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Português, Portugal
Foto José Lorvão

Rui Borges: "Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes"

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Reacção à final da Taça de Portugal em conferência de imprensa

Após a final da Taça de Portugal perdida diante do SCU Torreense (1-2 a.p.), Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, no Estádio Nacional.

Análise ao jogo
“Tínhamos de ser mais proactivos do que reactivos. Estivemos sempre apenas a tentar reagir a todos os momentos e não tivemos a intensidade que queríamos no último terço. Apesar de tudo, fomos controlando o jogo, tirando o primeiro lance de bola parada em que o SCU Torreense teve mérito e foi feliz para fazer o 1-0. Andámos sempre atrás do prejuízo contra uma equipa que defende muito bem, com linhas de cinco, seis e sete [jogadores]. Dificultou-nos a tarefa e nunca conseguimos ser um Sporting CP à nossa verdadeira imagem. Mesmo com a malta que entrou, o registo do jogo não mudou muito.
Temos de levantar a cabeça e perceber o que temos de fazer melhor, não só neste jogo mas em toda a época. É ingrato, porque por tudo o que demonstramos ao longo da época merecíamos, mas isso não chega. Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes.”

Relevância do golo sofrido cedo no desenrolar do jogo
“Se não ganhámos é porque não merecemos, mereceu o adversário, porque com muito ou pouco foi eficaz. Acho que sofrer o golo no início criou alguma desconfiança e até algum cansaço mental. Jogámos contra uma equipa de escalão inferior, mas isso nada significava, tinha dito isso e não fomos capazes de ser um Sporting CP com uma qualidade acima do normal.”

Impacto desta derrota no último jogo da temporada
“Deixa marca no grupo, porque queríamos ganhar e não fomos capazes. O que está em causa é o Sporting CP e num clube como o nosso temos de sentir e perceber no que temos de crescer para não chegar ao fim da época sem conquistas. Ninguém quer, nós não gostamos e os adeptos também não, e é natural.”

Balanço da época sem conquistas
“Não foi positiva, porque o que fomos capazes de fazer ao longo da época tinha de culminar em conquistas. Estivemos nas finais, mas não conseguimos. Não podemos estar felizes com o que foi a época, como é lógico. Temos de perceber o que temos de melhorar para que no futuro sejamos um Sporting CP mais forte.
Em momentos-chave não fomos tão fortes como deveríamos e temos de perceber o porquê. O Clube vive de conquistas, não o conseguimos e dói, claro. A todos.”

Desagrado dos adeptos no final
“O descontentamento é natural, faz parte desde que haja respeito. Não estão mais tristes do que nós, com toda a certeza. Queríamos muito ganhar. Os adeptos foram incansáveis no apoio e temos de saber viver com esse descontentamento.”

Opção de Ousmane Diomande no banco
“Foi opção, apenas e só. No último jogo a equipa fez um belíssimo jogo e ele não jogou. Foi uma decisão minha e não perdemos a Taça por não jogar o Diomande na fase inicial.”

Mais pressão para a próxima época?
“Já entrei no Sporting CP ‘sob brasas’. A contestação é natural, e mau seria se assim não fosse. Não estão felizes, tal como nós não estamos. É normal em qualquer clube do mundo, por isso percebo. Levanto a cabeça, faço o meu trabalho e sigo o meu caminho.”

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar"

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Treinador analisou último jogo da Liga em conferência de imprensa

Terminada a edição 2025/2026 do Campeonato, Rui Borges, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para analisar vitória final sobre o Gil Vicente FC (3-0), nem como para fazer um balanço do desempenho global da equipa, que ficou no segundo lugar e, por isso, estará na próxima fase de qualificação para a UEFA Champions League.

Análise ao jogo
“Foi uma grande primeira parte nossa, dominadora, sem deixar o Gil Vicente FC ter sucesso com bola. Estivemos muito bem, com bons timings de pressão e reacções e chegámos aos golos com naturalidade, e até podíamos ter feito mais um. Na segunda, o adversário tentou ser mais pressionante, teve uma ou duas aproximações, mas depois conseguimos controlar o jogo com bola e fizemos o 3-0 na parte final. Merecido, até pelas oportunidades que criámos na primeira parte.”

Despedidas de Quenda e Morita
“Triste porque são dois grandes jogadores. O Quenda está no início da sua carreira, que será sem dúvida muito boa. Em pouco tempo deu e marcou muito, e desejo-lhe a maior sorte do mundo. O Morita é um jogador diferente e, pessoalmente, sou um grande admirador - já o era e sou ainda mais. Aprendi muito e estou triste por vê-lo partir porque é um jogador maravilhoso, mas feliz por tudo o que deu ao Sporting CP. Ter sido meu jogador é algo que jamais vou esquecer, pela sua qualidade futebolística e humana. Vai ser sempre alguém especial para mim e, como ficou explícito, para os Sportinguistas. Fica alguma tristeza, mas o mundo do futebol é isto. Uns vão e outros virão para continuar a marcar a História do Sporting CP.”

Segundo lugar conseguido
“Dentro dos objectivos possíveis, dá algum valor àquilo que foi a nossa época. Era o mínimo que merecíamos pela capacidade e qualidade demonstrada ao longo de todo o tempo. Não são 15 dias menos bons que apagam a época extraordinária feita. A equipa deu mais uma resposta clara quanto à força deste grupo, mesmo com jogadores condicionados. O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar e temos, ainda, uma final da Taça de Portugal para disputar.”

A chegada confirmada de Rodrigo Zalazar
“Fez uma grande época a nível interno, internacional e possivelmente vai estar no Mundial. Vai dar-nos muitas soluções nas nossas dinâmicas, porque é acima da média em termos futebolísticos e é muito competitivo, com uma ambição enorme, à imagem do grupo e do Sporting CP. Espero que tenha um futuro muito feliz, dentro daquilo que tem sido. Foi uma oportunidade que tivemos, em relação a um jogador que queríamos muito.”

Balanço da Liga
“Uma pessoa aprende sempre. O FC Porto foi mais competente do que nós, ponto final. Nós fizemos os mesmos pontos da época passada, onde fomos Campeões e isso não chegou. Tinha dito que não chegava fazer o mesmo e foi a demonstração. O grupo fez um grande campeonato, mas alguém fez um campeonato extraordinário. Podíamos ter feito melhor nalguns momentos, mas não o fomos. Faz parte do meu crescimento como treinador, mas muito orgulhoso pelo meu trajecto no Sporting CP. Felizmente, só não consegui disputar uma final, a da Taça da Liga, mas temos estado em todas as decisões.”

