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Opinião

Um amor interminável

Por Juvenal Carvalho
22 Out, 2020

Se formos todos ‘Paulinhos’ no abraçar da causa, tudo será mais fácil. Ah, e já agora, obrigado Paulinho. Também por seres meu amigo, mas sobretudo por seres uma referência do Sporting CP

Falar do Paulo Gama não requer inspiração. Ela surge naturalmente. Mas vi uma campanha muito bem conseguida do Sporting Clube de Portugal, com o título “Uma História de Amor Interminável”, acabei por me reter nela, e por decidir ‘plagiá-la’ e escrever sobre um amigo de quase quatro décadas, o meu amigo Paulinho.

Sim, o Paulinho. O ‘Paulinho do Sporting’. Com uma história de vida que emociona qualquer um. Com um amor ao Sporting CP de fazer chorar de emoção o menos sensível dos humanos. O Paulinho, que coleccionava no Lar da Santa Casa da Misericórdia onde residia, tudo o que era póster ou fotografia do nosso Clube. Que se passeava pelas ruas de Lisboa com um enorme leão de peluche, foi naturalmente acolhido na sua ‘casa’.

Numa casa em que já passaram 35 anos no tempo, quando, por influência de António Livramento, esse mesmo, o ‘mago’ do hóquei em patins mundial, começou a exercer funções na secção de hóquei em patins, engraxando as botas e ajudando na rouparia. Esse menino de ontem era muito diferente do Homem de hoje. Tinha até claras dificuldades na locomoção e na expressão. Não foi só António Livramento que o acolheu. Foram todos os que com ele conviviam. Falo por experiência própria de quem se cruzou centenas de vezes com ele nos corredores de Alvalade, e com quem ainda recentemente nos recordámos de tantos amigos em comum feitos no Sporting CP.

O Paulinho, hoje um Homem de 51 anos, subiu todos os degraus da corda da vida a pulso, mas também com muito esforço, dedicação e devoção pela causa. Naturalmente isso promoveu-o à Glória. Está há muitos anos no futebol profissional. Muitos daqueles que são verdadeiros craques nos relvados e fora deles, acolheram-no em sua casa. Como se fosse um dos seus familiares. Falam dele com carinho e gratidão. É para eles e todos nós uma referência e um exemplo de vida e de Sportinguismo que nos merece respeito.

Chora quando perde. Ri e abraça-se aos seus como poucos quando ganha. É o primeiro a querer tocar nos troféus. É tudo tão genuíno naquele amor à causa que me – nos – comove. Convido até tantos de nós, que por vezes vimos o Sporting CP, como uma ‘guerra’, para parar para pensar e buscar no exemplo de vida e de Sportinguismo do Paulinho um alento suplementar. Que encarnem naquele amor genuíno daquele que é hoje um homem, mas que em menino o SCP foi o seu refúgio levado por um amor sem paralelo ao Clube.

Se formos todos ‘Paulinhos’ no abraçar da causa, tudo será mais fácil. Ah, e já agora, obrigado Paulinho. Também por seres meu amigo, mas sobretudo por seres uma referência do Sporting CP.

 

P.S. – Também poderia escrever sobre questões que conspurcam o futebol. Preferi, contudo, falar de desporto e de humanismo.

Clássico é clássico

Por Pedro Almeida Cabral
22 Out, 2020

(...) Houve jogadas rasgadas, jogadores renascidos e golos oportunos. Só não houve uma arbitragem à altura. Ou talvez tenha havido uma arbitragem clássica que, classicamente, prejudicou o Sporting CP

Clássico é clássico. E vice-versa. Este último, com o Sporting CP a defrontar em casa o FC Porto, não foi excepção. Houve jogadas rasgadas, jogadores renascidos e golos oportunos. Só não houve uma arbitragem à altura. Ou talvez tenha havido uma arbitragem clássica que, classicamente, prejudicou o Sporting CP. Mas já lá vamos.

