Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Opinião

O cair e levantar!

Por Juvenal Carvalho
08 Out, 2020

(...) o SCP é muito mais do que uma equipa de futebol. Não descurando que muito daquilo que nos faz gostar do Clube é devido ao desporto-rei, e eu não sou excepção, a verdade é que objectivamente somos também de um eclectismo ímpar

Ser do Sporting Clube de Portugal não pode nunca servir para nos escondermos das derrotas quando elas são factuais, e por vezes até nos machucam no nosso orgulho Leonino.

Foi o sentimento que eu, bem como milhares de Sportinguistas, sentimos aquando do apito final do jogo do play-off da Liga Europa de futebol ante os austríacos do LASK. Sou, comum dos mortais, um homem de sentimentos, e até impulsivo. Fiquei incomodado, termo ligeiro. Não o assumir é fazer aquilo que é contra a minha forma de estar e de ser.

Mas, depois de uma noite mal dormida, as derrotas do Sporting CP, pese a idade ir avançando, conseguem ainda ter este condão em mim, e longe vão os tempos do acne juvenil, recebi através de amigo uma mensagem via WhatsApp com o sorteio da fase de grupos do nosso andebol na EHF Europe League, e como que ‘ressuscitei’. Afinal, o Sporting CP é mais – direi até muito mais – do que uma equipa de futebol. Não descurando que muito daquilo que nos faz gostar do Clube é devido ao desporto-rei, e eu não sou excepção, a verdade é que objectivamente somos também de um eclectismo ímpar.

O cair e ter de levantar é, contudo, apanágio da existência centenária do nosso Clube, tal como aliás os nossos rapazes do futebol o fizeram galhardamente, entrando de rompante em Portimão, com dois golos de compêndio através de Nuno Mendes – quanto talento tem este menino – e do reforço Nuno Santos, um dos que na minha opinião veio acrescentar qualidade ao nosso plantel, e tudo isto apenas setenta e duas horas após um desaire que, como já o referi, pelo seu carácter pesado, poderia ter deixado sequelas complicadas. 

Na antevisão ao jogo, Rúben Amorim apareceu na conferência de imprensa do mesmo, e como que rejuvenescido mas pragmático, fez menção de dizer que ele e o seu grupo não iam deixar de acreditar, e que sabia que muitos de nós – a irracionalidade do futebol tem destas coisas, que são de enorme volatilidade – teriam desistido de acreditar. 

No pós-jogo, Rúben Amorim – gosto do discurso desde a chegada – voltou a falar que só unidos em torno deste grupo de trabalho poderemos chegar a bom porto. É óbvio que as discordâncias, sobretudo as honestas intelectualmente, são até saudáveis, porque é disso que a democracia precisa, e servem até para crescer e emendar a mão a erros de decisão.

Eu sou dos que me agrada ver um Leão de roupagem made in Alvalade, com muitas crias a despontar. Claro que ninguém ganha só com jogadores da formação, eles terão que ser alicerçados com a experiência de quem traga valor. Acredito no lema do jogo a jogo mais que nunca. As contas fazem-se no fim, e se com todos a remar para o mesmo lado, com o único “ista” a relevar a ser o de Sportinguista, a equipa de futebol, bem como de toda e qualquer modalidade, estará seguramente mais perto de ganhar.

E por falar em ganhar, parabéns ao futebol de praia pelo título nacional, bem como ao ténis de mesa pela conquista da Supertaça. Ganhar é mesmo o nosso ADN. O museu ficou mais rico. O Sporting Clube de Portugal também!

Vitórias, vitórias e mais vitórias

Por Pedro Almeida Cabral
08 Out, 2020

Os últimos dias foram pródigos em vitórias. Não foi apenas uma numa modalidade. Foi em várias modalidades e abrilhantadas por dois títulos

Os últimos dias foram pródigos em vitórias. Não foi apenas uma numa modalidade. Foi em várias modalidades e abrilhantadas por dois títulos. Quem segue cada campo, quadra, pavilhão ou piscina onde compete o Sporting Clube de Portugal, só pode estar orgulhoso deste vendaval de triunfos.

