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Foto José Lorvão

Sporting CP focado na final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
22 maio, 2026

Amanhã há novo treino e conferência de imprensa

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal continuou, nesta sexta-feira de manhã, a preparar a final da Taça de Portugal marcada para este domingo, a partir das 17h15, no Estádio Nacional, frente ao SCU Torreense.

Depois de começar a semana a treinar no recinto do jogo, o trabalho tem continuado na Academia Cristiano Ronaldo, que amanhã volta a ser palco de mais uma sessão de trabalho.

Após o treino, o técnico Rui Borges e um jogador farão a antevisão ao derradeiro encontro da temporada. A conferência de imprensa terá lugar em Alcochete, às 12h30.

Foto José Lorvão, Sérgio Martins

Entre a tradição e o sonho

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Sporting CP e SCU Torreense encontram-se no Jamor este domingo (17h15)

Este domingo, às 17h15, a bola volta a rolar no mítico tapete verde do Estádio Nacional do Jamor. Frente a frente estarão equipas com história, percursos e palmarés distintos, mas unidas pela mesma ambição. De um lado, um Sporting Clube de Portugal habituado às grandes decisões e à exigência de vencer; do outro, um SCU Torreense que, a viver uma das temporadas mais especiais da sua existência, sonha eternizá-la com um inédito troféu.

No velhinho Estádio Manuel Marques, erguido há mais de 100 anos, mora um dos projectos mais singulares do futebol português actual. Com as suas bancadas como testemunhas, o SCU Torreense construiu um plantel multicultural, composto por jogadores de 12 nacionalidades, e afirmou-se como uma equipa consistente e com personalidade.

O crescimento tem sido evidente desde que Luís Tralhão assumiu o comando da equipa, a 5 de Janeiro deste ano, quando o conjunto azul-grená ocupava o 8.º lugar da classificação da Liga Portugal 2. Paralelamente à caminhada marcante na prova rainha, o SCU Torreense protagonizou uma forte recuperação no campeonato e, após o desfecho da Liga Portugal 2, continua na luta pela subida ao escalão máximo do futebol nacional.

Esta quarta-feira, os torreenses empataram com o Casa Pia AC (0-0), na primeira mão do play-off de promoção e, apesar do empate sem golos, a formação de Torres Vedras voltou a mostrar que está pronta para outros palcos. Perante o seu público, o terceiro classificado da Liga Portugal 2 assumiu grande parte da iniciativa do encontro, terminou com mais posse de bola (59%-41%) e somou mais do dobro dos remates do adversário (14 contra 6), ainda que o número de ocasiões flagrantes tenha sido idêntico para ambos os lados (2).

Além disso, a equipa de Luís Tralhão chega à final num dos melhores momentos da temporada, tanto do ponto de vista competitivo como anímico, com apenas uma derrota nos últimos 12 encontros. O percurso até ao Jamor confirma precisamente essa consistência. A caminhada começou com um triunfo fora frente ao ADC Correlhã (1-3), seguindo-se uma eliminatória particularmente equilibrada diante da UD Oliveirense, resolvida apenas nas grandes penalidades (5-4, após 1-1 no tempo regulamentar).

Depois, os azuis-grená superaram o Lusitânia de Lourosa FC (0-1), o primodivisionário Casa Pia AC (1-2) e a UD Leiria (3-1), antes da eliminatória das meias-finais frente ao AD Fafe. Com o empate na primeira mão na bagagem (1-1), o SCU Torreense regressou a casa e venceu por 2-0, carimbando uma muito celebrada segunda presença na final da Taça de Portugal.

A primeira, essa, aconteceu na época da sua estreia na I Divisão, na distante temporada de 1955/1956. Então, o emblema de Torres Vedras alcançou a final da Taça de Portugal, discutiu o troféu com o FC Porto e acabou derrotado por 2-0.

Entre as principais figuras do plantel surge Stopira, experiente defesa-central cabo-verdiano de 38 anos e uma das referências da equipa. Recentemente convocado para a selecção de Cabo Verde, tornar-se-á no primeiro jogador da história do SCU Torreense a marcar presença num Campeonato do Mundo. No plano ofensivo, por sua vez, o protagonismo vai para Musa Drammeh e Kévin Zohi, que, com nove golos apontados ao longo da temporada, se assumem como os melhores marcadores da equipa.



Apesar de Sporting CP e SCU Torreense não se cruzarem oficialmente há 34 anos, em 2025/2026 os torreenses mediram forças com a equipa B verde e branca na Liga Portugal 2 e os dois encontros ficaram marcados por desfechos dramáticos. Na jornada inaugural do campeonato, os Leões de João Gião venceram em Torres Vedras graças a um golo solitário de Flávio Gonçalves mesmo ao cair do pano.

Já na segunda volta, no Estádio Aurélio Pereira, o conjunto azul-grená acabou por inverter o desfecho e venceu por 1-2, com o golo decisivo a surgir também aos 89 minutos. Então, Dany Jean inaugurou o marcador aos 43’, Lucas Anjos empatou aos 56’ e Musa Drammeh, de grande penalidade, carimbou os três pontos para os visitantes já perto do apito final.

Noutros capítulos da sua história, porém, a formação de Torres Vedras jogou de forma regular frente à equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal. São mais de 70 anos de história conjunta e agora, à espreita do mais emblemático encontro entre os dois emblemas, Luís Tralhão deverá apostar no mesmo onze que iniciou o encontro frente ao Casa Pia AC: Lucas Paes, David Bruno, Stopira, Mohamed Ali-Diadié, Javi Vázquez, Guilherme Liberato, Léo Azevedo, Alejandro Alfaro, Luis Quintero, Musa Drammeh e Dany Jean.