Do empate a dois golos, que soube a pouco pelo que o Sporting CP jogou, ficou a imagem de um Sporting CP que não se rende e que dominou o FC Porto por largos períodos. De trás para a frente, que é como se fazem equipas vencedoras, esteve muito bem Adán, com bons reflexos logo a abrir o desafio e à-vontade no jogo com os pés. Porro continua a elevar a qualidade do nosso flanco direito. Foi, sobretudo, por lá que o FC Porto atacou, mas nem por isso o nosso atleta deixou de executar tarefas ofensivas, com envolvimento no primeiro golo e um remate perigoso a fechar. Palhinha regressou de forma esplêndida a cumprir as funções de trinco com distinção. É um gosto vê-lo novamente com a camisola mais bonita do mundo. Tal como João Mário, que nos poucos minutos em campo desequilibrou fortemente o jogo a nosso favor. O melhor fica para o fim: Nuno Santos e Pote são já contratações seguras e garantia de fluidez no futebol do Sporting CP. O primeiro marcou o golo em remate difícil e o segundo influenciou decisivamente com desmarcações velozes e passes acertados. Se tudo fosse como devia ser, a crónica acabava aqui com desejos de boa semana e Leoninas saudações.

Afinal, era um clássico em que jogava o Sporting CP. E quando assim é, pode haver grosso apito e protocolo por cumprir. Não adianta rever as imagens do lance do penálti claro cometido por Zaidu sobre Pote. Houve contactos intensos o suficiente para provocar a queda com braço, pé e perna, em tríplice infracção. Pontapé de penálti evidente para um jogador que até já deveria ter sido expulso. Quando menos se esperava, vindo do nada e sem razão, interveio o VAR e o pontapé de penálti e o cartão vermelho foram revertidos. Sejamos claros: o protocolo do VAR não permitia a reversão da decisão. O VAR só podia intervir se se tratasse de um erro óbvio. Há razões para assim ser: a decisão tomada no momento só deve ser alterada quando seja notório para todos que foi um erro. Protege-se a integridade do árbitro no momento do apito e defende-se a apreciação do espectáculo pelos adeptos. Portanto, apito tão errado e protocolo tão desrespeitado só podiam merecer forte contestação. Espera-se agora que falha tão clamorosa não passe em claro, que este lance seja exemplificado como viciação do protocolo VAR e que o Sporting CP possa ter o que parece difícil ter: arbitragens regulares.

 

Campeonato… Um Embuste!!!!

Por Tito Arantes Fontes
22 Out, 2020

(…) Nestes campos todos somos topo mundial! Mas não na arbitragem! Porquê? Por uma simples razão, porque a arbitragem é má! Enfeudada e servil até à medula a “velhos poderes bicolores”!

O futebol vive há décadas num verdadeiro embuste! E tivemos na jornada deste fim-de-semana mais um paradigmático exemplo do embuste em que vivemos. Foi no nosso jogo com o FC Porto, no sábado à noite. O jogo desenrolou-se sem público, mas com milhões de pessoas a assistir, em casa, pela televisão. Vergonha maior! Vergonha para o futebol português! Vergonha para a Federação Portuguesa de Futebol! Vergonha para a Liga! E tudo por causa de mais uma lamentável arbitragem!

Importa, aliás, dizer que não é por acaso que Portugal está no topo do mundo do futebol em vários dos seus intervenientes, mas não na arbitragem! Somos de primeira linha quanto a jogadores, incluindo o melhor jogador do mundo; treinadores; selecção nacional – campeões da Europa; clubes nacionais de consolidado e histórico prestígio internacional, com diversas vitorias em provas de primeiro plano internacional; dirigentes; empresários! Nestes campos todos somos topo mundial! Mas não na arbitragem! Porquê? Por uma simples razão, porque a arbitragem é má! Enfeudada e servil até à medula a “velhos poderes bicolores”! Enfeudada como todos sabemos pelo que se ouviu nas escutas do “apito azul”! Enfeudada pelo que já se sabe dos “e-mails das toupeiras vermelhas”! Ou seja, a arbitragem – que deveria ser a primeira interessada na verdade desportiva – é na verdade a que mais destrói e corrói essa mesma verdade desportiva! Digo mesmo, o VAR – que apareceu como possível panaceia para evitar tanta vergonha a que durante décadas assistimos – tem servido nas mãos dessa arbitragem apenas para demonstrar de modo ainda mais tétrico e sinistro a face dos sequazes que querem destruir o futebol português, impedindo o mesmo de viver com verdade desportiva!

