Tobias, Esgaio, Gelson e Iuri Medeiros chamados a particular com o México
O Sporting CP estará representado com quatro jogadores na próxima concentração da Selecção Nacional Olímpica, que prepara a participação nos Jogos do Rio de Janeiro. Assim, e além de Ricardo Esgaio (um dos nove jogadores anteriormente convocados), juntam-se também Tobias Figueiredo, Gelson Martins e Iuri Medeiros, o último agora cedido ao Moreirense por empréstimo.
Portugal defronta o México na próxima segunda-feira, dia 28, no Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo (Açores).
A convocatória final, anunciada hoje por Rui Jorge após a goleada da Selecção Nacional Sub-21 frente ao Liechenstein por 4-0, é a seguinte: José Sá, Diogo Costa, Miguel Silva; Afonso Figueiredo, Edgar Ié, Hugo Basto, Leandro Silva, Nélson Semedo, Ricardo Esgaio, Tiago Ilori, Tobias Figueiredo; Bruno Fernandes, Francisco Ramos, João Carlos Teixeira, Ruben Neves; Jota, Gelson Martins, Gonçalo Guedes, Hélder Costa, Iuri Medeiros, Lucas João, Ricardo Pereira e Ricardo Horta.
Igualdade a um no primeiro particular de preparação para o Torneio de Toulon
A Selecção Nacional Sub-20 empatou hoje a uma bola frente à Holanda, no primeiro de dois particulares de preparação para o Torneio Internacional de Toulon realizado no Estádio Municipal de Arcos de Valdevez.
Jorge Silva e Ivanildo Fernandes foram opções iniciais de Edgar Borges, com o lateral a ser substituído aos 62 minutos por Hildeberto Pereira e o central a cumprir todo o jogo. Dálcio Gomes colocou Portugal em vantagem aos 16 minutos mas os holandeses ainda chegaram ao empate em período de descontos (90+2’) com uma grande penalidade apontada por Zakaria El Azzouzi.
Portugal volta agora a defrontar a Holanda no próximo sábado, às 15 horas, no Centro de Estágios de Melgaço.
Goleada por 4-0 nos Açores frente ao Liechenstein no apuramento para o Euro
A Selecção Nacional Sub-21 goleou esta tarde o Liechenstein nos Açores por 4-0, numa partida a contar para a qualificação para o próximo Campeonato da Europa da categoria.
Com Carlos Mané (a lateral direito), Tobias Figueiredo e Rúben Semedo nas opções iniciais de Rui Jorge – tal como Iuri Medeiros, actualmente cedido ao Moreirense –, Portugal teve uma entrada demolidora e com os defesas a fazerem de avançados: aos oito minutos, na sequência de um canto apontado por Iuri, Rúben Semedo inaugurou o marcador de cabeça; dois minutos depois, de novo no seguimento de um canto, foi a vez de Tobias Figueiredo brilhar pelos ares e apontar o 2-0. Gonçalo Paciência (13’) e Bruma (24’) apontaram os restantes golos do conjunto das ‘quinas’.
Com este resultado, num encontro de sentido único onde Portugal fez 24 remates contra zero do opositor, a Selecção Nacional reforçou a liderança do Grupo 4 com 18 pontos (seis vitórias noutros tantos encontros), mais nove do que a Albânia (com mais um jogo). Os comandados de Rui Jorge voltam agora aos confrontos oficiais em Setembro, recebendo Israel e Grécia.
Opinião de Jorge Jesus sobre Johan Cruijff, que faleceu hoje aos 68 anos
Jorge Jesus, treinador do Sporting CP, lamentou hoje a morte de Johan Cruijff, uma das maiores figuras de sempre do futebol mundial com quem chegou a estagiar durante um mês em 1993, altura em que o holandês orientava o ‘Dream Team’ do Barcelona.
“Já como jogador era para mim uma grande referência em termos de arte e criatividade do jogo, mas o que mais me fez criar uma enorme estima por ele foi a ideia de jogo que tinha como treinador do Barcelona, uma ideia que ainda hoje é cultivada por exemplo pelo Luís Enrique. Era uma cultura com ideias muito próprias. Para aquela era, posso mesmo dizer que era uma ideia fora do normal, muito ofensiva. Cruijff via o futebol de forma diferente da maior parte das pessoas”, comentou o técnico ‘leonino’ ao site oficial do Clube.
