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Opinião

O Leão ecléctico voltará….

Por Juvenal Carvalho
14 maio, 2020

E capacitemo-nos todos disto. Juntos seremos imbatíveis. Seremos mesmo uma muralha inexpugnável. À prova de qualquer pandemia!

Falar da época desportiva de 2019/2020 em qualquer modalidade, é falar de algo que nem nos nossos piores sonhos enquanto seres humanos seria expectável. Mesmo a Lei de Murphy, quando comparada com a pandemia em que vivemos, tem que ser vista como simpática.

No passado dia 29 de Abril – a Federação Portuguesa de Futebol já o havia feito anteriormente com o futsal – foi decidido através de comunicado conjunto das quatro federações dar por concluída a época desportiva no andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol, por falta de condições de saúde pública para a retoma. Foi decidido, e bem, não atribuir o título de campeão desta época, como foi igualmente estabelecido, e para mim também bem, atribuir as vagas para as competições europeias da próxima época em função do mérito desportivo até ao momento em que acabaram as provas.

Uma coisa é certa. Todo o planeamento de uma época desportiva, todo o suor sangue e lágrimas foi deitado a perder por um vírus cobarde e invisível.

Falando só do Sporting Clube de Portugal, que é aquele em que estão concentradas as nossas atenções, das cinco modalidades de pavilhão liderávamos no futsal e no basquetebol, esta com o simbolismo de o ser em ano de regresso, e éramos segundos classificados, a depender só de nós para conquistar o título nacional no andebol, no hóquei em patins e no voleibol, estando ainda também, em todas elas, na disputa da Taça de Portugal e, no caso do voleibol, igualmente na meia-final da Taça Challenge.

Resta agora, e porque não vale chorar sobre leite derramado, porque não é esse, nunca foi, nem nunca será, o ADN do Sporting CP, encarar a próxima época, e mesmo que com as dificuldades inerentes ao estado de coisas que este vírus nos trouxe à colação também na vertente económica, regressarmos de novo para ganhar em toda e qualquer modalidade. Acabou tristonha esta época. Regressará seguramente rampante o Leão ecléctico para a próxima época desportiva. Temos e vamos estar competitivos. Temos e vamos continuar a encher o ‘João Rocha’ com aquele ambiente cativante e empolgante que nos caracteriza. 2020/2021 trará um Sporting CP como nos habituou. Com roupagem ganhadora. Isto porque o “Mundo Sabe Que”… pelo Sporting Clube de Portugal, lutaremos e caminharemos lado a lado, mesmo que seja até depois da morte. 

Tudo isto porque o que não nos mata torna-nos mais fortes. E capacitemo-nos todos disto. Juntos seremos imbatíveis. Seremos mesmo uma muralha inexpugnável. À prova de qualquer pandemia!

Deo Gratias

Por Pedro Almeida Cabral
14 maio, 2020

Só podemos estar agradecidos a tão grande atleta que marcou a história do Clube como poucos

Anda para aí uma teoria que não devemos apreciar excessivamente os atletas do Sporting Clube de Portugal. É uma espécie de atitude preventiva. Como, tarde ou cedo, o atleta deixa o Clube ou fará algo com que não concordamos, mais vale atalhar caminho e dizer, circunspectamente, que é apenas um trabalhador assalariado do Sporting CP. A tese vem embrulhada num slogan peremptório: zero ídolos. Assim que surge oportunidade, lá vem ele, pronto para usar em todas as modalidades e desilusões. Só que achar que não se deve admirar os atletas que se transcendam com a verde e branca é negar a essência do Sporting CP. Em mais de um século de história, o Clube tem uma galeria de atletas que merecem ser recordados pelo que nos deram. Sem eles, haveria Clube, mas seria outro, bastante mais pobre. 