Balanço da época na globalidade
“Fizemos de tudo para ser campeões, em alguns momentos não conseguimos e, por isso, temos de tentar melhorar. Estamos na final da Taça, só não conseguimos ir à final da Taça da Liga, fomos aos ‘quartos’ da Champions e estivemos na luta até ao fim pelo Campeonato. Isso mostra bem o espírito, a ambição e a grandeza deste grupo.”

Importância do encaixe da Champions
“Sou muito frio em relação ao mercado. Vou ter um plantel com vários jogadores capazes para tornar o Sporting CP forte e competitivo novamente. É isso que desejamos e é para isso que vamos trabalhar.”

Regresso de Hjulmand e Vagiannidis após lesão
“Recuperou, eu ontem já tinha dito que estava a treinar no campo. É um grande capitão e quis dar a cara, mesmo com dor, tal como o Vagiannidis, que fez um grande jogo. É este Vagiannidis que queremos. Acredito que depois deste ano de alguma adaptação fará uma grande época no próximo ano. O Zeno [Debast] tem um problema, mas se a selecção e o atleta entendem que ainda pode dar o seu contributo é uma decisão deles.”

Palavras trocadas com Morita na saída de campo
“Só obrigado por tudo em que nos ajudou. É uma delícia vê-lo jogar. É uma grande referência para o grupo, os colegas têm um respeito enormíssimo por ele.”

Jogadores que mais evoluíram tacticamente durante a época
“Acho que todos eles, mas talvez o Maxi tenha crescido muito na sua posição, o Trincão, que talvez foi o que mais cresceu tacticamente, porque nalguns momentos tem tarefas diferentes. O Iván Fresneda fez uma grande época e o Geny também, mais maduro.”

Ponto de situação clínico de Fotis Ioannidis
“Pode ser solução para a final.”

Final da Taça de Portugal em perspectiva
“É o meu único foco: ligar a equipa e prepará-la para a exigência do jogo. Lembrar que começamos esta Taça em Paços de Ferreira, onde só ganhámos no prolongamento contra uma equipa que está a lutar para não descer na II Liga. Agora, vamos jogar contra uma equipa que está a lutar para subir. Máximo respeito, concentração e exigência para a final da Taça.”

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Um Sporting CP exigente consigo mesmo"

Por Sporting CP
10 maio, 2026

Leões visitam o Rio Ave FC esta segunda-feira (20h15)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal viaja esta segunda-feira até Vila do Conde, onde defronta o Rio Ave FC em jogo da 33.ª e penúltima jornada da Liga Portugal. 

Rui Borges falou aos jornalistas na sala de conferências de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo e sublinhou a necessidade de, nesta recta final, criar “exigência individual e colectiva” para alcançar os objectivos ainda em disputa.

Análise ao Rio Ave FC
“Acima de tudo, temos de ser um Sporting CP exigente consigo mesmo. Perceber que ainda estamos na luta pelo segundo lugar, temos três jogos para acabar a época e uma final da Taça de Portugal para disputar. É muito importante criar essa exigência individual para levar de vencida um Rio Ave FC que, apesar de nos últimos jogos não ter conseguido os melhores resultados, tem feito uma segunda volta muito boa. 
É uma equipa com a manutenção garantida, que não tem nada a perder, e que acrescentou bons jogadores no mercado de Janeiro, jogadores que lhe têm dado esse crescimento tanto no processo defensivo quanto no processo ofensivo. É uma equipa muito forte em contra-ataque, muito física e competitiva. 
Vamos ter dificuldades com toda a certeza. Pessoalmente, gostei muito de ver o Rio Ave FC em muitos jogos, porque cresceu claramente em relação à primeira volta. Espera-nos um jogo difícil, mas volto a dizer: temos de criar exigência individual e colectiva neste final de época, até porque ainda temos objectivos a cumprir.”

Mercado
“Nos últimos dias, fala-se mais do mercado do que de outra coisa. Não vou falar dos jogadores de outros clubes. Tenho três jogos pela frente, estou na disputa por objectivos claros. Parece que estamos em Junho ou Julho, não tem lógica dar a minha opinião sobre quaisquer jogadores, porque estou muito focado no nosso objectivo.
É natural que perguntem, mas são jogadores que estão noutros clubes e não sabemos o futuro em relação a saídas, quanto mais a entradas. Pessoalmente, estou muito focado nos últimos três jogos, que ainda nos dão muita coisa, e nós não nos podemos descuidar. Já nos descuidámos o suficiente. Estou focado naquilo que temos para conquistar.”

Desafios de liderança num balneário
“Em clubes grandes, a dificuldade está muito ligada à gestão diária de tantos seres humanos. Não apenas jogadores, mas staff e tudo o que envolve uma equipa de futebol. Saber gerir egos de jogadores com carreiras que falam por si às vezes é bastante difícil. (…)
Por isso digo tantas vezes, quando falo do meu, que o maior ganho que um treinador pode ter é olhar para o grupo e sentir que todos se respeitam e revêem qualidade uns nos outros. Cada um, à sua forma, acrescenta algo, e todos acreditam no potencial de todos. Ninguém se sobrepõe ou tenta fazê-lo. Enquanto Sporting CP, tenho a felicidade de ter um grupo que se respeita muito, isso é muito importante e parte também do trabalho da equipa técnica. 
(…) Em termos técnicos, há muitos treinadores bons, mas ganhar o respeito dos jogadores, para conseguir fazê-los acreditar e trazê-los para ti é a grande dificuldade de um treinador, hoje em dia. Se eles não confiarem em ti, por melhor treinador que sejas, não adianta: a mensagem vai entrar e passar. O maior desafio é conseguir, porque todos eles são diferentes, cativá-los de alguma forma. Às vezes, e faz parte, não é possível fazê-lo.”

Análise à temporada de Diogo Travassos
“Tem feito uma grande época e tudo indica que terá de se apresentar no Sporting CP no início da próxima temporada. A minha promessa é essa. Uma época com golos, assistências… tem feito muitos jogos a ala, uma posição que não é a sua de raiz, e teve duas épocas muito boas na Primeira Liga, importantes para ganhar consistência. Tem esse mérito e teve a capacidade de ganhar o direito de estar connosco.”

