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Foto César Santos

Coates: "Quero dar tudo por quem confiou em mim"

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland

Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.

“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.

A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.

“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.

Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.

Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana. 

Foto César Santos

Bruno de Carvalho: “Não há campeões antecipados”

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva

Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.

“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.

É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.

“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.

Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir. 

“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.

Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting. 

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes"

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Reacção à final da Taça de Portugal em conferência de imprensa

Após a final da Taça de Portugal perdida diante do SCU Torreense (1-2 a.p.), Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, no Estádio Nacional.

Análise ao jogo
“Tínhamos de ser mais proactivos do que reactivos. Estivemos sempre apenas a tentar reagir a todos os momentos e não tivemos a intensidade que queríamos no último terço. Apesar de tudo, fomos controlando o jogo, tirando o primeiro lance de bola parada em que o SCU Torreense teve mérito e foi feliz para fazer o 1-0. Andámos sempre atrás do prejuízo contra uma equipa que defende muito bem, com linhas de cinco, seis e sete [jogadores]. Dificultou-nos a tarefa e nunca conseguimos ser um Sporting CP à nossa verdadeira imagem. Mesmo com a malta que entrou, o registo do jogo não mudou muito.
Temos de levantar a cabeça e perceber o que temos de fazer melhor, não só neste jogo mas em toda a época. É ingrato, porque por tudo o que demonstramos ao longo da época merecíamos, mas isso não chega. Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes.”

Relevância do golo sofrido cedo no desenrolar do jogo
“Se não ganhámos é porque não merecemos, mereceu o adversário, porque com muito ou pouco foi eficaz. Acho que sofrer o golo no início criou alguma desconfiança e até algum cansaço mental. Jogámos contra uma equipa de escalão inferior, mas isso nada significava, tinha dito isso e não fomos capazes de ser um Sporting CP com uma qualidade acima do normal.”

Impacto desta derrota no último jogo da temporada
“Deixa marca no grupo, porque queríamos ganhar e não fomos capazes. O que está em causa é o Sporting CP e num clube como o nosso temos de sentir e perceber no que temos de crescer para não chegar ao fim da época sem conquistas. Ninguém quer, nós não gostamos e os adeptos também não, e é natural.”

Balanço da época sem conquistas
“Não foi positiva, porque o que fomos capazes de fazer ao longo da época tinha de culminar em conquistas. Estivemos nas finais, mas não conseguimos. Não podemos estar felizes com o que foi a época, como é lógico. Temos de perceber o que temos de melhorar para que no futuro sejamos um Sporting CP mais forte.
Em momentos-chave não fomos tão fortes como deveríamos e temos de perceber o porquê. O Clube vive de conquistas, não o conseguimos e dói, claro. A todos.”

Desagrado dos adeptos no final
“O descontentamento é natural, faz parte desde que haja respeito. Não estão mais tristes do que nós, com toda a certeza. Queríamos muito ganhar. Os adeptos foram incansáveis no apoio e temos de saber viver com esse descontentamento.”

Opção de Ousmane Diomande no banco
“Foi opção, apenas e só. No último jogo a equipa fez um belíssimo jogo e ele não jogou. Foi uma decisão minha e não perdemos a Taça por não jogar o Diomande na fase inicial.”

Mais pressão para a próxima época?
“Já entrei no Sporting CP ‘sob brasas’. A contestação é natural, e mau seria se assim não fosse. Não estão felizes, tal como nós não estamos. É normal em qualquer clube do mundo, por isso percebo. Levanto a cabeça, faço o meu trabalho e sigo o meu caminho.”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Derrota na final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Sporting CP perde com o SCU Torreense após prolongamento (1-2)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, este domingo, por 1-2 após prolongamento com o SCU Torreense na final da Taça de Portugal.

Depois de muitas horas de festa da Taça nos arredores do Estádio Nacional, no Jamor, a final da prova-rainha começou e o Sporting CP repetiu o mesmo onze que havia defrontado o Gil Vicente FC na última jornada da Liga Portugal.

Em natural maioria, os Sportinguistas fizeram-se ouvir e apoiaram a equipa desde o primeiro minuto, mas viram o adversário inaugurar o marcador no quarto. Canto da esquerda, cabeceamento de Leo Silva ao primeiro poste e finalização - também de cabeça - de Kévin Zohi ao segundo. 0-1 e vantagem da formação de Torres Vedras.

A correr atrás do prejuízo desde bem cedo, o Sporting CP partiu para cima do adversário e podia ter empatado aos 11', quando Pedro Gonçalves foi lançado em velocidade pela esquerda e a bola chegou a Luis Suárez, que rematou de calcanhar, mas falhou o alvo.

