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Andebol

Foto João Pedro Morais

Mohamed Ali: "Foi a minha melhor época, mas sei que tenho mais para dar"

Por Sporting CP
10 Jun, 2026

Da carreira europeia feita a pulso até à felicidade encontrada de Leão ao peito

Depois do balanço feito sobre a histórica temporada 2025/2026 na primeira parte da entrevista, na segunda o foco esteve mais no plano pessoal, em Mohamed Ali, na sua carreira e no passo em frente, em termos de protagonismo, dado nesta sua segunda época de Leão ao peito.

Quis sair do Egipto, já consagrado, rumo à Europa para “saber se era verdadeiramente bom ou não” e passou por França e Espanha até chegar ao Sporting CP em 2024. “Estou onde quero”, afirmou o guardião, encantado com o plantel que integra e com o Clube ao qual até já tinha uma ligação mais antiga e peculiar, graças ao futebol… e a Nani.

Entre exibições ‘faraónicas’ nas balizas, Ali já passou a centena de jogos de verde e branco, mas promete “mais e mais” aos Sportinguistas.

Já está no Clube há praticamente dois anos. Os Sportinguistas ainda o surpreendem? Por exemplo, como foi voltar a festejar um título de Campeão em casa?
Estão sempre connosco. Nesse jogo até fizeram aqueles retratos dos jogadores e isso para nós é ‘uau’! Isso diz-nos que esta gente não brinca (risos). Fazem essas coisas por nós, para que sintamos que estão sempre ao nosso lado. Espero que continue assim e acredito nisso. Sabemos que podemos esperar sempre algo novo. Já fizeram uma música para o Salvador e esse tipo de coisas nós, jogadores, sentimo-las e gostamos, claro.

Nos seus primeiros dias de Leão ao peito, alguma vez imaginou que ia viver tudo isto?
Quando entrei no Pavilhão João Rocha, em especial no primeiro jogo da Champions [2024/2025], contra o SPR Wisła Płock, vi todos os adeptos e só pensava: uau! Fiz bem as coisas para chegar aqui, jogar andebol, que é aquilo que eu mais gosto, num ambiente como este, no clube que queria e com estes jogadores e equipa técnica e staff. Lembro-me que foi um momento emocionante.

"Fiz bem as coisas para chegar aqui"
 

E fez um caminho muito longo até chegar aqui, certo?
No Egipto estava a ganhar tudo, jogava na selecção e, por isso, lá toda a gente me perguntava porque é que queria sair [em 2021]. Eu queria saber se era verdadeiramente bom ou não, se sou capaz de chegar a este nível [actual] ou não. E foi difícil encontrar clube na Europa, tinha 28 anos, não era um jovem. Então, fui para a II Divisão de França [Angers SCO], assumi o risco e fui um dos melhores guarda-redes do campeonato, mas até Julho não tinha equipa.
Com alguma sorte, o adjunto da minha selecção foi treinar uma equipa espanhola, do principal escalão, o CDE Sinfín, e disse-me: “Ali, quero levar-te, mas sabes que não há muito dinheiro”. Mas eu não vim para a Europa para ganhar dinheiro, senão podia ter ficado no meu país. Fui e cheguei a estar nomeado para melhor guarda-redes da liga junto ao Pérez de Vargas! Nessa altura, ele era o melhor do mundo, por isso para mim foi incrível.
Depois [em 2023/2024], fui para o CB Ciudad de Logroño, uma equipa já de zona alta da tabela, e começámos por jogar a Supertaça Ibérica. Eu joguei contra o FC Porto [na meia-final], acho que joguei bem, e o meu colega jogou contra o Sporting CP [no jogo de terceiro e quarto lugar]. Uns meses depois, o meu agente disse que podia haver algo interessante com o Sporting CP e eu só disse: assino. Disse-lhe para tratar do contrato porque para mim não havia problemas. Eu queria muito jogar aqui e isso chega. Quando vim aqui assinar, fiz a visita ao Museu e ao Estádio e senti-me realmente feliz. Realizado, até. Estou onde quero, pensei. 

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Nessa altura, o que o fazia ver com bons olhos para essa oportunidade de representar o Sporting CP?
No ano anterior [à vinda], já acompanhava os jogos do Sporting CP, porque era uma equipa que estava a crescer e a começar a ganhar. Toda a gente falava do Sporting CP como uma equipa a ter em atenção e que estava no bom caminho. Neste momento, somos uma das oito melhores equipas do mundo, e por dois anos seguidos já.
Além disso, o Sporting CP é um clube muito famoso no Egipto. Acho que aqui, em Portugal, não fazem ideia (risos). Na rua vejo sempre pessoas com a camisola do Cristiano Ronaldo no Sporting CP e também houve um jogador famoso do Zamalek SC, o Shikabala, que é uma estrela lá e jogou aqui. O Rami Rabia também, mas não jogou muito aqui. Eu, desde muito novo, comecei a gostar do Sporting CP pelo futebol, também, e pelo Nani.

Ganhou de tudo nestas duas épocas de verde e branco, mas ter o Nani na bancada a assistir a um jogo no Pavilhão João Rocha é uma das coisas que ainda lhe falta concretizar aqui?
Sim, isso sim! Ele, agora, voltou a jogar [no Cazaquistão]. Gostaria muito que ele viesse ver-nos ao Pavilhão, um dia. Gosto muito do Nani desde que sou pequeno e espero que possa vir a um jogo nosso. Quando corria pelo corredor, puxava para dentro e chutava... Adorava! A parte das cambalhotas é que nunca tentei (risos).

"Somos uma das oito melhores equipas do mundo"
 

Quando chega ao Sporting CP encontra uma equipa em afirmação, vinda de um primeiro ‘triplete’ em 2023/2024, mas muito jovem também. Neste momento, aliás, o Ali é o mais velho do plantel, tendo mais dez anos do que o capitão Salvador, por exemplo.
É o nosso capitão e eu gosto muito da sua mentalidade e das suas palavras antes dos jogos. Ele sabe o que está a fazer e não é fácil ser capitão, e é jovem ainda, mas já joga no Sporting CP desde muito novo. Eu já tive muitos capitães, mas ser capitão com 24 anos não é para todos. Se algum jogador está mais triste ou chateado, de mal humor, o Salvador está sempre lá. Isso é algo que eu gosto muito nele.
O Kiko e o Martim treinam como jogam. Têm uma mentalidade incrível. Treinam sempre no máximo. Não baixam a força, a intensidade e agressividade. 

E foi fácil entrar nessa nova realidade, quer no que toca à integração na equipa, quer à adaptação à ideia de jogo?
Acho que este ano já me mostrei mais adaptado que na primeira época. O primeiro ano é sempre mais difícil e eu estava habituado a equipas que defendiam de forma diferente. Agora, já sei como o Salvador ou o Edy vão defender. E acho que isso vai continuar a ser uma vantagem, porque os rivais devem fazer mais mudanças e nós já temos um sistema bem montado. Fisicamente também me senti melhor, treinei mais, até porque no ano passado tive lesões. Tive mais tempo para trabalhar com o [Ricardo] Candeias, que foi guarda-redes, e com o André [Kristensen].

