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Foto César Santos

Coates: "Quero dar tudo por quem confiou em mim"

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland

Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.

“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.

A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.

“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.

Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.

Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana. 

Foto César Santos

Bruno de Carvalho: “Não há campeões antecipados”

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva

Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.

“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.

É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.

“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.

Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir. 

“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.

Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting. 

Foto Xavier Costa

Londres, berço do futebol e casa de bem mais do que Three Lions

Por Sporting CP
14 Abr, 2026

Um roteiro alternativo pela capital inglesa

London calling”, outra vez. Londres, cidade global, é a nova paragem da aventura europeia do Sporting CP na UEFA Champions League. A vibrante e cosmopolita capital inglesa cintila, na parte Sul da Grã-Bretanha, como o centro cultural e económico de todo o Reino Unido e estende-se como uma das maiores e mais antigas metrópoles do continente, casa para cerca de nove milhões de habitantes, segundo os últimos Censos (2021), e provavelmente mais, actualmente.

E é historicamente casa, também, do futebol, porque se Inglaterra é tida como o país fundador do desporto-rei como o conhecemos, Londres foi o berço Real e tem-se mantido, para lá disso, como uma das suas capitais. Aqui foram lançadas as regras-base do futebol moderno, aqui estão sediados um sem fim de clubes recheados de História – sete competem na principal liga, número sem paralelo na Europa – e, aqui, também, qual ‘jóia da coroa’, tem morada o emblemático e colossal estádio de Wembley. Intitulado the home of football, tem lugares para 90 mil espectadores e é o habitat da decana selecção inglesa, denominada por The Three Lions. Uma simbologia e heráldica que partilha com a Coroa, isto é, com a Família Real Britânica. Os leões constam do brasão de armas Real desde o longínquo século XII, são o emblema futebolístico inglês e da sua federação desde o início - sete séculos depois - e, por tudo isso, em Londres os leões estão um pouco por toda a parte.

Pela sua gigantesca dimensão e faces diversas, haveria mil e uma formas de conhecer a capital inglesa, de si já tão turística e célebre, não tivesse sido, por exemplo, a terceira cidade mais visitada do mundo em 2025 (22,7 milhões de visitantes, segundo os dados de chegadas internacionais do Euromonitor International). Então, impelidos pela importante deslocação europeia do Sporting CP, porque não percorrer Londres no rasto dos seus inúmeros leões, emblema que Inglaterra, Londres e o futebol inglês têm em comum com o Sporting CP enquanto principal símbolo representativo? Dos imponentes, mais conhecidos e fotografados aos que escapam ao olhar menos atento, cada um com a sua história para ajudar a contar a História maiúscula da cidade. Londres num rugido, long story short.

E muito antes de ser erigida a Tower Bridge, no seu sopé na margem Norte já se ouviam rugidos… de leões de verdade. Aqui, levantou-se - e perdura - a Tower of London, iniciada em 1078 e que ao longo dos séculos foi castelo, fortaleza, arsenal, prisão, ‘cofre’ das jóias da Coroa, residência Real e acolheu, ainda, um extravagante e antiquíssimo zoo – o primeiro da cidade. Durante 600 anos, entre o século XIII e 1834, a monarquia britânica expôs nas imediações das fortificações os inúmeros animais que recebiam como oferendas exóticas e, entre outros, há registos de elefantes, águias, pumas, até um urso polar e, claro, leões.

Actualmente, The Royal Menagerie, como ficou conhecido este particular zoo, ainda tem 13 animais, mas são todos feitos de arame, estátuas da autoria da artista Kendra Haste que desde 2010 estão dispostas nos devidos lugares antanho ocupados por esta fauna Real. Esta é uma, apenas, das variadíssimas colecções e áreas visitáveis deste notável edificado, mas os leões estão bem à vista nas suas imediações para quem vem das margens do rio Tamisa.

Cerca de três décadas depois de a Tower of London ter cedido essa função - e os animais - ao London Zoo, em 1863 a capital inglesa abriu a primeira linha ferroviária subterrânea do mundo. Além de ser um dos mais antigos, The London Underground (ou The Tube) é também um dos mais extensos. Com 402 quilómetros, 11 linhas e 272 estações, quando o tempo urge - ou ruge, neste caso - é certamente uma das melhores opções.