Pouco depois, Lucas Paes foi obrigado a defender uma bola de Pedro Gonçalves para canto e, na tentativa de resposta, Costinha rematou de muito longe e sem qualquer pontaria. Pouco depois, nova intervenção do guarda-redes do SCU Torreense, desta feita perante a investida de Francisco Trincão.

A melhor ocasião verde e branca até então surgiu aos 20', quando uma recuperação de bola no ataque permitiu a Hidemasa Morita descobrir Pedro Gonçalves com magia, mas o português atirou por cima.

Já após a meia-hora, o Sporting CP ficou ainda mais perto do empate e novamente através de Pedro Gonçalves: servido por um belo passe longo de Gonçalo Inácio, o camisola 8 trabalhou bem e rematou ao seu jeito, mas acertou no poste.

Até ao intervalo, destaque para um livre de Pedro Gonçalves a passar perto e para uma boa jogada que terminou com um remate de Luis Suárez com boa defesa de Lucas Paes, que voltou a intervir no minuto seguinte. No final do primeiro tempo, o Sporting CP já merecia o golo, mas o SCU Torreense estava na frente por 0-1.

A abrir a segunda parte, e depois de alguns ataques ameaçadores, o 1-1 foi finalmente uma realidade. A pressão de Maxi Araújo obrigou um adversário a cometer um erro e a bola foi para o coração da área, onde Luis Suárez brilhou e rematou com muita qualidade para o fundo das redes. Mais um belo golo do colombiano, o 38.º ao serviço do Sporting CP.

A reviravolta podia ter sido completada logo a seguir, mas Morten Hjulmand, no seguimento de um pontapé de canto, não cabeceou com pontaria. Aos 63', Geny Catamo enviou mesmo a bola para o fundo das redes, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo.

Já após um livre perigoso batido por Francisco Trincão para as mãos de Lucas Paes, Rui Borges tirou Georgios Vagiannidis e Hidemasa Morita para colocar Ousmane Diomande e Luís Guilherme. Faltavam pouco mais de 20 minutos para os 90'.

A final da Taça de Portugal, contudo, perdeu intensidade à medida que o fim da tarde ia chegando, o que se fez notar na clara falta de oportunidades de golo nesta fase. Numa das raras aproximações, Gonçalo Inácio lançou Luis Suárez na profundidade e este, na tentativa de bisar, falhou o alvo.

Insatisfeito com o 1-1, o Sporting CP pressionou mais o SCU Torreense nos últimos minutos. Aos 86', de longe e com força, Morten Hjulmand atirou para boa defesa e Lucas Paes e, já depois dos 90' e com Daniel Bragança e Geovany Quenda nos lugares de Pedro Gonçalves e Geny Catamo, Gonçalo Inácio ficou perto de cabecear para golo num pontapé de canto.

O 1-1 prevaleceu e as decisões seguiram para o prolongamento no Jamor.

Os primeiros dez minutos do tempo extra não trouxeram nada de novo, com o único lance digno de registo a ser o golo anulado ao SCU Torreense, novamente por fora-de-jogo.

Rafael Nel substituiu Eduardo Quaresma aos 100' e o Sporting CP teve duas oportunidades até ao intervalo. Na primeira, Luis Suárez fahou o tiro e a bola sobrou para Francisco Trincão, que permitiu a defesa a Lucas Paes. O guardião voltou a intervir, desta feita aos 105+2' e numa investida do próprio Luis Suárez.

Na segunda metade do prolongamento, contudo, o SCU Torreense conquistou um pontapé de penálti que, para piorar a situação Sportinguista, resultou no cartão vermelho a Maxi Araújo. Na conversão, Stopira fez o 1-2 para os de Torres Vedras. Na resposta, Rui Borges trocou Gonçalo Inácio por Souleymane Faye.

Até ao final, o Sporting CP ainda ameaçou no cabeceamento de Ousmane Diomande e nos remates de Francisco Trincão e Luís Guilherme, mas o 1-2 prevaleceu.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis (Ousmane Diomande, 69'), Eduardo Quaresma (Rafael Nel, 100'), Gonçalo Inácio (Souleymane Faye, 114'), Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Luís Guilherme, 69'), Geny Catamo (Geovany Quenda, 90+2'), Francisco Trincão, Pedro Gonçalves (Daniel Bragança, 90+2') e Luis Suárez.

Foto Isabel Silva

A festa a verde e branco antes da final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Onda Verde inundou mata do Jamor pelo terceiro ano seguido

Jamor é sinónimo de Taça de Portugal, festa, família e, ultimamente, de Sporting Clube de Portugal. Pelo terceiro ano seguido a equipa fecha a temporada no Estádio Nacional com o troféu da prova-rainha na mira e isso significa, também, que mais uma vez uma boa parte da mata circundante pinta-se e faz-se ouvir de verde e branco.

