Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Taxonomy term

Foto João Pedro Morais, José Lorvão

Tiago Barth: "Tornei-me adepto do Clube"

Por Sporting CP
23 Jun, 2026

Bicampeão Nacional de voleibol de saída do Sporting CP

Cinco temporadas de Leão ao peito, com duas Ligas, duas Taças de Portugal, duas Supertaças e uma Taça Ibérica marcaram o contributo de Tiago Barth no voleibol do Sporting Clube de Portugal.

Na ligação ao Clube fica um grande ponto de exclamação pela admiração, carinho, respeito e amor ao emblema de Alvalade, pelo qual se apaixonou. Em entrevista aos meios de comunicação Sportinguistas, garantiu que vai agora torcer à distância pelos êxitos Leoninos e acredita que muitos mais sucessos estarão para vir.

Sai com o sonho cumprido de ser Campeão Nacional no Pavilhão João Rocha e leva no coração tanto os Sócios e adeptos pelo apoio que sempre sentiu como o voleibol Leonino, num clube que considera ter espírito de uma família. Uma entrevista emocionante de um Leão para sempre.

Que balanço faz das cinco temporadas de Leão ao peito?
Foram cinco épocas de muito trabalho, de muita aprendizagem. Os primeiros anos foram um pouco mais difíceis pelo projecto em si, ainda estávamos num período de construção, a equipa estava a ser formada, vínhamos de uma época em que o voleibol tinha tido um interregno no Clube. Fiquei feliz de poder participar na construção, conseguimos reavivar essa paixão no Clube pela modalidade. Senti muito isso no Pavilhão nesses anos, fui vendo cada vez mais os adeptos a comparecerem, cada vez mais os adeptos a apoiarem-nos. Acho que isso foi muito importante, até para o Sporting CP em si.

Foi uma passagem de crescimento e o projecto do voleibol do Sporting CP ganhar cada vez mais forma com o tempo?
Com certeza. Foi um projecto que foi crescendo, não só com os atletas, mas também com todo o staff, tudo o que engloba a modalidade, a directoria, todos perceberem o potencial que a modalidade poderia ter no Clube, que é um clube acostumado a vencer, que almeja sempre estar sempre a vencer. Senti muito isso no começo, em que via as outras modalidades a conquistarem títulos, Campeonatos e naquele momento, infelizmente, nós não estávamos a conseguir isso. Esse foi um momento de frustração como atleta, por naquele momento não estarmos a contribuir com conquistas para o Clube, mas com o passar do tempo, com o projecto a crescer, a amadurecer, outros atletas vieram, outras pessoas no staff, para poder contribuir e poder agora olhar para trás e ver esse crescimento, essas conquistas, para sair com a sensação de dever cumprido.

O que mudou para a dinâmica vitoriosa que agora se registo no voleibol, nomeadamente nas duas últimas temporadas?
Acho que o que contribuiu muito foi aprender com os erros. O Clube, a administração da modalidade acho que conseguiu perceber bem os pontos que precisavam de ser fortalecidos e conseguiu, ao longo das épocas, ir preenchendo essas lacunas que havia. A época passada [2024/2025] foi ainda uma época de construção. Mesmo tendo conquistado três troféus - Supertaça, Taça Ibérica e Liga -, acho que ainda estávamos num processo de construção, mas acho que foi fundamental para que nesta época tivéssemos tido uma temporada quase perfeita.

"Conseguimos reavivar a paixão no Clube pela modalidade"

O Sporting CP foi o clube onde jogou mais temporadas. O que fez do Clube tão especial para o Tiago Barth?
Apaixonei-me pelo Clube. Tornei-me adepto do Clube e desde o momento em que eu cheguei, fui percebendo, fui vendo como era essa magia do Clube. Em mais de 20 anos de carreira, passei por vários clubes e uma coisa em que pensei nestes dias, é que muitos desses clubes onde joguei e tive várias conquistas, hoje-em-dia já não existem mais. Foram clubes que acabaram por falta de incentivos, por falta de algum patrocínio e eu vejo que no Sporting CP é completamente diferente. É um clube centenário que tenho a certeza de que daqui a 100 anos, no Museu, vai estar lá alguém a ver troféus que eu também ajudei a conquistar e sei que por muitos e muitos anos a minha contribuição vai estar lá guardada.

O que mais leva no coração da passagem ao serviço do Sporting CP?
Poder ver o que foi construído aqui, ver essas conquistas. Já tive a oportunidade de algumas vezes no Museu, ver lá troféus de há muitos e muitos anos, troféus de antes de eu ter nascido e saber que muitos atletas que passaram por aqui têm o legado deles lá guardado. Tenho a certeza que o pouco que pude contribuir também vai estar lá para as próximas gerações.

Que momento elegeria como o de viragem para a grande fase que o voleibol do Sporting CP atravessa?
Os primeiros anos foram difíceis. No terceiro ano conseguimos conquistar a Taça de Portugal e foi numa final muito difícil frente à AJ Fonte do Bastardo. Foi uma final que em muitos momentos os dois clubes poderiam ter conquistado, os dois clubes tiveram a chance, o ponto, para ganhar. Lembro que na altura já vinha a frustração de duas épocas a passar em branco, sem ter conquistado qualquer título e quando estive naquela final, vendo aquele momento de dificuldade, pensava: Não, não é possível que três épocas depois estou aqui, tenho a chance de ganhar e não vou deixar escapar. Quando entrava em jogo transmiti isso, de não poder permitir que essa oportunidade escapasse. Quando ganhámos a Taça foi uma sensação de que me consigo recordar bem, foi um momento muito marcante da minha passagem aqui [pelo Sporting CP].

Esse passado recente de antes dessa final da Taça de Portugal encorajou para dar a volta na final dessa competição?
Com certeza, porque nessa hora pensa-se em tudo o que se passou, todo o trabalho que deu para estar ali para aquele jogo e foi uma motivação mais. Foi um jogo desgastante [decidido em cinco sets], tínhamos tido jogo no dia anterior, uma meia-final contra o SL Benfica. Já estávamos um pouco cansados, desgastados, mas acho que essa motivação, essa forme de vencer acaba por sobressair sobre o cansaço e sobre dores. Na hora só se pensa em vencer, esquece-se o cansaço, a dor e no objectivo.

Sentiu nesse momento que também a equipa de voleibol do Sporting CP estava a personificar muito bem os valores do Sporting CP, nomeadamente do Esforço, Dedicação e Devoção para chegarem à Glória?
Foi uma vitória na raça, na garra, de nunca desistir. Acho que isso foi o fundamental, Eles [AJ Fonte do Bastardo] estiveram várias vezes com a bola de jogo, mas a sensação que nós tínhamos era a de que, mesmo tendo eles bolas de jogo, nós não íamos permitir que eles conquistassem a Taça de Portugal. Acho que nós estávamos muito mais focados, aguerridos e muito mais preparados para essa conquista.

"[Ganhar a Taça de Portugal em 2023/2024] foi um momento muito marcante"

Essa conquista mostrou que não havia limites, até pela maneira como na época seguinte o Sporting CP venceu a Liga, na final, depois de estar a perder por 2-0 em jogos frente ao SL Benfica? Houve muito de força anímica?
Com certeza. Todas as dificuldades que passámos acabaram por criar uma resistência nessas horas, porque nós tínhamos passado por muitos momentos probatórios, situações complicadas e havia uma outra equipa [SL Benfica] que estava habituada a vencer, que tinha a vantagem de jogar em casa, a vantagem de dois jogos e acho que no momento do terceiro jogo, em que conseguimos vencer lá, um jogo que acho que na cabeça deles estava ganho, creio que aí foi uma ‘virada chave’ dos dois lados. Do nosso lado mostrámos e vimos que era possível e do lado deles, viram que a partir daquele momento nada ia ser fácil para eles. Acho que toda essa bagagem que tínhamos foi muito decisiva.

Essas conquistas foram, em primeiro lugar, uma resposta a vocês próprios?
Sim, ali o grupo conseguiu mostrar ao que ia, conseguiu mostrar o trabalho feito todo o dia aqui [Pavilhão João Rocha]. O adepto apoia no jogo, mas no dia-a-dia não vê a nossa dor, o nosso sofrimento. O trabalho aqui é sério, visa grandes conquistas, visa honrar esta camisa, orgulhar o Clube e os adeptos que nos apoiam e com essa conquista, poder ver nos olhos dos nossos adeptos com a recepção depois, foi uma sensação muito gratificante.

