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Foto José Lorvão

Leões e Leoas já conhecem adversários europeus

Por Sporting CP
15 Jul, 2026

Jogos no final de Outubro e início de Novembro

A equipa principal masculina de voleibol do Sporting Clube de Portugal vai jogar a segunda ronda de acesso à Champions League frente ao Khilasedichi Baku.

No sorteio da CEV, realizado nesta quarta-feira, a sorte ditou que o primeiro encontro se vai disputar no Azerbaijão, a 3 ou 5 de Novembro, e o segundo no João Rocha, uma semana depois (10 ou 12/11).

Também as Leoas ficaram a saber que o Maccabi ASHDOD é o adversário nos 32 avos-de-final da Challenge Cup.

A primeira partida vai jogar-se no reduto Leonino, a 27 ou 29 de Outubro, enquanto a segunda se jogará em Israel a 3 ou 5 de Novembro.

Foto Isabel Silva

Sergey Grankin continua de Leão ao peito

Por Sporting CP
16 Jul, 2026

Distribuidor russo vai cumprir segunda época nos Bicampeões Nacionais

Sergey Grankin vai cumprir a segunda temporada ao serviço do Sporting CP. O distribuidor internacional russo e campeão olímpico abordou a renovação como uma consequência da satisfação mútua com o primeiro ano de ligação entre as partes. 

“Primeiro que tudo, é uma grande honra [renovar pelo Sporting CP]. A decisão foi, de alguma maneira, mais do Sporting CP do que minha, mas claro, estamos ambos muito contentes”, disse aos meios de comunicação do Clube. 

Grankin falou de uma equipa de voleibol do Sporting CP em crescendo com o decurso da temporada anterior.  “No início da época, o nosso jogo não era tão bom, precisávamos ainda de encontrar algumas soluções, também nas ligações, mas para o final da época, estávamos a jogar de maneira muito diferente”. 

Já de olhos no que se avizinha, o jogador acredita num Sporting CP sempre a melhorar e em evolução constante com o objectivo de fazer igual ou ainda melhor na nova temporada. “O nosso objectivo para a nova época tem de ser ganhar sempre, só primeiros lugares e também tentar passar à fase seguinte da CEV Champions League, numa competição em que devemos pensar ir passo a passo e época a época. Em Portugal, [temos de] tentar ganhar tudo”, traçou Grankin.

Por fim, o voleibolista deixou uma mensagem aos Sportinguistas: “Depois de ter visto o nosso Pavilhão cheio no último jogo da época [último jogo da final do play-off frente ao SL Benfica], gostaria de o ver assim mais vezes. Por favor, se o fizerem ficaremos muito felizes”.  

Por seu turno, João Fidalgo, coordenador de voleibol do Clube, certificou a satisfação por Grankin continuar de verde e branco. “Ficou à vista de todos durante a época o atleta e o jogador que temos aqui. É campeão olímpico, o currículo fala por ele, mas mais do que o currículo, que poderia não se traduzir em desempenhos de qualidade, era um atleta que já tinha terminado a carreira, tinha estado um ano parado e aceitou o desafio de vir para o Sporting CP e de voltar a competir”, disse aos meios de comunicação do Clube.  

João Fidalgo elogiou ainda a forma como Grankin se adaptou ao Sporting CP. “Houve um período inicial, natural, de adaptação a esta realidade, de voltar à sua forma, mas até nisso ele foi absolutamente brilhante, na forma como se adaptou aqui, com uma humildade absolutamente incrível e uma alegria no trabalho sempre excepcional. Surpreendeu toda a gente, se é que é possível dizer que um atleta assim conseguia surpreender alguém. Ele acabou por nos surpreender pela simplicidade e também ficou à vista que nos jogos determinantes ‘puxou’ o protagonismo com desempenhos brilhantes a catapultarem a equipa para grandes exibições e bons resultados”, acrescentou.

Foto Isabel Silva

Sporting CP renova com Tiago Pereira

Por Sporting CP
13 Jul, 2026

Zona quatro, capitão Leonino, prolonga ligação ao Clube

Tiago Pereira, capitão da equipa de voleibol do Sporting Clube de Portugal, renovou contrato com o emblema Leonino. O jogador, que irá entrar na sexta temporada consecutiva no Clube, deu conta da alegria por continuar ao serviço dos Leões.

“É um grande sentimento de felicidade, estou muito contente por renovar por mais uma época o meu vínculo ao Sporting CP, é sinal de que o Sporting CP também confia no meu trabalho, continua a acreditar que eu sou útil ao Clube e quando assim é, a renovação será sempre fácil”, disse o jogador aos meios de comunicação do Clube.

A liderança pelo bom exemplo faz Tiago Pereira confiar que tem feito as coisas bem. “Dou sempre o meu máximo no dia-a-dia no Sporting CP. Tenho a honra de capitanear esta equipa de voleibol, que tem dado tantas alegrias aos nossos adeptos e acredito que aliar o esforço, a dedicação, a minha devoção, acho que estou no caminho certo para acrescentar coisas positivas à bonita história que temos escrito no Sporting CP”. 

O jogador Leonino acredita que pode continuar a ser muito importante no contexto de grupo de voleibol do Sporting CP. “Já passei por um calvário de lesões nas minhas primeiras épocas ao serviço do Sporting CP, mas este ano consegui manter uma regularidade física muito boa e acho que acrescentei muitas coisas positivas ao Clube. Acho que ajudei em momentos cruciais e acho que tenho capacidade para ser uma peça fundamental para o ano”.

O capitão sente que os companheiros de equipa também olham para ele como uma importante referência. “Existe um ambiente muito bom nesta equipa, como tem havido poucas alterações de ano para ano tem sido fácil manter um bom ambiente e bom espírito e acho que sou peça importante também nisso, a forma como vivo o Sportinguismo acho que ajuda os elementos da equipa a sentirem isso”.

O capitão entende que “é sempre mais fácil trabalhar em cima de vitórias” e deixou uma mensagem final aos Sportinguistas: “Continuem a acreditar nesta equipa, continuem a acreditar no nosso trabalho, estamos a trabalhar de forma correcta, intensa, de uma forma muito positiva e queremos continuar a acrescentar páginas à bonita história do Sporting CP”, prometendo ainda “entrega e trabalho diário, lutar para estarmos nas decisões e ganhar todas as competições nacionais. Vamos tentar ser felizes na Europa, os jogos da CEV Champions League dão-nos um grande arcaboiço para os jogos da Liga, é um nível diferente. Queremos estar nos melhores palcos europeus, porque isso também ajuda a termos um maior sucesso a nível nacional”.   

João Fidalgo, coordenador de voleibol do Sporting CP, abordou a renovação de Tiago Pereira com nota de satisfação pelo acordo com o capitão Leonino. “Para nós é muito importante manter aqui o Tiago, o nosso capitão, atleta que tem aqui um percurso de vários anos, que permite uma ligação muito importante mesmo, não só dentro do balneário, como também para fora, naquilo que é o entendimento do Clube, da identidade, da história, de tudo isso para quem chega de novo. Ele cumpre na perfeição esse papel, tem a sua forma muito aguerrida e especial de conquistar o seu espaço em campo, sempre que é preciso está lá também em termos técnicos, tácticos e vai continuar na mesma senda. Renovar com o Tiago era importante para que possamos dar continuidade a esta senda que tem sido vitoriosa no voleibol do Sporting CP, mas não podemos parar, não nos podemos acomodar, temos de continuar a construir em cima do que tem sido bem feito e é por isso que para nós é importante ter o Tiago connosco”. 

