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Opinião

Pré-época

Por Pedro Almeida Cabral
21 Jul, 2022

Há quem não goste dos tempos que antecedem a época, chamados habitualmente de pré-época. Parece sempre faltar algo quando os dias correm largos sem que haja uma equipa de verde e branco a competir num campo, num pavilhão, numa pista, numa piscina, onde quer que seja. É sempre a altura em que vários ilustres Sportinguistas, companheiros de venturas e desventuras Leoninas de anos, me mandam aquelas mensagens nervosas a dizer que já sentem falta de ir ao Estádio ou ao nosso Pavilhão. Respondo simpaticamente, mas confesso não partilhar tamanha ansiedade. Aliás, aprecio bastante este período de jogos amigáveis, rumores de partidas e chegadas e experimentações tácticas. É que a pré-época é a única altura em que podemos acompanhar de perto a estratégia de composição das equipas e perceber um pouco melhor o que vai na mente de treinadores e demais estrutura. E o que se pode retirar até agora da pré-época do Sporting Clube de Portugal?

Os resultados dizem sempre alguma coisa. Ainda não perdemos. E ganhámos o principal encontro, contra a AS Roma de José Mourinho. Por ser desafio de exigência assinalável, vale a pena ver como correu. Longe do fulgor da equipa de sonho que conquistou o scudetto italiano de 2001, os romanos não deixam nunca de ser um adversário de nível elevado. Amorim encarou o jogo de preparação como um jogo a sério: a equipa apresentada foi próxima da ideal e fez apenas três substituições. Do que se viu, temos Sporting CP! Jogámos com intensidade, boa capacidade física e de forma solidária (uma marca de água de Amorim). O habitual 3-4-3 de Amorim continua a carburar, mas parece estar em mutação para uma construção no meio-campo mais elaborada, fazendo recair especiais responsabilidades em Ugarte e Matheus Nunes. De resto, os reforços já demonstram integração. Trincão é um grande agitador dos últimos 30 metros, mostrando ser um desequilibrador nato. Franco Israel, embora sem grande trabalho, denota tranquilidade e qualidade nos pés (fundamental num guarda-redes moderno). E, por fim, Rochinha já se vai entendendo bem melhor nas combinações de ataque. Destaco ainda Pote, que está com uma frescura prometedora (já leva cinco golos na pré-epoca), e Edwards, a ameaçar ter um ano de grande explosão. Assenta bem a vitória por 3-2 perante uma AS Roma mais entretida com faltas e picardias, numa postura algo descabida para um jogo de pré-época.

O próximo teste será já no domingo, no Troféu Cinco Violinos, contra o Sevilha FC, quarto classificado da Liga espanhola. Sendo o tradicional jogo de apresentação aos Sócios, é uma oportunidade para regressar a casa e avaliar in loco os trabalhos de pré-época. Estou certo de que vamos confirmar que estamos no bom caminho para o exigente início de campeonato que teremos em Agosto.

À mulher de César não basta parecer séria, tem que ser mesmo séria

Por André Bernardo
21 Jul, 2022

Editorial da edição n.º 3881 do Jornal Sporting

 

Moais Sporting CP

No penúltimo editorial escrevi sobre a Ilha de Páscoa e referi os seus famosos Moais − estátuas gigantes de feições humanas com cerca de dez metros e oitenta toneladas de peso. Hoje volto ao tema, porém noutro âmbito, e sem mais revelar, desafiando todos os Sócios e adeptos Leoninos a verem os “Moais Sporting CP” que erigimos hoje à porta do Multidesportivo e da Loja Verde.

À mulher de César não basta parecer séria, tem que ser mesmo séria

Numa das minhas passadas experiências profissionais, num estudo de satisfação conduzido aos clientes da empresa onde trabalhava, no Brasil, concluiu-se que o segmento com maior nível de satisfação era de clientes que tinham tido reclamações. Mais satisfeitos do que aqueles que não tinham tido nenhuma.

O resultado, pouco óbvio, tinha uma razão de ser.    

Após uma análise mais aprofundada, este segmento era composto especificamente por um grupo que tinha tido uma reclamação, mas cuja resolução tinha sido rápida e eficazmente resolvida pela empresa. A evidência revelava a conclusão de que as pessoas ficam mais satisfeitas quando sentem que existe reciprocidade e capacidade adequada de resposta em caso de necessidade.