“Para ele, o futebol era arte e espectáculo. Não era por acaso que dizia preferir ganhar por 5-4 do que por 1-0. Para Cruijff, não chegava ganhar, a equipa tinha de dar espectáculo e esse pensamento ainda hoje existe no Barcelona. Como jogador apanhou Rinus Michels e Kovacs e mais tarde deu continuidade a essa ideia do Futebol Total que hoje se identifica em Guardiola ou Luis Enrique. Perdeu-se um homem que deu ao futebol muitas ideias e um grande respeito pelo jogo”, acrescentou Jorge Jesus, antes de falar também da influência do holandês na própria forma de ver o jogo.
“Também fui um pouco influenciado por essa ideia de que ganhar é importante mas não chega. Sou um grande defensor dessa ideia que partilho na minha forma de ver o futebol. Mas Cruijff só há um. Era uma grande figura, um dos grandes mentores e criadores do que é o futebol moderno”, concluiu.
Holandês que revolucionou futebol como jogador e treinador faleceu aos 68 anos
O Mundo do futebol ficou esta quinta-feira mais pobre: morreu um dos últimos príncipes do desporto-rei, Johan Cruijff. Para um Clube que, como o Sporting Clube de Portugal, tanto aposta na formação, esta evocação serve também para dar o público testemunho aos nossos atletas da figura que hoje nos deixa, um homem que, com o seu talento e arte, revolucionou o futebol. Um Senhor dentro e fora de campo. Uma lenda que já o era antes da morte o arrebatar precocemente. “Johan Cruijff morreu em paz em Barcelona, rodeado pela sua família depois de uma dura batalha contra o cancro”, anunciou o site oficial do holandês em comunicado.
Nascido em Amesterdão a 25 de Abril de 1947, também ele foi protagonista de uma autêntica revolução daquilo que é hoje o futebol em dois momentos: primeiro, ainda como jogador, interpretando em campo a filosofia do ‘Futebol Total’ do carismático Rinus Michels; depois, como treinador, desenvolvendo o ‘Dream Team’ do Barcelona. A proximidade do Estádio de Ajax acabou por ditar aquele que viria a ser o início da carreira: entrou nas escolas dos ‘lanceiros’ em 1957, quando cumpriu o seu décimo aniversário, e, após perder o pai dois anos depois, quis respeitar a sua memória apostando em definitivo na carreira de futebolista como o progenitor tanto gostaria de ter visto – afinal, e até aos 15 anos, jogava também... basebol!
Subiu aos seniores do Ajax em 1964 e, na temporada seguinte, assumiu-se em definitivo como figura de uma das maiores gerações de sempre dos holandeses, sempre com uma filosofia muito próxima do Sporting de apostar na cultura de formação como ADN. Ganhou oito Campeonatos e cinco Taças da Holanda nas duas passagens pelo clube, ficando para sempre como o grande símbolo daquela que foi uma das melhores equipas de sempre do Ajax e que se sagrou tricampeã europeia entre 1970 e 1972 (além de ter ganho uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental) com Neeskens, Krol, Rijnders, Mühren, van Dijk, Rep, Haan ou Keizer, entre outros.
Em 1973, o avançado protagonizou a maior transferência de sempre até essa altura, rumando ao outro grande clube onde mudaria a história do futebol: o Barcelona. Como jogador, esteve cinco anos na Catalunha, vencendo ‘apenas’ uma Liga e uma Taça de Espanha antes de rumar aos Estados Unidos, com 32 anos. Ainda assim, foi nesse período nos ‘blaugrana’ que mais se destacou ao serviço da selecção da Holanda, onde foi vice-campeão mundial em 1974 e terceiro classificado no Europeu de 1976 com um futebol ainda hoje considerado por muitos como o melhor em fases finais. Antes de terminar a carreira no Feyenoord, em 1984, passou por Los Angeles Aztecs, Washington Diplomates, Levante e de novo Ajax onde teve o seu início como treinador.
Nunca conseguiu ser campeão holandês pelo Ajax entre 1985 e 1987, mas além das duas Taças liderou os ‘lanceiros’ na conquista da Taça dos Vencedores das Taças de 1987 numa equipa que contava com Rijkaard, Van Basten, Witschge, Bergkamp, Menzo ou Wouters, quase todos jogadores que tinham feito a sua formação no clube. Foi esse triunfo que levou o Barcelona a apostar em Cruijff para treinador a partir de 1988, abrindo um ciclo que dominou por completo o futebol europeu até 1996.
