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Foto José Lorvão

Rui Borges: "Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes"

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Reacção à final da Taça de Portugal em conferência de imprensa

Após a final da Taça de Portugal perdida diante do SCU Torreense (1-2 a.p.), Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, no Estádio Nacional.

Análise ao jogo
“Tínhamos de ser mais proactivos do que reactivos. Estivemos sempre apenas a tentar reagir a todos os momentos e não tivemos a intensidade que queríamos no último terço. Apesar de tudo, fomos controlando o jogo, tirando o primeiro lance de bola parada em que o SCU Torreense teve mérito e foi feliz para fazer o 1-0. Andámos sempre atrás do prejuízo contra uma equipa que defende muito bem, com linhas de cinco, seis e sete [jogadores]. Dificultou-nos a tarefa e nunca conseguimos ser um Sporting CP à nossa verdadeira imagem. Mesmo com a malta que entrou, o registo do jogo não mudou muito.
Temos de levantar a cabeça e perceber o que temos de fazer melhor, não só neste jogo mas em toda a época. É ingrato, porque por tudo o que demonstramos ao longo da época merecíamos, mas isso não chega. Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes.”

Relevância do golo sofrido cedo no desenrolar do jogo
“Se não ganhámos é porque não merecemos, mereceu o adversário, porque com muito ou pouco foi eficaz. Acho que sofrer o golo no início criou alguma desconfiança e até algum cansaço mental. Jogámos contra uma equipa de escalão inferior, mas isso nada significava, tinha dito isso e não fomos capazes de ser um Sporting CP com uma qualidade acima do normal.”

Impacto desta derrota no último jogo da temporada
“Deixa marca no grupo, porque queríamos ganhar e não fomos capazes. O que está em causa é o Sporting CP e num clube como o nosso temos de sentir e perceber no que temos de crescer para não chegar ao fim da época sem conquistas. Ninguém quer, nós não gostamos e os adeptos também não, e é natural.”

Balanço da época sem conquistas
“Não foi positiva, porque o que fomos capazes de fazer ao longo da época tinha de culminar em conquistas. Estivemos nas finais, mas não conseguimos. Não podemos estar felizes com o que foi a época, como é lógico. Temos de perceber o que temos de melhorar para que no futuro sejamos um Sporting CP mais forte.
Em momentos-chave não fomos tão fortes como deveríamos e temos de perceber o porquê. O Clube vive de conquistas, não o conseguimos e dói, claro. A todos.”

Desagrado dos adeptos no final
“O descontentamento é natural, faz parte desde que haja respeito. Não estão mais tristes do que nós, com toda a certeza. Queríamos muito ganhar. Os adeptos foram incansáveis no apoio e temos de saber viver com esse descontentamento.”

Opção de Ousmane Diomande no banco
“Foi opção, apenas e só. No último jogo a equipa fez um belíssimo jogo e ele não jogou. Foi uma decisão minha e não perdemos a Taça por não jogar o Diomande na fase inicial.”

Mais pressão para a próxima época?
“Já entrei no Sporting CP ‘sob brasas’. A contestação é natural, e mau seria se assim não fosse. Não estão felizes, tal como nós não estamos. É normal em qualquer clube do mundo, por isso percebo. Levanto a cabeça, faço o meu trabalho e sigo o meu caminho.”

Foto Isabel Silva

A festa a verde e branco antes da final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
24 maio, 2026

Onda Verde inundou mata do Jamor pelo terceiro ano seguido

Jamor é sinónimo de Taça de Portugal, festa, família e, ultimamente, de Sporting Clube de Portugal. Pelo terceiro ano seguido a equipa fecha a temporada no Estádio Nacional com o troféu da prova-rainha na mira e isso significa, também, que mais uma vez uma boa parte da mata circundante pinta-se e faz-se ouvir de verde e branco.

O dia é de festa e, por isso, começa bem cedo para os mais aventureiros ou, até, para os que não deixam que a distância os afaste. Uma breve caminhada pela labiríntica zona Norte do recinto, que este ano voltou a ficar destinada aos Sportinguistas, prova isso mesmo, porque entre a muita música, as geleiras, guarda-sóis e cadeiras que começam a chegar e as brasas já acesas, são inúmeros os pontos do país - e não só - representados aqui, no Vale do Jamor, em Oeiras. De Mangualde a Freamunde, passando por Peniche até… Londres.

Ora, vindos da capital de Inglaterra vieram Cristopher Pedrosa e o amigo Pedro, vestidos a rigor e com uma bandeira que delata a sua proveniência. “Nasci e vivo em Londres, mas os meus pais são portugueses. Emigraram para lá. O meu pai é Sportinguista ferrenho e é o responsável por eu também o ser”, contou o primeiro. Em Londres, os dois amigos estiveram na bancada do Emirates Stadium para ver o Sporting CP contra o Arsenal FC nos quartos-de-final da UEFA Champions League e, agora, marcaram férias de forma estratégica para estar em Portugal e, sobretudo, marcar presença na final da Taça e “aproveitar” a festa, pelo menos, no pré-jogo.

