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Opinião

Leituras Sportinguistas

Por Pedro Almeida Cabral
16 Abr, 2020

Presto a minha sentida homenagem a todos aqueles que enfrentam diariamente o vírus na linha da frente

Em tempos de pandemia tenho ficado por casa, confinado, como agora se diz. Os dias passam iguais, com teletrabalho e em família. Agradeço com respeito a todos os que asseguram que parte da população possa viver desta forma, mantendo em funcionamento serviços essenciais. E presto a minha sentida homenagem a todos aqueles que enfrentam diariamente o vírus na linha da frente. Aos médicos (incluindo o nosso presidente Frederico Varandas), enfermeiros e auxiliares de acção médica espero que nunca falte o reconhecimento que merecem.

Entretanto, a vida vai seguindo. Parece que a infecção causada pelo vírus tira o paladar, fazendo com que tudo saiba a nada. A inexistência de jogos, competições, títulos ou sombra de época desportiva, tem parte desse efeito, retirando algum sabor ao nosso Sportinguismo. As conversas e as discussões sobre equipas, jogadores e a próxima época suspenderam-se à espera de melhores dias. Como as grandes paixões não morrem, partimos em busca do que nos faz senti-las. Por isso, dediquei-me a ler dois excelentes livros que nos alargam os horizontes sportinguistas. Afinal, ser do Sporting Clube de Portugal é também saber mais sobre o Clube.

O primeiro é uma História do Sporting Clube de Portugal que pretende ser uma nova abordagem às nossas origens. Foi publicada há poucos meses pela editora Contraponto, sendo os seus autores os historiadores Luís Augusto Costa Dias e Paulo Barata. Em prosa bem documentada, o nascimento do Sporting Clube de Portugal surge enquadrado na perspectiva mais vasta do desporto português, comprovando que o tão afamado eclectismo Leonino é congénito. Algumas interessantes curiosidades valem também a leitura. Por exemplo, aprende-se que a história do atletismo em Portugal se confunde com a história do Clube.  

O outro livro já tem ano e meio, mas ainda não tinha tido oportunidade de o ler. Big Mal e Companhia de Gonçalo Pereira Rosa, na editora Planeta, é um achado. Lê-se de uma penada e conta a dobradinha de 1982, em que o Sporting Clube de Portugal conquistou campeonato e taça com Malcolm Allison ao leme. Uma época gloriosa relatada em grande ritmo, não deixando de fora as intrigas e as idiossincrasias do então presidente João Rocha e do excêntrico treinador inglês. Uma temporada excepcional, com os inevitáveis Manuel Fernandes, Jordão e António Oliveira, que até teve algo que poucos Sportinguistas sabem: a primeira vitória de uma equipa portuguesa em solo inglês, nas competições europeias, frente ao Southampton FC. 

Ficam estas sugestões de leitura, para que, nestes dias difíceis, nunca nos esqueçamos do sabor a Sporting Clube de Portugal!

 

Fazes tanta falta, SCP

Por Juvenal Carvalho
16 Abr, 2020

(...) com o Sporting Clube de Portugal sou(mos) todos muito mais felizes!

Os tempos estão estranhos. A melancolia e a tristeza fazem parte do nosso quotidiano. Confinados a casa e com tempo… todo o tempo do mundo, perante a adversidade provocada por este inimigo invisível, chamado coronavírus, cada um de nós tem procurado arranjar alento onde por vezes nos vão faltando as forças.

Eu, comum dos mortais, tenho momentos em que a tristeza me invade, alternando com outros momentos em que procuro, embora sem sucesso, abstrair-me da situação.

No entanto, penso na família como factor primordial. Essa está sempre no meu pensamento. E entre a família, como é óbvio está também a nossa família. A família Leonina. Essa imensa família, que permite a cada um de nós, e pense da forma que pensar, não deixe de ser um dos meus… um dos nossos.