Um desses que serão para sempre lembrados é André Henrique Justino, mais conhecido por Deo. O ala brasileiro chegou ao Sporting CP em Janeiro de 2002. Ainda jogou na nave do velhinho estádio e foi ele quem marcou o último golo do Sporting CP nessa quadra de ambiente infernal. O melhor ainda estava para vir. E veio. Foram 16 temporadas. 604 partidas. 295 golos marcados. 26 títulos. Uma Liga dos Campeões, oito Campeonatos, seis Taças de Portugal, sete Supertaças, uma Taça da Liga e três Taças de Honra. 

O jogador de futsal com mais jogos de sempre do Clube. Uma lenda da quadra que marcava quando ninguém esperava. Um artilheiro mortífero que vivia cada desafio, em especial os jogos grandes, como um Leão insubmisso. Um atleta inspirador que nunca virou a cara a um adepto para uma conversa simpática. 

Se tivesse que escolher um momento de Deo, será sempre o golo na meia-final da Liga dos Campeões do ano passado. Defrontávamos o Inter FS, nosso carrasco nas duas finais anteriores, e já perdíamos por um golo. Como Deo me disse uma vez, a equipa sabia que se não marcássemos rapidamente, a ansiedade apoderar-se-ia de corpo e mente. Não podíamos perder uma vez mais com o Inter FS. Sabendo disso, Deo partiu do meio campo, cavalgou meia quadra e, com um tiro de meia distância, empatou o jogo sozinho. O resto foi história. 
Só podemos estar agradecidos a tão grande atleta que marcou a história do Clube como poucos. Se o futsal do Sporting CP é uma das modalidades que nos enche de orgulho, foi graças a Deo. Ou, em latim, numa tradução Sportinguista: Deo gratias.

Créditos e débitos do SCP... (e “OPA vermelha” e “Obrigações azuis”...)

Por Tito Arantes Fontes
14 maio, 2020

A conclusão que se quer passar é só uma: que o SCP é “mau” quando não paga e é igualmente “mau” quando não lhe pagam! Tudo serve para denegrir o Clube!

Nestes tempos de confinamento, os jornais não trazem notícias de resultados desportivos. Têm, pois, o problema de aparentemente não terem “objecto” para falar. Mas é apenas uma aparência, pois essa comunicação social tem sabido continuar a alimentar os seus jornais sempre com notícias “novas” e hábitos “velhos”... especialmente os “maus hábitos”.

Avultam nesses “maus hábitos” o modo insultuoso com que sistematicamente é mimoseado o nosso SCP!

Exemplo? Saliento um em especial... o modo como são tratadas as supostas dívidas do SCP e a maneira como são anunciados os seus créditos. Há uma abissal diferença no tratamento. As dívidas são apresentadas como “crimes de lesa-humanidade”... prenunciadores da eminente debacle em que o Clube se encontrará. Apresentadas e divulgadas ao mundo como se o SCP nesta “hora COVID-19” fosse a única entidade no planeta Terra que gerisse a sua tesouraria! E fosse trapaceiro, mau pagador, uma entidade tóxica! Já os créditos são de um modo geral minimizados... quase até querendo-se demonstrar a inabilidade do SCP em os conseguir cobrar. Aproveitando-se mesmo para insinuar que essa impossibilidade momentânea de cobro é reveladora da debacle a que o Clube se encontra condenado!

A conclusão que de modo sublimar se quer passar é só uma... que o SCP é “mau” quando não paga e é igualmente “mau” quando não lhe pagam! Tudo serve para denegrir o Clube! Irra! É demais!

Contrasta de modo gritante com este tratamento que a comunicação social reserva para o SCP o facto de quase ter passado desapercebido o verdadeiro, inevitável e implacável chumbo com que a CMVM mimoseou a “OPA vermelha”... mesmo depois desse nosso adversário ter apresentado um pedido de revogação da OPA em causa! Uma monumental vergonha! Igual sorte mereceu a “debacle azul” quanto ao cumprimento do empréstimo obrigacionista de 35 milhões de euros em Junho deste ano! Passou “de fininho”, quase sem referências...Pergunto, pois... onde estão os artigos de fundo? Onde estão as análises sábias dos “experts” da nossa comunicação social? Onde estão as primeiras páginas sensacionalistas? Onde estão os debates televisivos? Onde estão os programas de televisão para análise do fim anunciado desses “hossanas” azuis ou encarnados? Onde estão?