Assim, percorridas menos de duas milhas (quase três quilómetros) para Oeste, mas ainda bem junto ao rio, avistam-se, quer no Victoria Embankment, quer no The Queen’s Walk - embora algo escondidas do olhar -, longas filas de cabeças de leão em bronze, incrustadas na parede e com um anel entre dentes para amarrar embarcações. Além disso, todas estão bem acima da linha de água, e ainda bem.

"When the lions drink, London will sink. When it's up to their manes, we'll go down the drains", reza a lenda vitoriana, algo assim como: “Quando os leões bebem, Londres vai afundar. Quando [a água] lhes sobe à juba, iremos pelo cano”. Remontam a 1868 e serviram como precioso indicador de inundações para os transeuntes, antes de que a tecnologia avançasse para controlar o caudal do rio de formas bem mais eficientes – a moderna e faraónica barragem a jusante é, desde os anos 1980, o melhor exemplo.

Quanto aos leões, continuam como vistosos elementos decorativos à beira-rio, numa zona tantas vezes ‘postal’ da cidade, mas não são os únicos, basta atravessar a Wesminster Bridge para a margem Sul. Mesmo com a concorrência do London Eye, como pano fundo de um lado e, do outro, o Big Ben e o Palácio de Westminster no horizonte, um sumptuoso leão polido - com 3,7 metros de altura, quatro de comprimento e cerca de 14 toneladas - acapara também as atenções da multidão que entra e sai da ponte. O gigante felino encara-a de frente, mas de cima do seu pedestal.

É feito de Coade stone, uma mistura de materiais popular em Inglaterra no século XIX que forma a impoluta e durável pedra artificial que tem mantido este leão imune à humidade da chuvosa - hoje soalheira - capital inglesa, à sua poluição e até ao inexorável avançar dos anos. Mesmo sem se poder mexer, já correu diferentes pontos de Londres e resistiu a um passado repleto de episódios turbulentos.

Em 1837, o escultor William Frederick Woodington concebeu-o como elemento central no topo de uma fábrica de cerveja (Lion Brewery) localizada a menos de um quilómetro a Norte da sua actual localização. Aqui, mora desde 1966. Pelo meio, no entanto, sobreviveu a um incêndio na fábrica (em 1931) e à destruição posterior e mais devastadora trazida pela II Guerra Mundial e, por vontade Real (George VI), resistiu à demolição da zona para dar lugar ao Royal Festival Hall e, brevemente, ainda esteve exposto na entrada da estação de Waterloo. Nos últimos 60 anos, bem mais sossegados, fez deste lado ponte o seu habitat natural, tendo do outro lado ‘vizinhos’ ilustres como Isaac Newton, Charles Dickens ou Stephen Hawking, todos sepultados na Westminster Abbey (abadia).

Já junto ao icónico edifício neogótico, por Whitehall vai-se à Trafalgar Square, provavelmente a mais famosa das praças londrinas e, nela, os leões mais conhecidos da cidade e, talvez, os maiores. De bronze e de um realismo impressionante nos detalhes, os quatro imponentes felinos estão distribuídos em redor da base e guardam a Nelson’s Column. Estes ‘quadrigémeos’ aqui estão desde que foram esculpidos em 1860 por Sir Edwin Landseer, deitados e de boca aberta, mas não servem de ameaça para o batalhão de pombas sempre a esvoaçar, nem para os mais intrépidos visitantes, aos quais só o sinal ali posto impede que se juntem aos leões no pedestal para uma fotografia proibida.

Trafalgar Square relembra-nos, ainda, que Londres é também cidade de inúmeros museus, alguns dos mais relevantes a nível mundial e, na ponta oposta à Nelson’s Column, situa-se a National Gallery. Nas suas salas, a vasta colecção britânica de obras de arte europeias e entre Van Gogh, da Vinci, Vermeer ou Rubens não destoaria, dizemos nós, aquele golo europeu de Pedro Gonçalves marcado ao Arsenal FC.

É o momento de voltar ao futebol, mas ainda no rasto dos leões londrinos, os últimos e agora tão pequenos que só não escapam aos mais atentos: são três, os reconhecíveis Three Lions, dentro de um emblema, o da Football Associaton (FA). Estão numa placa, colocada junto a uma das grandes janelas do número 63 da Great Queen Street, em Convent Garden, que informa que neste edifício - agora um grandioso salão de eventos - estava a Freemason’s Tavern. Nada mais e nada menos do que o local, um pub, onde se criou a Federação inglesa (FA) a 26 de Outubro de 1863. “O futebol moderno nasceu neste dia”, lê-se ainda, porque foi lá dentro, já a 8 de Dezembro, numa reunião às 7 o’clock, que se estipularam as regras que começaram a dar a forma que conhecemos ao desporto-rei.