O desfile de vitórias começou na sexta-feira num belo jogo de futsal frente ao CR Leões de Porto Salvo. O triunfo por 3-2 nunca esteve certo e só no último minuto Cavinato marcou o tento que valeu os três pontos. Sábado, nova vitória no andebol, com um esclarecedor 34-27 frente à ADA Maia/ISMAI, em que Pedro Valdés rematou nove vezes para golo. Horas depois, num dos jogos clássicos do hóquei em patins mundial, batemos a UD Oliveirense por 2-1. Jogo emocionante com penáltis não convertidos e bolas no ferro. Seria Toni Pérez a marcar o golo vencedor, em lance de belo efeito. Também no voleibol, na primeira partida do campeonato, triunfo sem reticências perante o CN Ginástica por 3-0. Ainda vitórias no sector feminino, tanto em hóquei, 13-0 à APAC Tojal, como no voleibol, 3-1 ao CD Aves. Por último, mas talvez o mais importante: a conquista da nossa 15.ª Supertaça em ténis de mesa, a sexta consecutiva, perante açorianos do GD Toledos.

Virou o dia e chegou domingo. Mais voleibol viria, com mais duas vitórias. Contra o SC Espinho, arrancada na negra. Os tigres deram muita luta, mas no último set, o Sporting CP não deu hipóteses, ganhando por 15-8. Já as nossas jogadoras, levaram de vencida o CF ‘Os Belenenses’ por 3-0. À noite, uma importantíssima vitória da nossa equipa de futebol contra o Portimonense SC. Entrada fulgurante com dois golos extraordinários de Nuno Mendes e de Nuno Santos. O sistema de Rúben Amorim continua a potenciar jogadores e a esticar o nosso jogo jogado. Já a equipa feminina, comandada por Susana Cova, goleou o SCU Torreense por 5-1, destacando-se Ana Borges pela acutilância ofensiva.

Por fim, na segunda-feira, depois de ter ganho ao SC Braga e ao GD Chaves, o Sporting CP selou a conquista do Campeonato de Elite de futebol de praia frente à Casa Benfica de Loures por 6-3. Foi a recuperação de um título que já fugia há três anos. É o terceiro campeonato de futebol de praia para o Sporting CP. Há um sabor especial nesta conquista. Não éramos claramente favoritos e enfrentávamos orçamento maior. Venceu o esforço, a dedicação e a devoção. São dias destes que o Sporting CP precisa. Das vitórias e dos títulos que nos enchem a alma e que fazem pedir por mais e mais vitórias.

 

AG da SAD, futebol e modalidades

Por Tito Arantes Fontes
08 Out, 2020

(...) estamos com dois jogos “fora”, duas vitórias, em campos tradicionalmente difíceis… e com zero golos sofridos… e quatro marcados…

Assembleia Geral (AG) da SAD – decorreu na terça-feira da semana passada. Das 18h00 até perto das 5h00 da manhã do dia seguinte. Uma maratona. Uma assembleia muito participada, com cerca de 50 accionistas presentes, sendo que na sua enorme maioria eram Sócios com anos de fidelidade ao nosso Sporting CP. Foi uma magnífica AG, superiormente conduzida por Bernardo Ayala, que – merecidamente – mereceu rasgados elogios de vários intervenientes das mais diversas “sensibilidades” do nosso Clube. Foi um debate sério. Muitas perguntas ao Conselho de Administração da SAD. Muitas respostas. Confesso que não aguentei até às 5h00 da manhã. Fiquei-me pela 1h00 da manhã. Mas sim, saí bem mais informado do que estava antes da AG. Nomeadamente quanto à dívida existente entre o Sporting CP e a Sporting CP – Futebol, SAD e à sua origem em protocolo entre essas duas entidades celebrado em 2014. E também quanto ao protocolo com o Wolverhampton Wanderers FC que envolveu a cedência do jogador Wang. E não, não ouvi falar quanto a este em qualquer “simulação”, como já vi – e mal – ser alvitrado. Gostei – isso sim – da educação, do civismo, do modo elevado como a AG decorreu. Gostei também da qualidade das intervenções a que assisti. Tecnicamente fundamentadas, pertinentes e genericamente bem apresentadas. Foi uma AG muito útil. E na qual dei por mim a matutar na mudança geracional que temos também no nosso SCP… eu era um dos mais velhos no Auditório. Muitas caras habituais não estavam presentes. E sim, havia muita gente com 40 e 50 anos de idade. Gente de e com qualidade, como vários – que eu não conhecia – e com quem aproveitei para falar quer no pequeno intervalo que a AG teve, quer quando me ausentei da mesma. Nós – Sportinguistas – temos mesmo é de falar uns com os outros. Olhar nos olhos uns dos outros. É nisso que nos temos todos de empenhar! O SCP merece tudo… e todos amamos o nosso SCP! É o nosso desafio!

