Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland
Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.
“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.
A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.
“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.
Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.
Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana.
O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva
Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.
“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.
É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.
“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.
Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir.
“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.
Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting.
Depois do triunfo em Arouca, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal trabalhou na Academia Cristiano Ronaldo na manhã deste domingo.
Os titulares da partida para a Liga Portugal realizaram trabalho de recuperação, enquanto os restantes treinaram normalmente.
O grupo já prepara a deslocação a Bilbau, onde vai defrontar o Athletic Club para a oitava e última jornada da fase de liga da UEFA Champions League. O encontro está marcado para as 20h00 (hora de Portugal continental e Madeira) de quarta-feira, 28 de Janeiro, no Estádio de San Mamés.
Os Bicampeões Nacionais voltam a treinar às 10h30 de terça-feira, com 15 minutos abertos à comunicação social.
No final do jogo em casa do FC Arouca, Rui Borges, treinador do Sporting CP, analisou o suado triunfo por 1-2 em conferência de imprensa.
Análise ao jogo e o importante apoio dos adeptos
“Agradeço aos adeptos porque foram incansáveis. Têm sido incríveis, sempre. É muito fruto da energia que passaram que conseguimos esta vitória difícil, mas acho que foi merecida por tudo o que fomos fazendo ao longo do jogo. Podiam-nos ter saído caros os primeiros dez minutos da segunda parte. O FC Arouca podia ter virado o jogo, mas o Rui [Silva] fez uma grande defesa. Tirando isso, controlámos o jogo, fomos tentando criar e podíamos ter definido melhor. Ao intervalo, alertámos, porque sabíamos que era importante entrar bem, mas não entramos assim tão bem e o FC Arouca cresceu. Depois, fomos correr atrás do prejuízo, acreditando sempre, mudando e tentando acrescentar algo diferente. Chegamos à vitória com muito querer, vontade e atitude competitiva. Foi justa, mas difícil.”
Importância de mudar o ‘chip’ da UEFA Champions League para a Liga
“É uma incógnita, por mais que tentemos alertar e manter a malta ‘viva’. A mensagem foi muito por aí, ontem, hoje e ao intervalo. Sabíamos que ia ser difícil por tudo: pelo tempo, o relvado, o nosso cansaço acumulado… Era um jogo que ia exigir muito mais de nós até que o do PSG. Parte muito deles [jogadores] também individualmente, nós podemos alertar e mostrar-lhes que o jogo vai ser difícil. A verdade é que eles estiveram ‘ligados’, entrámos muito bem e a primeira parte foi muito boa. Depois, inexplicavelmente, entrámos mal na segunda e aqueles dez minutos podiam-nos ter deixado a perder, e não pode. Temos de perceber o que temos de fazer para que isto não aconteça.”
As mudanças de posição tentadas no ataque e a exibição de Luís Guilherme
“É um miúdo com muita qualidade, sabemos o que ele é, mas estamos todos ainda na aprendizagem. Ele em função da equipa e vice-versa, nós a tentar perceber o que pode dar dentro do colectivo. Pelas ausências, achámos que ali à esquerda podia ser a solução inicial, mas ele dá-nos também a direita e o interior. Esteve bem inicialmente no jogo interior, mas demasiado baixo e o Trincão também percebe bem essas zonas. No momento do golo, o Trincão estava mais alto, ‘prendeu’ o lateral e a bola entra nas costas no Maxi Araújo. Ao intervalo, voltámos ao normal, demos mais largura ao Luís e, para mim, fez uma segunda parte soberba.”
A produção goleadora de Luis Suárez
“Disse que ia marcar uma era porque, quando o identificamos, sabíamos o que nos podia dar. Os golos são a consequência do seu trabalho. A sua atitude competitiva é acima da média. Mais do que os golos, o importante é que jogo após jogo não baixa essa atitude. Tem sido importante. Depois, tem faro e uma ambição enorme para fazer golo.”
