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Foto César Santos

Coates: "Quero dar tudo por quem confiou em mim"

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland

Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.

“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.

A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.

“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.

Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.

Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana. 

Foto César Santos

Bruno de Carvalho: “Não há campeões antecipados”

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva

Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.

“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.

É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.

“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.

Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir. 

“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.

Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting. 

Foto José Lorvão

Daniel Bragança: "Ainda há 90 minutos por jogar"

Por Sporting CP
11 Mar, 2026

Médio reagiu ao desaire na Noruega

Depois da derrota, por 3-0, da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal em casa dos noruegueses do FK Bodø/Glimt para a primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League, Daniel Bragança marcou presença na zona mista do Aspmyra Stadion para responder às perguntas dos jornalistas.

Pensar já no próximo jogo?
“Não temos outra coisa a fazer senão pensar já no próximo jogo e olhar muito o que foi este. Ver aquilo que não correu bem, analisar o jogo da melhor maneira para perceber o que é que correu mal para sairmos daqui com este resultado um pouco pesado. E tentar melhorar no jogo seguinte para, pelo menos, igualar o jogo e tentar levar o jogo para o prolongamento. É claro que hoje dificultámos um pouco a nossa vida, mas ainda há 90 minutos por jogar. Vamos tentar ver o que é que correu mal e sobretudo entrar com outra energia.

A verdade é que neste jogo eles foram mais fortes, tiveram mais intensidade. Jogaram melhor e marcaram três golos, essa é a realidade, e nós não conseguimos fazê-lo. Como disse, vamos tentar melhorar na terça-feira.”

Equipa está cansada?
“Tenho certeza de que os jogadores se sentem a 100%. Isso não é desculpa. Não existe desculpas. Vamos assumir aquilo que aconteceu hoje. Há jogos assim, é o que é. Vamos tentar melhorar. Sobretudo entrar com mais intensidade, com mais energia. Como o mister falou - não vi a conferência, mas deu para perceber, porque também falou disso ao intervalo - que era preciso meter mais energia. Hoje correu mal e vamos tentar melhorar.”

Disponibilidade individual
“Estou aqui para jogar, como o míster quiser, seja dez, 45, 90 minutos. Estou aqui para ajudar o Sporting CP, para ajudar o meu grupo.”

Como capitão, mensagem aos colegas
“Agora é difícil pensar no que é que podemos dizer ou não. Estamos numa fase complicada depois do jogo. Ainda estamos frustrados com aquilo que aconteceu. É difícil pensar. Temos de recuperar fisicamente e mentalmente. Depois analisamos o que é que poderemos dizer ou não.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Queremos dar outra imagem"

Por Sporting CP
11 Mar, 2026

Técnico em conferência de imprensa após jogo em Bodø

Rui Borges esteve presente na sala de conferências de imprensa do Aspmyra Stadion, onde analisou as incidências da partida da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal com o FK Bodø/Glimt, para a primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League.

Impossível reverter a eliminatória?
"Claramente não. É um jogo menos conseguido da nossa parte, estivemos longe do que desejávamos. É um resultado pesado, mas acredito que todos nós, enquanto grupo, saímos um pouco frustrados pela incapacidade que tivemos e queremos dar outra imagem. Assumir a responsabilidade e fazer mais e melhor no próximo jogo. Não damos isto por acabado, como é lógico. Jogamos em nossa casa, é um resultado dilatado, como é certo, mas acredito que conseguiremos dar outra imagem."

Explicação para as dificuldades
"É responsabilidade do treinador e de mais ninguém. Tínhamos de ter tido outra atitude competitiva, fomos muito permissivos, podíamos ter tomado melhores decisões, mas deixámos o jogo ser o que o adversário queria. Tivemos dificuldade em ler marcações, criou-nos desconforto nos timings de pressão, num jogo que exigia muita disponibilidade física e não a tivemos. Tínhamos de a ter. Jogar bem não chega, principalmente nesta competição. Estão nos oitavos-de-final com muito mérito e hoje deram mais uma mostra disso. Mas a culpa é minha, assumo-a totalmente. Temos de fazer mais e melhor no próximo jogo e tenho a certeza de que o faremos."