Pois é... dois pesos, duas medidas! Tristeza imensa que a nossa comunicação social assim seja... e assim se tenha deixado “aprisionar” e “colonizar”!

Entretanto, no meio desta infeliz e torpe comunicação social, o Clube cresce e dá exemplos de cidadania e de organização! Desde logo com o fantástico apoio a vários níveis que tem desenvolvido a favor dos mais necessitados, com a prestimosa ajuda e colaboração dos Leões de Portugal, da Fundação SPORTING e de vários Núcleos do SCP e outros grupos de Sportinguistas.

E desde logo também na liderança e natural protagonismo que o presidente Frederico Varandas assumiu na reunião com o senhor primeiro-ministro sobre o “desconfinamento” no futebol profissional.

Exemplar!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

Regresso ao futuro*

Por André Bernardo
14 maio, 2020

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”

Até há dois anos, enquanto Sócio, várias vezes tive perguntas e dúvidas sobre o meu Clube para as quais não encontrava, nalguns casos, aparente explicação. Existe entre Sócios e dirigentes uma enorme assimetria de informação, até certo ponto normal e legítima, mas que nos parece ser da maior utilidade reduzir.
É também neste sentido, de construção de pontes de proximidade com os Sócios, que hoje publicamos o documento que redigimos da forma como gostaríamos de o ter lido enquanto Sócios – “Regresso ao Futuro”. Nele partilhamos a Visão Estratégica para o Clube num momento em que consideramos de extrema relevância fazê-lo, dados os desafios que o presente e o pós-COVID nos vão colocar.

É importante os Sócios saberem onde estamos, para onde vamos e sobretudo como lá vamos chegar. E é igualmente fundamental entenderem como aqui chegámos, mas tendo o conhecimento de que, além dos factores conjunturais adversos conhecidos, o Sporting Clube de Portugal padecia de problemas estruturais graves, fruto de anos de desinvestimento. 

Dedicámos os últimos dois anos à correcção de um perigoso fosso de ilusão e negligência, obtendo avanços muito significativos. De outra forma não teria sido possível ao Sporting CP sobreviver à actual crise provocado pela COVID-19

Em Setembro de 2018 sabíamos que não conseguiríamos ganhar a corrida para o futuro do Sporting CP sem corrigirmos o sistema que ditou os últimos 20 anos. Partindo do pior contexto de sempre da nossa História, iniciámos um processo que exigiu conciliar a maior consolidação financeira, recuperação de activos e credibilidade de sempre, em simultâneo com uma aposta estratégica na Formação e correcção de problemas estruturais básicos do Clube. Ambos com necessidades de investimentos consideráveis num contexto de necessidades de liquidez urgentes.  

Na trilogia “Back to the Future” (Regresso ao Futuro), Martin McFly viaja no tempo, para trás e para a frente, alterando o curso dos eventos. Também nós voltámos ao nosso passado e resgatámos dele o nosso ADN para podermos viajar para a frente no nosso futuro. Recuperámos a Formação e temos actualmente 13 jovens com 21 anos de idade ou menos a treinar na equipa profissional de futebol. Seis destes jovens foram identificados dentro de um novo modelo – centrado no jogador – num grupo classificado como “High Potential”.

“Regressando ao Futuro” até à data actual, e olhando em retrospectiva, haveria certamente caminhos diferentes ao que trilhámos. 

No âmbito desportivo poderíamos não ter investido os poucos recursos disponíveis na retenção de 89 atletas das camadas jovens, não ter alterado o modelo de rendimento desportivo, não ter feito obras na Academia, ter deixado continuar os miúdos sem rede de transportes, ou não ter renovado os relvados dos campos de treino.