O dia é de festa e, por isso, começa bem cedo para os mais aventureiros ou, até, para os que não deixam que a distância os afaste. Uma breve caminhada pela labiríntica zona Norte do recinto, que este ano voltou a ficar destinada aos Sportinguistas, prova isso mesmo, porque entre a muita música, as geleiras, guarda-sóis e cadeiras que começam a chegar e as brasas já acesas, são inúmeros os pontos do país - e não só - representados aqui, no Vale do Jamor, em Oeiras. De Mangualde a Freamunde, passando por Peniche até… Londres.

Ora, vindos da capital de Inglaterra vieram Cristopher Pedrosa e o amigo Pedro, vestidos a rigor e com uma bandeira que delata a sua proveniência. “Nasci e vivo em Londres, mas os meus pais são portugueses. Emigraram para lá. O meu pai é Sportinguista ferrenho e é o responsável por eu também o ser”, contou o primeiro. Em Londres, os dois amigos estiveram na bancada do Emirates Stadium para ver o Sporting CP contra o Arsenal FC nos quartos-de-final da UEFA Champions League e, agora, marcaram férias de forma estratégica para estar em Portugal e, sobretudo, marcar presença na final da Taça e “aproveitar” a festa, pelo menos, no pré-jogo.

“Todos os anos em que o Sporting CP chega ao Jamor, nós não faltámos. É sempre assim. O Reino Unido tem boas equipas, mas não há disto”, deu conta Cristopher, corroborado por Pedro. “Este é o terceiro ano seguido que vimos, mas também já tínhamos estado contra o CD Aves [2017/2018] e contra o FC Porto [2018/2019]”, lembrou.

Agora, o derradeiro obstáculo é uma equipa da Liga 2 que é para encarar com “respeito máximo”. “O SCU Torreense tem mérito, porque chegar a uma final de Taça nunca é fácil”, acrescentou o jovem. Ainda assim, a vontade dos dois adeptos é clara. “É o último jogo da época e falta-nos um troféu. A equipa tem de deixar tudo em campo pelo símbolo e dar ainda mais festa aqui à malta”, salientou Pedro.

Enquanto uns ainda montam as tendas ou procuram o espaço - à sombra, de preferência - em que vão fazer a festa durante o dia, são muitas as famílias presentes que encontraram neste dia de Taça o plano ideal para passar em conjunto. Alguns pela primeira vez, até, como é o caso de uma família que empreendeu viagem desde São Martinho do Campo, em Santo Tirso. “Saímos às 3h30 e chegámos aqui às 8h30. Deixámos o carro lá em baixo tivemos de vir por aí acima”, respondeu Rui Ferreira, acompanhado pelo seu padrinho, Jaime Pereira.

Sem dúvidas já de que efectivamente se trata de um dia “completamente diferente”, os ingredientes trazidos para viver a festa do Jamor pela primeira vez são simples. “Alegria”, atirou desde logo, mas não só disso se alimenta um adepto num dia tão longo. “Trouxemos panados, bifanas, pão de ló, melão… A típica comida portuguesa”, disse o jovem Rui, sorridente.

Pouco depois, para compor esta família de sete pessoas, chegou Sara, que conseguiu bilhete para o jogo e, por isso, vai viver em pleno a experiência no Estádio Nacional. “É a primeira vez que vou assistir a uma final da Taça. Expectativa? A vitória do Sporting CP, claro!”, apontou, realçando que espera “um dia bem passado, acima de tudo”. “Vamos curtir o ambiente, sei que vai haver concertos também e, claro, comer e beber, porque isto tem de ir tudo vazio para cima (risos)”, avisou.

E quem começou a aproveitar aquilo que a FanZone - organizada pelo Sporting CP - teve para dar foi, desde logo, a filha Caetana, de apenas dois anos. Além do tambor personalizado que trouxe de casa e do seu boneco bebé, chamado “Pote” - revelou com a ajuda do pai - a pequena Sportinguista apresentou-se de cara pintada, como um leão.

“O meu Jamor é verde e branco”, lê-se no pórtico que serve de entrada à FanZone, onde cada vez mais adeptos se foram reunindo para aproveitar a Loja Verde presentes, os brindes disponíveis, as várias food trucks e a muita animação reservada até à hora de início do jogo. Pelo palco passou a banda Vizinhos e, como já é habitual, os Supporting, proporcionando um audível ensaio geral para muitos dos cânticos que se ouvirão nas bancadas.

Até lá, ainda é preciso passar pela hora de almoço e, por isso, a bola rola apenas entre amigos e em vários pontos da mata. E não há festa do Jamor sem porco no espeto, uma imagem que se sucede. Para isso, há quem se encomende aos profissionais, como Micaela Dias, desde as 6h30 à frente das brasas. “Assar lentamente e cortar fininho para que a carne não fique seca” é um dos segredos, revelou, preparando-se para dar de comer a “cerca de 140 pessoas”. Mais à frente e também de pinças na mão, outro profissional contratado para um extenso banquete garantiu, já visivelmente atarefado, que tem mais de 120kgs de carne para assar.