"O Sporting CP é um clube muito famoso no Egipto"
 

E como é competir pelo lugar com o André Kristensen?
Temos muito boa relação. É, talvez, a primeira vez em que tenho um colega guarda-redes com tanta diferença de idade, quase dez anos. Tenho mais experiência e sinto que ele me ouve e tem confiança em mim.
Ambos queremos ganhar e jogar, falamos disso cara-a-cara, e quando tens essa concorrência saudável é a melhor coisa do mundo. Ambos sabemos que nenhum vai jogar a época inteira e é por tudo isso que gosto da minha relação com ele. A posição de guarda-redes é muito específica e sensível, porque só pode jogar um, mas tudo resulta quando a relação é boa e o treinador sabe fazer bem a gestão. 
O André é muito boa pessoa e espero que continuemos juntos, porque podemos continuar a dar força à equipa. Por exemplo, acho que fizemos grandes jogos nos 'quartos' da Champions. Quando uma equipa tem dois guarda-redes de nível A faz a diferença, porque se nalgum momento um não estiver bem sabemos que o outro vai aparecer.

Se tivesse de escolher uma característica do Kristensen que gostasse de ter, qual seria? E ao contrário, qual das suas lhe acrescentaria?
[Pára para pensar] Ele é muito rápido a reagir. Para mim, isso não é tão fácil, porque sou maior e, por isso, gosto de jogar mais com as distâncias. Mas isso faz parte da minha experiência. Ele só pode ganhar isso com tempo e a jogar.
Eu diria que lhe daria a minha energia na baliza. Por exemplo, dependendo da forma como festejas [uma defesa], a adrenalina sobe e isso pode ajudar-te a estar mais activo. Sei que os nórdicos são mais tranquilos, mas o Orri [Þorkelsson] não é frio, por exemplo (risos). Acho que o André, tecnicamente, é muito bom e a cada ano está muito melhor.

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Agora, já superou os 100 jogos (104) no Sporting CP e renovou contrato em Março. Entre os postes, sente que deu um claro passo em frente no que toca ao seu contributo para a equipa?
Esta foi a minha melhor época, mas sei que tenho mais para dar aqui. Acho que no próximo ano posso dar mais, porque estou mais estável e conheço tudo cada vez melhor. Por isso, só penso em voltar, aqui, bem fisicamente para a pré-época, trabalhar muito e dar algo mais à equipa.

O que ainda quer atingir de Leão ao peito?
Posso dizer a final-four, claro, porque todos queremos fazer algo diferente na Champions. Seria a maior coisa já feita no andebol do Sporting CP.

"Este ano já me mostrei mais adaptado do que na primeira época"
 

Fechada mais uma temporada histórica, que palavras deixa aos Sportinguistas?
Espero que estejam felizes pelo que fizemos esta época e que se mantenham ao nosso lado. No próximo ano queremos fazer mais e mais por eles, porque o merecem. 

Foto João Pedro Morais

"Já ganhámos tudo, mas sentimos que falta algo aqui dentro, ainda"

Por Sporting CP
10 Jun, 2026

Mohamed Ali abordou temporada histórica em entrevista

A equipa de andebol do Sporting CP não soma títulos, multiplica-os: 2025/2026 acabou com ‘tri-triplete’. Isto é o mesmo que dizer que pela terceira época seguida os Leões voltaram a vencer tudo (Supertaça, Campeonato e Taça) em Portugal e desta vez somando por vitórias todos os jogos. Mais, são já dez as conquistas consecutivas que têm rumado ao Museu Sporting, um feito inédito a nível nacional na modalidade, mas apesar de tudo isso os comandados de Ricardo Costa mantêm-se insaciáveis.

“Foi quase perfeita, porque toda a equipa queria jogar a final-four da EHF Champions League”, apontou o guarda-redes Mohamed Ali em entrevista ao site oficial do Clube para fazer o derradeiro balanço de mais uma temporada histórica. “Esteve ainda mais perto do que antes”, considerou, mas é sem arrependimentos que revisita a eliminação na Dinamarca.

Quanto à hegemonia consolidada em Portugal, o internacional egípcio de 34 anos não tem dúvidas de que “continuar a ganhar é sempre mais difícil”, e esta final da Taça de Portugal comprovou-o. Nesta primeira parte (de duas) da entrevista, Mohamed Ali debruça-se sobre os segredos do sucesso em 2025/2026, partindo da reviravolta conseguida no prolongamento sobre o SL Benfica até à exigência constante de Ricardo Costa, um “treinador que não deixa relaxar”, sem esquecer ainda a fantástica simbiose criada com os Sportinguistas no Pavilhão João Rocha.

A Taça de Portugal recém-conquistada completa mais um pleno de troféus e aumenta a hegemonia da equipa na modalidade. Tinham esses objectivos bem claros desde o início, era desta forma que 2025/2026 tinha de acabar?
Sabíamos que ganhando íamos fazer História em Portugal e isso é muito importante para nós e para o Clube. É onde esta equipa merece estar.

Além de mais um troféu - a quinta Taça de Portugal seguida - foi com um dérbi de muita emoção e incerteza que terminaram a época. Sentiram que foi realmente um grande último desafio a esta equipa?
Sim, foi um jogo difícil [39-41 a.p.]. Sabemos que temos mais pressão, porque quando ganhas e queres continuar a ganhar tens sempre essa pressão. Acho que isso, se calhar, foi um problema. Também já não jogávamos há algumas semanas, especialmente jogos decisivos, mas fizemos o mais importante e fomos capazes de conseguir mais um título. Mais um para o Sporting CP e para a nossa equipa.
Para mim, esta época foi incrível, mais difícil do que a anterior, até. Como disse, quando queres continuar a ganhar é sempre mais difícil, mas gosto muito da nossa equipa e da nossa atitude. Estamos sempre unidos. Estamos felizes pelo que fizemos esta época e felicito, também, os nossos adeptos, porque estão sempre connosco, seja onde for.

"Sabíamos que ganhando íamos fazer História em Portugal"
 

E a forma efusiva como todos os presentes em Alcobaça, dentro e fora de campo, festejaram a seguir ao som da buzina disse tudo sobre o significado e a dificuldade desta conquista, mesmo depois de tudo o que já alcançaram?
A emoção foi verdadeira, saiu cá de dentro por parte de todos os jogadores. Sabíamos que não podíamos perder e, por isso, foi incrível. Ser uma equipa é bom, mas ser uma família é melhor.

