmo se pode dizer do preenchimento dos lugares que também foi feito num curto espaço de tempo”, explica.
 
Dos presentes, cerca de metade provinha da Grã-Bretanha, contando-se mais três italianos. Um deles, Fabrizio Galasso, destacou-se a meio-campo. “É a quinta vez que participo. As outras quatro foram em Inglaterra. É uma sensação indiscritível, o Estádio é muito bonito, não temos estádios assim tão belos em Itália”, disse o jogador de futsal da série C italiana que veio a Portugal propositadamente para o efeito. “Costumo vir com dois colegas mas desta vez vim sozinho. Do Sporting sei que foi aqui que Ronaldo nasceu para o futebol e também sei que jogou cá o Maurício que agora está na Lazio que é a equipa que apoio”, salienta.
 
Já os portugueses, grande parte deles também vem do estrangeiro, como conta Ricky, há sete anos a trabalhar em Londres. “Nunca tinha participado e só o fiz por ser em Alvalade. Vim propositadamente de Londres para o jogo”, afirma o participante que já não estava habituado a tanto calor. “É o que faz estar sete anos fora de Portugal”, brinca.
 
Com outros pergaminhos neste tipo de iniciativas está Adam Joyce, que actuou a guarda-redes. Já tinha vindo a Alvalade assistir a um jogo da Liga Europa e desde então nunca mais perdeu o fio ao ‘leão’. “Gosto muito do Sporting porque se veste da minha cor favorita (verde) e também é um Clube com muita história. Decidi vir há três semanas e já tinha feito por duas vezes em Inglaterra”, revela, referindo também as grandes dificuldades em jogar debaixo de um calor intenso como aquele que se verificava este sábado em Alvalade.
 
Quanto ao jogo, foi recheado de golos: 8-7. Os valores reverteram na totalidade para a Fundação Sporting, enquanto a Football Aid ficou com os encargos da organização que acabaram por ser residuais.
 
David Dale, antigo jogador do Manchester United nos anos 90 e o grande mentor do projecto, considerou um dos melhores eventos já realizados pela instituição até hoje. “Tivemos condições espectaculares, com todos os jogadores a demonstrarem uma grande vontade de jogar mas sempre com ‘fair-play’. Era muito interessante voltarmos a fazer no futuro. Em Inglaterra é algo muito frequente, e também já tínhamos feito em Barcelona em 2003. Iremos fazer em Itália este domingo e está previsto fazermos um no Porto também. É um projecto com futuro”, sublinha.
 
A alegria dos vencedores não contrastou com a tristeza dos derrotados, porque no final ninguém perdeu e só a solidariedade saiu verdadeiramente vencedora, como adianta Pedro Baptista, membro da Fundação Sporting. “Foi mais uma bonita jornada em prol dos que mais precisam. É um orgulho ser pioneiro neste tipo de iniciativa em Portugal e não tenho dúvidas de que será uma actividade a repetir no futuro. É um jogo em que todos ficam a ganhar”, disse.

“Aqui está o grande Sporting Clube de Portugal”

Por Jornal Sporting
11 Jun, 2015

Bruno de Carvalho anuncia contratação de Jorge Jesus

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, anunciou hoje, numa declaração formal no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade, a contratação do treinador Jorge Jesus para o comando da equipa principal dos ‘leões’ nas próximas três temporadas.

“Anuncio formalmente aos Sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal a contratação de Jorge Jesus para as próximas três temporadas. A única garantia que o nosso novo treinador exigiu foi vir treinar o Clube do seu coração. Foi a única garantia que me exigiu”, destacou o líder ‘leonino’ no início da declaração.

“Iniciou-se hoje um novo ciclo na vida do Sporting Clube de Portugal. Foram estes dois anos que permitiram o reequilíbrio financeiro do Clube. Foi isso que possibilitou que estejamos aptos para aumentar o investimento na nossa equipa de futebol com recursos financeiros próprios. Repito: recursos financeiros próprios”, referiu Bruno de Carvalho, antes de avançar com o novo ciclo que se abre em Alvalade.