Muitos, por outro lado, trazem habitualmente o seu fogareiro e preparam uma refeição mais familiar. “Já é uma tradição. O cozinheiro é sempre o mesmo, eu, e vimos todos para a festa. Sempre atrás do Sporting CP”, disse Hélder Mendes, pai de dois jovens Sportinguistas, todos lisboetas, que trouxeram mais amigos. Porque “amigos também não podem faltar”, para lá da comida e bebida, atira um deles.

E para todos eles, frequentadores assíduos desta festa, o Jamor é também um espaço de memórias. Entre as melhores, a mais recente, a final da Taça vencida na época passada ao SL Benfica. “Estávamos todos na bancada”, contou um dos filhos, Vasco, que puxou ainda mais a fita atrás, precisamente à épica final contra o SC Braga, uma década antes. “Aquele golo do Fredy Montero aos 90’ e muitos! Eu e o meu pai estávamos mesmo na porta, quase a sair do estádio, e quando foi o golo ficámos malucos!”, recordou. Agora, o Sporting CP prepara-se para a sua 30.ª final da Taça no Jamor, onde venceu 16 das 18 que tme no palmarés.

Já com o pontapé de saída em mais uma final cada vez mais perto, todos coincidem na importância do que está em jogo. “É importante para fechar bem a época e, na próxima, vamos à procura de mais troféus”, afirmou o amigo Diogo.

A festa pré-jogo, mais uma vez, está feita e bem feita. Daqui para a frente, tudo depende do que aconteça no relvado do Estádio Nacional, palco que volta a ter os Leões na decisão pela terceira época seguida. É, também, o último jogo em 2025/2026.

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Merecemos terminar com um troféu, mas temos de o demonstrar"

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Sporting CP defronta o SCU Torreense à procura da 19.ª Taça de Portugal da história

Aí está o último jogo da época: a final da Taça de Portugal, que se disputa este domingo no Estádio Nacional a partir das 17h15.

Carimbada a passagem até ao Jamor, depois de deixar FC Paços de Ferreira, AC Marinhense, CD Santa Clara, AVS Futebol Sad e FC Porto pelo caminho, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal joga agora a derradeira partida frente ao SCU Torreense, da II Liga.

O objectivo dos Leões é mais do que óbvio, alcançar a 19.ª Taça de Portugal do palmarés, mas Rui Borges sabe o Sporting CP vai ter de ser muito sério e não poderá entrar em facilitismos para assim conseguir levantar o troféu e fechar a temporada da melhor forma.

Sporting CP merece a Taça de Portugal?
“A justiça é relativa. Dependendo de quem olha para ela e de como será o jogo, mas, sim, acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, de lutar pelo troféu e de vencê-lo. Ainda assim, temos de fazer muito para vencer, não adianta dizer que somos merecedores, temos de demonstrá-lo dentro de campo, contra uma equipa que vai dar a vida, num momento histórico para o clube e para a maioria dos atletas. Temos de estar preparados para a exigência do jogo, independentemente de ser um adversário de um escalão inferior, mas que tem demonstrado a sua qualidade ao longo da época. Ainda esta semana demonstrou contra uma equipa da I Liga toda a sua qualidade e que isso sirva de alerta para o que vamos encontrar amanhã. O grupo merece, por tudo o que fez esta época. É certo que não fomos campeões, que era o nosso grande objectivo, mas queremos e temos de fazer tudo para conseguir o segundo maior troféu do nosso país. É um troféu especial, com uma atmosfera especial, num momento especial e maior até para o SCU Torreense. Por isso, é como disse, exigência máxima. Merecemos, tal como o SCU Torreense diz que merece. O futebol é isto, temos é de o demonstrar dentro das quatro linhas”.

Segunda final da Taça de Portugal seguida:
“Deixa-me feliz, mas acima de tudo por esta época. Acho que tudo o que fizemos foi muito bom. Não conseguimos ser campeões, é certo, e ainda hoje lhes disse que não chegava sermos iguais à época passada para sermos campeões novamente, até porque fomos quase idênticos à época passada e não chegou, mas isso não apaga o que todos eles fizeram. A equipa demonstrou muita qualidade colectiva durante toda a época e de forma consistente, em todas as competições também. Por isso, já disse que são merecedores de ganhar, mas temos de mostrar dentro de campo que merecemos terminar a época com um troféu. Aquilo que queremos é acrescentar mais títulos ao Sporting CP”.