Pela frente terá agora um Sporting CP ambicioso, que chega ao Jamor depois de assegurar o segundo lugar do campeonato e de fechar a Liga Portugal com uma vitória categórica frente ao Gil Vicente FC, por 3-0. Na terceira presença consecutiva dos verdes e brancos no Estádio Nacional, Rui Borges e companhia, actuais detentores do troféu, procuram somar a 19.ª Taça de Portugal ao Museu Sporting e fechar com um título uma temporada de altos e baixos.

Nesta que será a 30.ª presença dos Leões no palco maior da prova rainha, cenário de finais inesquecíveis, outras de má memória e uma eternamente trágica, o percurso até à final ficou marcado por eliminatórias exigentes e por várias decisões ‘para lá’ do tempo regulamentar. A caminhada começou em Outubro, em Paços de Ferreira, onde o Sporting CP venceu por 2-3 após prolongamento, e seguiu-se um triunfo caseiro mais tranquilo frente ao AC Marinhense (3-0).

Nos quartos-de-final, os Leões voltaram a sofrer para eliminar o CD Santa Clara, após tempo extra nos Açores (2-3), e o AFS Futebol SAD, que venceram pelo mesmo resultado no Estádio José Alvalade, novamente após prolongamento. Já nas meias-finais, o Sporting CP afastou o FC Porto graças a uma vitória por 1-0 em casa e a um empate sem golos no Estádio do Dragão.

Para a final, Rui Borges não deverá contar com os lesionados Zeno Debast, João Simões, Iván Fresneda e Fotis Ioannidis, mas a experiência em jogos desta dimensão pode assumir-se como um dos trunfos da equipa verde e branca. O SCU Torreense chega naturalmente impulsionado pelo entusiasmo de uma época inesquecível, enquanto o Sporting CP procura confirmar o estatuto num dos palcos mais emblemáticos do futebol nacional, no adeus de Hidemasa Morita e Geovany Quenda aos adeptos.

Foto Museu Sporting - Centro de Documentação

Mais de 70 anos de história conjunta

Por Sporting CP
22 maio, 2026

15 jogos oficiais entre Sporting CP e SCU Torreense

A final da Taça de Portugal entre Sporting Clube de Portugal e SCU Torreense decide um título, mas adiciona, também, um capítulo a uma história conjunta de mais de 70 anos entre as equipas principais de futebol dos dois emblemas.

No que a duelos oficiais diz respeito, os Leões e o clube de Torres Vedras encontraram-se pela primeira vez em 1955 e pela última em 1992. Nesse período, registaram-se 15 jogos para duas competições: Liga Portugal e Taça de Portugal. Agora, 34 anos depois, Sporting CP e SCU Torreense voltam a entrar em campo ao mesmo tempo.

A década de 50 foi, de longe, aquela que contou com mais embates. O primeiro foi em Setembro de 1955, para o Campeonato Nacional, e teve lugar no Estádio da Tapadinha, casa do Atlético CP. O Sporting CP de José Travassos ou Manuel Vasques recebeu o SCU Torreense e... perdeu por 0-1. Na segunda volta, 0-0 no marcador. Na mesma temporada, mas mais perto do fim, novo jogo entre as duas equipas, mas para a Taça de Portugal. O resultado, esse, voltou a ser negativo para a turma verde e branca, que foi derrotada por 1-0.

Estava difícil ver um triunfo Leonino sobre o SCU Torreense e nem na primeira volta da época seguinte tal se registou (0-0). Foi preciso esperar até à 26.ª e última jornada do Campeonato de 1956/1957 para o Sporting CP conseguir, ao quinto embate, superar o SCU Torreense por 3-1 com golos de João Martins, Pérides e Manuel Vasques. Do outro lado estava João Morais, que alguns anos mais tarde seria uma figura incontornável da história Sportinguista. De acordo com o Jornal Sporting de 2 de Abril de 1957, tratou-se de um "justo triunfo".

A partir daí, foram desbloqueados vários resultados bem mais agradáveis para as cores do Leão. Dois triunfos confortáveis no Campeonato Nacional conquistado em 1957/1958 (0-3 fora e 6-1 em casa, com o Jornal Sporting de 29 de Janeiro de 1958 a classificar a exibição como "vistosa e produtiva") e passagem na eliminatória a duas mãos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal no mesmo ano (1-1 em casa e 0-1 fora) antes de uma temporada relevante.

Em 1958/1959, o Sporting CP voltou a triunfar nos dois jogos com o SCU Torreense, desta feita por 4-0 como visitado e 0-2 como visitante, mas a formação de Torres Vedras foi última classificada do Campeonato Nacional e desceu de divisão.

Foi preciso esperar até 1964/1965 para se voltar a ver o SCU Torreense no mais alto escalão do futebol português e o regresso, apesar de não ser brilhante (novo último lugar e despromoção), contou com um jogo marcante: uma das três únicas vitórias da campanha foi na recepção ao Sporting CP e logo por 3-0. Na segunda volta, em Alvalade, a desforra, tendo João Lourenço apontado um póquer na goleada por 4-0.