Ir renovando contrato, tal como Tiago Pereira e Armando Velásquez, por exemplo, foi um sinal importante da estabilidade que o projeto começou a criar?
Quando cheguei, vi noutros atletas que já estavam aqui essa mística, essa paixão pelo Clube, esse respeito pela camisola, algo que não se vê noutros clubes, que não têm esta tradição. Geralmente, não há esse apego pela história do clube, ao contrário daqui [Sporting CP]. Quem passa mais tempo aqui acaba por pegar essa mística, essa paixão, esse respeito por esta camisola, por este Clube e eu reparei isso em todos os jogadores, que quando chegam, quando começam os jogos, a ver os adeptos, começam a perceber a história do Clube quando vão ao Museu, acho que eles conseguem perceber que este não é um clube como qualquer outro. Conseguem perceber que este é um clube com uma grandeza que me orgulha de poder ter representado, que me orgulha de poder ter vestido esta camisola e é um clube que para o resto da minha vida vou ter sempre excelentes lembranças e, onde estiver, vou estar sempre a apoiar.

Representar o Sporting CP foi jogar com amor à camisola?
Com certeza. Tanto que às vezes me perguntavam quando acaba uma época se eu ia continuar ou ia para outro clube e geralmente eu dizia que ia continuar e que no dia em que tivesse de sair, vai ser a minha última época como jogador profissional. E foi o que aconteceu. Chegou o momento. Saio num momento bom, maravilhoso, em que vou ter uma lembrança do meu último jogo, numa final, pois o meu sonho era ser campeão aqui dentro, do Pavilhão João Rocha e eu consegui no último jogo, depois de cinco temporadas, realizar esse sonho. Saio muito feliz, saio realizado. Por um lado triste, porque deixo amigos, deixo essa atmosfera toda de estar aqui dentro, de sentir esta magia, mas agora vou estar na bancada, a ver na televisão, a acompanhar pela internet e hoje sai o jogador, mas permanece o fã, o adepto do Clube.

Na segunda parte da entrevista, que pode ser lida aqui, Tiago Barth falou sobre o final da carreira e voltou a admitir ter-se apaixonado pelo Sporting CP, que já faz parte da sua família.

Foto João Pedro Morais

Tiago Barth: "Saio como jogador realizado e apaixonado pelo Sporting CP"

Por Sporting CP
23 Jun, 2026

Central emocionado na hora do ponto final da carreira

Depois da primeira parte da entrevista de despedida do Sporting Clube de Portugal, Tiago Barth deu continuidade ao momento em que uma ligação de cinco temporadas chegou ao fim.

Em resposta às perguntas dos meios de comunicação Leoninos, o antigo central falou sobre o final da carreira de atleta e não se cansou de reforçar o amor que vai ter sempre ao emblema de Alvalade - que faz parte da família.

O final deste capítulo Sporting CP corresponde ao final da carreira?
Sim, corresponde. Encerro assim a minha carreira como jogador profissional, é algo que todo o atleta sabe que um dia esse momento chega, mas muitas vezes quando esse momento chega, demora ainda um tempo para assimilar. Mas era algo em que eu já vinha a pensar, já me vinha a preparar para isso, então saio num momento bom, na melhor época possível, saio como campeão, saio muito feliz.

Apaixonou-se pelo Sporting CP?
Sim, apaixonei-me. Hoje sou um adepto, acompanho as modalidades, acompanho o futebol e independentemente de estar aqui, no Brasil, em qualquer lugar do Mundo, vou acompanhar, vou apoiar, vou ser um adepto do Sporting CP.

Porque é que o ambiente no Pavilhão João Rocha e no Sporting CP foi sempre tão especial e mágico para si?
Como posso explicar? É tudo aqui: a estrutura, os adeptos que estão sempre e apoiar-nos, é a magia, a mística que só quem veste a camisola, quem está aqui não como atleta, mas como adepto, quem é fã, quem sente esse amor consegue mensurar o que é. É algo que nunca tinha sentido na minha careira, em nenhum clube pode onde passei e saio daqui, não só eu, mas os meus filhos, a minha família, apaixonados pelo Clube.

"Independentemente de estar aqui ou em qualquer lugar do Mundo, vou ser um adepto do Sporting CP"

O Sporting CP foi adoptado como parte da sua família?
Sem dúvida. Os meus filhos participaram, a minha filha no voleibol, o meu filho no andebol, então além de atleta, havia o pai de atletas aqui no Sporting CP. Além de estar aqui como atleta, estava na bancada a apoiar os meus filhos, a ir a jogos todas as semanas, pude estar dos dois lados, como atleta e como adepto.

O Sporting CP foi uma boa forma de vida?
Claro. Foram muitos momentos aqui [no Pavilhão], como no Estádio, nos jogos dos meus filhos, na rua, com os adeptos, que vinham ter comigo, a agradecer, a perguntar dos jogos ou da modalidade e aqui acabamos por estar envolvidos em muitas situações. Acho que isso, além da paixão, traz uma sensação de orgulho de estar aqui e de ter representado bem esta equipa.

Também mexiam consigo as interações com os adeptos?
Sem dúvida. As vezes até no supermercado, na rua, um adepto encontrava-me e perguntava sobre o jogo, sobre como está a equipa, uma cobrança também para ser campeão, mas é muito bom, vemos que os adeptos nos estão a acompanhar, que estão preocupados com a modalidade e como atleta sentia-me realizado, bem, com esse contacto.

Que importância teve o treinador João Coelho no crescimento muito forte do voleibol do Sporting CP?
Foi fundamental. Chegou num momento de dificuldade, acho que ele chegou no pior momento em que estive aqui [no voleibol do Sporting CP], em que a equipa não estava a corresponder, não estava à altura do que deveria estar e ele conseguiu aos poucos ‘consertar’ isso, conseguiu aos poucos transformar a equipa numa equipa vencedora. Não foi imediato, ele chegou a metade de uma época, tivemos a Taça numa temporada e na seguinte fomos Campeões Nacionais. Foi uma construção em que ele teve muito trabalho, mas em que conseguiu passar uma visão de grandeza para a equipa, uma visão de querer estar no topo, de querer ser a melhor equipa de Portugal e acho que ele ainda vai dar muito ao Sporting CP. Espero continuar a ver a equipa trilhar esse caminho de sucesso e a conquistar muitos mais títulos.

"Espero continuar a ver a equipa trilhar um caminho de sucesso"

O Tiago era central. Como avaliou o crescimento do companheiro de equipa e de função no jogo Kelton Tavares?
O Kelton é um fenómeno. Chegou no mesmo ano do que eu e é um atleta que evoluiu de uma maneira fantástica, acho que foi um dos pilares principalmente esta época, em momentos muito decisivos como na final da Taça de Portugal e em outros jogos e acredito que ainda vai evoluir muito e que com certeza vai conquistar muitos mais títulos. Tem um futuro brilhante.

Como era o central mais experiente, o Kelton pedia-lhe conselhos? 
No dia-a-dia acaba por se absorver muita coisa. Quando comecei a jogar inspirava-me muitas vezes nos jogadores mais velhos, a observar como trabalhavam, como agiam e nesses anos todos pudemos contribuir com aprendizado. Eu quando cheguei, quase com 20 anos de carreira, aprendi muito, acho que isso é uma das características desta equipa, em que podemos ter um jogador mais experiente, um que começou há pouco tempo, mas aqui no treino não há essa separação, não há essa divisão. É uma equipa em que todos estão na mesma direcção, todos contribuem e isso é algo que diferencia esta equipa.

O que vale no ano de despedida ter ganho tudo o que havia para conquistar a nível nacional?
Sinto-me muito realizado, feliz, é algo que almejava, que na época anterior não tinha sido possível, por ter faltado a Taça de Portugal e esta época conseguimos conquistar os três troféus. Carimba o trabalho feito, que foi quase perfeito. Não tenho de olhar para trás e dizer que algo poderia ter sido diferente. Tudo foi feito da melhor forma possível e o resultado acabou por ser o melhor possível.

Que mensagem gostaria de deixar aos seus companheiros, que vão encarar a nova temporada?
Desejo o melhor, tudo de bom para eles, peço que aproveitem ao máximo cada jogo, quando estiverem aqui [Pavilhão João Rocha]. Eu aproveitei, tanto que no último jogo passava pela minha cabeça isso, a tentar agarrar-me a cada segundo. Aproveitem ao máximo, é uma equipa que se diverte muito, que é muito amiga, o clima no balneário é excelente. Não é uma equipa que vem aqui, faz o trabalho e depois sai e não se quer ver. Muito pelo contrário. É uma equipa que se encontra, que que está sempre junta e acho que isso é o diferencial de uma equipa vencedora, é uma equipa que não está ali só para a parte do voleibol. Aqui é uma família. Quem fica vai ter a responsabilidade de passar isso para quem chega, de manter esse clima amistoso, de família e acho que fazendo o que foi feito, de certeza que vai haver muito sucesso e muitos títulos pela frente.