Foto João Pedro Morais

Tiago Pereira: "Foi uma época muito boa"

Por Sporting CP
06 Jul, 2026

Capitão Leonino diz que Clube está no caminho certo e fala na competência que se respira no emblema Leonino

Nunca as cinco modalidades (masculinas) do Sporting Clube de Portugal ganharam tantos troféus numa época como em 2025/2026. Foram 13 no total e a equipa de voleibol foi decisiva nesse feito com um histórico 'triplete' (Supertaça, Taça de Portugal e Liga).

Em declarações aos meios de comunicação do Clube, Tiago Pereira, capitão dos Leões, abordou todos os pontos altos de uma temporada recheada de êxito. É o primeiro dos cinco capitães a fazer este balanço.

 

A equipa de voleibol do Sporting CP ganhou todas as competições em que entrou a nível interno: Supertaça, Taça de Portugal e Liga. Que balanço faz da temporada?
Foi uma época muito boa, não digo perfeita, com este grupo poderíamos ter feito mais qualquer ‘coisinha’ a nível europeu, mas a nível nacional foi praticamente perfeita. Tivemos uma derrota, mas que não influenciou o primeiro lugar na fase regular, conquistámos os três títulos possíveis nacionais, portanto acho que foi uma época muito boa. 

Dividindo as coisas, como recorda cada uma das conquistas, começando pela Supertaça?
Na Supertaça, estive lesionado num ombro. Foi em Loulé, e é sempre um troféu em que nunca se sabe o que vai sair dali, porque é um troféu muito no início da época. Na altura conseguimos ganhar 3-1 ao SL Benfica e foi um bom tónico para o que viria a ser a época. Significou também que a preparação feita na pré-época teve os seus frutos. 

Seguiu-se a Taça de Portugal…
Foi um jogo [triunfo por 3-2 frente ao SL Benfica] que não foi tão bem conseguido da nossa parte e que podia ter caído para qualquer lado no final, com 23-21 no quinto set. Foi uma sensação muito boa, mais uma vez frente ao rival, mais uma vez no Algarve, região que nos deu boas recordações e, portanto, uma conquista também muito saborosa. 

E a Liga?
A mais saborosa de todas é, sem dúvida, o Campeonato Nacional, o troféu mais importante a nível nacional e para o que trabalhamos todo o ano. Ter ganho da forma que ganhámos ao nosso rival, 3-0 nos três jogos e acabar aqui com o Pavilhão cheio, foi um sentimento de enorme felicidade, que me marcou a mim e a todos os que contribuíram para esse sucesso. 

Foi a forma mais convincente e categórica de fechar a época?
Acho que foi, acho que foi provado que fomos claramente a melhor equipa ao longo da época e acho que o resultado dos três jogos deixou isso inequívoco. 

Do ponto de vista pessoal, qual a sensação de capitanear uma equipa que ganhou tudo a nível nacional?
É um sentimento de grande responsabilidade e costumo também dizer o que está escrito no Pavilhão, citando Francisco Stromp, de que "não é o Sporting CP que se orgulha do nosso valor, nós é que temos de nos sentir honrados por vestir a camisola verde e branca". Acho que além de me honrar vestir a camisola listada, também me honra muito ser o capitão desta equipa que fez um feito praticamente inédito – só tinha acontecido em 1991/1992. Foi muito positivo para mim, para a equipa, para os adeptos e para o Clube. 

Quais as melhores recordações que ficam da temporada 2025/2026?
Uma temporada assim deixa muitas recordações positivas. Dos treinos, dos jogos, dos jantares, dos convívios que acontecem cá fora, mas vou dizer algumas. A primeira vitória na CEV Champions League, principalmente da forma como foi, porque estivemos a perder um set por 24-19, se o perdêssemos íamos à ‘negra’ e nós fomos buscar esse set de uma forma inacreditável, com os nossos adeptos a apoiarem-nos e essa vitória marcou-me muito. Diria, também, a vitória aqui no último jogo da final da Liga, por o Pavilhão estar esgotado, por ter sido o melhor ambiente que vivi aqui no que diz respeito ao voleibol, por termos podido oferecer este título na presença de tantos adeptos e tantas caras conhecidas. Depois, um [momento] extra-voleibol: a viagem de regresso de Albufeira, depois da conquista da Taça de Portugal. Foi, sem dúvida, um momento único, especial, de convívio, de amizade, de bom espírito. Foi um momento que contribuiu de forma muito positiva para o que faltava da época. Essa viagem, a que chamámos de ‘party bus’ foi inesquecível. 

Esse momento gerou ainda mais coesão, companheirismo e entreajuda entre vocês?
Todos os momentos são importantes: treinos, vídeos, jantares em casa de atletas. Esses momentos após conquista de troféus acrescem valor e esse foi único e especial. 

Como capitão da equipa de voleibol, qual o sentimento de fazer parte da época mais titulada da história do Sporting CP nas modalidades?
Em primeiro lugar, é um sentimento de grande orgulho poder fazer parte deste momento da história do Sporting CP. Acho que no Sporting CP se respira competência, qualidade, bom trabalho, respira-se dedicação e, quando assim é, os resultados tendem a aparecer. Fazer parte deste momento em que todas as modalidades estão a ter sucesso é muito marcante. O Sporting CP só tem de continuar neste caminho, porque está no caminho certo. 

Sente que faz parte da História?
Sinto e queremos, as modalidades, continuar a escrever essa história. Tem sido nos últimos anos uma bonita história e tem tudo para ter mais capítulos. 

Que mensagem gostaria de deixar aos adeptos?
Digo sempre que eles são muito importantes, eu sou mais um deles e aquela energia do último jogo da Liga e ao longo da temporada, que foi crescendo, era importante que continuasse, porque nós vamos precisar. Nem tudo corre sempre bem e nos momentos maus vamos precisar da força deles. Vamos querer, também, quando conquistarmos, festejar junto deles e partilhar a nossa alegria. 

Quer deixar-lhes uma mensagem de agradecimento?
Claro, agradecer-lhes, porque foram excepcionais, não podia pedir muito mais do que aquilo que eles nos trouxeram principalmente no play-off da final. Em nome de toda a equipa e staff e agradeço muito por tudo o que têm feito por este grupo.

Foto João Pedro Morais, José Lorvão

Tiago Barth: "Tornei-me adepto do Clube"

Por Sporting CP
23 Jun, 2026

Bicampeão Nacional de voleibol de saída do Sporting CP

Cinco temporadas de Leão ao peito, com duas Ligas, duas Taças de Portugal, duas Supertaças e uma Taça Ibérica marcaram o contributo de Tiago Barth no voleibol do Sporting Clube de Portugal.

Na ligação ao Clube fica um grande ponto de exclamação pela admiração, carinho, respeito e amor ao emblema de Alvalade, pelo qual se apaixonou. Em entrevista aos meios de comunicação Sportinguistas, garantiu que vai agora torcer à distância pelos êxitos Leoninos e acredita que muitos mais sucessos estarão para vir.