Depois de uma época tão desgastante, onde é que a equipa conseguiu agarrar-se para virar e resolver uma final que esteve muito perto de cair para o lado do SL Benfica?
No balneário, falamos que estas coisas acontecem no desporto, não interessa se já tínhamos ganho por dez. Estava um título em jogo. Depois, acho que foi uma questão de experiência e confiança da equipa. E, também, porque temos jogadores muito bons a nível individual, como o Martim, Kiko, Salvador, Jan Gurri, Natán... Jogadores que pedem a bola sem medo e isso faz a diferença. Tal como o Füchse Berlin, que quando precisa põe a bola no [Mathias] Gidsel ou, no futebol, passam ao Messi ou Cristiano Ronaldo.

E, no seu caso, entre os postes, como é que o Ali gere os momentos de maior pressão que vive durante um jogo?
Acho que é diferente, porque tenho mais tempo para pensar, enquanto a outra equipa ataca. Eu tento estar tranquilo e gosto de falar para mim. Por exemplo, no contra-ataque do SL Benfica, do [Gabriel] Cavalcanti, eu só dizia para mim: “Tenho de defender, esta não pode entrar”. Um guarda-redes pode fazer 20 defesas e a sua equipa perder ou fazer seis e ganhar. O timing da defesa faz muita diferença.

"Esta época foi incrível, mais difícil do que a anterior"
 

Com tudo terminado em 2025/2026, com que sensações sai desta temporada? Pode dizer-se que foi mais uma a roçar a perfeição.
Para mim, foi quase perfeita, porque toda a equipa queria jogar a final-four [da EHF Champions League]. É o sonho da equipa e do Clube, e a cada ano estamos mais perto. No Egipto temos uma frase que diz que “a terceira [vez] é a tal”. Já ganhámos tudo, mas sentimos que falta algo aqui dentro, ainda. Estamos felizes com todos os títulos nacionais, mas espero que no próximo ano possamos fazer melhor, e melhor é continuar a ganhar troféus em Portugal e jogar a final-four.

Recuando a esse início de Maio, passaram provavelmente do melhor momento da época, o Tricampeonato selado e festejado em casa, para o mais difícil em apenas quatro dias, a eliminação da Champions na Dinamarca. Agora, cerca de um mês depois, como olha para esse momento?
Somos uma equipa profissional e acho que fizemos tudo o que podíamos contra uma equipa como o Aalborg Håndbold, uma das melhores do mundo, com jogadores muito bons. É mais triste quando não fizeste o que devias ou podias, mas acho que nós demos tudo. Não podíamos ter feito nada mais, perdemos por um [37-36 depois do empate a 31 em casa]. 

"Espero que no próximo ano possamos fazer melhor"
 

O facto de terem ficado à porta da final-four já pelo segundo ano seguido torna tudo mais doloroso ou, por outro lado, faz aumentar a convicção de que é possível ultrapassar essa barreira?
Sinto que é possível, porque cada vez estamos mais perto. Contra o HBC Nantes, na época anterior, era difícil e ficou perto, mas não tanto como agora com o Aalborg Håndbold. Esteve ainda mais perto do que antes. No próximo ano vamos fazer tudo para poder jogar a final-four.

Já sabiam o que era conquistar tudo em Portugal, mas desta vez foram ainda mais longe e rubricaram um Campeonato inteiramente com vitórias, 28 em 28 jogos. O que permitiu, esta época, atingir esse patamar de domínio total em todos os jogos?
O Ricardo é um treinador que não te deixa relaxar. Em campo, é muito exigente mesmo, mas isso é bom. Fora, é um amigo para todos. Há muitos treinadores que não conseguem esse equilíbrio. O Ricardo quer que nós joguemos todos os jogos como se estivéssemos a jogar contra o Füchse Berlin ou o Aalborg Håndbold, equipas da EHF Champions League. Isso faz toda a diferença e eu gosto muito dessa mentalidade. 
No ano passado fizemos algo muito bom, mas para continuar a ser uma equipa de topo temos de olhar para as equipas que estão nesse nível, por exemplo, o FC Barcelona, que já ganha o Campeonato há 16 épocas. Ainda agora ganharam a Taça por 37-17 [ao CD Bidasoa], por exemplo.

"Estes anos no Sporting CP são do melhor que já passei na minha vida"
 

Por esse domínio reforçado, vê esta temporada como a confirmação de que faz parte já de uma das melhores equipas de sempre em Portugal, até pelo feito inédito atingido de encadear dez conquistas seguidas?
Estou muito feliz por fazer parte da História. Estes anos no Sporting CP são do melhor que já passei na minha vida. Vou lembrar-me sempre disto e quando tiver filhos também lhes vou contar da História que fizemos e de todos estes títulos. É um orgulho.
E acho que estes anos têm sido mais do que ganhar, porque além disso jogamos bem, um andebol novo e os adeptos amam esta equipa. O Pavilhão João Rocha está muitas vezes cheio e acho que isso é especialmente difícil em Portugal, onde o futebol é a prioridade. Ter tanta gente nos nossos jogos é algo que, se calhar, não acontecia antes.
Um dia, se jogássemos no MEO Arena, porque pelo que me dizem é o maior recinto do país, acredito que podíamos enchê-lo com os nossos adeptos. Gostava de saber se o enchíamos, mas eu acho que sim. Há muita gente que ama o Clube, esta equipa e como jogamos. Eles sabem que lutamos sempre até ao fim, “até morrer”, como eles dizem.

 

Na segunda parte da entrevista, disponível aqui, Mohamed Ali aborda de maneira mais pessoal a sua carreira e os dois anos que leva no Clube, recordando a sua chegada como reforço em 2024 e revelando mais detalhes da sua peculiar ligação - mais antiga - ao Sporting CP. São muitos, também, os elogios ao jovem plantel que encontrou e integra, em especial a André Kristensen, guardião com quem tem uma competição saudável – e muito frutífera – pela baliza.

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Foto João Pedro Morais

Campeonato e Taça de Portugal de andebol entregues ao Museu

Por Sporting CP
08 Jun, 2026

Troféus já estão no espaço reservado às conquistas. Presidente Frederico Varandas recebeu a equipa

O Campeonato Nacional e a Taça de Portugal de andebol da temporada 2025/2026 foram entregues pelo grupo de trabalho da modalidade do Sporting Clube de Portugal na tarde desta segunda-feira, ao presidente do Conselho Directivo do Clube, Frederico Varandas.

Uma cerimónia que marcou a recompensa final por mais uma grande época do conjunto orientado por Ricardo Costa, que ganhou todas as competições nacionais em que o Sporting CP esteve envolvido. A equipa passa a somar dez troféus a nível nacional consecutivos, depois da vitória deste domingo na final da Taça de Portugal diante o SL Benfica por 41-39, em jogo realizado em Alcobaça.

Martim Costa, que marcou no prolongamento o golo que colocou o Sporting CP na frente da final da Taça de Portugal frente ao SL Benfica [na altura o 40-39], falou aos meios de comunicação do Clube sobre o sentimento de estar a entregar o resultado de uma época brilhante, mais uma – coroado com a conquista do tri-triplete – pela terceira vez consecutiva, o Sporting CP conquistou a Supertaça, o Campeonato e a Taça de Portugal.