No Jornal Sporting de 26 de Março de 1965, esses 4-0 eram "a lição de Lourenço", mas os golos não chegaram para agradar. "Apesar dos 4-0 (números que reflectem certa supremacia), ainda não foi desta vez que os adeptos Sportinguistas saíram do Estádio José Alvalade totalmente satisfeitos ou rendidos perante o trabalho realizado pela turma do Sporting CP. Com efeito, se a vitória não oferece dúvidas (e em certa medida nos enche de consolação), já o mesmo não podemos dizer da exibição da equipa, que ficou além do que se poderia exigir em face da maneira como o jogo decorreu, sem problemas, sem casos, contra uma equipa correcta, de agradável fio de jogo, naturalmente com o objectivo de contribuir para um espectáculo edificante, com o prazer de praticar um futebol onde imperasse a disciplina de processos e a correcção. Pois nem mesmo assim", escrevia a publicação.

Mais uma vez, novo período sem SCU Torreense na Primeira Divisão e sem qualquer jogo contra o Sporting CP na Taça de Portugal, mas agora bem mais longo. Só em 1991/1992 o emblema voltaria à Liga Portugal e, na primeira volta, até marcou primeiro na recepção ao Sporting CP, mas Luís Figo e Jorge Cadete fizeram a reviravolta (1-2) para a formação orientada por Marinho Peres.

Para o Jornal Sporting de 11 de Dezembro de 1991, foi "reafirmada a postura de candidato ao título" - algo que não se viria a confirmar, com o Sporting CP a fechar a Liga Portugal na quarta posição. "Demonstrando uma grande saúde física e anímica, a equipa do Sporting CP foi a Torres Vedras conquistar mais uma preciosa e merecida vitória (a terceira consecutiva), no culminar de uma exibição que valeu, sobretudo, pela segunda parte, recheada de emotividade e bom futebol, extremamente competitiva e dinâmica", lia-se.

Alguns meses depois, em Abril de 1992, 4-0 para o Sporting CP em Alvalade no último jogo realizado contra o SCU Torreense. Jorge Cadete apontou um hat-trick e Ivaylo Iordanov também facturou naquela que seria a mais recente época do SCU Torreense - que está, neste momento, na luta pela subida - no escalão principal.

"A vitória por quatro golos sem resposta diante do SCU Torreense pode considerar-se reconfortante, abrindo fortes perspectivas para um final de Campeonato mais de acordo com a real valia da equipa do Sporting CP", contou o Jornal Sporting, que elogiou, naturalmente, Jorge Cadete: "Embora tenha perdido algumas oportunidades que pareciam 'golos feitos', acabou por marcar três, todos bonitos e cheios de espectacularidade, contribuindo de forma decisiva para o bom desempenho da equipa. Está (…) ao nível do melhor que já tinha mostrado na temporada anterior".

Para além dos desafios oficiais, Sporting CP e SCU Torreense já se encontraram várias vezes em jogos de preparação. O último aconteceu em Julho de 2025, na pré-temporada, com o emblema de Alvalade a vencer por 1-0 (autogolo) na Academia Cristiano Ronaldo. Francisco Silva, Jeremiah St. Juste, Pedro Gonçalves, Maxi Araújo, Geny Catamo, Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Biel, Morten Hjulmand, João Simões e Lucas Anjos formaram o onze inicial verde e branco em Alcochete.

Segue-se, este domingo e no Jamor, o mais importante e icónico jogo entre Sporting CP e SCU Torreense. Como aconteceu em toda a história entre os dois, os Leões são os favoritos, mas os de Torres Vedras terão, com toda a certeza, uma motivação mais alta do que em qualquer um dos outros embates.

Foto Isabel Silva

Bilhetes novamente esgotados para o Jamor

Por Sporting CP
20 maio, 2026

Final da Taça de Portugal está marcada para este domingo

O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para o jogo da equipa principal de futebol contra o SCU Torreense referente à final da Taça de Portugal, o último jogo da temporada 2025/2026.

No Jamor, espera-se apoio máximo dos Sportinguistas, que depois de terem esgotado a primeira vaga de ingressos, corresponderam da mesma forma à venda adicional aberta esta quarta-feira.

A final da prova-rainha está agendada para este domingo, dia 24 de Maio, no Estádio Nacional do Jamor e tem pontapé de saída pelas 17h15.

Foto João Pedro Morais

Missão Jamor em curso na Academia Cristiano Ronaldo

Por Sporting CP
20 maio, 2026

Leões preparam final da Taça de Portugal

Avizinha-se o último jogo da temporada 2025/2026 e todas as atenções estão direccionadas para a Taça de Portugal. Um dia depois do treino de adaptação feito no Estádio Nacional, que será o palco da decisão, o trabalho de preparação para o embate com o SCU Torreense voltou, esta quarta-feira, à Academia Cristiano Ronaldo. 

Os Leões têm novo treino às ordens de Rui Borges marcado para sexta-feira, em Alcochete. 

Já a final da prova-rainha, disputada entre Sporting CP e SCU Torreense, está agendada para este domingo, pelas 17h15. Pela terceira época consecutiva, a equipa verde e branca fecha a época no Jamor.

