A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal regressou esta manhã ao trabalho na Academia Cristiano Ronaldo. Como habitual, os titulares na partida em Barcelos realizaram o necessário trabalho de recuperação, enquanto os restantes elementos do plantel treinaram normalmente no relvado, já com o foco nas meias-finais da Taça da Liga.
Os comandados de Rui Borges voltam a treinar na manhã de domingo, novamente em Alcochete, para preparar o duelo com o Vitória SC, agendado para a próxima terça-feira, Dia de Reis, às 20h00.
Leões enfrentam o Vitória SC em Leiria na terça-feira
O Sporting Clube de Portugal informa que já não existem bilhetes disponíveis para o jogo da equipa principal de futebol diante do Vitória SC, relativo à meia-final da Taça da Liga.
Os Sportinguistas garantem apoio máximo aos Bicampeões Nacionais no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, onde estará um lugar na final em jogo.
A partida está agendada para terça-feira, 6 de Janeiro, às 20h00, em Leiria.
Treinador analisou empate em conferência de imprensa
Após o empate em Barcelos (1-1) a abrir o ano, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo com o Gil Vicente FC em conferência de imprensa.
Análise global do jogo
“Acaba por ser subjectivo, são os ‘ses’, mas sim, podíamos ter feito o 0-2 para ‘matar’ um pouco o jogo e não deixar o Gil Vicente FC crescer. Entramos muito bem na segunda parte e na primeira parte controlámos o jogo. O Gil Vicente FC tentou transições e bolas paradas, onde nos criaram mais perigo, e nós conseguimos quebrar a pressão adversária, mas faltou-nos alguma qualidade. Chegámos ao golo num ataque à profundidade que devíamos ter tentado mais vezes e, depois, na segunda parte entrámos muito bem, mas a partir dos 20 minutos deixámos o jogo ‘partir’ e o Gil Vicente FC entrou em contra-ataques, naquilo em que são perigosos. Não fizemos o 0-2, a expulsão condiciona, tentámos ajustar e nem tempo tivemos, porque acabámos por sofrer o empate. Depois, foi mais com o ‘coração’ para as duas equipas.”
Sobre a exibição feita em Barcelos
“Tivemos 64% de posse de bola, tivemos qualidade na primeira construção, mas faltou-nos mais qualidade no último terço. Mais até na primeira parte, porque na segunda entrámos muito bem e fomos fortíssimos. Depois, devíamos ter instalado e desgastado mais o Gil Vicente FC, mas perdemos bolas e deixámos o Gil Vicente FC entrar em contra-ataques, mas o perigo do adversário até foi mais em bolas paradas. Não vamos definir sempre bem, mas a equipa esteve proactiva.”
Soluções para contrariar a forma como o adversário fechou os caminhos por dentro
“O importante era quebrar a primeira pressão e instalar-nos no meio-campo adversário para obrigá-los a estar mais longe da nossa baliza. Podíamos ter variado mais com bolas mais longas e não rasteiras e a passar por muitos jogadores. Faltou-nos isso mais na primeira parte, mais do que a velocidade. A primeira parte foi menos dinâmica, a segunda melhor, mas dentro do que foi pedido a equipa fez um bom jogo. Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo.”
As muitas ausências tiveram impacto?
“Não serve de desculpa. Podíamos ter feito o 0-2 e estaríamos aqui a falar de outra coisa, mas não fomos capazes. Deixámos uma equipa que está a fazer um belíssimo Campeonato acreditar até ao fim, no seu estádio, a expulsão condicionou e fez com o adversário acreditasse ainda mais. Não me vou lamentar pelas ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, era importante, mas a equipa bateu-se bem e teve qualidade. (…) Não adianta pensar em quem não está. Já estou a pensar no jogo com o Vitória SC para a Taça da Liga, porque não tenho o Inácio [expulso] e não temos centrais. É o que é, jogamos com 11 e vamos ser competitivos e manter a qualidade, com certeza.”
Efeito do empate nas contas do topo da tabela
“No ano passado tivemos oito pontos de vantagem e passámos para o segundo lugar. Falta muito Campeonato e estamos apenas focados no que podemos controlar e fazer.”
Pontos perdidos na recta final dos jogos com SC Braga e Gil Vicente FC
“São dois jogos específicos. Aqui estávamos com dez e o Gil Vicente FC, naqueles minutos a seguir, cresceu teve mérito em chegar [ao empate] enquanto nos organizávamos. Com o SC Braga foi um penálti, um lance na área. Acabámos por sair penalizados, mas o jogo é isto.”
Golo sofrido perto do fim após expulsão provocou deslize (1-1)
No primeiro jogo em 2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP deslocou-se a Barcelos e empatou 1-1 com o Gil Vicente FC, esta sexta-feira à noite, no jogo que inaugurou a 17.ª jornada da Liga, a última da primeira volta.
Depois de terem desbloqueado um jogo que estava difícil - mas fechado - na primeira parte com um golo de Luis Suárez mesmo em cima do intervalo, os Bicampeões Nacionais podiam ter dilatado a vantagem no arranque do segundo tempo, tal foi o caudal ofensivo gerado, mas faltou eficácia e isso acabou por custar caro. A réplica gilista, principal revelação do presente Campeonato, tornou-se ameaçadora de forma crescente e após a expulsão de Gonçalo Inácio (79’) resultou mesmo no empate (87’) que penalizou o Sporting CP abrir o novo ano.