Indo aos factos, no sábado assistimos a um monumental “roubo de igreja”… se fosse ao contrário chamar-lhe-iam mesmo um “roubo dos Clérigos”! Suportámos o segundo golo do FCP ao cair da primeira parte… e logo na jogada seguinte, numa resposta de Leão, o nosso Pote surgiu isolado na grande área para facturar o nosso iminente segundo golo! Impossível! O jogador do FCP – visivelmente atrás do Pote, que tinha ganho a posição dianteira – cai-lhe em cima com tudo: foi braço e mão no ombro/clavícula, resvalando para as costas, foi canela no gémeo do Pote, foi pé no pé do Pote… foram penáltis sucessivos… e o Pote, que já estava no ar para poder dominar a bola, estatela-se no coração da grande área! Penálti clarinho, limpinho e de compêndio! Tenho quase 60 anos de ver futebol! Já vi de tudo! Não preciso de explicações de ninguém! Tenho olhos! Tenho óculos… e com estes… tenho vista de lince! E conheço as leis do jogo! É penálti! Em qualquer parte do mundo! Em qualquer campo! Com qualquer árbitro! E perante isto, perante tanta evidência… o árbitro marcou mesmo penálti! Ajuizou e marcou! E bem! O pior veio depois… no VAR estava um conhecido e desde pequenino “senhor de vermelho” (o mesmo que nos atacou em Moreira de Cónegos, no final da época transacta), que – contra o Protocolo VAR, em clara e evidente violação deste (onde ficou o requisito do erro claro, grosseiro e clamoroso? Onde?) – entendeu chamar a atenção do árbitro de campo, o infeliz e titubeante Luís Godinho. Este – qual pau mandado – lá foi ver as imagens… e – pressionado como foi – desdiz o que viu no campo… volta atrás! E dá sem efeito o penálti e a expulsão do jogador do FCP por acumulação de amarelos! Inenarrável! Espectáculo degradante!

No fim do jogo dei-me ao trabalho de ficar a ver um tal de “Juízo Final” na Sport TV. Ingénuo ainda pensei que iriam dizer que o árbitro e o VAR tinham cometido um erro grave, atentatório da verdade desportiva. Não o fizeram! Comprovou-se, mais uma vez, a opinião que há anos tenho da Sport TV… é um canal de facção! No dia seguinte vi e li todos os jornais desportivos, incluindo “queimados pasquins”. Ou seja, li praticamente todos os comentários dos “experts” nacionais do ludopédio, que vivem – com algumas honrosas excepções – há pelo menos 40 anos do “poder bicolor” que se instalou no futebol português! A última moda é recuperarem velhos e medíocres árbitros que, depois de terem envergonhado a arbitragem quando “arbitravam” com a sua “habilidade” os jogos do campeonato, aparecem agora trasvestidos de modo quase virginal como “pseudo-catedráticos da ciência das regras do futebol”. Foram maus árbitros, são péssimos comentadores. Ouvi e li coisas verdadeiramente inacreditáveis… sim o protocolo do VAR foi violado, mas ainda bem que foi violado, pois não tinha sido penálti… como? Importam-se de repetir? Foi penálti! E o protocolo do VAR não permitia a intervenção deste! Dois erros monumentais de uma assentada… até escrito vi que o jogador do FCP não tocou no Pote! As mentiras soezes e as interpretações da “lei” ao serviço das “ditaduras de opinião”! Em comum o desamor que têm pela verdade desportiva! A patente e permanente cegueira acéfala e obediente ao “poder bicolor” que os comanda! O desrespeito ao Protocolo do VAR! O ódio ao SPORTING CP!

Sim, é verdade! Estamos a viver há décadas no meio de um campeonato que é um verdadeiro EMBUSTE! Um grande e colossal EMBUSTE!!!

SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE… ATÉ MORRER!!!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

Parte I - Existem três tipos de pessoas…

Por André Bernardo
15 Out, 2020

… “as que gostariam que as coisas acontecessem, as que desejam que aconteçam, e as que as fazem ACONTECER”.

A frase não é minha, é de Michael Jordan, o “Deus” do basquetebol. 

23 é o número que Air Jordan imortalizou na sua camisola e 23 foram precisamente os anos que o Sporting Clube de Portugal esteve sem basquetebol depois da sua extinção em 1995.
Há menos de dois anos, a 7 de Novembro de 2018, o Clube “fez acontecer”. O basquetebol regressou e criou-se uma equipa de raiz. E é caso para dizer que a equipa de basquetebol chegou, viu e venceu.

40 é um número com valor simbólico forte na cultura ocidental, sobretudo pelas referências bíblicas. 
Foram 40 os dias de jejum de Jesus no deserto da Judeia e 40 anos o jejum do Sporting CP até à reconquista da Taça de Portugal de basquetebol, na passada quinta-feira. Um orgulho para todos, mas que infelizmente não teve ainda a possibilidade de contar com o calor do público que esperemos que esteja de volta brevemente. 