Foto Museu Sporting – Centro de Documentação

Sporting CP no Jamor: mais de um quarto de século de histórias para contar

Por Sporting CP
21 maio, 2026

Viagem pelos momentos de êxito, sombras e redenção já vividos no Estádio Nacional

Ao logo dos seus quase 82 anos, o Estádio Nacional afirmou-se como palco por excelência da final da Taça de Portugal e, nesse âmbito, o Sporting CP prepara-se para a sua 30.ª ida ao Jamor. De lá já saiu, entre finais inesquecíveis, outras de má memória e uma eternamente trágica, com 16 das suas 18 conquistas, mas a rica ligação dos Leões ao Jamor extravasa a prova-rainha. Uma longa história aqui revisitada.

Todos querem chegar ao Estádio Nacional, o ensolarado e velhinho anfiteatro para mais de 37 mil pessoas que no vale do Jamor, em Oeiras, encerra um dos mais míticos espaços do futebol português. Significa acabar a época em ambiente de festa e, claro, com a hipótese de conquistar um troféu, a Taça de Portugal. Mas nem sempre foi assim, porque antes de nascer o Jamor (em 1944) já havia prova-rainha (desde 1938/1939).

Foi na temporada 1945/1946 que se tornaram sinónimos e o Sporting Clube de Portugal assumiu-se logo um dos seus primeiros reis: depois das anteriores conquistas em 1940/1941 e 1944/1945, venceu a primeira final da Taça disputada no Estádio Nacional (4-2 Atlético CP) e também a segunda (3-1 CF “Os Belenenses”), no ano seguinte. Fernando Peyroteo (dois ‘bis’) e Albano marcaram em ambas, estava a começar a dourada era dos ‘Cinco Violinos’.

No entanto, a ligação (de sucesso) dos Leões ao Jamor é prévia, remontando mesmo à data da sua inauguração, o dia 10 de Junho de 1944, enquanto ainda decorria a II Guerra Mundial – o ‘Dia D’, curiosamente, dera-se quatro dias antes. Após a pomposa parada militar que desfilou no Estádio Nacional, não fosse, este, obra do Estado Novo, um encontro entre Sporting CP (Campeão Nacional) e SL Benfica (detentor da Taça de Portugal) culminou a inauguração: em jogo estiveram a Taça Império – uma precursora da Supertaça – e a Taça Estádio, ambas arrebatadas pelos Leões, que com mais um ‘bis’ de Peyroteo venceram o rival por 3-2.

Assim, dois anos volvidos, o recinto levantado em ditadura passou a ser o palco predilecto da mais democrática das provas nacionais. Tanto é que ao longo das décadas só por sete vezes o Jamor não acolheu a final da Taça de Portugal, ora por excepções feitas para ser jogada a Norte (1960/1961 e 1982/1983), ora por indicação da FPF para que fosse disputada em casa do vencedor anterior (1974/1975, 1975/1976 e 1976/1977) e, mais recentemente, por falta de condições para acolher jogos em tempos de pandemia (2019/2020 e 2020/2021). Curiosamente, em nenhuma destas o Sporting CP esteve envolvido na decisão, mas o êxito verde e branco na Taça continuou a ser trilhado e o Estádio Nacional preservou-se como seu cenário singular.

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Dessa extensa galeria de conquistas, uma das mais importantes foi a de 1962/1963. O 4-0 ao Vitória SC - com golos de Ernesto Figueiredo, do defesa-goleador Lúcio Soares e do letal Mascarenhas - foi inequívoco e levou a prova-rainha de volta para Alvalade. Mas, à luz da História, teve outra (grande) particularidade: esta conquista deu o apuramento para a Taça das Taças da época seguinte. Exactamente, a dos ‘Heróis de 64’, ainda hoje a única conquista europeia dos Leões. Pode dizer-se que tudo começou no Jamor, um palco que na década anterior já tinha ganho dimensão europeia – e, até, um lugar eterno na História do futebol - também graças ao Sporting CP.

Foi no Estádio Nacional que a 4 de Setembro de 1955, um domingo e durante a tarde, teve lugar a primeira partida de sempre da Taça dos Clubes Campeões Europeus – antecessora da actual UEFA Champions League. Neste episódio histórico, que teve um espectáculo à altura dentro de campo, os Leões empataram num entusiasmante 3-3 com o FK Partizan, vindo da então Jugoslávia para disputar esta primeira mão da ronda inaugural (‘oitavos’). O Sporting CP foi o anfitrião e teve o Jamor como ‘casa emprestada’, porque, então, estava a nascer o (antigo) Estádio José Alvalade, em plena fase de trabalhos para ser inaugurado no ano seguinte.

Regressando à festa da Taça, na viragem para a década de 70, o Jamor tornou-se habitat natural dos Leões como nunca: entre 1970 e 1974, disputaram cinco finais consecutivas e por três vezes (1970/1971, 1972/1973 e 1973/1974) acabaram com o troféu nas mãos após a mítica subida pela escadaria até à tribuna. Duas - com Chico Faria a brilhar com intensidade - foram vencidas ao SL Benfica, com quem perdeu as duas restantes, e a outra foi ganha a um Vitória FC (3-2) que tinha chegado aos ‘quartos’ da Taça UEFA.

Quanto a esses dérbis de boa memória, se em 1971 o expressivo 4-1 imposto falou por si, três anos depois a conquista teve outro sabor pela reviravolta conseguida. Nené adiantou as águias à meia hora e nada mudou até bem perto do fim, quando Chico Faria empatou aos 89’ e, já no prolongamento, Marinho deu a volta completa ao texto para deixar o troféu nas mãos de Vítor Damas.