Assim, os Leões de Rui Borges fecharam a primeira volta da prova no segundo lugar com 42 pontos e nesta jornada ainda podem ver o FC Porto (46) distanciar-se na frente e o SL Benfica encurtar distâncias (36).
Pela frente, no Estádio Cidade de Barcelos, esteve um Gil Vicente FC que ocupa um surpreendente quarto lugar (28 pontos) e que embora não vença desde o início de Novembro, vinha de quatro empates consecutivos - agora cinco. Os Leões de Rui Borges, por seu turno, apresentaram-se a jogo com o mesmo ‘onze’ inicial anterior (4-0 Rio Ave FC), mas com as duas laterais renovadas: à direita, Iván Fresneda regressou após suspensão e recuperou a titularidade a Georgios Vagiannidis e, à esquerda, Matheus Reis ficou com a vaga deixada por Ricardo Mangas, que engrossou - junto a Salvador Blopa – a já extensa lista de ausências Leoninas.
Logo no arranque da partida, os muitos Sportinguistas presentes nas bancadas fizeram por impor as suas vozes no apoio e, no relvado, a equipa verde e branca também não tardou em assumir o protagonismo, monopolizando a posse de bola. Só que o primeiro sinal de perigo no jogo até foi uma ‘bicada’ dos galos de César Peixoto: um repentino pontapé de bicicleta de Gustavo Varela obrigou Rui Silva a esticar-se e sacudir para canto.
O lance acordou de imediato os Leões, que no instante seguinte também ficaram perto do golo, mas Fotis Ioannidis, em elevação na área, cabeceou por cima. Apesar disso, o duelo reequilibrou-se por mérito da organização e intensidade gilistas, que foram dificultando a tarefa ao Sporting CP, até então sem acutilância, nem acerto, para ‘furar’ a quarta melhor defesa da Liga - apenas 11 golos sofridos, dos quais apenas cinco em casa.
Sob essa toada, oportunidades de golo já somente muito perto do fim da primeira parte, a qual não podia ter acabado melhor para os comandados de Rui Borges. Junto à linha de meio-campo, Eduardo Quaresma arriscou um passe vertical e, de forma magistral, abriu caminho para Luis Suárez aparecer isolado na cara de Andrew Ventura e o colombiano, com uma finalização pelo meio das pernas do guardião, inaugurou o marcador em Barcelos mesmo em cima dos 45 minutos e naquele foi o primeiro remate enquadrado do Sporting CP no jogo. A nível individual, atingidos os 15 golos no Campeonato, o avançado dos Leões isolou-se como máximo artilheiro – leva 19 para todas as competições.
Antes disso, do outro lado, Tidjany Touré até tinha aproveitado uma ‘sobra’ num livre para, na área, atirar forte para nova defesa de Rui Silva. O Sporting CP foi, assim, a vencer para o segundo tempo, mas levou também uma má notícia: o capitão Morten Hjulmand viu um cartão amarelo, o quinto na Liga e, por isso, será baixa garantida na próxima jornada - tal como Maxi Araújo, que viu o amarelo na segunda parte.
E a segunda parte, que foi bem mais agitada, abriu também com os Leões de mira na baliza adversária e desta vez de forma absolutamente frenética, mas sem resultar num justificado 0-2. Mérito, sobretudo do guarda-redes Andrew Ventura, que depois de agarrar dois pontapés bem direccionados de Maxi Araújo e Francisco Trincão ainda negou - com o pé - um golo ‘cantado’ a Luis Suárez, responsável por concluir um lance de superioridade numérica. Pouco antes, o colombiano ainda rematou rasteiro e cruzado com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste.
Ficou por dar uma ‘dentada’ de Leão na partida e, a esta ‘mão’ cheia de oportunidades em menos de dez minutos, o Gil Vicente FC - mais capaz a transitar - soube dar uma réplica afirmativa, especialmente quando avistou o empate com um cabeceamento de Touré. Rui Silva, muito seguro, respondeu outra vez a grande nível entre os postes.
O jogo no Estádio Cidade de Barcelos ficou incerto e, por isso, cada vez mais perigoso, especialmente a cada bola gilista colocada - uma constante - na área verde e branca.
E tudo ficou mais complicado à entrada para os derradeiros dez minutos, quando o Sporting CP ficou reduzido a dez jogadores por expulsão de Gonçalo Inácio – o árbitro entendeu que o central, como último homem, agarrou Varela à margem das leis e mostrou o vermelho directo. Rui Borges, que tinha lançado instantes antes Hidemasa Morita e Alisson Santos, teve de voltar a rearranjar a equipa e lançou Rômulo Jr, central recrutado à equipa B, em estreia absoluta na equipa principal.
Na cobrança do livre, com a bola a sofrer um desvio, ainda se cantou golo, embora esta tenha saído ligeiramente sobre a barra, mas a ameaça crescente acabou por confirmar-se aos 87 minutos. Depois de inúmeros cruzamentos tentados, o Gil Vicente FC foi feliz através dessa mesma fórmula, com Carlos Eduardo a fazer o empate de cabeça.
E os danos, logo a seguir, ainda podiam ter sido maiores, não fosse Rui Silva a agigantar-se para uma ‘mancha’ decisiva perante Joelson Fernandes, extremo ex-Sporting CP. Por sua vez, os Bicampeões Nacionais, apesar de tudo, ainda foram em busca de ripostar para vencer e tiveram a derradeira oportunidade num perigoso cabeceamento de Hjulmand na sequência de um canto, mas sem efeito e o deslize a fechar a primeira volta confirmou-se.