“Foram dois anos norteados pelo rigor e guiados pela ambição. Partimos para um novo ciclo com a sustentabilidade assegurada e com a ambição reforçada. Os níveis de exigência neste Clube mudaram e com objectivos muito claros – voltarmos a ser campeões com um projecto estruturante a médio e longo prazo. Queremos apostar na experiência e continuar a aposta na formação como prioridade. O nosso novo treinador incorpora esses valores, princípios e atitude que são muito caros a esta Direcção e a este Clube”, salientou o líder ‘verde e branco’.

“Jorge Jesus acredita e saberá potenciar como ninguém os talentos da melhor Academia em Portugal e uma das melhores do Mundo. Sabemos também dar valor ao complemento que só a sabedoria da experiência consegue acrescentar. É um homem frontal, de carácter, trabalhador e com uma competência profissional que todos, sem excepção, reconhecem. Respira futebol, vive futebol e a isso junta um amor intenso ao nosso Clube. O Sporting quer marcar o futuro com a humildade de sempre mas com uma ambição renovada. Aqui está o grande Sporting Clube de Portugal!”, concluiu.

Uma vida dedicada ao Sporting

Por Jornal Sporting
11 Jun, 2015

O percurso de Vitorino Bastos, um dos históricos de Alvalade

Todos o queriam na sua equipa. Vitorino Bastos não tinha mais de 12 anos, mas já apresentava porte de homem feito, robusto e atlético. Jogava andebol e futebol nos torneios escolares e nos intervalos das aulas da Escola Industrial Afonso Domingues, em Marvila, que frequentou fugazmente. Isto porque, aos 14, o olho aguçado de Travassos – então treinador de juvenis do Sporting – traçou-lhe o caminho: ingressou na formação de Alvalade para uma carreira de três vidas como central ‘leonino’.

Já depois de várias internacionalizações nas camadas jovens, Bastos estreou-se pela equipa principal com 19 anos, rendendo Armando Manhiça, num Sporting-Atlético em que os ‘leões’ venceram por 4-2, fazendo mais dois jogos antes de, na época seguinte, ser emprestado ao Farense, onde permaneceu durante três temporadas.

Mais maduro, regressou a ‘casa’ em 1972/73, estreando-se a titular logo na primeira jornada, nas Antas, na vitória do Sporting sobre o rival do Norte por 1-0 (golo de Yazalde). Fez mais 17 jogos nessa época, conquistando a Taça de Portugal, título que juntou ao Campeonato e à Taça conquistados no ano seguinte, em que a equipa chegou também à meia-final da Taça das Taças – numa das melhores épocas de sempre da história do futebol ‘leonino’. Na época seguinte transferiu-se para o Saragoça, em Espanha, regressando ao Sporting três anos depois, onde voltou a ser preponderante para os êxitos da equipa: fez 36 jogos oficiais em 1979/80, ajudou na reconquista do Campeonato Nacional e ainda apontou o seu único golo pelos ‘leões’, num triunfo do Sporting por 3-0 sobre o Varzim.

Defesa muito poderoso fisicamente e asfixiante para os avançados, dono de um remate forte e variações de velocidade muito próprias, Bastos terminou a carreira em 1982/83, com um total de 183 jogos oficiais, três Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça. Dedicou-se depois à carreira de treinador, chegando a orientar as camadas jovens de Alvalade e a fazer parte, como adjunto, das equipas campeãs de 1999/00 e 2001/02, dedicando-se depois à prospecção nos ‘leões’. Morreu prematuramente, aos 55 anos, vítima de cancro.

No próximo domingo, a partir das 17h, venha a Alvalade homenagear a figura de Vitorino Bastos no SCP Legends, jogo cujas receitas reverterão para a Fundação Sporting.