É um pouco o inverso da citação popular sobre a mulher de César: não basta prometer que se é sério, é preciso, de facto, sê-lo (no sentido do contexto em causa). Isso é apreciado.

Recupero esta aprendizagem por uma situação que se passou esta semana no Sporting CP e que me deixa particularmente feliz. Um Sócio do Sporting CP com mobilidade reduzida fez um comentário na nossa página de Facebook, onde questionava o facto de não ser possível a venda de bilhetes online para espectadores com Mobilidade Reduzida (BIM).

O motivo da impossibilidade era procedimental. Por existirem várias tentativas de entradas indevidas neste acesso, a determinado momento no tempo, decidiu adoptar-se como medida preventiva a obrigatoriedade de compra do bilhete fisicamente, mediante apresentação do atestado de incapacidade. E assim ficou até à semana passada.

Rapidamente a equipa do Sporting CP analisou a situação, respondeu ao Sócio explicando a razão de ser e resolveu o problema. Adicionalmente, alterámos o processo para que seja possível a todos a compra online e que a confirmação seja feita à posteriori.  Com foco na melhoria da experiência do Sócio.

De referir que o comentário acabou por ganhar inclusive escala viral o que demonstra também o lado positivo que as redes sociais podem ter, muitas vezes não destacado.

Ainda temos um caminho de melhoria pela frente, com várias situações identificadas, idealmente antecipando-as para que não cheguem a acontecer.

Voltando a César, mais precisamente a Roma, foi também com enorme satisfação que esta terça-feira os Leões derrotaram com todo o mérito desportivo os “gladiadores romanos”

Venha o Troféu Cinco Violinos.

Saudações Leoninas

A memória que perdura no tempo

Por Juvenal Carvalho
21 Jul, 2022

Existem momentos em que, mesmo ultrapassadas as Primaveras da vida, as novas tecnologias permitem-nos voltar à meninice, fazendo-nos rebobinar as lembranças até aos tempos da compra dos cromos da bola na mercearia do Sr. António, no bairro onde cresci e onde viria a aprender com alguns Leões de antanho, o verdadeiro significado de amar o Sporting Clube de Portugal.

Foi o que aconteceu ainda recentemente, quando numa página de um grupo do Facebook a que pertenço e dedicada ao futebol, vi uma publicação a falar de João Laranjeira.

Não resisti a partilhar o post no meu mural a falar de um jogador que idolatrei, não só por ter envergado o símbolo do Leão rampante como por ter a particularidade de ser do meu bairro, e vieram-me as emoções e o tal rebobinar do tempo.

Além de vários amigos reais e virtuais que o comentaram, todos eles em tom elogioso para o antigo 'capitão', e uma eterna referência 'Leonina', apareceram ainda a interagir na minha publicação dois brilhantes jogadores desse tempo, e que jogaram com João Laranjeira no nosso Clube.

Falo de Fernando Tomé, um grande jogador e Senhor. Um homem adorável e com uma postura incrível. Que me ofereceu em tempos uma fotografia de Vítor Damas, um dos meus ídolos, e com quem me viria a cruzar no meu percurso de vida no Sporting CP. O Sr. Fernando Tomé, homem com uma vida ligada ao futebol como jogador e treinador, é daqueles que não deixam ninguém indiferente pela sua forma de estar. Um sadino com uma vida ligada ao 'seu' Vitória, mas que também transporta no coração muito pulsar do Leão.

Além de Fernando Tomé, que já seria motivo de satisfação bastante, eis que também Samuel Fraguito, homem de boa cepa, originário de Trás-os-Montes, e um jogador de capacidade tremenda, viria a interagir. Era mesmo o jogador que eu, muito criança, idolatrava. Uma classe ímpar. Meias invariavelmente em baixo, cabelo comprido ao vento, daqueles pés saía magia a todo o momento.

