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Foto José Lorvão

Ricardo Costa: "É um bom momento para conquistarmos a décima competição seguida"

Por Sporting CP
06 Jun, 2026

Final da Taça de Portugal com o SL Benfica fecha a época (domingo, 19h30)

Está a chegar ao fim 2025/2026, mas ainda há uma última conquista no horizonte, depois da Supertaça e do Campeonato Nacional já levantados. A equipa de andebol do Sporting CP enfrenta o SL Benfica, este sábado (19h30), na final da Taça de Portugal, que será disputada no Pavilhão Multiusos de Alcobaça.

"A preparação tem sido boa. É demasiado tempo sem jogos para nós que estávamos habituados a um calendário muito preenchido, mas serviu para recuperar alguns jogadores e preparar uma competição que é muitíssimo importante", perspectivou o treinador Ricardo Costa aos meios de comunicação do Clube.

A ambição, mais uma vez, é total. Neste último jogo da temporada, os Leões procuram a quinta Taça de Portugal consecutiva, perfazer mais um pleno de títulos nacionais, o terceiro seguido, mas não só. "A Taça de Portugal, por si só, já é importante, mas o facto de podermos conseguir dez troféus seguidos, algo que na história do andebol ninguém conseguiu, é um factor que acresce responsabilidade", detalhou, acrescentando: "Por tudo o que temos feito, acho que é um bom momento para conquistarmos a décima competição seguida".

De forma directa, Ricardo Costa considerou que “a pressão” está do lado verde e branco e, além disso, espera um dérbi com o SL Benfica em que “todos os factores contam”. A amostra mais recente é muito positiva, uma vez que no último jogo do Campeonato - a 23 de Maio - os Leões bateram as águias com um expressivo 34-22, contudo há aspectos a melhorar, ressalvou o técnico.

"Temos de olhar muito para o jogo que tivemos no Pavilhão João Rocha e que ganhámos por demasiados golos. Digo isto porque a diferença entre as duas equipas não é essa. Acho que o André Kristensen fez uma exibição realmente muito boa, porque o SL Benfica rematou demasiadas vezes na cara do nosso guarda-redes. Para lá de todas as vitórias que temos tido em dérbis, o SL Benfica é uma equipa que respeitamos imenso e que quer ganhar com toda a certeza", atentou. "Como em qualquer equipa, a defesa é o primeiro passo para podermos vencer e nós não fugimos à regra", completou Ricardo Costa, consciente da possibilidade de encontrar uma aposta constante do rival no 7v6.

Em Alcobaça, o Sporting CP quer continuar a sua hegemonia particular nesta competição e dar o melhor fim a mais uma temporada histórica, contando com o apoio dos Sportinguistas nas bancadas. "Desde que cá chegamos [esta equipa técnica] não perdemos nenhum jogo para a Taça de Portugal, é a nossa prova-rainha. Queremos continuar a vencer e oferecer este décimo título aos nossos adeptos, que têm sido tão importantes para nós. Será num pavilhão não tão grande como gostaríamos, mas entre os que estarão lá e em casa, puxem por nós e ajudem-nos a vencer", apelou, por fim, o técnico.

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes"

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Reacção à final da Taça de Portugal em conferência de imprensa

Após a final da Taça de Portugal perdida diante do SCU Torreense (1-2 a.p.), Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, no Estádio Nacional.

Análise ao jogo
“Tínhamos de ser mais proactivos do que reactivos. Estivemos sempre apenas a tentar reagir a todos os momentos e não tivemos a intensidade que queríamos no último terço. Apesar de tudo, fomos controlando o jogo, tirando o primeiro lance de bola parada em que o SCU Torreense teve mérito e foi feliz para fazer o 1-0. Andámos sempre atrás do prejuízo contra uma equipa que defende muito bem, com linhas de cinco, seis e sete [jogadores]. Dificultou-nos a tarefa e nunca conseguimos ser um Sporting CP à nossa verdadeira imagem. Mesmo com a malta que entrou, o registo do jogo não mudou muito.
Temos de levantar a cabeça e perceber o que temos de fazer melhor, não só neste jogo mas em toda a época. É ingrato, porque por tudo o que demonstramos ao longo da época merecíamos, mas isso não chega. Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes.”

Relevância do golo sofrido cedo no desenrolar do jogo
“Se não ganhámos é porque não merecemos, mereceu o adversário, porque com muito ou pouco foi eficaz. Acho que sofrer o golo no início criou alguma desconfiança e até algum cansaço mental. Jogámos contra uma equipa de escalão inferior, mas isso nada significava, tinha dito isso e não fomos capazes de ser um Sporting CP com uma qualidade acima do normal.”

