Visita ao FC Alverca no regresso à Liga (domingo, 18h00)
A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se ao Ribatejo, este domingo (18h00), para enfrentar o FC Alverca na jornada 27 da Liga. Na véspera do encontro, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a antevisão em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo.
Regresso à Liga após façanha na UEFA Champions League
“Por todo o desgaste do jogo [com o FK Bodø/Glimt], vai ser uma tarefa difícil, e também pelo que é a equipa do FC Alverca. Tem crescido e, por isso, será um jogo difícil. Vamos ter de perceber até amanhã em termos físicos e mentais a recuperação da equipa. O mais importante é recuperá-los e ‘ligá-los’ ao máximo à exigência do próximo jogo.”
Alterações em perspectiva
“Sim, é possível que possa haver algumas mudanças. Vamos ter de perceber até amanhã como vamos sentindo a equipa. Em relação à esquerda, não temos o Maxi [ciclo de amarelos], mas temos o Nuno Santos e o Ricardo Mangas, que está de volta. São duas soluções e qualquer uma dá-nos garantias.”
Lesão de Luis Guilherme
“A paragem pode estar à volta de quatro a seis semanas, tem que ver com o tornozelo. Foi no último momento do treino, sozinho… Há coisas que não conseguimos controlar.”
Impacto do desgaste acumulado
“Faz parte da grandeza e da exigência do Clube. Claro que houve um desgaste emocional e físico fora do normal, mas temos de saber lidar com isso. Não é agora, vem desde sempre. Temos feito muitos jogos e vamos entrar num mês de Abril preenchidíssimo de jogos. Faz parte de estar onde estamos, mas temos de arranjar soluções para continuar a dignificar muito bem o Sporting CP.”
Mês de Abril com jogos em todas as frentes e vários jogadores chamados às selecções
“São muitos, mas é o que é. Não conseguimos fugir a isso. Eles também querem jogar nas suas selecções, estão à porta de um Mundial. Fico feliz, acima de tudo, por vê-los nas selecções, a concretizar mais um objectivo e sonhos, mas não é por aí que vamos deixar de dar resposta em Abril. As semanas são quase apenas a recuperar, não a treinar e a malta que precisa de tempo é difícil adquiri-lo. Por exemplo, o Zeno [Debast] teve uma paragem longa e dá para 30 minutos, porque se o puser de início não vai ter essa resposta. A capacidade física não vai acompanhar. Tem mais que ver com pagar a ‘factura’ do que tem sido toda a época, não tem apenas que ver com o mês de Abril. Vão ser jogos intensos e de grau de dificuldade elevada, mas os jogadores querem muito disputar esses jogos. Temos de arranjar estratégias entre todos para chegar na melhor forma e continuar a dar uma boa resposta.”
Adiamento do jogo com o CD Tondela
“Nenhum arrependimento. Era um direito regulamentar que tínhamos e accionámo-lo. Ainda bem que o fizemos, porque se tivéssemos o jogo não tínhamos conseguido dar a resposta física e mental que demos contra o FK Bodø/Glimt. Demos uma resposta fantástica durante 120 minutos. Vamos ter de pôr o jogo [com o CD Tondela] nalgum sítio [do calendário]. Dizemos que os outros campeonatos é que são bons e nos outros acontece exactamente o mesmo. [Protestos dos rivais] É ruído, faz parte, mas [o adiamento] era um direito que tínhamos.”
‘Descer à Terra’ após a passagem histórica na UEFA Champions League
“É importante arranjar formas de ligar os jogadores e puxar a sua energia. Não será a mesma, porque muito que queiramos, mas é impossível. O tempo de repouso não é o mesmo, a recuperação também não, mas temos de puxar a energia para um patamar de exigência bom. Vamos encontrar uma equipa que em 2026 ainda não perdeu em casa, tem crescido bastante e defende bem. Vai exigir muito de nós. O jogo pode entrar nas transições e temos de perceber que resposta podemos dar.”
Sobre a eventual renovação de contrato com o Sporting CP
“Estou muito tranquilo em relação a isso. Sei bem como é a interacção e a confiança mútua com a estrutura do Sporting CP. Tenho contrato com o Sporting CP e o que tiver de acontecer, vai acontecer a seu tempo.”
As muitas e boas opções para a posição de central
“Se calhar é a posição mais difícil de gerir. Tenho quatro centrais fabulosos, todos merecem jogar e isso dá dores de cabeça. O Edu [Quaresma] tem respondido bem e, se calhar, com quem tem mais minutos é comigo. O Diomande teve esta quebra com o Ramadão, é natural, o Zeno está a voltar e muito bem, e o Inácio tem feito uma época fantástica. Tenho quatro centrais de grande qualidade e qualquer um pode ser titular amanhã.”
Desgaste de Luis Suárez sem poder contar com a concorrência de Fotis Ioannidis
“Não acredito que o Ioannidis esteja [disponível] nas próximas semanas. Em relação ao Luis, é muito particular. Nós também apelamos ao bom sendo dos seleccionadores, para que percebam o desgaste dos jogadores e aquilo que ainda vão ter pela frente. Espero que isso também aconteça, porque tem sido um jogador muito sacrificado para dar tudo à equipa e nota-se. Fisicamente tem sido estrondoso, mas não é uma máquina e vai ter quebras, como já teve.”
Euforia pós-UEFA Champions League podeser prejudicial?
“A euforia é para fora. Para nós, treinadores, acabou passados dez minutos, porque íamos ter pouco tempo para recuperar e sabemos da dificuldade do jogo com o FC Alverca. Os jogadores tiveram a folga para respirar e aproveitar com a família depois de conseguirem algo inédito, mas depois de começarmos a treinar não há mais euforia. O mais importante é conseguir puxar a energia.”
Leões deslocam-se a casa do SC Braga no sábado (18h00)
De volta à Liga, a equipa principal de futebol do Sporting CP prepara-se para visitar o SC Braga, este sábado (18h00), em encontro relativo à 25.ª jornada. Na véspera do jogo contra o actual quarto classificado, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a antevisão em conferência de imprensa, na Academia Cristiano Ronaldo.
Sem dúvidas de que se tratará de um “jogo dificílimo”, o técnico realçou o facto de estarem frente-a-frente “duas equipas que gostam de ter bola” e, por isso, “vai ser um bom desafio para ambas”.
“A nossa ambição é ser primeiros e para isso temos de fazer melhor do que na primeira volta”, apontou Rui Borges, com foco exclusivo no SC Braga, sem pensar no clássico que vai opor SL Benfica e FC Porto na Luz, este domingo, e do qual os Leões podem tirar dividendos nas contas da classificação. “Temos de fazer a nossa parte e, depois, perceber a consequência”, reforçou várias vezes ao longo da antevisão.
Análise ao adversário
“O SC Braga não muda a sua ideia de jogo, independentemente dos jogadores que estiverem em campo. Quer e gosta de ter bola, é a equipa com mais posse do Campeonato, junto ao Sporting CP, e isso mostra bem o seu jogo. É, também, muito forte na reacção à perda no último terço. Mais do que qualquer jogador, a ideia está lá sempre, mudam, sim, as características dependendo de quem joga. É uma equipa ofensiva, que nos vai criar bastantes dificuldades, como criou em Alvalade [1-1]. Tirou-nos alguns ‘gatilhos’ de pressão pela sua variabilidade de posição e é uma equipa com muitos golos. Nos últimos dez fez tantos como o Sporting CP. Em casa tem nove golos sofridos e isso identifica o seu papel defensivo. Tem muitos penáltis, o que é sinal de que empurra o adversário para a sua área. É uma equipa forte e a última derrota [em casa] para o Campeonato foi em Setembro [0-1 CD Nacional]. São as dificuldades que nos esperam amanhã.”
Renovação de Francisco Trincão e a situação de fim de contrato de Hidemasa Morita, que chegou aos 150 jogos no Clube
“Olho muito para o presente. Fico contente em relação ao Francisco, um jogador que tem vindo a crescer, cada vez mais maduro e com uma importância enorme nas conquistas e nas dinâmicas do Sporting CP. Desde que cheguei foi dos jogadores que mais me impressionou, senão até o mais, porque dá tudo pela equipa, para lá da sua qualidade técnica e inteligência. Está sempre ‘ligado’, faz várias posições, torna o Sporting CP muito mais forte e, por isso, estou feliz por ele e por nós, Sporting CP, também, por podermos a continuar a contar com ele por mais anos.
Em relação ao Morita, tem muito que ver com a estrutura e a vontade do jogador. É um jogador de quem gostamos muito, está num bom momento e no presente é um jogador importante para o Sporting CP.”
Mudanças no ataque para fazer frente às características do SC Braga?