As várias versões de ‘Dream Team’ que construiu nos catalães venceram quatro Ligas, três Supertaças e uma Taça mas foi na Europa que mais se distinguiram, com uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia e mais duas finais. Foi com o holandês que nasceram e/ou se desenvolveram jogadores como Koeman, Laudrup, Romário, Guardiola, Stoichkov, Bakero ou Beguiristain, entre muitos outros. Desde a saída dos espanhóis, em 1996, orientou apenas a selecção da... Catalunha.
Em termos individuais, Johan Cruijff recebeu três Bolas de Ouro de melhor jogador entre muitas outras distinções mas o que fica é, sobretudo, um legado que nunca deve ser esquecido. Conhecido como um jogador elegante, inteligente, sagaz e com capacidade invulgar de finta, o holandês foi o maior intérprete do ‘Futebol Total’ de Rinus Michels em campo. Em linhas gerais, a filosofia que revolucionou na década de 70 o futebol defendia que a única posição fixa em campo é a de guarda-redes, promovendo a mobilidade e constante circulação de bola e jogadores pelo campo de forma pensada. “Todos os treinadores falam sobre movimentações, correr muito. Eu defendo que não se deve correr tanto. O futebol é um jogo para ser jogado com o cérebro. Deve-se estar no sítio certo com o movimento certo, nunca antes nem depois”, explicou. A ideia teve prolongamento na versão de ‘Cruijff treinador’ e, como muitos defendem, ainda hoje se vê essa influência através de jogadores com quem trabalhou, como Guardiola, e na forma de pensar de Ajax ou Barcelona a nível de formação, tal como está no ADN e génese do Sporting Clube de Portugal.
A título de curiosidade, e no seguimento de um trabalho feito no ano passado sobre a importância de Johan Cruijff no futebol actual, aqui ficam algumas das suas ideias:
- "Técnica não é ser capaz de dar 1.000 toques na bola, isso qualquer um faz praticando. E a seguir pode ir trabalhar para o circo. Técnica é passar a bola com um toque, à velocidade certa e para o melhor pé do companheiro"
- "Alguém que está a dar toques para o ar durante o jogo, com os quatro defesas do opositor a recuperarem os seus lugares, é o que as pessoas acham que é bestial. Eu digo que ele deve ir para o circo"
- "Escolhe o melhor jogador para cada posição e acabarás por ter 11 individualidades fortes mas não um 11 forte"
- "Nas minhas equipas, o guarda-redes é o primeiro atacante e o avançado o primeiro defesa"
- "Porque não se pode bater um clube mais rico? Nunca vi um saco de dinheiro marcar um golo"
- "Se quero que um jogador perceba algo, terei de explicar melhor"
- "Jogador futebol é muito simples mas jogar um futebol simples é a coisa mais difícil de fazer"
- "Acho terrível quando os talentos são rejeitados com base em dados estatísticos. Baseado nisso, teria sido rejeitado no Ajax. Quando tinha 15 anos, não conseguia chutar uma bola 15 metros com o meu pé esquerdo e chutava talvez 20 com o meu pé direito. As minhas qualidades técnicas e a minha visão não são detectáveis por um computador"
- "Qualidade sem resultado não vale de nada. Resultados sem qualidade é aborrecido"
- "Os jogadores que hoje só conseguem rematar com a peito do pé. Eu conseguia chutar com a parte de dentro, o peito e a parte de fora de ambos os pés. Por outras palavras, era seis vezes melhor do que os jogadores de hoje"
- "Há muito poucos jogadores que sabem o que fazer quando não estão marcados. Por isso às vezes deve-se dizer a um jogador: o avançado é muito bom mas não o marques"
- "Sobreviver a uma primeira ronda de grupos nunca foi o meu objectivo. Idealmente, estaria num grupo com Brasil, Argentina e Alemanha – assim, perderia dois rivais após a fase de grupos. É assim que eu penso"
- "Qualquer jogador de golfe profissional tem um treinador separado para os ‘drives’, para os ‘approaches’ e para os ‘puts’. No futebol há um treinador para 15 jogadores. É absurdo"
- "Se tens a bola tens de fazer do campo o maior possível e se não tens deves fazer o campo o mais pequeno possível"
- "Devemos garantir que os piores jogadores recebem mais a bola porque ela chegar-te-á aos pés num instante"
- "Só há uma bola, por isso precisas dela"
- "Quando se faz um jogo, está estatisticamente provado que um jogador tem a bola três minutos por jogo em média... Assim, o mais importante é o que fazer durante os outros 87 minutos em que não tens bola. É isso que determina se és bom jogador ou não"
- "Depois de se ganhar algo, deixamos de estar a 100% e passamos a 90%. É como uma garrafa de água gaseificada depois da tampa ser retirada, perde-se um pouco de gás"
Revista internacional foca desenvolvimento do Clube ao longo de dez páginas
O Sporting CP continua a ser alvo de destaque de várias publicações internacionais e, depois de a ‘France Football’ ter dedicado duas páginas à Academia Sporting, em Alcochete, e aos dois Bolas de Ouro de lá saídos, foi a vez da britânica ‘World Soccer’ colocar o Clube de Alvalade na capa da sua revista do mês de Abril, reservando dez páginas aos ‘leões’, apelidando o Sporting CP de “A nova força de Lisboa”.