Agora, a próxima paragem dos Leões é Leiria para disputar a final-four da Taça da Liga. O Sporting CP enfrenta o Vitória SC na meia-final, agendada para a próxima terça-feira (20h00), dia 6 de Janeiro.
Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Alisson Santos, 78’), Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, 78’), Maxi Araújo, Francisco Trincão, Fotis Ioannidis (Rômulo Jr, 84’), Luis Suárez
365 dias de Rui Borges no comando abordados em entrevista à Sporting TV
Foi apresentado como novo treinador da equipa principal de futebol do Sporting CP a 26 de Dezembro de 2024 e 56 jogos depois, com um título de Campeão Nacional e ainda uma Taça de Portugal conquistadas, Rui Borges já completou um ano no comando.
Nesta nova passagem de ano, o técnico transmontano falou em entrevista à Sporting TV, no balneário dos Leões no Estádio José Alvalade, para recuperar de forma detalhada os momentos mais marcantes de um 2025 inesquecível, mas também para dar conta do que continua a ser construído e ambicionado com o plantel Bicampeão Nacional que lidera.
Os últimos 12 meses resumidos numa palavra
"Felicidade, como é lógico. Foi um ano de alegria, trabalho e, acima de tudo, muita felicidade. Primeiro, porque faço o que mais amo num grande clube e, depois, por tudo o que foi a época e o ano em si. Só me preza dizer felicidade."
Esperava chegar tão cedo ao sucesso que alcançou?
"Nós, equipa técnica, acreditávamos muito, desde o primeiro dia, que um dia íamos conseguir concretizar o sonho de chegar a um grande clube e lutar por títulos. Talvez não acreditássemos que acontecesse tão rápido e tem sido tudo muito rápido nos últimos anos. Os passos em frente têm sido muito repentinos, mas são fruto do trabalho e da competência. Deixa-nos felizes e cada vez mais cientes de que o nosso trabalho é bem feito para lutar por mais sonhos e objectivos. O tempo passa rápido e quanto maior é a exigência do desafio faz com que o pouco tempo que passa pareça muito, porque a intensidade com que se vive o dia-a-dia é enorme."
Em 2025 desfrutou mais do Natal em família?
"Foi um Natal diferente, na época passada. Especial, feliz e vivido de forma muito diferente, porque não consegui saborear a única data de que gosto mesmo. É quando estou com toda a minha família. Nem eu, nem eles, conseguimos desfrutar da melhor maneira, apesar de estarem muito felizes por tudo o que estava a acontecer, mas foi um Natal diferente. Este ano já foi normal, mas também muito introspectivo, sentimental e de nostalgia por relembrar o ano que passou, ser treinador do Sporting CP e Campeão Nacional... O sentimento veio à 'flor' da pele, não posso mentir."
Um ano depois, "quando faltar inspiração que não falte atitude" continua a ser o desígnio mais importante deste balneário?
"Será sempre, não só do balneário como também da equipa técnica. Sou de uma região de muito trabalho, de acreditar muito nele e, por isso, a atitude tem de lá estar sempre, jamais pode faltar. Tem muito que ver com as minhas origens e com a minha personalidade e carácter. Acredito que quando se olha para o grupo sente-se isso: a atitude está lá. A equipa tem noção de que, tendo ganho bastante, cada vez vai ser mais difícil e, por isso, temos de dar sempre um upgrade na nossa qualidade e na nossa atitude. Temos de continuar à procura de ser cada vez melhores."
A estreia com vitória no dérbi (1-0 SL Benfica) e a capacidade para transformar um início complicado num ponto de partida para um grande resto de temporada
"Tem muito que ver com a minha mentalidade positiva. Lembro-me muito bem de estar com o presidente antes de assinar e eu dizia que [o dérbi] era o melhor jogo para eu entrar. De fora, podiam dizer que ia entrar um treinador novo, com dois dias para preparar um jogo grande, diziam que o Sporting CP não estava bem psicologicamente, mas a minha única vontade era estar aqui para ser mais um a ajudar o grupo. Foi nisso que nos focamos: em ajudar com a nossa personalidade e a nossa forma positiva de ser e de estar no dia-a-dia, e em pouco tempo transmitir [aos jogadores] que eram os melhores, porque eram os Campeões e, independentemente do adversário, que conseguiriam unir-se e fazer um grande jogo. A minha perspectiva era desfrutar do jogo, por estar no Sporting CP e por concretizar um sonho, independentemente do adversário. Era um jogo grande, claro, tem um peso maior, mas para mim era só desfrutar do alcançar de um objectivo."
A capacidade de adaptação táctica demonstrada em 2024/2025
"A época passada foi muito particular. Eu acreditava que o segundo treinador [da época], neste caso o João [Pereira], ia ter mais problemas se quisesse mudar as dinâmicas de há algum tempo. Nós, a seguir, acreditávamos que os jogadores iam estar mais receptivos, porque como estavam num momento menos positivo queriam mudar, e foram bastante receptivos. Nos primeiros jogos estivemos mais dentro da ideia da nossa equipa técnica, mas depois, com o desenrolar da época, as lesões e os contratempos que fomos tendo, entre todos - e alguns jogadores falaram disso no fim da época - houve muito falar, comunicar e entender. Sou muito disso, gosto de entender toda a gente, porque só assim conseguimos ter sucesso. Toda a gente é importante. Face a tudo o que aconteceu, a melhor forma foi tentar ir um pouco ao conforto, visto que já tínhamos alguma confiança dos jogadores, e estavam a ganhá-la com os resultados e, aqui ou ali, com mais qualidade nos jogos. Tentámos voltar um pouco ao que faziam, devido também às ausências, e mantê-los confiantes. Houve um bocado desses dois 'mundos', mas desde o primeiro dia que a receptividade do grupo foi fantástica e isso notou-se no fim da época."