Liga Europa – na quinta-feira, dia 1 de Outubro, tivemos a “debacle” perante o LASK e a consequente eliminação da Liga Europa. Foi mau! Não há como dizer as coisas de outro modo. Foi mau e duro! Ficámos todos tristes e frustrados. Não queríamos, não esperávamos, muito menos do modo e com os números que ocorreram. Bem sei, o jogo teve dez minutos tétricos… dez minutos que até poderiam ter tido outra história, caso a falta sobre o isolado Tiago Tomás tivesse sido assinalada, caso o penálti sobre o Nuno Santos fosse marcado, caso a expulsão sobre o Coates não tivesse ocorrido. Ainda assim, ainda com isso tudo, foi mau! E entrámos imediatamente em “crise”, em “declarações bombásticas” de gente nossa, que entende – na minha opinião, mal – que assim é que se defende o Clube. Os nossos “algozes” aproveitam-se dessa nossa forma de ser, desse nosso constante striptease…

Campeonato Nacional – excelente reacção da equipa no jogo de domingo à noite de Portimão! Mérito de Rúben Amorim e dos nossos jogadores. Entraram muito bem e fizeram 30 minutos de grande qualidade. Marcando dois fantásticos golos! Um esplendoroso do nosso Nuno Mendes! E outro numa bela jogada de conjunto, com intervenção decisiva do Tiago Tomás, centro do Vietto e enorme cabeçada do Nuno Santos, fuzilando sem apelo nem agravo! O resto do jogo foi mais sofrido, nomeadamente por problemas físicos (e um “inclinar” do campo, por diferentes critérios do árbitro quer na marcação de faltas, quer na amostragem de amarelos… nem a cotovelada no Porro, nem as transições que queríamos fazer mereceram qualquer sanção disciplinar!), tendo melhorado já no declinar da partida, com o “novo fulgor” que as substituições trouxeram. Adán mostrou que “é” guarda-redes e que sim, podemos contar com ele! Jogo bem ganho a um adversário voluntarioso, aguerrido, que sabe jogar e que vai trazer problemas e dar trabalho a muitos outros emblemas. E estamos com dois jogos “fora”, duas vitórias, em campos tradicionalmente difíceis… e com zero golos sofridos… e quatro marcados… e o João Mário a chegar… vamos ver, vamos ver… agora só com provas nacionais, sem o desgaste da Europa… vamos ver… a nossa fé, a nossa esperança é sempre imensa!

Modalidades – um fim-de-semana em grande! Ganhámos em todas! E em todas queremos continuar a ganhar! Força!

O Mundo Sabe que…

Por André Bernardo
01 Out, 2020

“O torcedor, na sua impotência, joga ainda mais do que o jogador”

hoje é Dia de Sporting e jogamos o play-off de acesso à Europa League contra o LASK. A equipa austríaca é um difícil adversário que no ano passado chegou aos quartos-de-final da competição, apresenta um futebol bonito e fez um grande jogo em Alvalade na época anterior apesar da derrota por 2-1.  É dia de pôr o cachecol e vestir a camisola. E já pode ser o 3.º equipamento oficial.

hoje é dia de estreia do 3.º equipamento! Uma nova pele, “gravada” com a letra de o “Mundo Sabe Que”. Uma camisola icónica, na minha opinião pessoal muito bem conseguida e que ficará na História como símbolo do nosso ADN. 

amanhã é dia de estreia do futsal. O hóquei e o andebol já começaram, o basquetebol apenas na Europa uma vez que o campeonato só arranca a 10 de Outubro e o voleibol, depois do adiamento da primeira e segunda jornadas devido à COVID-19, só começa este sábado. No ano passado éramos o único Clube posicionado para ser Campeão em todas as modalidades quando ocorreu a suspensão das competições. Vamos iniciar o que a pandemia não nos deixou terminar.   

num outro amanhã, a definir, será também agendada nova Assembleia Geral (AG) para aprovação do Relatório e Contas e Orçamento do Clube. Dos 78.649 Sócios com possibilidade de voto, 3.115 (4%) marcaram presença e a maioria votou contra. A decisão é soberana e, entretanto, vigora o regime de duodécimos com base no orçamento anterior. Ontem decorreu também a AG da SAD para aprovação do Relatório e Contas de 2019/2020 que foi aprovado. 

hoje é dia de Jornal Sporting, com destaque para os dois jogadores mais jovens da História do Sporting CP a marcar em competições europeias: Litos e Tiago Tomás. Em 1984 Litos subiu ao pódio com um golo marcado aos 119 minutos (prolongamento), contra o AJ Auxerre. 36 anos depois, no dia 24 de Setembro, “TT” entrou, viu, marcou e o Sporting CP venceu o Aberdeen FC. Aos 18 anos fez o seu primeiro golo na equipa principal do Sporting CP e ascende ao segundo lugar do pódio. 