Vi Samuel Fraguito fazer verdadeiras obras de arte com uma técnica só ao alcance dos verdadeiros predestinados. Era o jogador que eu adorava, porque essa foi a primeira equipa que me recordo de ver no Sporting, a par dos citados, a que acrescento Hector Yazalde, o "Chirola" do meu encantamento de criança, o Vítor Damas, Manaca, Alhinho, Carlos Pereira, Marinho, Dinis, Nelson, entre outros. 

Falar desta equipa, a primeira que consigo ter memória do nosso Clube, é algo que me fascina. Depois vieram outros... tantos outros. Quantos craques. Quanta história. Mas como no velho ditado, não há amor como o primeiro. E estes foram aqueles de que consigo ter a primeira memória.

Por isso, este momento no Facebook, com aqueles "monstros" do nosso Sporting fez-me rebobinar memórias. E que memórias. Ao Tomé e ao Fraguito o meu obrigado por me terem inspirado nesta coluna de opinião. Ao João Laranjeira, homem do meu bairro, a "minha" Bica, o meu grande apreço por ele.

A todos os outros desse tempo, de todos os tempos...de todas as modalidades, que bom é serem parte integrante de uma História fantástica.

“A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo”

Por André Bernardo
14 Jul, 2022

Editorial da edição n.º 3880 do Jornal Sporting

A divisão do tempo terá sido uma das melhores invenções do homem. Ela permite que a partir de uma criação abstracta – décadas, anos, meses, semanas − consigamos ter impactos concretos psicológicos, e de acção, em termos daquilo que é a nossa capacidade de começar de novo. E, por isso, chega a uma determina altura do tempo em que decidimos parar, analisar o que podemos melhorar, o que devemos continuar a fazer e o que deveríamos começar a fazer. 

Melhorar

Lançámos esta época a oferta da Gamebox Criança e há espaço de desenvolvimento na proposta de valor, de forma holística transversalmente ao universo Sporting, para conseguirmos tornar ainda mais apelativa a vinda e vivência das famílias em nossa casa.

Continuar a Fazer

Prosseguir o nosso modelo centrado nas pessoas, para o qual é fundamental a continuação da aposta em três vectores: formação de atletas e colaboradores, transformação digital e criação de valor da marca.

Vamos manter este investimento, continuar o projecto que está delineado e tentar acelerar algumas necessidades ainda evidentes, com o objectivo da modernização contínua da organização.

Manteremos também os nossos esforços e a determinação para conseguirmos uma melhoria progressiva do ecossistema do desporto.

Começar a Fazer

Seria do melhor interesse do Futebol que fosse introduzida a possibilidade de áudio nas comunicações entre árbitro e VAR.

O Sporting CP liderou um webinar sobre esta temática em Dezembro de 2020 com as altas referências do tema, e recentemente apresentou essa proposta, entre outras, à Liga, infelizmente recusadas.  

Em súmula, e recorrendo a uma citação do famoso romancista norte americano F. Scott Fitzgerald, “A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo”.

Na edição de hoje do Jornal Sporting damos destaque ao arranque da nova época, “persistindo” no caminho trilhado desde início, mas também começando de novo.  

Saudações Leoninas

A nossa paixão tem um lugar

Por Juvenal Carvalho
14 Jul, 2022

Dizer que o Sporting Clube de Portugal é de todos nós, é uma verdade completamente irrefutável. E no nosso caso, porque unanimismos só pelo símbolo, e por mais que não concordemos uns com os outros em questões pontuais como, por exemplo, a gestão do Clube, seja ela desportiva ou outra, a verdade é só uma: unos e indivisíveis seremos seguramente mais fortes, seremos mesmo a roçar o imbatível, porque é sempre muito mais aquilo que nos une, do que aquilo que nos separa.

E se recentemente batemos o recorde de quotização, numa demonstração de vitalidade incrível, sabendo todos nós que o associativismo já viveu dias bem melhores no plano global, uma espécie de cereja no topo do bolo surgiu no passado domingo, quando o site oficial do Clube anunciou em comunicado que foi batido também o recorde de renovações de Gamebox. Foram 22308 os associados que já marcaram lugar no estádio para a próxima época só na fase de renovação. Desde o passado dia 11 que estão igualmente à venda os restantes 7692 lugares, e a expectativa é a de que a concretização desse objectivo seja uma realidade mais do que óbvia. Sob o mote 'A tua paixão tem um lugar', e este ano com a tão bem conseguida oferta da Gamebox Criança, foi sem dúvida a primeira grande conquista desta época. Os Sportinguistas estão focados no essencial, que é o apoio sem limites ao nosso grupo de trabalho que, sem fazer futurologia, está a ser preparado com método, rigor e sapiência. O mercado só fecha a 31 de Agosto, e nos dias de hoje não existem plantéis fechados, mas que podemos ter esperança num futuro risonho, parece ser uma realidade.