Eliminatória fechada?
"[Exibição do adversário] Não me surpreendeu em nada. Estávamos pré-avisados para tudo o que aconteceu no jogo, mas não tivemos disponibilidade para correr e, quando essa parte competitiva não acontece, não adiantam táticas. É preciso percebermos se foi cansaço, relvado... por que é que não tivemos essa atitude, e temos de a ter. Tinha de existir. Deixámos o jogo entrar em transições e não queríamos, andámos o jogo todo a deixar o Bodø nesses processos. Que nos sirva de lição a todos, a mim principalmente, mas aos jogadores também. Sabiam qual era a energia necessária para ser competitivos perante esta grande equipa. A eliminatória está difícil, mas não está fechada."

Mensagem para os adeptos
"Percebo a frustração deles, é normal. Não estão mais frustrados do que nós, mas peço que estejam lá [no segundo jogo]. Precisamos da energia deles, de todos. (...) Desde que aqui estou tem sido importante e vai voltar a ser. Acredito mesmo que temos de dar, e iremos dar, outra imagem."

O sintético condicionou?
"Não pode servir de desculpa. Para uma equipa que gosta de ter bola, tecnicamente evoluída, acaba por condicionar. Mais do que essa parte, a parte competitiva e a disponibilidade física têm de lá estar. Há jogadores que não estão no seu máximo e temos de os ter lá, estando ou não na sua plenitude física, e o Luis Suárez é um exemplo, porque não temos outras soluções. Notou-se claramente que não estava com a mesma energia, porque tem alguns problemas físicos. Nós sabemos disso, quem está de fora não.

Mas se calhar não escolhi bem, digo eu. Vou defender sempre os jogadores, mas eles sabem que tínhamos de ter outra atitude competitiva. Não estou a dizer que faltou atitude, mas não chegava sermos iguais a nós próprios. Tínhamos de ser mais porque a outra equipa é fisicamente muito exigente. Não chega só a parte tática ou técnica neste patamar. Temos de ter mais exigência. O futebol é assim e nós não estivemos dentro dessa exigência.

É um jogo que não correu como desejávamos, fomos penalizados, mas também podíamos ter feito golo em dois ou três lances. Acredito muito, muito mesmo, que na próxima terça-feira faremos algo diferente."

Foto José Lorvão

Sporting CP derrotado em Bodø

Por Sporting CP
11 Mar, 2026

Leões com noite difícil na Noruega (3-0)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu esta quarta-feira com o FK Bodø/Glimt por 3-0, na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League. Na Noruega, os Leões de Rui Borges sentiram muitas dificuldades para suster a rápida equipa da casa, que, extremamente eficaz, construiu um resultado que obrigará os verdes e brancos a superar-se no Estádio José Alvalade.

Com seis baixas para o encontro, o técnico verde e branco promoveu três alterações em relação à última partida na Liga e lançou Giorgios Vagiannidis, João Simões e Luís Guilherme de início no tapete sintético do glacial Aspmyra Stadion. Com os termómetros a marcar 5ºC, mas uma sensação térmica bastante inferior, o ambiente no estádio esteve sempre a ‘ferver’ e, ainda antes do apito inicial, surpreendeu o espectáculo de fogo de artifício com que a equipa da casa foi celebrada.

O Sporting CP começou bem a partida e, logo aos três minutos, criou algum perigo numa combinação entre Geny Catamo e Giorgios Vagiannidis. Depois, foram Francisco Trincão e Luis Suárez a mostrar bom entendimento e a conquistar o primeiro pontapé de canto do encontro, aos seis minutos. Na sequência da marcação, o colombiano ganhou a bola e disparou sem hesitar, mas o remate saiu com um desvio pela linha de fundo.

O FK Bodø/Glimt assustou os Leões pela primeira vez aos oito minutos, após um ataque rapidíssimo pela direita. O remate de Jens Petter Hauge passou tão perto da baliza que, nas colunas do estádio, chegaram mesmo a soar acordes de celebração. Felizmente para Rui Silva e companhia, tratou-se apenas de uma ilusão de óptica.

Contudo, e com os noruegueses a assumirem e a acelerarem o jogo, a partir dos dez minutos os verdes e brancos começaram a sentir algumas dificuldades para fechar os acessos à sua área. Aos 13’, Ole Blomberg voltou a aparecer pela direita e cruzou para zona perigosa, mas o guardião Leonino agarrou sem dificuldades.