Sai com o sonho cumprido de ser Campeão Nacional no Pavilhão João Rocha e leva no coração tanto os Sócios e adeptos pelo apoio que sempre sentiu como o voleibol Leonino, num clube que considera ter espírito de uma família. Uma entrevista emocionante de um Leão para sempre.

Que balanço faz das cinco temporadas de Leão ao peito?
Foram cinco épocas de muito trabalho, de muita aprendizagem. Os primeiros anos foram um pouco mais difíceis pelo projecto em si, ainda estávamos num período de construção, a equipa estava a ser formada, vínhamos de uma época em que o voleibol tinha tido um interregno no Clube. Fiquei feliz de poder participar na construção, conseguimos reavivar essa paixão no Clube pela modalidade. Senti muito isso no Pavilhão nesses anos, fui vendo cada vez mais os adeptos a comparecerem, cada vez mais os adeptos a apoiarem-nos. Acho que isso foi muito importante, até para o Sporting CP em si.

Foi uma passagem de crescimento e o projecto do voleibol do Sporting CP ganhar cada vez mais forma com o tempo?
Com certeza. Foi um projecto que foi crescendo, não só com os atletas, mas também com todo o staff, tudo o que engloba a modalidade, a directoria, todos perceberem o potencial que a modalidade poderia ter no Clube, que é um clube acostumado a vencer, que almeja sempre estar sempre a vencer. Senti muito isso no começo, em que via as outras modalidades a conquistarem títulos, Campeonatos e naquele momento, infelizmente, nós não estávamos a conseguir isso. Esse foi um momento de frustração como atleta, por naquele momento não estarmos a contribuir com conquistas para o Clube, mas com o passar do tempo, com o projecto a crescer, a amadurecer, outros atletas vieram, outras pessoas no staff, para poder contribuir e poder agora olhar para trás e ver esse crescimento, essas conquistas, para sair com a sensação de dever cumprido.

O que mudou para a dinâmica vitoriosa que agora se registo no voleibol, nomeadamente nas duas últimas temporadas?
Acho que o que contribuiu muito foi aprender com os erros. O Clube, a administração da modalidade acho que conseguiu perceber bem os pontos que precisavam de ser fortalecidos e conseguiu, ao longo das épocas, ir preenchendo essas lacunas que havia. A época passada [2024/2025] foi ainda uma época de construção. Mesmo tendo conquistado três troféus - Supertaça, Taça Ibérica e Liga -, acho que ainda estávamos num processo de construção, mas acho que foi fundamental para que nesta época tivéssemos tido uma temporada quase perfeita.

"Conseguimos reavivar a paixão no Clube pela modalidade"

O Sporting CP foi o clube onde jogou mais temporadas. O que fez do Clube tão especial para o Tiago Barth?
Apaixonei-me pelo Clube. Tornei-me adepto do Clube e desde o momento em que eu cheguei, fui percebendo, fui vendo como era essa magia do Clube. Em mais de 20 anos de carreira, passei por vários clubes e uma coisa em que pensei nestes dias, é que muitos desses clubes onde joguei e tive várias conquistas, hoje-em-dia já não existem mais. Foram clubes que acabaram por falta de incentivos, por falta de algum patrocínio e eu vejo que no Sporting CP é completamente diferente. É um clube centenário que tenho a certeza de que daqui a 100 anos, no Museu, vai estar lá alguém a ver troféus que eu também ajudei a conquistar e sei que por muitos e muitos anos a minha contribuição vai estar lá guardada.

O que mais leva no coração da passagem ao serviço do Sporting CP?
Poder ver o que foi construído aqui, ver essas conquistas. Já tive a oportunidade de algumas vezes no Museu, ver lá troféus de há muitos e muitos anos, troféus de antes de eu ter nascido e saber que muitos atletas que passaram por aqui têm o legado deles lá guardado. Tenho a certeza que o pouco que pude contribuir também vai estar lá para as próximas gerações.

Que momento elegeria como o de viragem para a grande fase que o voleibol do Sporting CP atravessa?
Os primeiros anos foram difíceis. No terceiro ano conseguimos conquistar a Taça de Portugal e foi numa final muito difícil frente à AJ Fonte do Bastardo. Foi uma final que em muitos momentos os dois clubes poderiam ter conquistado, os dois clubes tiveram a chance, o ponto, para ganhar. Lembro que na altura já vinha a frustração de duas épocas a passar em branco, sem ter conquistado qualquer título e quando estive naquela final, vendo aquele momento de dificuldade, pensava: Não, não é possível que três épocas depois estou aqui, tenho a chance de ganhar e não vou deixar escapar. Quando entrava em jogo transmiti isso, de não poder permitir que essa oportunidade escapasse. Quando ganhámos a Taça foi uma sensação de que me consigo recordar bem, foi um momento muito marcante da minha passagem aqui [pelo Sporting CP].

Esse passado recente de antes dessa final da Taça de Portugal encorajou para dar a volta na final dessa competição?
Com certeza, porque nessa hora pensa-se em tudo o que se passou, todo o trabalho que deu para estar ali para aquele jogo e foi uma motivação mais. Foi um jogo desgastante [decidido em cinco sets], tínhamos tido jogo no dia anterior, uma meia-final contra o SL Benfica. Já estávamos um pouco cansados, desgastados, mas acho que essa motivação, essa forme de vencer acaba por sobressair sobre o cansaço e sobre dores. Na hora só se pensa em vencer, esquece-se o cansaço, a dor e no objectivo.

Sentiu nesse momento que também a equipa de voleibol do Sporting CP estava a personificar muito bem os valores do Sporting CP, nomeadamente do Esforço, Dedicação e Devoção para chegarem à Glória?
Foi uma vitória na raça, na garra, de nunca desistir. Acho que isso foi o fundamental, Eles [AJ Fonte do Bastardo] estiveram várias vezes com a bola de jogo, mas a sensação que nós tínhamos era a de que, mesmo tendo eles bolas de jogo, nós não íamos permitir que eles conquistassem a Taça de Portugal. Acho que nós estávamos muito mais focados, aguerridos e muito mais preparados para essa conquista.

"[Ganhar a Taça de Portugal em 2023/2024] foi um momento muito marcante"

Essa conquista mostrou que não havia limites, até pela maneira como na época seguinte o Sporting CP venceu a Liga, na final, depois de estar a perder por 2-0 em jogos frente ao SL Benfica? Houve muito de força anímica?
Com certeza. Todas as dificuldades que passámos acabaram por criar uma resistência nessas horas, porque nós tínhamos passado por muitos momentos probatórios, situações complicadas e havia uma outra equipa [SL Benfica] que estava habituada a vencer, que tinha a vantagem de jogar em casa, a vantagem de dois jogos e acho que no momento do terceiro jogo, em que conseguimos vencer lá, um jogo que acho que na cabeça deles estava ganho, creio que aí foi uma ‘virada chave’ dos dois lados. Do nosso lado mostrámos e vimos que era possível e do lado deles, viram que a partir daquele momento nada ia ser fácil para eles. Acho que toda essa bagagem que tínhamos foi muito decisiva.