Renovação de Daniel Bragança
“O Dani é um capitão, um líder, importante no grupo e tem contrato com o Sporting CP. A sua renovação não passa pelo treinador apenas. Há direcção e jogador também, muitos factores têm de se conjugar. 
Agora, é um jogador de quem todos gostamos e que queremos ter no plantel. Contamos com ele para a próxima época, tão simples quanto isso. A renovação, a seu tempo, veremos se acontece ou não.”

Gerir rumores de mercado com objectivos até final da temporada
“Pedir exigência, foco, rigor, profissionalismo. Nestes últimos 15 dias, a maior dificuldade é manter ligada uma equipa que esteve a lutar por tudo e que sabe que já não pode ser campeã. Numa fase de grande desgaste mental, ainda mais do que físico, mantê-los no mesmo ritmo e com o mesmo rigor é um grande desafio.
É natural que a motivação tenha caído um pouco depois daqueles resultados menos positivos. Também eu estou desgastado de tantas conferências, de tantas viagens. Por mais que gostemos do nosso trabalho, são muitos meses num nível de exigência máxima e é natural que, não conseguindo alterar o nosso maior objectivo, eles sintam isso.  
O segundo lugar é importantíssimo para nós e eles sabem disso. Até para eles, individualmente, acredito que seja difícil sentirem a energia a 100%. Não sei se é possível, mas tem de andar lá perto, pelo menos, para conseguirmos atingir ainda os nossos objectivos.”

Atenção ao aspecto físico em futuras contratações
“Nós temos sempre em atenção o aspecto físico, em relação a qualquer contratação. São todos estudados a fundo e se calhar esse é até o primeiro parâmetro. Mas há coisas que não controlamos, é impossível. Acredito que no futuro, os clubes possam ter 50 jogadores, àquilo que é a quantidade de jogos. 
Dadas as lesões traumáticas, ficámos ‘apeados’ em momentos decisivos, mas o Sporting CP não tem capacidade financeira para ter 50 jogadores de nível idêntico. Agora, naquilo que conseguimos controlar, todos os dados físicos de qualquer jogador que entra no Clube são passados a pente fino logo num primeiro momento.”

Futuro plantel
“É natural que a classificação para a UEFA Champions League possa mudar algo, porque a parte financeira conta e não se pode fugir isso. Mas revolução ou não, isso é o mercado que vai ditar. Temos todos os jogadores, com excepção do [Hidemasa] Morita, com contrato. Há jogadores que talvez pretendam dar um rumo diferente à sua carreira, mas não vão sair só porque sim. Todos têm cláusula, por isso o mercado ditará. 
Nós temos um plantel definido à minha imagem, que se vai ajustando conforme saídas, numa posição ou noutra. Estamos sempre atentos e precavidos, graças ao trabalho que é feito pelo scouting.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "A equipa demonstrou a sua qualidade"

Por Sporting CP
04 maio, 2026

Treinador reagiu no Auditório Artur Agostinho à goleada

No final do encontro com o Vitória SC, Rui Borges, treinador dos Leões, analisou o triunfo expressivo (5-1) em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho.

Análise geral à exibição rubricada pela equipa
“Entrámos até nervosos, mas nas primeiras situações de finalização que temos fizemos dois golos. Depois, fomos crescendo, ganhando confiança, criando oportunidades claras e fazendo golos aqui e ali. Acaba por ser um resultado justo até pelas oportunidades que tivemos. A equipa demonstrou a sua qualidade e voltou ao seu normal na parte competitiva e na mentalidade. Fizemos um grande jogo.”

100 jogos de Eduardo Quaresma no Clube
“Significa crescimento no seu clube e com mais regularidade, também. Tem feito bastantes jogos, em quantidade e com qualidade, acima de tudo. Tem crescido nesse aspecto, estou feliz por vê-lo atingir essa marca, que atinja mais e ainda vai ajudar muito o Sporting CP no futuro.”

Continuidade de Daniel Bragança
“Tem contrato com o Sporting CP e está feliz aqui, como é demonstrativo em campo. Ele sabe muito bem qual é a confiança que tem do treinador, que é total, e também da estrutura.”

Luta pelo segundo lugar
“Estou preocupado em ganhar os nossos jogos, fazer a nossa parte para conseguir ficar no segundo lugar. É esse o meu foco e, depois, temos a final da Taça, e queremos muito ganhar esse troféu. Seja o primeiro, segundo ou terceiro lugar, todos os lugares são ganhos com mérito.”

Da intranquilidade inicial à confiança ganha
“Acho que nos primeiros dez minutos notou-se que a equipa estava um bocadinho tensa. Depois, fomos ganhando confiança e a partir do 2-0 fomos crescendo. A equipa ficou mais confortável e isso notou-se individualmente também. O Maxi, por exemplo, não entrou muito bem, foi crescendo e acabou muito bem. Criámos várias oportunidades depois do 2-0 com mérito, qualidade e com essa confiança que fomos ganhando. Vínhamos de dois jogos que não foram bem conseguidos da nossa parte e isso acaba por mexer connosco, é natural. Fomos melhorando e fizemos um bom jogo.”

Substituições de Morita e Geny Catamo
“Estavam os dois um pouco desconfortáveis e, por isso, tiramo-los.”

Impacto do regresso de Gonçalo Inácio
“Tal ocmo já disse do Dani, o Inácio queria estar com a equipa e isso demonstra o líder que é. Sabia que não era o melhor momento da equipa, queria dar a cara e isso diz bem dos meus capitães de equipa. Fez um grande jogo, saiu porque estava a sentir-se desconfortável, mas é de enaltecer a sua resiliência.”

Possível regresso de Fotis Ioannidis para breve?
“Espero vê-lo antes do fim [da época], nem que seja na última jornada ou na final da Taça. Difícil, um bocadinho como o Morten [Hjulmand].”

Aposta recorrente nesta dupla de meio-campo na ausência de Hjulmand
“Morita tem feito uma grande época e o Dani também desde que voltou. Dão-nos muita qualidade com bola e são os que estão no melhor momento. Nunca fogem da bola e do jogo, mesmo sob pressão, e passam essa confiança para a equipa.”