SCU Torreense a meio do playoff de subida à I Liga:
“São jogos em que, com toda a certeza, o mister Tralhão não precisa de motivar os jogadores. Não vai haver cansaço, a motivação será para lá do normal, o que nos vai dificultar a tarefa, e por isso temos de ser muito sérios. É uma equipa que tem demonstrado qualidade, vem de sete jogos sem perder e com apenas três golos sofridos, o que dita bem a sua qualidade nos duelos, de competitividade defensiva... Temos de estar muito concentrados nos nossos comportamentos individuais e colectivos”.

Respeito pelo adversário faz com que seja difícil assumir o favoritismo?
“Temos de ser sérios e não entrar em facilitismos. A pressão neste clube é diária e nada é melhor do que isso, viver com a pressão de querer ganhar. É uma pressão positiva e de que todos gostamos. Não assumimos favoritismo porque para estar numa final ambas as equipas tiverem de ter os seus méritos. Respeitamos isso e tenho experiência nesse sentido. Passei por todos os escalões e sei bem o que significa estar numa final do Jamor e jogar contra grandes equipas. Sei as dificuldades que as equipas colocam às equipas ditas mais pequenas colocam às ditas favoritas. Não olho para o SCU Torreense como uma equipa que está num escalão inferior, até porque está a lutar para subir à I Liga. Por isso, para mim, é respeito máximo e não deixar entrar em facilitismos até porque ainda não ganhámos nada e queremos muito ganhar a Taça de Portugal”.

Jogo mais complicado de preparar?
“Difícil era estar em casa a ver na televisão. Estou feliz por poder disputar mais uma final e com a maior das seriedades. Percebo a questão do favoritismo da vossa parte, mas da minha é seriedade máxima. Basta olhar para o nosso caminho na Taça de Portugal e no campeonato, onde perdemos pontos com equipas que desceram. Por isso, é alerta máximo para a exigência do jogo. Os jogos que mais me stressam são os da Taça de Portugal porque sei da dificuldade que é defrontar equipas de escalão inferior e o quão difícil é ganhar esses jogos”.

Ausência de Fotis Ioannidis:
“Não está para o jogo. Poderia dizer que está 100 por cento recuperado, mas ainda não integrou o treino totalmente connosco. Por isso, por tudo o que foi a paragem, o melhor foi não activarmos a utilização dele. Tenho a certeza de que começará a época a 100 por cento e isso também será importante para ele e para nós”.

Mercado de Verão:
“Fala-se muito. Só podemos falar do Zalazar, e já me pronunciei, tal como o Clube. De resto, é a vossa parte. Faz parte do futebol, temos de estar cientes do que se passa, mas, uma coisa é certa, tudo aqui é feito com rigor e muita comunicação. Estamos identificados com aquilo que queremos para a próxima época e, nesse aspecto, o clube está a ser fantástico”.

Possíveis saídas:
“Gostava de ter todos. Gostava que o Morita não fosse, que o Quenda não fosse, mas é o mercado a funcionar. Fico feliz por vê-los ligados a grandes clubes porque é sinal de valorização individual dentro de um colectivo que foi muito bom ao longo de toda a época. É bom para nós, treinadores, sentir que ajudamos os atletas a serem valorizados e que ajudamos o clube a valorizar os seus activos. Faz parte do futebol, mas não mexe comigo em nada. Gosto muito de todos eles, não queria perder nenhum, mas sei que é o futebol. Para saírem uns, têm de entrar outros. Sou muito frio nisso. Estamos num grande clube: os jogadores e os treinadores passam, mas o Sporting CP será sempre o Sporting CP”.

Último jogo de Morten Hjulmand no Sporting CP?
“É um jogador que tem contrato com o Clube. Estava-me a chatear para se apresentar dois dias à frente porque vai jogar pela selecção ainda. Por isso, é jogador do Sporting CP e eu conto com ele. Vamos ver o que o mercado ditará. Claro que ficarei muito feliz se ele continuar, se não continuar é o que é. Não ficarei muito feliz porque gosto muito dele, tem demonstrado muita qualidade, é um grande líder, deu sempre a cara pelo grupo e isso é muito importante. Cada vez precisamos mais desses líderes num balneário”.

Pode ser o último jogo para muitos jogadores. Isso mexerá com eles amanhã?
“São jogadores profissionais e sabem que o futebol é isto. Os que sabem que vão sair é o Quenda e o Morita, todos os outros jogadores têm contrato com o Sporting CP e sabem quando se têm de apresentar para a próxima época. Nenhum deles pode estar muito nostálgico pelo que será o futuro porque têm contrato com o Sporting CP. O Quenda e o Morita acredito que possam estar mais sensíveis, mas sinto-os felizes e super motivados para acrescentarem mais uma conquista. Acho que a felicidade deles e a parte da motivação estará no auge e não preciso de estar muito preocupado nesse sentido. Querem é saber sim se o míster vai colocá-los a jogar”.