“Acima de tudo, super-felizes pela época que fizemos. Foi uma época super-longa, mas valeu a pena todo o trabalho. O objectivo sempre foi ganharmos tudo em Portugal e acho que o fizemos na perfeição. Não perdemos nenhum jogo e estamos muito contentes. Agora é tempo de descansar e depois voltar para pensar em ganhar o 11.º título seguido. Férias merecidas, porque esta ‘malta’ trabalhou muito este ano”.

 Martim Costa destacou o mérito Leonino nas conquistas e o futuro não intimida, mas pelo contrário, só motiva para a próxima temporada.  

“A fasquia tem de ser sempre alta e cada vez mais alta. A final-four da EHF Champions League tem de ser um objectivo da equipa, já o era este ano, mas ainda mais na próxima época poder atingir a final-four da EHF Champions League. É um objectivo que tenho no Sporting CP, de jogar essa fase da competição e vamos dar tudo o que temos. Ganhar tudo em Portugal é o principal objectivo, mas temos de ter na nossa cabeça chegar o mais longe possível na EHF Champions League e queremos muito ir à final-four”.

O golo que marcou nos últimos segundos e que permitiu ao Sporting CP passar para a frente no marcador no dérbi frente ao SL Benfica foi encarado pelo lateral esquerdo como uma recompensa ao colectivo.    

“Senti o alívio de ter ganho a competição [Taça de Portugal]. Senti uma felicidade enorme. A verdade é que independentemente de quem marca o golo, o principal foi termos ganho o jogo e sinceramente foi uma sensação de extrema felicidade, não por ter marcado o golo, mas por ter ganho a Taça de Portugal e é isso que mexe comigo, de poder ajudar a minha equipa, contribuir da maneira que for para ajudar a equipa a ganhar. Foi com o golo no final, o jogo foi longo, foi durante 70 minutos, mas super-feliz por marcar o golo e ajudar a equipa a ganhar”.

Martim Costa sublinhou que a equipa de andebol do Sporting CP que já conquistou dez troféus consecutivos, entra na história do Clube e do desporto nacional.

“Queríamos marcar uma era no andebol português, acho que já o fizemos. Somos provavelmente a melhor equipa que já existiu em Portugal no andebol, mas queremos mais e mais. Manter a humildade, sabemos que cada vez será mais difícil ganhar, o SL Benfica e o FC Porto principalmente vão querer ganhar, vão querer fazer por isso, vão mudar alguma coisa e nós temos de estar preparados para isso, temos de querer mais e mais e manter essa humildade, continuarmos a sermos unidos para continuarmos a ser felizes”.   

Edy Silva, pivô da equipa de andebol do Sporting CP, abordou também a época Leonina, em que a equipa ganhou todas as competições a nível interno, em declarações aos meios de comunicação do Clube.   

“Sabíamos da dificuldade que ia ser, todas as finais que fizemos não foram fáceis, conseguimos, comemorámos, olhámos nos olhos uns dos outros e dissemos que fizemos o que queríamos, trabalhámos para isso, todo o percurso de trabalho foi muito bem feito, no final saímos felizes e no geral aconteceu tudo aquilo que tínhamos planeado”.

Trabalho é a receita do sucesso para o andebol do Sporting CP, no entendimento do jogador brasileiro dos Leões.

“Entendemos que é um feito histórico, que é até difícil de dizer, um tri-triplete, é muito difícil continuar a ganhar e manter durante vários anos. É sempre um bom gosto fazer da forma como o fazemos, sem deixar de lado o trabalho, que sabemos que é o segredo. Temos em mente a forma concreta para conquistar: mentalidade boa, um grupo forte, saber que o melhor caminho é sempre esse”.

Para Edy Silva, a mentalidade de campeão da equipa de andebol do Sporting CP, prevaleceu na final da Taça de Portugal.

“Foi um jogo digno de uma final. Sabíamos que estavam em campo duas equipas, que queriam ao máximo levantar a Taça. Nós, defender o título e eles conquistar. O nosso espírito mostra-se até antes do jogo, em que nos sentimos preparados, mas realmente só com o apito inicial sentimos que o nosso grupo ‘fecha’, a mente ‘fecha’. Foi um jogo em que aconteceu de tudo, estivemos à frente [no marcador], estivemos atrás, foi um ‘mix’ entre defesas, acertos, erros e no final poder respirar aliviado de ser vencedor passou um ‘flash’ na cabeça de tudo o que fizemos na quadra, houve um momento em que foi só espírito, porque o corpo já não respondia mais. A preparação mental, o nosso grupo ‘tira de letra’, somos 100 por cento focados, conhecemo-nos muito bem e o apoio que damos uns aos outros fortalece. Juntamo-nos de maneira muito forte na quadra e isso é um padrão da nossa equipa. Aí se constrói o espírito de grupo e consequentemente o espírito de campeão”.      

Foto João Pedro Morais

As reacções dos vencedores da Taça de Portugal

Por Sporting CP
07 Jun, 2026

Leões do andebol com mais uma grande conquista

No final da épica vitória da equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal sobre o SL Benfica na final da Taça de Portugal, jogadores, treinadores e dirigentes dos Leões reagiram em declarações à Sporting TV.

Miguel Afonso
"Pelo que representa, esta vitória tinha de ser assim. Hoje seria um jogo para fazer história: tri-triplete, dez títulos nacionais consecutivos, vencer todos os jogos da época a nível nacional e 'penta' na Taça de Portugal. Tinha de acabar desta forma épica. É maravilhoso vivenciar isto. Esta equipa tem-nos habituado a honrar o nome de Francisco Stromp e a nossa camisola a cada segundo. Não têm sido semanas fáceis para esta equipa e o que aconteceu à mulher do Ricardo Costa e à mãe dos manos Costa abalou muito. Está a recuperar e hoje isto tinha de acabar de forma feliz. É um triplete fantástico que se junta a outras conquistas e estamos com fome de mais. Estou muito feliz por esta malta, mereciam muito ser felizes."

Carlos Carneiro
"Os títulos, por si só, já são muito importantes, mas as últimas semanas não têm sido fáceis para este grupo e, por isso, tem um sabor especial. O SL Benfica também jogou muito bem e complicou-nos muito a vida. Foi um jogo muito emotivo e, no final, caiu para nós, o que nos deixa muito contentes.

Trabalhamos para ganhar sempre, como qualquer outra equipa, mas temos um grupo especial em termos técnicos e humanos. Nos meus muitos anos de carreira, nunca encontrei um grupo em que toda a gente percebe o seu papel e dá tudo o que tem. Há sempre um companheiro para ajudar nos momentos bons e maus. É uma das melhores equipas portuguesas de sempre e os resultados são prova disso."

