No fim da partida diante do CS Marítimo (1-0), Micael Sequeira, treinador do Sporting CP, analisou a vitória conseguida, especialmente importante depois da eliminação sofrida na Taça da Liga durante a semana.
“Acho que na primeira parte entrámos bem, criámos algumas dinâmicas interessantes, mas faltou mais finalização e chegada ao último terço. Hoje era um jogo difícil, porque na quarta-feira sofremos uma pancada muito forte. Sofrer o golo aos 90’ e ser eliminados nos penáltis, como já tínhamos sido na Europa… Foram dias duros e hoje queríamos muito ganhar, porque podíamos reduzir a desvantagem para o SL Benfica”, atentou.
A tudo isso, o técnico considerou que houve ainda “falta de frescura física”, mas a equipa foi capaz de se sobrepor a todas essas “muitas condicionantes” perante um CS Marítimo que “queria muito pontuar”, referiu. “Conseguimos o mais importante, agora faltam cinco jogos e vamos procurar ganhá-los todos. Estamos a cinco [pontos] do nosso objectivo”, apontou Micael Sequeira, realçando a “dinâmica positiva” das Leoas na Liga – três vitórias seguidas e oito jornadas já sem perder.
A seguir, a autora do golo que fez toda a diferença, Flor Bonsegundo, também abordou o jogo e a vitória. “Estou muito contente. Vivemos este jogo como uma final, que é o que temos de fazer até ao fim. Estou muito feliz por marcar e pelo triunfo”, começou por destacar.
“Acho que tivemos oportunidades, mas estamos a pecar na finalização nos últimos jogos”, atentou a internacional argentina sobre a partida, virando de imediato o foco para a recta final da Liga. “Matematicamente não está perdida e vamos com a confiança e a fé de que podemos vencê-la”, garantiu a experiente internacional argentina.
Golo de Flor Bonsegundo resolveu e deu justiça frente ao CS Marítimo (1-0)
De regresso à Liga, a equipa principal feminina de futebol do Sporting CP recebeu e venceu o CS Marítimo por 1-0, este domingo, na partida da 13.ª jornada da Liga.
Após a dura eliminação na Taça da Liga, as Leoas de Micael Sequeira recompuseram-se e, graças a um golo solitário - mas muito merecido - de Flor Bonsegundo (63’), somaram a terceira vitória seguida na prova. Atingidos os 28 pontos no segundo lugar, o Sporting CP reaproximou-se do SL Benfica (33), que empatou nesta jornada.
Para enfrentar o oitavo e antepenúltimo classificado, que vinha de duas derrotas consecutivas, Micael Sequeira apostou num ‘onze’ similar ao do jogo anterior, efectuando apenas uma alteração no meio-campo: Cláudia Neto foi titular ao invés de Matilde Nave.
E o jogo começou bem vivo, com aproximações a ambas as áreas, mas o ascendente verde e branco não tardou a ganhar mais volume. Depois de Flor Bonsegundo ter ensaiado o primeiro remate à baliza, à figura da guardiã Bárbara Santos, só um corte no último momento evitou que Jeneva Gray rematasse já na cara do golo.
As leoas da Madeira, no entanto, também mostraram as garras na primeira parte, graças a uma sequência de pontapés de canto consecutivos. Por duas vezes, valeram as intervenções atentas de Anna Wellmann e, na cobrança seguinte, a central Gabriela Zidoi apareceu solta ao segundo poste, mas não conseguiu enquadrar o cabeceamento.
Apesar do maior controlo verde e branco, tudo seguiu empatado e sem golos rumo ao segundo tempo, onde as Leoas começaram a afinar a pontaria. Logo aos 48’, um cruzamento de Daniela Arques encontrou o desvio certeiro, de cabeça, de Flor Bonsegundo, porém a argentina estava fora-de-jogo – decisão que o VAR corroborou.
O Sporting CP teve de continuar a insistir e, para isso, teve em Flor Bonsegundo a melhor ‘arma’. Depois de num lance as insulares terem ficado perto de fazer autogolo, a internacional argentina tentou a sua sorte de longe e atirou ligeiramente ao lado, mas aos 63’ encontrou mesmo o fundo das redes. Isolada com mestria a passe interior de Jeneva Gray, Bonsegundo não vacilou e no cara-a-cara com a guarda-redes picou com classe para assinar finalmente o merecido 1-0. Quarto golo da experiente jogadora na temporada, o primeiro para a Liga.
Uma vantagem que só não foi logo aumentada por manifesta infelicidade e usando a fórmula do CS Marítimo na primeira parte. Foram três cantos seguidos e três oportunidades: Carolina Santiago cabeceou à malha lateral, Érica Cancelinha teve o seu remate barrado na ‘hora H’ e, na mais perigosa de todas, Daniela Arques acertou em Bárbara Santos, que por instinto evitou o 2-0.
Só que quando o jogo estava de sentido único, a equipa madeirense ficou muito perto de surpreender. Do nada, Sade Heinrichs subiu no terreno e de muito longe acertou na barra. Um lance que deu nova vida ao CS Marítimo, que ganhou novo fôlego para espreitar o ataque com mais frequência, embora as Leoas tenham tido novamente uma chance soberana para matar o encontro. Fruto de alguma sorte nos ressaltos, Flor Bonsegundo isolou-se e, com tudo para ‘bisar’, rematou por cima.
Até ao fim, Matilde Nave ainda ameaçou, também, o 2-0 e as insulares tentaram uma réplica, sobretudo, muito esforçada, mas já nada mudou no resultado.
Resposta dada na Liga, que na próxima jornada reserva às Leoas a deslocação a casa do SCU Torreense.
Regresso à Liga, em casa, frente ao Galitos FC (segunda-feira, 20h30)
De volta às contas da Liga, a equipa masculina de basquetebol do Sporting CP recebe o Galitos FC, esta segunda-feira (20h30), em duelo referente à 16.ª jornada da fase regular.
Conquistada a Taça de Portugal e garantida, ainda, a passagem directa às meias-finais da Taça Hugo dos Santos, o foco volta a estar na Liga e os objectivos são claros, de acordo com André Cruz, extremo de 23 anos. "Queremos garantir, pelo menos, o segundo lugar, mas se conseguirmos o primeiro ainda melhor. Temos como objectivo não ‘deslizar’ em mais nenhum jogo", traçou.
Por esta altura, o Sporting CP soma 27 pontos no segundo lugar, apenas dois atrás do líder SL Benfica. Já do outro lado, desta vez, estará um emblema do Barreiro que ocupa o 11.º e penúltimo lugar e, por isso, está em plena luta pela manutenção. Apesar dessas diferenças, o jovem basquetebolista dos Leões frisou que a equipa “não pode relaxar”, porque "no basquetebol tudo pode acontecer".
"Esperamos um jogo completamente diferente ao da primeira volta [vitória por 86-127]. É uma equipa que, agora, enfrenta cada jogo como sendo de 'vida ou morte'. Já trocaram vários jogadores estrangeiros, querem manter-se na I Divisão e, por isso, nós temos de começar com tudo no primeiro período", sublinhou André Cruz, consciente da resposta colectiva que o Sporting CP pode e deve dar neste regresso à Liga.
"As equipas vencedoras têm de ter um plantel longo. O treinador tem demonstrado isso nos últimos jogos e, por isso, todos temos de estar preparados", sentenciou na antevisão à partida.