O Sporting CP, hoje em dia, interpreta na perfeição a sua forma de ver o futebol?
"Sim, claramente que sim. É uma equipa que está à nossa imagem. Também é uma equipa que nos ajudou, enquanto treinadores, a procurar e entender como poderíamos ser melhores a treinar uma equipa grande, porque é diferente. Agora, os princípios da ideia estão nesta equipa, claramente. Fico feliz por ver a equipa cada vez mais dentro do que queremos e desejamos, mas temos sempre essa parte comunicativa. O futebol é isso cada vez mais, porque nós não somos ninguém sem os jogadores. Vamos buscar algumas particularidades individuais, colectivas, onde se sintam mais confortáveis e isso dá uma mobilidade e variabilidade à equipa que a torna melhor, mais capaz e isso tem sido demonstrado nos jogos que temos feito."
A alteração de peso na frente de ataque: a saída de Viktor Gyökeres e as entradas de Luis Suárez e Fotis Ioannidis
"O Viktor é um 'monstro' na sua posição e foi alguém que marcou uma época no Sporting CP e no campeonato português, claramente. Pelas suas particularidades individuais, decidia um jogo a qualquer momento. O Luis e o Ioannidis também o conseguem, mas o Viktor é muito específico e, a nível individual, tinha muita força na equipa e no campeonato. Agora, as características do Fotis e do Suárez, talvez estejam mais dentro daquilo que perspectivávamos para esta nova época, em termos de dinâmicas de equipa, mas com o Viktor também poderíamos ter isso. Era um jogador com um carácter muito bom, olhava para o grupo e treinava muito bem, tal como o Fotis e o Luis. Esta época, mais do que dar preponderância a um jogador apenas, dá-se preponderância a mais jogadores: o 'Pote' e o Trincão estão a fazer uma grande época, o Maxi também, bem como o Suárez e o Hjulmand, enquanto o Fotis está a aparecer. Acho que se têm valorizado mais individualidades pelo colectivo e isso deixa-me feliz."
Como se consegue a capacidade goleadora actual?
"Com a 'fome' que eles mostram todos os dias em querer ser melhores. Eles sabem que para voltarmos a ganhar será ainda mais difícil do que nas últimas duas épocas. Estamos sempre à procura de ser melhores, isso é notório no dia-a-dia, mas nos jogos também. É uma equipa que não se cansa de ganhar, que respeita os adversários e só por isso é que conseguimos ser o melhor ataque [da Liga]. Claro que não vamos estar sempre bem e ter a mesma regularidade durante 90 minutos, mas numa grande parte, sim. A seriedade está lá e a noção da dificuldade, sobretudo, está lá também e há uma ambição enorme de continuar a ganhar. Acho que para isso passa muito a nossa comunicação e liderança, mas sou um treinador feliz porque tenho um grande grupo de trabalho"
"Se não ganhámos esta Taça [da Liga], é porque está guardado algo melhor para nós". Lembrou-se dessa declaração quando festejou o Bicampeonato e a Taça de Portugal?
"Lembrei-me, porque foi algo dito com muita sinceridade e sentimento. Sou muito positivo. Tenho uma pessoa muito especial no meu avô, que já não está entre nós e com quem falo todos os dias, e esse foi um sentimento que parecia que ele me estava a dizer. Disse-o com um sorriso porque acreditava muito que íamos ser Campeões Nacionais, era o nosso objectivo e não ia haver nada, nem ninguém, que me ia fazer duvidar. Foi algo sentido e lembrado claramente quando vencemos."
Sentir o ambiente de um jogo no Estádio José Alvalade
"É maravilhoso, e ainda hoje tenho o mesmo sentimento. Se estiverem atentos, quando começam os jogos, olho em redor do estádio, porque mexe comigo. Sou muito sentimental e ver o nosso estádio cheio a cantar a nossa música é muito especial. Não há forma de o explicar."
Ouvir o hino da UEFA Champions League no banco de suplentes
"São momentos que vão ficar para sempre. Eu nasci para o futebol. O meu pai jogava e eu não tive outro brinquedo que não a bola, porque era o que me deixava feliz. Cresci a ver o meu pai jogar, a querer ser como ele, chegar a profissional, entrar no campeonato português e nas competições europeias, a selecção... Os sonhos de qualquer miúdo. Não consegui ser um grande jogador, mas é o desporto que amo. Um dos sonhos era poder estar na Liga dos Campeões, não pude como jogador e tive a oportunidade como treinador. É extraordinário alcançar mais um sonho de toda uma vida."
Levantar o troféu de Campeão Nacional
"Foi um sentimento de orgulho e o meu maior troféu é o orgulho dos meus, e assim vai ser sempre. Levantar o título fez-me acreditar que os meus estavam orgulhosos, felizes, por isso foi um orgulho."
Os festejos do título no Marquês de Pombal
"Indescritível. Acho que já disse isso várias vezes. Toda a gente devia passar pelo menos uma vez nessa festa. É algo único e que nem conseguimos ter a verdadeira noção do que se sente ao longo do caminho até ao Marquês ao ver pela televisão. No Marquês também, o mundo verde à nossa frente, o som em si, as músicas do Sporting CP... É único mesmo."