Com mais tempo para pensar, e com a nostalgia da marca do tempo não ter no nosso dia-a-dia o futebol, que por mais mal que nos estivesse a correr esta época, tanto nos faz vibrar, a juntar à falta da magia de Alex Merlim, no futsal; da qualidade fantástica, e que é de todos os tempos, de Miguel Maia, no voleibol; de cada defesa estratosférica de Ângelo Girão, no hóquei em patins; de cada jogada magistral de Carlos Ruesga, no andebol; ou de cada jogada mirabolante ou lançamento de Travante Williams, no basquetebol. Citei um em cada modalidade porque o espaço não me permite citar todos. Em todos, penso, e todos me fazem a mesma falta. Anseio até por chegar o dia em que vou voltar a ver no banco Rúben Amorim, Nuno Dias, Gersinho, Paulo Freitas, Thierry Anti ou Luís Magalhães a comandar a s suas tropas. Aquela imensa savana Leonina que nos faz tão feliz.

Enquanto anseio por isso, vou ao baú de recordações e rebobino mentalmente  os tempos de muito menino em que ouvia as chegadas da Volta a Portugal e da Volta a França para saber do sempiterno Joaquim Agostinho, a magia com o aléu de António Livramento ou de Chana; as defesas de António Bessone Basto e de Carlos Silva no andebol; das vitórias imensas do nosso atletismo, com Carlos Lopes e tantos outros; da mestria do campeoníssimo Pedro Miguel, no ténis de mesa; dos cestos de Rui Pinheiro ou de Nélson Serra no basquetebol, entre tanta e tanta coisa que marcou a história de um Clube centenário repleto de referências e de conquistas.

Recordar este passado tão marcante, e ansiar pelo regresso à vida normal, sem que não saiba que os tempos próximos serão árduos para todos, e para o nosso Clube não será excepção, faz-me viver mais feliz. Afinal, com o Sporting Clube de Portugal sou(mos) todos muito mais felizes!

Novos Tempos

Por Tito Arantes Fontes
16 Abr, 2020

Nesse novo futuro tem especial importância o papel que a formação de jogadores tem de desempenhar

Estamos todos a viver estes tempos COVID-19. Confinados. Limitados. E a adaptarmos a nossa vida e os nossos sentires. Também na nossa vida desportiva. E sempre muito atentos ao nosso SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e a tudo quanto diz respeito à sua vida.
Mantém-se a suspensão dos campeonatos. De todas as modalidades. A excepção – no que ao futebol diz respeito – são os campeonatos dos escalões de formação, incluindo sub-23 e campeonatos femininos.

Certo é que o amor ao nosso SPORTING CP se manifesta hoje em dia de várias maneiras. Desde logo os bebés que nascem e são logo inscritos como Sócios do SPORTING CP! E também os inúmeros jogos do SPORTING CP de tempos idos que marcaram a nossa vida e que são nesta altura vistos e revistos. Ainda no outro dia, no Canal 11, passou o nosso épico e extraordinário jogo de 2005 em Alkmaar! Foi pico de audiência! Um mundo de Leões reviveu esse inolvidável momento... à espera do memorável golo do Miguel Garcia, no último canto, no último momento, no último fôlego!

E temos também de começar a olhar para o futuro, o novo futuro. O mundo do futebol vai alterar-se. Já todos percebemos isso. Os clubes e os jogadores adaptam remunerações e orçamentos. O SPORTING CP – a exemplo de outros grandes clubes europeus – também já se adaptou. É o único dos “três grandes” que já actuou nesse sentido. Pioneiros, como sempre!

Nesse novo futuro tem especial importância o papel que a formação de jogadores tem de desempenhar. Em boa hora a Direcção do SPORTING CP - corrigindo práticas anteriores – “reolhou” para Alcochete e “recentrou” a sua política quanto à formação! Imprescindível! Essencial! Premonitório! E – como agora fica tão patente – decisivo!

Nesse particular da formação e do desenvolvimento e aproveitamento de jovens com talento há que olhar com especial atenção para os valores que podem despontar noutros clubes de menor dimensão por esse Portugal fora. São inúmeros os exemplos de jovens com enorme garra que sempre fizeram a sua formação nesses clubes. Bruno Fernandes, só para recordar, foi um deles! Tenhamos, pois, especial atenção aos jovens do nosso país! E – já agora e como já vimos fazendo – para os jovens dos PALOP... e das academias SCP espalhadas pelo mundo!