Impacto desta derrota no último jogo da temporada
“Deixa marca no grupo, porque queríamos ganhar e não fomos capazes. O que está em causa é o Sporting CP e num clube como o nosso temos de sentir e perceber no que temos de crescer para não chegar ao fim da época sem conquistas. Ninguém quer, nós não gostamos e os adeptos também não, e é natural.”

Balanço da época sem conquistas
“Não foi positiva, porque o que fomos capazes de fazer ao longo da época tinha de culminar em conquistas. Estivemos nas finais, mas não conseguimos. Não podemos estar felizes com o que foi a época, como é lógico. Temos de perceber o que temos de melhorar para que no futuro sejamos um Sporting CP mais forte.
Em momentos-chave não fomos tão fortes como deveríamos e temos de perceber o porquê. O Clube vive de conquistas, não o conseguimos e dói, claro. A todos.”

Desagrado dos adeptos no final
“O descontentamento é natural, faz parte desde que haja respeito. Não estão mais tristes do que nós, com toda a certeza. Queríamos muito ganhar. Os adeptos foram incansáveis no apoio e temos de saber viver com esse descontentamento.”

Opção de Ousmane Diomande no banco
“Foi opção, apenas e só. No último jogo a equipa fez um belíssimo jogo e ele não jogou. Foi uma decisão minha e não perdemos a Taça por não jogar o Diomande na fase inicial.”

Mais pressão para a próxima época?
“Já entrei no Sporting CP ‘sob brasas’. A contestação é natural, e mau seria se assim não fosse. Não estão felizes, tal como nós não estamos. É normal em qualquer clube do mundo, por isso percebo. Levanto a cabeça, faço o meu trabalho e sigo o meu caminho.”

Foto Isabel Silva

A festa a verde e branco antes da final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Onda Verde inundou mata do Jamor pelo terceiro ano seguido

Jamor é sinónimo de Taça de Portugal, festa, família e, ultimamente, de Sporting Clube de Portugal. Pelo terceiro ano seguido a equipa fecha a temporada no Estádio Nacional com o troféu da prova-rainha na mira e isso significa, também, que mais uma vez uma boa parte da mata circundante pinta-se e faz-se ouvir de verde e branco.

O dia é de festa e, por isso, começa bem cedo para os mais aventureiros ou, até, para os que não deixam que a distância os afaste. Uma breve caminhada pela labiríntica zona Norte do recinto, que este ano voltou a ficar destinada aos Sportinguistas, prova isso mesmo, porque entre a muita música, as geleiras, guarda-sóis e cadeiras que começam a chegar e as brasas já acesas, são inúmeros os pontos do país - e não só - representados aqui, no Vale do Jamor, em Oeiras. De Mangualde a Freamunde, passando por Peniche até… Londres.

Ora, vindos da capital de Inglaterra vieram Cristopher Pedrosa e o amigo Pedro, vestidos a rigor e com uma bandeira que delata a sua proveniência. “Nasci e vivo em Londres, mas os meus pais são portugueses. Emigraram para lá. O meu pai é Sportinguista ferrenho e é o responsável por eu também o ser”, contou o primeiro. Em Londres, os dois amigos estiveram na bancada do Emirates Stadium para ver o Sporting CP contra o Arsenal FC nos quartos-de-final da UEFA Champions League e, agora, marcaram férias de forma estratégica para estar em Portugal e, sobretudo, marcar presença na final da Taça e “aproveitar” a festa, pelo menos, no pré-jogo.

“Todos os anos em que o Sporting CP chega ao Jamor, nós não faltámos. É sempre assim. O Reino Unido tem boas equipas, mas não há disto”, deu conta Cristopher, corroborado por Pedro. “Este é o terceiro ano seguido que vimos, mas também já tínhamos estado contra o CD Aves [2017/2018] e contra o FC Porto [2018/2019]”, lembrou.

Agora, o derradeiro obstáculo é uma equipa da Liga 2 que é para encarar com “respeito máximo”. “O SCU Torreense tem mérito, porque chegar a uma final de Taça nunca é fácil”, acrescentou o jovem. Ainda assim, a vontade dos dois adeptos é clara. “É o último jogo da época e falta-nos um troféu. A equipa tem de deixar tudo em campo pelo símbolo e dar ainda mais festa aqui à malta”, salientou Pedro.

Enquanto uns ainda montam as tendas ou procuram o espaço - à sombra, de preferência - em que vão fazer a festa durante o dia, são muitas as famílias presentes que encontraram neste dia de Taça o plano ideal para passar em conjunto. Alguns pela primeira vez, até, como é o caso de uma família que empreendeu viagem desde São Martinho do Campo, em Santo Tirso. “Saímos às 3h30 e chegámos aqui às 8h30. Deixámos o carro lá em baixo tivemos de vir por aí acima”, respondeu Rui Ferreira, acompanhado pelo seu padrinho, Jaime Pereira.