1980 tinha sido o ano da última conquista, sendo esta a sexta taça do Clube na modalidade, que coroa mais um fim-de-semana (quase) pleno de vitórias em todas as modalidades. A excepção foi o empate por 1-1 no dérbi do hóquei em patins que teria sido uma vitória caso existisse tecnologia de linha de golo ou VAR. 
De destacar também a presença de seis atletas da formação que participaram na vitória do futsal por 8-2 frente à AD Fundão. É um caminho fundamental no modelo desportivo sustentável que o Clube tem de trilhar progressivamente e consolidar. 

Vintage. E é também num regresso a 1979/1980 que hoje “fazemos acontecer” a estreia da linha “Vintage Limited Editions” com a edição limitada da réplica da camisola 11 em homenagem a Rui Jordão que infelizmente nos deixou há um ano. Nessa época, o Sporting CP foi campeão e a Gazela de Benguela marcaria 31 golos, um dos quais numa vitória contra o FC Porto. Que seja um pronúncio para o jogo de sábado. Jordão é também uma das Lendas que propusemos que figure imortalizada nas portas do estádio e que, tal como Damas, vamos dar a conhecer hoje. É um piloto de três portas que servirá de amostra para depois os Sócios poderem decidir em Assembleia Geral (sem limitações de COVID-19).

Rui Jordão foi um artista dentro de campo e fora dele. Pela sua dedicação às Artes, mas sobretudo pela sua forma de estar. O minuto 11 de silêncio em seu apoio que ocorreu em 2019 é um marco dos melhores valores que fazem parte do ADN Sporting Clube de Portugal

A propósito de valores, este fim-de-semana assistimos no ténis a mais do que uma soberba vitória de Rafael Nadal. Assistimos também a uma vitória de uma forma de estar no desporto que o espanhol representa. O Maiorquino celebrou a sua 13.ª vitória em Roland Garros e o seu vigésimo Grand Slam, alcançando o recorde de Roger Federer. O suíço que esteve à altura do feito na sua publicação de Twitter em elogios ao seu rival. Um bom exemplo de que o problema não está propriamente nas redes sociais, está em quem muitas vezes as usa da pior forma. 

E, nem por acaso, é no único artigo conhecido de José Alvalade intitulado “Lawn-Tennis”, que o nosso fundador tão bem define esta forma de estar que está na génese do Sporting CP e que nos cabe preservar. O Sporting Clube de Portugal do futuro tem de fugir a muito daquilo que foram os seus 40 anos do passado, mas tem que recuperar o seu ADN. A alternativa é deixar vencer-se pelo bullying, pelo populismo, pelas panaceias ou pelos interesses individuais. 

Esta é a primeira parte deste editorial, voltarei mais tarde com a Parte 2 porque há muito que vamos fazer acontecer ainda este ano…

 

Editorial da edição n.º 3789 do Jornal Sporting

Acreditar no Sporting

Por Miguel Braga*
15 Out, 2020

(...) Foi essa dedicação, essa devoção, com o esforço conjunto de muitos que permitiu atingir a Glória no basquetebol frente ao... FC Porto. O exemplo está dado

É um nervoso miudinho que vai crescendo ao longo da semana, uma ansiedade positiva que vai ganhando força dia após dia, até porque, como se costuma dizer, estes são os jogos “que dão mais gozo” ou, como Luís Neto afirmou esta semana, “são os jogos que toda a gente quer jogar”. Ao longo da minha vida de Sportinguista tive o privilégio de assistir a vários confrontos entre estes dois grandes do futebol português, com jogos e resultados para todos os gostos.

O primeiro clássico entre Sporting CP e FC Porto de que tenho memória remonta a 1981/1982, ano em que fomos campeões e vencemos a Taça de Portugal e que ganhámos pela margem mínima, fruto de um golo do agora Team Manager da equipa sub-23 Mário Jorge. Curiosamente, esse mesmo clássico começou com um golo anulado a Manuel Fernandes por fora-de-jogo “bem assinalado” – segundo os comentários da RTP na altura –, apesar de nas imagens (podem procurar as mesmas no YouTube) se perceber que o Eterno Capitão estava pelo menos um metro em jogo – coisas do futebol dos anos 80, quando ainda não havia VAR e os guarda-redes podiam segurar as bolas passadas pelos seus próprios defesas. O golo solitário acabou por chegar ainda na primeira parte, pelo referido jogador, numa recarga rápida e oportuna a um remate de… António Oliveira, que levou o antigo Estádio José Alvalade ao delírio.