"quando é dia de futebol"* é dia do 12.º jogador. Recupero dos meus anos por terras de Vera Cruz uma das frases que nunca esqueci do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, também apaixonado pelo futebol: “O torcedor, na sua impotência, joga ainda mais do que o jogador”. Em consequência da pandemia, desde Março que o futebol e o desporto perderam o seu mais importante “jogador”. Saudamos assim as recentes decisões de abertura para que o 12.º jogador possa voltar à “convocatória”. Esta semana ficámos a saber que os próximos jogos da selecção nacional (que voltamos a receber orgulhosamente na nossa casa) vão ter público nas bancadas. No jogo com Espanha 5% da capacidade do Estádio e 10% no jogo com a Suécia. Também o jogo CD Santa Clara vs. Gil Vicente FC vai servir como jogo-piloto para testar o regresso dos adeptos.
E ontem, hoje, amanhã e sempre, mesmo que desde casa, equipados a rigor, levantaremos o cachecol e começaremos a cantar “O Mundo sabe que…”

* "Quando é dia de futebol" é o título do livro que reúne várias crónicas sobre futebol escritas por Carlos Drummond de Andrade.

 

Editorial da edição n.º 3787 do Jornal Sporting

Passado, presente e futuro

Por Miguel Braga*
01 Out, 2020

Temos agora de capitalizar esse golo, essa qualidade individual, no espírito colectivo que está a ser construído naquela que é a futura Academia Cristiano Ronaldo

O golo de Tiago Tomás, na semana passada frente ao Aberdeen FC, da Escócia, teve mais do que um significado. A começar, para o Sporting CP, que garantiu a passagem à eliminatória que hoje jogamos frente ao LASK, da Áustria; depois, para o próprio jogador, que logo a seguir ao jogo confessou: “foi uma noite inesquecível para mais tarde contar aos meus netos”. Por fim, foi também um regresso ao passado, em concreto àquela noite europeia onde então o jovem teenager Litos inscreveu o seu nome da História do Sporting CP ao ser o jogador mais novo de sempre a marcar pelo Sporting CP nas competições europeias. Tiago Tomás, o nosso “TT”, na passada quinta-feira, seguiu-lhe os passos, entrando directamente para o segundo lugar nessa lista.

Em 1984 o mundo, o país e o Sporting CP viviam realidades bem distintas das de hoje. E se o ano em questão foi título de um livro de George Orwell que deveria ser de leitura obrigatória para todos, foi também o ano em que Carlos Lopes venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em que Mark Zuckerberg, Thiago Silva, Katy Perry ou Le Bron James nasceram e que Ronald Reagan foi reeleito para a presidência dos Estados Unidos da América.

Entre os dois golos, passaram 36 anos e um sem número de jogadores oriundos da formação do Sporting CP pela equipa principal. E, por isso mesmo, o feito de Tiago Tomás merece o nosso aplauso. Não só pela execução técnica, não só pela qualidade do remate, não só porque nos deixa sonhar com quem não treme em frente à baliza, mas porque reforça que o regresso a esta aposta dá frutos. Temos agora de capitalizar esse golo, essa qualidade individual, no espírito colectivo que está a ser construído naquela que é a futura Academia Cristiano Ronaldo. 

Litos foi um jogador que deu muito ao Sporting CP, mas quem se lembra de o ver jogar, ficou também com a sensação de que poderia ter dado ainda mais. Fez cerca de 200 jogos de Leão ao peito, chegou a internacional A (apenas duas chamadas à selecção principal), mas a qualidade e a inteligência em campo nunca enganaram ninguém. Faltou-lhe o título de campeão, o próprio admite isso, mas além daquele momento mágico frente ao AJ Auxerre e de outros que muitos se recordam, há um que sempre foi especial para mim: a forma inteligente com que passou por toda a defesa do SL Benfica nos saudosos 7-1, na jogada do golo mais bonito da tarde, marcado por Manuel Fernandes em salto de peixe.