Sem dúvidas já de que efectivamente se trata de um dia “completamente diferente”, os ingredientes trazidos para viver a festa do Jamor pela primeira vez são simples. “Alegria”, atirou desde logo, mas não só disso se alimenta um adepto num dia tão longo. “Trouxemos panados, bifanas, pão de ló, melão… A típica comida portuguesa”, disse o jovem Rui, sorridente.

Pouco depois, para compor esta família de sete pessoas, chegou Sara, que conseguiu bilhete para o jogo e, por isso, vai viver em pleno a experiência no Estádio Nacional. “É a primeira vez que vou assistir a uma final da Taça. Expectativa? A vitória do Sporting CP, claro!”, apontou, realçando que espera “um dia bem passado, acima de tudo”. “Vamos curtir o ambiente, sei que vai haver concertos também e, claro, comer e beber, porque isto tem de ir tudo vazio para cima (risos)”, avisou.

E quem começou a aproveitar aquilo que a FanZone - organizada pelo Sporting CP - teve para dar foi, desde logo, a filha Caetana, de apenas dois anos. Além do tambor personalizado que trouxe de casa e do seu boneco bebé, chamado “Pote” - revelou com a ajuda do pai - a pequena Sportinguista apresentou-se de cara pintada, como um leão.

“O meu Jamor é verde e branco”, lê-se no pórtico que serve de entrada à FanZone, onde cada vez mais adeptos se foram reunindo para aproveitar a Loja Verde presentes, os brindes disponíveis, as várias food trucks e a muita animação reservada até à hora de início do jogo. Pelo palco passou a banda Vizinhos e, como já é habitual, os Supporting, proporcionando um audível ensaio geral para muitos dos cânticos que se ouvirão nas bancadas.

Até lá, ainda é preciso passar pela hora de almoço e, por isso, a bola rola apenas entre amigos e em vários pontos da mata. E não há festa do Jamor sem porco no espeto, uma imagem que se sucede. Para isso, há quem se encomende aos profissionais, como Micaela Dias, desde as 6h30 à frente das brasas. “Assar lentamente e cortar fininho para que a carne não fique seca” é um dos segredos, revelou, preparando-se para dar de comer a “cerca de 140 pessoas”. Mais à frente e também de pinças na mão, outro profissional contratado para um extenso banquete garantiu, já visivelmente atarefado, que tem mais de 120kgs de carne para assar.

Muitos, por outro lado, trazem habitualmente o seu fogareiro e preparam uma refeição mais familiar. “Já é uma tradição. O cozinheiro é sempre o mesmo, eu, e vimos todos para a festa. Sempre atrás do Sporting CP”, disse Hélder Mendes, pai de dois jovens Sportinguistas, todos lisboetas, que trouxeram mais amigos. Porque “amigos também não podem faltar”, para lá da comida e bebida, atira um deles.

E para todos eles, frequentadores assíduos desta festa, o Jamor é também um espaço de memórias. Entre as melhores, a mais recente, a final da Taça vencida na época passada ao SL Benfica. “Estávamos todos na bancada”, contou um dos filhos, Vasco, que puxou ainda mais a fita atrás, precisamente à épica final contra o SC Braga, uma década antes. “Aquele golo do Fredy Montero aos 90’ e muitos! Eu e o meu pai estávamos mesmo na porta, quase a sair do estádio, e quando foi o golo ficámos malucos!”, recordou. Agora, o Sporting CP prepara-se para a sua 30.ª final da Taça no Jamor, onde venceu 16 das 18 que tme no palmarés.

Já com o pontapé de saída em mais uma final cada vez mais perto, todos coincidem na importância do que está em jogo. “É importante para fechar bem a época e, na próxima, vamos à procura de mais troféus”, afirmou o amigo Diogo.

A festa pré-jogo, mais uma vez, está feita e bem feita. Daqui para a frente, tudo depende do que aconteça no relvado do Estádio Nacional, palco que volta a ter os Leões na decisão pela terceira época seguida. É, também, o último jogo em 2025/2026.

Foto Isabel Silva

Bilhetes novamente esgotados para o Jamor

Por Sporting CP
20 maio, 2026

Final da Taça de Portugal está marcada para este domingo

O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para o jogo da equipa principal de futebol contra o SCU Torreense referente à final da Taça de Portugal, o último jogo da temporada 2025/2026.

No Jamor, espera-se apoio máximo dos Sportinguistas, que depois de terem esgotado a primeira vaga de ingressos, corresponderam da mesma forma à venda adicional aberta esta quarta-feira.

A final da prova-rainha está agendada para este domingo, dia 24 de Maio, no Estádio Nacional do Jamor e tem pontapé de saída pelas 17h15.

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