Importância de voltar a ter semanas ‘limpas’ para treinar
“É muito, muito, importante. Entrámos nestas últimas três semanas que já serão normais e espero que a equipa demonstre uma outra energia, aquela que demonstramos ao longo de toda a época. É importante o tempo, poder respirar, estar com a família… Estamos no final de época, tudo desgasta e, por isso, as próximas semanas ajudam.”

Palavras de Hjulmand em vídeo publicado pelo Sporting CP
“Muito importante. É o nosso capitão, também sente muito a impossibilidade de estar com o grupo e achou que podia ajudar assim, não só para o grupo mas também para os adeptos. Estes 15 dias não apagam os meses fantásticos que fizeram até aqui.”

Foto João Pedro Morais

Rui Borges no comando até 2028

Por Sporting CP
01 maio, 2026

Renovação de contrato oficializada no Hall VIP do Estádio José Alvalade

O Sporting Clube de Portugal prolongou o vínculo contratual com Rui Borges, que vai continuar a liderar a equipa principal de futebol até 2028. A renovação de contrato do técnico de 44 anos oficializou-se, esta sexta-feira, no Hall VIP do Estádio José Alvalade, numa cerimónia que contou com a presença da família de Rui Borges, da sua equipa técnica e, também, da restante estrutura e os Órgãos Sociais do Sporting CP.

Rui Borges chegou ao comando técnico do Sporting CP a meio da temporada 2024/2025 – assinou a 26 de Dezembro de 2024 - e conseguiu reconduzir a equipa a uma ‘dobradinha’ memorável, juntando o desejado Bicampeonato Nacional à conquista da Taça de Portugal. Já na presente temporada, embora sem hipóteses de chegar ao terceiro título seguido na Liga, o treinador levou os Leões à sua melhor campanha de sempre na UEFA Champions League - terminada nos quartos-de-final - e, de novo, ao Jamor, onde defenderão o troféu no final deste mês.

“Rui Borges e a sua equipa técnica fazem cerca de 16 meses de Sporting CP. Há quem valorize muitos os resultados dos últimos 15 dias e há quem valorize muito o trabalho dos primeiros 15 meses e meio, o Bicampeonato, a ‘dobradinha’, a melhor campanha europeia de sempre ou o recorde de vitórias seguidas em Alvalade. Há quem valorize, também, não termos conquistado mais títulos [na presente época], tendo duas finais perdidas na Supertaça e na Taça da Liga. Nós, Administração, valorizamos sobretudo o processo de trabalho, muito mais que os resultados, os troféus ou as finais perdidas”, justificou o presidente Frederico Varandas, responsável por inaugurar a sessão, considerando este “um acto para o futuro do Clube”.

“Independentemente dos títulos conquistados e perdidos, o processo é o critério mais decisivo para continuarmos a achar que o Sporting CP tem futuro no futebol, estando onde deve estar: na decisão dos títulos”, referiu o líder dos Leões, realçando também o “lado comportamental e humano” de Rui Borges. “É um homem sério, intelectualmente honesto, livre, que protege os seus e, algo que valorizo muito, comunica pela sua cabeça. Valorizamos tudo isto e, por isso, é e continuará a ser treinador do Sporting CP”, completou.

Passando a responder às questões dos jornalistas presentes, Frederico Varandas abordou o timing da renovação e afirmou que no Sporting CP as decisões não são tomadas “por marés”. “O Sporting CP navega com base em convicções e a acreditar em processos de trabalho”, reforçou, sem dúvidas de que o técnico “é o homem certo”.

Quanto às expectativas para o futuro partilhadas com a equipa técnica, o presidente verde e branco traçou um objectivo claro: “continuar na luta e nas decisões dos títulos”. “Umas vezes ganharemos, outras perderemos. Temos ganho mais do que perdido e o que queremos é estar nas decisões, como estivemos este ano. Estes senhores e o grande grupos de jogadores que temos tido aumentaram a fasquia do Sporting CP. Não me esqueço que este é o grupo mais vencedor dos últimos 70 anos do Clube”, destacou.

Por fim, questionado sobre o que falhou na corrida pelo Tricampeonato, considerou que “o insucesso foi o resultado do sucesso desta época”, isto fruto da luta dada - e respectivo desgaste - em todas as frentes, nomeadamente com a histórica passagem aos quartos-de-final da UEFA Champions League, uma “factura” que se pagou “muito” depois. “Em sete dias tivemos três jogos [Arsenal FC, SL Benfica e FC Porto] de uma exigência única. Vou condenar o meu treinador e os meus jogadores por terem acreditado que era possível passar às ‘meias’ da Champions? Mais, por terem disputado dois jogos com o líder da Premier League, uma equipa com seis vezes o nosso orçamento? Estivemos até ao último segundo a discutir essa passagem. Acho que seria muito injusto”, apontou, acrescentando: “A exposição competitiva deste plantel foi brutal e não tem nada que ver com a do líder, justo, do Campeonato. Hoje em dia, com o novo modelo de competições, a Champions não tem nada que ver com a UEFA Europa League. Mérito ao nosso rival, porque inteligentemente percebeu as suas competências e limitações e jogou só para um troféu”.

A seguir à fotografia conjunta de presidente e treinador junto à mítica Porta 10 A, Rui Borges também prestou declarações, frisando inicialmente o “grande orgulho e satisfação” que esta renovação de contrato representa após 81 jogos na liderança da equipa.

“Como o presidente disse, tudo aquilo que define esta equipa técnica é a palavra trabalho, por isso é sinal de que é reconhecido e isso deixa-nos muito felizes. É o continuar do compromisso, rigor e de uma ambição enorme para, acima de tudo, marcar a História do Sporting CP e que no futuro nos sintamos honrados por termos estado e passado aqui”, enalteceu, acrescentando: “Sou muito feliz no Sporting CP e vou continuar a sê-lo, porque aqui o dia-a-dia é muito honesto e feliz”.

De olhos postos na etapa que se renova, o treinador transmontano propõe-se a “trabalhar cada vez mais e melhor” e com uma ambição “igual à trazida no primeiro dia”. “A cada dia que passa, aprendemos com as coisas boas e menos boas e compete-nos trabalhar imenso. Estamos onde queremos, mérito do nosso caminho. Somos uns felizardos”, reconheceu, embora mantenha o foco nesta recta final da temporada, com objectivos ainda por atingir.