E aos adeptos Sportinguistas?
Só agradecimento. Desde o momento em que cheguei fui muito bem recebido, até nos momentos mais difíceis, nos primeiros anos, eu nunca tive hostilidade. Houve cobranças, mas sempre respeitosas, como deve de ser, como um adepto que ama o clube, que vai estar sempre ali. Sempre foi apoio, carinho e no último jogo, nós cumprimentamos sempre os adeptos, muitos perguntaram se eu permaneceria e é bom ver o adepto depois de cinco épocas a querer que permanecesse. Só tenho a agradecer e dizer que em todos os momentos que vivi aqui dei o meu máximo, foi com dedicação, foi com amor e com total respeito pelo Clube, respeito que vou levar para sempre e que agora serei mais um adepto.    

"Em todos os momentos que vivi aqui dei o meu máximo"

Que grande lição transporta na bagagem das temporadas de Sporting CP?
Foi muito crescimento. Uma aprendizagem de que, mesmo tendo muitos anos de voleibol, poder ter estado num clube com esta tradição, um clube conhecido mundialmente, que vai manter essa história por muitos anos, foi um aprendizado de amor ao Sporting CP, de amor à modalidade. Voltei a ter um sentimento como profissional que acho que havia perdido um pouco, de ter essa paixão pelo voleibol. Aqui consegui voltar ao Tiago de há 20 anos, quando comecei a carreira, de quem vivia o desporto com outros olhos, com ‘fogo’, uma vontade de estar ali e aqui [no Sporting CP] pude voltar a sentir isso. Saio como outro atleta, o Tiago que chegou aqui não é o que sai hoje. Saio como jogador realizado, um jogador apaixonado pelo Sporting CP, pelo Clube.

OS NÚMEROS DE TIAGO BARTH NO SPORTING CP
5
temporadas
146 partidas
961 pontos
2 Ligas (2024/2025, 2025/2026)
2 Taças de Portugal (2023/2024, 2025/2026)
2 Supertaças de Portugal (2024, 2025)
1 Taça Ibérica (2024)

Foto Isabel Silva

Voleibol verde e branco abriu portas aos mais novos

Por Sporting CP
20 Jun, 2026

Manhã animada com a presença dos Bicampeões Nacionais

O Pavilhão João Rocha recebeu, este sábado, mais uma iniciativa de captação do voleibol do Sporting Clube de Portugal. Destinado a rapazes dos oito aos 14 anos que quiseram experimentar a modalidade e viver uma manhã diferente ao lado dos seus ídolos, o Try Out contou com a presença dos Bicampeões Nacionais Tiago Pereira, Edson Valencia, Armando Velasquez, Jonas Aguenier e Lourenço Martins, bem como de João Coelho e da sua equipa técnica.

A desfrutar de um merecido período de descanso após a recente conquista do triplete, os cinco Leões marcaram presença numa sessão de treino onde reinou a diversão. O objectivo, esse, ficou claro desde os primeiros toques na bola: aproximar gerações e alimentar sonhos.

Para Pedro Teixeira, treinador-adjunto da equipa principal masculina, esta ligação é essencial para aquilo que o Sporting CP pretende construir.

"Este tipo de iniciativas é fundamental para o Clube, bem como esta sinergia entre nós, os miúdos que estão a experimentar pela primeira vez o voleibol e aqueles que já fazem parte da formação. Acho que isto tem de acontecer cada vez mais, porque é o que caracteriza o Sporting CP: ser uma família", começou por dizer o técnico, feliz por proporcionar uma experiência inesquecível aos mais novos: habituados a acompanhar os jogos da bancada, os jovens participantes tiveram a oportunidade de privar de perto com os seus ídolos.

"Acredito que vão recordar esta experiência para sempre. Trabalham para um dia estar dentro do campo e fazer as mesmas coisas que estes jogadores fazem. Espero que seja um marco importante para a formação deles e que percebam que os nossos atletas, além de serem atletas de alta competição, são pessoas fantásticas", afirmou, antes de deixar um conselho final.

"Tentem fazer isto sempre de uma forma leve, disponível e alegre. No final, nós só fazemos aquilo de que gostamos e tudo se ultrapassa mais facilmente se encararmos isto de uma forma tranquila e divertida", atirou.

Entre os 'mais velhos', Lourenço Martins terminou a manhã tão cansado quanto satisfeito.

"Todos os atletas que têm a oportunidade de participar nestas actividades desfrutam muito. Nós já tivemos a idade deles e a admiração com que nos olham é a mesma com que nós olhávamos para os jogadores mais velhos. Se pudermos fazer o dia de uma criança, já vale a pena", lembrou o internacional português, que acredita que o segredo para crescer na modalidade passa pela confiança e pelo espírito colectivo.

"É preciso acreditar muito no processo. Quando os treinadores nem sempre dizem aquilo que queremos ouvir, temos de perceber que é porque querem que sejamos melhores. E também confiar nos colegas de equipa, porque o voleibol é um desporto colectivo e ninguém resolve os problemas sozinho", aconselhou os jovens participantes.



A experiência, garante, é ainda assim enriquecedora para os dois lados.

"É sempre bom estar com pessoas mais novas porque nos recordam esta inocência e esta felicidade de fazer uma coisa tão simples como jogar voleibol; além, claro, de testemunharmos a felicidade deles. Mais tarde, num jogo importante, podemos olhar para a bancada e ver um miúdo que esteve aqui connosco e isso pode dar-nos força num momento decisivo", garantiu Lourenço Martins, considerando que, numa fase em que o Sporting CP é Bicampeão Nacional, os jogadores Leoninos têm também uma responsabilidade acrescida no crescimento da modalidade em Portugal.

"É muito importante continuarem a aparecer jogadores vindos da formação. Há cada vez mais adesão ao voleibol e é muito bom ver aqui alguns miúdos que já nos surpreendem pelo talento que têm. Estamos todos muito felizes e adoramos poder dar-lhes o exemplo", rematou.



No meio dos muitos sorrisos e desafios superados, o participante Manuel Gonçalves já fazia planos para o futuro. Soube da iniciativa através dos pais e não hesitou em participar.

"Quis vir porque gosto muito de jogar voleibol na escola e estou a pensar começar a jogar no Sporting CP em breve", contou o jovem, que, apesar de já saber que iria encontrar os jogadores da equipa principal, foi surpreendido pela sua disponibilidade.

"Foi muito agradável. Eles são muito simpáticos, ajudam-nos a jogar e a melhorar", contou. E quando chegou o momento de eleger a melhor parte do dia, a resposta surgiu sem hesitação.

"A parte mais divertida é jogar e divertir-me. Acho que a pior parte é sempre ir embora", atirou.



Também o pequeno Miguel Ribeiro aproveitou cada minuto da experiência. Depois de trocar o futebol pelo voleibol, modalidade que pratica desde os três anos, viveu pela primeira vez uma manhã no Pavilhão João Rocha. "Foi espectacular”, resumiu.

O jovem participante destacou ainda a paciência dos seus ídolos. "Foram sempre simpáticos e explicaram-me o que era para fazer. Se eu fazia alguma coisa mal, explicavam-me outra vez e comecei a gostar ainda mais de jogar voleibol", garantiu. Sobre o futuro, não escondeu a ambição.

"Adorava ser jogador de voleibol e imagino-me a jogar aqui no Pavilhão João Rocha. É muito giro", rematou.

Entre jogos, conselhos e muitas fotografias, o voleibol verde e branco voltou a abrir as portas aos mais novos. E quem sabe se entre os petizes que passaram este sábado pelo Pavilhão João Rocha, não estarão alguns dos nomes que um dia hão-de continuar a escrever a história da modalidade de Leão ao peito.

Foto João Pedro Morais, José Lorvão

Jan Galabov: "O Sporting CP é especial e único"

Por Sporting CP
24 Jun, 2026

Despedida do internacional checo marcada por muitos agradecimentos

Depois de recordar a chegada ao Sporting CP e os principais troféus, Jan Galabov abriu o coração para falar da ligação criada com os Sportinguistas, enalteceu o ambiente vivido no jogo do título desta temporada e sublinhou, acima de tudo, o privilégio que foi representar um Clube que descreve como "especial e único". Pelo meio, numa comparação bem-humorada com outro -ov que habita o imaginário Leonino, o internacional checo revelou a esperança de ter deixado também uma marca na história do Sporting CP.