Vamos ganhar o futuro!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

P.S. – Rui Pinto viu a sua medida de coacção alterada, passando a viver confinado em “prisão domiciliária” à guarda da PJ. Os meios de comunicação social anunciam que começou a colaborar com as autoridades de investigação. Oxalá assim seja! Oxalá se apure tudo quanto há para apurar! Oxalá Rui Pinto cumpra o seu destino e ajude a limpar o futebol português! Oxalá se tratem agora de “orelhas”, “papas”, “toupeiras” e de tudo o mais! Oxalá se consiga acabar com tanta intoxicação acumulada no futebol português!

Bola sem ar no dia 1 de Abril

Por Miguel Braga *
01 Abr, 2020

Neste momento a bola não está a rolar. Mas há uma Bola que insiste em cair sempre para o mesmo lado.

O país e o mundo vivem tempos únicos, desafiantes para o indivíduo e para as sociedades, e apesar das ondas de voluntarismo e solidariedade, a situação continua a complicar-se de dia para dia. Seria de esperar, neste momento e aliás sempre, que não divagassem à procura de ruído onde ele não existe. Mas não. Nem agora, e pelos vistos, nem nunca.

Com direito a chamada de primeira página nos Suspeitos do Costume (jornal A Bola, para os mais distraídos), tenta-se, por um lado, levantar uma “insatisfação (que) pode motivar a mudanças no gabinete jurídico de Alvalade”, como por outro, imputa-se a culpa ao dito gabinete pela condenação em tribunal por três milhões de euros a Siniša Mihajlović, o treinador sérvio a cuja contratação e termo contratual este Conselho Directivo e de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD são completamente alheios.

Mais grave do que a capa é a notícia ao personalizar essa falsa insatisfação. Primeiro, em dois membros do referido departamento, que têm servido, com competência, lealdade e diligência, o Clube e a SAD. Depois, ao tentar, mais uma vez, ver e apontar divergências entre os membros do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal que, pura e simplesmente, não existem.

Esta direcção continuará, como sempre, a salvaguardar os interesses do Sporting Clube de Portugal e tem agora também a missão de ajudar a minimizar o impacto da actual pandemia no desporto nacional e na sociedade portuguesa. Esse vai ser o nosso caminho. Independentemente do ruído falso que se tenta criar.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

 

 

 

 
 

Razão de Ser

Por Frederico Varandas*
31 Mar, 2020

O Jornal Sporting celebra hoje 98 anos de história que o convertem no mais antigo jornal de Clube do Mundo

Nasceu como Boletim a 31 de Março de 1922, cresceu como Jornal e hoje o Jornal Sporting celebra 98 anos de história que o convertem no mais antigo jornal de Clube do Mundo.

No meio destes tempos únicos que vivemos é com especial enaltecimento que agradeço a todos os que contribuíram para que fosse possível celebrarmos esta edição de Parabéns, sobretudo porque ela marca também hoje uma nova era do Jornal Sporting, com uma nova linha gráfica e conteúdos diferenciadores. 

A primeira página desta edição de aniversário é uma homenagem ao texto “Razão de Ser” deste jornal, o primeiro artigo, uma apresentação na qual se elencou as bases da então recente publicação Leonina. Mas de lá para cá a comunicação mudou e ao longo dos tempos o Jornal Sporting tem sabido acompanhar a evolução do meio.

A entrada em jogo, primeiro da televisão, depois, mais tarde, da explosão de meios e plataformas do mundo digital, obriga-nos também a redesenhar o futuro do Jornal Sporting. Manteremos o nosso legado, mas teremos um Jornal com visão para o futuro, a proporcionar aos nossos leitores conteúdos exclusivos com os nossos atletas das mais variadas modalidades e a conviver com e dentro do novo ecossistema digital. Foram estas páginas que fizeram as lendas de hoje. Vão ser estas mesmas páginas a imortalizar os heróis
do amanhã.