Ainda sobre algumas polémicas estéreis que marcaram a semana Leonina, convém sempre recordar Orwell: “Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir”. Assim será, sempre na defesa do Sporting CP.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Está de volta o que me move!

Por Juvenal Carvalho
01 Out, 2020

O Sporting CP é algo que tem um carácter de amor que para muitos não consegue ser explicado. Para mim é desde criança

A pandemia que chegou, e que nos confinou, acabou com a anterior época desportiva. A nova normalidade, embora que ainda em tempos estranhos, abriu a nova. Confesso que já tinha saudades. Infelizmente, ainda não temos o contacto no Pavilhão João Rocha ou no Estádio José Alvalade. O festejar os golos com o colega do lado, o cantar a plenos pulmões o ‘Mundo Sabe Que’, o ir às ‘roulottes’ beber uma cerveja e comer uma bifana antes e depois dos jogos. Afinal, aquilo tudo que vivenciámos anos a fio e a que nos habituámos.

Temos que aguardar então, sabendo esperar, que a saúde pública nos permita tudo isso. 

Mas no passado fim-de-semana já começou o pulsar verdadeiro da actividade das nossas equipas mais representativas no masculino e no feminino.

Já comecei a pedir links aos meus amigos para ver o hóquei em patins em Almeirim, ante os Tigres daquela cidade, já me agarrei à televisão para, enquanto via o jogo do hóquei em patins, passar os olhos pela Sporting TV para ver o andebol ante o ABC.

Que acordei até mais cedo no sábado para ver o futebol de praia frente ao Amigos da Paz.

Que no domingo voltei a ver o futebol de praia logo pela manhã; além de voltar a sintonizar a Sporting TV para ver o início da época oficial do futebol feminino frente ao Amora FC.

De seguida, voltei a pedir um link a amigo para ver o voleibol feminino em Matosinhos contra o Leixões, a ir espreitando num site da modalidade o resultado do hóquei em patins feminino, enquanto ia olhando para a estreia vitoriosa do nosso futebol em Paços de Ferreira.

Está chegada a nova normalidade do meu contentamento, que é partilhado por milhares de Leões. Aquela normalidade que me é peculiar de querer saber mais e mais do nosso Sporting CP. Saber do Sporting CP dentro dos terrenos de jogo, mesmo que afastado presencialmente, é tão só aquilo que me move. Este último fim-de-semana de Setembro foi o primeiro de muitos que vão chegar plenos de azáfama Leonina. De querer saber ou ver tudo, por vezes com o computador ao colo e com duas televisões ligadas ao mesmo tempo. 

Sei que existe alguma irracionalidade no meio disto tudo. Admito. Mas o Sporting Clube de Portugal é algo que tem um carácter de amor que para muitos não consegue ser explicado. Para mim é desde criança. Só que com uma diferença. O advento das novas tecnologias permite-me hoje saber tudo ao momento. Em criança só no dia seguinte tinha acesso aos resultados. Uma mudança motivada pelos sinais dos tempos. Que venha então esta nova normalidade, com a confiança de que no fim da Primavera que chegará, estejamos a festejar títulos. É esse o nosso ADN.

É de troféus que a nossa História é feita.

Dois passos em frente

Por Pedro Almeida Cabral
01 Out, 2020

(...) jogámos de forma arrumada e consistente. Num mantra que já está na boca de cada Leoa e de cada Leão, vê-se que Rúben Amorim está a construir de trás para a frente

O primeiro jogo do campeonato é sempre especial. Lembro-me bem do primeiro jogo que vi no nosso estádio. Aí pelos meus dez anos, quando se começam os campeonatos, em pleno Agosto, batemos o Rio Ave FC por 4-1, com dois golos do saudoso Paulinho Cascavel. Este brasileiro, hoje já tão esquecido, tinha raro faro para o golo e havia até de ser o melhor marcador dessa época. Criança, esgueirado para dentro do estádio para poupar no bilhete, inebriado com um ambiente de verdadeiro Sportinguismo, não esqueço esse domingo quando o futebol era só desse dia. 

Tantos anos depois, e num domingo tão diferente deste, começou finalmente o campeonato. Assolado por surtos de COVID-19, o Sporting CP não podia prometer muito, tão desfalcado que estava. Porém, o que se viu não foi uma equipa doente. Surpreendendo, jogámos de forma arrumada e consistente. Num mantra que já está na boca de cada Leoa e de cada Leão, vê-se que Rúben Amorim está a construir de trás para a frente, cuidando em especial da defesa, mantendo posse de bola na zona recuada com basta qualidade. 