O Jan tornou-se um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos. Sentia isso dentro de campo?
Claro que sentia. Acho que todos nós fazemos desporto pelos adeptos. Não consigo imaginar como seria jogar sem eles. Aliás, consigo, porque no período da COVID-19 tivemos de jogar sem público e não foi nada agradável. Foi horrível, na verdade. Jogar para as pessoas é incrível. E acho que nós, jogadores de voleibol, devemos aprender a interagir mais com os adeptos, porque eles gostam disso. Basta olhar para modalidades como o andebol ou o futsal. O ritmo do jogo é diferente, mas a forma como os jogadores mostram emoções e puxam pelos adeptos faz com que eles enlouqueçam nas bancadas. E, no fim das contas, é isso que todos procuramos. Via-se perfeitamente como os adeptos vibravam connosco, como celebravam cada momento ao nosso lado. Isso também foi incrível.

Como descreveria o Sporting CP a alguém que nunca viveu a experiência de representar este Clube?
É algo muito especial e único. Porque o Sporting CP não é apenas voleibol. É toda uma estrutura, uma organização enorme, com várias modalidades. Claro que existem adeptos mais ligados a cada modalidade em específico, mas também há muitas pessoas que acompanham tudo e apoiam todas as equipas. E essa ligação entre todas as modalidades é algo que quero destacar. É muito especial. Não existem muitos clubes no mundo onde se possa ver tanta coisa ao mesmo tempo. E não falo apenas das modalidades colectivas que estão aqui no Pavilhão João Rocha, mas também das outras, como o judo, o boxe e tantas mais. Além disso, acaba por ser inspirador cruzarmo-nos diariamente com atletas de outras modalidades nas sessões de fisioterapia, massagens ou tratamentos. Vemos como trabalham, treinam e competem. Isso inspira-nos muito. Descreveria assim esta experiência.

"A ligação entre todas as modalidades é algo que quero destacar. É muito especial"

O que sentiu no seu último jogo pelo Sporting CP?
Desfrutei muito dos últimos jogos. Pela primeira vez nestes três anos senti que tudo estava a acontecer de forma mais natural, talvez mais fácil do que o habitual. E tenho a certeza de que isso aconteceu porque estávamos a jogar muito bem como equipa. Estávamos muito confiantes e tudo parecia correr a nosso favor. Talvez por isso os jogos tenham parecido mais fáceis. Mas foi simplesmente porque tudo funcionava, em todos os aspectos. Desfrutei mesmo muito do momento, sem pensar no futuro nem no que viria depois. Vivi cada instante e dei absolutamente tudo para conquistar este triplete e erguer o troféu perante os adeptos.

É difícil despedir-se de um Clube como o Sporting CP?
É difícil, claro. Como disse antes, três anos deixam uma marca muito grande no coração. Foram muitas experiências, muitos momentos inesquecíveis. Por isso, obviamente, custa despedir-me de pessoas de quem gosto muito e com quem adorei partilhar estes anos. Mas também tento olhar para isto de outra perspectiva. Quando uma coisa termina, outra começa. E ninguém sabe o plano de Deus. Talvez um dia volte. Nunca sabemos o que o futuro reserva.

Sai do Sporting CP com um sentimento de missão cumprida?
Sim, sinto isso. Como disse, acho que não havia muito mais que pudéssemos conquistar ou ganhar a nível nacional. Estou incrivelmente orgulhoso do trabalho que deixo aqui. A nível pessoal, tentei sempre dar tudo pelo Sporting CP. Mas o voleibol é, acima de tudo, um desporto colectivo. Não se ganha, não se conquista nada, sozinho. Por isso, o meu enorme agradecimento vai também para todos os meus colegas de equipa, os actuais e os que passaram por cá nas temporadas anteriores. Todos juntos conseguimos conquistar tudo isto. Foi incrível. Muito obrigado por tudo.

"O voleibol é um desporto colectivo. Não se conquista nada sozinho. Por isso, o meu enorme agradecimento vai também para todos os meus colegas de equipa, os actuais e os que passaram por cá nas temporadas anteriores”

Escreveu páginas importantes na história do voleibol do Sporting CP. O que sente ao saber que ficará ligado à história do Clube?
Espero que um dia o meu nome esteja naquela parede exterior do Pavilhão João Rocha e que exista uma estrela com o meu nome no passeio (risos). Para que um dia possa passar aqui com os meus filhos e dizer-lhes: "Olhem, está ali o meu nome". Foi incrível. E espero que, tal como existiu um búlgaro chamado [Krasimir] Balakov no futebol - pelo que sei, de quem as pessoas ainda hoje se lembram muito bem e que se tornou um símbolo da história do Sporting CP -, possa existir agora o Galabov do voleibol. Espero deixar também algum legado aqui.

Que mensagem gostaria de deixar aos Sportinguistas?
Espero que a forma como vi o Pavilhão João Rocha no último jogo, provavelmente com a maior assistência no voleibol desde que aqui estou, se torne cada vez mais habitual. O pavilhão estava praticamente cheio. Só desejo que, com todo o sucesso que tivemos, as pessoas comecem a aparecer ainda mais, que gostem da modalidade e que percebam como este desporto é bonito. Espero que continuem a apoiar o voleibol. E desejo também ao Sporting CP o maior sucesso em todas as modalidades. Que todos os atletas sintam orgulho por representar este Clube, porque é um privilégio estar aqui.

"Desejo ao Sporting CP o maior sucesso em todas as modalidades. Que todos os atletas sintam orgulho por representar este Clube, porque é um privilégio estar aqui"

Para terminar, consegue deixar algumas palavras em português para os adeptos?
Pessoal, muito obrigado por todos estes momentos aqui no Pavilhão João Rocha. Foi uma grande época convosco. Foi um prazer.

OS NÚMEROS DE JAN GALABOV NO SPORTING CP
3 temporadas
106 partidas
1169 pontos
2 Ligas (2024/2025, 2025/2026)
2 Taças de Portugal (2023/2024, 2025/2026)
2 Supertaças de Portugal (2024, 2025)
1 Taça Ibérica (2024)

Foto João Pedro Morais

Jan Galabov na hora da despedida: "Foi uma viagem incrível"

Por Sporting CP
24 Jun, 2026

Zona 4 recordou três anos de muitas conquistas

Após três temporadas de Leão ao peito, Jan Galabov despede-se do Sporting CP com uma marca indelével numa das fases mais bem-sucedidas da história recente do voleibol verde e branco. O internacional checo, que chegou ao Pavilhão João Rocha em 2023, afirmou-se rapidamente como uma das figuras da equipa orientada por João Coelho e foi um dos principais protagonistas de um grupo que não só voltou a impor-se no panorama nacional como também assinou feitos memoráveis nas competições europeias.

Os números ajudam a contar a história. Em três temporadas, o zona 4 disputou 106 partidas oficiais, somou 1169 pontos e ergueu sete troféus. A primeira conquista aconteceu logo na época de estreia e, à Taça de Portugal de 2023/2024, seguiram-se duas épocas consecutivas de enorme sucesso, que devolveram ao Clube os títulos nacionais de 2024/2025 e 2025/2026. A campanha mais recente ficou ainda marcada pela conquista do tão desejado triplete, feito que consolidou o lugar desta equipa entre as mais fortes da história da modalidade no Sporting CP.

Na hora da despedida, Jan Galabov recordou alguns desses momentos vividos de verde e branco, falou dos troféus mais marcantes, das noites europeias no Pavilhão João Rocha e da "união" de um grupo como nunca encontrou na carreira. No fim, garante, "vir para o Sporting CP foi, sem dúvida, a escolha certa".

Quando chegou ao Sporting CP, em 2023, imaginava que se despediria como campeão nacional e com um triplete na bagagem?
Provavelmente não. Antes de mais, nunca sabemos quanto tempo vamos passar num clube, porque a vida e a carreira no desporto são assim mesmo. Só posso dizer que foi uma viagem incrível. Estive três anos no Sporting CP e conquistámos todos os troféus possíveis, pelo menos a nível nacional. Não falo das competições europeias, que têm um nível competitivo muito elevado e são muito difíceis de ganhar, mas acho que podemos dizer que foi um período muito, muito bem-sucedido da minha carreira. Espero que também o tenha sido para o Sporting CP.