No âmbito operacional poderíamos ter negligenciado os nossos colaboradores que nunca tinham tido um processo colectivo de revisão salarial, protelado o investimento urgente em instalações e equipamentos obsoletos, não ter iniciado um projecto de transformação digital ou ter enveredado por um caminho de soluções ‘chave na mão’.

Existe um caminho, aparentemente mais fácil, de apresentar soluções rápidas e de cosmética, mas que compromete sempre o futuro.

A luz ao fundo do túnel existe e o caminho para lá chegar está identificado. Mas não é um percurso curto. E prometer atalhos para saídas mais rápidas é entrar na mesma senda de sempre, em que a luz ao fundo do túnel revela ser um comboio que vem em sentido contrário e atropela o futuro do Sporting CP por mais dez anos.

Achamos que é fundamental a continuação desta maratona, assim como é também agora crítico encontrar novas respostas para uma situação diferente. Como disse no último editorial “tudo mudou com a COVID-19, mas não vai certamente ficar tudo na mesma”. 

Vamos apresentar soluções novas aos Sócios para a construção de um destino que tem que ser feito de mãos dadas, em colaboração e solidariedade, porque o todo é mais do que a soma individual das partes

Nas sábias palavras de Abraham Lincoln, a “melhor forma de prever o futuro é criá-lo” e o Sporting CP de amanhã será a consequência das decisões de hoje.

Viajando até ao Futuro, daqui a dois anos temos de olhar para trás e orgulhar-nos de como o universo Sportinguista se uniu, e com resiliência e paciência, conseguiu superar a maior crise mundial dos últimos 100 anos. E felizmente sabemos exactamente o que precisamos para lá chegar: Esforço, Dedicação e Devoção.  

 

* Editorial da edição n.º 3776 do Jornal Sporting

É necessário que tudo mude para que tudo (não) fique na mesma*

Por André Bernardo
01 maio, 2020

Tudo mudou, mas não vai certamente ficar tudo na mesma. O futuro? O futuro é Sporting Sempre!

O livro (e filme) “Il Gattopardo” (O Leopardo) imortalizou a frase “É necessário que tudo mude para que tudo fique na mesma”.
A obra viria a ganhar o seu estatuto por ser um testemunho intemporal da resistência do status quo aquando do surgimento de uma nova ordem. E a citação tornou-se célebre pela constatação recorrente de que várias apregoadas mudanças na sua essência nada mudam.

Ao assumir o cargo de Director do Jornal Sporting, estou a dar continuidade à missão que abracei, juntamente com os restantes membros do Conselho Directivo há 18 meses: dar a melhor experiência ao Sócio e adepto do Sporting Clube de Portugal. Acreditamos, desde o início, que para fazê-lo, o percurso que o Sporting CP tem de percorrer é, no que diz respeito à sua gestão, um caminho de mudança, mas para que não fique tudo na mesma

A diferença estará certamente nos actos que a concretizem e, cingindo-me por agora ao Jornal, a edição especial de celebração dos 98 anos do Jornal Sporting representou precisamente uma alteração de paradigma. Apresentámos um novo grafismo e design, mas as mudanças são sobretudo de substância. Esta nova versão carrega uma linha editorial diferente, que visa aproximar ainda mais o leitor da vivência com o Clube e, se o faz com uma visão futura em sincronização com o actual contexto da era digital, recupera também 113 anos de história. 
Nesta edição, Patrícia Mamona dá a sua primeira grande entrevista e homenageamos, no novo espaço dedicado às lendas do Clube, Carlos Lopes, que venceu a Maratona de Roterdão há 35 anos, batendo o recorde do mundo e tornando-se o primeiro homem a descer da marca de 2 horas e 8 minutos. 

Tanto no Jornal Sporting como em toda a nossa restante estratégia, viemos mudar para que o futuro do Sporting Clube de Portugal mude de facto para melhor, num regresso ao seu ADN de pioneirismo, vanguardismo, união e inclusão. 