Jogar em 3-4-3 é exigente e implica passes acertados a todo o tempo. O tridente defensivo – Neto (mesmo com alguns sustos), Coates e Feddal – cumpriu com trocas de bola precisas e cortes competentes. É até curioso ver como o uruguaio se adaptou bem a este sistema, acudindo às dobras como gosta, esbanjando tanta confiança que até deu em golo. Palavra também para Adán, que mostra a segurança que muitos, sem o verem jogar, já lhe negavam à partida, revelando-se agora como era flagrante essa injustiça.

Já se sabe que com três centrais os alas têm que ser preponderantes nos corredores. E aí Porro e Nuno Mendes mandam. O espanhol pareceu ter trocado de pulmão ao intervalo, surgindo tão fresco na segunda parte como na primeira. Ainda marcou um livre directo, bem açucarado, que parece dizer que da próxima entra. Já Nuno Mendes joga com a maturidade de um veterano, mas com a agudeza de um miúdo a jogar na rua. Domina a largura do corredor esquerdo, mas também vadiou pelo direito. De seguida, no meio campo, Wendel lança perfume quando organiza o jogo de forma tão natural. Bons detalhes também de Tiago Tomás, que da próxima não falhará aquele golo certo, de Jovane, que vai desequilibrando a defesa adversária e de Bragança que, a jogar como falso 10, esteve bem à-vontade. Muito há ainda a trabalhar, especialmente no processo ofensivo. Ficam dois golos e baliza imaculada. Dois passos em frente nesta longa caminhada que será este campeonato em tempos de COVID-19. É destes passos seguros que precisamos.

 

Assembleias Gerais… e futebol!!!

Por Tito Arantes Fontes
01 Out, 2020

(...) Contratações ajustadas e feitas com acerto. Mérito, neste aspecto e nesta época, da Direcção e do Presidente. E a manutenção de jogadores com maturidade e experiência de Clube e de balneário

Assembleia Geral (AG) do Clube – no passado sábado teve lugar a AG do nosso Clube para votação do Relatório e Contas de 2019/2020 e do Orçamento e Plano de Actividades para 2020/2021. A Assembleia, como já se sabia, era exclusivamente para votação dos documentos em causa. Ou seja, sem discussão ao vivo. Houve – isso sim e antes da mesma – perguntas e respostas nos moldes e com os timings anunciados. Quanto a esse aspecto foi o possível. É bom recordar, até pelas injustas críticas que vi serem feitas por alguns Associados, que as indicações da DGS de “política sanitária” são mandatórias (vide o enxovalho a que se sujeitou a agremiação do outro lado da Segunda Circular quando este passado fim-de-semana quis “inventar” quanto ao uso da sua tribuna). A AG foi – mais uma vez – gigante! Mais de três mil Sócios (sem comparação possível com qualquer outro clube nacional) apresentaram-se para votar. E fizeram-no com elevado sentido de responsabilidade social, de responsabilidade sanitária e de civismo. Sou testemunha também da qualidade da organização desta AG. Bem como do exemplar comportamento dos sócios do SCP! E a verdade é que os mais de 3.000 Sócios não mereciam o triste e infeliz episódio de agressão a um Sócio, que no exterior do recinto onde decorriam os trabalhos de votação, ocorreu. Não conheço os contornos dessa altercação. Mas digo que os 3.115 sócios do SCP que se apresentaram na AG não mereciam isso! O SCP exige-nos comportamentos civilizacionais que não podem ser manchados por cenas isoladas e singulares como a que ocorreu! É que – como seria previsível – a nossa “querida” comunicação social (com especial destaque para os sites dos jornais desportivos ditos de referência) estiveram o dia todo sem dar qualquer notícia do decorrer da nossa AG… até ao momento dessa espúria cena de agressão… e aí foi um regabofe… até parecendo que essa foi a matriz da AG! Não, não foi! A AG foi pacífica, civilizada, resultando numa enorme manifestação de amor ao Clube e de civismo! A comunicação social – se quer ser séria – não pode noticiar como noticiou! E nós – todos! – temos de tudo fazer para evitar estes episódios que – como demonstrado – 99,99% dos sócios não querem e não merecem! Palavra ainda para os funcionários do nosso Clube: Obrigado! Exemplares!