Segundo consta, só ao quinto encontro na Freemason’s Tavern é que saiu o documento The Laws of the Game, autoria de Ebenezer Morley, com os 13 artigos que lançaram as bases. De maneira geral, fixaram-se as dimensões máximas dos campos, as balizas tinham de ter apenas dois postes (sem barra a uni-los), definiram-se as reposições laterais, o pontapé de saída no centro do terreno de jogo precedido de moeda ao ar, os primórdios do fora-de-jogo (lei afinada em 1866) e, por outro lado, os controversos handling (manuseio e transporte da bola com a mão) e hacking (pontapé na tíbia) foram proibidos, separando à nascença e para sempre o futebol do rugby.

Oito anos depois, organiza-se a The Football Association Cup. Exactamente, a FA Cup ainda hoje disputada. Então, tal como a Revolução Industrial, principiada em Inglaterra, o futebol tornou-se um movimento igualmente imparável e pronto a grassar para outras geografias.

Por essa maravilhosa criação, à porta do local fundador, deixam-se os agradecimentos devidos e parte-se para a última paragem deste tour alternativo por Londres, que é óbvia e inequívoca. Agora, todos os caminhos levam à parte norte da capital, ao Emirates Stadium, onde os Leões de Rui Borges querem continuar a rugir, agora como nunca antes na UEFA Champions League.

Foto Isabel Silva

Leões já de olhos postos no Arsenal FC

Por Sporting CP
12 Abr, 2026

Bicampeões Nacionais preparam embate da UEFA Champions League

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal começou, este domingo, a preparação para o jogo de quarta-feira frente ao Arsenal FC, da segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League.

Os Bicampeões Nacionais cumpriram uma sessão de trabalho em que os titulares do jogo frente ao CF Estrela da Amadora fizeram trabalho de recuperação, enquanto os restantes jogadores cumpriram treino normal às ordens da equipa técnica liderada por Rui Borges.

O Sporting CP regressa ao trabalho na terça-feira, a partir das 10h30, na Academia Cristiano Ronaldo, com 15 minutos da sessão abertos à Comunicação Social.      

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Foi um jogo difícil"

Por Sporting CP
11 Abr, 2026

Técnico satisfeito com o triunfo suado (0-1)

Após a difícil vitória na Amadora (0-1), Rui Borges esteve na sala de conferências de imprensa do Estádio José Gomes, onde analisou a exibição verde e branca.

Análise à partida
"Foi um jogo difícil, competitivo. Sabíamos que os jogos depois da UEFA Champions League são sempre muito difíceis para nós e o discurso foi muito por aí. Temos isso bem ciente. Tínhamos de competir. Controlámos o jogo com posse, é certo, mas faltou-nos alguma inspiração no último terço. Na primeira parte, o CF Estrela da Amadora defendeu a área com onze jogadores, podíamos ter tomado melhores decisões. Não os deixámos acreditar nem entrar em transições, nesse aspecto até estivemos bem, minimamente concentrados, sabíamos que era importante ter esse rigor também. O jogo foi um pouco por aí: nós com muita bola, mas com alguma falta de inspiração no último terço. A equipa teve a mentalidade e aí é que se veem os verdadeiros campeões."

Alterações no onze a pensar nos próximos jogos?
"Foi gestão física. O Gonçalo Inácio tem muitos minutos. É certo que tinha o quarto amarelo também, mas foi muito mais pela parte física: veio tocado da Selecção, entrámos num mês com muitos jogos e para não ter uma quebra e o perdermos optámos por fazer essa gestão. O Edu [Quaresma] e o Zeno [Debast] mereciam essa confiança, fizeram um jogo muito bom, em casa, frente ao CD Santa Clara. Demonstram bem o cáracter e a vontade de todos de aproveitar as oportunidades que o treinador lhes dá. Confio em toda a gente.

Acabámos por refrescar um pouco a zona central, os dois centrais e dois médios. O Morten [Hjulmand] não jogou com o Arsenal FC, o [Hidemasa] Morita fez 90 minutos, o Dani [Bragança] tem estado muito bem... era importante ter ali malta fresca também mentalmente. Não foram muitas mudanças para poder dizer que foi a pensar nos próximos jogos. Foi mais uma pequena frescura física e mental em corredor central."

