Os heróis do TikTok
09 Abr, 2026

Sou, por forma de estar, longe das guerras de guerrilha que, cada vez mais, proliferam no desporto. Detesto até aqueles que, para disfarçar as suas lacunas, assim numa espécie de papas e bolos, que servem somente para enganar os tolos e para desviar as atenções, falam mais do Sporting Clube de Portugal, do que das instituições que lhes pagam os principescos ordenados.
Mas uma coisa não sou, e essa é ser ingénuo. E por não o ser, o que sinto no ar é um ódio puro ao Sporting CP por parte daqueles dois que se digladiavam para ver de quem é que era o "título" de quem era mais beneficiado do que quem, e que disputavam entre si os lugares de decisão. Era mesmo o tempo, e que longo ele foi, em que eles, de poleiro, e carregados de cinismo, queriam um "Sporting mais forte e que fazia falta ao futebol português".
Agora, sinais dos tempos, as suas conferências de imprensa são mais a falar de nós do que do clube deles. Sintomático que os estamos a incomodar muito. Sintomático que isso lhes provoca um sentimento de querer um regresso ao passado. Dos tempos em que valia tudo. Mesmo tudo. Como disse alguém: "Habituem-se". Hoje existe VAR, que pela condição humana também erra, mas que pôs fim a uma mentira, em forma de sistema, que não nos deixava sonhar sequer em pensar ganhar. Bonitas eram as graçolas que nos dirigiam, de barriga cheia, do "nem chegam ao Natal". Que bonito era então. Era tudo paradisíaco em forma de mentira.
Mas como no velho ditado português dos "cães ladram e a caravana passa", podem continuar a jogar pouco no campo e a jogar tudo nas redes sociais, que nós estamos vivos e na luta por tudo. Se ganhamos ou não, logo se verá. Nós estamos na luta, já outros nem por isso.
E, sinceramente, não acredito que mesmo com estas manobras de diversão nos façam desviar do nosso caminho. E a prova de que isso é real está consubstanciada na opinião de quem quer ser intelectualmente honesto – uns não o conseguem – que somos, apesar de não liderarmos o campeonato, o clube que mais e melhor joga futebol dentro dos relvados. E isso, por mais que os "artistas" o queiram escamotear, não o conseguem. São bons, com o devido respeito, é a falar para surdos sem a tradução de mímica. Usam de uma ironia com cara de quem todos lhe devem e ninguém lhes paga, para entreterem tontinhos que comem desse alimento que se dá aos burros. Mas felizmente nem todos, mesmo que sejam adeptos ou associados dos seus clubes são consumidores de palha.
A nós cabe-nos continuar a trilhar o nosso caminho. Aquele que nos tem levado ao sucesso onde conta, que é dentro do campo. Os outros, que continuem fortes nos "TikTok's" desta vida. Onde se têm revelado poderosos. A azia deles é sinónimo de que estamos fortes e que os incomodamos muito.
Que assim o continuem, que nós cá estaremos para os contrariar dentro dos relvados. Onde, após o VAR do seu desencanto, e parafraseando o nosso antigo treinador Paulo Bento, em entrevista recente, nos trouxe para a ribalta devido ao patamar de igualdade que o mesmo passou a proporcionar. E isso é tudo o que eles não queriam, saudosos que estavam dos velhos hábitos e do status quo instalado durante décadas.
P.S 1 – Continuamos na luta pelo "Tri". No próximo sábado, será na Amadora. Faltam-nos sete "finais" e ainda é tudo possível.
P.S 2 – Chegados aos quartos-de-final da Champions League, foi inglória a derrota ao cair do pano ante o poderoso Arsenal. Em Londres será difícil, mas não impossível. Acreditem, rapazes!