“Tal como o SC Braga, nós também não mudamos a nossa ideia de jogo. Podemos mudar algum jogador, isso é natural, para termos coisas diferentes em termos ofensivos ou defensivos. Comparativamente ao clássico, são equipas e ideias de jogo diferentes. Em termos estratégicos podemos olhar de forma diferente, mas nunca fugindo à nossa ideia de jogo. Olhamos para o todo. Vamos defrontar uma boa equipa, bem trabalhada, mas também acreditamos que vamos criar dificuldades ao SC Braga.”
SC Braga mais fresco por não ter jogado a meio da semana?
“Não sei, é subjectivo. Tiveram mais dias de descanso, podem ter mais energia, mas da nossa parte isso não servirá de desculpa para aquilo que será a intensidade de jogo. O SC Braga teve mais dias para preparar o jogo, tem os jogadores mais frescos, mas a nossa ambição e vontade de ganhar são tantas que isso jamais será uma desculpa.”
Sem comentários sobre o gesto de Luis Suárez no clássico e as declarações posteriores dos dois presidentes
“Já falei o que tinha a falar sobre esse jogo e não vou estar a comentar o discurso do presidente. É o poder máximo do Clube. Estou focado apenas e só num jogo difícil que temos no nosso caminho.”
Jornada especialmente importante para ganhar pontos a rivais?
“Não. Se o Sporting CP ganhar, faz a sua parte, que é o importante. Queremos fazer uma segunda volta melhor do que a primeira, que foi boa mas não chegou. Para fazer uma segunda volta extraordinária temos de ganhar amanhã. Temos de fazer a nossa parte e, depois, perceber a consequência. Se não fizermos a nossa parte, não importa o outro resultado [do clássico].”
Zeno Debast pode voltar às opções
“Pode entrar dentro da convocatória, já podia ter entrado para o FC Porto, mas por opção não entrou, porque não estava na sua melhor condição física.”
Ponto de situação de Fotis Ioannidis
“Para já, está fora do jogo de amanhã.”
Luis Suárez mais sobrecarregado?
“Sem o Fotis acaba por sacrificar o Luis um pouco mais, mas felizmente temos conseguido equilibrar esse esforço. Não é um jogador muito dado a lesões, tem estado muito bem e é um ‘bicho’. Nesse sentido estamos muito tranquilos. Gostávamos muito de ter o Fotis porque seria importantíssimo nesta fase, até para ter esse equilíbrio no desgaste, mas é o que é. Não me vou lamentar.”
Mês de Março preenchido obriga a priorizar competições?
“Não olho dessa forma, acho que a equipa está bem. Agora vamos ter três ou quatro jogos mais seguidos, mas a jogar ao quarto dia acho que conseguimos ter a equipa verdadeiramente capaz de dar resposta. Toda a gente está preparada para jogar e isso tem de ver muito com o momento da equipa e da época, além da parte estratégica de cada jogo. Penso que a questão dos dias em si não vai mudar o nosso pensamento. Queremos muito ganhar o jogo de amanhã e queremos muito ganhar em casa do FK Bodø/Glimt, porque queremos continuar a marcar a História do Sporting CP na UEFA Champions League.”
Considerou falta de respeito o presidente do FC Porto ter optado por falar aos jornalistas ao mesmo tempo que decorria a sua conferência de imprensa de pós-jogo?
“Vou desvalorizar isso, não estou preocupado com o que acontece nos outros lados, apenas comigo e com a minha equipa. Já tive tantas faltas de respeito desde que estou no Sporting CP, por isso não dou valor, muito honestamente.”
Jogo com SC Braga como oportunidade de ganhar terreno aos rivais
“Se queremos fazer uma segunda volta extraordinária, e é esse o nosso pensamento, passa por ganhar o jogo de amanhã. O resto será consequência. Temos de fazer a nossa parte. Estou focado no que nós queremos. A nossa ambição é ser primeiros e para isso temos de fazer melhor do que na primeira volta. É difícil? É, mas queremos muito. O que nós controlamos são os nossos jogos. Der por onde der, temos de trabalhar muito, sabendo que vamos ter um jogo dificílimo, independentemente de os rivais jogarem um contra o outro.”
Aprendizagens retiradas do embate com o SC Braga na primeira volta
“Na segunda parte, o SC Braga esteve melhor na posse, não nos criou muito perigo, mas acabou por empatar o jogo num lance individual, na área, um puxão e penálti. Acima de tudo, são duas equipas que gostam de ter bola e vai ser um bom desafio para ambas. Temos de perceber aquilo em que o adversário é bom e sermos muito equilibrados, tanto quando pressionarmos como quando não o conseguirmos fazer. Também há mérito do adversário, mas mentalmente temos de ser capazes de perceber todos os momentos do jogo. Em Alvalade, perdemos o discernimento quando estávamos sem bola, porque o SC Braga ‘puxa’ muitos médios, o Pau Victor, que anda como ‘dez’ e tira referências à linha defensiva. Deixou-nos desconfortáveis, mas amanhã não podemos perder esse equilíbrio, a organização e o rigor defensivo.”
Qual o resultado que mais interessa ao Sporting CP no clássico entre SL Benfica e FC Porto na Luz?
“Ganhar o Sporting CP, claramente.”
Disputa a duas mãos nas ‘meias’ da Taça arranca com clássico em Alvalade
Terça-feira (20h45) é dia de clássico no Estádio José Alvalade. A equipa principal de futebol do Sporting CP enfrenta o FC Porto, num embate a contar para a primeira mão (de duas) das meias-finais da Taça de Portugal.
Na véspera do encontro, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a antevisão em conferência de imprensa, na Academia Cristiano Ronaldo. “Sair claramente a vencer” rumo ao desfecho no Estádio do Dragão é o objectivo traçado para Alvalade e o técnico mostrou-se ciente que a equipa terá de “fazer muito por isso”, sem esconder também que o clássico pode voltar a tornar-se “mais estratégico”, como no anterior disputado na Liga.
Quando às opções que terá disponíveis, Rui Borges confirmou que Pedro Gonçalves e Zeno Debast podem ir a jogo, Fotis Ioannidis continua em dúvida e, por outro lado, Giorgi Kochorashvili e Ricardo Mangas são baixas confirmadas.
Abordagem para esta primeira mão
“É mais um clássico contra uma boa equipa, que neste caso está em primeiro na Liga. São jogos sempre muito disputados, nalguns momentos mais estratégicos, faz parte. É a duas mãos, esta é a primeira parte, digamos, onde queremos sair claramente a vencer. Será sempre esse o nosso objectivo. Do outro lado vai estar uma boa equipa que com toda a certeza virá com essa ambição. Jogamos em nossa casa, queremos muito ganhar, dar um passo em frente na eliminatória e teremos de fazer muito por isso.”
Ponto de situação de Fotis Ioannidis
“Está em dúvida para o jogo. Continua a ser muito no dia-a-dia e a perceber como se sente.”
Sobre o penálti assinalado ao FC Porto perto do fim contra o FC Arouca
“Para mim, poderia não ser penálti, mas o árbitro decidiu dessa forma. Nem vou estar aqui a falar de arbitragens, nem de lances de outros jogos.”
O lado estratégico dos jogos ‘grandes’
“Às vezes não se trata de receio, mas de respeito. As equipas sabem que cada uma à sua maneira tem a sua força e dentro da estratégia para ganhar temos de estar protegidos do poderio do adversário. É natural que em alguns momentos [o jogo] se torne mais estratégico. O futebol vai mudando e tornando-se mais dinâmico e cada vez mais pensado. Acredito que seja um bom jogo, com duas equipas competitivas e a quererem ganhar com as suas forças e noutro momentos a querer anular a outra. Acho que é natural e os jogos ‘grandes’ acabam por ter alguma estratégia a mais. Não tem que ver com não querer perder, mas sim com aquilo que é o jogo e o respeito que existe de parte a parte. Algumas vezes temos de ser inteligentes e não nos expormos tanto, porque do outro lado há mais qualidade e qualquer deslize pode sair caro.”
Ambição na Taça de Portugal
“Estamos focados no que poderemos fazer perante o FC Porto para estar na final, que é o nosso objectivo. Queremos defender o nosso título e continuar a lutar para mantê-lo do nosso lado.”
Sobre a nomeação do árbitro Cláudio Pereira para o jogo
“Não vou comentar, é lógico. Espero que, como as outras duas equipas, faça um bom jogo também para o seu crescimento por ser a sua estreia em clássicos. Acima de tudo, que esteja dentro de um bom espectáculo.”