O Jornal é a nossa Voz e queria transmitir, em nome do clube, uma palavra de esperança e de total disponibilidade por parte do Clube no apoio no combate à COVID-19.

Uma última palavra a todos os que têm trabalhado, ao longo destes 98 anos, para um projecto que foi pioneiro no nosso país e no Mundo e que queremos que continue a ser um motivo de orgulho para todos os Sportinguistas, a todos, o nosso obrigado.

Os tempos mudam, a “Razão de Ser” subsiste.

Parabéns Sporting.

 

* Presidente do Sporting Clube de Portugal

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Leão de gema

Por Miguel Braga *
31 Mar, 2020

(...) Porque essa também é a missão de um jornal, transportar a alma de cada Sportinguista entre as gerações

O Sporting Clube de Portugal acompanha-me desde as primeiras memórias. Lembro-me bem de estar no chão de casa dos meus pais, a folhear um jornal dedicado em exclusivo às histórias, aos feitos, aos golos, aos heróis, à dimensão do meu Clube.

Recordei, por isso também, tardes passadas no antigo estádio de Alvalade, sentado nas cadeiras de madeira do camarote vitalício que o meu pai tinha juntamente com cinco amigos, cada um mais Sportinguista que o outro – só o conceito de vitalício é, por si, forte para uma criança. Mas ali, era isso e era muito mais.

Foi nessas tardes que tive o prazer de conhecer os vizinhos do camarote do lado. Estava lá sempre um senhor – “andámos juntos na tropa”, explicava-me primeiro o meu pai, confirmava-me sempre o próprio –, que tinha a calma e a paciência de nos aturar, e que segredava e apontava para o campo, discorrendo sobre o talento daqueles que estavam no relvado. E toda a gente o ouvia com atenção. Nessas tardes, diga-se, os jogos dos seniores eram os últimos: jogavam primeiros os escalões da formação, o estádio ia enchendo devagarinho, e aquele senhor que partilhou dias e noites de histórias no quartel da Trafaria com o meu pai, estava lá sempre, simpático, afável e conhecedor. Esse senhor era Aurélio Pereira. Também lá estava sempre o João Barnabé e um outro senhor, de quem lamentavelmente não me recordo o nome, mas que tinha a particularidade de dizer antes dos jogos “olha-me este, a mim nunca me enganou”, sempre que entrava a equipa de arbitragem.

Nessas tardes, aqueles camarotes, que tinham sido desenhados para seis pessoas, em dias de jogos grandes ultrapassavam em larga medida a sua capacidade máxima. Cada amigo tinha filhos – nós, por exemplo, éramos dois –, “os mais velhos” tinham, por sua vez, amigos, mas a capacidade de albergar “só mais um”, era de facto extraordinária e marca de um simbolismo de união entre leões. Não é exagero de memória afirmar que dias de clássico ou dérbi, representavam lotações de dezoito e vinte pessoas, às vezes mais. Cada golo, como se imagina, era uma aventura.

No meio de tanta recordação, a memória do Jornal Sporting é das antigas. De uma altura em que era presença obrigatória lá em casa, quando havia jornais que chegavam durante a tarde, como A Capital, anterior às minhas primeiras idas ao estádio José de Alvalade nos inícios da década de 80. Só assim se explica porque ainda achei que vi o Yazalde jogar durante uns tempos. Via as imagens no Jornal e ouvia histórias dos mais velhos, sobre o Bota de Ouro Europeu, o “Chirola”, aquela máquina argentina de fazer golos e, por causa disso, perdi uma vez uma aposta que não me vou esquecer. Porque essa também é a missão de um jornal, transportar a alma de cada Sportinguista entre as gerações.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

 

 

 

 
 

O nosso Jornal

Por Pedro Almeida Cabral
31 Mar, 2020

O que me deixa verdadeiramente satisfeito é ter a certeza que haverá sempre mais Sportinguistas a carregar a pena do jornal, por pelo menos mais 98 anos