Semana e meia decisiva
"É natural que seja uma semana decisiva, por estarmos cada vez mais próximos do final da época. Os jogos tornam-se mais decisivos, mas importa-me apenas olhar para o próximo. E o próximo é o Arsenal FC."

Regresso de Geovany Quenda
"Muito feliz por ver o Quenda voltar. É um jogador importante, que dá muito à equipa. Teve uma paragem longa, infelizmente, mas estamos todos - colegas e equipa técnica - felizes por tê-lo de volta. É um jogador diferenciado e pode ajudar-nos nesta recta final do campeonato e nas competições em que estamos inseridos."

Vento
"O vento condicionou toda a gente, não só o Sporting CP. O vento, o frio... a adaptação foi difícil para todos e condicionou a qualidade do jogo."

Saída de Iván Fresneda
"O Iván estava com queixas físicas e optámos por tirá-lo a intervalo."

Qualidade exibicional de Daniel Bragança pós-lesão
"O Dani tem crescido. Está um jogador ainda mais maduro e, claro, aliado à sua qualidade técnica e de leitura de jogo... li há uns dias dizerem que, no futuro, ele pode ser treinador. Não tenho quaisquer dúvidas disso. Tem uma leitura de jogo e tomada de decisão acima da média, precisou de tempo mas está numa boa fase, tem acrescentado muito à equipa, e os colegas veem nele essa qualidade para ajudar e fazer a diferença."

Dificuldades para acelerar o jogo
"Na primeira parte, a posse foi muito lenta. Tínhamos de fazer a bola andar mais, e por isso digo que o vento acabou a condicionar muito o jogo, muito mesmo. Os jogadores acabam por ter algum receio de fazer alguns passes e percebem que o vento torna as coisas diferentes. Tínhamos de vascular muito. A bola tinha de andar muito no corredor e mesmo assim era preciso tomar decisões mais simples para ir 'amassando' o adversário. Chegámos ao último terço e fomos muito lentos, não estávamos a ganhar superioridades. Ao intervalo melhorámos e na primeira parte não o estávamos a conseguir, havia sempre igualdade numérica e tempo para o CF Estrela da Amadora se reorganizar e tapar baliza. 

Eles optaram por meter um bloco de cinco, e acaba por ser mais difícil. São jogadores competitivos e intensos em termos físicos e atléticos, é natural que a nós também nos faltasse alguma energia, mas apesar de tudo, sabíamos que era um jogo onde tínhamos de competir, mais do que querer jogar muito bem."

Foto José Lorvão

Não faltou inspiração a Daniel Bragança

Por Sporting CP
11 Abr, 2026

Leões vencem o CF Estrela da Amadora com tento solitário do médio (0-1)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, este sábado, o CF Estrela da Amadora por 0-1, em jogo da 29.ª jornada da Liga Portugal. Num encontro com poucas oportunidades de golo, valeu a atitude de toda a equipa e a inspiração de Daniel Bragança, que desde o regresso à competição mostra uma invulgar veia goleadora e voltou a ser decisivo.

Para a curta deslocação à Reboleira, Rui Borges fez quatro mudanças em relação à equipa que, durante a semana, defrontou o Arsenal FC. O técnico verde e branco apresentou, assim, uma renovada dupla de centrais, com Zeno Debast e Eduardo Quaresma no centro da defesa, e, no miolo, apostou em Morten Hjulmand e Daniel Bragança.

Numa noite muito ventosa e fria, com a sensação térmica a chegar perto dos 0ºC, os primeiros minutos no Estádio José Gomes correram sem grande história ou incidências a assinalar: os verdes e brancos, com bastante bola mas pouco espaço, foram rondando a baliza do ex-Leão Renan Ribeiro, mas sem conseguir criar ocasiões claras para importunar o guardião brasileiro.

Tanto que o primeiro remate da partida, aos oito minutos, pertenceu mesmo à equipa da casa. Numa jogada em velocidade pela esquerda, Ianis Stoica deixou vários adversários para trás e centrou para a entrada da área, onde Eddy Doué apareceu sozinho, mas sem pontaria, e disparou muito por cima do alvo.