Olhando para trás, o que é que o convenceu a aceitar o projecto do Sporting CP? Valeu a pena tomar a decisão de vir para Lisboa?
Valeu 100% a pena. Agora, olhando em retrospectiva, posso dizer que foi uma decisão inteligente. Vi aqui uma boa oportunidade. Vi a possibilidade de jogar numa Liga que talvez não seja a mais forte da Europa, mas que tem muito para oferecer. E chegar a um Clube tão grande trazia também a possibilidade de disputar competições europeias, que era aquilo que eu procurava na altura.

Além disso, conseguir ganhar o campeonato e participar depois na CEV Champions League foi incrível. Estou muito grato por ter vivido esta experiência. Vir para o Sporting CP foi, sem dúvida, a escolha certa.

"Estou muito grato por ter vivido esta experiência. Vir para o Sporting CP foi, sem dúvida, a escolha certa"

Lembra-se do primeiro jogo pelo Sporting CP? O que guarda desse dia?
Sinceramente, tenho muito má memória para essas coisas (risos), mas a primeira vez que jogamos por um novo clube é sempre especial. Há algo de que me recordo bem: chegar a um novo Pavilhão, ver as novas luzes, tudo verde e branco, as pessoas, os adeptos... foi algo que me deixou marcas no coração para sempre.

Acabou de descrever o Pavilhão João Rocha. Que sensação teve ao jogar aqui pela primeira vez?
Na verdade, foi difícil, porque ainda me estava a habituar a uma nova realidade. Uma coisa é ver o Pavilhão nos treinos e outra completamente diferente é senti-lo em jogo. Depois, há as pessoas, o espectáculo de luzes e tudo isso. Portanto, ao início não foi fácil. Mas, com o tempo, tudo se tornou mais natural para mim. Acho que transformámos este Pavilhão numa casa muito forte, numa verdadeira fortaleza. Era muito, muito difícil bater-nos aqui.

"Transformámos este Pavilhão numa casa muito forte, numa verdadeira fortaleza. Era muito, muito difícil bater-nos aqui"

Qual foi o jogo mais especial que viveu pelo Sporting CP?
Para mim, o jogo mais especial foi provavelmente contra o SVG Lüneburg, na CEV Champions League. Primeiro, porque estávamos a jogar a Liga dos Campeões, a melhor competição de clubes que se pode disputar a este nível, e depois porque fizemos uma exibição muito boa. Conseguimos uma recuperação incrível e acabámos por vencer [ndr.: O Sporting CP venceu esse jogo por 3-1, a 10 de Fevereiro de 2026]. Foi um jogo enorme para nós, com muitos adeptos e um ambiente fantástico. Esse jogo destaca-se claramente.

Depois, diria também, como conjunto, os jogos frente ao SL Benfica, sobretudo os da final da última época [2024/2025], quando parecia que estávamos em desvantagem. No fim, conseguimos dar a volta e trazer o troféu para casa. Foram jogos incrivelmente difíceis aqui no Pavilhão João Rocha, mas conseguimos.

Dos sete troféus conquistados no Sporting CP, qual teve mais significado para si?
O Campeonato Nacional da temporada passada, sem dúvida. Aliás, posso falar de dois troféus. Começo pela Taça de Portugal da minha primeira época no Sporting CP [2023/2024], porque foi o primeiro troféu conquistado por este grupo e por este projecto que o Sporting CP iniciou há três anos e meio. Tenho memórias muito fortes desse jogo. A final foi contra a AJ Fonte Bastardo e pensámos que talvez fosse um jogo mais fácil do que realmente acabou por ser. Foi um jogo muito duro. A certa altura, talvez tenhamos ficado um pouco assustados com a possibilidade de perdermos. Por isso, foi uma enorme conquista para mim, até mesmo a nível pessoal. O primeiro troféu é sempre muito especial.

Depois, escolho também o tal título da última temporada [2024/2025], quando começámos a perder a final por 2-0 frente ao SL Benfica. Sentíamos a pressão, mas conseguimos. E conseguimos porque mentalmente fomos muito mais fortes. Sobrevivemos a essa luta. Ganhámos as batalhas e depois ganhámos a guerra [ndr.: O Sporting CP venceu o quinto jogo no Pavilhão da Luz e conquistou a Liga]. Esses dois troféus foram os mais marcantes para mim.

"A primeira Taça de Portugal que conquistei e o título nacional da temporada 2024/2025 foram os troféus mais marcantes para mim"

Ao longo destas três temporadas no Sporting CP, viveu muitos momentos positivos e menos positivos. Há algum que nunca vá esquecer?
Acho que nunca vou esquecer nada do que vivi no Sporting CP. Três anos é muito tempo. Tempo suficiente para guardar tudo na memória, todas as pessoas. Foi especial também porque praticamente ninguém mudou à nossa volta durante este período. Diria que ninguém, tanto na equipa técnica como no restante staff. Sim, alguns jogadores saíram e outros entraram, isso é normal, mas no geral mantivemos uma base muito consistente. E quero deixar-lhes um agradecimento especial: nunca na minha carreira tinha visto os treinadores, adjuntos, nutricionistas e todas as demais pessoas que diariamente cuidam de nós ser tão unidos. Deram sempre o máximo, sabiam tudo o que se passava na equipa, a comunicação e a organização eram incríveis. Nunca vi nada assim antes. Acho que isso é muito único no Sporting CP; a união. E nunca vou esquecer nenhuma dessas pessoas.

Na segunda parte da entrevista, que pode ser lida aqui, Jan Galabov abre o coração para falar da ligação criada com os Sportinguistas, do ambiente especial vivido no Pavilhão João Rocha e do orgulho que sente pelo percurso construído num Clube que descreve como "especial e único". Entre memórias, agradecimentos e a emoção da despedida, o internacional checo recorda os últimos momentos de Leão ao peito e revela o desejo de deixar um legado no voleibol verde e branco.

Foto João Pedro Morais

Tiago Sineiro é o novo treinador da equipa feminina de voleibol

Por Sporting CP
21 maio, 2026

Técnico ambicioso na chegada ao Pavilhão João Rocha

Tiago Sineiro é o novo treinador da equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal. Após integrar as equipas técnicas de Castêlo da Maia GC e AJ Fonte do Bastardo e de ter assumido o comando da equipa masculina do Leixões SC em 2021/2022, o treinador chega agora ao Sporting CP para abraçar um novo desafio na carreira.

"É uma sensação muito boa. Não podia recusar este convite, a história do Clube assim me obrigava. Estou pronto para começarmos a trabalhar", começou por dizer o treinador, em declarações aos meios de comunicação verdes e brancos.

Depois de várias temporadas ligado ao voleibol no masculino, Tiago Sineiro explicou que o projecto apresentado pelo Sporting CP surgiu, também, como a oportunidade de sair da sua zona de conforto.

"Sentia que precisava de um desafio e o feminino acaba por ser diferente. Depois, claro, a grandeza do Clube e a possibilidade de lutar por títulos e marcar presença nas competições europeias fizeram com que só pudesse aceitar a proposta", referiu ainda Tiago Sineiro, que, assumindo desde o primeiro dia a conquista de troféus como meta, destacou a importância de colocar o Sporting CP de forma regular nas fases mais decisivas da época.

"Para podermos conquistar títulos, temos de estar presentes nos momentos de decisão. O Clube tem de estar sistematicamente nesses momentos e esse é o nosso primeiro objectivo. Depois, claro, ganhar títulos. O Sporting CP ainda não conquistou o Campeonato Nacional feminino e esse também é um objectivo pessoal", afirmou.

Para isso, garante o técnico, será necessário consolidar um grupo onde a ambição, organização e competitividade emergem como características fundamentais.

"Tem de ser uma equipa com uma vontade e com uma ambição muito grandes. Independentemente do momento da época, o objectivo tem de ser sempre jogar para ganhar, sendo aguerridas, combativas, mas também bastante organizadas", sublinhou.

O novo técnico vai reencontrar João Coelho nos corredores do Pavilhão João Rocha e acredita que o líder da equipa masculina o ajudará "a perceber melhor a realidade do Clube", mas reconhece ter já sentido a dimensão do Sporting CP. Agora, mostra-se ansioso por vivê-la em pleno nos jogos.

"É um Clube enorme, já deu para perceber a quantidade de pessoas [a trabalhar] à volta do Clube. Quando começar a época, terei a oportunidade de perceber essa grandeza de outra forma, com os adeptos aqui nas bancadas a apoiar-nos", disse, antes de deixar um apelo - o primeiro - aos Sportinguistas: "Que apareçam. Nós vamos fazer tudo para conquistar o seu apoio e, juntos, tentarmos conquistar o primeiro campeonato nacional do voleibol feminino", rematou.