A expulsão de Matheus Reis
“Não sei. A malta festejou toda ali a ‘quente’, não sei se disse alguma coisa, não sei. Como entrou toda a gente em campo, não sei. Aqui ou ali, o FC Arouca foi perdendo algum tempo nas reposições de bola, normal que a malta possa estar mais em stress, mas não sei o que foi.”
Regresso de Pedro Gonçalves após lesão
“O ‘Pote’, o Ousmane [Diomande], o Zeno [Debast] estão condicionados no tempo de jogo. Em relação à posição, foi uma leitura do momento. O Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, com muitos minutos e é natural que sinta um desgaste maior. Sentimos isso e colocámos o ‘Pote’ ali, porque a posição dele é aquela também e o Luís Guilherme estava a dar-nos desequilíbrios. Entrou muito bem, é muito inteligente, e feliz por tê-los todos de volta, porque tornam a equipa muito mais forte. Tirei o Matheus e pus o Zeno porque tem uma capacidade de decisão acima da média e podia ajudar-nos a encontrar linhas de passe mais fundas contra o bloco médio-baixo do FC Arouca.”
Avançado colombiano ‘bisou’ e decidiu perto do fim outra vez (1-2)
De volta à Liga, a equipa principal de futebol do Sporting CP visitou e venceu o FC Arouca por 1-2, este sábado, no duelo referente à 19.ª jornada. O golo da vitória, que teve de ser ‘arrancada’ a ferros, só chegou aos 90+6’ e pelo ‘suspeito do costume’. Depois de ter sido o herói na Champions contra o Paris Saint-Germain FC (2-1), Luis Suárez repetiu a dose de golos (‘bis’) e de protagonismo na Liga.
O avançado colombiano, que já tinha inaugurado o marcador, tornou-se o salvador em Arouca ao transformar o desespero em euforia já na última oportunidade do jogo. A incerteza foi total até ao fim por força, sobretudo, da atrevida entrada dos lobos arouquenses na segunda parte, quando chegaram ao empate e criaram muitos problemas aos Leões.
O final foi feliz para o Sporting CP, que assim continua no segundo lugar, agora com 48 pontos, quatro atrás do líder FC Porto, que ainda tem de jogar.
Para levar de vencida um FC Arouca de Vasco Seabra (13.º) em crescendo na Liga - conquistara oito dos seus 17 pontos nas cinco jornadas anteriores – os Leões de Rui Borges apresentaram-se com duas alterações no ‘onze’ relativamente ao lançado diante do PSG: o capitão Morten Hjulmand, após período de suspensão (na Liga e na UEFA Champions League), regressou à titularidade no lugar de Hidemasa Morita e o extremo Luís Guilherme voltou também a ser opção inicial, este em detrimento de Ricardo Mangas, cuja vaga na lateral esquerda foi ocupada por Maxi Araújo.
As maiores novidades, ainda assim, estiveram no banco de suplentes, com os regressos de Ousmane Diomande e Pedro Gonçalves, que já não faziam parte das opções desde Dezembro e, em Arouca, o criativo voltou mesmo à acção. Por outro lado, o reforço Souleymane Faye ainda não integrou a convocatória.
Recém caída a noite no Estádio Municipal de Arouca (3142 espectadores), o jogo arrancou com os Bicampeões a assumirem as ‘rédeas’ de forma inequívoca e com o ataque a carburar aos poucos. Suárez protagonizou a primeira incursão na área e, de seguida, Geny rematou enquadrado mas frouxo para as mãos de Ignacio De Arruabarrena.
Passada uma primeira vaga de chuva copiosa, dois cruzamentos rasteiros quase fizeram mais ‘mossa’, só que os cortes defensivos do FC Arouca surgiram no momento certo. Ainda assim, foi em cima dos 20 minutos que os Leões ficaram realmente perto do golo: um passe vertical de Gonçalo Inácio isolou Suárez, que até contornou o guarda-redes com sucesso, porém quando tentou enquadrar-se melhor para finalizar acabou por perder espaço e atirou ao lado da baliza.