O Sporting CP continuou ‘por cima’, apesar do susto, mas, a pecar no último passe, só aos 19 minutos conseguiu ultrapassar a cerrada defensiva tricolor e finalizar uma jogada: Iván Fresneda, na direita, amorteceu de cabeça para a entrada da área e Francisco Trincão, bem colocado, rematou meio em força, meio em jeito, mas a sobrevoar o travessão.

A jogar contra o vento e uma imensa muralha no corredor central, os verdes e brancos tentaram apostar, sobretudo, na transição curta e na velocidade pelas alas para progredir no terreno, mas foi através de um lance de bola parada que, aos 29’, estiveram muito próximos de inaugurar o marcador. Francisco Trincão marcou o pontapé de canto na direita e Stefan Leković, a tentar o corte, só não introduziu a bola na própria baliza por milagre.



A crescer na partida, o Sporting CP continuou a tentar desbloquear caminhos para a baliza de Renan Ribeiro e foi pelo flanco esquerdo que, aos 34’, Maxi Araújo, a combinar bem com Morten Hjulmand, voltou a tentar desequilibrar a defensiva tricolor. Um corte providencial de Robinho, contudo, afastou novamente o perigo quando o uruguaio se preparava para rematar.

Com os visitantes instalados no seu meio-campo ofensivo, o CF Estrela da Amadora procurava surpreender no contragolpe e contou com a momentânea ‘ajuda’ de um inusitado 12.º jogador, um gato que invadiu o relvado e obrigou à interrupção da partida. Já de ‘onze para onze’, foram os outros felinos quem voltou a assumir o controlo, mas sem grande objectividade, e as equipas desceram mesmo para o descanso com um nulo no marcador.

 Após uma primeira parte marcada por um intenso mas pouco concreto domínio - os dados estatísticos apontam, por exemplo, para 78% de posse de bola e sete cantos conquistados, mas apenas um remate enquadrado à baliza - os Leões regressaram para os segundos 45 minutos com Georgios Vagiannidis em campo.

No entanto, a história repetiu-se e, nos primeiros largos minutos do segundo tempo, o Sporting CP, em baixa rotação, continuou a sentir muitas dificuldades para ultrapassar a bem montada organização tricolor.

Era preciso dar um ‘pontapé no marasmo’ e foi de pé esquerdo que Daniel Bragança o fez: aos 59 minutos, Francisco Trincão galgou milhas pela direita, serviu o camisola 23 à entrada da área e o médio, com toda a intenção do mundo, rematou rasteiro para o fundo das redes e para o quinto golo da temporada.

Aos 66 minutos, Rui Borges voltou a mexer e, muito aplaudido pelas centenas de Sportinguistas presentes no estádio, Geovany Quenda - lado a lado com Hidemasa Morita – voltou a pisar um relvado de futebol. Após sensivelmente quatro meses ausente por lesão, o jovem de 18 anos até podia ter coroado o momento com um golo dois minutos depois, mas desmarcado por Luis Suárez na profundidade, não conseguiu receber bem o esférico.

Com o jogo mais aberto nesta fase, aos 70 minutos o CF Estrela da Amadora conquistou um pontapé de canto e, na sequência, Max Scholze, com uma autêntica bomba, obrigou Rui Silva a uma defesa importante, a segurar a ténue vantagem verde e branca.

Aos 79’, também o Sporting CP tentou selar o encontro com um fortíssimo remate de fora da área: Geny Catamo, à sua imagem, deambulou do corredor para o meio e, ainda longe da baliza, encheu o pé, mas acertou em cheio na barra da baliza de Renan Ribeiro.

Nos minutos finais da partida, os tricolores subiram linhas, à procura do tento da igualdade, mas os Leões deram uma cabal demonstração de maturidade e saber defender e, já com Ousmane Diomande e Rafael Nel em campo, seguraram mais três valiosos pontos na Liga Portugal.

Agora, as atenções viram-se para a viagem a Londres, onde, na próxima quarta-feira, o Sporting CP vai tentar inverter a eliminatória frente ao Arsenal FC e ‘carimbar’ o acesso às meias-finais da UEFA Champions League.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Zeno Debast, Pedro Gonçalves (Geovany Quenda, 67’), Geny Catamo (Rafael Nel, 90+4’), Francisco Trincão (Ousmane Diomande, 90+2’), Maxi Araújo, Iván Fresneda (Georgios Vagiannidis, 46’), Daniel Bragança (Hidemasa Morita, 67’), Morten Hjulmand [C], Eduardo Quaresma e Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Rui Silva (87’).