Mas como somos muito mais do que um clube de futebol, também para as modalidades existiu uma mudança de paradigma e surgiram preços com valores muito abaixo da época passada, na ordem dos 50 por cento. Vão ser comercializadas as Gamebox All In, a Gamebox Eclectic e a Gamebox Modalidades. Todas elas muito apelativas, e a hora e o mote é o de aderir em peso. Não existem motivos para que não respondamos positivamente a este desafio de fazer do 'João Rocha' uma muralha inexpugnável. Fazer dele um vulcão em erupção. Dizer aos rapazes de verde e branco que estamos ao lado deles, do andebol ao hóquei em patins, do basquetebol ao futsal, passando pelo voleibol. Nas provas nacionais e internacionais em todas elas.

Somos nós, honrando o lema dos fundadores, que com Esforço, Dedicação e Devoção, teremos que empurrar o nosso Clube para a Glória. Está, pois, nas nossas mãos. Se queremos um Clube competitivo e com plantéis pujantes, desde o futebol às modalidades, a hora é de dizer presente. 

Porque somos da raça que não se vergará. Porque somos do Sporting Clube de Portugal.

Por um futuro mais verde

Por André Bernardo
07 Jul, 2022

Editorial da edição n.º 3879 do Jornal Sporting

A 5 de Abril de 1722, Jacob Roggeveen desembarcava na Ilha de Páscoa. Localizada num dos pontos mais remotos do planeta, hoje parte do Chile, a ilha viria a tornar-se famosa pelos seus Moais − estátuas gigantes de feições humanas com cerca de dez metros e oitenta toneladas de peso.

Em 2005, a ilha viria a ser novamente foco de atenção mundial após o lançamento do bestseller Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed, da autoria de Jared Diamond. No livro, o geógrafo e historiador norte-americano explora a teoria de que o colapso da Ilha de Páscoa teria uma raiz ecológica. Segundo o autor, a delapidação dos recursos naturais da ilha para a construção dos Moais teria causado uma espiral autodestrutiva, resultando em guerras internas, declínio populacional e quebra das estruturas socioeconómicas. A tese é ilustrativa de um exemplo clássico de Tragédia dos Comuns*, explorado em Teoria dos Jogos, e dos riscos de não cooperação.

A tese é alvo de debate no que diz respeito ao caso concreto da Ilha de Páscoa, mas não poderia estar mais na ordem no dia no desafio que cada um de nós, individualmente e enquanto organizações, tem para atingirmos o objectivo de neutralidade carbónica.

O Sporting CP já assumiu o desafio da sustentabilidade ambiental como uma das suas prioridades. Consideramos que ele constitui, também, uma responsabilidade que nos compete liderar, utilizando a enorme visibilidade e capacidade de mobilização que temos.

É crítico agir no presente, rapidamente, bem como mobilizar e sensibilizar os demais para o tema. Na edição do Jornal Sporting de hoje destacamos alguns passos que estamos a dar neste caminho, como a adesão ao programa Smart Open Lisbon (SOL) e a acção de limpeza do Sítio das Hortas (em Alcochete) promovida na terceira edição do Dia do Voluntário. Os colaboradores do Sporting CP arregaçaram as mangas numa data com um carácter ainda mais especial do que o normal, já que decorreu no dia do nosso aniversário, e também por ter sido o primeiro Dia do Voluntário livre de restrições associadas à pandemia de COVID-19.

Aquilo que fazemos hoje terá implicações amanhã. Está, por isso, nas nossas mãos proteger o planeta e preservar as gerações futuras. Um ADN Verde por um Futuro Ainda Mais Verde.

Destaco também, relativamente a esta edição nº 3879, as novidades para as Gamebox Modalidades que vamos introduzir na época de 22/23, com o lançamento de três opções: Gamebox All In, Gamebox Eclectic e Gamebox Modalidades.