Não esperamos que seja fácil e relembro as palavras de Maquiavel a esse propósito: “Devemos convir que não há coisa mais difícil de se fazer, mais duvidosa de se alcançar, ou mais perigosa de se manejar do que ser o introdutor de uma nova ordem, porque quem o é tem por inimigos todos aqueles que se beneficiam com a antiga ordem, e como tímidos defensores todos aqueles a quem as novas instituições beneficiariam”.

Uma nova ordem foi-nos agora imposta em virtude da COVID-19. Resta à sociedade, ao mundo do desporto e ao Sporting Clube de Portugal, inevitavelmente, adaptar-se com resiliência.

Neste contexto importa, mais do que nunca, encarar a realidade como ela é e não como desejaríamos que fosse. Não existem panaceias para o caminho que o Clube terá de percorrer e é fundamental a tomada de decisões com uma visão sistémica, de longo prazo e com a prudência que as circunstâncias exigem.

Tudo mudou com o novo coronavírus, mas não vai certamente ficar tudo na mesma. 

O futuro? 
O futuro é Sporting Sempre!

 

* Editorial da edição n.º 3775 do Jornal Sporting

Muito mais do que um Clube

Por Miguel Braga *
01 maio, 2020

(...) São jogadores e dirigentes assim que fazem a diferença no campo e fora dele

A primeira vez que estive lado a lado com um guarda-redes do Sporting Clube de Portugal foi algures entre 1983 e 1984, no relvado do antigo estádio José Alvalade, quando tive o privilégio de assistir a um treino específico da posição com o húngaro Béla Katzirz, a poucos metros da baliza. Quando passou por mim, lembro-me de olhar para cima – na altura não era assim tão comum os guarda-redes terem 1,94 metros –, e imaginar a responsabilidade de defender aquela baliza, com as nossas cores. Sim, era mesmo preciso ser um gigante. 

Ver Max em acção, esta semana, em representação do plantel principal do Sporting CP, a entregar em mão, no Hospital São Francisco Xavier, lado a lado com Maria Serrano, do Conselho Directivo do Sporting CP, um vídeo com mensagens de apoio e agradecimento aos profissionais de saúde que têm estado na linha da frente no combate à COVID-19, trouxe-me à memória aquele sentimento. Do lado dos médicos e enfermeiros vi a gratidão por aquele momento, do lado de Luís Maximiano senti a responsabilidade de quem sabe o que é representar a grandeza do Sporting Clube de Portugal. 

Nesse mesmo dia, longe das câmaras e do olhar dos jornalistas, Luís Maximiano e Maria Serrano fizeram outra surpresa a um jovem de 13 anos, a quem a vida tem sujeitado a demasiados infortúnios. Quando percebemos que existem pequenos actos que dão outra luz a uma família que tem lutado com armas desiguais com o destino, temos o dever de continuar a estender a mão do Sporting CP aos que mais precisam. E neste caso, ficou a promessa, do jogador e do Conselho Directivo, que quando ficar melhor, virá a Alvalade na companhia da família. 

Neste período de Emergência que deverá terminar nos próximos dias, a Fundação Sporting desenvolveu um trabalho e um esforço que será, certamente, recordado por muitos. Várias acções, umas colectivas, umas individuais, outras em parceria de força e voluntarismo dos Núcleos do Sporting CP, outras, por fim, mais institucionais, mas todas, sem excepção, com a supervisão e a presença da incansável vice-presidente da Fundação Sporting e membro do Conselho Directivo, Maria Serrano. 

São jogadores e dirigentes assim que fazem a diferença no campo e fora dele. Da mesma forma que um e outra, são muito mais daquilo que aparentam ser, também o Sporting CP será sempre muito mais do que um Clube. 