Sporting CP vai ser o clube mais representado no Mundial
“Isso valoriza também o que tem sido o trabalho do Sporting CP não só com o Rui Borges, mas ao longo dos últimos anos. Isso deixa-nos muito felizes. Continuaremos a olhar para o que é nosso e a valorizá-lo da melhor maneira. Fico feliz, mas também estou triste porque queria que estivesse mais gente. O Pote merecia, o Edu, se calhar, também é um caso a ter em conta para o futuro da selecção, tal como outros. Acima de tudo, é a valorização do jogador português e isso deixa-me feliz”.

Mensagem para as modalidades do Sporting CP:
“Abraço especial e parabéns a todas as modalidades do Sporting CP pelas suas conquistas. Ainda não tinham tido esse louvor da minha parte e é muito merecido. Não individualizo porque são muitas conquistas, felizmente. A mim enquanto treinador da equipa principal de futebol do Sporting CP deixa-me muito feliz olhar para as modalidades, e agora olho para elas de forma diferente e até vejo algumas que não via antes, e ver o seu sucesso. Deixo-lhes um abraço especial e os parabéns pelo que fizeram ao longo da época”.

Foto José Lorvão

"O foco é conquistar o troféu e terminar bem a época"

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Morten Hjulmand acompanhou Rui Borges na antevisão à final da Taça

Este domingo joga-se a final da Taça de Portugal frente ao SCU Torreense. O encontro está marcado para as 17h15, no Estádio Nacional, e ao Sporting Clube de Portugal só o triunfo e a conquista do troféu interessam.

Morten Hjulmand foi o jogador escolhido para acompanhar Rui Borges na antevisão ao jogo e sublinhou isso mesmo. O capitão Leonino foi o porta-voz da ambição verde e branca, alertando que, apesar de o adversário ser da II Liga, a partida não será fácil.

Importância de conquistar a Taça de Portugal:
“É claro que o nosso principal objectivo era conquistar o campeonato, mas não o conseguimos ganhar. Por isso, agora, o foco é conquistar este troféu e terminar bem a temporada”.

Favoritismo do Sporting CP:
“No geral, quando falamos de finais, é difícil dizer que há um favorito. É difícil dizer quem é o favorito a ganhar a Liga dos Campeões dentro de uma semana e amanhã também. Analisámos o SCU Torreense e a época que tiveram, temos muito respeito por isso. Jogaram bem agora contra o Casa Pia AC, estão a lutar por subir à I Liga e têm todo o nosso respeito. Penso que vai ser um jogo difícil. É uma final, tudo pode acontecer, ainda que seja uma equipa da II Liga”.

O que esperar do SCU Torreense:
“Em primeiro lugar quero dizer que na Taça de Portugal esta época tivemos algumas dificuldades, primeiro com o Paços de Ferreira FC, depois CD Santa Clara e AVS. Por isso, sabemos que pode ser igualmente difícil jogar contra o SCU Torreense especialmente pelos jogadores que têm na frente. Sabemos que não vai ser fácil”.

Terceira final no Jamor para Morten Hjulmand:
“Não tive a sorte de treinar na terça-feira. Para mim, o Jamor é especial, ainda que não seja português. O ambiente, a tradição, com os adeptos a chegarem de manhã, a beber cerveja, a comer carne e a conviverem durante o dia. É uma tradição fantástica, espero que continue, ainda que o estádio seja um pouco antigo. Infelizmente, não ganhei no primeiro ano em que lá joguei. No segundo sim e agora o meu principal objectivo é voltar a ganhar”.

Lesão na recta final da temporada
“Foi muito difícil para mim não ajudar a equipa. Não consegui fazê-lo, estava a trabalhar na recuperação, mas temos de ser sinceros, não foram os nossos melhores jogos. Não foi fácil ver os jogos em casa, contra o AVS e CD Tondela, foi muito difícil, mas os jogos contra o Vitória SC e o Gil Vicente FC demonstraram toda a qualidade da equipa”.

Vai a jogo?
“Treinei hoje e correu bem, mas a decisão cabe ao treinador. É ele que decide quem vai jogar amanhã”.

Último jogo pelo Sporting CP?
“Acho que agora mesmo não é a altura certa para falar sobre o meu futuro. O nosso foco tem de estar no Sporting CP e na vitória de amanhã porque esta temporada ainda não conquistámos nenhum troféu. Falaremos sobre o meu futuro depois do final da época”.

Interesse de outros clubes:
“Estar associado a um clube tão grande como o Real Madrid CF é uma grande honra, mas tenho contrato com o Sporting CP, tenho todo o respeito e também amor por este clube. Por isso, com base nisso, o meu foco está no jogo de amanhã”.

Notícias sobre o mercado:
“Faz parte. Ouvimos muitas notícias e é normal, faz parte do nosso quotidiano no futebol, mas não penso que isso vá ter efeito no jogo de amanhã. Depois disso, falaremos do meu futuro. O mesmo se aplica a outros jogadores. Sabemos que o Morita e o Quenda não ficarão e queremos dar-lhe um bom final aqui no Sporting CP”.