Um senhor a pensar positivo

Por Jornal Sporting
11 Jun, 2015

Osvaldo Silva, um predestinado para jogar e ensinar

A caminho do Estádio José Alvalade, não se ouvia uma mosca no autocarro do Sporting. A pesada derrota em Manchester, por 4-1, tinha deixado marca. A crença na reviravolta, apesar de existir, era exígua. Até que alguém falou, naquele seu jeito sempre brincalhão. “Mas isto é algum funeral? Vamos levantar a cabeça porque somos capazes”. Osvaldo Silva deu o mote para aquele que seria um dos encontros mais emblemáticos da história. Pessoal, porque marcou três golos, e do Clube, porque a vitória por 5-0 frente ao United de Bobby Charlton, Law ou Best ficou como a mais pesada de sempre dos ‘red devils’ na Europa. E a caminhada só terminou com a vitória na Taça dos Vencedores das Taças, na finalíssima de Antuérpia diante do MTK Budapeste, em Maio de 1964.

Depois de dois anos no FC Porto e três no Leixões, o brasileiro rumou ao Sporting onde venceu um Campeonato Nacional, uma Taça de Portugal e, mais importante, a única prova europeia de futebol que os ‘leões’ contam no seu historial. Em 1966, saiu para arriscar duas aventuras como treinador-jogador, no Olhanense e no Ac. Viseu, antes de voltar a Alvalade para comandar os juniores e, mais tarde, ser adjunto de Mário Lino na grande ‘dobradinha’ de 1974. Depois passou a dirigir os mais novos... bem como sempre.

Osvaldo era um Homem daqueles que deixam marca, que não são indiferentes a quem teve a sorte de com ele se cruzar. Bem disposto, com refinado sentido de humor. E um professor como poucos para os mais novos, como se viu durante os anos. Alguém se consegue esquecer daquelas expressões disparadas no meio do pelado como o ‘pé de chumbo’ quando um jogador não respeitava o que tinha sido combinado anteriormente? Ou quando chamava um jogador à parte para lhe dar um bola e brincar sozinho por não estar a jogar com o resto da equipa? Provavelmente não. Assim como alguns dos maiores talentos formados no Clube também não esquecem porque foi assim que atingiram o topo.

Osvaldo Silva morreu a 15 de Agosto de 2002, com 68 anos.

No próximo domingo, a partir das 17h, venha a Alvalade homenagear a figura de Osvaldo Silva no SCP Legends, jogo cujas receitas reverterão para a Fundação Sporting.

Filho de peixe sabe voar

Por Jornal Sporting
11 Jun, 2015

Perfil de Vítor Damas, um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre

Todos erram. “Jogava pela Selecção júnior contra a Checoslováquia na Holanda. Bati mal o pontapé de baliza e a bola foi parar aos pés do avançado deles...”. Mas nem todos dão a volta aos erros da mesma maneira, com a mesma capacidade de reacção. Essa faceta está reservada a seres cujas características são especiais. “...Assim que ele recebeu a bola rematou. Vi a bola passar-me por cima. Sem outro recurso, voei na direcção da baliza e consegui defender”. Foi a melhor defesa de e para Vítor Damas, sem contar com o cabeceamento de Eusébio, em 1973, que ainda não tinha sido defendido no momento em que o então jovem guarda-redes fazia tal consideração.

Largo do Leão, Estefânia, Lisboa. Uma pedra do lado esquerdo e outra à direita. Não era o mais pesado, bem pelo contrário. Uma excepção às regras do futebol de rua. A baliza estava-lhe sempre reservada, mesmo que fosse o ataque a sua grande ambição. Mas entre jogar a guarda-redes ou não jogar, preferiu a primeira. Daí até ao Clube do coração, foi um pequeno pulo, daqueles abstractos, que se dão com os pés no chão. “Diz o Sr. Calado que não há fruto sem raízes e é preciso que estas se solidifiquem. Ora eu quero que as minhas estejam bem presas ao chão”, dizia Damas, esperando pacientemente pela hora de chegar à equipa principal, o que conseguiu em 1966, tinha 19 anos. Até lá, o pequeno Vítor, por vezes cansado e a dizer a Travassos “já chega sôr Zé”, não confundia a elegância que portava em campo com a falta de empenho. Fizesse chuva ou sol, por vezes na lama, atirava-se à bola no pelado à porta da 10 A, da mesma forma que o fez mais tarde no Estádio. Chegou mesmo a ser considerado o melhor em campo numa derrota por 5-1 quando ainda era jovem. 