A publicação britânica destaca a ascensão ‘leonina’ nos últimos anos, desde que o Presidente Bruno de Carvalho assumiu os destinos do Clube, realçando as mudanças que existiram em Alvalade desde então. A chegada de Jorge Jesus, a diferente política de entradas e saídas de jogadores, assim como a forte aposta na formação e o fim da venda ao desbarato dos produtos formados em Alcochete são algumas das diferenças sentidas no Sporting CP referidas pela ‘World Soccer’ ao longo da sua edição. Como não poderia deixar de ser, também as constantes batalhas travadas por Bruno de Carvalho (contra os fundos, por exemplo), são abordadas na públicação britânica, que elogia ainda a época desportiva realizada pelo conjunto ‘verde e branco’, “empurrado pela Onda Verde”, como a revista faz questão de salientar.
A história do Clube não é esquecida pela ‘World Soccer’, que percorre os tempos áureos do Sporting CP, desde a mítica formação dos ‘Cinco Violinos’ ao aparecimento de alguns dos melhores jogadores de sempre, como Paulo Futre, Luís Figo ou Cristiano Ronaldo. O trio William Carvalho, Adrien e João Mário (mais três atletas saídos da Academia), é também referido pela publicação como base do bom percurso ‘leonino’ realizado esta temporada, referindo ‘A Curva do Poder’, composta por Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, Adrien, Octávio Machado e Augusto Inácio, como as figuras-chave do Clube, neste momento.
O Estádio José Alvalade, o momento de forma de Slimani e uma análise a todo o plantel ‘leonino’ são temas também abordados na ‘World Soccer’ de Abril, que termina a sua dezena de páginas ‘verde e brancas’ com uma entrevista a Bruno de Carvalho. “O futebol está a perder os seus valores” e “Estamos a tentar devolver o Sporting CP à liderança do futebol português. E queremos voltar a ser vistos como uma equipa vencedora na Europa” são algumas das frases fortes do Presidente ‘leonino’, que fala ainda da sua relação com Jorge Jesus, assim como do trabalho do técnico ‘verde e branco’, da aposta feita na formação e de outros assuntos relevantes para o Universo ‘leonino’ e para todo o futebol, em geral.
Médio repete distinção do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol
João Mário foi eleito pelo Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) como o melhor jogador jovem da Liga NOS no mês de Fevereiro. De referir que o número 17 ‘verde e branco’ já tinha ganho o prémio em Janeiro.
O médio do Sporting CP, que está agora ao serviço da Selecção Nacional A, recolheu um total de 16,94% dos votos, à frente do guardião vimaranense Miguel Silva (13,72%). De referir que Iuri Medeiros, avançado ‘leonino’ emprestado ao Moreirense, terminou na terceira posição com 11,62% das preferências.
O resultado final surgiu da votação realizada no site do Sindicato (40% de ponderação) e das notas atribuídas pelos jornalistas dos três jornais diários desportivos (60%). Estavam elegíveis todos os jogadores portugueses até aos 23 anos que tivessem cumprido pelo menos metade dos minutos na Liga NOS durante esse mês.
Conheça os dias e horas dos próximos compromissos do Sporting na Liga NOS
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional anunciou hoje as datas para as próximas duas jornadas da Liga NOS, que pára este fim-de-semana em virtude dos compromissos das selecções nacionais.
Assim, os ‘leões’ vão fechar a 28.ª jornada do Campeonato com uma deslocação ao Restelo para defrontarem o Belenenses na segunda-feira, dia 4 de Abril, às 21 horas, numa jornada que começa na sexta-feira, dia 1, com o Benfica-Sp. Braga.
Na ronda seguinte, os comandados de Jorge Jesus recebem o Marítimo no sábado, dia 9, às 20h45 no Estádio José Alvalade.