Final da dupla com Morita:
“Desfrutei e gostei muito de todos os jogos que fiz com ele. Acho que os jogos falam por si mesmos, assim como a maneira como os adeptos se despediram dele em Alvalade. Foi especial, deu para ver que ficou tocado com isso e muito emocionado. É normal, está cá há cinco anos, os filhos dele nasceram cá. Não vai ser fácil dizer-lhe adeus depois de ter feito parte da vida dele durante três anos. Vimo-nos quase todos os dias, menos nas férias, e vou sentir saudades dele”.

Foto Isabel Silva

Onda Verde no Jamor

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Informações para a final da Taça de Portugal

O Sporting Clube de Portugal informa todos os detentores de bilhete para a final da Taça de Portugal de futebol a realizar-se no próximo domingo, às 17h15, frente ao SCU Torreense, que devem considerar todas as informações que constam no folheto informativo disponível aqui, nomeadamente:

Acesso: Entrada Norte
Abertura de portas: 14h45
Classificação etária: maiores de seis anos
Termos de responsabilidade: a preencher por acompanhantes de crianças maiores de três anos e menores de seis. Pode aceder ao termo de responsabilidade, através do código QR no folheto informativo ou em www.fpf.pt.

Trajecto preferencial
Zona Norte – A1 › IP7 › A5
Zona Sul – A2 › A5
Transportes públicos CP – Linha de Cascais

Deve consultar o folheto informativo para mais informações relevantes.

Aconselhamos que não seja usada indumentária do Sporting CP em zonas que não sejam do Clube, garantido assim a segurança de todos.

Apelamos a todos os Sportinguistas uma conduta de total fair-play, elevando o bom nome do Sporting CP e transformando o jogo deste domingo num verdadeiro momento de festa e alegria.

Foto José Lorvão

Sporting CP focado na final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
22 maio, 2026

Amanhã há novo treino e conferência de imprensa

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal continuou, nesta sexta-feira de manhã, a preparar a final da Taça de Portugal marcada para este domingo, a partir das 17h15, no Estádio Nacional, frente ao SCU Torreense.

Depois de começar a semana a treinar no recinto do jogo, o trabalho tem continuado na Academia Cristiano Ronaldo, que amanhã volta a ser palco de mais uma sessão de trabalho.

Após o treino, o técnico Rui Borges e um jogador farão a antevisão ao derradeiro encontro da temporada. A conferência de imprensa terá lugar em Alcochete, às 12h30.

Foto José Lorvão, Sérgio Martins

Entre a tradição e o sonho

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Sporting CP e SCU Torreense encontram-se no Jamor este domingo (17h15)

Este domingo, às 17h15, a bola volta a rolar no mítico tapete verde do Estádio Nacional do Jamor. Frente a frente estarão equipas com história, percursos e palmarés distintos, mas unidas pela mesma ambição. De um lado, um Sporting Clube de Portugal habituado às grandes decisões e à exigência de vencer; do outro, um SCU Torreense que, a viver uma das temporadas mais especiais da sua existência, sonha eternizá-la com um inédito troféu.

No velhinho Estádio Manuel Marques, erguido há mais de 100 anos, mora um dos projectos mais singulares do futebol português actual. Com as suas bancadas como testemunhas, o SCU Torreense construiu um plantel multicultural, composto por jogadores de 12 nacionalidades, e afirmou-se como uma equipa consistente e com personalidade.

O crescimento tem sido evidente desde que Luís Tralhão assumiu o comando da equipa, a 5 de Janeiro deste ano, quando o conjunto azul-grená ocupava o 8.º lugar da classificação da Liga Portugal 2. Paralelamente à caminhada marcante na prova rainha, o SCU Torreense protagonizou uma forte recuperação no campeonato e, após o desfecho da Liga Portugal 2, continua na luta pela subida ao escalão máximo do futebol nacional.

Esta quarta-feira, os torreenses empataram com o Casa Pia AC (0-0), na primeira mão do play-off de promoção e, apesar do empate sem golos, a formação de Torres Vedras voltou a mostrar que está pronta para outros palcos. Perante o seu público, o terceiro classificado da Liga Portugal 2 assumiu grande parte da iniciativa do encontro, terminou com mais posse de bola (59%-41%) e somou mais do dobro dos remates do adversário (14 contra 6), ainda que o número de ocasiões flagrantes tenha sido idêntico para ambos os lados (2).