Embora tenha continuado no controlo da partida, faltava alguma acutilância ao Sporting CP, que procurou outra imprevisibilidade ofensiva ao mudar algumas peças de lugar – Luís Guilherme passou da esquerda para a direita, Francisco Trincão foi para a esquerda e Geny por dentro, mais perto do avançado. Depois de Trincão ter rematado muito por cima quando até estava em boa posição, o FC Arouca mostrou-se no ataque pela primeira vez e o desvio do avançado Barbero não saiu muito longe do poste, mas foi assinalado fora-de-jogo prontamente.
Foi então, praticamente de imediato, que apareceu o ‘pé quente’ de Luis Suárez - deixou a sua marca goleadora em cinco dos últimos seis jogos - para descongelar o marcador a favor dos Leões também em Arouca. À passagem do minuto 35, Maxi Araújo projectou-se no corredor, captou a bola já perto da linha final, tocou atrás para o avançado colombiano e este, depois de se perfilar para dentro, chutou em força para o fundo das redes. O seu nome voltou a ser entoado pela bancada Sportinguista – muito preenchida, sempre vocal e colorida pelos inúmeros impermeáveis verdes e brancos – e o golo fez toda a diferença até ao intervalo.
Uma vantagem que, no entanto, durou muito pouco no segundo tempo, apenas três minutos, porque o FC Arouca - até então inofensivo - reentrou transfigurado e surpreendeu os comandados por Rui Borges. Logo a abrir, um remate de Naïs Djouahra para as mãos de Rui Silva serviu de ameaça, a qual não tardou a concretizar-se para valer o 1-1. Um cruzamento longo encontrou ao segundo poste José Fontán, que nas alturas amorteceu para o remate à ‘queima-roupa’ e certeiro de Barbero.
A chuva voltou por momentos - depressão Ingrid acabou por dar tréguas - e continuaram os ‘calafrios’ para os Leões, que nesta fase tiveram dificuldades para suster os contra-ataques adversários. No mais perigoso só os reflexos de Rui Silva valeram para negar o golo a Djouahra, que tinha fugido à marcação.
Na reacção imediata do Sporting CP, que foi sempre mais esforçada do que precisa, não se conseguiu mais do que uma tentativa de Iván Fresneda muito desenquadrada e, por isso, Rui Borges mexeu a partir do banco e apostou de imediato em Pedro Gonçalves – de volta quase dois meses depois – e Morita por Trincão e João Simões (amarelado).
Com o passar dos minutos, o FC Arouca fechou-se cada vez mais na sua defesa e continuou a complicar muito a tarefa da equipa verde e branca, que ainda passou a contar em campo com a irreverência de Alisson Santos e a precisão de Zeno Debast. Ainda assim, as combinações e os cruzamentos continuaram sem sair e o ‘nó’ no marcador manteve-se por desatar até ao bem perto do fim.
E se na recta final até foi a equipa da casa, primeiro, a aproveitar um canto para ameaçar o golo, mais soberana foi a ocasião dos Leões, só que Arruabarrena esticou-se e sacudiu por cima da barra o cabeceamento de Hjulmand, a somente seis minutos dos 90’.
Em Arouca, tudo se acabou por resumiu ao último suspiro e foi aqui que o Sporting CP voltou a contar com o precioso faro de Luis Suárez, outra vez decisivo, para sair por cima desta sinuosa deslocação. Já na parte final dos cinco minutos de compensação, o derradeiro cruzamento de Geny Catamo saiu tenso e perfeito para a área, onde o colombiano surgiu para o cabeceamento, que nem saiu nas melhores condições mas foi o suficiente para colocar a bola no fundo da baliza e levar toda a gente à loucura - desde os Sportinguistas na bancada a toda a equipa dentro e fora de campo.