Equipa ‘leonina’ regressa às vitórias, com bis do argelino, e volta provisoriamente à liderança
“A guerra não se perde ao perder uma batalha”, lia-se numa das bancadas, repleta de Sportinguistas convictos de que a guerra – ou o campeonato, entenda-se – ainda está ao alcance do conjunto ‘verde e branco’. Com a mesma mentalidade, o Sporting CP conseguiu o triunfo, perante 7739 espectadores, por 2-1 no Estoril e voltou à liderança provisória.
Talvez com a mesma crença, os jogadores ‘leoninos’ entraram muito bem, pressionantes e com vontade de se adiantar desde cedo, ao contrário do que pareceu verificar-se nalgumas das partidas anteriores. Nesse sentido, e já depois de um canto perigoso que saiu dos pés de Ruiz e de um remate do mesmo ao lado da baliza de Kieszek, Slimani chegou mesmo ao golo aos seis minutos de jogo. Depois de uma segunda bola ganha à entrada da área, o argelino dominou, ajeitou para o pé direito e atirou ao ângulo da baliza do Estoril, marcando um belíssimo golo.
A equipa da casa tentou reagir, conseguiu um remate por Mattheus, embora sem muito perigo, mas nunca foi capaz de estancar a iniciativa da equipa de Jorge Jesus. O Sporting CP, quase sempre a tentar sair a jogar desde trás de forma apoiada, conseguiu controlar a partida durante toda a primeira parte. Em duas das melhores jogadas dos primeiros 45 minutos, Teo rematou à figura do guarda-redes adversário, depois de passe a rasgar de João Mário, e Ruiz perdeu uma boa oportunidade de golo, após Slimani o isolar com um passe de calcanhar. Em ambas as jogadas, destaque para Coates que, ao conduzir e atrair adversários a si próprio, encontrou espaços interiores para os colegas, que serviu com qualidade.
A primeira metade do jogo iria terminar como havia começado: no minuto 45, investida pelo corredor esquerdo, Ruiz a ganhar a linha de fundo e, com um cruzamento largo, Slimani a chegar ao golo, agora de cabeça, bem mais à imagem daquilo que tem feito.
Na segunda parte, o Sporting CP voltou a entrar bem, com duas boas jogadas do flanco direito. Primeiro, com Schelotto a desequilibrar individualmente e a cruzar para nem Teo Gutierrez nem Bryan Ruiz conseguirem finalizar; depois, Aquilani a perder o ‘timing’ para o passe mas Slimani a cruzar tenso e rasteiro para Teo que ficou a centímetros da finalização. A partir daí, o Estoril reagiu, esteve perto do golo com Mendy a aparecer na cara da baliza, mas com Rui Patrício a sair por cima no duelo individual e a conseguir defender.
O jogo ficou mais partido, com o conjunto da casa a assumir os riscos que daí advinham, mas com o Sporting CP a também não conseguir matar a partida chegando ao terceiro, apesar de ter boas oportunidades para isso. A defesa mais subida do Estoril deu espaços nas costas, que Slimani, uma e outra vez, explorou ao ser solicitado por bolas na profundidade. Na primeira vez, o ponta-de-lança ‘leonino’ viu a bola ser cortada pela defensiva no instante em que se prepara para rematar. Depois, contornou Kieszek mas ficou sem ângulo para o remate. Pelo meio, também João Mário teve a chance de sentenciar a partida, mas no seguimento de um bom passe de William e uma excelente recepção, não finalizou com a melhor direcção, rematando ao lado.
No futebol, diz-se que quem não marca sofre. E assim foi. Com um futebol mais directo, o Estoril acabou por chegar ao golo através de um canto batido pelo lado esquerdo do ataque e concluído por Leo Bonatini, depois de um desvio. Com o golo, a equipa da casa ganhou novo animo, que fez os jogadores e os adeptos da casa voltarem a acreditar e os últimos minutos acabaram por mostrar um nervosismo desnecessário, tendo em conta o que havia sido a partida. Na última jogada do encontro, Schelotto falhou uma intercepção aérea e protagonizou o último momento de dúvida no estádio, mas que Patrício dissiparia com uma defesa segura.
Com a vitória, o Sporting CP volta ao primeiro lugar, esperando pelo encontro do Benfica, que recebe o Tondela na segunda-feira, e que fica assim com alguma pressão extra para o seu encontro. Na próxima jornada, os ‘leões’ recebem em Alvalade o Arouca para mais um jogo decisivo na luta pelo título.