Também João Fidalgo, coordenador da modalidade, falou aos meios de comunicação Leoninos e justificou a escolha do jovem técnico de 36 anos. 

"A vinda do Tiago Sineiro para o voleibol feminino é uma aposta firme e forte da nossa parte. Tem o seu valor mais do que provado no voleibol português e, mais recentemente, fez um trabalho absolutamente incrível no Leixões SC", salientou, sobre a temporada agora finda, onde o emblema de Matosinhos terminou a Liga no terceiro posto, logo atrás de Sporting CP e SL Benfica.

João Fidalgo acredita que o técnico chega, assim, preparado para acrescentar novas ideias à modalidade e ajudar o Sporting CP a crescer de forma sustentada.

"É alguém que vem aportar coisas novas e com a perspectiva de lutar por grandes conquistas, tanto no futuro mais próximo como mais longínquo. Não tenho dúvidas de que o fará. É alguém que vem unir e afirmar-se dentro de um grande Clube. É um passo muito importante na carreira do Tiago, mas estou certo de que é também um passo muito importante para o voleibol feminino do Sporting CP", concluiu.

Foto João Pedro Morais

Palavra aos Bicampeões Nacionais

Por Sporting CP
06 maio, 2026

Leões do voleibol celebraram no Pavilhão João Rocha

Aos microfones da Sporting TV, que acompanhou a festa dos Bicampeões Nacionais de voleibol na quadra do Pavilhão João Rocha, os Leões mostraram-se naturalmente felizes pelo que muitos consideraram uma "época quase perfeita". 

Tiago Pereira (em discurso)
"Sportinguistas, boa noite. E que noite! 3-0 em jogos na final, 3-0 em sets em cada jogo... Duas palavrinhas: a primeira, agradecer a esta moldura humana imensa. Nos cinco anos que tenho aqui no Sporting CP, foi o jogo em que mais senti a vossa presença. E quero que continuem a apoiar-nos ao longo das próximas épocas. Convosco fica muito mais fácil. A segunda, eu prometi-vos que este ano ia ser de muito trabalho, muita dedicação e que íamos lutar pelos três títulos. Cá estão eles, conquistámos o triplete, o que não acontecia desde 1992/1993. Acreditem nesta equipa e neste staff. O trabalho é bem feito, a malta é devota, dedicada. (...) Vamos conquistar mais títulos e continuar a escrever esta bonita história no Sporting CP." 

Jonas Aguenier
"Incrível. Há um ano não pensei que seria possível ser Bicampeão, depois de anos e anos com o SL Benfica a vencer. Tenho muito orgulho de estar com este grupo, ganhar três vezes por 3-0 ao SL Benfica é fantástico. (…) Saber que jogávamos aqui o terceiro jogo, com os nossos adeptos, tornou tudo mais fácil. É normal ganhar com este apoio."

João Fidalgo (director técnico)
"Uma felicidade imensa. A sensação é de dever cumprido. Esta malta merece mesmo muito, mereceu durante toda a época, que os Sportinguistas tivessem retribuído com esta presença. Empurraram-nos para esta grande vitória e obrigado a todos. Merece o Sporting CP, merecem o voleibol, este grupo, este treinador, sua equipa técnica e seu staff, e merecem principalmente estes jogadores que todos os dias sentem e honram ao máximo, a 110%, o símbolo e a camisola que vestem.

Os números falam pelo que foi a época. Muito trabalho, conquista e dedicação diária. Mas isto não para, isto não chega, e amanhã começamos a olhar para a frente. Vamos por mais e continuem a acreditar connosco."

Edson Valencia
"Não há palavras para descrever esta sensação, este momento tão maravilhoso. Casa cheia e conseguir dar de prenda [o título], mostrar o nosso esforço como equipa, e de coração sentir o que representa o nosso Clube, é a melhor satisfação que podemos ter. (…) É uma equipa sempre com fome de ganhar, com fome de títulos, com muito trabalho nas costas. Vamos dar sempre tudo em campo. (…) A nível pessoal, tenho uma conexão muito bonita com os adeptos, muitos deles passaram a ser família para mim, e é uma sensação muito boa. Antes de chegar cá tive algumas conversas e disseram-me, quase como uma previsão, que se eu viesse, íamos conseguir encher o Pavilhão e celebrar títulos. Ter-se tornado realidade mexe muito com os meus sentimentos e por isso senti de forma tão intensa cada ponto."

Tiago Barth
"Ganhar um título pelo Sporting CP é fenomenal. Ganhar em casa é uma emoção que não tenho como descrever. Esta é a minha quinta época aqui e desde o dia em que cheguei que sonhava com este momento. Conquistar o título em casa, junto com os adeptos, é uma emoção muito grande. (…) Este grupo é fenomenal, trabalhamos com muito gosto e, por mais que os treinos sejam puxados, estamos sempre em harmonia. Isso foi fundamental o campeonato inteiro. (…) Foi o jogo onde mais me emocionei, ver os adeptos o tempo inteiro a apoiar, a cantar, a empurrar-nos. Espero que seja sempre assim e que na próxima época a equipa possa contar com o apoio de todos."

Sergey Grankin
"Sinto-me muito bem. Primeiro, porque fiz bem o meu trabalho. Depois, quero agradecer a todos os que aqui estão connosco, fizeram um grande trabalho. Não joguei durante uma temporada e precisava de voltar bem, agradeço-lhes por isso. (…) O grupo é como uma família, toda a gente ajuda toda a gente. Obrigado aos meus colegas e obrigado aos adeptos."

Jan Galabov
"Vou dizer o mesmo do que todos os meus colegas: é maravilhoso. Estou muito orgulhoso da equipa, conseguimos o triplete, vencemos a Supertaça, a Taça de Portugal e agora a Liga, fizemos alguns jogos muito bons também na CEV Champions League. Foi uma temporada extraordinária e os resultados falam por si. (…) É muito importante existir química entre os jogadores, equipa técnica e treinadores, e conseguimos isso. Nos últimos três anos, não me lembro de ver o Pavilhão João Rocha tão cheio e foi um ambiente espectacular. Os adeptos não pararam de nos apoiar um segundo."

Pedro Abecassis
"Sinto-me muito feliz. É a melhor maneira de terminar uma época cheia de vitórias, contra os nossos maiores rivais, junto aos nossos adeptos. É um grupo muito unido, trabalhámos sempre juntos nos bons e nos maus momentos, contra o SL Benfica entrámos sempre muito bem e acho que isso fez a diferença."

Jan Pokeršnik
"Foi espectacular. Ganhámos 3-0 nos três jogos, vencemos a Taça de Portugal e a Supertaça, alguns jogos da CEV Champions League e estou muito feliz pela equipa. (…) Os adeptos foram o nosso sétimo jogador e foi maravilhoso ver o Pavilhão tão cheio. Espero que continue assim na próxima temporada."

Mads Jensen
"Estamos muito felizes. Trabalhámos toda a época para isto. Foi bom vencer a Taça de Portugal e a Supertaça, mas isto é o Campeonato Nacional e é o nosso objectivo principal. Agora, vamos fazer uma grande festa. É incrível, no início da época podíamos apenas desejar e sonhar viver estes momentos, mas conseguimos. O apoio dos adeptos é incrível, foi como um estádio de futebol. Para nós, isto é um sonho. Vivemos para jogos como este. Obrigado a todos."

Gonçalo Sousa
"Sabe a trabalho bem feito. Acho que é o culminar de uma época quase perfeita. Nas competições nacionais, o objectivo passava por ganhar todas e conseguimo-lo, com maior ou menor dificuldade. Fomos muito consistentes ao longo da época toda, com um ou outro pormenor menos conseguido. (…) A maneira como conseguimos integrar toda a gente tão rapidamente... acho que aqueles que chegaram este ano saem hoje deste Pavilhão com a sensação de que pertencem a algo muito bom.

Há poucos grupos assim e este é especial. Só um grupo destes conseguia conquistar aquilo que conquistámos e manter a consistência que nós mantivemos. É dar os parabéns a toda a gente e continuar a trabalhar. (…) Nunca tinha visto o Pavilhão assim, sentir isto estando ali dentro é indescritível. Sem dúvida que desempenharam um papel importante e por isso um obrigado a todos os que estiveram presentes e também a quem fez sentir o seu apoio por mensagem."