Os Resultados da AG – como se sabe, os documentos a votação foram “chumbados” por uma importante e significativa margem. Cerca de 70% de votos de Associados não aprovaram quer o Relatório e Contas, quer o Orçamento e Plano para a próxima época. É um resultado muito significativo, que obriga a reflexão de todos. Nomeadamente dos Órgãos Sociais, com especial destaque para a Direcção. É um resultado que tem – indubitavelmente – um significado “político”. O Clube está “partido”, fracturado… oscilando entre diferentes resultados em distintas e concorridas assembleias… o certo é que temos de encontrar novos caminhos, novos modos de nos vermos e de nos reconhecermos. É um árduo trabalho! E exige o esforço de todos. Pois, de outro modo, vamo-nos desgastando de modo estéril e inútil… é que não podemos andar sempre a oscilar entre maiorias de 70% nas assembleias com mais 15 mil sócios (por ex.: na única destitutiva da história do SCP) e de resultados eleitorais resultantes de eleições com cerca de 25 mil votantes… e depois tudo se pôr em causa por mais de 2/3 em assembleias com 3 mil Sócios… este é um tema que deve merecer séria reflexão de todos nós! Que Clube queremos? Quem são, afinal, os nossos adversários? Uns Sportinguistas (posicionem-se eles na “sensibilidade interna” em que se posicionem)? Ou – como creio que deve ser – os outros clubes, nomeadamente os outros de dimensão nacional?

Assembleia Geral da SAD – é hoje (considerando que escrevo na terça-feira, dia 29.09), ao fim do dia. Estarei presente. Relatarei aqui, na próxima semana e sinteticamente, o que me parecer relevante. Espero uma assembleia participada, com o nível de diálogo que na SAD sempre costuma ocorrer, desde logo pelas diferentes características da mesma.

Futebol – entretanto, no futebol a época oficial começou também para o SCP. E começou bem. Duas vitórias, dois jogos inteligentes. Indiscutível “dedo” do Rúben Amorim na preparação e motivação da equipa. Jovens talentos a confirmarem, jogo a jogo, a sua qualidade e o seu empenho. Contratações ajustadas e feitas com acerto. Mérito, neste aspecto e nesta época, da Direcção e do Presidente. E a manutenção de jogadores com maturidade e experiência de Clube e de balneário. Temos na quinta-feira o importante jogo com o LASK! E sim… é para ganhar! É para continuar a ganhar e a melhorar!

Arbitragem – o campeonato já começou… e no “campeonato da disciplina” já somos líderes destacados! A cada duas faltas o SCP leva com um amarelo… o FCP precisa de 36 faltas para ter 1 amarelo… e o “outro” só leva amarelo por cada 6 faltas… e isto é assim no dealbar da competição… e a Liga – tão “vilipendiada” nalguns desses lados – não faz nada? Não acaba com isto?

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

The First Dance

Por André Bernardo
24 Set, 2020

A “First Dance” nunca se esquece, esse Clube chama-se Sporting Clube de Portugal, tem um estádio chamado José Alvalade, um pavilhão João Rocha e agora, e para a eternidade, uma Academia Cristiano Ronaldo

Quando era miúdo, a espera pelos domingos na RTP2 tinha um só motivo: ver os resumos e jogos da NBA. Nessa altura só existiam quatro canais de televisão, não existia internet e muito menos redes sociais e tinha de ir até à livraria Barata para comprar uma revista norte-americana de referência sobre a modalidade, porque era dos poucos sítios que a vendia. Era criança, e mais do que fã de basquetebol ou dos Chicago Bulls, eu era fã de Michael Jordan.

O recente documentário da Netflix “Last Dance” retrata a última época em que os Chicago Bulls foram liderados pelo lendário camisola 23, que apesar de reconhecido no seu tempo, teve uma direcção dos Chicago Bulls que não o soube valorizar devidamente.

Michael Jordan não pertence ao olimpo dos melhores jogadores de basquetebol de sempre, Michael Jordan pertence ao olimpo dos melhores Atletas de sempre.

Cristiano Ronaldo já entrou no olimpo dos melhores Atletas de sempre, onde “muitos são os chamados, poucos os escolhidos”, e que de forma eterna marcará a História do desporto e inspirará várias gerações a deslocarem-se às “Livrarias Barata” e a esperarem pelos "domingos de RTP2" dos dias de hoje e de amanhã.