Essas conquistas foram, em primeiro lugar, uma resposta a vocês próprios?
Sim, ali o grupo conseguiu mostrar ao que ia, conseguiu mostrar o trabalho feito todo o dia aqui [Pavilhão João Rocha]. O adepto apoia no jogo, mas no dia-a-dia não vê a nossa dor, o nosso sofrimento. O trabalho aqui é sério, visa grandes conquistas, visa honrar esta camisa, orgulhar o Clube e os adeptos que nos apoiam e com essa conquista, poder ver nos olhos dos nossos adeptos com a recepção depois, foi uma sensação muito gratificante.

Ir renovando contrato, tal como Tiago Pereira e Armando Velásquez, por exemplo, foi um sinal importante da estabilidade que o projeto começou a criar?
Quando cheguei, vi noutros atletas que já estavam aqui essa mística, essa paixão pelo Clube, esse respeito pela camisola, algo que não se vê noutros clubes, que não têm esta tradição. Geralmente, não há esse apego pela história do clube, ao contrário daqui [Sporting CP]. Quem passa mais tempo aqui acaba por pegar essa mística, essa paixão, esse respeito por esta camisola, por este Clube e eu reparei isso em todos os jogadores, que quando chegam, quando começam os jogos, a ver os adeptos, começam a perceber a história do Clube quando vão ao Museu, acho que eles conseguem perceber que este não é um clube como qualquer outro. Conseguem perceber que este é um clube com uma grandeza que me orgulha de poder ter representado, que me orgulha de poder ter vestido esta camisola e é um clube que para o resto da minha vida vou ter sempre excelentes lembranças e, onde estiver, vou estar sempre a apoiar.

Representar o Sporting CP foi jogar com amor à camisola?
Com certeza. Tanto que às vezes me perguntavam quando acaba uma época se eu ia continuar ou ia para outro clube e geralmente eu dizia que ia continuar e que no dia em que tivesse de sair, vai ser a minha última época como jogador profissional. E foi o que aconteceu. Chegou o momento. Saio num momento bom, maravilhoso, em que vou ter uma lembrança do meu último jogo, numa final, pois o meu sonho era ser campeão aqui dentro, do Pavilhão João Rocha e eu consegui no último jogo, depois de cinco temporadas, realizar esse sonho. Saio muito feliz, saio realizado. Por um lado triste, porque deixo amigos, deixo essa atmosfera toda de estar aqui dentro, de sentir esta magia, mas agora vou estar na bancada, a ver na televisão, a acompanhar pela internet e hoje sai o jogador, mas permanece o fã, o adepto do Clube.

Na segunda parte da entrevista, que pode ser lida aqui, Tiago Barth falou sobre o final da carreira e voltou a admitir ter-se apaixonado pelo Sporting CP, que já faz parte da sua família.

Foto João Pedro Morais

Tiago Barth: "Saio como jogador realizado e apaixonado pelo Sporting CP"

Por Sporting CP
23 Jun, 2026

Central emocionado na hora do ponto final da carreira

Depois da primeira parte da entrevista de despedida do Sporting Clube de Portugal, Tiago Barth deu continuidade ao momento em que uma ligação de cinco temporadas chegou ao fim.

Em resposta às perguntas dos meios de comunicação Leoninos, o antigo central falou sobre o final da carreira de atleta e não se cansou de reforçar o amor que vai ter sempre ao emblema de Alvalade - que faz parte da família.

O final deste capítulo Sporting CP corresponde ao final da carreira?
Sim, corresponde. Encerro assim a minha carreira como jogador profissional, é algo que todo o atleta sabe que um dia esse momento chega, mas muitas vezes quando esse momento chega, demora ainda um tempo para assimilar. Mas era algo em que eu já vinha a pensar, já me vinha a preparar para isso, então saio num momento bom, na melhor época possível, saio como campeão, saio muito feliz.

Apaixonou-se pelo Sporting CP?
Sim, apaixonei-me. Hoje sou um adepto, acompanho as modalidades, acompanho o futebol e independentemente de estar aqui, no Brasil, em qualquer lugar do Mundo, vou acompanhar, vou apoiar, vou ser um adepto do Sporting CP.

Porque é que o ambiente no Pavilhão João Rocha e no Sporting CP foi sempre tão especial e mágico para si?
Como posso explicar? É tudo aqui: a estrutura, os adeptos que estão sempre e apoiar-nos, é a magia, a mística que só quem veste a camisola, quem está aqui não como atleta, mas como adepto, quem é fã, quem sente esse amor consegue mensurar o que é. É algo que nunca tinha sentido na minha careira, em nenhum clube pode onde passei e saio daqui, não só eu, mas os meus filhos, a minha família, apaixonados pelo Clube.

"Independentemente de estar aqui ou em qualquer lugar do Mundo, vou ser um adepto do Sporting CP"

O Sporting CP foi adoptado como parte da sua família?
Sem dúvida. Os meus filhos participaram, a minha filha no voleibol, o meu filho no andebol, então além de atleta, havia o pai de atletas aqui no Sporting CP. Além de estar aqui como atleta, estava na bancada a apoiar os meus filhos, a ir a jogos todas as semanas, pude estar dos dois lados, como atleta e como adepto.

O Sporting CP foi uma boa forma de vida?
Claro. Foram muitos momentos aqui [no Pavilhão], como no Estádio, nos jogos dos meus filhos, na rua, com os adeptos, que vinham ter comigo, a agradecer, a perguntar dos jogos ou da modalidade e aqui acabamos por estar envolvidos em muitas situações. Acho que isso, além da paixão, traz uma sensação de orgulho de estar aqui e de ter representado bem esta equipa.

Também mexiam consigo as interações com os adeptos?
Sem dúvida. As vezes até no supermercado, na rua, um adepto encontrava-me e perguntava sobre o jogo, sobre como está a equipa, uma cobrança também para ser campeão, mas é muito bom, vemos que os adeptos nos estão a acompanhar, que estão preocupados com a modalidade e como atleta sentia-me realizado, bem, com esse contacto.

Que importância teve o treinador João Coelho no crescimento muito forte do voleibol do Sporting CP?
Foi fundamental. Chegou num momento de dificuldade, acho que ele chegou no pior momento em que estive aqui [no voleibol do Sporting CP], em que a equipa não estava a corresponder, não estava à altura do que deveria estar e ele conseguiu aos poucos ‘consertar’ isso, conseguiu aos poucos transformar a equipa numa equipa vencedora. Não foi imediato, ele chegou a metade de uma época, tivemos a Taça numa temporada e na seguinte fomos Campeões Nacionais. Foi uma construção em que ele teve muito trabalho, mas em que conseguiu passar uma visão de grandeza para a equipa, uma visão de querer estar no topo, de querer ser a melhor equipa de Portugal e acho que ele ainda vai dar muito ao Sporting CP. Espero continuar a ver a equipa trilhar esse caminho de sucesso e a conquistar muitos mais títulos.

"Espero continuar a ver a equipa trilhar um caminho de sucesso"

O Tiago era central. Como avaliou o crescimento do companheiro de equipa e de função no jogo Kelton Tavares?
O Kelton é um fenómeno. Chegou no mesmo ano do que eu e é um atleta que evoluiu de uma maneira fantástica, acho que foi um dos pilares principalmente esta época, em momentos muito decisivos como na final da Taça de Portugal e em outros jogos e acredito que ainda vai evoluir muito e que com certeza vai conquistar muitos mais títulos. Tem um futuro brilhante.