Apesar de sem criar ocasiões flagrantes, os anfitriões mostravam-se naturalmente mais confortáveis no terreno e, a meio da primeira parte, assumiam quase total controlo das operações. Ainda assim, aos 24’, o jogo partiu e, em poucos segundos, podia ter havido golo numa e noutra baliza. Primeiro, Hakon Evjen surgiu isolado frente a Rui Silva, que negou o golo com uma enorme mancha. Depois, Luís Guilherme galgou terreno pela esquerda e rematou, mas também à figura de Nikita Haikin.

À meia hora de jogo, o FK Bodø/Glimt confirmou a superioridade e chegou mesmo ao golo. Apesar dos protestos verdes e brancos, o árbitro apontou para a marca de grande penalidade após um lance entre Giorgios Vagiannidis e Sondre Fet. O próprio médio norueguês assumiu a cobrança e, com frieza, converteu o castigo máximo, inaugurando o marcador no limiar do Círculo Polar Árctico.

Nos minutos seguintes, o Sporting CP procurou ter mais bola e instalou-se no último terço, mas esbarrou sempre na bem organizada linha defensiva norueguesa e, sobretudo, em alguma falta de clarividência na decisão. Aos 42’, exemplo disso foi Luis Suárez, que puxou da esquerda para dentro e tentou o remate. Com muitos homens pela frente, a bola perdeu-se nas pernas de um adversário.

Ao cair do pano da primeira parte, o Sporting CP sofreu o 2-0. Ole Blomberg, habitual ala direito da equipa norueguesa, apareceu à entrada da pequena área pela esquerda, confundindo as marcações da equipa verde e branca, e veloz como um raio entrou na área e rematou sem hipóteses para Rui Silva.

Uma primeira parte muito dura para os Leões de Alvalade, que nunca conseguiram travar a velocidade e o poderio do FK Bodø/Glimt, nem mostrar-se plenamente adaptados ao sintético e às baixas temperaturas.

No regresso dos balneários, o Sporting CP entrou mais pressionante e também mais contundente, dando rapidamente sinais de querer inverter o resultado. A primeira oportunidade para reduzir surgiu aos 52 minutos, pelos pés de Luis Suárez. Após consecutivos desvios de cabeça na área, a bola sobrou para o avançado colombiano que, pouco enquadrado, ainda tentou alvejar a baliza. O remate passou a centímetros do poste esquerdo do guardião da casa e o perigo viajou, a alta velocidade, para o lado oposto do relvado. Aos 56 minutos, Gonçalo Inácio ficou perto do autogolo após mais um contra-ataque dos noruegueses, mas o desvio do camisola 25 acabou por sair pela linha de fundo.

Lançados para o ataque, os visitantes continuaram a dar sinais de melhoria exibicional e estiveram muito próximos do 2-1 aos 60 minutos. Luis Suárez surgiu novamente lançado pela esquerda e tentou o remate entre as pernas de Nikita Haikin, que agarrou a bola a dois tempos.

Sem perder tempo, Rui Borges fez três alterações de uma assentada aos 63 minutos e lançou Hidemasa Morita, Nuno Santos e Souleymane Faye, em estreia na competição. Contudo, o FK Bodø/Glimt voltou a mostrar-se mortífero no ataque e, aos 71 minutos, fez o 3-0. Num lance dividido na área, Kasper Hogh levou a melhor e empurrou a bola para o fundo da baliza verde e branca.

A equipa verde e branca continuou, ainda assim, à procura de regressar a Lisboa com pelo menos um golo na bagagem, com Daniel Bragança a entrar para os últimos dez minutos de jogo.

Foi, porém, o FK Bodø/Glimt a ficar novamente perto de marcar, numa jogada rápida pelas alas. O remate cruzado de Jens Petter Hauge, à entrada da área, saiu ligeiramente desenquadrado.

Até ao final da partida, os da casa continuaram a controlar as incidências do encontro perante uns Leões que, sem espaço no corredor central, não mais conseguiram romper pelas alas. A excepção aconteceu já aos 90’, mas num lance de manifesta infelicidade o remate de Luis Suárez ressaltou num colega e fez um balão no sentido contrário ao desejado.