Três pontos tão suados como festejados. O ‘culpado’ foi de novo Luis Suárez, que com este golo salvador mantém os Leões na corrida pela liderança e, a nível pessoal, chegou aos 17 na Liga e igualou Vangelis Pavlidis (SL Benfica) no topo da lista dos melhores marcadores. Antes de o apito final selar a vitória verde e branca, Matheus Reis – fora substituído por Debast - ainda viu o cartão vermelho directo na sequência dos festejos no golo.
Cumprida a missão no Estádio Municipal de Arouca, os Leões de Rui Borges viram-se de novo para a UEFA Champions League, deslocando-se ao País Basco, esta quarta-feira (20h00 de Portugal continental), para enfrentar o Athletic Club na derradeira jornada da fase de liga, que vai definir a posição final e o próximo passo do Sporting CP na prova.
Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Zeno Debast, 80’), Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, 67’), Geny Catamo, Luís Guilherme (Alisson Santos, 80’), Francisco Trincão (Pedro Gonçalves, 67’), Luis Suárez
Central de 22 anos cumpre a sua quarta época de verde e branco
Está prestes a completar três anos de Leão ao peito e é para continuar. O Sporting Clube de Portugal renovou contrato com Ousmane Diomande até 2030 e manteve a cláusula de rescisão do jovem defesa fixada nos 80 milhões de euros.
"Estou muito feliz. O Sporting CP é um clube realmente grande, não só em Portugal como a nível mundial. Há boas pessoas no Clube, sinto-me em casa e por isso senti que era a decisão certa", expressou após a assinatura, em declarações aos meios de comunicação Leoninos, prometendo ainda "trabalhar muito para ajudar o Clube".
No momento de oficialização do acordo, Diomande esteve acompanhado pela sua família – pais e irmão – no balneário da equipa no Estádio José Alvalade e, juntos, puderam ver um vídeo com inúmeros testemunhos, elogios e mensagens de confiança dos Sportinguistas para o ‘seu’ defesa Bicampeão. "Foi muito bom ouvir tudo o que disseram sobre mim. Dá-me motivação e mais força para os próximos jogos. Foram muito simpáticos. Estou muito feliz por estar aqui", realçou o central de 22 anos e internacional pela Costa do Marfim.
Chegado ao Sporting CP no mercado de Inverno de 2023, então com apenas 19 anos, o jovem futebolista não sentiu o ‘salto’ do CD Mafra e da Liga 2 - por empréstimo do FC Midtjylland (Dinamarca) - para os Leões e, desde então, cimentou-se como um dos pilares do eixo defensivo e do sucesso verde e branco. Ao longo dos mais de 100 jogos realizados (113 partidas e seis golos), Diomande já contribuiu para a conquista de duas Ligas (2023/2024 e 2024/2025) – sendo eleito em ambas as ocasiões para o melhor ‘onze’ da prova - e de uma Taça de Portugal (2024/2025).
E entre as muitas “boas memórias” já criadas, o central não teve dúvidas para destacar a que considera como a melhor de todas. "Acho que a época passada, quando conseguimos o Bicampeonato, foi um momento muito especial para todos os Sportinguistas", enalteceu, fazendo uma breve retrospectiva do seu trajecto no Clube, que já vai na quarta época.
"O tempo voa, mas a nossa vida [de futebolista] é assim. Quando jogas tantos jogos nem te apercebes como o tempo passa. Estou muito feliz por estar aqui, desfruto de cada jogo e de cada treino com os meus colegas de equipa e espero continuar assim", apontou Diomande, mostrando-se em simultâneo ciente da sua evolução, mas também do caminho que ainda quer continuar a percorrer.