Como era o central mais experiente, o Kelton pedia-lhe conselhos? 
No dia-a-dia acaba por se absorver muita coisa. Quando comecei a jogar inspirava-me muitas vezes nos jogadores mais velhos, a observar como trabalhavam, como agiam e nesses anos todos pudemos contribuir com aprendizado. Eu quando cheguei, quase com 20 anos de carreira, aprendi muito, acho que isso é uma das características desta equipa, em que podemos ter um jogador mais experiente, um que começou há pouco tempo, mas aqui no treino não há essa separação, não há essa divisão. É uma equipa em que todos estão na mesma direcção, todos contribuem e isso é algo que diferencia esta equipa.

O que vale no ano de despedida ter ganho tudo o que havia para conquistar a nível nacional?
Sinto-me muito realizado, feliz, é algo que almejava, que na época anterior não tinha sido possível, por ter faltado a Taça de Portugal e esta época conseguimos conquistar os três troféus. Carimba o trabalho feito, que foi quase perfeito. Não tenho de olhar para trás e dizer que algo poderia ter sido diferente. Tudo foi feito da melhor forma possível e o resultado acabou por ser o melhor possível.

Que mensagem gostaria de deixar aos seus companheiros, que vão encarar a nova temporada?
Desejo o melhor, tudo de bom para eles, peço que aproveitem ao máximo cada jogo, quando estiverem aqui [Pavilhão João Rocha]. Eu aproveitei, tanto que no último jogo passava pela minha cabeça isso, a tentar agarrar-me a cada segundo. Aproveitem ao máximo, é uma equipa que se diverte muito, que é muito amiga, o clima no balneário é excelente. Não é uma equipa que vem aqui, faz o trabalho e depois sai e não se quer ver. Muito pelo contrário. É uma equipa que se encontra, que que está sempre junta e acho que isso é o diferencial de uma equipa vencedora, é uma equipa que não está ali só para a parte do voleibol. Aqui é uma família. Quem fica vai ter a responsabilidade de passar isso para quem chega, de manter esse clima amistoso, de família e acho que fazendo o que foi feito, de certeza que vai haver muito sucesso e muitos títulos pela frente.

E aos adeptos Sportinguistas?
Só agradecimento. Desde o momento em que cheguei fui muito bem recebido, até nos momentos mais difíceis, nos primeiros anos, eu nunca tive hostilidade. Houve cobranças, mas sempre respeitosas, como deve de ser, como um adepto que ama o clube, que vai estar sempre ali. Sempre foi apoio, carinho e no último jogo, nós cumprimentamos sempre os adeptos, muitos perguntaram se eu permaneceria e é bom ver o adepto depois de cinco épocas a querer que permanecesse. Só tenho a agradecer e dizer que em todos os momentos que vivi aqui dei o meu máximo, foi com dedicação, foi com amor e com total respeito pelo Clube, respeito que vou levar para sempre e que agora serei mais um adepto.    

"Em todos os momentos que vivi aqui dei o meu máximo"

Que grande lição transporta na bagagem das temporadas de Sporting CP?
Foi muito crescimento. Uma aprendizagem de que, mesmo tendo muitos anos de voleibol, poder ter estado num clube com esta tradição, um clube conhecido mundialmente, que vai manter essa história por muitos anos, foi um aprendizado de amor ao Sporting CP, de amor à modalidade. Voltei a ter um sentimento como profissional que acho que havia perdido um pouco, de ter essa paixão pelo voleibol. Aqui consegui voltar ao Tiago de há 20 anos, quando comecei a carreira, de quem vivia o desporto com outros olhos, com ‘fogo’, uma vontade de estar ali e aqui [no Sporting CP] pude voltar a sentir isso. Saio como outro atleta, o Tiago que chegou aqui não é o que sai hoje. Saio como jogador realizado, um jogador apaixonado pelo Sporting CP, pelo Clube.

OS NÚMEROS DE TIAGO BARTH NO SPORTING CP
5
temporadas
146 partidas
961 pontos
2 Ligas (2024/2025, 2025/2026)
2 Taças de Portugal (2023/2024, 2025/2026)
2 Supertaças de Portugal (2024, 2025)
1 Taça Ibérica (2024)

Foto Isabel Silva

Voleibol verde e branco abriu portas aos mais novos

Por Sporting CP
20 Jun, 2026

Manhã animada com a presença dos Bicampeões Nacionais

O Pavilhão João Rocha recebeu, este sábado, mais uma iniciativa de captação do voleibol do Sporting Clube de Portugal. Destinado a rapazes dos oito aos 14 anos que quiseram experimentar a modalidade e viver uma manhã diferente ao lado dos seus ídolos, o Try Out contou com a presença dos Bicampeões Nacionais Tiago Pereira, Edson Valencia, Armando Velasquez, Jonas Aguenier e Lourenço Martins, bem como de João Coelho e da sua equipa técnica.

A desfrutar de um merecido período de descanso após a recente conquista do triplete, os cinco Leões marcaram presença numa sessão de treino onde reinou a diversão. O objectivo, esse, ficou claro desde os primeiros toques na bola: aproximar gerações e alimentar sonhos.

Para Pedro Teixeira, treinador-adjunto da equipa principal masculina, esta ligação é essencial para aquilo que o Sporting CP pretende construir.

"Este tipo de iniciativas é fundamental para o Clube, bem como esta sinergia entre nós, os miúdos que estão a experimentar pela primeira vez o voleibol e aqueles que já fazem parte da formação. Acho que isto tem de acontecer cada vez mais, porque é o que caracteriza o Sporting CP: ser uma família", começou por dizer o técnico, feliz por proporcionar uma experiência inesquecível aos mais novos: habituados a acompanhar os jogos da bancada, os jovens participantes tiveram a oportunidade de privar de perto com os seus ídolos.

"Acredito que vão recordar esta experiência para sempre. Trabalham para um dia estar dentro do campo e fazer as mesmas coisas que estes jogadores fazem. Espero que seja um marco importante para a formação deles e que percebam que os nossos atletas, além de serem atletas de alta competição, são pessoas fantásticas", afirmou, antes de deixar um conselho final.

"Tentem fazer isto sempre de uma forma leve, disponível e alegre. No final, nós só fazemos aquilo de que gostamos e tudo se ultrapassa mais facilmente se encararmos isto de uma forma tranquila e divertida", atirou.

Entre os 'mais velhos', Lourenço Martins terminou a manhã tão cansado quanto satisfeito.

"Todos os atletas que têm a oportunidade de participar nestas actividades desfrutam muito. Nós já tivemos a idade deles e a admiração com que nos olham é a mesma com que nós olhávamos para os jogadores mais velhos. Se pudermos fazer o dia de uma criança, já vale a pena", lembrou o internacional português, que acredita que o segredo para crescer na modalidade passa pela confiança e pelo espírito colectivo.

"É preciso acreditar muito no processo. Quando os treinadores nem sempre dizem aquilo que queremos ouvir, temos de perceber que é porque querem que sejamos melhores. E também confiar nos colegas de equipa, porque o voleibol é um desporto colectivo e ninguém resolve os problemas sozinho", aconselhou os jovens participantes.