O tempo passa e, cerca de 20 anos depois, em Madrid, tive a oportunidade de durante oito anos trocar a Livraria Barata pelo Santiago Bernabéu, onde assisti de perto a Cristiano Ronaldo a destronar lendas como Raúl, Di Stéfano, Santillana, Puskas e Hugo Sánchez para se tornar no melhor marcador de sempre do Real Madrid.

Cristiano Ronaldo não é “apenas” o melhor jogador português de todos os tempos, não é “apenas” o capitão da única selecção nacional campeã da Europa e da Liga das Nações, não é “apenas” o jogador que superou quase todos os recordes individuais do Real Madrid, não é “apenas” o melhor marcador da Champions tendo vencido três de seguida (cinco no total), não é “apenas” o jogador vencedor de cinco bolas de ouro e não “é apenas” o jogador formado no Sporting Clube de Portugal.

Cristiano Ronaldo é tudo isto e muito mais. Nunca cortou o cordão umbilical com o Clube que o formou e o ajudou a crescer. A “First Dance” nunca se esquece, esse Clube chama-se Sporting Clube de Portugal, tem um estádio chamado José Alvalade, um pavilhão João Rocha e agora, e para a eternidade, uma Academia Cristiano Ronaldo.

 

Editorial da edição n.º 3786 do Jornal Sporting

O melhor jogador da melhor Academia

Por Miguel Braga*
24 Set, 2020

Cristiano é sinónimo de trabalho e sucesso e é isso mesmo que queremos dos nossos jovens e da nossa formação

No início da época 2001/2002, um jovem de 16 anos fez a pré-‑época com a equipa principal do Sporting CP. Acabou por não ficar nessa equipa campeã, onde na altura prontificavam os então jovens promissores Ricardo Quaresma e Hugo Viana. Na altura, começou a correr o rumor nos corredores e bancadas de Alvalade que existia mais talento na nossa formação e que, imagine-se, até diziam que era melhor do que o futuro Mustang. Verdade seja dita, no final dessa época, o jovem madeirense “completava” as suas épocas de formação do Clube com números impressionantes: 105 golos em 126 jogos disputados de Leão ao peito.

Foi por isso com natural expectativa que vimos crescer em Alvalade aquele que viria a ser o melhor jogador português de todos os tempos: ninguém ganhou mais que ele, ninguém foi tão consagrado, ninguém marcou tantos golos ou teve tantas internacionalizações. Mas no início da época de 2002/2003 toda a História ainda estava por escrever. Ainda antes da estreia oficial – que aconteceu frente ao FC Internazionale Milano, em jogo a contar para 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, no dia 14 de Agosto de 2002, substituindo o espanhol Toñito aos 68 minutos –, num jogo de pré-época frente ao Olympique Lyonnais era assim descrito pelo jornal Record: “Atenção a este miúdo. Tem poder de desmarcação, capacidade de drible e sentido de baliza”. Raras vezes foi tão certeira a descrição de uma jovem promessa. Mesmo assim, havia quem duvidasse que Ronaldo chegaria ao Olimpo do Futebol. László Bölöni, o treinador que o lançou, recordava há uns anos uma aposta com o seu advogado, Fernando Seara, conhecido adepto do clube rival: “Ele era benfiquista e ficou escandalizado por eu ter dito a uma rádio que o Ronaldo iria ser tão bom como Eusébio e Luís Figo. Então apostei que não só iria ser tão bom como até seria melhor. Ainda estou à espera que me pague o jantar”.

Entretanto, passaram-se 18 anos de uma História sem igual. E hoje, o nome Cristiano Ronaldo é sinónimo de sucesso, de trabalho, ou se quisermos, de esforço, dedicação, devoção e glória. Ronaldo é a personificação do nosso lema, alguém que soube ouvir, que soube trabalhar e continuar a acreditar até superar os seus próprios sonhos.

Esta semana foi desvendado um segredo bem guardado: Cristiano, a Lenda, aceitou o desafio do presidente Frederico Varandas e a homenagem do Clube que o fez jogador e homem: dar o nome à nossa Academia, pedindo apenas em troca que o Clube faça a inauguração com o próprio presente. A todos os envolvidos, o Sporting CP e os Sportinguistas só podem estar agradecidos. Ronaldo faz parte da nossa essência e a essência de Ronaldo é verde e branca. Cristiano é sinónimo de trabalho e sucesso e é isso mesmo que queremos dos nossos jovens e da nossa formação. Que assim seja.

 

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Páginas

Subscreva RSS - Opinião