"Sinto que cresci muito, mas também que ainda tenho muito para melhorar. Vou continuar a aprender para ser cada vez melhor jogador. Só penso em jogar e provar o meu valor", acrescentou, além de sublinhar que, para isso, o Sporting CP continua a ser o contexto ideal. "Do treinador aos jogadores e staff, toda a gente ajuda. É fácil, como jogador, conseguir bons desempenhos quando tens pessoas assim à tua volta. Torna-se tudo mais fácil", justificou.
Por fim, renovado o contrato e com a presente temporada sensivelmente a meio, o costa-marfinense de 22 anos reafirmou os objectivos da equipa e deixou uma garantia aos adeptos. "Tal como os Sportinguistas, queremos ser campeões outra vez. Vamos lutar e dar tudo até ao fim da época", assegurou Ousmane Diomande, mais um dos Leões de Rui Borges a prolongar a sua ligação ao Clube.
Técnico só pensa em vencer o FC Arouca este sábado, independentemente das condições climatéricas (18h00)
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal visita este sábado o FC Arouca, às 18h00, em jogo a contar para a 19.ª ronda da Liga Portugal. Numa semana de emoções fortes para os Leões, Rui Borges fez questão de frisar a importância de 'mudar o chip' para o encontro frente aos arouquenses, que pode ser jogado... com neve.
Pés bem assentes na terra?
"É um contexto diferente, uma exigência diferente, o adversário é diferente e pede outras coisas. É mudar esse 'chip' para as dificuldades do jogo em Arouca. Na UEFA Champions League ganhámos só três pontos, é certo que frente a um grande adversário. Mas o campeonato é que é a nossa Liga dos Campeões e será um jogo com uma exigência grande.
Com o mau tempo, vamos perceber o que o jogo vai pedir, o estado do terreno, se estará temporal ou não. Temos de ter uma capacidade de adaptação grande, mas os campeões são assim: têm de ganhar independentemente das circunstâncias."
Saída de Jeremiah St. Juste
"Desejo a maior sorte do mundo para o seu futuro. Foi um jogador importante."
Duelo com o FC Arouca
"Espero um jogo difícil. Vamos ter de perceber, mais em cima do jogo, quais serão as circunstâncias meteorológicas. É um adversário com uma ideia muito vincada, não muda, o seu treinador é fiel a ela e, na minha opinião, faz muito bem. [Vasco Seabra] faz sempre grandes trabalhos, as suas equipas são bem trabalhadas. Apesar de ser uma equipa com muitos golos sofridos, não sofre há três jogos e isso dita o seu crescimento. Está numa fase melhor. Temos de estar focados, será um jogo dificílimo."
Souleymane Faye já será opção?
"Vamos ver se faz sentido ir já para a convocatória, não sabemos se é possível ou não."
Possíveis regressos de Pedro Gonçalves e Ousmane Diomande
"Já treinaram com a equipa. Vamos ter de tomar uma decisão."
Continuidade na UEFA Champions League ‘prejudica’?
"Claro que nos sobrecarrega no campeonato jogar de três em três dias. Temos tido alguns percalços em termos de lesões, mas os jogadores estão a voltar e tornam o grupo mais forte, compacto e capaz de dar resposta. Queremos ter todos disponíveis e, dentro dessa disponibilidade, mantermo-nos competitivos seja qual for a competição.
Nós queremos ganhar. Se ganharmos em Bilbao e ficarmos nos oito primeiros, tira-nos dois jogos no excesso de calendário e isso ajuda-nos, aos treinadores, a treinar de forma 'normal'. Com o grupo mais capaz e mais disponível, daremos resposta em qualquer jogo."
Luis Suárez tem feito uma temporada muito boa. Em Junho, teve medo quando perdeu Viktor Gyökeres?
"Em Junho foi quando dormi melhor, estava de férias, fui campeão (risos). Faz parte do futebol. Saiu um grande treinador, entrou outro. Faz parte do nosso trabalho encontrar soluções e valorizá-las. Temos conseguido.