“O Sporting CP, independentemente de qualquer treinador, terá sempre profissionais muito bons para honrar a camisola e disputar tudo em que estarão inseridos. Ainda podemos ser segundos [na Liga] e é nisso que estamos focados. Na minha cabeça está o próximo jogo com o Vitória SC para continuar a lutar pelo segundo lugar e conseguir esse acesso à UEFA Champions League e, depois, vamos focar-nos na conquista de mais um título [a Taça de Portugal]”, delineou.

“O Sporting CP tem o seu rumo, com um propósito e um crescimento sustentado e assim vai continuar a ser”, garantiu, por fim, Rui Borges, treinador dos Leões, agora, até 2028.

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Queremos muito e sinto os jogadores focados e tranquilos"

Por Sporting CP
21 Abr, 2026

Vaga no Jamor decide-se em casa do FC Porto (quarta-feira, 20h45)

Mais um jogo de dificuldade e importância máximas pela frente. A equipa principal de futebol do Sporting CP volta a entrar em acção já na quarta-feira (20h45), no Estádio do Dragão, para disputar frente ao FC Porto a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Os Leões levam a vantagem de 1-0 conseguida em Alvalade, na primeira mão, e a Norte vão procurar selar a terceira presença consecutiva no Jamor, de onde na última temporada saíram com a prova-rainha nas mãos.

Na véspera do clássico que tudo vai decidir quanto à passagem à final, Rui Borges, treinador verde e branco, fez a habitual conferência de imprensa de antevisão, na Academia Cristiano Ronaldo, para projectar o duelo.

Abordagem estratégica ao clássico
“Podemos esperar um jogo, acima de tudo, muito competitivo. Um FC Porto à sua imagem, intenso no primeiro momento de pressão, principalmente em sua casa. Estão a perder na primeira parte da eliminatória e é natural que intensifiquem ainda mais esse momento de pressão. É uma equipa que pressiona bem alto e também se organiza bem em bloco quando não o consegue fazer. Acho que não vai fugir muito à imagem do FC Porto, uma equipa forte em termos físicos e nos duelos. Vai ser um jogo competitivo e com um Sporting CP à sua imagem também. Serão duas equipas que vão querer ganhar e estar na final da Taça.”

Sobre eventual renovação de contrato
“Medo tenho da morte, porque gosto muito de viver. Estou focado no jogo. Já falei muitas vezes da renovação. Estou feliz, tenho contrato até 2027, a confiança é diária e, por isso, estou muito tranquilo em relação ao meu futuro.”

Ponto de situação nas frentes activas em 2025/2026
“Não vou em ‘ses’, porque estamos focados naquilo que ainda estamos a competir. Na Liga ainda não há campeão, na Taça estamos a lutar por uma passagem à final e, por isso, é nisso que estamos focados. Sabemos bem como tem sido o nosso caminho. Estamos na disputa de troféus, esse é o primeiro objectivo de um grande clube e temo-lo feito muito bem. (…) [Semana com desfechos duros na UEFA Champions League e Liga] É a semana de uma equipa grande. Ainda bem que perdemos a Liga dos Campeões, é sinal de que olham para nós com essa grandeza. É bom, valoriza o nosso trabalho. Acho que temos dignificado da melhor forma o Sporting CP e os jogadores têm feito uma época fabulosa. No Campeonato ficamos mais longe, mas ainda não há campeão e, por isso, é acreditar sempre. O primeiro classificado tem feito uma grande época, melhor do que a nossa, infelizmente. Olhamos para o futuro e o próximo jogo define a passagem à final da Taça e pode definir, também, a presença na Supertaça. É a possível presença em dois troféus. A equipa está muito motivada e tranquila, porque sabe o que tem de fazer e o que significa o jogo.”

O penálti falhado por Luis Suárez e sua eventual repetição por invasão de área
“Estão bem definidos os marcadores dos penáltis e não mudam. Em relação ao jogo com o SL Benfica, é passado e estamos focados no FC Porto. Como tinha dito no fim do jogo, houve três grandes equipas no fim do jogo.”

Visita ao Estádio do Dragão
“Se vamos ou não ser recebidos da melhor forma, isso têm de perguntar ao adversário. O que eu sei é que o FC Porto tem sido sempre muito bem recebido em Alvalade e assim esperamos ser recebidos também.”

Profundidade do plantel neste momento da época
“Não vou comparar com os rivais. É lógico que gostava de ter todo o plantel disponível, o Quenda, o Luís Guilherme e o Fotis [Ioannidis] a cem por cento, porque dar-nos-ia outras soluções e profundidade para gerir algumas cargas nestes dois meses surreais em termos de jogos. Não conseguimos gerir tão bem como queríamos, mas faz parte e temos de agarrar-nos ao que estamos inseridos. Com maior ou menor dificuldade, temos de dar o nosso melhor, é o que temos feito e amanhã será mais um jogo nesse sentido. Tem de haver uma entrega fantástica, com ou sem cansaço, temos de dar tudo em campo. Não gosto de me lamentar, agora lógico que gostava de ter toda a gente, porque seria totalmente diferente. Dentro disso, os jogadores deram resposta e mostraram sempre que são um grupo fantástico.”

Boletim clínico
“O João Simões, infelizmente, está fora até final da época. O Iván [Fresneda] continua em dúvida, é muito uma questão de dia-a-dia, mas poderá estar fora do jogo. O Nuno [Santos] está fora. (…) Em relação aos lesionados, acredito que estarão [disponíveis] até ao fim da época, porque já estão em trabalho de campo.”

Do céu ao inferno no dérbi e impacto mental
“Sim, às vezes ao cansaço físico acumula-se o mental. No momento sente-se bastante, os adeptos e nós, mas temos de ser equilibrados. Lá atrás perguntavam-se quando ganhámos quatro jogos aos 90’ e, agora, perdemos dois importantes nos descontos. É o futebol e nós temos de ser equilibrados e saber lidar com isso, percebendo como é que aconteceu. A equipa deu tudo, tanto com o Arsenal FC como com o SL Benfica, onde de repente passámos de estar a ganhar 2-1 a perder 1-2. São as emoções do jogo e eu sou muito frio nesse sentido. Temos de passar isso aos jogadores e fazê-los perceber a importância do próximo jogo, que nos pode meter em duas finais. Um clube grande quer estar na disputa final das competições e o jogo de amanhã dá-nos essa possibilidade. Queremos muito e sinto os jogadores muito focados e tranquilos.”