Para os dias de hoje, outro exemplo é pertinente para os mais novos e respectivos pais. Vítor Damas era um aluno exemplar. O futebol não o impediu disso. “Era um aluno cumpridor. O meu pai nunca me fez ameaças ou proibiu de jogar. Exigia, sim, o cumprimento das minhas obrigações. Aliás, foi ele que me ensinou a dar os primeiros toques, querendo talvez fazer de mim o jogador que ele não pôde ser”, afirmava o internacional português sobre o pai, um jogador que “não foi de nomeada apenas porque não calhou”. Ainda assim, registe o nome: António Damas de Oliveira. Casado com Maria Rita Damas, natural de Lousal, na fronteira entre os distritos de Setúbal e Beja. Junto ao rio Sado e às minas, a 15 quilómetros de Alvalade, mas do Alentejo, era aqui que Vítor Damas passava as suas férias de Verão na infância, nas calmas planícies, não havendo “lugar a grandes aventuras”. Talvez desta melancolia, combinada com a azáfama de Lisboa, tenha surgido a principal razão pela paixão que o guardião tinha por viagens. Provavelmente, a necessidade de mudar de ares. No seu ‘Espadinha’, as ‘voltinhas’ por esse Portugal fora eram frequentes. Quando lhe perguntaram se era capaz de se aventurar numa viagem interplanetária, respondeu: “Por que não? O perigo atrai-me. Não se esqueçam de que sou guarda-redes”.

Para Vítor Damas, a vida era muito mais do que defender uns remates. Para além das viagens, também tinha os seus gostos naturais por películas, leitura ou música. Era apreciador de um tal Dino Segre, mais conhecido no mundo da escrita e do jornalismo por Pitigrilli, imortalizado por frases como: “os homens que amam uma só mulher são como os fósforos amorfos que têm a infelicidade de só se acenderem na própria caixinha”; mas também do cantor Tom Jones, célebre pelo tema ‘It’s not Unusual’ (‘Não é Incomum’, em português). Uma canção que até nem fica bem à grandeza de Vítor Damas, autor de diversos feitos raros, como a realização de 456 partidas de ‘leão’ ao peito, só ultrapassado por Hilário (494), ou a longevidade alcançada ao serviço da Selecção – onde, apesar de ter vestido a camisola das ‘quinas’ apenas por 29 vezes, fê-lo entre 1969 e 1986, uma diferença temporal jamais igualada por qualquer outro futebolista luso. 

A opção pelo Racing Santander em detrimento do FC Porto na época de 1975/1976, numa operação conjunta com o Presidente ‘verde e branco’ João Rocha, acabou por prejudicá-lo na Selecção – o então seleccionador nacional e treinador do FC Porto, José Maria Pedroto, acabou por afastá-lo das convocatórias, também suportado pela qualidade do outro guarda-redes português, Bento. Ainda assim, pela equipa nacional – onde regressou mais tarde para o Euro 84 e para o Mundial 86 – algumas estórias ficaram, como os dois beijos recebidos do ‘matulão’ capitão jugoslavo, após troca de galhardetes. Uma reacção natural nos países balcânicos, mas que deixou o guardião português “vermelho que nem um pimento”. 

Se fotos houvesse desse momento, com certeza fariam parte da vasta colecção que Vítor Damas tinha de recortes de jornais, “mais do que notas de Banco”, dizia, apesar de se considerar um homem poupado e, acrescente-se, corajoso – como ficou demonstrado na sua resposta a uma pergunta feita no início da carreira. O que lhe mete medo? “Na vida nada me mete medo. Nem o avançado mais perigoso! O único receio que sinto é o da morte, mas essa já está além da vida”.

No próximo domingo, a partir das 17h, venha a Alvalade homenagear a figura de Vítor Damas no SCP Legends, jogo cujas receitas reverterão para a Fundação Sporting.

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