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

 

 

 

 
 

O ‘Leo’, o peluche da minha filha

Por Juvenal Carvalho
01 maio, 2020

O Sporting Clube de Portugal faz-me ainda sonhar como quando era criança

Confinamento e isolamento social são medidas obrigatórias e as palavras mais em voga neste até agora tão atípico ano de 2020. O regresso à normalidade passa obrigatoriamente pelo cumprimento desta importante premissa e queremos muito que este tempo inusitado passe para voltarmos a abraçar os nossos familiares, ou a cada golo ou ponto do nosso Clube.

Mas, como naquele velho provérbio popular, depois da tempestade vem sempre a bonança. E é neste tempo de tempestade que tenho mais tempo para as boas recordações, ou talvez mesmo para as melhores de todas as tão boas recordações. E se tenho o privilégio de ter servido o Sporting Clube de Portugal enquanto dirigente em modalidades como o basquetebol – a minha paixão de todo o sempre –, bem como no andebol e no futebol na área da formação, e muita estória teria para contar, tive ainda outros momentos fantásticos. O privilégio de me ter cruzado com verdadeiros ‘monstros’ do Sporting CP e do desporto português. De ter, aquando da primeira reunião de fundação do Núcleo Sportinguista de Paço de Arcos, a que presidi, ter cumprimentado pela primeira vez o ‘violino’ Jesus Correia, ou o ‘dois amores’, por ter jogado ao mesmo tempo futebol no nosso SCP e hóquei em patins no Clube Desportivo Paço de Arcos; ou ainda o ‘Necas’ como era tratado pelos amigos mais próximos, de quem me tornaria amigo posteriormente e de quem ouvi as mais deliciosas estórias de vivência Leonina e de desporto. 

São momentos que esta estranha fase que passamos me fazem recordar. E chegado está o momento dos momentos. Aquele em que, aquando da entrega do meu emblema de prata do SCP – e já vou a caminho do de ouro devido à marca indelével do tempo –, levei a minha filha, ainda muito pequena, comigo a esta cerimónia. Mais do que a cerimónia e do Leão de prata na lapela do casaco, recordo quando a levei à Loja Verde e lhe comprei um leão de peluche, a quem ela apelidou desde logo de ‘Leo’, e com quem dormia abraçado noite após noite, qual jóia preciosa. Este momento, por tão marcante, por tão feliz para o meu coração de Leão, jamais o esquecerei.  

Quanto eu amaria chegar o momento da entrega do emblema de ouro e, no momento, o passar com o meu neto, que ainda não existe, e lhe comprar outro ‘Leo’, e com isto fazer jus a uma passagem do hino de Maria José Valério, de que o Sporting CP é desde os netos até aos avós. 
É mais um sonho por cumprir. E o Sporting Clube de Portugal faz-me ainda sonhar como quando era criança.

Sporting CP contra o vírus

Por Pedro Almeida Cabral
01 maio, 2020

Cada Sportinguista deve cuidar do Clube que, pelo esforço de tantos, lhe foi entregue

Vivemos tempos que nunca tínhamos vivido. Devido à emergência viral, mudámos os nossos hábitos mais elementares. Passámos a controlar o que tocamos, onde respiramos e com quem falamos. Não é a vida que tínhamos. Mas também não é outra, tão irreal que parece.

Este estado pandémico afectou profundamente o desporto. As competições estão interrompidas e discute-se se devem e como podem acabar. Em particular, o futebol levanta as maiores dúvidas. Uns defendem que os campeonatos nacionais só podem ser anulados. Outros defendem que têm que ser terminados custe o que custar. Enquanto não há solução definida, emergiu a dura realidade financeira da maior parte dos clubes portugueses, deixando a nu o que muitos fingem não ver. Salários em atraso, estruturas em implosão, atletas em dificuldades, há de tudo.

Este será o ano em que futebol parou. Com os mercados de compras e vendas encerrados, todos os clubes que não pertençam a emires ou oligarcas endinheirados serão afectados com consequências imprevisíveis. Em Portugal também será assim, com tesourarias suspensas e engenharias financeiras criativas para fintar cofres vazios sedentos de transferências tilintantes.