Os dois emblemas voltam a encontrar-se dentro de uma semana, dia 17 de Março, no Estádio José Alvalade, às 19h45, para o jogo que fecha a eliminatória.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Gonçalo Inácio, Ousmane Diomande, Giorgios Vagiannidis (Nuno Santos, 63’), Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, Luís Guilherme (Daniel Bragança, 80’), Francisco Trincão, Geny Catamo (Souleymane Faye, 63’) e Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Morten Hjulmand (20’).

Foto José Lorvão

Bodø, a cidade do vento, do mar e do futebol

Por Sporting CP
11 Mar, 2026

A Noruega prepara-se para receber o Sporting CP num dos palcos mais singulares do futebol europeu

Situada logo acima do Círculo Polar Árctico, Bodø é uma cidade moldada pelo mar e pelo vento, duas presenças constantes que ajudam a definir o ritmo de vida no norte da Noruega. Hoje com cerca de 50 mil habitantes, a maior cidade do condado de Nordland foi praticamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída depois do conflito, razão pela qual o seu traçado urbano é simples, funcional e surpreendentemente compacto.

Tudo parece acontecer a poucos minutos de distância: o pequeno aeroporto, pouco preparado para afluências invulgares e aviões de grande porte, fica a escassos instantes do Aspmyra Stadion, casa do FK Bodø/Glimt. E o centro da cidade é ali ao lado.

Essa proximidade torna Bodø fácil de percorrer e quem chega rapidamente aprende a calcorrear sem mapa as suas ruas, nas quais os edifícios relativamente baixos e as varandas largas e luminosas revelam interiores cuidados e bem decorados. Muitas delas exibem bandeiras amarelas do clube local, criando uma imagem que faz lembrar o ambiente promovido por Luiz Felipe Scolari em Portugal durante o Euro’2004, quando o entusiasmo se espalhava pelas fachadas das casas.

Em Bodø, porém, a sensação não é apenas de pertença, já que as janelas amplas e os interiores visíveis parecem sugerir que a privacidade é um conceito menos rígido por estas latitudes. Funcionam, quase, como um convite involuntário à curiosidade de quem passa.

Para uma cidade de dimensão modesta e pouco marcada pelo turismo de massas, surpreende também a quantidade de hotéis concentrados em poucos quarteirões. Ao caminhar pelo centro, surgem cafés (os seus apreciadores dificilmente ficarão fãs da bebida aguada que por cá se consome), algumas lojas de recordações e vitrines onde não faltam peças de roupa de montanhismo, livros de Dan Brown a 40% de desconto e referências constantes à cultura local.

A contemplar quem passa, erguem-se pequenas figuras de vikings e criaturas do folclore nórdico, sobretudo duendes, lado a lado com as lembranças típicas da região. Em muitas dessas lojas vendem também diferentes tipos de snacks de bacalhau, embalados para consumo rápido, mas curiosamente, e ainda que se assuma que esta é a sua casa, o peixe não surge com destaque nos menus dos restaurantes mais populares.

A verdadeira forma do nome da cidade, que se pronuncia “Buda”, é uma das primeiras curiosidades linguísticas que quem chega aprende. “Olá” diz-se “hei” e “não” diz-se “nei”. Há espaço para a confusão. Já a moeda local, a coroa norueguesa desapareceu praticamente de circulação. Tudo se paga com cartão, o que para o comum turista é um alívio. Não para as carteiras, porém; os valores são bem mais altos do que em Lisboa.

A proximidade constante do mar recorda também a origem portuária da cidade. O porto de Bodø continua a ser um ponto central da vida local e um dos principais acessos às ilhas do arquipélago de Lofoten, que se estende ao largo da costa. Durante séculos, a pesca desempenhou um papel fundamental na economia desta região do norte da Noruega e, ainda hoje, muitas comunidades vivem dos recursos do mar e das actividades ligadas à indústria piscatória.

Mesmo junto ao porto, numa pequena ilha chamada Nyholmen, permanecem os canhões que integravam o sistema de defesa costeira instalado durante a Segunda Guerra Mundial, vestígios silenciosos de um período em que Bodø era diferente.