Em tempos de pandemia, que nos obriga a reclusão, cuidados redobrados e a uma esforçada luta colectiva pelas vidas de todos nós, não podemos perder o fio do tempo que passa. A uns dias sucedem-se outros, mas não são todos iguais. Há datas que nos recordam que pertencemos a algo maior. A algo que não começou ontem, nem quando nascemos. O Sporting Clube de Portugal é um clube secular, dos históricos clubes europeus, à beira dos 115 anos de vida. Um Clube assim tem histórias únicas que nunca deve esquecer nem deixar de celebrar. Uma delas é, precisamente, o jornal que está a ler. Hoje, o Jornal Sporting, o mais antigo jornal desportivo do mundo, faz 98 anos.

Tudo começou no longínquo 31 de Março de 1922. No editorial de abertura, escrevia-se claro. Muitos dos Sócios não conheciam todas as actividades que o Clube já na altura desenvolvia. O então chamado Boletim queria que os Sócios não ficassem apenas por um ou outro desafio de “foot-ball”. Quase um século volvido, o Jornal Sporting continua a cumprir a sua missão. Mesmo para leitores experimentados – eu já levo umas décadas! –, o nosso jornal tem sempre novidades. Ou um evento desportivo que não se sabia que se iria realizar. Ou um resultado desportivo animador. Ou uma história Sportinguista para conhecer. É uma prova da imensa riqueza do Sporting Clube de Portugal e de como Sócios e Adeptos são sempre surpreendidos pelo eclectismo e pelo vasto universo Leonino.

Do n.º 1 ao n.º 3773, que é o que tem em mãos, o Jornal Sporting testemunhou títulos, campeonatos, vitórias, conquistas, vidas, alegrias e tristezas de milhões de Sportinguistas. Longe de ser um fóssil em papel, mantido por caturrice histórica, faz parte da vida quotidiana do Clube. É lido, analisado, discutido, por vezes, treslido, mas sempre presente no imaginário leonino. Não poderia ser de outra forma. Falar do que gostamos é também uma forma de amor. E se há adeptos com paixão violenta pelo Clube, somos nós. 

A coluna que aqui venho mantendo são apenas umas linhas mais na história do nosso jornal. Muito me orgulha poder escrevê-las, esperando sempre que tenham algum uso para o espírito Leonino. Mas o que me deixa verdadeiramente satisfeito é ter a certeza que – mesmo quando tudo parece perecer – haverá sempre mais Sportinguistas a carregar a pena do jornal, por pelo menos mais 98 anos. Parabéns ao Jornal Sporting! Parabéns ao Sporting Clube de Portugal! 

Uma razão de ser com 98 anos!

Por Juvenal Carvalho
31 Mar, 2020

Apesar de todas as vicissitudes, somos com o inabalável orgulho de Leão, a mais antiga publicação de clubes do Mundo

31 de Março de 1922, estava o mundo então ainda na ressaca da Gripe Espanhola (1918-1920), a pandemia do século XX, quando foi lançado, com o tão assertivo título de capa “Razão de Ser”, o primeiro Boletim do Sporting Club de Portugal.

31 de Março de 2020, passados que estão no tempo 98 anos, e em plena pandemia COVID-19, agora em pleno século XXI, estamos de parabéns porque, apesar de vivermos hoje tempos complicados no Mundo e, apesar de todas as vicissitudes, somos com o inabalável orgulho de Leão, a mais antiga publicação de clubes do Mundo.

O premonitório título que deu início a este lindo percurso de quase um século de existência tem sido realmente a nossa Razão de Ser. E que linda razão de ser é o facto de ler e saber de tudo o que envolva o nosso sempiterno e majestático Sporting Clube de Portugal. Quantas conquistas. Quantos momentos inolvidáveis. Quantos lídimos Sportinguistas nos deram a conhecer mais e mais da vivência do Leão rampante. Desde antanho até aos dias de hoje, tantos Sportinguistas de Norte a Sul, passando pelas ilhas, e até mesmo os Leões espalhados pelos cinco continentes, ficaram a saber mais do nosso Clube

O Jornal Sporting deu-nos, e continua a dar nos dias de hoje, de beber toneladas de Sportinguismo. A consumir letra a letra, entre a diáspora Leonina espalhada pelo Mundo, tudo o que seja notícia e que faça escrever a História… a imensa História do Sporting Clube de Portugal.