Este é o primeiro jogo em casa do Sporting CP para o campeonato e, espera-se, o último dos clássicos sem público. No início da próxima semana, as autoridades de saúde do país vão pronunciar-se sobre a matéria e todas as pessoas ligadas ao futebol, dos adeptos aos dirigentes, esperam bom senso e uma decisão que permita o retorno do público aos estádios. Aguardemos pela decisão, sabendo que na quarta-feira, o primeiro-ministro António Costa anunciou o regresso ao Estado de Calamidade.

Este será também o primeiro clássico da época. É altura para nos unirmos em redor da equipa e do Clube. “Acreditem em nós. É um grupo especial, que tem um orgulho enorme de representar este grande Clube”, foi o apelo de Luís Neto. Tenho fé que os verdadeiros Sportinguistas assim o façam. Faz parte de nós, da nossa dedicação e devoção aos nossos jogadores e ao nosso Clube. Foi essa dedicação, essa devoção, com o esforço conjunto de muitos que permitiu atingir a Glória no basquetebol frente ao... FC Porto. O exemplo está dado. Sábado, a bola começa a rolar às 20h30.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Valeu a pena! 

Por Juvenal Carvalho
15 Out, 2020

(…) em boa hora o actual Conselho Directivo decidiu promover o regresso do basquetebol ao SCP, alicerçando o projecto em gente competente e ganhadora

Fim de tarde, princípio de noite, do dia 8 de Outubro de 2020. O relógio ia avançando. A televisão estava ligada e as lágrimas iam-me caindo da face, descontroladamente, qual menino. Os últimos minutos do jogo de basquetebol entre o Sporting CP e o FC Porto foram vistos num frenesim louco. Estava perto o regresso às conquistas da modalidade que aprendi a amar e na qual servi o Sporting Clube de Portugal como dirigente. Estava também consumado o regresso às vitórias dos seniores masculinos da modalidade, neste caso a sexta Taça de Portugal conquistada, e com a particularidade de ter sido após 40 anos. Sendo de sublinhar, nestes 40 anos, o interregno da modalidade por duas vezes, primeiro em 1982, e posteriormente em 1995. Comentava até mesmo com amigos, que o basquetebol era o ‘patinho feio’ do Clube, mas no meio desta alegria do regresso às conquistas, não vale recordar o passado, mas conta sim, o projectar o futuro que se quer ganhador.

E por falar em projectar o futuro ganhador, que melhor mote estaria dado, neste arranque, que em boa hora o actual Conselho Directivo decidiu levar em frente, do que alicerçar o mesmo em gente competente e ganhadora. Ter Luís Magalhães como treinador foi desde logo o garante de que as coisas iriam correr bem. Tudo isto porque ninguém ganha por acaso. E o professor sabe disso como poucos. É um ganhador por excelência e por onde passa e deixa a sua marca registada. E ganhou... ganhou de forma natural, com um grupo de trabalho que deixa a pele em campo. Onde destacar jogadores é complicado, pese o virtuosismo de uns, e a arte de bem defender de todos, o colectivo desta equipa do Sporting CP, e sobretudo o compromisso, a garra e o carácter, são componentes de peso para que este título tenha sido o primeiro de muitos do nosso Clube nesta modalidade no pós-regresso.

E neste regresso, e para que este retorno às conquistas fosse possível, e também por no pós-match ter ficado lisonjeado por ouvir da boca do Conselho Directivo, através de Miguel Afonso, e também do jogador Francisco Amiel, o meu nome e o agradecimento pelo meu trabalho e esforço pelo regresso da “minha” modalidade, não me posso esquecer, e até por ter o privilégio de escrever neste espaço, dos outros heróis do regresso do basquetebol em 2012 ao fim de 17 anos de ausência. Claro que falo de Edgar Vital – o ‘pai’ do mesmo –, Jaime Brito da Torre, Carlos Sousa, Jorge Patinho, Raul Castanheira, Miguel Galvão, Miguel Graciano, Nuno Barradas e João Almeida.

Por eles, e também por todos os Sportinguistas, como escrevi no título desta coluna de opinião: valeu a pena!