É um grande trabalho de toda a gente, da estrutura e da observação, o de encontrar estes jogadores que identificamos com o Sporting CP para continuarmos a dar resposta em títulos e qualidade de jogo."
Cobiça pós-vitória europeia
"Para mim foi uma semana normal. Ganhámos, significa três pontos. Claro que os amigos e a família me mandaram mensagem, mas fazem-no quando ganho ao PSG ou ao FC Arouca, é igual."
Preparação para contextos meteorológicos adversos
"Não conseguimos ainda treinar na neve (risos). Hoje, durante o treino, choveu torrencialmente, chuva fria, a malta fica logo congelada, a pedir para acabar o treino. Essa dificuldade existirá para toda a gente, mas a ambição e o querer ganhar têm de estar acima de tudo o resto. É essa a responsabilidade que temos de ter: ganhar e ponto final.
Os jogadores, melhor do que ninguém, sabem disso, com neve ou sem neve, com chuva ou sem chuva. E eles têm esse espírito de grupo e adaptam-se bem à exigência e à estratégia. Acredito que estão preparados para essa exigência, com neve, bola laranja, amarela, o que for. Se tiver de ser de fato de macaco será, se tiver de ser de calções e t-shirt, também."
Contas à partida para a segunda volta
"Claro que acredito [no tricampeonato], senão enviávamos já as faixas para o primeiro classificado. Digo o que já disse: estamos a fazer um grande campeonato em pontos, em golos marcados e em golos sofridos. Quem vai em primeiro fez uma primeira volta extraordinária e isso aumenta a nossa exigência também. Sabíamos que para sermos novamente campeões não chegava fazer igual. Temos de fazer melhor, arranjar uma forma entre todos de nos superarmos e é esse o nosso objectivo de trabalho diário: ser extraordinários. É isso que queremos muito, ser campeões.
O ano passado perdemos nove pontos, este ano pode acontecer o mesmo. Falta a segunda volta toda e temos de nos focar naquilo que controlamos: os nossos jogos. Estar a fazer algo bom não está a chegar, mas temos de ir atrás. Tudo a correr para o mesmo sítio e tentar fazer melhor do que temos feito, que tem sido muito bom, mas pode ser melhor. Temos de criar essa exigência em nós todos os dias e é isso que tento com a minha equipa técnica e com os meus jogadores.
Temos de ser perfeitos e ir à procura de uma segunda volta melhor do que a primeira. Depois, no fim, logo se verá."
Regresso de Morten Hjulmand
"Vou queixar-me mais por tê-los todos do que por não os ter (risos). O Morten é o nosso líder, o nosso capitão, um exemplo para todos. Consegue puxar a equipa para a energia e a dinâmica certa e é importantíssimo. Está num momento de forma extraordinário, na minha opinião está como nunca esteve, e pelo significado que tem para o grupo, além da sua qualidade, fico feliz por tê-lo disponível.
O João Simões e o Morita fizeram ambos um grande jogo. É bom, é sinal de que estão todos ligados e à procura das suas oportunidades. E percebem, sobretudo, que as têm. Todos têm tido oportunidades e têm correspondido. Sabem que a qualquer momento podem ser titulares ou suplentes, mas a confiança da equipa técnica é a de que todos são jogadores importantes."
Mercado
"Espero que não saia ninguém, já fico feliz. De resto é focar no que temos, não estou a pensar no mercado. Chegaram dois jogadores para a mesma posição, dois extremos diferentes que dão soluções diferentes das que já tínhamos no grupo, numa perspectiva actual e, sobretudo, de futuro.
Serão jogadores muito valiosos para nós. Estou feliz por ter os dois. Estão ainda à procura de entender a equipa, a exigência do Clube para onde vieram, mas estão felizes e motivados para ajudar."
Boletim clínico
"O Nuno Santos acredito que possa, na próxima semana, começar a treinar com o grupo integralmente. Fico muito feliz se isso acontecer. O Fotis Ioannidis é muito do dia-a-dia, perceber de que forma podemos dar um passo em frente. Não tenho uma data [de regresso] definida, mas, como treinador, espero que esteja disponível até ao CD Nacional [jogo marcado para dia 31 de Janeiro].