Clássico antecede jogos importantes noutras competições
“Não estou a olhar para o jogo do SC Braga, olho para o de amanhã, que é um jogo importante. Queremos dar um bom passo na caminhada para estar na final e disputar um troféu que nos pertence. Apenas e só focado no jogo com o FC Porto. Acredito que possa haver uma ou outra mudança, tanto da nossa parte como da do adversário, mas não acredito em muitas mudanças. É uma pequena gestão que acontece naturalmente.”
João Virgínia mantém titularidade na Taça de Portugal?
“Nunca disse quem é titular. Estão preparados para jogar, tanto o Virgínia, como o Calai ou o Rui. Para mim, não há guarda-redes para competições, são guarda-redes do Sporting CP. O momento, a estratégia, o adversário, tudo conta para a tomada de decisão do treinador.”
Pedro Gonçalves e Zeno Debast nas opções
“O Pedro está [apto] e o Debast também. O Debast começou a treinar há poucos dias, parou muito tempo e a sua condição ainda não será a melhor para ajudar a equipa na sua plenitude.”
Subsistem dúvidas quanto ao ‘onze’ a apresentar pelo Sporting CP e, também, do FC Porto
“Sim, tenho dúvidas em relação às duas equipas, mas mais preocupado com as minhas. As dúvidas existem quase sempre, mas são pequenas. Estou muito tranquilo quanto à resposta da equipa.”
Ataque mais concretizador frente à defesa menos batida
“Nós nunca fugimos à nossa ideia de jogo, independentemente do adversário. Nalgum jogo de Champions em que não temos tanta bola podemos andar em blocos mais baixos do que o normal, mas nunca fugimos da nossa ideia principal com bola e amanhã não foge a isso. Vamos enfrentar a equipa que melhor defende, de forma compacta, competitiva e muito forte nos duelos e em transições. Ofensivamente também tem particularidades bem trabalhadas e consegue entrar rapidamente em zonas de finalização. Temos de estar preparados para isso, muito equilibrados, à imagem do jogo no Dragão, onde deixámos criar pouco ou nada. Depois, com bola, é tentar ser iguais a nós próprios, com decisões melhores para ultrapassar uma equipa que defende muito bem a sua baliza. Nós também teremos de ser muito comprometidos e rigorosos a defender.”
Favoritismo no clássico
“Nestes jogos é sempre 50/50, seja em casa ou fora. Claro que peço aos nossos adeptos que mais uma vez consigam fazer a diferença, com a sua energia e força, para levar o jogo de vencida. Em relação ao que se passou no último clássico, não é isso que nos vai motivar para fazer um grande jogo. O que nos motiva é defender algo que é nosso. Queremos muito continuar a ter este troféu do nosso lado e ter a oportunidade disputar a final novamente. Para mim, a final da Taça é muito especial, tal como disse na época passada.”
Conhecimento mútuo acrescido nesta fase
“É natural que com o passar do tempo se identifique sempre mais qualquer coisa, tanto nós no adversário como ao contrário. As equipas conhecem-se cada vez mais e melhor e estão cada vez mais preparadas. Ainda assim, não deixam de ser jogos especiais. São duas equipas que querem vencer este troféu, no Campeonato estão nos dois primeiros lugares e, por isso, a paixão do jogo possa fazer com que se perda a concentração. Isso pode sair caro porque há muita qualidade de parte a parte e alguma inspiração individual pode resolver estes jogos. São sempre jogos muito competitivos e amanhã também o será.”
Mudança prevista para que as meias-finais da Taça voltem a ser a jogo único
“Vou dizer que é positivo porque venho de lá de trás e assim, para as equipas de escalões inferiores, podem ter a oportunidade de jogar em sua casa e de se fazer valer por isso contra adversários de maior valia. Têm a oportunidade de sonhar, porque eu também sonhava muito e ainda sonho sobre coisas especiais.”
Diferenças em relação ao primeiro clássico em Alvalade?
“Muito honestamente, penso que as equipas não são muito diferentes, mas o jogo sim. O momento é diferente, o momento individual de cada jogador torna a equipa diferente, é uma fase da época diferente, com mais cansaço e isso também pode condicionar. Agora, aquilo que é a identidade e estratégia da equipa, acho que não é diferente. Pelo equilíbrio que existe, pode cair para um lado ou para o outro.”
Boletim clínico
“O Gio[rgi Kochorashvili] e Ricardo Mangas [ambos indisponíveis].”
Técnico analisou vitória em conferência de imprensa
No fim da partida diante do GD Estoril Praia, Rui Borges, treinador do Sporting CP, analisou a vitória por 3-0 em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
A produção ofensiva e a exibição rubricada
“É mérito do trabalho da equipa, dos treinadores e da estrutura. Houve duas partes diferentes. Entrámos muito bem, fortes, porque era importante criar desconforto ao GD Estoril Praia, que é uma equipa com qualidade no processo ofensivo. Fomos proactivos na reacção à perda e com bola fomos muito dinâmicos, com muita variabilidade de posição e com qualidade chegámos a zonas de finalização e aos dois golos a atacar as costas da linha adversária. Fizemos uma grande primeira parte. Na segunda, falhámos muitos passes e deixámos o GD Estoril Praia ganhar confiança, tendo mais bola no nosso meio-campo. Ainda assim, mantivemo-nos muito concentrados. A dupla de centrais fez um grande jogo e acho que o Gonçalo Inácio fez um dos seus melhores jogos. Conseguimos manter-nos ligados e fomos conseguindo sair também, criando real perigo. Depois, a malta que entrou deu-nos calma e energia extra. Uma segunda parte mais de controlo sem bola, uma primeira com bola, mas um jogo muito competente da nossa parte”
Razão por Pedro Gonçalves não ter saído do banco
“Não entrou por não se sentir a cem por cento. Então, optámos por não o expor a alguma coisa e, de alguma forma, geri-lo.”
FK Bodø/Glimt no caminho da UEFA Champions League
“É uma grande equipa e que tem ganho a grandes equipas da Europa. Desengane-se quem pensar que foi bom o sorteio para nós. É uma equipa muito competitiva, intensa e que nos vai criar muitos problemas. Se está nos oitavos-de-final é porque tem muita qualidade e ganhou a grandes equipas. Até lá ainda temos o FC Porto para a Taça e o SC Braga para a Liga, dois jogos que vão exigir muito de nós e teremos de estar preparados para eles.”
João Simões a perder espaço?
“O Simões até entrou primeiro que o Dani hoje. Tem muito que ver com momentos, estratégias, o adversário... O Morita fez uma primeira parte e início da segunda estrondosas. O João também já fez grandes jogos. Tem que ver com o momento e a estratégia, não perdeu lugar nenhum Pelo contrário, isso torna a equipa mais forte, estando todos a um nível muito elevado. Hoje entrou e entrou muito bem, o Simões. O Dani entrou a seguir. Feliz, acima de tudo, por ter os três. O Dani está a crescer em termos de confiança e está a ganhar a parte física, porque a qualidade técnica e a visão de jogo são fora do normal. Feliz por ganhar essa confiança a fazer golos, principalmente.”
Terceiro golo construído por Nuno Santos e Daniel Bragança
“Senti que, infelizmente, a vida dá lesões. Gostava que não tivessem passado por isso. A decisão do Nuno é fenomenal. O Dani fez um trabalho excepcional no golo, na ameaça e na finalização, mas o passe do Nuno, que parece simples, é simples para ele. Dá-me vontade de rir porque gostava de o ter a cem por cento. Ele é diferenciado, mas está ciente de que a paragem foi longa e precisa de tempo para ser o melhor Nuno. Muito feliz por ter os dois em campo, porque são jogadores sempre necessários no relvado.”
Luis Suárez já fez esquecer Gyökeres?
“Já disse que penso só nos que tenho. Tem feito uma grande época e fez dois golos, mas perdeu mais bolas do que é normal. Nem tudo é perfeito, mas fez um bom jogo. Tem sifdo importante na equipa, mas ele é espelho do colectivo.”
A resposta de Luis Guilherme nos seus primeiros tempos no Clube
“Indiscutíveis não há, mas tem sido muito boa a sua adaptação. Tem correspondido ao que é pedido, tem-se adaptado à ideia e está cada vez mais identificado com o Sporting CP. Parece-me que é um miúdo com um futuro fantástico pela frente, mas vai ter de continuar a trabalhar muito porque está numa equipa repleta de grandes jogadores.”
Sobre a vitória do FC Porto frente ao FC Arouca
“Estou focado no que nós controlámos, no nosso jogo, apenas e só. Fizemos o nosso papel, ganhámos e é assim que temos de continuar. Sobre arbitragens não vou falar, nem vi o lance [do penálti].”