Reforçamos assim o nosso ADN Ecléctico, com uma proposta de valor mais simples, mais económica e com um processo de adesão 100% digital.

Saudações Leoninas

* Conceito baseado num ensaio escrito pelo matemático e economista William Forster Lloyd e que se refere a uma situação em que os indivíduos, agindo de forma independente, racional e de acordo com os seus próprios interesses, actuam contra os interesses de uma comunidade, esgotando os bens de uso comum.  

Diga 23!

Por Juvenal Carvalho
07 Jul, 2022

 (P'ra mentira ser segura

 E atingir profundidade

 Tem que trazer à mistura

 Qualquer coisa de verdade)

 António Aleixo 

Não sou jurista. Logo não quero julgar pareceres jurídicos, sob pena de me estar a meter em algo que não domino minimamente.

Agora o que domino, porque gosto de saber da história do futebol português, bem como de todas as modalidades, é o que constato por verdade, e a leitura de todo um passado que, com mais ou menos conquistas, não deixa de ser grandioso do nosso Sporting Clube de Portugal.

E porque, também, nunca me foi imposta nenhuma regra por quem dirige o nosso Jornal quanto ao que escrevo semanalmente, logo o termo "cartilheiro" não me assenta de todo, nem as pessoas o pretendem, hoje quero que a verdade seja mesmo verdade, e que a mesma não se transforme em mentira, só porque sim, ou neste caso porque dá jeito.

Gosto desde muito cedo de ser um estudioso de tudo o que é desporto, e consulto regularmente enciclopédias para ler sobre aquilo que a idade não me permitiu visualizar.

E no futebol, o que li desde sempre é que a primeira − e então única − competição oficial que se realizou foi na época de 1921/1922, com a denominação de Campeonato de Portugal, e a quem era, sem dúvida alguma, pese o método de disputa, atribuído o título de Campeão de Portugal a quem vencesse a competição, para o qual, basta consultar os jornais da época para aferir desta verdade. Assim o foi entre a época acima citada e a de 1937/1938. Mas porque nada é estanque, e a mudança não me choca mesmo nada, foi disputado a título de carácter experimental com o formato de todos contra todos − e em conjunto com o Campeonato de Portugal (oficial) − entre 1934/1935 e 1937/1938, uma competição denominada Campeonato da Liga, que o nosso Clube não ganharia alguma e que os rivais conquistaram três e uma, respectivamente. A partir de 1938/1939 começaram então a realizar-se duas competições, o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal.

Da década de 30 até à de 90, nunca em vez alguma esta competição experimental foi contabilizada. E para aferir o que estou a dizer basta consultar jornais e revistas da época. Até que num golpe de magia, eis que tudo mudou. O que era experimental, e disputado em conjunto com a única prova que era oficial, começou a contar. E é isto que, junto de amigos, sempre combati. Muito mais do que se o nosso Clube tem 23 títulos nacionais, ou 19+4, que dá os mesmos 23. Isto é irrefutável. O Sporting ganhou a competição que atribui o título de campeão de futebol por 23 vezes. Dizer o contrário não é falar verdade. A história está escrita. Reescrever a mesma com falsidades quiçá movidas por interesses, é que não pode passar a ser verdade.

Outra verdade, e para isso basta consultar o site oficial da FPF, é que também na Supertaça duas edições foram de carácter oficioso até ser disputada de forma oficial, e foram igualmente ganhas por outros clubes e − incrível − também contabilizadas. Se, como dizia o meu falecido avô numa expressão portuguesa do antigamente, "só quero o que é meu", o que é que eu quero.

Apenas que a verdade não seja mentira. Porque se foi sempre verdade durante 60 anos, o incrível é porque é que tudo mudou?

O Sporting CP conseguiu por 23 vezes o título máximo do futebol português. Contabilizem da forma que quiserem. Se sou mais de letras do que de números, contar 19+4 é de soma fácil. São mesmo 23! 