No meu caso pessoal, e por influência de Melo Bandeira, então dirigente máximo do nosso futsal, iniciei no princípio da década de 90, quando muito jovem, a linda aventura de escrever no nosso jornal, então sobre futsal. Mais tarde, e aí a convite de Ruben Coelho, ao tempo director desta publicação, regressei pela segunda vez com uma coluna de opinião, designada de “Nave de Alvalade”, para actualmente, mais concretamente desde finais de 2018, retomar a minha colaboração, para, de forma altruísta, escrever neste nosso Jornal. Ter o privilégio de partilhar semanalmente umas linhas a falar de Sporting CP, onde escreveram e escrevem Sportinguistas por quem me curvo respeitosamente ao longo dos tempos, e que são eternas referências para mim, é motivo de um orgulho que por palavras não consigo descrever e que enchem o meu coração de Leão, feliz… incomensuravelmente feliz.

Comecei a ler o nosso Jornal em criança. Era para mim uma espécie de “bíblia” semanal. Hoje tenho o privilégio de aqui estar a escrever para milhares de Sportinguistas nesta edição de aniversário. Uma coisa é certa. Comigo, ou sem mim, porque somos muito pequenos perante a dimensão da monstruosa Instituição que amamos, e também porque a marca indelével do tempo assim o determina, o Jornal Sporting continuará a existir ano após ano, e o Sporting Clube de Portugal será sempre e para sempre… o nosso grande amor.

98 anos!!!

Por Tito Arantes Fontes
31 Mar, 2020

(...) É o Jornal de Clube mais antigo do mundo! Nem em Inglaterra – pátria do futebol e de tantos outros desportos – há um jornal de clube com esta longevidade!

O nosso Jornal SPORTING faz, hoje, dia 31 de Março, 98 anos! Noventa e oito anos! É obra! É tempo! É o Jornal de Clube mais antigo do mundo! Nem em Inglaterra – pátria do futebol e de tantos outros desportos – há um jornal de clube com esta longevidade! E – como bem se sabe (vide a extraordinária série da Netflix com o sugestivo nome “The English Game”, recentemente estreada, que recomendo vivamente, também pelo seu enquadramento socioeconómico/geográfico) – o futebol, para além de outros desportos, “nasceu” no seio dos melhores colégios e escolas ingleses, frequentados pela sua elite socioeconómica, educados, cultos e – hélas – onde muita da comunicação social britânica foi germinada! Mas jornal de clube, jornal mesmo de clube, até hoje, só um resistiu... o nosso, o Jornal SPORTING!

Por outro lado, a nível nacional, a situação é também igualmente impressiva... não há nada que se compare... nem a nível de clube, nem a nível do desporto em geral! Uns nunca existiram, outros perderam-se, outros faliram, outros soçobraram, outros “queimaram-se”... e nenhum, nenhum mesmo, pode ostentar 98 anos de serviço ao desporto em Portugal!

O Jornal SPORTING é, pois, indiscutivelmente o decano da imprensa desportiva portuguesa! E assim vai continuar a ser, o Decano! E – por isso mesmo, desde logo por isso mesmo – o mais respeitado!

Impressiona, por isso e muito, muitíssimo mesmo, esta “longa longevidade” do nosso Jornal SPORTING!

Longevidade que vem dos tempos do Boletim SPORTING! E foi “sempre e sempre” continuada e prosseguida!

Duas palavras mais.