Disputar e ganhar uma final da Taça de Portugal no Jamor
"Para mim tem um sentimento muito próprio. Como não fui um grande jogador, cheguei à II Liga, mas como joguei em escalões inferiores, o sonho era jogar contra uma equipa grande, a Taça de Portugal. Esse sentimento foi, se calhar, o que esteve lá mais tempo e a cada época que passava, porque era a única forma de enfrentar os melhores e pisar os grandes palcos. O sonho da Taça sempre foi alimentado, por isso foi muito especial. Era claramente um sonho estar no Jamor e desfrutar da final. Tem muito que ver com o meu passado e de olhar para a Taça como algo único. Único no sentido da palavra, mas espero estar presente mais vezes (risos)."
Qual o discurso no balneário mais especial ao longo destes 56 jogos?
"Lembro-me de um ou outro. Ainda na Taça de Portugal, lembro-me do jogo com o Gil Vicente FC, em Barcelos, em que fizemos uma primeira parte horrível, provavelmente a pior que fizemos. Fui um bocadinho mais agressivo no sentido de espevitar a malta e, felizmente, conseguimos ultrapassar o Gil. Foi um dos que mais me marcou. Talvez, também, o do jogo na Luz e outro com o Gil, em casa, para o Campeonato, na antepenúltima jornada. Conseguimos o golo da vitória nos descontos e foi um discurso muito intenso da minha parte, e muito sincero, porque acreditava mesmo que aquele era o jogo do título. Não perguntem o porquê, mas sabia que ia ser difícil e disse à equipa que se ganhássemos íamos ser Campeões. Tinha esse sentimento e acreditava que íamos à Luz, pelo menos, fazer um resultado possível."
Continua a sentir que se deixasse de imediato de ser treinador de futebol, seria a pessoa mais feliz do mundo devido ao que já viveu e conquistou?
"Claramente que sim. Sou muito feliz por ter esta oportunidade e agradeço todos os dias pelo que a vida me tem proporcionado nestes 44 anos. Esta vida proporciona-nos muitas coisas, a mim e à minha família, porque tivemos a capacidade de conseguir acrescentar algo à História do Sporting CP e ser Campeão Nacional. Faço o que amo e conseguir, a nível nacional, alcançar os troféus maiores deixa-me muito feliz e concretizado. Se deixasse de ser treinador, olhava para os jogos de forma feliz."
Está convicto de que vai ser feliz no final desta época?
"Muito! Até porque o grupo transparece e demonstra isso. O objectivo tem estar lá, porque se não falássemos [do Tricampeonato] era sinal de que não estávamos tão ligados. Isso mostra a forma como estamos todos ligados num objectivo. Nós queremos muito e isso é claro. Queremos muito ficar na História do Sporting CP de forma ainda mais vincada."
Gestão do plantel em função das várias frentes em disputa
"Temos conseguido. Sou um treinador que acredita sempre em todos, mas eles também têm de dar resposta e têm-na dado. Todos têm tido oportunidades, têm correspondido muito bem e isso demonstra a força deste grupo, a amizade e a entreajuda que existe. É algo especial e diferente, sinto-o sempre na Academia, com todas as pessoas envolvidas no nosso dia-a-dia. Ninguém se acha melhor e todos sabem e sentem que são importantes, acreditam uns nos outros e revêem qualidades uns nos outros. Essa é a melhor forma de um grupo ser vencedor e por isso é que temos ganho tanto, e queremos continua a ganhar muito."
Sobre as contrariedades que têm assolado o grupo
"Olho para os contratempos de forma positiva. É a oportunidade de mudar algo, de dar oportunidades a outros, de acrescentar algo ao grupo, até para o futuro, e de o tornar mais forte. Enquanto líder, compete-me fazer acreditar que todos são importantes e que têm muita qualidade, por isso é que estão no Sporting CP e são Bicampeões."
E ter essa resposta da equipa, apesar das mudanças, é o sonho de qualquer treinador?
"Sim. É o melhor que pode acontecer: olhar e ver a equipa toda ligada e capaz. Mesmo quando falta alguém, para lá do que são a nível individual, acho que ainda dão mais um bocado para estar ao nível do colega que não está presente e jogam também por ele um pouco. Sente-se isso. É um grupo muito próprio."
A proximidade entre equipa técnica e jogadores
"Acho que, se calhar, é o meu maior atributo ou o que me trouxe para o Sporting CP, até tão rápido. E volto a dizer que ninguém consegue nada sozinho. Claro que o treinador pode ajudar os jogadores a acreditarem, a serem melhores técnica e tácticamente, mas o treinador precisa, primeiro, dos jogadores. Ponto. Para mim, isso é claro desde que comecei. Acredito muito em ouvir e não abdico do respeito. Eles sabem e brincam muito comigo, e eu com eles, mas o respeito está lá. Depois, quando a exigência é cem por cento séria, eles sabem que o respeito está lá. Sou muito de falar, ouvir, compreender, porque embora tenha de olhar para eles de forma igual, cada um tem a sua personalidade, um gosta de falar mais individualmente, outro gosta que lhe fale alto, um gosta que lhe dê um abraço, mas outro se calhar não tem tanto essa proximidade. Vamos conhecendo e adaptando para puxá-los ao máximo para o nosso lado, com sinceridade e sendo honesto. Estão ser humanos daquele lado e temos de compreendê-los. Quando comecei como treinador, tive a oportunidade de começar como adjunto e até em competições profissionais e não quis, porque achava que tinha personalidade para ser treinador principal. Cada um tem as suas particularidades."