Nunca é demais

Por Pedro Almeida Cabral
01 Jul, 2022

Nunca é demais ser do Sporting Clube de Portugal. Não foi demais frequentar a velhinha nave de Alvalade e assistir aos primeiros passos de uma jovem secção de futsal que então começou a ganhar campeonatos. Tal como não foi demais calcorrear alguns pavilhões para ver o futsal a continuar a triunfar. E, sobretudo, não foi demais ver o nosso futsal nestes últimos três anos, em que vencemos como nunca, e que são a fase mais brilhante da já longa história do futsal Leonino.

Estamos a falar de duas UEFA Futsal Champions League, 2019 e 2021, do bicampeonato nacional de 2021-2022, das três Taças de Portugal seguidas, de 2019 a 2022 (a edição de 2021 foi cancelada) e das duas Taças da Liga seguidas, de 2021 e 2022. São conquistas avassaladoras que demonstram a extraordinária fase que atravessamos na modalidade de pavilhão mais popular no país. Para termos uma ideia, tanto a nível europeu como a nível nacional damos cartas. E que cartas! Na Europa, somos o terceiro clube com mais Champions, atrás do Inter FS e do FC Barcelona.

Dentro de portas, temos 17 campeonatos, mais do dobro dos oito do SL Benfica. E destes 17, nove foram ganhos desde 2010. Já na Taça de Portugal, com a conquista deste ano, dominamos também com nove títulos, mais dois que o perseguidor SL Benfica. Por fim, na terceira competição, a Taça da Liga, que existe desde 2016, recuperámos nos últimos dois anos a dianteira: quatro títulos contra três do SL Benfica. Em síntese, dos últimos nove troféus disputados, só não ganhámos um (a final da Champions deste ano). São duas temporadas seguidas a ganhar todos os troféus nacionais.

E o campeonato ganho no fim-de-semana pelo Sporting CP foi o primeiro ganho em Portugal sem perder qualquer jogo da fase a eliminar, conhecida como play-off. Além desta vitória perante o SL Benfica por 3-0 em jogos ser apenas a segunda vez na história que o campeão só disputa três partidas. 

Mas não se pense que foi fácil chegar aqui. Os troféus europeus são resultado de muita experiência acumulada e de forte mentalidade competitiva. E, em Portugal, o SL Benfica é, invariavelmente, um adversário de respeito, com forte investimento e sempre com intensidade na disputa de títulos, própria de um dos maiores dérbis do mundo. Tanta glória só foi possível com esforço, dedicação e devoção. Bons resultados estão ao alcance de algum trabalho. Mas resultados extraordinários, como os dos últimos três anos, só são possíveis com intensa cultura desportiva, ambiente ganhador em toda a estrutura, da base ao topo, e sintonia absoluta entre dirigentes, técnicos e jogadores. Tendo que destacar aquele que é um dos melhores treinadores de futsal de sempre, o nosso Nuno Dias, que há dez anos que nos comanda com sobriedade e extrema competência. Termino como comecei. Nunca é demais ser do Sporting Clube de Portugal. E nunca será demais continuar a ver o que nosso futsal ganha na quadra. 

116 anos

Por Juvenal Carvalho
01 Jul, 2022

Parabéns, Sporting Clube de Portugal. Hoje, porque fazes 116 anos de uma vida cheia de conquistas, decidi dar-te os parabéns de forma diferente, assim como se voltasse aos bancos de escola e o meu professor de português me mandasse fazer uma redacção cujo tema fosse falar sobre o aniversário de alguém por quem sinto algo de extraordinário. 

E de quem me lembrei? Claro que foi de ti, és daqueles amores que não se explicam... sentem-se.

É mesmo uma sensação de felicidade incrível sempre que falo de ti. Sinto-me de volta à meninice. Aos tempos de jovem em que às escondidas dos meus pais, ainda muito criança, me 'obrigavas' a ouvir os relatos de futebol e de hóquei em patins, estes às escondidas dos velhotes por serem disputados à noite, e no dia seguinte ser dia de escola. A almofada escondia o som do velho rádio de pilhas, sob pena de ser apanhado em flagrante.

Sempre me causaste emoções incríveis. Obrigaste-me até, mais espigadote na idade, a mentir aos meus pais dizendo-lhes que ia para casa de amigos e o caminho, com os poucos trocos da semanada, era para apanhar o metro ou autocarro para Alvalade. Via desde os jogos da formação no velhinho pelado às modalidades no pavilhão. Quantas vezes, porque o dinheiro era escasso, pedia também a um qualquer senhor se me deixava entrar com ele no estádio ou no pavilhão.