Armando Velásquez
"Uma emoção muito grande. Toda a equipa merecia este campeonato pelo trabalho e compromisso diário. O grupo é fantástico, trabalha forte todos os dias, e estávamos à procura destes três títulos. (…) Ver o Pavilhão assim é uma enorme satisfação, foi muito bonito. Os adeptos também mereciam este campeonato."

Lourenço Martins
"Foi uma época quase perfeita. Digo quase, porque um grupo como este faz-nos sonhar, faz-nos querer mais, e termos ficado fora das competições europeias pesou-nos. Queremos muito estar nesses palcos e ganhar todas as competições onde estamos envolvidos. Este ano foi mesmo uma época quase perfeita, e todos os parabéns vão para nós, para a equipa técnica e para os adeptos. Fica muito mais fácil com esta massa associativa, com o sétimo jogador em campo... Estamos no caminho certo, acompanhem-nos e fiquem connosco nesta aventura, porque acredito que ainda vamos ser muito felizes juntos.

É um grupo que todos os dias se motiva. Às vezes é complicado, há uma lesão, um dia menos bom, mas este grupo continua sempre. Toda a gente assume as responsabilidades, ninguém foge dos momentos de pressão e essa é uma grande força que pesou neste play-off contra o SL Benfica."

Nico Perrén
"Uma sensação incrível, porque esta equipa merecia muito. Trabalhamos muito, somos muito unidos, e merecíamos terminar desta forma. Pessoalmente, não acreditava que ia ser assim, porque o SL Benfica também tem uma grande equipa, mas com a ajuda dos nossos adeptos, que nos deram muita força, foi incrível. (…) O triplete? O ano passado doeu perder a Taça de Portugal, por isso reivindicá-la este ano e ganhar os três troféus fez-nos sentir muito bem.

Sonhávamos com o Pavilhão cheio, estar perto dos adeptos, é muito especial estar neste Clube e oxalá na próxima temporada tenhamos ainda mais gente connosco. Agradecer também às pessoas que encontramos pela rua e nos apoiam tanto."

Kelton Tavares
"Ainda me faltam palavras. É o resultado de todo o trabalho ao longo da época. Ganhar assim, desta forma, com o Pavilhão completamente cheio... é recompensador. Agora, é só mesmo desfrutar e celebrar, porque merecemos. Foi uma época bastante longa, com muitos jogos que serviram de aprendizagem para este momento. Estou completamente realizado com tudo aquilo que conseguimos esta temporada. 

Ficar na história do Clube é recompensador. Lá está, são muitos dias aqui, longe da família, mas no final olhamos para trás e ficamos orgulhosos. É continuar a trabalhar e pensar já no que vem aí. Queremos igualar ou fazer ainda melhor. É difícil, mas queremos, por exemplo, passar na fase de grupos da CEV Champions League, que este ano não conseguimos."

Li Yongzhen
"Este campeonato é o segundo troféu que venço em Portugal, mas é a minha primeira Liga e vou sempre lembrar-me deste dia tão importante. Estou muito grato por tudo o que vivo em Portugal."

Foto João Pedro Morais

João Coelho: "Vencemos de forma clara"

Por Sporting CP
06 maio, 2026

Técnico muito satisfeito com o triplete dos Leões do voleibol

Após o jogo de consagração do Bicampeonato Nacional, João Coelho esteve presente na sala de conferências de imprensa do Pavilhão João Rocha, onde respondeu às perguntas da comunicação social e se mostrou naturalmente feliz e orgulhoso pela época de grande nível do seu grupo de trabalho.

Chaves para a temporada exemplar
"A consistência ao longo da época, que nos permitiu ficar em primeiro, na última jornada, mesmo só tendo uma derrota por 3-2 no primeiro jogo. E uma consistência com um nível de prestação muito alto ao longo de toda a temporada, como se viu nesta final. Acho que nos apresentámos em crescendo, de forma segura, serena. Um colectivo sem grandes euforias, ciente de que tudo pode acontecer, e a vencer de forma inequívoca contra uma grande equipa. Se estamos a ter alguma superioridade, temos de ter muito mérito por isso. Dar os parabéns também ao SL Benfica, que tentou tudo, com todos os que tinha disponíveis, mas acho que vencemos de forma clara."

Quebrar a hegemonia do SL Benfica
"Acho que temos esse grande mérito. Muitos destes atletas do SL Benfica que estavam do lado de lá foram pentacampeões, não é uma equipa qualquer e não ficaram fracos de repente. Ganhámos por mérito, o ano passado. Fomos resilientes, a dar a volta a um 0-2, mas também demos mostras de competitividade o suficiente ao longo da época regular, e nas competições europeias, para toda a gente achar que não estava terminado.

Há uma semana negra, onde temos quatro jogos, que não corre bem e que muda o factor casa para o lado do SL Benfica, que conquistou aqui e que, no fim, conseguimos correr atrás. Mas acho que ninguém pode questionar nenhuma das três vitórias dessa final e isso só o faz uma grande equipa. Também há dois anos forçámos o SL Benfica à negra, com o factor casa aí a ser decisivo, mas vencemos a Taça de Portugal nessa época. Quando se é muito consistente durante muito tempo torna-se inevitável ganhar.

É uma equipa serena, experiente, que jogou sempre de forma adulta, que nunca abrandou em nenhum momento da época, ou destes três jogos, e que deu mostras de grande qualidade também na CEV Champions League. (…) É um grupo espectacular, absolutamente notável. Sabe treinar a sério, sabe divertir-se treinando a sério, gosta muito daquilo que faz. Temos um distribuidor [Sergey Grankin] com 41 anos, que não anda nisto há pouco tempo, um oposto com 38 [Edson Valencia], que se apresentaram a um grande nível toda a época... Um staff inacreditável, na capacidade de trabalho e na competência, que permite que tudo isto funcione como uma verdadeira família. Nenhum deles é descartável ou negligenciado.

O Clube dá-nos todas as condições para que possamos apresentar um projecto com princípio, meio e fim. Esperamos ainda estar no princípio."

Continuidade do grupo na próxima temporada
"O voleibol tem um mercado muito volátil, mas o projecto, o Clube e os adeptos conseguem convencer muitos dos principais atletas a continuar e é isso que espero que suceda. Tenho a certeza absoluta de que gostam muito de cá estar, todos, e o treinador será a última razão. Mas com toda a estrutura, a forma como funciona, o suporte e apoio que os rodeia, não tenho dúvidas nenhumas de que a esmagadora maioria, se não todos, gostaria de continuar.

Planeamos as coisas com tempo, não as fazemos em cima do joelho. Tentamos ter critério e ambição, e temos de pensar na próxima época, mas antes celebrar. E quando digo pensar, ela já está em curso, como é óbvio. Mas o Sporting CP é um grande Clube que merece e que quer manter os seus melhores jogadores. É normal que haja uma ou outra mexida, mas tentaremos, à imagem da últimas épocas, mexer cada vez menos e, com menos contratações, acertar também mais."

Aparente calma de João Coelho
"Estou felicíssimo, mas aqui tento falar também com algum cuidado. O desporto ensina-nos muitas coisas na vida e gerir emoções é muito importante... os jogadores sentirem que estou mais para os ajudar do que para os atrapalhar. Todos eles sabem estar de forma harmoniosa e agressiva ao mesmo tempo. Tento passar uma mensagem fiel e correcta da equipa e do jogo, porque falar aqui é mais difícil do que lá em baixo (risos)."

Foto João Pedro Morais

Bicampeões Nacionais!

Por Sporting CP
06 maio, 2026

Prestação imaculada ao longo de toda a final garantiu a festa no Pavilhão João Rocha (3-0)

Bicampeões Nacionais! A equipa masculina de voleibol fechou com chave de ouro uma temporada brilhante - com apenas uma derrota 'dentro de portas' ao longo de toda a temporada - e somou o Campeonato Nacional aos troféus da Supertaça e da Taça de Portugal que em 2025/2026 ‘reforçaram’ já o Museu Sporting.

Na final disputada frente ao SL Benfica, os Leões de João Coelho deram mais uma evidente mostra de superioridade em todos os aspectos do jogo e fecharam a disputa pelo título com um inequívoco 9-0 na soma das três partidas. Na noite desta quarta-feira, os verdes e brancos carimbaram nova vitória pela margem máxima (3-0), esta a da consagração, e conquistaram um triplete muito celebrado pelas bancadas cheias do Pavilhão João Rocha - bancadas essas onde estiveram também Marco Aurélio, figura incontornável do futebol verde e branco entre 1994 e 1998, e Brandon Johns Jr., Diogo Ventura e Malik Morgan, que venceram recentemente a Taça Hugo dos Santos pela equipa masculina de basquetebol.