Pelo Sporting Clube de Portugal vale sempre a pena!

40 anos

Por Pedro Almeida Cabral
15 Out, 2020

O primeiro título do regressado basquetebol Leonino foi escrito com esforço e mestria táctica do nosso experimentado treinador Luís Magalhães

Há 40 anos não havia telemóveis, o estádio José Alvalade ainda não tinha o que viria a ser a bancada nova e o Sporting CP conquistou um campeonato nacional de futebol em luta até ao último jogo com o FC Porto. Não tenho memórias desse título, era ainda muito pequeno. Mas sempre ouvi falar do letal tridente atacante da nossa equipa, Manoel, Manuel Fernandes e Jordão. Nesse ano de 1980, com o basquetebol Sportinguista em plena actividade e antes do extraordinário bicampeonato de 1981/1982, o Sporting CP conquistou a sua quinta Taça de Portugal. E, há exactamente uma semana, arrecadou a sexta.

Nos últimos 40 anos, o basquetebol Sportinguista não foi bem tratado. Primeiro, perdeu competitividade. Depois, foi extinto. E só voltou há pouco mais de um ano. O Clube que teve jogadores como António Feu, Ernesto Ferreira da Silva, Rui Pinheiro, Mário Albuquerque, Carlos Lisboa, Nelson Serra ou os irmãos Baganha não podia, simplesmente, não ter basquetebol. É nunca esquecendo o passado que o Sporting CP tem futuro.

Nostalgias à parte, até parece que a final da Taça de Portugal contra o FC Porto foi um passeio. Muito longe disso. O primeiro título do regressado basquetebol Leonino foi escrito com esforço e mestria táctica do nosso experimentado treinador Luís Magalhães. Já os dragões iam lampeiros com vantagem, quando, surpreendidíssimos no terceiro quarto, foram dominados tacticamente, com anulação do fundamental jogador portista Landis. Destacou-se aí o nosso poste John Fields, em inúmeros ressaltos, que lhe valeram ser o MVP do jogo, e o extremo James Ellisor, com mão quente na zona dos três pontos. Depois, no último quarto, foi só gerir a vantagem com Travante Williams (sempre um gosto ver a frescura deste jogador) e o prometedor jovem Francisco Amiel. Secados os 40 anos da Taça, temos agora, que secar os 39 anos do último campeonato. Será esta época. Acredito eu e todos os Sportinguistas!

 

P.S. – No fim-de-semana, um dos desafios mais emocionantes do hóquei em patins mundial: o dérbi eterno entre o Sporting CP e SL Benfica. Não se pode dizer que tenha sido um jogo muito estimulante, mas intensidade não faltou. Porém, o resultado final cai mal em tanta porfia Leonina. Não se pode considerar um empate a um golo justo quando houve um golo marcado por Matías Platero que, reconhecidamente, ultrapassou a linha de baliza. A tecnologia actualmente disponível deveria ter validado o golo. Para quando um hóquei em patins mais verdadeiro e moderno com, pelo menos, validação electrónica de golos? O melhor campeonato de hóquei em patins do mundo não pode continuar como está.

 

Eclectismo!!!

Por Tito Arantes Fontes
15 Out, 2020

(...) o SPORTING CP acaba de – em apenas cinco dias – conquistar mais três títulos!!! Mais três taças para o seu invejável e único Museu!!!

Somos o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!! Clube ecléctico. Assim nascemos! Assim nos desenvolvemos! Assim somos! Assim seremos! O eclectismo está no nosso sangue, nas nossas veias, no nosso ADN!!!

E também todos sabemos que – para além das divergências internas que temos, várias publicamente assumidas – o “mundo” que gira à nossa volta, nomeadamente aquele que vive de notícias sobre o “universo Leonino”, muito gosta de glosar as nossas crises, as nossas divergências, as nossas discrepâncias.

É neste contexto que o SPORTING CP acaba de – em apenas cinco dias – conquistar mais três títulos!!! Mais três taças para o seu invejável e único Museu!!!

Estamos a falar da Supertaça de ténis de mesa, a décima quinta da nossa história e a sexta consecutiva!!! É obra!!!

Estamos igualmente a falar do Campeonato de futebol de praia, que não ganhávamos desde 2016… e obtivemos o terceiro da nossa história!!! É obra!!!

E – por fim – estamos também a falar da Taça de Portugal de basquetebol, brilhantemente ganha ao FCP, um troféu que nos fugia – depois de cerca de 25 anos sem seniores masculinos no nosso Clube – há 40 anos!!! É obra!!!