Indestrutível é a paisagem natural, e é ela que verdadeiramente molda o carácter do lugar. Na ponta mais distante do Bratten Aktivitetspark, uma área de lazer e desporto, o mar da Noruega estende-se diante das montanhas e dos fiordes, criando uma vista impressionante mesmo quando o céu amanhece nublado. A neve, por vezes insistente, pode tornar o passeio menos confortável, e o vento que atravessa a costa faz-se sentir com intensidade. Em Março, e com temperaturas na ordem dos 5 °C, a sensação térmica desce facilmente para valores negativos, próximos dos -2 °C. Porém, a tranquilidade que abraça olhos pouco acostumados a tal imensidão rapidamente faz esquecer qualquer incómodo.

Postal da zona é também a zona de Saltstraumen. Aí corre o rio com o caudal mais forte do mundo, capaz de gerar correntes que atingem velocidades próximas dos 40 km/h, e à entrada da localidade ergue-se uma igreja construída há 141 anos, em memória das 16 pessoas que, em 1869, a caminho da igreja vizinha de Bodin, perderam a vida ao atravessá-lo de barco.

Nas margens do estreito e na área envolvente permanecem também vestígios da presença viking e da Idade do Ferro, memória de que estas águas fazem parte de uma história muito mais antiga do que a própria cidade. A riqueza natural da zona ajuda a explicar essa continuidade ao longo dos séculos. A abundância de aves, peixes e mamíferos marinhos tornou a região habitável desde tempos remotos, permitindo que as comunidades locais sobrevivessem graças aos recursos do mar. A diversidade de espécies que hoje se observa na área é, em grande medida, semelhante à que sustentou gerações anteriores, e tudo isto sabemo-lo porque são muitas as placas informativas em diversas línguas que acolhem qualquer visitante que por ali passe.

De regresso a Bodø, a escala humana da cidade volta a revelar-se. O Aspmyra Stadion, casa do FK Bodø/Glimt, encaixa-se naturalmente no meio urbano. É um recinto relativamente pequeno e cheio de particularidades: além de albergar um complexo residencial (já lá vamos!), numa das suas laterais funciona um supermercado. Já a zona que em dias de jogo serve como Media Working Area é, no quotidiano, utilizada como creche.

Bruno Quadros, brasileiro emigrado em Bodø, vive precisamente num desses apartamentos cuja janela oferece uma vista panorâmica para o relvado do Aspmyra Stadion. Nos últimos tempos, os vídeos e fotografias que partilha desse ponto privilegiado têm recebido cada vez mais atenção online e, em declarações à Sporting TV, o mecânico contou como tudo começou.

"É maravilhoso, uma experiência fantástica. Nunca na vida imaginei que estaria a morar aqui, neste apartamento, a metros de distância do relvado, nem este desempenho do FK Bodø/Glimt. Ver grandes equipas jogar aqui, a metros de distância, não tem preço", confessou o apaixonado por futebol.

Ao perceber o interesse que aquele ponto de vista único despertava, Bruno começou a publicar conteúdos nas redes sociais para promover “a cidade, a cultura local e também o futebol do FK Bodø/Glimt”. E, apesar da ligação à cidade norueguesa, a admiração pelos maiores símbolos da formação Leonina continua bem presente.

"Eu sou um grande admirador do Luís Figo e do Cristiano Ronaldo, existe um respeito muito grande", contou, já com o olhar voltado para a visita verde e branca. Por isso, quando soube que o Sporting CP jogaria em Bodø, teve a ideia de convidar, através de um sorteio, alguns adeptos portugueses a acompanhá-lo de… camarote. E foi assim que, quando subiram ao sintético do Aspmyra para o treino de adaptação, os Leões foram surpreendidos por uma pequena mas ruidosa claque improvisada. Uma espécie de "meninos, estão à janela" do futebol, com as bandeiras "à lua" e vista directa para o relvado onde, dentro de poucas horas, se jogará mais uma noite europeia.

Cheia de detalhes inesperados, Bodø vive entre a tranquilidade de uma cidade do norte e a vibrante e repentina força de um clube que mobiliza toda a comunidade. Décima segunda maior cidade da Noruega, entrou no mapa mediático graças ao sucesso europeu do FK Bodø/Glimt, protagonista de campanhas marcantes nas competições da UEFA. Entre o mar, o vento e o futebol, nesta cidade do norte onde tudo parece acontecer a poucos passos de distância, em noites de céu limpo é possível assistir ao espectáculo natural das auroras boreais. A chuva e a neve que têm marcado estes dias não permitiram ainda esse privilégio, mas fica a esperança de que o verde se espalhe por Bodø de outra forma.