Plano de jogo para esta partida
“A variabilidade é a nossa imagem. Não deixar os adversários confortáveis nas marcações. Sabíamos que o GD Estoril Praia ia pressionar algo, é uma equipa que joga bem e, ofensivamente, tem uma identidade parecida com a nossa. Nós fizemos uma boa primeira parte, mas tivemos dificuldades à esquerda nas marcações. Sentimos que era importante ligar mais longe e, depois, entrar de frente para o jogo com a linha que visse de trás. Com o decorrer do jogo fomos percebendo que, quando o Luis baixava, a linha defensiva do GD Estoril Praia parava e não acompanhava os rasgos das segundas linhas. Umas vezes conseguimos antecipar essas coisas, outras entendemos isso durante o jogo.”
Sporting CP em melhor momento para o clássico da Taça de Portugal?
“Os jogos estão difíceis para todos. Não tem que ver com uma fase, mas sim com os adversários e os pontos em disputa. A exigência é máxima em todos os jogos e com o FC Porto não vai fugir a isso. Vai ser um grande jogo entre as duas equipas que vão à frente no Campeonato. É o primeiro jogo de dois, é certo, mas queremos muito continuar na prova e defender o nosso título. Vamos enfrentar a equipa que está em primeiro lugar, portanto está numa boa fase, é sinal que é a que está mais forte.”
Sporting CP visita o Moreirense FC este sábado (18h00)
A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se, este sábado (18h00), a casa do Moreirense FC para disputar a 23.ª jornada da Liga. Na véspera do encontro, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a antevisão em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo.
Sobre o adversário
“Para mim é especial, porque volto a uma casa que me ajudou e à qual serei grato toda a minha vida. É um clube muito organizado, que tem vindo a crescer na Liga e, quanto à equipa, tem sido competitiva, muito coesa. Perde pouco a bola e em casa é sempre muito perigosa, dificultando sempre os jogos, mesmo às equipas ‘grandes’. O Vasco [Botelho da Costa] tem feito um bom trabalho e tem um trajecto espectacular. Vai ser um jogo difícil, num campo particularmente difícil para o Sporting CP nos últimos anos. Espera-nos um jogo difícil, mas faremos tudo para ganhar perante uma boa equipa.”
Ponto de situação dos lesionados
“O Zeno [Debast] está numa reabilitação própria para se sentir realmente a cem por cento. Mais uma ou duas semanas, não sei ao certo, mas penso que está perto de voltar ao seu cem por cento. O Fotis [Ioannidis] é igual, mas poderá estar na convocatória para amanhã, contrariamente ao Zeno.”
Mais dificuldade na segunda volta pode levar a mais pragmatismo?
“Acredito que esta segunda volta vai ser mais difícil, embora queiramos fazer melhor do que na primeira porque não chegou para estar no primeiro lugar. As equipas precisam de pontos e os jogos vão tornar-se ainda mais competitivos e exigentes. Alguns jogos podem perder mais qualidade e, depois, pode vir ao de cima o individual ou o tal pragmatismo, mas na mensagem do treinador isso não está. Está, sim, sermos iguais a nós próprios e fiéis à nossa ideia. Mais do que a mensagem, o passar do tempo vai levar a que o atleta sinta mais a necessidade de ganhar, mais do que propriamente termos 90 minutos com uma qualidade de jogo de topo. Esse pragmatismo pode ser indirecto. Em relação aos golos, importa-me frisar que marcamos há 41 jogos no Campeonato, independentemente de se são no início ou no fim [dos jogos]. É a ambição da equipa.”
Semana longe das atenções sem jogo a meio da semana
“A parte externa vai variando as atenções: hoje é o SL Benfica, amanhã o Sporting CP, depois o FC Porto ou os três. Vão repartindo a atenção e isso não pode, nem vai mexer com o desfecho do Campeonato. Acredito que, aqui ou ali, alguma coisa que os jogadores possam ver ou leiam pode servir de motivação, mas não vai mexer com o desfecho da Liga. Feliz, sim, por ter uma semana normal, porque essa passagem directa aos ‘oitavos’ [da Champions] tirou-nos dois jogos, o que foi importante para recuperar malta e até porque seria um desgaste absurdo. Ajudou a reabastecer a energia e a parte física dos jogadores.”
Pressão extra por estar a correr atrás do primeiro lugar?
“A pressão faz parte do dia-a-dia do Sporting CP e de qualquer atleta de alta competição. É natural que com o passar do tempo mais algum jogador possa sentir mais essa pressão de, acima de tudo, termos de ganhar. A malta estava habituada a que o Sporting CP aos 15 minutos estivesse a ganhar 2-0 e no fim ganhasse 3-0 ou 4-0, mas os jogos não vão ser todos assim. Temos jogado bem, por exemplo no último jogo, que ganhámos nos últimos minutos, foi o jogo com mais cantos ganhos na Liga, tivemos vários remates à baliza… Jogámos bem, mas o adversário defende cada vez mais e melhor a sua baliza, porque precisa mais dos pontos. Os jogos vão ser cada vez mais difíceis e vamos ter de ir mais à parte competitiva do jogo. Se ganhar sempre 1-0 até ao fim não me chateio, e [com golo] aos 90+3’ também não há problema nenhum. É sinal de que estamos em cima da baliza adversária e mais perto de fazer golo.”
Perspectiva de um jogo “totalmente diferente” do da primeira volta
“Acho que vai ser um jogo totalmente diferente, porque sei o que é o Moreirense FC a jogar em casa. Percebo isso de perder tempo, mas quase todas as equipas tentam enervar um bocado o Sporting CP, faz parte e nós temos de saber lidar com isso. Nesse jogo [da primeira volta] fizemos um dos nossos melhores jogos. Penso que até que em termos de Campeonato foi aquele em que tivemos mais xG [golos esperados]. Agora, são histórias diferentes. Espera-nos um jogo difícil e temos de ser bastante competitivos. Acredito que o Moreirense FC vai ser mais pressionante, tentar ter mais bola e dividir o jogo, porque foi o que fizeram com todas as equipas em casa, mesmo contra ‘grandes’.”
Momento de forma de alguns jogadores
“Temos de perceber os momentos e os timings. O ‘Pote’ vem de lesão, está à procura da sua melhor performance física, mas no seu último jogo tornou-se o jogador com mais remates e o Trincão é o que mais assiste, o Morita tem 85% de acerto nos passes, o Morten [Hjulmand] é natural que não esteja sempre no seu melhor, porque tem muitos minutos nas pernas. No meu entendimento, estão dentro do expectável. Queremos sempre que resolvam os jogos e vão continuar a fazê-lo nalguns momentos, mas se não o fizerem estão ‘ligados’ ao colectivo e ajudam muito a equipa.”
Regresso de Luis Suárez após suspensão
“Acima de tudo, ganhamos outra vez a nossa referência, porque tem sido importante na época. É o nosso melhor marcador e dá muito à equipa em termos de intensidade. É um avançado muito bom e fora do normal. Dentro do que tem sido a nossa ideia de jogo, vamos em busca das mesmas dinâmicas. Pode haver uma ou outra mudança, mas não será por aí que a nossa ideia vai mudar.”
Ponto mais forte do Moreirense FC a ter em atenção
“Contrariar o bloco adversário. É uma equipa muito forte, com uma identidade que vem de anos anteriores: competitiva, defende muito bem, organizada e forte na saída para contra-ataque. Além disso, em casa procura o seu jogo, gosta de jogar e de ter bola. Teremos de contrariar o forte colectivo do Moreirense FC. Em termos individuais, o Alanzinho foi meu jogador e é um miúdo muito acima da média, com qualidade para mais. Defensivamente, têm o Maracás e o Gilberto [Batista], uma defesa rápida, e o Dinis [Pinto], que tem crescido imenso. Mais do que o individual, o colectivo é muito competitivo.”
Versatilidade de Luís Guilherme
“Veio para dar-nos soluções à esquerda, à direita e dentro. Tem uma qualidade enorme e vai ter um futuro muito bom. É focado, treina bem e vai adaptar-se à exigência e competitividade do futebol português, o que o vai tornar um jogador muito bom no futuro. Poderá jogar em qualquer posição, porque já passou pelas três posições, tem muita qualidade técnica e um entendimento de jogo muito bom.”
João Simões pode voltar a ser aposta no meio-campo?
“Tem que ver com tomadas de decisão quanto ao melhor momento dos médios. O Dani [Bragança] está a crescer, e o Gio[rgi Kochorashvili] está fora deste jogo ainda. Os três médios [disponíveis] têm qualidades diferentes: o Dani mais parecido com o Morita, enquanto o Simões já nos dá outras coisas. Consoante a estratégia e o momento de forma de cada um tomaremos a melhor opção.”
Técnico reagiu à vitória em conferência de imprensa
No final do jogo com o FC Famalicão, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez a leitura da vitória por 1-0 em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade.