O que é para si treinar bem?
"Tenho de perceber que a atitude diária está lá. O foco, a concentração, a exigência e, depois, o jogo também demonstra isso. Treinar bem, neste patamar, tem muito que ver com a concentração e ouvir o que é pedido para o jogo, porque não treinamos tanto. Quando é possível ter treinos mais dinâmicos e intensos, o grupo é excepcional. Todos querem jogar muito, todos demonstram ambição e vontade de ajudar."
Equilibrar a vida pessoal com o cargo de treinador do Sporting CP
"Tento muito ser equilibrado e ter tempo para mim, para respirar e para estar com a minha família, que infelizmente está longe. O meu filho joga e estuda, está longe, tenho a minha mulher perto, mas os meus pais e irmãs estão longe. Tento ser equilibrado no dia-a-dia. O treinador Rui Borges, entre as 7h00 e as 7h15, entra na Academia para treinar às 10h30. Tomo o pequeno-almoço lá e almoço lá. Depois, por norma, fico na Academia até às 16h30 ou 17h00 a falar com a equipa técnica. Também temos momentos divertidos e sou feliz porque tenho uma equipa técnica que me conhece muito bem e trabalha comigo há muito tempo, e estão bem cientes do trabalho de cada um. A competência não é minha, é de toda a equipa técnica. Há dias em que também vou almoçar a casa, mas tento equilibrar esses dois mundos, porque temos vida para lá do futebol e a família, para mim, é muito importante. Sou muito apegado aos meus pais, às minhas irmãs, ao meu filho e à minha mulher. Tento ser equilibrado até para aliviar o stress do dia-a-dia e da exigência de estar no futebol e no Sporting CP."
A forte ligação ao avô
"Deixa-me sentimental. Acredito que sim, que está orgulhoso. É uma pessoa muito especial e eu falo todos os dias com os meus avós, mesmo não os tendo presencialmente, infelizmente. O meu avô mostrou-me o que é dar valor às coisas. Não era de grandes posses e talvez por isso eu sou tão autêntico. Acredito que saio muito a ele. Pela sua forma de ser e de estar demonstrou-me o valor de pequenas coisas e não há nada que apague isso. Sou como sou também por isso. Antigamente as pessoas eram frias, mas comigo foi sempre um pouco diferente. Eu adoro romã, como todos os dias na Academia e ele, com um simples saco de romãs, demonstrava-me amor e carinho. Hoje tem esse significado para mim e lembro-me sempre dele. Quando somos mais velhos, cada vez temos mais a noção de que dizemos poucas vezes que amamos os nossos, e eu gostava de ter dito mais vezes ao meu avô que o amava. Nunca o disse muitas vezes, mas acredito que o demonstrei muito. Será sempre a minha pessoa especial. Ele era sapateiro, à antiga, e eu percebia o que era trabalhar a sério. Lembro-me bem do trabalho que ele tinha para fazer aquilo e, se calhar, para ganhar 500 escudos. O meu ser tem muito que ver com o meu avô."
O relógio que o acompanha sempre e o orgulho nas suas raízes transmontanas
"São pequenas coisas que me lembram de onde vim e de onde sou. A malta pega muito no 'Rui de Mirandela' e eu não faço questão de dizer muito isso, só quando cheguei, mas tenho muito orgulho de onde sou. A coisa boa é estar sempre ciente de onde venho e do que me custou chegar aqui. Custou-me, acreditei e trabalhei muito. Agora, é reconfortante entrar na minha cidade e ver o sentimento geral, independentemente das cores clubísticas, de que todos querem que o Sporting CP ganhe. Isso deixa-me feliz, porque é o reconhecimento dos meus, da minha terra e que de alguma forma estou a dignificar. Pela negativa, a única coisa que não gosto é quando vão muito para a parte pessoal e tento relativizar. Sempre me ensinaram que a melhor forma de responder é com silêncio e trabalho, e isso tem falado por mim e pela minha equipa técnica."
Novo 'mote' para 2026?
"É difícil (risos). São coisas que saem no momento, não é algo pensado. Acredito que sou muito verdadeiro e transparente naquilo que digo e faço, porque é aquilo que me vem ao pensamento. Foram frases sentidas e muito particulares. Que nunca falte a atitude competitiva, porque o jogo está mais dinâmico e exigente, mas também porque é algo que nos identifica. Queremos muito jogar bem, demonstrar que somos bons e o grupo está de parabéns nesse sentido. Que 2026 seja, nesse sentido, mais um ano de muito trabalho, de muita exigência e muita atitude."
Sporting CP abre o novo ano frente ao Gil Vicente FC (sexta-feira, 18h45)
2026 arranca com os Leões de novo em acção. A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se a Barcelos, esta sexta-feira (18h45), para enfrentar o Gil Vicente FC no jogo que inaugura a jornada 17 da Liga.
Na véspera deste primeiro encontro no novo ano e o último da primeira volta, Rui Borges, treinador dos Bicampeões Nacionais, lançou a partida em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.
Desejos para 2026
“Pedi saúde para mim e par aos meus, é a única coisa que peço sempre. O resto, a felicidade está nas pequenas coisas. Se tivermos os nossos do nosso lado e bem, está tudo bem. Quanto a Maio, isso é trabalho e, com saúde, vamos fazer tudo por isso.”