Foto José Lorvão

A ascensão meteórica do FK Bodø/Glimt e as aspirações verdes e brancas

Por Sporting CP
10 Mar, 2026

Frente a frente estarão, esta quarta-feira, as duas equipas-sensação da UEFA Champions League

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal já está na Noruega, onde esta quarta-feira, às 20h00 de Portugal Continental (mais uma hora na terra dos fiordes), joga com o FK Bodø/Glimt a primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League.

Há poucas temporadas, este seria um duelo improvável, que dificilmente cruzaria o imaginário do adepto comum de futebol. Em 2017, o FK Bodø/Glimt disputava a segunda liga norueguesa e, no seu palmarés, repousavam apenas duas distantes Taças da Noruega (1975 e 1993) e um título da segunda divisão local (2013), ao qual se somaria outro conquistado no final dessa temporada.

A subida de divisão significou uma viragem absoluta na realidade do clube da pequena cidade de Bodø, que nos últimos nove anos conquistou quatro ligas norueguesas (2020, 2021, 2023, 2024) e, degrau por degrau, tem impressionado a Europa do futebol nos últimos anos - primeiro na UEFA Conference League, depois na UEFA Europa League e, agora, na maior competição de clubes do mundo. Um marco indelével para o FK Bodø/Glimt, que é já o primeiro clube norueguês a chegar a uma fase tão avançada da Liga dos Campeões.

O que é que justifica este crescimento relâmpago - termo apropriado, já que é essa a tradução literal de glimt - do emblema fundado em 1916 e que, 110 anos após o seu nascimento, participa pela primeira vez na prova?

Sem competir na Eliteserien desde 30 de Novembro do ano passado, os nórdicos não tinham ainda vencido na Fase de Liga até ao cair do pano do campeonato local, que deixaram escapar por um ponto na jornada final da prova.

Com tempo para dedicar ao projecto europeu, e talvez uma ponta de frustração a empurrar os ventos de sorte, ou do Norte, que sopram em Bodø, os noruegueses alteraram súbita e radicalmente a rota deste percurso, que começou ainda em Agosto, quando eliminaram o SK Sturm Graz por 6-2 na Champions Path.

Já no arranque da Fase de Liga, o FK Bodø/Glimt somou três empates, frente a Slavia Praha, Tottenham e Borussia Dortmund, e três derrotas, diante de Galatasaray, AS Monaco e Juventus FC. A mudança deu-se já neste ano civil, quando duas inesperadas vitórias frente aos colossos Manchester City (3-1), em casa, e Atlético de Madrid (1-2), fora, valeram aos noruegueses o 23.º lugar na Fase de Liga e presença assegurada no play-off.

No duelo com o Internazionale FC, que terminara na 10.ª posição, o FK Bodø/Glimt voltou a deixar de boca aberta a Europa do futebol. E se na Noruega a formação escandinava venceu os transalpinos por 3-1, na semana seguinte voltou a impor-se em pleno Giuseppe Meazza (2-1), garantindo um merecido lugar nos oitavos-de-final da prova.

Com exibições seguras, um futebol ofensivo, dinâmico e de forte identidade colectiva, os noruegueses apresentam um plantel composto quase exclusivamente por nórdicos, já que a única excepção, igualmente proveniente de elevadas latitudes, é a de Nikita Haikin, guarda-redes russo habitualmente titular na equipa. No total, são 20 noruegueses, três dinamarqueses e um sueco no grupo e todos estão à disposição do treinador Kjetil Knutsen, cuja principal estrela será muito provavelmente o avançado Kasper Hogh, a quem os defesas verdes e brancos terão de dedicar especial atenção.

Há cinco dias, o FK Bodø/Glimt voltou a competir internamente e venceu por 1-2 na casa do FK Molde, em jogo a contar para a jornada 4 da NM Cupen, a taça local. A ronda anterior jogara-se... em Setembro.

Por isso, Rui Borges sabe que os noruegueses, com um calendário mais folgado, grande consistência frente a adversários de topo e uma provada capacidade para competir em casa e fora, são um adversário que não pode nem deve ser desvalorizado. Até porque a deslocação ao Aspmyra Stadion trará também desafios particulares aos portugueses.