13.ª vitória consecutiva em casa
“Não ligo muito a isso, mas fico feliz, porque sou um homem feliz por estar no Sporting CP a desfrutar o dia-a-dia com um grande grupo.”
Análise ao jogo
“Na primeira parte, o FC Famalicão tem dois lances de perigo, duas transições. É uma equipa competitiva, dividiu duelos e obrigou-nos a errar mais do que é normal em termos de passe. Fomos insistindo, mas notou-se que nos faltou a referência na área para tomar decisões melhores. Na segunda parte, não houve história, porque só deu Sporting CP e o FC Famalicão não criou nada. Andámos com posse, criamos algumas situações de finalização, tivemos 15 cantos e acabámos por fazer golo assim, mas já podíamos ter feito golo, antes, de bola parada. A história é essa: uma equipa sempre à procura do golo e outra a defender bem, organizada e competente, e à espera de transições. Por tudo o que fomos capazes de criar, às vezes não tão bem em termos de qualidade, fizemos o suficiente para ganhar o jogo.”
Aposta em Pedro Gonçalves como ponta-de-lança
“Era um dos jogadores disponíveis para a posição. Tínhamos o [Rafael] Nel, é certo, e o Fotis esteve até à última para ser solução e se pudesse, possivelmente tínhamos começado com o Nel para ter uma referência. Não tendo o Fotis e gastando o Nel na fase inicial do jogo, se houvesse esta dificuldade no jogo depois não teríamos mais ninguém. Em alguns momentos faltou-nos essa referência para ligar e finalizar de melhor forma e até em zonas de cruzamento houve hesitações porque nos faltava essa referência.”
A composição idealizada para o ataque móvel
“O ‘Pote’ e o Trincão são jogadores de ligação e definição e precisávamos de alguém que provocasse o espaço e, por isso, optámos por puxar o Maxi para a frente. Tem bons timings de ataque ao espaço e precisávamos disso, tanto ele como o Luís Guilherme, para provocar a profundidade.”
Sobre o golo anulado ao FC Famalicão no arranque do jogo
“Para mim é falta clara, tão simples quanto isso. E é um lance que precede de um fora-de-jogo, por isso nem devia ter existido essa finalização. Além disso, para mim, depois disso é falta. O Mangas também nos dava isso à largura, porque é muito vertical.”
Novo golo marcado perto do fim
“O futebol é do primeiro ao último minuto. Também tenho dois empates com golos no fim, são quatro pontos e, se calhar, estaria com os mesmos pontos do primeiro. É sempre subjectivo. Acima de tudo, a ambição da equipa é enorme. O jogo tem 90 minutos, por isso preocupado porquê? Ganhei, é isso que queremos e os jogos vão ser cada vez mais difíceis. Jogámos contra uma boa equipa, muito competente e valoriza ainda mais a nossa vitória.”
Os ‘três grandes’ venceram todos pela margem mínima nesta jornada
“Não jogámos mal, houve mérito também do adversário e tenho a certeza de que os jogos vão ser cada vez mais difíceis. Para nós e para todos, principalmente para as equipas que estão na frente do campeonato, porque as outras equipas têm qualidade, estão bem organizadas e precisam de pontos. A dificuldade está à vista e temos de estar preparados.”
Estreia de Rafael Nel pela equipa principal em 2025/2026
“Fico feliz por ele, porque merecia. Tem trabalhado imenso na equipa B. Tem de continuar a trabalhar, tem crescido muito e é um miúdo muito competitivo. Acredito que vai ter mais oportunidades, porque é muito focado, trabalha imenso e quer singrar.”
Fotis Ioannidis recuperado a tempo do Moreirense FC?
“Não sei responder, mas acredito que sim.”
O golo e os primeiros passos de Daniel Bragança no seu regresso à competição
“É um jogador importante, um dos capitães e com ADN Sporting. Tem uma qualidade técnica acima da média, ainda procura o seu melhor momento físico, mas está feliz e motivado e vai ser um jogador importante, como foi hoje, felizmente. Conseguiu um golo de cabeça, o que não é muito normal nele. É um jogador que vê coisas diferentes e por isso é que entrou. Feliz por vê-lo marcar, porque é um jogador de coração verde. É importante deixar também uma palavra aos adeptos. A energia dos adeptos tem sido fenomenal e sábado, em Moreira de Cónegos, em mais um jogo difícil, precisamos dessa energia.”
Reacção à vitória difícil no prolongamento sobre o AFS
No final da eliminatória frente ao AFS, o treinador do Sporting CP, Rui Borges, abordou a vitória ‘arrancada’ no prolongamento (3-2) em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade.
Objectivo cumprido apesar da ida a prolongamento
“É objectivo cumprido, é certo. Estava a ser um jogo competente até ao 2-0, depois entrámos num relaxamento colectivo e o AFS em dois lances fortuitos ganha dois penáltis e acaba por acreditar noutro resultado. Depois, entrámos num stress mental com vários passes falhados. O futebol, se calhar, é bonito por isso: muda muito e rápido. Pusemo-nos a jeito, mas dar mérito também ao adversário.”
Impacto dos 30 minutos extra no clássico que se segue
“[Os jogadores] Vão estar mais cansados nestes próximos dias, mas não vai ser desculpa para a nossa exigência no clássico. Vamos chegar na melhor forma para jogar um jogo de intensidade diferente. Acredito que vai ser um jogo importante, mas não decisivo. A exigência e a motivação de disputar um clássico vão-se sobrepor aos 30 minutos extra de hoje.”
O regresso de Nuno Santos
“Acima de tudo, feliz por o ver a voltar à equipa depois de uma paragem tão longa. É fantástico para mim, para os colegas e para os adeptos. Está longe da sua melhor performance, mas vamos ajudá-lo. Chegará lá, mas precisa de tempo e paciência para entender isso. Pode jogar como lateral ou como médio e é mais um que vai acrescentar muita qualidade e, acima de tudo, muita competitividade.”
Várias opções no plantel para a posição de extremo
“Eles é que têm de me mostrar quão preparados estão para dar resposta. Gosto que saibam jogar dos dois lados, porque o futebol hoje é mais imprevisível. Acima de tudo, tenho mais soluções com características diferentes. Fico feliz por todos estarem ligados e capazes de dar resposta.”
Contas da classificação para o clássico
“Não olho para trás, só para a frente. Faremos tudo para ganhar o jogo, mas não é decisivo porque faltam muitos jogos. Nós estivemos oito pontos à frente do segundo [em 2024/2025] e perdemos nove. Todos os jogos vão ser muito difíceis. Para mim, não é um jogo decisivo, é um jogo importante.”
No final do jogo em casa do FC Arouca, Rui Borges, treinador do Sporting CP, analisou o suado triunfo por 1-2 em conferência de imprensa.
Análise ao jogo e o importante apoio dos adeptos
“Agradeço aos adeptos porque foram incansáveis. Têm sido incríveis, sempre. É muito fruto da energia que passaram que conseguimos esta vitória difícil, mas acho que foi merecida por tudo o que fomos fazendo ao longo do jogo. Podiam-nos ter saído caros os primeiros dez minutos da segunda parte. O FC Arouca podia ter virado o jogo, mas o Rui [Silva] fez uma grande defesa. Tirando isso, controlámos o jogo, fomos tentando criar e podíamos ter definido melhor. Ao intervalo, alertámos, porque sabíamos que era importante entrar bem, mas não entramos assim tão bem e o FC Arouca cresceu. Depois, fomos correr atrás do prejuízo, acreditando sempre, mudando e tentando acrescentar algo diferente. Chegamos à vitória com muito querer, vontade e atitude competitiva. Foi justa, mas difícil.”
Importância de mudar o ‘chip’ da UEFA Champions League para a Liga
“É uma incógnita, por mais que tentemos alertar e manter a malta ‘viva’. A mensagem foi muito por aí, ontem, hoje e ao intervalo. Sabíamos que ia ser difícil por tudo: pelo tempo, o relvado, o nosso cansaço acumulado… Era um jogo que ia exigir muito mais de nós até que o do PSG. Parte muito deles [jogadores] também individualmente, nós podemos alertar e mostrar-lhes que o jogo vai ser difícil. A verdade é que eles estiveram ‘ligados’, entrámos muito bem e a primeira parte foi muito boa. Depois, inexplicavelmente, entrámos mal na segunda e aqueles dez minutos podiam-nos ter deixado a perder, e não pode. Temos de perceber o que temos de fazer para que isto não aconteça.”