Além disso, a equipa de Luís Tralhão chega à final num dos melhores momentos da temporada, tanto do ponto de vista competitivo como anímico, com apenas uma derrota nos últimos 12 encontros. O percurso até ao Jamor confirma precisamente essa consistência. A caminhada começou com um triunfo fora frente ao ADC Correlhã (1-3), seguindo-se uma eliminatória particularmente equilibrada diante da UD Oliveirense, resolvida apenas nas grandes penalidades (5-4, após 1-1 no tempo regulamentar).

Depois, os azuis-grená superaram o Lusitânia de Lourosa FC (0-1), o primodivisionário Casa Pia AC (1-2) e a UD Leiria (3-1), antes da eliminatória das meias-finais frente ao AD Fafe. Com o empate na primeira mão na bagagem (1-1), o SCU Torreense regressou a casa e venceu por 2-0, carimbando uma muito celebrada segunda presença na final da Taça de Portugal.

A primeira, essa, aconteceu na época da sua estreia na I Divisão, na distante temporada de 1955/1956. Então, o emblema de Torres Vedras alcançou a final da Taça de Portugal, discutiu o troféu com o FC Porto e acabou derrotado por 2-0.

Entre as principais figuras do plantel surge Stopira, experiente defesa-central cabo-verdiano de 38 anos e uma das referências da equipa. Recentemente convocado para a selecção de Cabo Verde, tornar-se-á no primeiro jogador da história do SCU Torreense a marcar presença num Campeonato do Mundo. No plano ofensivo, por sua vez, o protagonismo vai para Musa Drammeh e Kévin Zohi, que, com nove golos apontados ao longo da temporada, se assumem como os melhores marcadores da equipa.



Apesar de Sporting CP e SCU Torreense não se cruzarem oficialmente há 34 anos, em 2025/2026 os torreenses mediram forças com a equipa B verde e branca na Liga Portugal 2 e os dois encontros ficaram marcados por desfechos dramáticos. Na jornada inaugural do campeonato, os Leões de João Gião venceram em Torres Vedras graças a um golo solitário de Flávio Gonçalves mesmo ao cair do pano.

Já na segunda volta, no Estádio Aurélio Pereira, o conjunto azul-grená acabou por inverter o desfecho e venceu por 1-2, com o golo decisivo a surgir também aos 89 minutos. Então, Dany Jean inaugurou o marcador aos 43’, Lucas Anjos empatou aos 56’ e Musa Drammeh, de grande penalidade, carimbou os três pontos para os visitantes já perto do apito final.

Noutros capítulos da sua história, porém, a formação de Torres Vedras jogou de forma regular frente à equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal. São mais de 70 anos de história conjunta e agora, à espreita do mais emblemático encontro entre os dois emblemas, Luís Tralhão deverá apostar no mesmo onze que iniciou o encontro frente ao Casa Pia AC: Lucas Paes, David Bruno, Stopira, Mohamed Ali-Diadié, Javi Vázquez, Guilherme Liberato, Léo Azevedo, Alejandro Alfaro, Luis Quintero, Musa Drammeh e Dany Jean.

Pela frente terá agora um Sporting CP ambicioso, que chega ao Jamor depois de assegurar o segundo lugar do campeonato e de fechar a Liga Portugal com uma vitória categórica frente ao Gil Vicente FC, por 3-0. Na terceira presença consecutiva dos verdes e brancos no Estádio Nacional, Rui Borges e companhia, actuais detentores do troféu, procuram somar a 19.ª Taça de Portugal ao Museu Sporting e fechar com um título uma temporada de altos e baixos.

Nesta que será a 30.ª presença dos Leões no palco maior da prova rainha, cenário de finais inesquecíveis, outras de má memória e uma eternamente trágica, o percurso até à final ficou marcado por eliminatórias exigentes e por várias decisões ‘para lá’ do tempo regulamentar. A caminhada começou em Outubro, em Paços de Ferreira, onde o Sporting CP venceu por 2-3 após prolongamento, e seguiu-se um triunfo caseiro mais tranquilo frente ao AC Marinhense (3-0).

Nos quartos-de-final, os Leões voltaram a sofrer para eliminar o CD Santa Clara, após tempo extra nos Açores (2-3), e o AFS Futebol SAD, que venceram pelo mesmo resultado no Estádio José Alvalade, novamente após prolongamento. Já nas meias-finais, o Sporting CP afastou o FC Porto graças a uma vitória por 1-0 em casa e a um empate sem golos no Estádio do Dragão.

Para a final, Rui Borges não deverá contar com os lesionados Zeno Debast, João Simões, Iván Fresneda e Fotis Ioannidis, mas a experiência em jogos desta dimensão pode assumir-se como um dos trunfos da equipa verde e branca. O SCU Torreense chega naturalmente impulsionado pelo entusiasmo de uma época inesquecível, enquanto o Sporting CP procura confirmar o estatuto num dos palcos mais emblemáticos do futebol nacional, no adeus de Hidemasa Morita e Geovany Quenda aos adeptos.

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