Adversário e sua abordagem em perspectiva
“É uma equipa que está a fazer um campeonato extraordinário, bateu o recorde pontual do clube e é muito organizada em todos os momentos do jogo. Tem dinâmicas relativamente identificáveis, mas que é muito intensa, principalmente em casa. Vai variando em termos de pressão, umas vezes mais alto e noutros com um bloco médio à espera do momento certo para pressionar, por isso acreditamos que vai variar um pouco o jogo por aí. Acredito que vá manter um bloco médio e com bola é objectiva e com jogadores fortes em 1v1. Tem avançados com características muito boas, médios dinâmicos e uma linha defensiva também forte fisicamente, por isso é uma equipa equilibrada e um jogo difícil. Temos de olhar para o que somos e o que conseguiremos fazer para ultrapassar um bom Gil Vicente FC.”
Possível saída de Pablo, o goleador do Gil Vicente FC, é uma boa notícia ou traz mais imprevisibilidade ao jogo?
“Para nós, equipa técnica, não muda nada. O Pablo voltou agora e tem jogado o Varela, portanto pode ser ele a jogar. São jogadores diferentes, mas com as suas qualidades. É uma equipa que sabe muito bem o que tem de fazer e nós estamos mais focados no seu colectivo. Teremos de estar super focados.”
Ponto de situação do boletim clínico
“O Salvador Blopa está de fora também, por lesão.”
Há a necessidade de ir ao mercado?
“Não, a minha necessidade é recuperar os que não podem dar o contributo e os da CAN. Se tiver toda a gente disponível, fico contente com o que tenho. Assim, temos mais soluções e recursos para o nosso jogo. (…) Se acrescentarmos alguém será sempre numa perspectiva de futuro e não pelas ausências de agora. Estou focado em que o plantel esteja todo motivado, que todos são importantes, todos vão ter oportunidades e têm de corresponder, e é o que tem acontecido.”
Três desejos a nível desportivo?
“Muito sinceramente, não sei responder a isso. Para já é continuar no Sporting CP, porque estou muito feliz aqui, o resto é trabalho. Queremos ficar na História do Sporting CP e lutar por tudo em que estamos inseridos. Sabemos que não vamos ganhar sempre, mas não é por isso que vamos deixar de ser uma grande equipa. O meu desejo é saúde para fazer o que mais gosto onde estou.”
Comparação entre Viktor Gyökeres e Luis Suárez
“São diferentes e dão coisas diferentes à equipa. O Viktor marcou a História do Sporting CP e do futebol português, e acredito que o Luis também vai marcar o seu trajecto no Clube e no nosso campeonato. Sou um sortudo por poder trabalhar com ambos e também com o Fotis. O Luis e o Fotis dão muitas coisas ao colectivo e às dinâmicas que queríamos e que têm mais que ver com a nossa equipa técnica.”
Qual a melhor equipa a jogar em Portugal?
“Para mim, a melhor é sempre a minha, os meus são sempre os melhores, nem que estivesse em 15.º ou 16.º. Em termos pontuais, a melhor equipa actualmente é o FC Porto, porque vai em primeiro [lugar]. Nunca tiro mérito a quem vai na frente e há que respeitar isso, mas eu olho sempre para a minha equipa como a melhor.”
Cuidados pedidos aos jogadores para a Passagem de Ano devido à intensa sequência de jogos que se aproxima
“Não pedi qualquer cuidado. Eles sabem da responsabilidade que têm, são jogadores profissionais e sabem o que podem ou não fazer. Sabem que amanhã temos um jogo importante para o nosso caminho e que vem aí um mês exigente a jogar de três em três dias. Será um mês e meio exigente em termos de jogos, com algumas baixas.”
Fazer uma inédita ‘dobradinha’ consecutiva é objectivo?
“O Sporting CP quer ganhar todos os troféus e disputar as finais. Depois, no fim, tudo será consequência do nosso trabalho e capacidade. Não estou focado em fazer duas ‘dobradinhas’, quero ganhar e ganhar o próximo jogo. Vai ser um jogo difícil e acredito que os nossos adeptos serão muito importantes.”
SL Benfica ainda na corrida ao título?
“Acho que é candidato. Na época passada, não tivemos dez, mas oito pontos para o segundo classificado e recuperaram. Falta muito jogo, há diferentes momentos da equipa e ainda falta muito ponto por disputar. No futebol já vi acontecer muita coisa. A margem de erro é menor, o FC Porto está a fazer uma grande primeira volta e nós temos de fazer a nossa parte e esperar pelo desenrolar da época.”
A fechar o ano, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal já tem os olhos postos no primeiro objectivo de 2026. Os Leões de Rui Borges regressaram esta manhã à Academia Cristiano Ronaldo para dar início à preparação da visita ao Gil Vicente FC, agendada para o próximo dia 2 de Janeiro, às 18h45, no Estádio Cidade de Barcelos.
O trabalho prossegue amanhã, com novo treino em Alcochete, seguido da habitual conferência de imprensa de antevisão à partida, marcada para as 12h45.
O Sporting Clube de Portugal informa que já não existem bilhetes disponíveis para o jogo da equipa principal de futebol em casa do Gil Vicente FC.
Os ingressos esgotaram pouco tempo depois de serem colocados à venda, com os Sportinguistas a mostrar assim que darão apoio máximo aos Leões em Barcelos.
A partida está agendada para sexta-feira, 2 de Janeiro, às 18h45, no Estádio Cidade de Barcelos.
Após o último encontro de 2025, que terminou com uma goleada frente ao Rio Ave FC, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal treinou esta segunda-feira na Academia Cristiano Ronaldo.