As mudanças de posição tentadas no ataque e a exibição de Luís Guilherme
“É um miúdo com muita qualidade, sabemos o que ele é, mas estamos todos ainda na aprendizagem. Ele em função da equipa e vice-versa, nós a tentar perceber o que pode dar dentro do colectivo. Pelas ausências, achámos que ali à esquerda podia ser a solução inicial, mas ele dá-nos também a direita e o interior. Esteve bem inicialmente no jogo interior, mas demasiado baixo e o Trincão também percebe bem essas zonas. No momento do golo, o Trincão estava mais alto, ‘prendeu’ o lateral e a bola entra nas costas no Maxi Araújo. Ao intervalo, voltámos ao normal, demos mais largura ao Luís e, para mim, fez uma segunda parte soberba.”
A produção goleadora de Luis Suárez
“Disse que ia marcar uma era porque, quando o identificamos, sabíamos o que nos podia dar. Os golos são a consequência do seu trabalho. A sua atitude competitiva é acima da média. Mais do que os golos, o importante é que jogo após jogo não baixa essa atitude. Tem sido importante. Depois, tem faro e uma ambição enorme para fazer golo.”
A expulsão de Matheus Reis
“Não sei. A malta festejou toda ali a ‘quente’, não sei se disse alguma coisa, não sei. Como entrou toda a gente em campo, não sei. Aqui ou ali, o FC Arouca foi perdendo algum tempo nas reposições de bola, normal que a malta possa estar mais em stress, mas não sei o que foi.”
Regresso de Pedro Gonçalves após lesão
“O ‘Pote’, o Ousmane [Diomande], o Zeno [Debast] estão condicionados no tempo de jogo. Em relação à posição, foi uma leitura do momento. O Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, com muitos minutos e é natural que sinta um desgaste maior. Sentimos isso e colocámos o ‘Pote’ ali, porque a posição dele é aquela também e o Luís Guilherme estava a dar-nos desequilíbrios. Entrou muito bem, é muito inteligente, e feliz por tê-los todos de volta, porque tornam a equipa muito mais forte. Tirei o Matheus e pus o Zeno porque tem uma capacidade de decisão acima da média e podia ajudar-nos a encontrar linhas de passe mais fundas contra o bloco médio-baixo do FC Arouca.”
Treinador analisou empate em conferência de imprensa
Após o empate em Barcelos (1-1) a abrir o ano, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo com o Gil Vicente FC em conferência de imprensa.
Análise global do jogo
“Acaba por ser subjectivo, são os ‘ses’, mas sim, podíamos ter feito o 0-2 para ‘matar’ um pouco o jogo e não deixar o Gil Vicente FC crescer. Entramos muito bem na segunda parte e na primeira parte controlámos o jogo. O Gil Vicente FC tentou transições e bolas paradas, onde nos criaram mais perigo, e nós conseguimos quebrar a pressão adversária, mas faltou-nos alguma qualidade. Chegámos ao golo num ataque à profundidade que devíamos ter tentado mais vezes e, depois, na segunda parte entrámos muito bem, mas a partir dos 20 minutos deixámos o jogo ‘partir’ e o Gil Vicente FC entrou em contra-ataques, naquilo em que são perigosos. Não fizemos o 0-2, a expulsão condiciona, tentámos ajustar e nem tempo tivemos, porque acabámos por sofrer o empate. Depois, foi mais com o ‘coração’ para as duas equipas.”
Sobre a exibição feita em Barcelos
“Tivemos 64% de posse de bola, tivemos qualidade na primeira construção, mas faltou-nos mais qualidade no último terço. Mais até na primeira parte, porque na segunda entrámos muito bem e fomos fortíssimos. Depois, devíamos ter instalado e desgastado mais o Gil Vicente FC, mas perdemos bolas e deixámos o Gil Vicente FC entrar em contra-ataques, mas o perigo do adversário até foi mais em bolas paradas. Não vamos definir sempre bem, mas a equipa esteve proactiva.”
Soluções para contrariar a forma como o adversário fechou os caminhos por dentro
“O importante era quebrar a primeira pressão e instalar-nos no meio-campo adversário para obrigá-los a estar mais longe da nossa baliza. Podíamos ter variado mais com bolas mais longas e não rasteiras e a passar por muitos jogadores. Faltou-nos isso mais na primeira parte, mais do que a velocidade. A primeira parte foi menos dinâmica, a segunda melhor, mas dentro do que foi pedido a equipa fez um bom jogo. Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo.”
As muitas ausências tiveram impacto?
“Não serve de desculpa. Podíamos ter feito o 0-2 e estaríamos aqui a falar de outra coisa, mas não fomos capazes. Deixámos uma equipa que está a fazer um belíssimo Campeonato acreditar até ao fim, no seu estádio, a expulsão condicionou e fez com o adversário acreditasse ainda mais. Não me vou lamentar pelas ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, era importante, mas a equipa bateu-se bem e teve qualidade. (…) Não adianta pensar em quem não está. Já estou a pensar no jogo com o Vitória SC para a Taça da Liga, porque não tenho o Inácio [expulso] e não temos centrais. É o que é, jogamos com 11 e vamos ser competitivos e manter a qualidade, com certeza.”
Efeito do empate nas contas do topo da tabela
“No ano passado tivemos oito pontos de vantagem e passámos para o segundo lugar. Falta muito Campeonato e estamos apenas focados no que podemos controlar e fazer.”
Pontos perdidos na recta final dos jogos com SC Braga e Gil Vicente FC
“São dois jogos específicos. Aqui estávamos com dez e o Gil Vicente FC, naqueles minutos a seguir, cresceu teve mérito em chegar [ao empate] enquanto nos organizávamos. Com o SC Braga foi um penálti, um lance na área. Acabámos por sair penalizados, mas o jogo é isto.”
365 dias de Rui Borges no comando abordados em entrevista à Sporting TV
Foi apresentado como novo treinador da equipa principal de futebol do Sporting CP a 26 de Dezembro de 2024 e 56 jogos depois, com um título de Campeão Nacional e ainda uma Taça de Portugal conquistadas, Rui Borges já completou um ano no comando.
Nesta nova passagem de ano, o técnico transmontano falou em entrevista à Sporting TV, no balneário dos Leões no Estádio José Alvalade, para recuperar de forma detalhada os momentos mais marcantes de um 2025 inesquecível, mas também para dar conta do que continua a ser construído e ambicionado com o plantel Bicampeão Nacional que lidera.
Os últimos 12 meses resumidos numa palavra
"Felicidade, como é lógico. Foi um ano de alegria, trabalho e, acima de tudo, muita felicidade. Primeiro, porque faço o que mais amo num grande clube e, depois, por tudo o que foi a época e o ano em si. Só me preza dizer felicidade."
Esperava chegar tão cedo ao sucesso que alcançou?
"Nós, equipa técnica, acreditávamos muito, desde o primeiro dia, que um dia íamos conseguir concretizar o sonho de chegar a um grande clube e lutar por títulos. Talvez não acreditássemos que acontecesse tão rápido e tem sido tudo muito rápido nos últimos anos. Os passos em frente têm sido muito repentinos, mas são fruto do trabalho e da competência. Deixa-nos felizes e cada vez mais cientes de que o nosso trabalho é bem feito para lutar por mais sonhos e objectivos. O tempo passa rápido e quanto maior é a exigência do desafio faz com que o pouco tempo que passa pareça muito, porque a intensidade com que se vive o dia-a-dia é enorme."
Em 2025 desfrutou mais do Natal em família?
"Foi um Natal diferente, na época passada. Especial, feliz e vivido de forma muito diferente, porque não consegui saborear a única data de que gosto mesmo. É quando estou com toda a minha família. Nem eu, nem eles, conseguimos desfrutar da melhor maneira, apesar de estarem muito felizes por tudo o que estava a acontecer, mas foi um Natal diferente. Este ano já foi normal, mas também muito introspectivo, sentimental e de nostalgia por relembrar o ano que passou, ser treinador do Sporting CP e Campeão Nacional... O sentimento veio à 'flor' da pele, não posso mentir."
Um ano depois, "quando faltar inspiração que não falte atitude" continua a ser o desígnio mais importante deste balneário?
"Será sempre, não só do balneário como também da equipa técnica. Sou de uma região de muito trabalho, de acreditar muito nele e, por isso, a atitude tem de lá estar sempre, jamais pode faltar. Tem muito que ver com as minhas origens e com a minha personalidade e carácter. Acredito que quando se olha para o grupo sente-se isso: a atitude está lá. A equipa tem noção de que, tendo ganho bastante, cada vez vai ser mais difícil e, por isso, temos de dar sempre um upgrade na nossa qualidade e na nossa atitude. Temos de continuar à procura de ser cada vez melhores."