Salvador Salvador
"É uma explosão de sentimentos, principalmente pela forma que foi. Foi muito sofrido e um pouco desnecessário, mas o SL Benfica tem todo o mérito. Deu uma boa réplica, bateu-se bem e trabalhou bem este jogo. Entrámos bem no jogo, fizemos uma boa primeira parte e estávamos bem até aos 15, 20 minutos da segunda. Depois, relaxámos um pouco e falhámos bolas mais fáceis. A nossa defesa não funcionou e eles tiveram eficácia no 7x6. Foi com coração que conseguimos levar o jogo para prolongamento. Estivemos o prolongamento todo atrás e no último minuto conseguimos mais uma Taça de Portugal, a quinta seguida, o décimo título seguido em Portugal e o tri-triplete. Trabalhámos muito para chegar aqui e o objectivo é ser a melhor equipa portuguesa de sempre no andebol. É nisso que estamos focados. Queremos repetir o que fizemos a nível nacional na próxima temporada e ambicionar a final four [da EHF Champions League] que procuramos há algum tempo.

Esta equipa fez as coisas parecerem um pouco fáceis, mas não é assim e este jogo demonstra isso. Se não estivermos a todo o gás, vai voltar a acontecer isto. O SL Benfica e o FC Porto têm boas equipas e sabem andar ao mais alto nível. Felizmente, trabalhámos muito para chegar ao ponto a que chegámos. Toda a equipa técnica tem vindo a fazer um trabalho fantástico e estamos a viver tudo o que este clube e esta equipa merecem. Esta secção de andebol é feita para o Sporting CP e estou feliz por viver este momento do andebol do Sporting CP.

Jogámos quase em casa, enchemos a maior bancada do pavilhão e se houvesse mais bancada teríamos mais gente. Este grupo liga-se muito aos adeptos, gostamos muito da relação com a bancada. Os jogos grandes no Pavilhão João Rocha são fantásticos e as finais da Taça são espectaculares.

Envio um beijinho enorme para a pessoa a quem dedicados este troféu: a Cândida, mulher do Ricardo Costa e mãe do Kiko e do Martim. Foi a pensar nela que as últimas semanas foram trabalhadas. Tenho a certeza de que vai recuperar porque é uma guerreira extraordinária e quero muito voltar a vê-la aqui com os Sportinguistas."

Ricardo Candeias
"Sensação excelente. É a quinta Taça de Portugal. Foi um jogo complicado. Arrancámos bem, mas o SL Benfica jogou muito bem e tivemos algumas dificuldades em parar o ataque deles. Foi um jogo emocionante demais e estou muito orgulhoso desta equipa. Acabar a época sem derrotas em Portugal? Não sei se vai acontecer sempre, mas aconteceu este ano. É muito trabalho e dedicação desta malta toda que trabalha todos os dias."

Orri Þorkelsson
"[No livre de sete metros no final do tempo regulamentar] só pensei que ia marcar. Queria muito ganhar este jogo e acreditei sempre. Fazer o triplete três vezes consecutivas era um objectivo e estou incrivelmente orgulhoso e agradecido por fazer parte deste clube. Vencer este troféu significa muito, até porque não é fácil parar a competição duas semanas, voltar e vencer. O sucesso que temos tido não acontece apenas porque juntamos alguns jogadores de andebol. Trabalhamos muito, há muita química criada ao longo do tempo."

André Kristensen
"É um sentimento muito bom e não há melhor forma de o fazer do que vencer no prolongamento perante os nossos adeptos. Terminar a época desta forma é fantástico. Todos querem o mesmo e estamos a caminhar na mesma direcção. Na próxima temporada queremos continuar ao mesmo nível. Quando ganhamos, só queremos mais e temos a mesma fome de continuar a conquistar troféus."

Mamadou Gassama
"Foi um jogo muito difícil. Muitos achavam que ia ser fácil, mas tivemos de lutar até ao fim. Não foi o nosso melhor jogo, mas ganhámos porque temos muita garra. Somos como uma família e isso ajuda muito. Fico muito feliz por terminar a época só com vitória em Portugal. Ainda queremos fazer mais história na próxima época. Vamos voltar com o objectivo de ganhar tudo e lutar por uma EHF Champions League."

Víctor Romero
"É uma grande felicidade. Estamos muito felizes e com vontade de conseguir mais. Os adeptos estiveram sempre muito bem, a ajudar em cada jogo. Com uma massa adepta destas e uma equipa assim dá gosto jogar."

Edy Silva
"Sabíamos que o SL Benfica viria diferente e o que tínhamos de fazer. Foi muito difícil, um jogo digno de final, mas conseguimos vencer. Chegar ao tri-triplete é magnífico e fruto do nosso trabalho. Fico muito feliz. Chegou a sensação de que temos de descansar. Fizemos o que tínhamos de ser feito e é muito gratificante."

Carlos Álvarez
"É muito entusiasmante fazer parte de um grupo assim. Que os resultados continuem assim, como os desta época, e que continuemos a sonhar com algo mais na EHF Champions League. A época foi muito, muito bonita e quero continuar a ganhar títulos com o Sporting CP. O que dizer dos nossos adeptos? Em Alcobaça, mas parecia que estávamos no Pavilhão João Rocha. É muito bom jogar para eles e representar este clube."

Martim Costa
"Estou muito feliz por fazer história por este clube que me acolheu de braços abertos e me ajudou a recuperar de uma lesão muito grave. É um prazer enorme poder ganhar títulos por este clube. Foram semanas complicadas para a nossa família, mas as coisas estão-se a compor. Dedico esta vitória à minha mãe, que já está em casa, e envio-lhe um beijinho grande."

Kiko Costa
"É um sentimento de orgulho, de dever cumprido. Acabámos a época em grande, a ganhar, e isso é importante para irmos de férias com a cabeça limpa e a consciência tranquila. Para o ano, cá estaremos outra vez para lutar pelos mesmo e por novos objectivos. (…) Para alcançarmos estes feitos, temos de trabalhar todos os dias e nunca baixar os braços. A nossa equipa ultrapassa e segue em frente. Agora temos de descansar, festejar e aproveitar tudo o que vencemos para voltarmos outra vez no próximo ano."

Foto João Pedro Morais

A Taça de Portugal é nossa!

Por Sporting CP
07 Jun, 2026

Andebol chega aos dez troféus domésticos consecutivos

A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal conquistou, este domingo, a Taça de Portugal pela 20.ª vez na história e a quinta seguida, chegando aos dez troféus consecutivos nas competições domésticas - feito histórico na modalidade.

Numa final recheada de emoção, os Leões superaram o rival SL Benfica por 39-41 após prolongamento, com o vencedor a ficar decidido apenas nos segundo finais do tempo extra.

Em Alcobaça, onde os Sportinguistas estiveram em maioria e fizeram-se ouvir desde o aquecimento, Ricardo Costa apostou em André Kristensen, Carlos Álvarez, Kiko Costa, Natán Suárez, Martim Costa, Orri Þorkelsson e Edy Silva para iniciar o dérbi. Ainda antes de começar o jogo, Kiko Costa recebeu o galardão de MVP do Campeonato Nacional.