Momento de forma de Luis Suárez
“Temos de fazer uma análise fria das coisas. É um jogador que tem dado tudo pela equipa e que está claramente em sobrecarga. Tem sido surreal a sua entrega, vai perdendo algumas coisas, mas não deixa de ser um jogador importante. Vai ter menos oportunidades nalguns jogos pela exigência e cansaço, talvez, por isso tem de pensar em aproveitá-las da melhor forma. É nisso que está focado e sabe da confiança que tem por parte de todos nós.”

Preparação do ‘onze’ para o clássico
“Um treinador tem de fazer muitos cenários, por isso é que é difícil tomar decisões. Tem muito que ver com o momento e perceber como os jogadores estão, com muito diálogo e comunicação, em termos físicos e mentais. Seja numa fase inicial ou mais à frente, não pensamos no prolongamento, porque queremos muito chegar ao fim dos 90 minutos e passar à final. É um jogo decisivo porque nos pode pôr numa final ou, até, em duas. Queremos muito disputar a final da Taça, num primeiro momento.”

Vencer a Taça de Portugal ‘salva’ a época?
“Não olho para as coisas dessa forma. O Sporting CP tem de disputar os troféus até ao fim e nós temo-o feito. No fim fazemos uma análise da época e do caminho para perceber no que falhámos e no que podemos melhorar. Agora, não se trata de salvar nada, mas sim de estar na final de um troféu que, felizmente, vencemos na época passada. Queremos ter a oportunidade de o defender, depende de nós e é a isso que nos vamos agarrar.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Não merecíamos, mas o futebol é assim"

Por Sporting CP
19 Abr, 2026

Reacção do técnico ao dérbi em conferência de imprensa

Após o dérbi, que acabou com derrota frente ao SL Benfica (1-2), Rui Borges, treinador do Sporting CP, compareceu em conferência de imprensa para fazer a análise do desenrolar da partida e do seu impacto na classificação.

Ilações positivas a tirar apesar do desfecho e análise ao jogo
“Tiro de positivo a entrega e a ambição da equipa, do início ao fim do jogo. Acho que pagámos a ambição de querer disputar o jogo para ganhar desde o primeiro minuto até ao último. Entrámos muito bem, o SL Benfica razoavelmente intenso, mas depois a questão dos penáltis, de nós falharmos e eles marcarem e estarem à frente do resultado, mexeu animicamente com a equipa. Ficámos algo ansiosos, falhámos passes e demos ao SL Benfica o que queriam: sair para transições, mas sem grande resultado. O único lance de perigo que têm na primeira parte foi uma boa defesa do Rui, num canto, a cabeceamento do Otamendi. Na segunda parte entrámos com mais tranquilidade e na procura do golo e o SL Benfica a sair em contra-ataque, onde tem dois lances de perigo. Depois do 1-1 pagámos pela nossa audácia ao tentar ser pressionantes sem nunca baixar linhas. Queríamos muito ganhar, a equipa demonstrou-o e, por isso, não podia pedir mais.”

Crença para o que falta disputar
“Fica mais difícil, mas queremos muito continuar a lutar e fazer o nosso trabalho. Vamos à procura de ser felizes e lutar pelo que ainda podemos ganhar. Se matematicamente ainda é possível, vamos fazer muito por isso. O grupo tem dado essa demonstração. Por todo o desgaste do nosso caminho, nada apaga isso. Temos de levantar a cabeça e seguir. Temos mais um jogo de grande exigência na quarta-feira para poder disputar um troféu que também nosso.”

Impacto da semana inglória na UEFA Champions League e, agora, na Liga
“A Champions disse logo que não mexia com a equipa, pelo contrário, motivava, por tudo o que fomos capazes de fazer perante um grande Arsenal FC. Sobre hoje, a triteza é natural, temos de saber lidar com ela, mas a partir de amanhã temos de pensar já no próximo jogo, que dita o poder disputar mais uma final. Temos de pôr a equipa ‘ligada’ e capaz de dar uma grande resposta. Não tenho dúvida nenhuma de que vamos dar uma grande resposta.”

Sobre os resultados nos jogos ‘grandes’
“O futebol é isso, mas temos de perceber como perdemos e porquê. Num ano ganhámos, noutro não ganhámos tanto aos ‘grandes’, faz parte. (…) Se ganhasse os dois jogos ao SC Braga podíamos estar a lutar pelo Campeonato e o SL Benfica estava atrás de nós porque não ganhava a equipas de meio da tabela. É muito subjectivo, por isso temos de perceber porque não conseguimos ganhar.”

Importância do penálti falhado por Suárez no desfecho
“Ele sabe da confiança que temos nele e tem dado muito ao Sporting CP. Não é um lance que define o Luis, porque as bolas nos ferros também podiam ter entrado. Como o SL Benfica acabou por fazer golo de penálti, mexeu um bocadinho em termos mentais com a equipa. O Luis manteve-se fiel à equipa e a confiança nele é total. A crueldade do jogo é isto, mas tem dado muito ao Sporting CP e vai continuar a dar.”

Os detalhes decisivos nos minutos finais
“Hoje não ficávamos contentes com o empate, a equipa queria muito ganhar e isso ficou demonstrado. Em termos de energia, percebo que o SL Benfica ficou mais fresco ao mudar os três homens da frente, mas acho que nem foi muito por aí. Nós queríamos ganhar, se calhar expostos em demasia em alguns momentos e pagámos por isso. É a crueldade do jogo. Disse que o desgaste físico não ia servir de desculpa e não serve, porque a equipa deu uma resposta fantástica. Volto a dizer, estou orgulhoso de tudo o que os rapazes foram capazes hoje. Fizeram um bom jogo, não merecíamos [a derrota], mas o futebol é assim.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Merecíamos mais"

Por Sporting CP
16 Abr, 2026

Técnico realçou "orgulho" no trajecto europeu após a eliminação

No final do encontro com o Arsenal FC que ditou o fim da caminhada do Sporting CP na UEFA Champions League, Rui Borges, técnico dos Leões, fez a análise do nulo da segunda mão dos quartos-de-final, em conferência de imprensa, onde fez também um balanço “muito positivo” do percurso feito.