Foto José Lorvão

Bilhetes para a recepção ao SL Benfica

Por Sporting CP
10 Abr, 2026

Ingressos a partir de 21€

O Sporting Clube de Portugal informa que abre às 11h00 de segunda-feira, 13 de Abril, a venda de bilhetes para o jogo entre a equipa principal de futebol e o SL Benfica, marcado para as 18h00 de domingo, 19 de Abril, no Estádio José Alvalade, e referente à 30.ª jornada da Liga Portugal.

O preço dos ingressos, que são exclusivos para Sócios, começa nos 21€. A venda decorre aqui e nas bilheteiras do Estádio José Alvalade, abertas todos os dias das 11h00 às 20h00, com os seguintes critérios:

Sócios há 75 anos ou mais e/ou Lion Seats sem Gamebox
13 de Abril | segunda-feira | 11h00 às 12h59

Sócios há 50 anos ou mais
13 de Abril | segunda-feira | 13h00 às 14h59

Sócios há 40 anos ou mais
13 de Abril | segunda-feira | 15h00 às 16h59

Sócios há 30 anos ou mais
13 de Abril | segunda-feira | 17h00 às 18h59

Sócios há 20 anos ou mais
13 de Abril | segunda-feira | 19h00 às 20h59

Sócios há 15 anos ou mais
13 de Abril | segunda-feira | 21h00 às 22h59

Sócios há 10 anos ou mais
13 de Abril | segunda-feira | 23h00 às 10h59

Sócios há 5 anos ou mais
14 de Abril | terça-feira | 11h00 às 14h59

Sócios há 1 ano ou mais
14 de Abril | terça-feira | 15h00 às 18h59

Todos os Sócios com admissão até 28 de Fevereiro
14 de Abril | terça-feira | a partir das 19h00

Informações importantes
- Jogo exclusivo a Sócios com admissão até 28 de Fevereiro 2026
- Jogo incluído na Gamebox 2025/2026
- Lion Seats sem Gamebox que não adquiriram bilhete para o jogo serão comercializados a partir de 16 de Abril
- Proibida a entrada a menores de 3 anos
- Maiores de 3 anos (inclusive) necessitam de comprar bilhete
- Quota mínima para compra de bilhete: Março 2026
- Quota mínima para acesso ao Estádio: Março 2026
- As portas do Estádio abrem duas horas antes do jogo

Contamos com o teu apoio, em todos os momentos e em todo o lado!

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Queremos ganhar para continuar na luta"

Por Sporting CP
10 Abr, 2026

Leões visitam CF Estrela da Amadora este sábado

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal desloca-se, às 20h30 deste sábado, ao Estádio José Gomes para defrontar o CF Estrela da Amadora na 29.ª jornada da Liga Portugal e Rui Borges fez a antevisão ao encontro.

Na Academia Cristiano Ronaldo, o treinador verde e branco respondeu às perguntas dos jornalistas.

Fotis Ioannidis e Luís Guilherme
"Esperamos e acreditamos muito que voltem esta época, tanto um como o outro. Não sei dizer o tempo [de recuperação], mas acreditamos que voltem antes do final da época."

Jogo contra o CF Estrela da Amadora
"Esperamos um jogo difícil, dentro do que tem sido este mês. Depois da exigência do jogo que tivemos [com o Arsenal FC], num campo historicamente bastante difícil e contra uma equipa com um final de campeonato difícil e que luta pelos pontos. Não tenho dúvida nenhuma de que será um jogo difícil, mas temos muito a ganhar. Sabemos que vamos ter de lutar bastante para conseguir a vitória e será um jogo bastante competitivo.

O CF Estrela da Amadora é muito forte em contra-ataque, tem jogadores rápidos e evoluídos no último terço. O míster João Nuno, desde que chegou, tenta que a equipa tenha posse, boas dinâmicas e boas ideias no processo ofensivo. Querem ter bola e jogar, mas também são uma equipa que faz muitos passes longos para procurar os homens do ataque que podem resolver jogos no um para um. Atleticamente, são muito fortes e altos num campo que leva a que essa vertente seja importante. Dentro de tudo isso, temos de estar comprometidos porque se não tivermos vamos ter ainda mais dificuldades. Queremos ganhar para continuar na luta pelo principal objectivo."