A experiência, garante, é ainda assim enriquecedora para os dois lados.

"É sempre bom estar com pessoas mais novas porque nos recordam esta inocência e esta felicidade de fazer uma coisa tão simples como jogar voleibol; além, claro, de testemunharmos a felicidade deles. Mais tarde, num jogo importante, podemos olhar para a bancada e ver um miúdo que esteve aqui connosco e isso pode dar-nos força num momento decisivo", garantiu Lourenço Martins, considerando que, numa fase em que o Sporting CP é Bicampeão Nacional, os jogadores Leoninos têm também uma responsabilidade acrescida no crescimento da modalidade em Portugal.

"É muito importante continuarem a aparecer jogadores vindos da formação. Há cada vez mais adesão ao voleibol e é muito bom ver aqui alguns miúdos que já nos surpreendem pelo talento que têm. Estamos todos muito felizes e adoramos poder dar-lhes o exemplo", rematou.



No meio dos muitos sorrisos e desafios superados, o participante Manuel Gonçalves já fazia planos para o futuro. Soube da iniciativa através dos pais e não hesitou em participar.

"Quis vir porque gosto muito de jogar voleibol na escola e estou a pensar começar a jogar no Sporting CP em breve", contou o jovem, que, apesar de já saber que iria encontrar os jogadores da equipa principal, foi surpreendido pela sua disponibilidade.

"Foi muito agradável. Eles são muito simpáticos, ajudam-nos a jogar e a melhorar", contou. E quando chegou o momento de eleger a melhor parte do dia, a resposta surgiu sem hesitação.

"A parte mais divertida é jogar e divertir-me. Acho que a pior parte é sempre ir embora", atirou.



Também o pequeno Miguel Ribeiro aproveitou cada minuto da experiência. Depois de trocar o futebol pelo voleibol, modalidade que pratica desde os três anos, viveu pela primeira vez uma manhã no Pavilhão João Rocha. "Foi espectacular”, resumiu.

O jovem participante destacou ainda a paciência dos seus ídolos. "Foram sempre simpáticos e explicaram-me o que era para fazer. Se eu fazia alguma coisa mal, explicavam-me outra vez e comecei a gostar ainda mais de jogar voleibol", garantiu. Sobre o futuro, não escondeu a ambição.

"Adorava ser jogador de voleibol e imagino-me a jogar aqui no Pavilhão João Rocha. É muito giro", rematou.

Entre jogos, conselhos e muitas fotografias, o voleibol verde e branco voltou a abrir as portas aos mais novos. E quem sabe se entre os petizes que passaram este sábado pelo Pavilhão João Rocha, não estarão alguns dos nomes que um dia hão-de continuar a escrever a história da modalidade de Leão ao peito.

Foto João Pedro Morais, José Lorvão

Jan Galabov: "O Sporting CP é especial e único"

Por Sporting CP
24 Jun, 2026

Despedida do internacional checo marcada por muitos agradecimentos

Depois de recordar a chegada ao Sporting CP e os principais troféus, Jan Galabov abriu o coração para falar da ligação criada com os Sportinguistas, enalteceu o ambiente vivido no jogo do título desta temporada e sublinhou, acima de tudo, o privilégio que foi representar um Clube que descreve como "especial e único". Pelo meio, numa comparação bem-humorada com outro -ov que habita o imaginário Leonino, o internacional checo revelou a esperança de ter deixado também uma marca na história do Sporting CP.

O Jan tornou-se um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos. Sentia isso dentro de campo?
Claro que sentia. Acho que todos nós fazemos desporto pelos adeptos. Não consigo imaginar como seria jogar sem eles. Aliás, consigo, porque no período da COVID-19 tivemos de jogar sem público e não foi nada agradável. Foi horrível, na verdade. Jogar para as pessoas é incrível. E acho que nós, jogadores de voleibol, devemos aprender a interagir mais com os adeptos, porque eles gostam disso. Basta olhar para modalidades como o andebol ou o futsal. O ritmo do jogo é diferente, mas a forma como os jogadores mostram emoções e puxam pelos adeptos faz com que eles enlouqueçam nas bancadas. E, no fim das contas, é isso que todos procuramos. Via-se perfeitamente como os adeptos vibravam connosco, como celebravam cada momento ao nosso lado. Isso também foi incrível.

Como descreveria o Sporting CP a alguém que nunca viveu a experiência de representar este Clube?
É algo muito especial e único. Porque o Sporting CP não é apenas voleibol. É toda uma estrutura, uma organização enorme, com várias modalidades. Claro que existem adeptos mais ligados a cada modalidade em específico, mas também há muitas pessoas que acompanham tudo e apoiam todas as equipas. E essa ligação entre todas as modalidades é algo que quero destacar. É muito especial. Não existem muitos clubes no mundo onde se possa ver tanta coisa ao mesmo tempo. E não falo apenas das modalidades colectivas que estão aqui no Pavilhão João Rocha, mas também das outras, como o judo, o boxe e tantas mais. Além disso, acaba por ser inspirador cruzarmo-nos diariamente com atletas de outras modalidades nas sessões de fisioterapia, massagens ou tratamentos. Vemos como trabalham, treinam e competem. Isso inspira-nos muito. Descreveria assim esta experiência.

"A ligação entre todas as modalidades é algo que quero destacar. É muito especial"

O que sentiu no seu último jogo pelo Sporting CP?
Desfrutei muito dos últimos jogos. Pela primeira vez nestes três anos senti que tudo estava a acontecer de forma mais natural, talvez mais fácil do que o habitual. E tenho a certeza de que isso aconteceu porque estávamos a jogar muito bem como equipa. Estávamos muito confiantes e tudo parecia correr a nosso favor. Talvez por isso os jogos tenham parecido mais fáceis. Mas foi simplesmente porque tudo funcionava, em todos os aspectos. Desfrutei mesmo muito do momento, sem pensar no futuro nem no que viria depois. Vivi cada instante e dei absolutamente tudo para conquistar este triplete e erguer o troféu perante os adeptos.

É difícil despedir-se de um Clube como o Sporting CP?
É difícil, claro. Como disse antes, três anos deixam uma marca muito grande no coração. Foram muitas experiências, muitos momentos inesquecíveis. Por isso, obviamente, custa despedir-me de pessoas de quem gosto muito e com quem adorei partilhar estes anos. Mas também tento olhar para isto de outra perspectiva. Quando uma coisa termina, outra começa. E ninguém sabe o plano de Deus. Talvez um dia volte. Nunca sabemos o que o futuro reserva.

Sai do Sporting CP com um sentimento de missão cumprida?
Sim, sinto isso. Como disse, acho que não havia muito mais que pudéssemos conquistar ou ganhar a nível nacional. Estou incrivelmente orgulhoso do trabalho que deixo aqui. A nível pessoal, tentei sempre dar tudo pelo Sporting CP. Mas o voleibol é, acima de tudo, um desporto colectivo. Não se ganha, não se conquista nada, sozinho. Por isso, o meu enorme agradecimento vai também para todos os meus colegas de equipa, os actuais e os que passaram por cá nas temporadas anteriores. Todos juntos conseguimos conquistar tudo isto. Foi incrível. Muito obrigado por tudo.

