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Foto João Pedro Morais

Formação do Sporting CP leva esperança ao Centro Social e Paroquial de Santo André

Por Sporting CP
02 Fev, 2026

Acção solidária decorreu no âmbito de uma iniciativa da Fundação UEFA

A formação de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou o Centro Social e Paroquial de Santo André, no Barreiro, numa acção de responsabilidade social que reforçou, uma vez mais, a ligação do Clube à comunidade e levou proximidade, afecto e esperança às crianças e jovens apoiadas pela instituição.

A iniciativa surgiu por incentivo da Fundação UEFA, que atribuiu uma verba aos clubes participantes na UEFA Youth League para investimento em acções de cariz social. O Clube Leonino decidiu canalizar esse apoio para o Centro Social e Paroquial de Santo André, enriquecendo um já de si valioso contributo financeiro com um encontro marcado pelo contacto humano e pela partilha de valores.

Daniel Costa, Zaïd Bafdili, Rafael Mota e Salvador Blopa representaram o Sporting CP nesta visita e partilharam momentos de convívio com os utentes da instituição.

Reforçando a importância de olhar para o desporto como ferramenta de crescimento pessoal e social, Daniel Costa, defesa-direito que tem actuado pelos sub-19 e sub-23 e soma já cinco presenças na prova europeia, destacou o impacto deste tipo de iniciativas.

"É bom o Sporting CP proporcionar estas actividades, porque [a vida] não é só futebol e estas actividades podem tocar tanto os jogadores quanto as pessoas que passam por situações difíceis", afirmou o jovem jogador, de 18 anos, que sublinhou ainda a identificação com a realidade vivida por muitas das crianças.

"Eu jogo futebol, mas acho que, se não estivesse a jogar, podia também estar nesta situação. Como não gostava de passar por isso, preocupo-me muito com as pessoas que estão a viver esta situação muito difícil", acrescentou, de forma empática.

Também Rafael Mota, defesa-central de 18 anos que esta temporada soma minutos pelos sub-19, sub-23 e duas presenças na UEFA Youth League, enalteceu a iniciativa.

"Quero agradecer ao Sporting CP por nos proporcionar uma relação com estes miúdos, com realidades que nós não conhecemos e que, felizmente, não vivemos, e por conseguir ajudar estas crianças a terem dias melhores", referiu.

O jogador destacou ainda o papel transversal do Clube na formação humana dos atletas e a importância extra-relvado da boa prestação dentro de campo.

"O Sporting CP ajuda-nos a crescer e nós também conseguimos ajudar estas crianças, que não têm as mesmas possibilidades que nós tivemos para jogar estas competições. Ainda bem que fizemos um bom percurso na prova, para ajudar agora quem mais necessita. Um obrigado ao Sporting CP, mais uma vez", concluiu.

Do lado da instituição, Carina Carrilho, directora-executiva do Centro Social e Paroquial de Santo André, também agradeceu a visita, cujo benefício, garante, foi imediato e visível.

"O impacto foi extremamente positivo. Isso percebeu-se nos sorrisos e em todas as histórias que foram contadas ao longo do dia. A verba monetária é muito importante, porque vai permitir adquirir bens essenciais para a instituição e para o bem-estar das nossas crianças e jovens, mas o mais importante foi a presença: o aperto de mão, o sorriso, o afecto, o colo e o abraço. Isso ficará como marco desta visita do Sporting CP", afirmou a responsável.

Em consonância, também Bruno Leite, director-técnico da Casa dos Rapazes do Barreiro, destacou o valor simbólico da acção.

"De certa forma, acabam por trazer-nos uma palavra muito importante, que é esperança. Esperança no mundo e numa forma diferente de ver a sociedade. [Estas crianças] estarem aqui com os seus ídolos ajuda-as também a olhar para o futuro com esperança, esforço, dedicação e glória, que é o lema do Sporting CP", explicou.

O responsável sublinhou ainda a diversidade cultural, igualmente enriquecedora, da visita. "Ter jogadores de várias culturas e nacionalidades, cruzar isso com a realidade dos nossos utentes e ouvir várias línguas mostra esta multiculturalidade que o desporto e estas casas de acolhimento trazem para o nosso dia-a-dia. É isso que queremos para estas instituições, em ligação com a Fundação Sporting e com as IPSS que trabalham junto da comunidade", acrescentou.

Na hora da despedida, Carina Carrilho reforçou novamente a importância da presença e da vinculação humana, conforto que dinheiro algum pode comprar.

"Nós precisamos de pessoas que queiram conhecer a nossa história e estar connosco. Existem necessidades no dia-a-dia, mas aquilo que pedimos a quem nos visita é, acima de tudo, amor, carinho e afecto", afirmou, entreabrindo as portas do Centro Social e Paroquial de Santo André a quem a ele chegar por bem. O Sporting Clube de Portugal entrou, disse presente e deixou a sua marca junto de quem mais precisa.