Quando regressar o futebol, durante algum tempo não será o que conhecemos. Atletas estarão sujeitos a testes preventivos. A doença infecciosa mais conhecida do mundo poderá ser considerada uma lesão. O cuidado com a integridade física dos jogadores pode até inibir prestações desportiva de alto rendimento. E os jogos à porta quase fechada só poderão levar poucas centenas de adeptos ao estádio. Há quem diga que será um novo futebol. Eu digo que dificilmente será futebol algum. 

Nunca em 114 anos (verdadeiros) de história, o amor e a dedicação ao Clube foram tão postos à prova. Cada Sportinguista deve cuidar do Clube que, pelo esforço de tantos, lhe foi entregue. Somos todos nós que vamos levar o Clube, o nosso Clube, em ombros para que atravesse estes tempos com o seu património de paixão intacto. Quando tudo passar, regressaremos em força aos nossos lugares no estádio, no pavilhão e onde quer que haja um atleta de verde e branco para celebrar um golo, um ponto ou uma marca. É isso que a grandeza do Sporting Clube de Portugal exige de nós. E é isso que tantos que ergueram este Clube nunca nos perdoariam que falhasse. 

Gamebox... e New York Times!

Por Tito Arantes Fontes
01 maio, 2020

Nós, Sócios, estamos presentes, sempre, em todas as circunstâncias, em todos os momentos!

Nestes dias de confinamento defronto-me com a ideia permanente do que mais podemos fazer em prol do nosso querido SPORTING CP? 
Podemos – desde logo e suceda o que suceder – manter as Gamebox desta época no exacto estado de uso em que se encontram, ou seja, intocáveis a partir do confinamento! Como – caso a época agora terminasse – uma “dádiva” da massa associativa para o seu Clube!
E podemos também desde já “garantir” ao nosso SCP que a sua extraordinária massa associativa, de um querer imenso e de uma fidelidade inultrapassável, dirá presente à Gamebox 2020/2021! Uma prova de lealdade e de profundo amor ao nosso SCP! Nós, Sócios, estamos presentes, sempre, em todas as circunstâncias, em todos os momentos! Pesem embora as dificuldades que a vida agora coloca a todos os portugueses, os Sportinguistas irão dizer, quando chegar o momento e de forma massiva, que estão presentes, que são SPORTING e que apoiam sempre o seu Grande Amor – o SCP!

New York Times (NYT)
O NYT é, como se sabe, um dos maiores jornais do mundo! Reputadíssimo! Respeitadíssimo! No top 3 do grande e melhor jornalismo mundial! Um jornal sério, livre, independente!
Pois bem, o NYT – certamente chocado com o facto de alguns animais, onde avultam toupeiras e abutres, terem tomado conta deste Portugal – escreveu um artigo a denunciar a situação “haitiana” (com todo o respeito pelo Haiti) do futebol, da justiça e da própria sociedade portuguesa! 
Parece que na banda das toupeiras não gostaram deste “título internacional”... e responderam com acrimónia, depois de nem se terem querido pronunciar junto do NYT antes da notícia sair. 
Por cá a notícia teve algum impacto... mas não tanto quanto seria de esperar se efectivamente tivéssemos uma imprensa livre e não subjugada ao “estado lampiânico” que infelizmente controla de modo ditatorial este nosso Portugal! 
Cabe, aliás, perguntar... e se a notícia tivesse como alvo o SCP... como teria sido? Quantas primeiras páginas? Quantos programas de televisão?
A verdade é que o NYT olhou para este nosso “Haiti” e resolveu, com estrondo mundial, denunciar o “polvo tentacular” português! Bem pode a comunicação social portuguesa olhar para ao lado... é assim, como o NYT denunciou, que – fora do nosso “Haiti” – somos vistos! Que tristeza, Portugal!