Medo de perder Luis Suárez?
"Acredito que sim [que será jogador para ficar muitos anos no Clube]. Para acabar a época, 100% que sim. Não me tira o sono, mas no futebol, obviamente, pode acontecer algo de que não estamos à espera. Se algo extraordinário acontecer e não der para segurar o Luis ou outro jogador qualquer, é o que é, arranjaremos outra solução. Não está um, está outro.
Aqui é o Sporting CP. Teremos sempre grandes jogadores, grandes treinadores, e o Clube vai continuar a ganhar, independentemente da cara que esteja aqui. O Sporting CP é o colectivo e comigo, pelo menos, será sempre assim. O Luis é um jogador grandíssimo, está a fazer uma grande época, mas ninguém é insubstituível. Todos eles sentem que são importantes para o mister, independentemente de jogarem 10 ou 90 minutos, e por isso é que digo que terei mais dores de cabeça com todos os jogadores do que com jogadores fora."
O Sporting Clube de Portugal informa que abre às 10h00 de segunda-feira, 26 de Janeiro, a venda de bilhetes para o jogo entre a equipa principal de futebol e o CD Nacional, marcado para as 18h00 de domingo, 1 de Fevereiro, no Estádio José Alvalade, e referente à 20.ª jornada da Liga Portugal.
O preço dos ingressos começa nos 10€ para Sócios e nos 22€ para adeptos. A venda decorre aqui e nas bilheteiras do Estádio José Alvalade, abertas todos os dias das 10h00 às 20h00.
Informações importantes:
Proibida a entrada a menores de 3 anos
Maiores de 3 anos (inclusive) necessitam de comprar bilhete
Jogo incluído na Gamebox Full e National 2025/2026
Lion Seats não renovados serão comercializados a partir de 29 de Janeiro
Quota mínima de Sócio: Dezembro 2025
As portas do Estádio abrem 1h30 antes do jogo
Contamos com o teu apoio, em todos os momentos e em todo o lado!
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal deu, esta quinta-feira, continuidade à preparação para o encontro frente ao FC Arouca, marcado para o próximo sábado, no Estádio Municipal de Arouca (18h00).
Os Bicampeões Nacionais voltam a subir ao relvado esta sexta-feira, em mais uma sessão matutina à porta fechada, na Academia Cristiano Ronaldo. Já a partir das 12h30, Rui Borges fará a habitual conferência de imprensa de antevisão ao encontro.
O Sporting Clube de Portugal informa que, na sequência da sanção aplicada pela UEFA — que impede a venda de bilhetes aos adeptos do Clube para o jogo da UEFA Champions League frente ao Athletic Club, no Estádio de San Mamés —, foi comunicado pelo clube anfitrião que, de acordo com a legislação e autoridades locais, qualquer adepto do Sporting CP que adquira bilhete por conta própria poderá ver recusada a entrada no estádio.
Caso se verifique a presença de adeptos do Sporting CP, estes podem ser removidos e sancionados, sem direito a qualquer compensação.
Adicionalmente, não será permitida a permanência de adeptos do Sporting CP no perímetro de segurança do Estádio de San Mamés.
Informação disciplinar – UEFA
O Sporting CP foi novamente sancionado pela UEFA devido ao uso de pirotecnia por parte de adeptos. A sanção — que consiste na proibição de venda de bilhetes para jogos fora das competições europeias — encontra-se suspensa por dois anos. No entanto, qualquer nova infração implicará a sua execução imediata.
O Clube apela ao fair-play e comportamento responsável de todos os Sportinguistas, de forma a preservar o bom nome do Sporting CP e garantir que os jogos continuem a ser vividos como momentos de apoio, festa e união à equipa.