Foi a primeira final da Taça disputada em liberdade, pouco mais de um mês após o 25 de Abril, e o Sporting CP saiu dessa temporada com uma ‘dobradinha’. Uma proeza repetida e culminada, também, no Estádio Nacional em 1981/1982 (4-0 SC Braga), graças aos golos de António Oliveira (‘bis’), do capitão Manuel Fernandes e ainda Rui Jordão, antes de o Sporting CP entrar abruptamente em longas travessias sem encontrar consistentemente o caminho de regresso ao Jamor – e aos títulos.

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A prova-rainha, ainda assim, serviria para vislumbrar alguma luz e quebrar ‘jejuns’ nas décadas seguintes, mas na funesta edição de 1995/1996 - precisamente há 30 anos - tudo foram sombras e a festa da Taça passou a tragédia graças a um episódio negro. Nas bancadas do Estádio Nacional, Rui Mendes, espectador Sportinguista, foi atingido mortalmente por um very-light lançado por um adepto adversário, do SL Benfica. Uma mancha sempre presente e inapagável do Jamor.

Dentro de campo, só na edição anterior é que os Leões tinham voltado a ser felizes. Ivaylo Iordanov, com golos a abrir e a fechar o jogo (9’ e 86’), levou de novo a equipa verde e branca ao topo da escadaria e deu a uma talentosa geração de jogadores o seu único troféu no Clube.

Depois, com a chegada do novo milénio e o regresso aos títulos de Campeão Nacional, a pontaria do goleador Mário Jardel, também no Jamor (1-0 Leixões SC em 2001/2002), valeu uma nova Taça de Portugal para reeditar finalmente a ‘dobradinha’ a verde e branco, algo que só voltou a acontecer sob o comando de Rui Borges, já em 2024/2025. Até lá, só à base de (muitas) emoções fortes é que o Sporting CP conseguiu agarrar mais quatro Taças e, ao mesmo tempo, lamber as feridas de duas traumáticas finais perdidas pelo caminho.

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Se em 2006/2007 (0-1 CF “Os Belenenses”), a vitória já chegou tarde (87’) e pelos pés de quem sempre resolvia, o oportuno Liedson, na edição seguinte só o prolongamento trouxe os golos e garantiu o troféu, mas o herói não podia ter sido mais improvável. Em dois actos, o último numa recarga de bicicleta, o avançado Rodrigo Tiuí ‘bisou’ pouco depois de entrar – ainda só tinha um golo marcado em toda a época – e deu a vitória (0-2) sobre um FC Porto recém-sagrado tricampeão, deixando para sempre o seu nome no imaginário Sportinguista.

E para voltar a sair do Estádio Nacional com um sorriso foi preciso sofrer e, acima de tudo, perseverar até 2015. Para trás estavam quase sete anos sem qualquer troféu, entre os quais uma final de Taça perdida para a A. Académica de Coimbra (0-1 em 2011/2012) e um sétimo lugar na Liga (2012/2013) e, para piorar tudo, com apenas 25 minutos decorridos da final com o SC Braga, o Sporting CP perdia por 0-2 e estava com dez desde os 14’… mas quem não se lembra como acabou? Já no fim, Slimani (84’) e Fredy Montero (90+4’) transformaram o impossível numa das mais épicas reviravoltas já vistas no Jamor, consumada nos penáltis.

Poucos anos depois, o Estádio Nacional voltou a ver o Leão tombar com estrondo e de forma inesperada, mas também reerguer-se uma vez mais até alçar a prova-rainha novamente. A queda foi em 2017/2018 contra o CD Aves (2-1), num jogo em que o Sporting CP não mostrou reacção, ainda a viver na ‘ressaca’ da grave invasão à Academia que abalou todo o Clube.

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A resposta, novamente, foi dada no Jamor, logo na edição seguinte e contra o FC Porto (2-2 e 5-4 g.p.). E este sofrido – e merecido - momento de redenção foi atingido outra vez nos penáltis, depois de os Leões até terem virado o marcador de 0-1 para 2-1 e sofrido o empate nos descontos do prolongamento. Desde a marca dos 11 metros, Bas Dost começou por acertar na trave – a mesma que lhe negou um golo fácil frente ao CD Aves – mas o líder Bruno Fernandes, Jérémy Mathieu, que acabou em lágrimas, Coates, Raphinha e, finalmente, Luiz Phellype foram irrepreensíveis. A barra e o guardião Renan Ribeiro fizeram o resto para pintar de novo a festa do Jamor de verde e branco.

De volta aos dias de hoje, o Sporting CP voltou a tornar-se assíduo frequentador do Estádio Nacional e vai actualmente para a sua terceira final da Taça consecutiva. Já a última vez que ali jogou, curiosamente, foi por outras razões e ainda nesta época. Foi bem no início, a 25 de Julho de 2025, com o Jamor a servir de ‘casa emprestada’ aos Leões para o Troféu Cinco Violinos (1-0 Villarreal CF) - realizado pela primeira vez fora do Estádio José Alvalade, então com obras em curso.

Foi a última prova – e um caso com algumas semelhanças ao de 1955 - da ligação umbilical que une o Sporting CP e o Jamor, e que não fica por aqui. Domingo já está aí com mais uma nova história para contar.

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Foto Isabel Silva

Novos bilhetes disponíveis para a final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
19 maio, 2026

Ingressos a 20€

O Sporting Clube de Portugal informa que a Associação de Futebol de Lisboa disponibilizou ao Clube bilhetes para a final da Taça de Portugal no Jamor, que permitem a abertura de venda adicional de ingressos aqui, exclusiva a Sócios do Sporting CP.

FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL
SPORTING CP VS. SCU TORREENSE
24 DE MAIO (DOMINGO) ÀS 17H15

A venda é exclusiva a Sócios e vai decorrer de forma 100% online, oferecendo uma experiência mais confortável aos Leões e Leoas.

Os Associados devem proceder à compra do voucher, que garante um bilhete para o jogo, no site tickets.sporting.pt, trocando-o depois por um bilhete físico no Atendimento do Estádio José Alvalade, junto à porta 5, até 23 de Maio das 11h00 às 20h00.

O voucher atribui o direito à conversão em bilhete físico, não sendo, por si só, um título válido de acesso ao recinto. A entrega do bilhete físico requer a apresentação de um voucher válido em formato digital (smartphone) ou impresso. Não são aceites capturas de ecrã ou fotografias. Após entrega, o bilhete não é passível de troca.

De referir que os vouchers são de utilização única e que a ordem de distribuição de bilhetes por troca de um voucher segue a ordem ditada pela Federação Portuguesa de Futebol.

Os novos critérios de compra seguem a mesma ordem previamente anunciada (consultar), sendo que o primeiro critério abrange os Sócios que já tinham sido elegíveis anteriormente, retomando a partir do último critério do momento em que o jogo esgotou.

Para melhorar a experiência de compra de bilhetes aqui, foram organizadas diferentes fases de prioridade:

Lion Seat com Gamebox 1 - 22 anos
20 de Maio – quarta-feira das 16h00 às 16h59

Lion Seat sem Gamebox
20 de Maio – quarta-feira das 17h00 às 17h59

Sócios com Gamebox 22 anos
20 de Maio – quarta-feira das 18h00 às 18h59

Sócios com Gamebox 16 - 21 anos
20 de Maio – quarta-feira das 19h00 às 19h59

Sócios com Gamebox 13 - 15 anos
20 de Maio – quarta-feira das 20h00 às 9h59

Sócios com Gamebox 9 - 12 anos
21 de Maio – quinta-feira das 10h00 às 11h59

Sócios com Gamebox 4 - 8 anos
21 de Maio – quinta-feira das 12h00 às 13h59

Sócios com Gamebox 1 - 3 anos
21 de Maio – quinta-feira das 14h00 às 17h29

Sócios sem Gamebox
21 de Maio – quinta-feira a partir das 17h30

Cada cartão de Sócio válido com a quota mínima de Abril de 2026 permite a compra de um bilhete, sendo que o site aceita, no mesmo processo de compra, até quatro números de Sócio.

Consulta a tipologia dos ingressos, que custam 20€ e são de categoria 3, na planta abaixo. As portas do Estádio Nacional do Jamor vão abrir 2h30 antes do jogo (14h45).

 

 

Contamos com o teu apoio, em todos os momentos e em todo o lado!

Foto Isabel Silva

Três Leões na convocatória de Portugal para o Mundial

Por Sporting CP
19 maio, 2026

Rui Silva, Gonçalo Inácio e Francisco Trincão chamados por Roberto Martínez

Rui Silva, Gonçalo Inácio e Francisco Trincão foram convocados por Roberto Martínez e vão representar a Selecção Nacional no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. A lista de convocados foi anunciada esta terça-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras. 

Os três atletas vão assim, e pela primeira vez na carreira, marcar presença numa fase final de um Mundial, onde a Equipa das Quinas, inserida no Grupo K, medirá forças com o RD Congo, o Uzbequistão e a Colômbia. 

DATAS DOS JOGOS:

Portugal x RD Congo - 17 de Junho, 18h00, NRG Stadium (Houston)

Portugal x Uzbequistão - 23 de Junho, 18h00, NRG Stadium (Houston)

Colômbia x Portugal - 28 de Junho, 00h30, Hard Rock Stadium (Miami)

Ousmane Diomande, na lista de convocados da Costa do Marfim, e Zeno Debast, chamado pela congénere belga, são os outros Leões já confirmados no torneio que se realizará nos Estados Unidos, Canadá e México. 

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar"

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Treinador analisou último jogo da Liga em conferência de imprensa

Terminada a edição 2025/2026 do Campeonato, Rui Borges, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para analisar vitória final sobre o Gil Vicente FC (3-0), nem como para fazer um balanço do desempenho global da equipa, que ficou no segundo lugar e, por isso, estará na próxima fase de qualificação para a UEFA Champions League.

Análise ao jogo
“Foi uma grande primeira parte nossa, dominadora, sem deixar o Gil Vicente FC ter sucesso com bola. Estivemos muito bem, com bons timings de pressão e reacções e chegámos aos golos com naturalidade, e até podíamos ter feito mais um. Na segunda, o adversário tentou ser mais pressionante, teve uma ou duas aproximações, mas depois conseguimos controlar o jogo com bola e fizemos o 3-0 na parte final. Merecido, até pelas oportunidades que criámos na primeira parte.”

Despedidas de Quenda e Morita
“Triste porque são dois grandes jogadores. O Quenda está no início da sua carreira, que será sem dúvida muito boa. Em pouco tempo deu e marcou muito, e desejo-lhe a maior sorte do mundo. O Morita é um jogador diferente e, pessoalmente, sou um grande admirador - já o era e sou ainda mais. Aprendi muito e estou triste por vê-lo partir porque é um jogador maravilhoso, mas feliz por tudo o que deu ao Sporting CP. Ter sido meu jogador é algo que jamais vou esquecer, pela sua qualidade futebolística e humana. Vai ser sempre alguém especial para mim e, como ficou explícito, para os Sportinguistas. Fica alguma tristeza, mas o mundo do futebol é isto. Uns vão e outros virão para continuar a marcar a História do Sporting CP.”