Viva o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

P.S. 1 – Há gente que – apesar do nome evangélico – persiste em manifestar sistematicamente o seu profundo anti-Sportinguismo... os jogadores do SCP começam a voltar a Alcochete e ele critica! Outros vão para o Seixal... e o Evangelista cala-se! Não há pachorra!

P.S. 2 – Outro grande clube português anunciou que não vai pagar um dos seus empréstimos obrigacionistas, mais precisamente o que se vence em Junho… são 35 milhões… mais do que os 30 milhões que o SCP em 2018, com “Alcochete” e eleições pelo meio, teve de resolver… e basta comparar o “chinfrim” catastrófico e sem fim que na altura foi montado e alimentado pela comunicação social… e a subserviência com que agora é tratada situação similar… de maior valor! Não há pachorra!

P.S. 3 – Aliás, em termos de contas e de capacidade financeira… que tal comparar as notícias, primeiras páginas e debates televisivos que resultaram da incapacidade desse clube em pagar esses 35 milhões com a “atenção malévola” que na mesma comunicação social mereceu a gestão que o SCP está a fazer quanto aos pagamentos – de menos de 1/3 de magnitude financeira – resultantes da contratação do Rúben Amorim… dois pesos, duas medidas! Que tristeza! Não há mesmo pachorra!

Dias de luta contra uma pandemia mundial

Por Miguel Braga *
16 Abr, 2020

Há um herói escondido em cada casa

Continuamos a viver um tempo de excepção onde a atitude individual pode vir a condicionar a vida colectiva. Pede-se a todos a consciência e a resiliência para suportar os condicionalismos deste não admirável mundo novo. Temos também a admiração por aqueles que, dia após dia, lutam na linha frente contra este vírus que se encontra espalhado no mundo, médicos, enfermeiros, todos os profissionais de saúde e auxiliares que mantêm o sistema a funcionar. Mas nesta luta desigual, também há heróis e heroínas em casa de cada um de nós. Se há alguma coisa que podemos aprender com esta pandemia é que fazemos parte de um sistema, estamos sempre ligados, mesmo no confinamento de uma casa. Nesta edição de um jornal renovado, fomos conhecer algumas dessas histórias, de pessoas que alteraram as suas rotinas sem descurar os deveres que a profissão impõe: mulheres que são atletas de alta competição, mas que também são mães, preocupadas com o futuro dos seus filhos e dedicadas à sua educação no dia-a-dia.

Dentro do universo Sporting CP, também olhamos para as histórias daqueles que estão longe do seu país, retidos pela circunstância mundial, dependentes da tecnologia para estar em contacto com os seus. Esta nova ordem, além de ter suspendido as competições um pouco por todo o mundo, provocou o adiamento dos Jogos Olímpicos, no meio de incertezas e depois de pelo menos quatro anos de preparação. Fomos procurar saber junto dos atletas como olham para estas decisões. E quais as implicações, desportivas e não só.

Nesta época difícil, há quem precise da solidariedade dos outros para tarefas diárias. É com orgulho que relatamos o esforço contínuo da Fundação Sporting que se multiplica em frentes e parcerias para chegar a quem mais precisa. E é também um orgulho Leonino constatar a
dinâmica orgânica dos Núcleos do Sporting Clube de Portugal a cuidar daqueles que já tanto deram por esta vida. A força que cada um emprega nestas causas alimenta a existência da própria comunidade.

Uma última palavra para três atletas de eleição que representam as cores do Clube. Se Arnaud Bingo e Rodrigo Battaglia são “monstros” consagrados em campo, com títulos e representações pelas respectivas selecções, Eduardo Quaresma é uma aposta de futuro catapultada para o presente por um enorme talento e vontade de vencer. Quem aos 18 anos afirma ter materializado um sonho de criança “de ter pisado o relvado de Alvalade” só nos pode encher de esperança. E nestes tempos estranhos em que vivemos, é de esperança que precisamos. Até porque o futuro começa já amanhã.

 

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