Mudança de chip depois de jogar para a UEFA Champions League
"Há que alertar e focar os jogadores o máximo possível para os conseguir ligar para um jogo diferente, mas a dificuldade [do jogo com o CF Estrela da Amadora] é grande. Temos de os fazer perceber que continuamos o nosso caminho e que o campeonato é o nosso principal objectivo, a nossa Champions."

Objectivos
"Queremos muito ser Campeões e esse é o principal objectivo. Na UEFA Champions League, sabemos a grandeza das equipas que estão entre as oito melhores e a dificuldade é ainda maior. Não estamos a abdicar da UEFA Champions League, longe disso, mas o principal objectivo é o campeonato."

Geovany Quenda
"Está convocado."

Morten Hjulmand
"É um grande jogador, está a fazer uma boa época e já tinha feito na temporada passada. É importante para o Sporting CP e, pelo que o Clube está a demonstrar a nível europeu, é natural que se fale dele e de outros jogadores. Deixa-nos felizes porque é sinal de reconhecimento individual e colectivo e de que o nosso trabalho é bem feito. Todos são valorizados e olho com naturalidade para isso, faz parte do futebol. Fico feliz se ficar, se não ficar virá alguém com valor para o Sporting CP."

Luta pelo título
"Quem está em primeiro é o FC Porto e, até ver, é o melhor, mas estamos bem, confiantes, com qualidade de jogo acima da média. As dificuldades vão ser para todos e amanhã temos uma deslocação difícil, até pelo final de época do CF Estrela da Amadora, que precisa muito de pontos e vai-se entregar para lá do máximo. Tudo faremos para conseguir os três pontos."

Risco de suspensão na linha defensiva
"Dentro da gestão física e estratégica, tentaremos entrar com os melhores para conseguir ganhar sem olhar para os cartões. Não interessa pensar mais à frente se não ganharmos amanhã. Logo veremos por quem vamos optar."

Gestão física
"Os jogadores têm acumulado muitos jogos, alguns com selecção. Temos de olhar para essa parte, dentro do que é possível entender. Há que perceber como estão e como se sentem porque estamos numa fase em que temos de ter a energia de toda a gente no máximo. Às vezes mais vale dar o máximo em 30 minutos do que não dar o máximo em 60 ou 70. Vamos olhar para isso com toda a certeza, temos de estar atentos a isso."

Adeptos
"Estamos todos no mesmo caminho, energia, vontade, foco, objectivo e propósito. É natural que fiquem empolgados nos jogos da UEFA Champions League, tal como nós, porque são jogos diferentes e entre os melhores da Europa. Estar entre eles deixa-nos muito felizes e vamos disputá-los ao máximo."

Souleymane Faye
"Chegou em Janeiro, numa fase em que a equipa está consolidada, não há muito tempo para treinar. Vem de um contexto totalmente diferente, vai ter a sua adaptação e crescimento. Temos de ter paciência e tempo."

Rafael Nel
"Está a dar resposta. Tem dado muito e crescido diariamente."

Indisponíveis
"Fotis Ioannidis, Luís Guilherme e Nuno Santos. João Simões está em dúvida."

Foto Isabel Silva

Preparação para o CF Estrela da Amadora

Por Sporting CP
09 Abr, 2026

Leões voltaram a treinar em Alcochete

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal continua a preparar a visita ao reduto do CF Estrela da Amadora, marcada para as 20h30 de sábado, 11 de Abril, e referente à 29.ª jornada da Liga Portugal.

Nesse sentido, Rui Borges orientou mais uma sessão de treino na manhã desta quinta-feira na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Os Leões voltam ao trabalho na manhã de sexta-feira, com a conferência de imprensa de antevisão a estar marcada para as 12h30.

Foto João Pedro Morais

Atenções viradas para a Liga

Por Sporting CP
08 Abr, 2026

Leões de volta ao trabalho

Após a primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League, a equipa principal de futebol do Sporting CP regressou aos treinos, esta quarta-feira, na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Os titulares diante do Arsenal FC realizaram trabalho de recuperação, enquanto os restantes jogadores treinaram normalmente às ordens de Rui Borges. O foco do plantel já está no regresso à Liga, reservado para este sábado (20h30) em casa do CF Estrela da Amadora.

Amanhã, quinta-feira, há novo treino marcado, em Alcochete, à porta fechada.

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