Acreditar até ao fim... "à Sporting"
12 Fev, 2026

Falar da equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal é falar de um fantástico exemplo de acreditar... acreditar sempre.
Assim tem sido, e todos sabemos que marcar no período de descontos não é sorte alguma, como reclamam as carpideiras, longe disso, porque parafraseando o "nosso" eterno Professor Mário Moniz Pereira, a sorte dá muito trabalho. É tão só fruto de uma alma e de um querer que é já uma imagem de marca do Leão. É mesmo até ao fim. É mesmo contra tudo e contra todos.
E no Dragão, onde só quero falar do jogo, porque o colateral ao mesmo foi algo que devia de merecer bolinha vermelha no canto superior direito do ecrã. Algo de deplorável. Mas isso é outro registo. O meu registo é só o de preocupar-me com o nosso Clube. Porque só isso me interessa e também porque sei que os nossos dirigentes estarão atentos a esse mesmo lado marginal ao futebol e defenderão a honra e a dignidade do Clube do Leão rampante.
Sabíamos todos que o jogo era importante e que ao Sporting Clube de Portugal a vitória era o único resultado que interessava, até porque onde entramos em campo, seja literalmente onde for e quando for, é sempre esse o foco. A nossa grandeza a isso obriga. E, sem termos feito um jogo deslumbrante, seria faltar à verdade afirmar isso, olhando para a estatística do mesmo – sei que isso vale o que vale – tivemos mais posse de bola, mais remates, mais remates à baliza, mais oportunidades de golo, mais pontapés de canto. Em suma, fomos quem mais quis ganhar, e isso não sou eu que o digo, é comprovado por factos inquestionáveis e indesmentíveis.
Mas sem ganharmos, como todos queríamos, saímos vivos do Dragão e com uma crença inabalável que o Tri será possível e que terão que nos aturar até ao fim, porque desistir é para os fracos e esse não é o nosso ADN.
Não sou de crenças especiais. Não faço também futurologia, por não ter esse dom. Mas quando vi Luis Suárez introduzir a bola na baliza de Diogo Costa, depois de antes muito termos procurado o golo, sobretudo após o imerecido desfecho que se verificava, naquele que foi o último lance do jogo, deu-me alento. Trouxe-me a esperança de que algo muito bonito pode estar para vir lá para Maio.
Será às nossas cavalitas que estes rapazes irão até ao fim. Faltam 13 jogos, e ainda muita água irá correr por debaixo das pontes. Sei que não dependemos de nós. Sei também que se fosse fácil não era para nós. Mas também sei da fibra de que são feitos estes rapazes de Rui Borges, que quando lhes falta a inspiração, não lhes falta (nunca) a atitude.
São unos e indivisíveis e de antes quebrar do que torcer.
O próximo jogo será já no próximo domingo, às 20h30, ante o FC Famalicão, no Estádio José Alvalade. E, sem sobranceria alguma, porque não é esse o nosso registo, e até porque sabemos da valia da equipa minhota, ganhar ou ganhar terá de ser o lema. Com todos juntos, nesta imensa Onda Verde, teremos de ser mais fortes. O rugido do Leão terá de se fazer ouvir. Vamos a isso. Somos enormes. Somos o Sporting Clube de Portugal. O Bicampeão Nacional!