Cumpre no que ao Basquetebol diz respeito – e, naturalmente, sem que qualquer menosprezo (muito pelo contrário) por qualquer das outras modalidades – saudar de modo especial esta conquista! A modalidade – a única que curiosamente disputei com estatuto de federado (infelizmente, por manifesta falta de qualidade, sem nunca ter conseguido vestir a sagrada camisola do nosso SCP) acaba de regressar ao mais alto nível ao Clube. Projecto desta Direcção! Na temporada passada estávamos à frente do campeonato quando apareceu – em Março – a “pandemia” e tudo se foi esfumando… erámos os primeiros classificados, tínhamos tudo para conquistar o título nacional… foi pena, foi inglório… mas sim, nós sabíamos que este grupo merecia mais!!! E sabíamos que o nosso Clube, o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, ia ganhar mais… logo que a COVID-19 permitisse! E assim foi… reabriram as competições… ainda sofremos com o ataque que o malfadado vírus fez à nossa equipa… mas recuperámos, lutámos que nem Leões pela “Champions do Basket”… e aguardámos pelo reatar da Taça de Portugal… foi êxtase!!! A final foi um grande jogo, bem disputado, com pundonor, com garra, com querer!!! Começámos a perder… empatámos a meio da partida… e não mais parámos… “rumo ao cesto”, rumo à vitória… a Taça de Portugal é nossa!!!

Merece especial destaque o nosso treinador Luís Magalhães, profundo conhecedor da modalidade, homem exigente, sempre com palavras adequadas e com resposta à altura de camisola do SPORTING CP!!! Obrigado, Treinador!!! Obrigado, Luís Magalhães!!!

Merecem igual destaque os jogadores, foram – todos – excelentes!!! Permitam-me salientar um… o Francisco Amiel!!! Pelo que joga, pelo que fez e faz… pelo que sente!!! Pelas suas palavras… quando chegou ao Clube, quando falou do seu pai… e também agora quando falou desta vitória!!! Que jogador!!! Que homem!!! Que leão!!! Obrigado, F. Amiel!!!

Merecem, por último, referência especial os obreiros do regresso do basquetebol ao SPORTING CP… foram vários, foram muitos… não quero ser indelicado com nenhum deles… vou referir o eterno Edgar Vital e o meu “colega” de jornal, o Juvenal Carvalho, que tanto tem feito pelo SCP e muito particularmente por esta modalidade! E – claro, temos de dar o “seu a seu dono” – a Direcção e o presidente Frederico Varandas!!! Muito obrigado!!!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

 

P.S. – Acabo de saber que o nosso Cristiano Ronaldo está infectado com COVID-19!!! Cristiano, Leão, sabemos que vais recuperar e já… como só tu sabes… à Campeão!!!

Parabéns e obrigado José Alvalade

Por André Bernardo
08 Out, 2020

Sejamos todos mais um a ajudar e seremos todos um só

Ao décimo dia do mês de Outubro de há precisamente 135 anos, em 1885, nascia José Alvalade. O Fundador do Sporting Clube de Portugal, pai do Eclectismo, estaria orgulhoso com o seu legado, tendo sido presenteado no passado fim-de-semana com um pleno de vitórias em todas as modalidades. 

 

Fim-de-semana Sporting 

100%. Foi um fim-de-semana de deixar qualquer Leão de sorriso aberto com 100% de vitórias em todas as modalidades, com destaque para o título de Campeão Nacional de futebol de praia que nos escapava há quatro anos e para a conquista da Supertaça de ténis de mesa
E com a curiosidade de que no futebol equipa A, futebol equipa B, futebol feminino, andebol, voleibol masculino, hóquei em patins masculino e feminino, todas as equipas alcançaram duas vitórias em dois jogos. O voleibol feminino com três jogos, três vitórias

E a adrenalina continuou em alta até terça-feira, dia de fecho de mercado no futebol nacional. 