O estádio situa-se acima do Círculo Polar Árctico e o seu tapete relvado é sintético, muito devido às extremas condições climatéricas que dificultam a manutenção de um campo natural durante grande parte do ano. Esperam-se, apesar de o Inverno rigoroso abrir já caminho à Primavera, temperaturas ainda próximas dos zero graus, mas com sensação térmica negativa, que podem ser acompanhadas por fortes ventos, chuva ou mesmo neve.

O Sporting CP enfrenta, por isso, um duplo desafio a abrir a eliminatória: joga perante um adversário muito moralizado e precisa de se adaptar rapidamente a um contexto climático e competitivo muito distante do habitual. Assim, e com a segunda partida marcada para o Estádio José Alvalade, o conjunto liderado por Rui Borges procurará levar para Lisboa a decisão em posição favorável.

Com os Leões em busca de uma também histórica presença nos quartos-de-final da competição, que foge há mais de 40 anos, e depois de uma campanha para os livros na Fase de Liga, a equipa verde e branca quer continuar a escrever uma página marcante no seu percurso internacional e afirmar-se entre os oito melhores da Europa.

Depois do empate em Braga para a Liga Portugal, os Leões dão na fria Noruega o primeiro passo para tornar real esse objectivo. Ao início da tarde, subiram pela primeira vez ao tapete verde do Aspmyra Stadion, eram 18h00 locais. Antes, em conferência de imprensa, Rui Borges garantiu esperar um "adversário forte, competitivo e intenso", e traçou paralelos entre uma equipa e outra.

"São duas equipas com uma ambição enorme, diferentes na sua ideia, mas competitivas e ambiciosas. Determinadas, colectivamente, em querer marcar o seu nome na história, e individualmente com cada jogador também à procura desse sentimento de ficar na história do clube. Nisso, são muito idênticas. Quanto ao jogo, cada uma com as suas armas, mas duas graças equipas", afirmou.

Já Francisco Trincão mostrou a ambição e diz que o Sporting CP quer "continuar a fazer história" na Liga dos Campeões". Apesar disso, e como lembrou Morten Hjulmand ainda em Lisboa, o grupo tem "muito respeito pelo FK Bodø/Glimt". "Mesmo não sendo um dos maiores clubes da Europa, conseguiram resultados fantásticos na UEFA Champions League e, na temporada passada, na UEFA Europa League. Sabemos que serão dois jogos muito difíceis contra eles", acrescentou.

Sem Ricardo Mangas, Giorgi Kochorashvili e Fotis Ioannidis disponíveis para o encontro, ausências às quais se junta ainda a de Geovany Quenda, Rui Borges também não poderá contar com Pedro Gonçalves e Maxi Araújo, que, apesar de castigados, voaram com a equipa para a terra dos vikings.

Essa união diz, aliás, muito da principal força dos Leões de Alvalade, que mesmo debaixo de baixas temperaturas e desfalcados para a luta prometem colocar as garras de fora - e terão o apoio dos Sportinguistas nessa batalha. Em Bodø, no limite do círculo polar árctico, começa a jogar-se o primeiro capítulo de uma eliminatória que pode levar o Sporting CP a uma presença nos quartos-de-final da UEFA Champions League.

E se o passado frente a equipas norueguesas tem sido favorável aos Leões, o conjunto verde e branco procurará dar continuidade a esse saldo positivo já esta quarta-feira, no extremo Norte da Europa. 

Foto José Lorvão

Informações para os Sportinguistas em Bodø

Por Sporting CP
10 Mar, 2026

Meeting point definido é Hundholmen Brygghus

O Sporting Clube de Portugal informa os Sócios e adeptos que se vão deslocar ao jogo da equipa principal de futebol em casa do FK Bodø/Glimt (11 de Março às 21h00, hora local), referente à primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League, que o meeting point definido é Hundholmen Brygghus a partir das 18h00 locais.

O cortejo dos Sportinguistas vai seguir a pé para o Aspmyra Stadion, palco do desafio, às 19h00 e com a polícia local. O percurso tem cerca de 1200 metros e a duração de perto de 20 minutos.