"O voleibol é um desporto colectivo. Não se conquista nada sozinho. Por isso, o meu enorme agradecimento vai também para todos os meus colegas de equipa, os actuais e os que passaram por cá nas temporadas anteriores”

Escreveu páginas importantes na história do voleibol do Sporting CP. O que sente ao saber que ficará ligado à história do Clube?
Espero que um dia o meu nome esteja naquela parede exterior do Pavilhão João Rocha e que exista uma estrela com o meu nome no passeio (risos). Para que um dia possa passar aqui com os meus filhos e dizer-lhes: "Olhem, está ali o meu nome". Foi incrível. E espero que, tal como existiu um búlgaro chamado [Krasimir] Balakov no futebol - pelo que sei, de quem as pessoas ainda hoje se lembram muito bem e que se tornou um símbolo da história do Sporting CP -, possa existir agora o Galabov do voleibol. Espero deixar também algum legado aqui.

Que mensagem gostaria de deixar aos Sportinguistas?
Espero que a forma como vi o Pavilhão João Rocha no último jogo, provavelmente com a maior assistência no voleibol desde que aqui estou, se torne cada vez mais habitual. O pavilhão estava praticamente cheio. Só desejo que, com todo o sucesso que tivemos, as pessoas comecem a aparecer ainda mais, que gostem da modalidade e que percebam como este desporto é bonito. Espero que continuem a apoiar o voleibol. E desejo também ao Sporting CP o maior sucesso em todas as modalidades. Que todos os atletas sintam orgulho por representar este Clube, porque é um privilégio estar aqui.

"Desejo ao Sporting CP o maior sucesso em todas as modalidades. Que todos os atletas sintam orgulho por representar este Clube, porque é um privilégio estar aqui"

Para terminar, consegue deixar algumas palavras em português para os adeptos?
Pessoal, muito obrigado por todos estes momentos aqui no Pavilhão João Rocha. Foi uma grande época convosco. Foi um prazer.

OS NÚMEROS DE JAN GALABOV NO SPORTING CP
3 temporadas
106 partidas
1169 pontos
2 Ligas (2024/2025, 2025/2026)
2 Taças de Portugal (2023/2024, 2025/2026)
2 Supertaças de Portugal (2024, 2025)
1 Taça Ibérica (2024)

Foto João Pedro Morais

Jan Galabov na hora da despedida: "Foi uma viagem incrível"

Por Sporting CP
24 Jun, 2026

Zona 4 recordou três anos de muitas conquistas

Após três temporadas de Leão ao peito, Jan Galabov despede-se do Sporting CP com uma marca indelével numa das fases mais bem-sucedidas da história recente do voleibol verde e branco. O internacional checo, que chegou ao Pavilhão João Rocha em 2023, afirmou-se rapidamente como uma das figuras da equipa orientada por João Coelho e foi um dos principais protagonistas de um grupo que não só voltou a impor-se no panorama nacional como também assinou feitos memoráveis nas competições europeias.

Os números ajudam a contar a história. Em três temporadas, o zona 4 disputou 106 partidas oficiais, somou 1169 pontos e ergueu sete troféus. A primeira conquista aconteceu logo na época de estreia e, à Taça de Portugal de 2023/2024, seguiram-se duas épocas consecutivas de enorme sucesso, que devolveram ao Clube os títulos nacionais de 2024/2025 e 2025/2026. A campanha mais recente ficou ainda marcada pela conquista do tão desejado triplete, feito que consolidou o lugar desta equipa entre as mais fortes da história da modalidade no Sporting CP.

Na hora da despedida, Jan Galabov recordou alguns desses momentos vividos de verde e branco, falou dos troféus mais marcantes, das noites europeias no Pavilhão João Rocha e da "união" de um grupo como nunca encontrou na carreira. No fim, garante, "vir para o Sporting CP foi, sem dúvida, a escolha certa".

Quando chegou ao Sporting CP, em 2023, imaginava que se despediria como campeão nacional e com um triplete na bagagem?
Provavelmente não. Antes de mais, nunca sabemos quanto tempo vamos passar num clube, porque a vida e a carreira no desporto são assim mesmo. Só posso dizer que foi uma viagem incrível. Estive três anos no Sporting CP e conquistámos todos os troféus possíveis, pelo menos a nível nacional. Não falo das competições europeias, que têm um nível competitivo muito elevado e são muito difíceis de ganhar, mas acho que podemos dizer que foi um período muito, muito bem-sucedido da minha carreira. Espero que também o tenha sido para o Sporting CP.

Olhando para trás, o que é que o convenceu a aceitar o projecto do Sporting CP? Valeu a pena tomar a decisão de vir para Lisboa?
Valeu 100% a pena. Agora, olhando em retrospectiva, posso dizer que foi uma decisão inteligente. Vi aqui uma boa oportunidade. Vi a possibilidade de jogar numa Liga que talvez não seja a mais forte da Europa, mas que tem muito para oferecer. E chegar a um Clube tão grande trazia também a possibilidade de disputar competições europeias, que era aquilo que eu procurava na altura.

Além disso, conseguir ganhar o campeonato e participar depois na CEV Champions League foi incrível. Estou muito grato por ter vivido esta experiência. Vir para o Sporting CP foi, sem dúvida, a escolha certa.

"Estou muito grato por ter vivido esta experiência. Vir para o Sporting CP foi, sem dúvida, a escolha certa"

Lembra-se do primeiro jogo pelo Sporting CP? O que guarda desse dia?
Sinceramente, tenho muito má memória para essas coisas (risos), mas a primeira vez que jogamos por um novo clube é sempre especial. Há algo de que me recordo bem: chegar a um novo Pavilhão, ver as novas luzes, tudo verde e branco, as pessoas, os adeptos... foi algo que me deixou marcas no coração para sempre.

Acabou de descrever o Pavilhão João Rocha. Que sensação teve ao jogar aqui pela primeira vez?
Na verdade, foi difícil, porque ainda me estava a habituar a uma nova realidade. Uma coisa é ver o Pavilhão nos treinos e outra completamente diferente é senti-lo em jogo. Depois, há as pessoas, o espectáculo de luzes e tudo isso. Portanto, ao início não foi fácil. Mas, com o tempo, tudo se tornou mais natural para mim. Acho que transformámos este Pavilhão numa casa muito forte, numa verdadeira fortaleza. Era muito, muito difícil bater-nos aqui.

"Transformámos este Pavilhão numa casa muito forte, numa verdadeira fortaleza. Era muito, muito difícil bater-nos aqui"

Qual foi o jogo mais especial que viveu pelo Sporting CP?
Para mim, o jogo mais especial foi provavelmente contra o SVG Lüneburg, na CEV Champions League. Primeiro, porque estávamos a jogar a Liga dos Campeões, a melhor competição de clubes que se pode disputar a este nível, e depois porque fizemos uma exibição muito boa. Conseguimos uma recuperação incrível e acabámos por vencer [ndr.: O Sporting CP venceu esse jogo por 3-1, a 10 de Fevereiro de 2026]. Foi um jogo enorme para nós, com muitos adeptos e um ambiente fantástico. Esse jogo destaca-se claramente.