A estreia com vitória no dérbi (1-0 SL Benfica) e a capacidade para transformar um início complicado num ponto de partida para um grande resto de temporada
"Tem muito que ver com a minha mentalidade positiva. Lembro-me muito bem de estar com o presidente antes de assinar e eu dizia que [o dérbi] era o melhor jogo para eu entrar. De fora, podiam dizer que ia entrar um treinador novo, com dois dias para preparar um jogo grande, diziam que o Sporting CP não estava bem psicologicamente, mas a minha única vontade era estar aqui para ser mais um a ajudar o grupo. Foi nisso que nos focamos: em ajudar com a nossa personalidade e a nossa forma positiva de ser e de estar no dia-a-dia, e em pouco tempo transmitir [aos jogadores] que eram os melhores, porque eram os Campeões e, independentemente do adversário, que conseguiriam unir-se e fazer um grande jogo. A minha perspectiva era desfrutar do jogo, por estar no Sporting CP e por concretizar um sonho, independentemente do adversário. Era um jogo grande, claro, tem um peso maior, mas para mim era só desfrutar do alcançar de um objectivo."
A capacidade de adaptação táctica demonstrada em 2024/2025
"A época passada foi muito particular. Eu acreditava que o segundo treinador [da época], neste caso o João [Pereira], ia ter mais problemas se quisesse mudar as dinâmicas de há algum tempo. Nós, a seguir, acreditávamos que os jogadores iam estar mais receptivos, porque como estavam num momento menos positivo queriam mudar, e foram bastante receptivos. Nos primeiros jogos estivemos mais dentro da ideia da nossa equipa técnica, mas depois, com o desenrolar da época, as lesões e os contratempos que fomos tendo, entre todos - e alguns jogadores falaram disso no fim da época - houve muito falar, comunicar e entender. Sou muito disso, gosto de entender toda a gente, porque só assim conseguimos ter sucesso. Toda a gente é importante. Face a tudo o que aconteceu, a melhor forma foi tentar ir um pouco ao conforto, visto que já tínhamos alguma confiança dos jogadores, e estavam a ganhá-la com os resultados e, aqui ou ali, com mais qualidade nos jogos. Tentámos voltar um pouco ao que faziam, devido também às ausências, e mantê-los confiantes. Houve um bocado desses dois 'mundos', mas desde o primeiro dia que a receptividade do grupo foi fantástica e isso notou-se no fim da época."
O Sporting CP, hoje em dia, interpreta na perfeição a sua forma de ver o futebol?
"Sim, claramente que sim. É uma equipa que está à nossa imagem. Também é uma equipa que nos ajudou, enquanto treinadores, a procurar e entender como poderíamos ser melhores a treinar uma equipa grande, porque é diferente. Agora, os princípios da ideia estão nesta equipa, claramente. Fico feliz por ver a equipa cada vez mais dentro do que queremos e desejamos, mas temos sempre essa parte comunicativa. O futebol é isso cada vez mais, porque nós não somos ninguém sem os jogadores. Vamos buscar algumas particularidades individuais, colectivas, onde se sintam mais confortáveis e isso dá uma mobilidade e variabilidade à equipa que a torna melhor, mais capaz e isso tem sido demonstrado nos jogos que temos feito."
A alteração de peso na frente de ataque: a saída de Viktor Gyökeres e as entradas de Luis Suárez e Fotis Ioannidis
"O Viktor é um 'monstro' na sua posição e foi alguém que marcou uma época no Sporting CP e no campeonato português, claramente. Pelas suas particularidades individuais, decidia um jogo a qualquer momento. O Luis e o Ioannidis também o conseguem, mas o Viktor é muito específico e, a nível individual, tinha muita força na equipa e no campeonato. Agora, as características do Fotis e do Suárez, talvez estejam mais dentro daquilo que perspectivávamos para esta nova época, em termos de dinâmicas de equipa, mas com o Viktor também poderíamos ter isso. Era um jogador com um carácter muito bom, olhava para o grupo e treinava muito bem, tal como o Fotis e o Luis. Esta época, mais do que dar preponderância a um jogador apenas, dá-se preponderância a mais jogadores: o 'Pote' e o Trincão estão a fazer uma grande época, o Maxi também, bem como o Suárez e o Hjulmand, enquanto o Fotis está a aparecer. Acho que se têm valorizado mais individualidades pelo colectivo e isso deixa-me feliz."
Como se consegue a capacidade goleadora actual?
"Com a 'fome' que eles mostram todos os dias em querer ser melhores. Eles sabem que para voltarmos a ganhar será ainda mais difícil do que nas últimas duas épocas. Estamos sempre à procura de ser melhores, isso é notório no dia-a-dia, mas nos jogos também. É uma equipa que não se cansa de ganhar, que respeita os adversários e só por isso é que conseguimos ser o melhor ataque [da Liga]. Claro que não vamos estar sempre bem e ter a mesma regularidade durante 90 minutos, mas numa grande parte, sim. A seriedade está lá e a noção da dificuldade, sobretudo, está lá também e há uma ambição enorme de continuar a ganhar. Acho que para isso passa muito a nossa comunicação e liderança, mas sou um treinador feliz porque tenho um grande grupo de trabalho"
"Se não ganhámos esta Taça [da Liga], é porque está guardado algo melhor para nós". Lembrou-se dessa declaração quando festejou o Bicampeonato e a Taça de Portugal?
"Lembrei-me, porque foi algo dito com muita sinceridade e sentimento. Sou muito positivo. Tenho uma pessoa muito especial no meu avô, que já não está entre nós e com quem falo todos os dias, e esse foi um sentimento que parecia que ele me estava a dizer. Disse-o com um sorriso porque acreditava muito que íamos ser Campeões Nacionais, era o nosso objectivo e não ia haver nada, nem ninguém, que me ia fazer duvidar. Foi algo sentido e lembrado claramente quando vencemos."
Sentir o ambiente de um jogo no Estádio José Alvalade
"É maravilhoso, e ainda hoje tenho o mesmo sentimento. Se estiverem atentos, quando começam os jogos, olho em redor do estádio, porque mexe comigo. Sou muito sentimental e ver o nosso estádio cheio a cantar a nossa música é muito especial. Não há forma de o explicar."
Ouvir o hino da UEFA Champions League no banco de suplentes
"São momentos que vão ficar para sempre. Eu nasci para o futebol. O meu pai jogava e eu não tive outro brinquedo que não a bola, porque era o que me deixava feliz. Cresci a ver o meu pai jogar, a querer ser como ele, chegar a profissional, entrar no campeonato português e nas competições europeias, a selecção... Os sonhos de qualquer miúdo. Não consegui ser um grande jogador, mas é o desporto que amo. Um dos sonhos era poder estar na Liga dos Campeões, não pude como jogador e tive a oportunidade como treinador. É extraordinário alcançar mais um sonho de toda uma vida."
Levantar o troféu de Campeão Nacional
"Foi um sentimento de orgulho e o meu maior troféu é o orgulho dos meus, e assim vai ser sempre. Levantar o título fez-me acreditar que os meus estavam orgulhosos, felizes, por isso foi um orgulho."
Os festejos do título no Marquês de Pombal
"Indescritível. Acho que já disse isso várias vezes. Toda a gente devia passar pelo menos uma vez nessa festa. É algo único e que nem conseguimos ter a verdadeira noção do que se sente ao longo do caminho até ao Marquês ao ver pela televisão. No Marquês também, o mundo verde à nossa frente, o som em si, as músicas do Sporting CP... É único mesmo."
Disputar e ganhar uma final da Taça de Portugal no Jamor
"Para mim tem um sentimento muito próprio. Como não fui um grande jogador, cheguei à II Liga, mas como joguei em escalões inferiores, o sonho era jogar contra uma equipa grande, a Taça de Portugal. Esse sentimento foi, se calhar, o que esteve lá mais tempo e a cada época que passava, porque era a única forma de enfrentar os melhores e pisar os grandes palcos. O sonho da Taça sempre foi alimentado, por isso foi muito especial. Era claramente um sonho estar no Jamor e desfrutar da final. Tem muito que ver com o meu passado e de olhar para a Taça como algo único. Único no sentido da palavra, mas espero estar presente mais vezes (risos)."
Qual o discurso no balneário mais especial ao longo destes 56 jogos?
"Lembro-me de um ou outro. Ainda na Taça de Portugal, lembro-me do jogo com o Gil Vicente FC, em Barcelos, em que fizemos uma primeira parte horrível, provavelmente a pior que fizemos. Fui um bocadinho mais agressivo no sentido de espevitar a malta e, felizmente, conseguimos ultrapassar o Gil. Foi um dos que mais me marcou. Talvez, também, o do jogo na Luz e outro com o Gil, em casa, para o Campeonato, na antepenúltima jornada. Conseguimos o golo da vitória nos descontos e foi um discurso muito intenso da minha parte, e muito sincero, porque acreditava mesmo que aquele era o jogo do título. Não perguntem o porquê, mas sabia que ia ser difícil e disse à equipa que se ganhássemos íamos ser Campeões. Tinha esse sentimento e acreditava que íamos à Luz, pelo menos, fazer um resultado possível."