Segundo lugar conseguido
“Dentro dos objectivos possíveis, dá algum valor àquilo que foi a nossa época. Era o mínimo que merecíamos pela capacidade e qualidade demonstrada ao longo de todo o tempo. Não são 15 dias menos bons que apagam a época extraordinária feita. A equipa deu mais uma resposta clara quanto à força deste grupo, mesmo com jogadores condicionados. O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar e temos, ainda, uma final da Taça de Portugal para disputar.”

A chegada confirmada de Rodrigo Zalazar
“Fez uma grande época a nível interno, internacional e possivelmente vai estar no Mundial. Vai dar-nos muitas soluções nas nossas dinâmicas, porque é acima da média em termos futebolísticos e é muito competitivo, com uma ambição enorme, à imagem do grupo e do Sporting CP. Espero que tenha um futuro muito feliz, dentro daquilo que tem sido. Foi uma oportunidade que tivemos, em relação a um jogador que queríamos muito.”

Balanço da Liga
“Uma pessoa aprende sempre. O FC Porto foi mais competente do que nós, ponto final. Nós fizemos os mesmos pontos da época passada, onde fomos Campeões e isso não chegou. Tinha dito que não chegava fazer o mesmo e foi a demonstração. O grupo fez um grande campeonato, mas alguém fez um campeonato extraordinário. Podíamos ter feito melhor nalguns momentos, mas não o fomos. Faz parte do meu crescimento como treinador, mas muito orgulhoso pelo meu trajecto no Sporting CP. Felizmente, só não consegui disputar uma final, a da Taça da Liga, mas temos estado em todas as decisões.”

Balanço da época na globalidade
“Fizemos de tudo para ser campeões, em alguns momentos não conseguimos e, por isso, temos de tentar melhorar. Estamos na final da Taça, só não conseguimos ir à final da Taça da Liga, fomos aos ‘quartos’ da Champions e estivemos na luta até ao fim pelo Campeonato. Isso mostra bem o espírito, a ambição e a grandeza deste grupo.”

Importância do encaixe da Champions
“Sou muito frio em relação ao mercado. Vou ter um plantel com vários jogadores capazes para tornar o Sporting CP forte e competitivo novamente. É isso que desejamos e é para isso que vamos trabalhar.”

Regresso de Hjulmand e Vagiannidis após lesão
“Recuperou, eu ontem já tinha dito que estava a treinar no campo. É um grande capitão e quis dar a cara, mesmo com dor, tal como o Vagiannidis, que fez um grande jogo. É este Vagiannidis que queremos. Acredito que depois deste ano de alguma adaptação fará uma grande época no próximo ano. O Zeno [Debast] tem um problema, mas se a selecção e o atleta entendem que ainda pode dar o seu contributo é uma decisão deles.”

Palavras trocadas com Morita na saída de campo
“Só obrigado por tudo em que nos ajudou. É uma delícia vê-lo jogar. É uma grande referência para o grupo, os colegas têm um respeito enormíssimo por ele.”

Jogadores que mais evoluíram tacticamente durante a época
“Acho que todos eles, mas talvez o Maxi tenha crescido muito na sua posição, o Trincão, que talvez foi o que mais cresceu tacticamente, porque nalguns momentos tem tarefas diferentes. O Iván Fresneda fez uma grande época e o Geny também, mais maduro.”

Ponto de situação clínico de Fotis Ioannidis
“Pode ser solução para a final.”

Final da Taça de Portugal em perspectiva
“É o meu único foco: ligar a equipa e prepará-la para a exigência do jogo. Lembrar que começamos esta Taça em Paços de Ferreira, onde só ganhámos no prolongamento contra uma equipa que está a lutar para não descer na II Liga. Agora, vamos jogar contra uma equipa que está a lutar para subir. Máximo respeito, concentração e exigência para a final da Taça.”

Foto Isabel Silva, João Pedro Morais, José Lorvão

Leão voraz e controlador agarrou segundo lugar da Liga

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Triunfo sólido sobre o Gil Vicente FC (3-0) na despedida de Alvalade

No fecho da Liga 2025/2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP recebeu e venceu o Gil Vicente FC por 3-0, este sábado à noite, em partida referente à 34.ª e última jornada.

Chegados ao último jogo da época no Estádio José Alvalade (48204 espectadores), os Leões de Rui Borges só dependiam de si para assegurar o segundo lugar - e respectivo acesso à fase de qualificação da próxima UEFA Champions League - e cumpriram a missão com total segurança. Ficou tudo praticamente resolvido numa primeira parte de domínio absoluto, graças a dois golpes de eficácia de Eduardo Quaresma e Luis Suárez, que selou o estatuto de melhor marcador da Liga (28 golos). Já o marcador só ficou fechado no último lance do jogo, quando Morten Hjulmand assinou o 3-0 final.