Depois, diria também, como conjunto, os jogos frente ao SL Benfica, sobretudo os da final da última época [2024/2025], quando parecia que estávamos em desvantagem. No fim, conseguimos dar a volta e trazer o troféu para casa. Foram jogos incrivelmente difíceis aqui no Pavilhão João Rocha, mas conseguimos.

Dos sete troféus conquistados no Sporting CP, qual teve mais significado para si?
O Campeonato Nacional da temporada passada, sem dúvida. Aliás, posso falar de dois troféus. Começo pela Taça de Portugal da minha primeira época no Sporting CP [2023/2024], porque foi o primeiro troféu conquistado por este grupo e por este projecto que o Sporting CP iniciou há três anos e meio. Tenho memórias muito fortes desse jogo. A final foi contra a AJ Fonte Bastardo e pensámos que talvez fosse um jogo mais fácil do que realmente acabou por ser. Foi um jogo muito duro. A certa altura, talvez tenhamos ficado um pouco assustados com a possibilidade de perdermos. Por isso, foi uma enorme conquista para mim, até mesmo a nível pessoal. O primeiro troféu é sempre muito especial.

Depois, escolho também o tal título da última temporada [2024/2025], quando começámos a perder a final por 2-0 frente ao SL Benfica. Sentíamos a pressão, mas conseguimos. E conseguimos porque mentalmente fomos muito mais fortes. Sobrevivemos a essa luta. Ganhámos as batalhas e depois ganhámos a guerra [ndr.: O Sporting CP venceu o quinto jogo no Pavilhão da Luz e conquistou a Liga]. Esses dois troféus foram os mais marcantes para mim.

"A primeira Taça de Portugal que conquistei e o título nacional da temporada 2024/2025 foram os troféus mais marcantes para mim"

Ao longo destas três temporadas no Sporting CP, viveu muitos momentos positivos e menos positivos. Há algum que nunca vá esquecer?
Acho que nunca vou esquecer nada do que vivi no Sporting CP. Três anos é muito tempo. Tempo suficiente para guardar tudo na memória, todas as pessoas. Foi especial também porque praticamente ninguém mudou à nossa volta durante este período. Diria que ninguém, tanto na equipa técnica como no restante staff. Sim, alguns jogadores saíram e outros entraram, isso é normal, mas no geral mantivemos uma base muito consistente. E quero deixar-lhes um agradecimento especial: nunca na minha carreira tinha visto os treinadores, adjuntos, nutricionistas e todas as demais pessoas que diariamente cuidam de nós ser tão unidos. Deram sempre o máximo, sabiam tudo o que se passava na equipa, a comunicação e a organização eram incríveis. Nunca vi nada assim antes. Acho que isso é muito único no Sporting CP; a união. E nunca vou esquecer nenhuma dessas pessoas.

Na segunda parte da entrevista, que pode ser lida aqui, Jan Galabov abre o coração para falar da ligação criada com os Sportinguistas, do ambiente especial vivido no Pavilhão João Rocha e do orgulho que sente pelo percurso construído num Clube que descreve como "especial e único". Entre memórias, agradecimentos e a emoção da despedida, o internacional checo recorda os últimos momentos de Leão ao peito e revela o desejo de deixar um legado no voleibol verde e branco.

Foto João Pedro Morais

Tiago Sineiro é o novo treinador da equipa feminina de voleibol

Por Sporting CP
21 maio, 2026

Técnico ambicioso na chegada ao Pavilhão João Rocha

Tiago Sineiro é o novo treinador da equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal. Após integrar as equipas técnicas de Castêlo da Maia GC e AJ Fonte do Bastardo e de ter assumido o comando da equipa masculina do Leixões SC em 2021/2022, o treinador chega agora ao Sporting CP para abraçar um novo desafio na carreira.

"É uma sensação muito boa. Não podia recusar este convite, a história do Clube assim me obrigava. Estou pronto para começarmos a trabalhar", começou por dizer o treinador, em declarações aos meios de comunicação verdes e brancos.

Depois de várias temporadas ligado ao voleibol no masculino, Tiago Sineiro explicou que o projecto apresentado pelo Sporting CP surgiu, também, como a oportunidade de sair da sua zona de conforto.

"Sentia que precisava de um desafio e o feminino acaba por ser diferente. Depois, claro, a grandeza do Clube e a possibilidade de lutar por títulos e marcar presença nas competições europeias fizeram com que só pudesse aceitar a proposta", referiu ainda Tiago Sineiro, que, assumindo desde o primeiro dia a conquista de troféus como meta, destacou a importância de colocar o Sporting CP de forma regular nas fases mais decisivas da época.

"Para podermos conquistar títulos, temos de estar presentes nos momentos de decisão. O Clube tem de estar sistematicamente nesses momentos e esse é o nosso primeiro objectivo. Depois, claro, ganhar títulos. O Sporting CP ainda não conquistou o Campeonato Nacional feminino e esse também é um objectivo pessoal", afirmou.

Para isso, garante o técnico, será necessário consolidar um grupo onde a ambição, organização e competitividade emergem como características fundamentais.

"Tem de ser uma equipa com uma vontade e com uma ambição muito grandes. Independentemente do momento da época, o objectivo tem de ser sempre jogar para ganhar, sendo aguerridas, combativas, mas também bastante organizadas", sublinhou.

O novo técnico vai reencontrar João Coelho nos corredores do Pavilhão João Rocha e acredita que o líder da equipa masculina o ajudará "a perceber melhor a realidade do Clube", mas reconhece ter já sentido a dimensão do Sporting CP. Agora, mostra-se ansioso por vivê-la em pleno nos jogos.

"É um Clube enorme, já deu para perceber a quantidade de pessoas [a trabalhar] à volta do Clube. Quando começar a época, terei a oportunidade de perceber essa grandeza de outra forma, com os adeptos aqui nas bancadas a apoiar-nos", disse, antes de deixar um apelo - o primeiro - aos Sportinguistas: "Que apareçam. Nós vamos fazer tudo para conquistar o seu apoio e, juntos, tentarmos conquistar o primeiro campeonato nacional do voleibol feminino", rematou.

Também João Fidalgo, coordenador da modalidade, falou aos meios de comunicação Leoninos e justificou a escolha do jovem técnico de 36 anos. 

"A vinda do Tiago Sineiro para o voleibol feminino é uma aposta firme e forte da nossa parte. Tem o seu valor mais do que provado no voleibol português e, mais recentemente, fez um trabalho absolutamente incrível no Leixões SC", salientou, sobre a temporada agora finda, onde o emblema de Matosinhos terminou a Liga no terceiro posto, logo atrás de Sporting CP e SL Benfica.

João Fidalgo acredita que o técnico chega, assim, preparado para acrescentar novas ideias à modalidade e ajudar o Sporting CP a crescer de forma sustentada.

"É alguém que vem aportar coisas novas e com a perspectiva de lutar por grandes conquistas, tanto no futuro mais próximo como mais longínquo. Não tenho dúvidas de que o fará. É alguém que vem unir e afirmar-se dentro de um grande Clube. É um passo muito importante na carreira do Tiago, mas estou certo de que é também um passo muito importante para o voleibol feminino do Sporting CP", concluiu.

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