Continua a sentir que se deixasse de imediato de ser treinador de futebol, seria a pessoa mais feliz do mundo devido ao que já viveu e conquistou?
"Claramente que sim. Sou muito feliz por ter esta oportunidade e agradeço todos os dias pelo que a vida me tem proporcionado nestes 44 anos. Esta vida proporciona-nos muitas coisas, a mim e à minha família, porque tivemos a capacidade de conseguir acrescentar algo à História do Sporting CP e ser Campeão Nacional. Faço o que amo e conseguir, a nível nacional, alcançar os troféus maiores deixa-me muito feliz e concretizado. Se deixasse de ser treinador, olhava para os jogos de forma feliz."
Está convicto de que vai ser feliz no final desta época?
"Muito! Até porque o grupo transparece e demonstra isso. O objectivo tem estar lá, porque se não falássemos [do Tricampeonato] era sinal de que não estávamos tão ligados. Isso mostra a forma como estamos todos ligados num objectivo. Nós queremos muito e isso é claro. Queremos muito ficar na História do Sporting CP de forma ainda mais vincada."
Gestão do plantel em função das várias frentes em disputa
"Temos conseguido. Sou um treinador que acredita sempre em todos, mas eles também têm de dar resposta e têm-na dado. Todos têm tido oportunidades, têm correspondido muito bem e isso demonstra a força deste grupo, a amizade e a entreajuda que existe. É algo especial e diferente, sinto-o sempre na Academia, com todas as pessoas envolvidas no nosso dia-a-dia. Ninguém se acha melhor e todos sabem e sentem que são importantes, acreditam uns nos outros e revêem qualidades uns nos outros. Essa é a melhor forma de um grupo ser vencedor e por isso é que temos ganho tanto, e queremos continua a ganhar muito."
Sobre as contrariedades que têm assolado o grupo
"Olho para os contratempos de forma positiva. É a oportunidade de mudar algo, de dar oportunidades a outros, de acrescentar algo ao grupo, até para o futuro, e de o tornar mais forte. Enquanto líder, compete-me fazer acreditar que todos são importantes e que têm muita qualidade, por isso é que estão no Sporting CP e são Bicampeões."
E ter essa resposta da equipa, apesar das mudanças, é o sonho de qualquer treinador?
"Sim. É o melhor que pode acontecer: olhar e ver a equipa toda ligada e capaz. Mesmo quando falta alguém, para lá do que são a nível individual, acho que ainda dão mais um bocado para estar ao nível do colega que não está presente e jogam também por ele um pouco. Sente-se isso. É um grupo muito próprio."
A proximidade entre equipa técnica e jogadores
"Acho que, se calhar, é o meu maior atributo ou o que me trouxe para o Sporting CP, até tão rápido. E volto a dizer que ninguém consegue nada sozinho. Claro que o treinador pode ajudar os jogadores a acreditarem, a serem melhores técnica e tácticamente, mas o treinador precisa, primeiro, dos jogadores. Ponto. Para mim, isso é claro desde que comecei. Acredito muito em ouvir e não abdico do respeito. Eles sabem e brincam muito comigo, e eu com eles, mas o respeito está lá. Depois, quando a exigência é cem por cento séria, eles sabem que o respeito está lá. Sou muito de falar, ouvir, compreender, porque embora tenha de olhar para eles de forma igual, cada um tem a sua personalidade, um gosta de falar mais individualmente, outro gosta que lhe fale alto, um gosta que lhe dê um abraço, mas outro se calhar não tem tanto essa proximidade. Vamos conhecendo e adaptando para puxá-los ao máximo para o nosso lado, com sinceridade e sendo honesto. Estão ser humanos daquele lado e temos de compreendê-los. Quando comecei como treinador, tive a oportunidade de começar como adjunto e até em competições profissionais e não quis, porque achava que tinha personalidade para ser treinador principal. Cada um tem as suas particularidades."
O que é para si treinar bem?
"Tenho de perceber que a atitude diária está lá. O foco, a concentração, a exigência e, depois, o jogo também demonstra isso. Treinar bem, neste patamar, tem muito que ver com a concentração e ouvir o que é pedido para o jogo, porque não treinamos tanto. Quando é possível ter treinos mais dinâmicos e intensos, o grupo é excepcional. Todos querem jogar muito, todos demonstram ambição e vontade de ajudar."
Equilibrar a vida pessoal com o cargo de treinador do Sporting CP
"Tento muito ser equilibrado e ter tempo para mim, para respirar e para estar com a minha família, que infelizmente está longe. O meu filho joga e estuda, está longe, tenho a minha mulher perto, mas os meus pais e irmãs estão longe. Tento ser equilibrado no dia-a-dia. O treinador Rui Borges, entre as 7h00 e as 7h15, entra na Academia para treinar às 10h30. Tomo o pequeno-almoço lá e almoço lá. Depois, por norma, fico na Academia até às 16h30 ou 17h00 a falar com a equipa técnica. Também temos momentos divertidos e sou feliz porque tenho uma equipa técnica que me conhece muito bem e trabalha comigo há muito tempo, e estão bem cientes do trabalho de cada um. A competência não é minha, é de toda a equipa técnica. Há dias em que também vou almoçar a casa, mas tento equilibrar esses dois mundos, porque temos vida para lá do futebol e a família, para mim, é muito importante. Sou muito apegado aos meus pais, às minhas irmãs, ao meu filho e à minha mulher. Tento ser equilibrado até para aliviar o stress do dia-a-dia e da exigência de estar no futebol e no Sporting CP."
A forte ligação ao avô
"Deixa-me sentimental. Acredito que sim, que está orgulhoso. É uma pessoa muito especial e eu falo todos os dias com os meus avós, mesmo não os tendo presencialmente, infelizmente. O meu avô mostrou-me o que é dar valor às coisas. Não era de grandes posses e talvez por isso eu sou tão autêntico. Acredito que saio muito a ele. Pela sua forma de ser e de estar demonstrou-me o valor de pequenas coisas e não há nada que apague isso. Sou como sou também por isso. Antigamente as pessoas eram frias, mas comigo foi sempre um pouco diferente. Eu adoro romã, como todos os dias na Academia e ele, com um simples saco de romãs, demonstrava-me amor e carinho. Hoje tem esse significado para mim e lembro-me sempre dele. Quando somos mais velhos, cada vez temos mais a noção de que dizemos poucas vezes que amamos os nossos, e eu gostava de ter dito mais vezes ao meu avô que o amava. Nunca o disse muitas vezes, mas acredito que o demonstrei muito. Será sempre a minha pessoa especial. Ele era sapateiro, à antiga, e eu percebia o que era trabalhar a sério. Lembro-me bem do trabalho que ele tinha para fazer aquilo e, se calhar, para ganhar 500 escudos. O meu ser tem muito que ver com o meu avô."
O relógio que o acompanha sempre e o orgulho nas suas raízes transmontanas
"São pequenas coisas que me lembram de onde vim e de onde sou. A malta pega muito no 'Rui de Mirandela' e eu não faço questão de dizer muito isso, só quando cheguei, mas tenho muito orgulho de onde sou. A coisa boa é estar sempre ciente de onde venho e do que me custou chegar aqui. Custou-me, acreditei e trabalhei muito. Agora, é reconfortante entrar na minha cidade e ver o sentimento geral, independentemente das cores clubísticas, de que todos querem que o Sporting CP ganhe. Isso deixa-me feliz, porque é o reconhecimento dos meus, da minha terra e que de alguma forma estou a dignificar. Pela negativa, a única coisa que não gosto é quando vão muito para a parte pessoal e tento relativizar. Sempre me ensinaram que a melhor forma de responder é com silêncio e trabalho, e isso tem falado por mim e pela minha equipa técnica."
Novo 'mote' para 2026?
"É difícil (risos). São coisas que saem no momento, não é algo pensado. Acredito que sou muito verdadeiro e transparente naquilo que digo e faço, porque é aquilo que me vem ao pensamento. Foram frases sentidas e muito particulares. Que nunca falte a atitude competitiva, porque o jogo está mais dinâmico e exigente, mas também porque é algo que nos identifica. Queremos muito jogar bem, demonstrar que somos bons e o grupo está de parabéns nesse sentido. Que 2026 seja, nesse sentido, mais um ano de muito trabalho, de muita exigência e muita atitude."