Do outro lado esteve uma das grandes revelações desta Liga, um Gil Vicente FC ainda em busca de igualar a sua melhor classificação de sempre (quinto lugar) e tentar o apuramento europeu – lugar e vaga conquistadas pelo FC Famalicão. Em Alvalade, para fazer face aos galos de César Peixoto, uma das equipas que tirou pontos ao Sporting CP na primeira volta (1-1) mas que chegou ao derradeiro embate com apenas duas vitórias nas 11 jornadas anteriores (4E 5D), Rui Borges fez três alterações ao último ‘onze’ verde e branco: Georgios Vagiannidis, Morten Hjulmand - ambos após lesão - e Geny Catamo regressaram à titularidade, ocupando os lugares que em Vila do Conde tinham sido de Ousmane Diomande (suspenso), Daniel Bragança e Luís Guilherme.

Antecedendo o último ‘O Mundo Sabe Que’ em casa e o apito inicial, Hidemasa Morita - termina contrato - e Geovany Quenda - ruma ao Chelsea FC após época de empréstimo - foram ovacionados na sua despedida de Alvalade. Já com a bola a rolar, o Sporting CP entrou intenso, dominador e o capitão Hjulmand teve nos pés a primeira chance logo nos instantes iniciais mas, em zona frontal, atirou ao lado.

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O ritmo baixou a seguir, mesmo com os Leões sempre no controlo, mas tiveram na bola parada o melhor tónico. À passagem do quarto de hora, Pedro Gonçalves bateu o canto para o segundo poste, onde Eduardo Quaresma se elevou e cabeou – imperial – para o fundo das redes, desbloqueando o marcador com o 1-0. Foi o segundo golo do defesa na Liga e na temporada.

Já o 2-0 esteve à vista pouco depois e, também, na sequência de bola parada: com persistência, Suárez ganhou a linha e serviu Hjulmand na pequena área, cujo desvio esbarrou nos reflexos de Dani Figueira. Impediu o golo, mas o Sporting CP não parou de crescer na partida. A mobilidade e as combinações dos atacantes Leoninos causaram estragos crescentes e, entre cruzamentos sucessivos e aproximações cada vez mais perigosas, continuou a ‘cheirar’ a golo em Alvalade.

‘Pote’, com um remate em jeito, ficou realmente perto, porém teria de ser à ‘bomba’ e pela pontaria do melhor marcador do Campeonato para materializar o 2-0. Morita, em incursão ofensiva, conseguiu amortecer para a chegada de Luis Suárez e o colombiano, à entrada da área, encheu o pé e atirou a contar pela 28.ª vez nesta sua época de estreia na Liga – 37 em todas as competições.

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Estas duas ‘dentadas’ de Leão que fizeram toda a diferença até ao intervalo, embora, até lá, os dois guarda-redes ainda tenham sido chamados à acção. Primeiro, Dani Figueira saiu da sua área com tudo para impedir que Vagiannidis ficasse isolado e, a seguir, na resposta dos galos – inofensivos até então – Rui Silva aplicou-se para sacudir um pontapé de fora da área de Luís Esteves.

Durante o intervalo, celebrou-se o sucesso das modalidades no relvado, onde estiveram as equipas Leoninas de basquetebol (Taça Hugo dos Santos) e de voleibol (Campeonato Nacional) para recolher muitos aplausos e brindar os Sportinguistas com as mais recentes conquistas.

No reatamento do jogo, o emblema de Barcelos entrou mais afoito e até foi o primeiro a ameaçar, outra vez um tiro exterior de Luís Esteves e de novo com resposta à altura de Rui Silva entre os postes. Ainda assim, do outro lado, um bom trabalho de Suárez deixou Francisco Trincão com tudo para marcar, não tivesse aparecido um corte in extremis de Jonathan Buatu na área.

Serviu de amostra inicial para a toada mais repartida em que entrou o jogo, mas os Leões mantiveram-se portadores do perigo real. Pouco depois da hora de jogo, com mais espaço para explorar devido à subida de linhas do Gil Vicente FC, Trincão chegou a ‘carreira de tiro’ e atirou em força para uma defesa muito apertada de Dani Figueira.

Com o avançar dos minutos, emergiu a versão mais controladora do Leão para evitar quaisquer surpresas nesta derradeira jornada de decisões e Rui Borges começou por fazer três substituições de uma assentada. Entraram Daniel Bragança, Luís Guilherme e Geovany Quenda e saíram Pedro Gonçalves, Geny Catamo e Morita, o qual recebeu uma enorme ovação em noite de despedida daquela que foi a sua casa desde 2022/2023.

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O Sporting CP, que ainda contou com as entradas de Ricardo Mangas e Salvador Blopa, tomou conta da bola até final e poucas mais ocasiões surgiram. No entanto, ainda houve tempo, para festejar mais um golo em Alvalade. Já em período de descontos, o capitão Hjulmand foi à área contrária e com um remate em arco deu o melhor fim a esta última partida em casa e da Liga.

Fechada a prova com a terceira vitória consecutiva, os Leões totalizaram os mesmos 82 pontos da época passada, desta vez menos seis que o FC Porto e mais dois que o SL Benfica. Descida a cortina na Liga 2025/2026, é no Jamor que o Sporting CP - pela terceira vez consecutiva - coloca o fim na temporada e com a derradeira hipótese de sair com um troféu: a Taça de Portugal. Numa final agendada para o dia 24, domingo (17h15), no Estádio Nacional, os Leões vão enfrentar o SCU Torreense, emblema da II Liga.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis (Salvador Blopa, 90’), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 73’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 73’), Pedro Gonçalves (Luís Guilherme, 73’), Francisco Trincão (Ricardo Mangas, 90’), Luis Suárez

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