Num jogo onde técnico Leonino apostou de início em Jan Galabov, Sergey Grankin, Kelton Tavares, Edson Valencia, Jan Pokeršnik e o líbero Nicolás Perrén, até foi o SL Benfica a começar melhor, antes de Jan Galabov, com um ataque à sua imagem, reduzir a diferença (1-2). O checo, muito ‘afinado’, repôs entretanto a igualdade, num início algo nervoso do Sporting CP (3-3).

Com as duas equipas a pontuar consecutivamente no side-out (9-9), o equilíbrio foi sendo a nota de maior destaque, e os Leões iam denotando algumas dificuldades na recepção. Já a servir, Kelton Tavares conseguiu deixar o Sporting CP a vencer pela primeira vez por dois pontos de diferença (11-9), mas os encarnados rapidamente reequilibraram as contas (11-11), antes de Jan Galabov e Edson Valencia assinarem a meias o 13-11, o que levou o técnico do SL Benfica a pedir o primeiro time-out da partida.

Os verdes e brancos começavam a crescer e Edson Valencia e Jan Pokeršnik voltaram a criar problemas à recepção das águias, sem argumentos para travar os ataques Leoninos (15-12).  

Na fase intermédia do set, apareceram Jonas Aguenier e Jan Pokeršnik, o esloveno de mão quente, a ‘segurar’ a margem (18-13), antes de o inevitável Edson Valencia voar com uma cortada indefensável para o 19-14. Com novo time-out aos 20-14, o SL Benfica tentava reagir, mas Kelton Tavares apareceu na rede e fez mesmo um promissor 21-14.

Os encarnados, sem conseguir bloquear os ataques do Sporting CP, resistiam como podiam, mas o camisola 6 voltou a aparecer para deixar os Leões a um ponto de fechar o set (24-16). Não foi à primeira, nem à segunda, mas uma falha no serviço do SL Benfica ‘selou’ o 25-18 final.

Kelton Tavares continuou inspirado no arranque do segundo set, tal como Jan Galabov, muito efusivo na celebração do 3-1. Com ambos os conjuntos a pecar no serviço (5-3), quem não falhou foi Edson Valencia, com mais um ‘ás’ a assinar o 6-3 que levou Marcel Matz a pausar a partida numa fase ainda prematura do set.

O Sporting CP manteve a diferença de três pontos nas jogadas seguintes (8-5), muito graças aos erros não forçados das águias, que continuavam sem acertar no serviço.

Jan Pokeršnik, primeiro, e Sergey Grankin, depois, com dois blocos consecutivos, deixaram os Leões a vencer por margem mais confortável (12-5) e o técnico encarnado voltou a pausar o jogo, mas sem grande benefício, já que Edson Valencia na quadra e os Sportinguistas na bancada continuavam a embalar os Leões (13-7).

O SL Benfica ainda encetou uma ténue reacção (15-10), mas Jan Galabov e Edson Valencia ‘travaram-na’, o primeiro com um ataque indefensável, o segundo com um remate e outro serviço característicos (18-11).

Sem grande dificuldade, os Leões foram controlando a partida e, com o 21-15 de Jonas Aguenier, pareciam cada vez mais próximos de fechar o set. Jan Pokeršnik, no bloco duplo com Kelton Tavares, deixou o Sporting CP a três pontos do 2-0, e Edson Valencia, imparável, fez o 23-15. Foi mesmo das mãos do venezuelano que um fulminante disparo selou o 25-17.

Sergey Grankin, a servir para abrir o terceiro set, continuou a provocar dificuldades à recepção encarnada, tal como Edson Valencia, a fazer uma exibição de mão cheia (2-1). O SL Benfica conseguiu, porém, saltar para a frente do marcador (2-3), mas por pouco tempo, já que repetidas falhas no serviço encarnado permitiram ao Sporting CP recuperar a liderança.

Edson Valencia, a servir directo, e Jonas Aguenier, no bloco, fizeram o 7-4 que levou o técnico benfiquista a pedir mais um time-out, mas o Sporting CP continuava muito certinho na rede e Jan Galabov, a bloquear um ataque a solo de André Aleixo, fez o 8-4.

Incansáveis, os comandados de João Coelho rapidamente chegaram ao 11-6, mérito sobretudo do bloco a três que, bem oleado, deixava ‘passar’ pouco ou nada, mas permitiram uma breve reacção ao SL Benfica, que ainda reduziu para três os pontos de diferença (12-9).

Edson Valencia e Kelton Tavares ‘sacudiram’ a dormência com duas potentes cortadas (14-9) e o bloco do internacional português com Jan Galabov voltou a funcionar na perfeição, deixando os Leões a vencer por seis.

Aos 17-11, o técnico das águias pausou o jogo, uma última tentativa de inverter o rumo dos acontecimentos, e o SL Benfica ainda aproximou as contas (24-19), mas o destino da partida e do campeonato estavam escritos: sem quebrar em nenhum momento do jogo, o Sporting CP firmou um inequívoco triunfo e fez a festa. Bicampeões!

Sporting CP: Tiago Pereira [C], Jan Galabov, Sergey Grankin, Kelton Tavares, Edson Valencia, Li Yongzhen, Gonçalo Sousa [L], Tiago Barth, Jonas Aguenier, Jan Pokeršnik, Armando Velásquez, Nicolás Perrén [L], Mads Jensen e Lourenço Martins. Treinador: João Coelho.

Foto José Lorvão

Tiago Pereira: "Temos de estar ao nosso melhor nível"

Por Sporting CP
05 maio, 2026

Voleibol disputa esta quarta-feira o Jogo 3 da final (20h00)

Depois de duas vitórias pela margem máxima (3-0), a equipa masculina de voleibol do Sporting Clube de Portugal está a um passo de cumprir o objectivo de se sagrar Bicampeã Nacional. Para o concretizar, e plenamente consciente das dificuldades que as águias vão impor, terá de vencer também o Jogo 3 da final frente ao SL Benfica, agendado para esta quarta-feira, às 20h00, no Pavilhão João Rocha.

Em antevisão à partida, Tiago Pereira, capitão e porta-voz do grupo, garante que a chave para prolongar o nível exímio evidenciado ao longo desta decisão passa por "manter a consistência" apresentada, também, ao longo de toda a época. 

"A equipa tem trabalhado muito bem ao longo de toda a época. Temos de manter os índices de concentração sempre o mais alto possível e não dar nenhuma hipótese ao SL Benfica para que nos possa surpreender", começou por dizer o Zona 4, em declarações aos meios de comunicação do Clube.

Ciente de que o Sporting CP soma já "nove vitórias consecutivas contra o rival", Tiago Pereira sublinhou, porém, que as duas equipas se conhecem em profundidade, pelo que será difícil que uma ou outra surpreenda o adversário.

"Ambos os jogos, tanto o nosso como o deles, são muito esmiuçados, são estudados ao pormenor. Acho que não existe nada assim que possa surpreender muito para qualquer um dos lados. Resta-nos a nós estar no nosso melhor, fazer a nossa parte e estaremos sempre mais próximos da vitória", apontou, reconhecendo que o equilíbrio pode fazer pender o jogo para qualquer lado a qualquer momento.

Na memória dos Leões permanece, precisamente, o Jogo 3 da final da época passada, momento que marcou o início da reviravolta que conduziu à conquista do Campeonato Nacional.

"Nós aprendemos a lição - aprendemos ou experienciámos - o ano passado: nada está ganho quando se ganha dois jogos. Só se é campeão ao final de três. É nesse sentido que vamos abordar este jogo, como uma final, sabendo que temos de ganhar e estar no nosso melhor nível para isso. Ninguém nos vai entregar o jogo, a partida não está ganha. Não é porque vencemos os nove jogos anteriores que vamos ganhar este. Vamos agora aplicar-nos e apresentar-nos na máxima força", reforçou o capitão, que destacou ainda a importância do apoio dos Sportinguistas.

"Este pode ser o último jogo da época e nós queremos muito que eles compareçam em grande número. Tenho a certeza de que o vão fazer, mas venho apelar de qualquer das formas a que venham, a que se façam sentir, façam ouvir. Nós precisamos da força deles. Com eles, claramente, a vitória fica mais próxima. Venham dar-nos a energia que nós precisamos nos momentos chave", concluiu.

Páginas

Subscreva RSS - Voleibol