Como habitual, os jogadores mais utilizados na recepção aos vilacondenses cumpriram o necessário trabalho de recuperação, enquanto os restantes elementos do plantel treinaram normalmente no relvado, sob o olhar atento de Rui Borges.
Os Bicampeões Nacionais gozam agora de um dia de folga e regressam a Alcochete na manhã de quarta-feira, para mais uma sessão à porta fechada, já com as atenções centradas na deslocação a Barcelos. O duelo com o Gil Vicente FC está agendado para dia 2 de Janeiro de 2026, às 20h45.
Técnico em conferência de imprensa após o último jogo do ano
Após o apito final, Rui Borges, treinador dos Leões, analisou a vitória clara sobre o Rio Ave FC (4-0), em conferência de imprensa, no Estádio José Alvalade.
A produção ofensiva da equipa
“Espero que os motive a ser cada vez melhores, sem ficar contentes com o que temos conseguido no processo ofensivo. Acima de tudo, manter esta ambição de ser sempre melhores. Valorizo, também, que foi mais um jogo sem sofrer golos. Que 2026 seja melhor ainda do que 2025, que foi um ano fantástico.”
Futebol exibido pelos Leões merecia melhor classificação?
“Merecer é subjectivo. O melhor é o FC Porto porque vai em primeiro, jamais se lhe pode tirar esse mérito. Agradeço as palavras do treinador do Rio Ave FC [considerou que o Sporting CP joga o melhor futebol em Portugal], é sinal de respeito e de reconhecimento da nossa qualidade. Mas claro que nem sempre vamos estar tão bem. Hoje tivemos uma primeira parte mais ‘adormecida’ e uma segunda mais ao nosso nível. Faz parte e é natural, porque do outro lado está outra equipa com as suas qualidades.”
Experiência retirada da época passada para lidar com várias ausências
“Sempre fui assim, não me lamento e agradeço todos os dias por poder estar aqui a fazer o que mais amo. Olho para o meu dia-a-dia de forma muito positiva. No ano passado tivemos dez [ausências em simultâneo], agora oito. O Fotis e o Maxi jogaram doentes, não treinaram, o Edu acordou com sintomas, na primeira parte sentiu-o, mas depois fez uma segunda parte de selecção nacional. Confio e acredito em todos. Este ano é uma nova época, um plantel diferente e dentro das nossas ideias arranjamos soluções, e eles dão resposta.”
A exibição de Luis Suárez
“Tem feito um grande início de época, e não tem que ver só com o hat-trick de hoje. Desde o início é evidente a ligação que tem com a equipa. Está a cumprir as expectativas de quando o contratamos. Não tenho dúvidas de que vai marcar a era dele. Tem percebido o que tem de fazer para ajudar a equipa e, depois, a equipa ajuda-o a ele.”
A resposta de Maxi Araújo a jogar mais subido no terreno
“Tem dado resposta, não só neste jogo. Acho que leva quatro golos e uma assistência. Na selecção joga a extremo, de forma diferente, mas joga. Adaptou-se muito bem à dinâmica da equipa e dá-nos coisas fantásticas, por isso é que tem golos. Dá um ataque à profundidade, por exemplo, que o ‘Pote’ não dá tantas vezes. (…) É um jogador com um compromisso e energia fora do normal e personifica os valores Sporting CP, tanto em qualidade como em atitude. Não me surpreende nada.”
Corrida a dois na Liga após o empate do SL Benfica em Braga?
“Eu quero ser primeiro, não quero ser terceiro, por isso olho para o primeiro e sei que, agora, levo dois pontos [de atraso] e temos de fazer a nossa parte para lá chegar. Não olho para o terceiro classificado, olho para o primeiro. A segunda volta tem muitos jogos, ainda vai correr muita água, mas temos de fazer a nossa parte.”
Eduardo Quaresma deve ir ao Mundial?
“O seleccionador é que tem de decidir, mas claramente que pelo que tem feito é claramente jogador de selecção nacional. Tem aproveitado a ausência do Diomande e do Zeno [Debast], soube esperar, mas acreditamos muito nele e tem feito belíssimos jogos. Feliz por ele e que continue assim. Tem crescido muito, mesmo no seu dia-a-dia, está mais maduro e rigoroso.”
Mês de Janeiro recheado de jogos é decisivo?
“É o calendário. Janeiro ainda vai ser mais bravo do que Dezembro. Vamos disputar a Taça da Liga e os jogadores querem disputar uma final outra vez. Eles querem é jogar, para mim é mais difícil, porque não conseguimos descansar alguns tanto como gostaríamos, mas temos de lidar com isso. Olho para um jogo de cada vez, mas acho que o mês de Janeiro não vai ditar nada no desfecho do Campeonato. Há muito jogo ainda para correr.”
Sporting CP tornou-se a equipa que mais vezes orientou em termos de jogos (56)
“É sempre especial. Estou num grande clube, onde fui Campeão Nacional, ganhei a Taça de Portugal e onde sou muito feliz. E que faça muitos mais, sinto-me feliz.”
A aposta nos jovens da formação
“Todos estão preparados para dar resposta. O Flávio dá-nos coisas muito próprias, o Blopa também, e são jogadores que têm estado mais connosco face às ausências, mas há muitos mais na equipa B que podem ser chamados. A equipa B está a fazer um belíssimo campeonato e têm de manter-se humildes para ter mais oportunidades. Acreditamos que no futuro serão importantes no Sporting CP.”