A entrada fez-se a todo o gás por parte dos Tricampeões Nacionais. Orri Þorkelsson inaugurou o marcador, Martim Costa fez o 0-2 e Kiko Costa apontou o 1-3, tendo estes três sido - por larga margem - as principais armas Leoninas no ataque na primeira metade. Do outro lado, o SL Benfica escolheu o 7x6 desde os instantes iniciais, mas rapidamente se viu a perder por 1-5.

A ganhar bolas na defesa e a facturar no contra-ataque, o Sporting CP conseguiu cavar esse fosso interessante no marcador, tendo o SL Benfica equilibrado as contas por volta dos dez minutos, chegando mesmo, pouco depois, a encostar no resultado (9-10).

Foi preciso voltar a chamar Orri Þorkelsson, Martim Costa e Kiko Costa para voltar a ter eficácia no ataque, o que aconteceu em conjunto com uma importante defesa de André Kristensen. Aos 27', Orri Þorkelsson deixou o SL Benfica a cinco golos de diferença (13-18).

Curiosamente, os dois últimos tentos Sportinguistas nos 30 primeiros minutos foram os únicos não marcados pelo trio-maravilha: Salvador Salvador (14-19) e Filipe Monteiro (16-20) também quiseram enviar bolas para o fundo das redes. Ao intervalo, o emblema de Alvalade vencia por 17-20.

A variedade dos marcadores aumentou no início da segunda parte, uma vez que tanto Natán Suárez como Mamadou Gassama contribuíram para o resultado. Mesmo contra um adversário batalhador e que estava a dificultar que a diferença fosse maior, o Sporting CP nunca perdeu o controlo das incidências.

Mohamed Ali, que substituiu André Kristensen ao intervalo, foi decisivo para que tal fosse possível tendo em conta as grandes defesas que realizou - incluindo um livre de sete metros. No ataque, Kiko Costa, Mamadou Gassama, Martim Costa, Orri Þorkelsson, Salvador Salvador e Emil Berlin deixavam as contas em 24-29 aos 46'.

O SL Benfica, ainda em 7x6 no ataque e com Gabriel Cavalcanti em evidência, esboçou uma reacção e aproximou-se (27-29), mas tanto Kiko Costa como Natán Suárez e Orri Þorkelsson (e Mohamed Ali entre os postes) procuraram acalmar os ímpetos encarnados.

No entanto, as águias conseguiram mesmo encostar a 31-32, primeiro, e empatar a 32 com pouco mais de cinco minutos pela frente. Mohamed Ali ainda impediu a desvantagem com uma tremenda intervenção, mas o SL Benfica passou mesmo para a frente nos 34-33.

Martim Costa empatou a 34, o SL Benfica fez o 35-34 e foi Orri Þorkelsson quem, de livre de sete metros, voltou a empatar a 35 para finalizar o tempo regulamentar. Assim, a decisão quanto ao vencedor da Taça de Portugal seguiu para prolongamento em Alcobaça.

No tempo extra, Salvador Salvador recolocou o Sporting CP na frente (35-36), feito repetido po Kiko Costa (36-37), mas foi o SL Benfica a fechar a primeira parte na frente por 38-37.

A segunda começou com Mohamed Ali a defender e Orri Þorkelsson a empatar, mas a grande emoção aconteceu já no último minuto.

Martim Costa empatou a 39 e, pouco depois, o Sporting CP recuperou a bola na defesa, permitindo ao camisola 79 voltar a marcar e colocar a turma verde e branca no comando. Desesperado e com pouco tempo, o SL Benfica procurou rematar de longe, mas sem sucesso. A bola foi ter com as mãos de Víctor Romero, que fechou o dérbi em 39-41.

Vitória emocionante do Sporting CP, que volta a conquistar todos os títulos do andebol português e vai com dez troféus domésticos consecutivos. Com 13 golos, Orri Þorkelsson foi o melhor marcador do desafio, seguido de Kiko Costa - eleito o melhor em campo.

Termina assim mais uma temporada recheada de sucesso para o conjunto orientado por Ricardo Costa.

Sporting CP: Edy Silva, Emil Berlin (1), Carlos Álvarez, Kiko Costa (11), Natán Suárez (2), Jan Gurri, Salvador Salvador [C] (3), Orri Þorkelsson (13), Mamadou Gassama (2), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho, Filipe Monteiro (1), Christian Moga, Martim Costa (8), Mohamed Ali [GR] e Víctor Romero.

Foto Francisco Lino

Jan Gurri continua Leão

Por Sporting CP
05 Jun, 2026

Sporting CP e central espanhol prolongam ligação

Tricampeão Nacional, Jan Gurri vai continuar na equipa de andebol do Sporting CP. O internacional espanhol, que além de jogar a central pode alinhar como lateral, expressou contentamento por continuar a vestir a camisola Leonina, onde se sente "em casa".

“É uma honra e um orgulho fazer parte desta equipa e deste Clube tão grande e histórico, e de poder continuar a fazer história”, referiu aos meios de comunicação do Clube.

De seguida, Gurri assinalou que juntar-se ao projecto de andebol do Sporting CP excedeu as suas expectativas. “Quando assinei praticamente não sabia o que era ganhar. Aqui aprendi a ganhar, numa boa equipa. É desfrutar, jogando”, referiu, acrescentando as expectativas que tem com a renovação: “Continuar a ganhar como estamos a fazer e aproveitar ao máximo o que está a acontecer agora”.

A cumprir a sua terceira época no Clube, o atleta espanhol continua a colocar bem alta a fasquia a nível de ambições colectivas. “Na parte de Portugal, temos de seguir igual e na parte da EHF Champions League temos de ir em busca de mais. Tentar cada vez mais títulos”, apontou.

Já a nível individual, o andebolista tem a certeza da evolução que regista desde que chegou ao Sporting CP. “Cheguei um miúdo, aprendi muito nestas três temporadas, a jogar e também a nível psicológico”, reflectiu, sem dúvidas ainda quanto à dimensão do emblema que representa. “É enorme. Nunca tinha visto um clube assim tão grande, que se compara com o FC Barcelona. O Sporting CP tem muitas modalidades, muitas equipas top e com muita gente a apoiar a nossa modalidade e também os outros desportos”, completou Jan Gurri.

Renovado o contrato, o central deixou ainda uma mensagem aos Sportinguistas já para a próxima temporada: “Vamos dar o máximo, sempre e nunca vamos baixar os braços”.

A seguir, Carlos Carneiro, coordenador de andebol do Sporting CP, frisou a importância de o Clube continuar a contar com o contributo de Jan Gurri.

“O Jan ainda está numa fase de maturação. É reconhecida por toda a gente a qualidade técnica individual, já é um jogador fundamental na selecção de Espanha e ainda tem muita margem de progressão. Adora estar no Sporting CP, percebe os momentos, respeita muito e tem um compromisso muito grande com a equipa. É um talento que nós não poderíamos deixar fugir e faz parte de manter e reter talento, o que é fundamental para não só continuar a crescer, mas no mínimo para manter”, sublinhou aos meios de comunicação do Clube.