No estádio, a venda de bebidas alcoólicas é proibida. Os adeptos alcoolizados podem ser sujeitos a testes de alcoolemia e impedidos de entrar no estádio.

Na Noruega, a utilização de pirotecnia é proibida no interior e exterior de estádio. No caso de ser utilizada, os adeptos serão impedidos de ver o jogo no estádio.

MUITO IMPORTANTE
O Sporting CP foi novamente sancionado disciplinarmente pela UEFA devido ao uso de pirotecnia por parte dos seus adeptos. Esta sanção, que consiste na proibição de venda de bilhetes aos seus adeptos para os jogos fora das competições europeias, encontra-se suspensa por dois anos. Porém, caso venha a verificar-se nova infracção, a UEFA executará a mesma de imediato. Apelamos a todos os Sportinguistas que acompanham a equipa a terem uma conduta de total fair-play, elevando além-fronteiras o bom nome do Sporting CP e transformando o jogo desta quarta-feira em Bodø num momento de festa e alegria, assegurando o apoio à equipa Leonina em todos os momentos.

Foto José Lorvão

Treino de adaptação em Bodø

Por Sporting CP
10 Mar, 2026

Leões já pisaram o sintético do Aspmyra Stadion

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal treinou ao final da tarde desta terça-feira no Aspmyra Stadion, casa do FK Bodø/Glimt e palco do encontro da primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League entre os dois emblemas.

Às 18h00 locais, menos uma hora em Portugal Continental e na Madeira, os Leões fizeram assim o primeiro reconhecimento do tapete sintético do recinto. Apesar de os termómetros marcarem 5ºC, a sensação térmica de -1ºC ajudou também a preparar aquele que será mais um exigente teste para o encontro. Amanhã, à hora do apito inicial, são esperados precisamente 0ºC em Bodø.

Foto José Lorvão

Francisco Trincão: "Continuar a fazer história"

Por Sporting CP
10 Mar, 2026

Médio antecipa duelo com o FK Bodø/Glimt no Aspmyra Stadion (quarta-feira, 20h00)

Francisco Trincão fez a antevisão ao jogo desta quarta-feira, no qual a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal mede forças com o FK Bodø/Glimt em jogo da primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League. A partida no Aspmyra Stadion está marcada para as 20h00 de Portugal Continental e Madeira.

Fazer história novamente
"Queremos continuar a fazer história. Sabemos que é um jogo difícil, com condições diferentes das a que estamos habituados, mas o treino de hoje é para isso mesmo - para nos adaptarmos ao campo e ao clima."

Condição física
"Diria que estou bem fisicamente, como todos os meus colegas. Pagam-nos para isso, para estarmos bem e recuperarmos da melhor forma (risos). O clube também nos dá as melhores condições para isso."

Renovação de contrato
"Eu digo sempre que sou e sempre fui muito feliz no Sporting CP, é o meu clube e será sempre assim."

Como é que as diferentes condições afectam em campo?
"A bola pode rolar de forma diferente, pode saltar um bocadinho mais, mas viemos com tempo também por causa disso, para nos habituarmos as estas condições. Se a bola estiver molhada pode rolar um bocadinho mais rápido ou saltar mais se estiver mais seca. Vamos ter tempo para perceber isso e analisar da melhor forma."

Eliminatória a duas mãos
"Sabemos que com dois jogos é sempre diferente, mas claro que vamos entrar para ganhar o jogo. [A atitude] não pode mudar por ser em duas partes. Entramos sempre para ganhar, mas sabemos que do outro lado está uma grande equipa, que fez grandes jogos, e nós temos de fazer a nossa parte."

Favoritismo
"Diria que é 50-50, mas diria isso de qualquer adversário, porque na UEFA Champions League tudo pode acontecer, todas as equipas são boas. Nestes jogos, os detalhes fazem a diferença. Portanto, acho que é muito por aí. É 50-50 e quem estiver melhor preparado vai ganhar o jogo."

Dificuldade para driblar

Por acaso, nos últimos dias, falei com o Dani [Bragança], a dizer que devíamos jogar este jogo descalços, a lembrar um bocadinho que fazíamos nos treinos da formação... Vai passar muito por fazer o meu jogo. É um jogo de futebol e o treino vai ajudar a ter melhores sensações e a estarmos da melhor forma possível amanhã.

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