 

Fecho do mercado

João Mário. A cortina do mercado fechou com saldo positivo e da melhor maneira com a contratação de João Mário. Ver atletas a querer regressar à casa que os formou é um reconhecimento de que neste momento o Sporting CP trata bem os seus. 
E como diz um famoso anúncio de cerveja brasileiro, João Mário “falou pouco mas falou bonito” e disse “Sou mais um para ajudar”. Sejamos todos mais um a ajudar e seremos todos um só
Nem todos os fins-de-semana serão 100% vitoriosos como o que passou, mas todos os fins-de-semana são fins-de-semana Sporting CP, porque quando a bola bate na trave e entra todos somos Sporting CP e quando bate na trave e não entra todos somos Sporting CP

Wendel. O internacional sub-23 canarinho chegou em 2017 por 7,5 milhões de euros no mercado de Janeiro, mas apenas disputou 199 minutos até à chegada de Marcel Keizer que o colocou a titular. Titularidade que manteve até à sua saída por 20,3 milhões de euros (mais 4 milhões de euros de objectivos), que representou a maior transferência do Sporting CP nesta janela e a sétima maior venda do Sporting CP de sempre, apesar dos tempos de pandemia. 

Este mercado, além de atípico e marcado pelas dificuldades resultantes da COVID-19, representa também um ponto de inflexão relativamente ao ajustamento que foi necessário efectuar nestes dois anos e que permite agora encarar o futuro de forma diferente. Temos um plantel competitivo e equilibrado, com uma estrutura de custos ajustada à realidade do Clube e sem um elevado lastro de jogadores com baixa ou nenhuma contribuição desportiva e de difícil colocação. É também um plantel muito jovem, com uma forte base da Formação do Clube (alguns deles do escalão de juniores) e com enorme potencial de valorização. 

O futuro ao Sporting CP pertence e se tudo tiver corrido bem na final four de basquetebol de ontem, hoje é outra vez Dia de Sporting e disputamos a final da Taça de Portugal.

Parabéns e obrigado José Alvalade.

 

Editorial da edição n.º 3788 do Jornal Sporting

O bom filho a casa regressa

Por Miguel Braga*
08 Out, 2020

Não é grande quem quer, é grande quem trabalha, quem vence, quem tem na sua História a sua força motriz e no seu Museu milhares de troféus. Somos Sporting Clube de Portugal

O regresso a casa de João Mário foi a cereja no topo do bolo deste mercado. A começar porque foi inesperado. Convém recordar que no final do mês de Agosto foram publicadas notícias a dar conta que o Sporting CP teria abdicado de uma cláusula anti-rivais e que o jogador estava de malas aviadas para o outro clube da Segunda Circular. Afinal, parece que não. Prova de que a ambição do Leão está viva: João “Mágico” é um produto da nossa formação, com títulos conquistados, campeão europeu e com uma qualidade reconhecida internacionalmente. É uma peça que faltava à engrenagem montada pelo treinador, com experiência e talento e também muita vontade de voltar a ser feliz, tal como o próprio reconheceu na apresentação aos meios Sporting CP.

E se João Mário foi a tal cereja saborosa, a verdade é que Adán, Porro, Antunes, Feddal, Pote, Nuno Santos e Tabata são os ingredientes que completam o bolo que a SAD ofereceu ao futebol para os desafios que se avizinham. Um misto de jogadores jovens com muita experiência e conhecimento do futebol português, com potencial à vista e que acrescentam valor ao plantel e aos jogadores já escolhidos pela equipa técnica.

Quanto a saídas, destacaria as vendas de Acuña e Wendel por valores competitivos neste mercado pós-COVID-19: o jogador argentino foi o defesa-esquerdo que mais rendeu ao Sporting CP numa venda daquela posição, o jogador brasileiro entrou directamente para as melhores vendas do Clube (a transferência pode ascender aos 24 milhões de euros), atrás de nomes como Bruno Fernandes, Slimani, Adrien Silva, Nani ou… João Mário.

A semana que passou ficou também marcada por um pleno de vitórias do Sporting CP nos recintos onde competiu. A saber: futebol, equipa principal, equipa B e feminino; futebol de praia (onde voltámos a conquistar o título que nos fugia desde 2016); ténis de mesa (trazendo para Alvalade mais um troféu, a Supertaça); futsal; hóquei e hóquei feminino; andebol; e também no voleibol, em ambas as equipas, masculina e feminina. Mais ecléctico seria impossível. A grandeza de um Clube é trabalhada diariamente por centenas de atletas e staff, que com o seu esforço, a sua dedicação e a sua devoção, contribuem em prol da Glória colectiva. Não é grande quem quer, é grande quem trabalha, quem vence, quem tem na sua História a sua força motriz e no seu Museu milhares de troféus. Somos Sporting Clube de Portugal.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

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