Foto José Lorvão

Ricardo Costa: "É um bom momento para conquistarmos a décima competição seguida"

Por Sporting CP
06 Jun, 2026

Final da Taça de Portugal com o SL Benfica fecha a época (domingo, 19h30)

Está a chegar ao fim 2025/2026, mas ainda há uma última conquista no horizonte, depois da Supertaça e do Campeonato Nacional já levantados. A equipa de andebol do Sporting CP enfrenta o SL Benfica, este sábado (19h30), na final da Taça de Portugal, que será disputada no Pavilhão Multiusos de Alcobaça.

"A preparação tem sido boa. É demasiado tempo sem jogos para nós que estávamos habituados a um calendário muito preenchido, mas serviu para recuperar alguns jogadores e preparar uma competição que é muitíssimo importante", perspectivou o treinador Ricardo Costa aos meios de comunicação do Clube.

A ambição, mais uma vez, é total. Neste último jogo da temporada, os Leões procuram a quinta Taça de Portugal consecutiva, perfazer mais um pleno de títulos nacionais, o terceiro seguido, mas não só. "A Taça de Portugal, por si só, já é importante, mas o facto de podermos conseguir dez troféus seguidos, algo que na história do andebol ninguém conseguiu, é um factor que acresce responsabilidade", detalhou, acrescentando: "Por tudo o que temos feito, acho que é um bom momento para conquistarmos a décima competição seguida".

De forma directa, Ricardo Costa considerou que “a pressão” está do lado verde e branco e, além disso, espera um dérbi com o SL Benfica em que “todos os factores contam”. A amostra mais recente é muito positiva, uma vez que no último jogo do Campeonato - a 23 de Maio - os Leões bateram as águias com um expressivo 34-22, contudo há aspectos a melhorar, ressalvou o técnico.

"Temos de olhar muito para o jogo que tivemos no Pavilhão João Rocha e que ganhámos por demasiados golos. Digo isto porque a diferença entre as duas equipas não é essa. Acho que o André Kristensen fez uma exibição realmente muito boa, porque o SL Benfica rematou demasiadas vezes na cara do nosso guarda-redes. Para lá de todas as vitórias que temos tido em dérbis, o SL Benfica é uma equipa que respeitamos imenso e que quer ganhar com toda a certeza", atentou. "Como em qualquer equipa, a defesa é o primeiro passo para podermos vencer e nós não fugimos à regra", completou Ricardo Costa, consciente da possibilidade de encontrar uma aposta constante do rival no 7v6.

Em Alcobaça, o Sporting CP quer continuar a sua hegemonia particular nesta competição e dar o melhor fim a mais uma temporada histórica, contando com o apoio dos Sportinguistas nas bancadas. "Desde que cá chegamos [esta equipa técnica] não perdemos nenhum jogo para a Taça de Portugal, é a nossa prova-rainha. Queremos continuar a vencer e oferecer este décimo título aos nossos adeptos, que têm sido tão importantes para nós. Será num pavilhão não tão grande como gostaríamos, mas entre os que estarão lá e em casa, puxem por nós e ajudem-nos a vencer", apelou, por fim, o técnico.

Foto Francisco Lino

Sporting CP renova com Diogo Branquinho

Por Sporting CP
04 Jun, 2026

Clube prolongou vínculo do ponta da formação Leonina de andebol

Diogo Branquinho vai continuar de Leão ao peito. O ponta da equipa de andebol que se sagrou Tricampeã Nacional deu conta da sensação de estender a ligação ao Clube.

“Sinto-me muito feliz, honrado, mas com redobrada responsabilidade de continuar a ganhar títulos para este grande Clube, continuar a pertencer a esta grande equipa, com muito boas pessoas e também muito bons jogadores. Temos jogado andebol ao mais alto nível e, agora, é continuar”, disse aos meios de comunicação do Clube.  

Depois, Diogo Branquinho estabeleceu ambições para o futuro próximo em Alvalade. “Que todos os anos consigamos melhorar alguma coisa. Nós propomo-nos sempre a ganhar internamente todas as competições, mas neste momento já temos sonhos mais altos, de melhorar a nossa participação na EHF Champions League e de conseguir o sonho, que é muito presente, de estar na final-four. Fazer sempre igual ou melhor do que no ano passado”, traçou.

O jogador Leonino vincou ainda a ambição de ganhar cada vez mais troféus de Leão ao peito.

“Foi muito fácil a adaptação. Em primeiro lugar sou um jogador de equipa e a equipa acolheu-me muito bem. Já conhecia todos e têm o mesmo perfil: ganhador, que não pensa noutro resultado que não a vitória, seja para que competição for, damos sempre a mesma resposta. Sinto-me em casa nesta grande equipa e com muita ‘fome’ de títulos’.

Ganhar títulos em Portugal é o ponto de partida, na mentalidade do ponta esquerdo Leonino, sem nunca esquecer as ambições europeias, que crescem ano após ano. 

“É sempre o nosso grande objectivo, porque para estarmos na EHF Champions League, temos de ser campeões. Esse é sempre o nosso primeiro objetivo. Ainda temos um título pelo qual lutar, a Taça de Portugal, que também pretendemos vencer. Estou motivado para ganhar essa Taça, mas também estou já a pensar na próxima época, em que todos temos mais um ano de experiência, em que mantemos este núcleo duro da equipa e temos de apontar para cima”, acrescentou Diogo Branquinho, que acredita estar a atingir o expoente máximo na sua carreira.

“Estou numa fase muito feliz da minha vida, estou a aproveitar muito, sinto-me muito feliz a jogar entrosado nesta equipa e a ganhar. É verdade que nunca se pode dissociar o sucesso individual do colectivo, ou seja, o sucesso colectivo é o sucesso individual e vice-versa. Temos individualmente tudo a ganhar com que a equipa esteja ao mais alto nível. É pensar sempre em primeiro lugar na equipa, mas estou a aproveitar muito o meu jogo e estou muito feliz por ajudar na equipa, por marcar golos, por ajudar na defesa, por dar tudo pelos meus colegas e motivá-los. Quando cheguei a esta equipa já encontrei vencedores, mas disse-lhes que são dos melhores do Mundo. Passado um mês estávamos a ganhar ao HC Veszprém por dez golos e eles disseram que eu tinha razão, que de facto somos dos melhores do Mundo. Mas temos de continuar. Estamos olhos nos olhos com os melhores do Mundo e temos de assumir essa responsabilidade, que vem da nossa qualidade”.

Diogo Branquinho deixou ainda uma mensagem aos Sportinguistas: “Continuem a encher este Pavilhão como têm feito. Precisamos deles como de água para viver. É muito bonito jogar com este Pavilhão cheio e para os adversários é o contrário disso, ou seja, é muito complicado vir aqui ganhar. Muito obrigado a todos os Sportinguistas”.

Por fim, Carlos Carneiro, coordenador de andebol do Sporting CP, sublinhou a importância da renovação de Diogo Branquinho.