Análise global à eliminatória
"A palavra orgulho é a certa para falar da equipa. Por tudo o que fizemos nestes dois jogos, acho que merecíamos mais, pelo menos disputar o prolongamento, hoje. Tanto num jogo como no outro, as melhores oportunidades são do Sporting CP. O carácter e personalidade que tivemos de nos batermos com uma das melhores equipas da Europa foi fantástico. A palavra orgulho é certa para falar deste grupo e da demonstração de caráter, força e qualidade que têm demonstrado em toda a época. Claro que hoje tem mais impacto por ser Champions, mas mostrámos que também somos os melhores".

Sobre o possível penálti sobre Maxi Araújo
“Não vou falar disso porque seria desvalorizar o que fizemos ao longo do jogo, a nossa capacidade e qualidade.”

Estratégia cumprida
“Em termos estratégicos, a equipa esteve fantástica. Tivemos as melhores oportunidades e o Arsenal FC não criou assim tantas oportunidades, tanto hoje como em Alvalade. E com bola era tentar não deixar partir o jogo, entrar no meio-campo do Arsenal FC e ter ataques organizados para o desgastar. Nós somos uma equipa que gosta de ter bola, com jogo ofensivo e não fugimos a isso. Mostrámos a nossa ideia, carácter e personalidade, e isso orgulha-me muito.”

Sobre a ambição demonstrada
“Fomos muito ambiciosos nos dois jogos, as melhores oportunidades foram do Sporting CP. Isso mostra a ambição e qualidade colectiva e individual. Fomos corajosos e comprometidos, estamos a jogar Champions.”

Dérbi em perspectiva com o SL Benfica
“Agora, vamos pensar no próximo. É recuperar, respirar e pensar nisso com calma. O SL Benfica está mais fresco porque joga de semana a semana, mas vamos com o nosso espírito, ambição e com os nossos adeptos. A energia deles será muito importante e faço esse apelo desde já, para domingo estarem como têm estado ao nível da equipa.”

Sensações após o desfecho inglório
“Não pode existir frustração, mas sim orgulho pelos dois grandes jogos que conseguimos fazer contra uma das melhores equipas da Europa. Se queremos estar entre os melhores da Europa, temos de conseguir dar resposta a esta exigência de três em três dias. Tem de nos alavancar para os próximos jogos. Não podemos baixar o nível. Tem de servir de motivação, nunca como frustração”

Dificuldades para marcar e chaves da consistência defensiva
“O Arsenal FC tem uma das melhores linhas defensiva da Europa, com centrais fortíssimos e rápidos. Fisicamente não somos uma equipa forte em duelos, gostamos de jogo apoiado e alguns momentos de transição. Era importante conseguir instalar-nos e ficar com bola, ataques demorados, sem deixar partir o jogo. Em termos defensivos, não deixámos o Arsenal FC criar. Estivemos muito compactos, concentrados e rigorosos. A equipa esteve fantástica".

Balanço da campanha europeia
“Muito positivo. Marcámos a História do Sporting CP e podemos olhar para trás orgulhosos. Temos de olhar de forma positiva e pensar que é o início de um sonho, do crescimento do Clube para que cada vez mais olhem para o Sporting CP de maneira diferente. O sentimento é de orgulho, mas ainda temos um longo caminho para percorrer e que seja sempre crescente.”

Momento de forma de Pedro Gonçalves
“Fez um bom jogo e a equipa até caiu quando ele saiu. Está à procura da melhor forma, mas não deixa de ser importante. É um jogador importante e os números dele falam por si.”

Faltou sorte?
“A sorte ou azar, não ligo muito a isso. A sorte dá muito trabalho. Digo que podíamos ter sido mais eficazes. Sorte é trabalho, competência e tentamos ter sempre muita."

Foto Sporting CP

Rui Borges: "Esta equipa merece marcar a História do Sporting CP"

Por Sporting CP
14 Abr, 2026

Leões decidem destino europeu em Londres

Estão de volta as emoções da UEFA Champions League e com uma decisão pela frente que pode ser histórica. Depois da derrota em Alvalade (0-1), a equipa principal de futebol do Sporting CP prepara-se para enfrentar o Arsenal FC, esta quarta-feira (20h00), na segunda mão dos quartos-de-final. Em jogo está um lugar nas ‘meias’, fase nunca alcançada pela equipa verde e branca.

Na véspera do encontro e recém-chegado a Inglaterra, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a habitual antevisão em conferência de imprensa já no Emirates Stadium (ou Arsenal Stadium, como é designado em provas da UEFA), casa dos gunners e palco do embate, imediatamente a seguir de o avançado Luis Suárez também ter respondido às perguntas dos jornalistas presentes.

Missão trazida para Londres
“Vou ser muito frio: a equipa tem de ser igual a si própria. Tal como tem sido até aqui, independentemente do adversário e da competição. Não preciso de falar de ‘fome’, porque esta equipa demonstra todos os jogos a ambição, a coragem e o prazer que tem em campo. Temos de desfrutar do jogo, também, com a responsabilidade de ir atrás de algo inédito para o Clube e para nós. Estamos cientes das dificuldades contra um grande Arsenal FC e de fazer o que ainda ninguém fez, ou seja, ganhar a esta equipa. Sabemos disso, mas acreditamos muito. A confiança é infinita.”

Semana de decisões em três frentes diferentes e a importância da Champions
“Sou frio no meu pensamento, estou calmo e a nossa ‘chama’ é a ambição. Estamos nas oito melhores equipas, onde ninguém pensava que o Sporting CP estaria, se calhar, e é fruto da qualidade individual e colectiva desta equipa. Serão duas grandes equipas em campo e será uma semana importante. Estamos em final de época, os jogos são cada vez mais decisivos, mas estamos inseridos em tudo e isso identifica o Sporting CP: estar nas competições até ao fim e a querer ganhá-las. Independentemente do que acontecer amanhã, nada apaga a grande época desta equipa.”

Foco exclusivo no Arsenal FC
“Estamos a disputar um lugar na meia-final, por isso é o jogo mais importante e vamos com tudo. Com uma ambição e coragem enormes, a pensar apenas e só neste jogo, querando ganhar. É isso que queremos para continuar a marcar a História do Clube. O nosso foco, amanhã, é apenas e só o jogo com o Arsenal FC.”