Encheste as paredes do meu quarto de posters do Hector Yazalde, do Samuel Fraguito, do Manuel Fernandes, do Vítor Damas, do Rui Jordão, do Carlos Lopes, do Joaquim Agostinho, da "equipa maravilha" de 1977 do hóquei em patins, etc, etc, etc...

Recortava também todas as notícias de jornal de títulos conquistados por ti.

Fizeste-me uma criança feliz, com tantos êxitos alcançados em tantas modalidades, e mais tarde, quem diria, tive o privilégio de ser teu dirigente no basquetebol, no andebol e no futebol jovem; de presidir ao Núcleo do Sporting de Paço de Arcos, e até de ter o privilégio de te escrever estas linhas em dia de aniversário.

Entretanto, como tu, vou ficando "cota". Também já passei dos cinquenta e já nasceu a Ana Rita, a minha filha, e já sou avô da Leonor. Ambas foram por mim feitas Sócias mal nasceram. És, pois, parte integrante da minha vida. Direi mesmo que se não existisses era na mesma possível eu viver, mas não seria a mesma coisa.

Ri e também chorei por ti. Ganhei imensos amigos por tua causa. Tenho uma vasta etapa da minha vida dedicada a ti. Estive e estou a teu lado em todos os momentos. Também fui, e serei crítico ao que achar menos bem, porque a nada me hipoteco que não ao amor por ti. Aos amigos − e tu és mais do que isso, és mesmo alguém que amo, devem dizer-se as verdades. 

Quando eu nasci já tinhas passado os 60 anos. Quero que saibas que eu vou partir − todos nós partiremos − e tu vais ser eterno, ano após ano terás uma vasta legião de Leões seguindo a teu lado em todo o Mundo.
Os fundadores quiseram-te grande, tão grande como os maiores da Europa. E hoje, 116 anos depois, tudo isso se concretizou. Com esforço, dedicação e toneladas de devoção de tantos homens e mulheres que te serviram, tiveste 116 anos de glória. Como cantava Caetano Veloso, também eu 'gosto muito de te ver, leãozinho'. Hoje és bebé, e ao longo destes anos fui tão feliz a teu lado.

Parabéns, Sporting. Já tens mais de um século de história para contar. Muito mais terás num futuro que será seguramente repleto de conquistas. É este o teu ADN. Tens ainda tanto para viver e conquistas para oferecer. 

Amo-te, Sporting Clube de Portugal.

116 anos escritos a verde e branco

Por Frederico Varandas
01 Jul, 2022

Hoje, todos os Sportinguistas estão de Parabéns!

Celebra-se hoje o 116.º aniversário do Sporting Clube de Portugal. 

Um legado repleto de conquistas que pintam de verde e branco a História do Clube, desde 1906.

Do futebol ao andebol, atletismo, basquetebol, futsal, hóquei em patins, voleibol, ténis de mesa, rugby, natação, goalball, judo, kickboxing, surf, entre tantos outros, são inúmeros os títulos individuais e colectivos que marcaram a última época desportiva e que ficarão para sempre eternizados na História do Sporting Clube de Portugal. 

Um agradecimento especial aos atletas, colaboradores, parceiros, Sócios e adeptos que foram incansáveis no apoio às equipas e que continuam a contribuir para a excelência e eclectismo de um “Clube tão grande como os maiores da Europa”.

Continuemos o nosso caminho com os olhos postos no futuro, tendo como exemplo os grandes feitos do passado. Sem esquecer os que, de geração em geração, se mantiveram firmes aos princípios do Clube, os que foram e serão sempre Sporting.

Caminhemos conscientes de que cumpriremos os valores do Sporting CP, honraremos a sua História e preservaremos a força e garra do ADN Leonino.
 
Lembremo-nos que tanto na adversidade como na celebração somos sempre Sporting!

Hoje é dia de assinalar 116 anos de uma História de “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”.

Hoje, todos os Sportinguistas estão de Parabéns! 

Parabéns, Sporting Clube de Portugal!

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