“É muito importante manter a base quando estamos contentes dentro e fora do campo. O Diogo enquadrou-se muito bem, vem de uma fase de muita maturação, muito experiente. É um jogador de quem nós gostamos muito, com muita qualidade, que percebe o seu papel na equipa. Treina sempre a 200 por cento, é um excelente profissional, importante em vários factores e neste equilíbrio entre juventude e experiência é muito importante”, afirmou.           

Foto Isabel Silva

Ricardo Candeias: "Jogámos como uma verdadeira equipa"

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Rescaldo ao triunfo Leonino no dérbi de andebol

Após o dérbi de andebol o treinador-adjunto do Sporting CP, Ricardo Candeias, fez o rescaldo do jogo diante do SL Benfica, em conferência de imprensa.  

“Respeitámos todos os adversários o ano todo e hoje foi mais uma prova disso, jogámos como uma verdadeira equipa, fomos melhores e a vitória e inequívoca, não é contestável”, começou por referir o elemento da equipa técnica Leonina.  

O técnico-adjunto destacou a invencibilidade interna da equipa Leonina esta temporada, só com vitórias, mas já aponta atenções para a final da Taça de Portugal.

“Valorizar a questão de termos feito uma época interna só com vitórias. Ainda não terminou. Falta mais um jogo, um jogo que vale um título, que é muito importante para nós, queremos muito ganhá-lo. Tenho a certeza que só está ao nível das melhores equipas conseguirem feitos destes”.

Para Ricardo Candeias, a coesão defensiva foi um dos pilares da vitória Leonina no dérbi.

“O nível de defesa foi bom, com alguns erros, que em grande parte foram colmatados pelo André [Kristensen], que fez um excelente jogo, mas os fundamentos são a equipa, toda a gente ajudou”.

O elemento da equipa técnica Leonina falou ainda do jovem jogador da formação, Leonardo Anastácio, que somou minutos e marcou um golo frente ao SL Benfica.

“Já tinha jogado, foi estreia frente ao SL Benfica, em nossa casa. É um miúdo que está connosco, em quem nós acreditamos, que tem muito valor e continua a crescer”.

Por fim, Ricardo Candeias falou da ligação especial da equipa Leonina aos adeptos Sportinguistas, como uma das ‘traves-mestras’ do sucesso.   

"Esta questão de a nível interno estarmos invictos muito se deve à ligação que há com os adeptos. Nunca nos deixaram para trás, um apoio constante, sentimos sempre que estão ao nosso lado, nos bons e maus momentos. Que continuem a acreditar em nós, porque ajuda muito ao nosso trabalho”.     

Foto Isabel Silva

Tricampeões Nacionais terminam Campeonato só com vitórias

Por Sporting CP
23 maio, 2026

Triunfo do Sporting CP frente ao SL Benfica por 34-22

A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal fechou a edição 2025/2026 do Campeonato Nacional só com vitórias, depois do triunfo frente ao SL Benfica, por 34-22, este sábado, na 6.ª e última jornada da fase final da prova. 

Antes do apito inicial, na apresentação da equipa, o capitão Salvador Salvador entrou com o troféu correspondente à conquista do Campeonato Nacional da temporada 2025/2026, sob os aplausos dos adeptos Sportinguistas e cânticos de Tricampeões.

Numa entrada aos seis metros, Emil Berlin inaugurou o marcador do jogo e para a equipa Leonina, que controlou as operações, a partir de uma excelente exibição de André Kristensen que terminou o primeiro tempo com o magnífico registo de 13 defesas, várias das quais a permitirem ‘disparar’ para contra-ataques vitoriosos.

Foi a partir de uma óptima prestação defensiva que o Sporting CP construiu mais uma sólida vitória e um feito extraordinário – terminar o Campeonato apenas com vitórias, uma invencibilidade só ao alcance de uma equipa magnífica -, amplamente dominadora no panorama nacional e que terá ainda a presença na final da Taça de Portugal para procurar fechar a temporada com mais um ‘triplete’.

O Sporting CP, sem os irmãos Costa (Francisco e Martim) na ficha de jogo, jogou muito rápido e compacto defensivamente, mas também muito rotativo no ataque, em ritmos para os quais o SL Benfica não teve antídoto.

A defesa 6x0, ou com um defesa mais avançado (sistema a oscilar para o cinco mais um), limitou e em muito as opções ofensivas da formação do SL Benfica, que no primeiro tempo marcou dez golos, contra os 16 apontados pela formação Leonina.

O cartão vermelho a Migallon, aos 12’39, por ter atingido Salvador Salvador na cara, numa acção defensiva, complicava ainda mais a estratégia do SL Benfica, que endurecia a organização defensiva e tinha mais uma exclusão, para uma situação de ataque de cinco jogadores de campo e sem guarda-redes.

As entradas aos seis metros, as mudanças de velocidade de Natán Suárez, a eficácia exemplar de Orri Þorkelsson nos sete metros, o virtuosismo e rapidez da primeira linha, aliada ao acerto na segunda linha e sobretudo a magistral exibição de André Kristensen (13 defesas no primeiro tempo) impulsionaram o Sporting CP para uma vitória incontestável e muito categórica da formação orientada por Ricardo Costa, que tinha seis golos de vantagem ao cabo dos primeiros 30 minutos.

No segundo tempo, a equipa Leonina manteve o domínio, com boa clarividência atacante e a manter enorme entreajuda e competência defensiva, alicerçada, novamente, na grande exibição de André Kristensen na baliza Leonina.

A velocidade de Filipe Monteiro e de Natán Suárez criou muitos problemas à defesa do SL Benfica, que nada conseguiu fazer para travar os remates colocados de Jan Gurri e de Salvador Salvador, que compensaram as ausências de Martim Costa e de Francisco Costa.  

Com 16 minutos do segundo tempo (mais de 45 minutos no total), o Sporting CP tinha apenas 15 golos sofridos, um desempenho sensacional.

Os últimos minutos foram de festa (à entrada para os últimos dez, o Sporting CP tinha uma vantagem de onze golos à maior) e houve tempo para Leonardo Anastácio (jovem da formação Leonina) entrar e também marcar, da meia distância, num bom remate. 

O jogo terminou em beleza, com uma excelente defesa de Mohamed Ali [jogou sensivelmente a partir dos 50’) e para um golo de grande execução de Diogo Branquinho para o 34-22 final.

O Sporting CP termina o Campeonato só com vitórias e ao som de Tricampeão por parte dos muitos Sportinguistas presentes nas bancadas.    

Dentro de duas semanas haverá novo dérbi, agora para a final da Taça de Portugal, (7 de Junho, em Alcobaça).     

Sporting CP: Edy Silva, Emil Berlin (4), Carlos Álvarez (1), Natán Suárez (4), Jan Gurri (4), Pedro Martínez (1), Salvador Salvador [C] (4), Orri Þorkelsson (5), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho (4), Filipe Monteiro (4), Christian Moga, Leonardo Anastácio (1), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (1)

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