A primeira para agradecer todos os contributos de todos os directores, dirigentes e trabalhadores do Jornal SPORTING ao longo destas quase dez décadas! Sem eles não estaríamos aqui, agora, a festejar estes 98 anos! Nesse particular queria salientar uma pessoa que me é muito querida e que – no tempo de João Rocha – subscreveu a minha ficha para Sócio do SCP! Foi um dedicado e competentíssimo director deste Jornal durante muitos anos! Obrigado, meu querido amigo de décadas e companheiro STROMP, João Xara Brasil!

A segunda é para salientar – pois não é segredo e já o disse várias vezes – que o Jornal SPORTING é o único jornal desportivo que compro, o único que sempre me deu gosto ler, o único que trata mesmo de “todos os desportos”! E assim continuará a ser!

VIVA o JORNAL SPORTING!!!

VIVA o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

 

P. S. – O tempo que vivemos é de “luta universal”... o dia dos 98 anos é de festa... mas, assim sendo, que raio, quem se julga esse tal movimento “Sou SPORTING” (SPORTING também sou eu e não dei procuração a ninguém para falar por mim!)  para vir falar – numa altura destas de pandemia mundial, “estado de emergência” e recolhimento obrigatório – em eleições? O ódio (sim, é disso que se trata!) cega... e neste caso “cegou” mesmo! Por isso o repúdio imenso que grassou no “mundo Sporting” por tão infeliz e sinistra intervenção pública! Merecidamente!

NÃO VAMOS PARAR

Por Rahim Ahamad
20 Mar, 2020

No caso do nosso Jornal, decidimos que NÃO VAMOS PARAR. Porque o SPORTING CP não pára nunca!

Estamos a viver um período dramático e extraordinariamente atípico que nos faz parar, que nos faz pensar e reflectir sobre o que realmente importa. Esta é, de facto, uma luta injusta e traiçoeira, mas que vamos seguramente vencer, com união e solidariedade.

Estamos a atravessar um tempo estranho, um tempo difícil para todos, resultado da pandemia COVID-19. Mas o fundamental é sabermos adaptarmo-nos à realidade actual. E nesse sentido, o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL tem aproveitado este período em que as nossas actividades habituais estão, na sua maioria, suspensas ou adiadas, para se reinventar, para ir mais longe e aproximar a família Sportinguista de outras formas. Porque nós, do SPORTING CP, NÃO VAMOS PARAR!

Muito pelo contrário, continuaremos a ter um papel activo junto dos nossos Sócios e Adeptos, e também da Sociedade. E neste âmbito, temos assistido a várias iniciativas que nos mantêm juntos, como uma família, unidos e solidários, numa dinâmica de reforço motivacional como forma de minorar os impactos de estarmos a passar por uma fase em que estamos mais isolados dos nossos amigos e familiares.

No caso do nosso Jornal, decidimos que NÃO VAMOS PARAR. Porque o SPORTING CP não pára nunca! Vamos manter a publicação do Jornal Sporting, alterando, durante este período, a periodicidade de semanal para quinzenal e disponibilizando gratuitamente a TODOS os Sócios através de registo no nosso site, a edição em formato digital. Paralelamente, estamos a preparar a renovação de imagem e conteúdos do Jornal de Clube mais antigo do mundo cujo lançamento acontecerá no seu 98.º aniversário já no próximo dia 31.

Reforço que nunca é demais relembrar que devemos respeitar as medidas de prevenção recomendadas pelas entidades oficiais de saúde. E o SPORTING CP sabe que esse exemplo começa em nossa casa, com os nossos colaboradores, com os nossos atletas, com os nossos Sócios e Adeptos. Todos, através de variadíssimas formas, estamos solidários e continuaremos a lutar juntos contra esta pandemia.

E como família que somos, teremos de estar unidos nestes tempos que se avizinham. Importantes mensagens como as que têm sido passadas pelos nossos atletas e jogadores numa campanha fantástica do “Só Eu Sei Porque Fico em Casa” é um bom exemplo da nossa responsabilidade social. Termino realçando uma frase do Rúben Amorim dirigida aos profissionais de saúde que, estou convicto, é de todos nós: “vocês são realmente uns heróis e, em nome da minha família, de todo o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, o nosso MUITO OBRIGADO!”.

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