Mensagem passada ao grupo face aos desafios desta semana
“A minha mensagem é clara e se há semana em que não preciso de falar é esta. Para amanhã estão preocupados em saber o ‘onze’ porque todos querem jogar. Já sabem da responsabilidade de representar o Sporting CP e, por isso, não preciso de me desgastar muito nesse sentido, mas sim na ideia da equipa e descansá-los para estarem frescos ao longo desta semana. Olho para os olhos deles e sinto a vontade de disputar o jogo e de acreditar na passagem. Tanto o futebol como a vida dão oportunidades a quem acredita muito e se há equipa que acredita muito é esta.”

Os recentes resultados negativos do Arsenal FC
“Estamos a falar de uma grande equipa. É natural que uma grande equipa não ganhe sempre, mas acho que até os vai motivar ainda mais. Muito ‘ligados’ e com intensidade elevada para passar às meias-finais. Acredito que não são um ou dois jogos menos bem conseguidos que definem a época que estão a fazer e a grande equipa que é.”

Iván Fresneda é baixa confirmada por motivos físicos
“Tem sido um jogador importante, tem feito uma grande época, mas não se encontra a cem por cento fisicamente e, por isso, optámos por deixá-lo em Lisboa. O jogo de amanhã exige cem por cento de todos. [Na posição] O Edu dá-nos umas coisas e é um lateral competente, o Vagiannidis é lateral de raiz e ofensivo e o Blopa dá-nos velocidade, intensidade e competitividade. São três jogadores diferentes em quem acreditamos e que podem jogar,”

Possíveis ausências do lado adversário
“Não dificulta. Falamos de uma equipa que tem três grandes jogadores para algumas posições. Claro que as características mudam um outro comportamento em termos estratégicos, mas não muda a sua identidade. Nós, treinadores, e jogadores temos de ter capacidade de leitura para anular isso.”

As razões para acreditar na passagem
“Agarramo-nos uns aos outros e àquilo que me trouxe até aqui: ao meu trabalho. Se há equipa que acredita, que é ambiciosa e que é comprometida, é esta. É sinal de que temos capacidade. As coisas acontecem por algum motivo, eu sou muito positivo e esta equipa, quando é posta à prova, tem qualidade para superar o desafio. Nos últimos 20 jogos em sua casa, o Arsenal FC tem duas derrotas. Sabemos das dificuldades, mas temos essa esperança e num dia em que acreditamos pode acontecer.”

Importância do jogo na carreira do técnico e a diferença de valores entre plantéis
“É mais um jogo importante, para mim. Estamos na competição que toda a gente sonha disputar, [o jogo] marcará a carreira de todos nós e em primeiro lugar a História do Sporting CP, e é isso que queremos. Esta equipa merece marcar a História do Sporting CP. É o que eu sinto, porque é um grande grupo de trabalho e tem-no demonstrado. Por isso, é acreditar. Quanto aos valores, é subjectivo. O Mercedes anda a 200[kms/h], mas o Peugeot também e o valor do Mercedes é o dobro. Temos de conhecer atalhos, a estrada, saber desviar-nos e, se calhar, chegar-nos à frente.”

O ponto forte adversário nas bolas paradas
“É uma grande equipa nas bolas paradas, mas já não faz golos assim há algum tempo. Criou esse rótulo pela sua competência. Tem jogadores que nas batidas, em dez, batem dez na zona em que o treinador pede e, depois, tem sempre seis ou sete ‘armários’, jogadores atleticamente muito fortes nos duelos. É uma equipa fortíssima nas bolas paradas, mas nós também o temos sido e estou muito confiante na capacidade da equipa.”

Papel do contra-ataque na partida
“O Sporting CP não é só forte no contra-ataque e o primeiro jogo mostrou isso, até porque a posse de bola foi equilibrada. Gostamos de ter e mandar com bola, é o quue tentaremos, mas sabemos que nestes jogos pode haver mais momentos de ataque rápido, onde temos de ser mortíferos. Sabemos que pode não haver muitas oportunidades, como no primeiro jogo, onde até tivemos mais e saímos com uma derrota. Acima de tudo, temos de ser muito equilibrados em todos os momentos do jogo.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "A equipa deu uma grande resposta"

Por Sporting CP
22 Mar, 2026

Técnico realçou dinamismo após o intervalo

No final do encontro em casa do FC Alverca, o treinador do Sporting CP analisou o triunfo (1-4) em conferência de imprensa.

Análise ao jogo
“Acho que nos 90 minutos fomos melhores. Entrámos bem e chegámos ao golo perante um FC Alverca a defender num bloco baixo. Depois, entrámos num jogo de ‘adormecimento’, controlado é certo, mas podia prejudicar-nos. Fomos exagerando nesse sentido. Foi um jogo mais morno aí, mas a segunda parte foi completamente diferente. Fomos dinâmicos e tivemos uma energia diferente. Queríamos ir à procura do segundo golo, mesmo com algum risco atrás. Foi uma segunda parte muito boa com bola e sem bola. Foi um jogo controlado por nós, com uma segunda parte melhor do que a primeira.”

Ponto de situação de Nuno Santos
“É uma lesão muscular, mais do que isso não posso dizer. Infelizmente, um jogador que esteve 15 meses parado tem esses riscos.”

Sobre o amarelo a Luis Suárez após ter admitido que não existia razão para penálti
“Acho que agora há o cartão branco, seria o exigível (risos). Foi uma situação estranha, mas não vou comentar muito isso.”

Jogo em atraso coloca pressão na equipa por estar na perseguição na tabela?
“Estamos focados em nós e sabemos o que temos de fazer nesta recta final. Sempre foi assim e a equipa deu essa resposta hoje em campo, mais uma grande resposta. Agora, alguns vão para as selecções e nós vamos respirar um pouco para preparar um mês intenso.”

Apenas uma mudança (forçada) no ‘onze’
“Jogámos ao quinto dia. Notou-se que a energia não era a mesma na primeira parte, mas tentámos ser pressionantes. O mais importante era recuperar do desgaste mental da Champions. Havia um misto de jogadores que tinham feito 120 minutos e outros 70, mas jogámos ao quinto dia, por isso não era desculpa. A equipa deu uma grande resposta, felizmente.”

Vitória 50 à frente do Sporting CP
“Feliz. É mais um marco nosso caminho enquanto equipa técnica. Temos feito um grande trabalho, a qualidade de jogo e os dados demonstram-no. Acima de tudo, feliz por estar todos estes meses na liderança de um grande Sporting CP.”

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