“Todos os anos em que o Sporting CP chega ao Jamor, nós não faltámos. É sempre assim. O Reino Unido tem boas equipas, mas não há disto”, deu conta Cristopher, corroborado por Pedro. “Este é o terceiro ano seguido que vimos, mas também já tínhamos estado contra o CD Aves [2017/2018] e contra o FC Porto [2018/2019]”, lembrou.

Agora, o derradeiro obstáculo é uma equipa da Liga 2 que é para encarar com “respeito máximo”. “O SCU Torreense tem mérito, porque chegar a uma final de Taça nunca é fácil”, acrescentou o jovem. Ainda assim, a vontade dos dois adeptos é clara. “É o último jogo da época e falta-nos um troféu. A equipa tem de deixar tudo em campo pelo símbolo e dar ainda mais festa aqui à malta”, salientou Pedro.

Enquanto uns ainda montam as tendas ou procuram o espaço - à sombra, de preferência - em que vão fazer a festa durante o dia, são muitas as famílias presentes que encontraram neste dia de Taça o plano ideal para passar em conjunto. Alguns pela primeira vez, até, como é o caso de uma família que empreendeu viagem desde São Martinho do Campo, em Santo Tirso. “Saímos às 3h30 e chegámos aqui às 8h30. Deixámos o carro lá em baixo tivemos de vir por aí acima”, respondeu Rui Ferreira, acompanhado pelo seu padrinho, Jaime Pereira.

Sem dúvidas já de que efectivamente se trata de um dia “completamente diferente”, os ingredientes trazidos para viver a festa do Jamor pela primeira vez são simples. “Alegria”, atirou desde logo, mas não só disso se alimenta um adepto num dia tão longo. “Trouxemos panados, bifanas, pão de ló, melão… A típica comida portuguesa”, disse o jovem Rui, sorridente.

Pouco depois, para compor esta família de sete pessoas, chegou Sara, que conseguiu bilhete para o jogo e, por isso, vai viver em pleno a experiência no Estádio Nacional. “É a primeira vez que vou assistir a uma final da Taça. Expectativa? A vitória do Sporting CP, claro!”, apontou, realçando que espera “um dia bem passado, acima de tudo”. “Vamos curtir o ambiente, sei que vai haver concertos também e, claro, comer e beber, porque isto tem de ir tudo vazio para cima (risos)”, avisou.

E quem começou a aproveitar aquilo que a FanZone - organizada pelo Sporting CP - teve para dar foi, desde logo, a filha Caetana, de apenas dois anos. Além do tambor personalizado que trouxe de casa e do seu boneco bebé, chamado “Pote” - revelou com a ajuda do pai - a pequena Sportinguista apresentou-se de cara pintada, como um leão.

“O meu Jamor é verde e branco”, lê-se no pórtico que serve de entrada à FanZone, onde cada vez mais adeptos se foram reunindo para aproveitar a Loja Verde presentes, os brindes disponíveis, as várias food trucks e a muita animação reservada até à hora de início do jogo. Pelo palco passou a banda Vizinhos e, como já é habitual, os Supporting, proporcionando um audível ensaio geral para muitos dos cânticos que se ouvirão nas bancadas.

Até lá, ainda é preciso passar pela hora de almoço e, por isso, a bola rola apenas entre amigos e em vários pontos da mata. E não há festa do Jamor sem porco no espeto, uma imagem que se sucede. Para isso, há quem se encomende aos profissionais, como Micaela Dias, desde as 6h30 à frente das brasas. “Assar lentamente e cortar fininho para que a carne não fique seca” é um dos segredos, revelou, preparando-se para dar de comer a “cerca de 140 pessoas”. Mais à frente e também de pinças na mão, outro profissional contratado para um extenso banquete garantiu, já visivelmente atarefado, que tem mais de 120kgs de carne para assar.

Muitos, por outro lado, trazem habitualmente o seu fogareiro e preparam uma refeição mais familiar. “Já é uma tradição. O cozinheiro é sempre o mesmo, eu, e vimos todos para a festa. Sempre atrás do Sporting CP”, disse Hélder Mendes, pai de dois jovens Sportinguistas, todos lisboetas, que trouxeram mais amigos. Porque “amigos também não podem faltar”, para lá da comida e bebida, atira um deles.

E para todos eles, frequentadores assíduos desta festa, o Jamor é também um espaço de memórias. Entre as melhores, a mais recente, a final da Taça vencida na época passada ao SL Benfica. “Estávamos todos na bancada”, contou um dos filhos, Vasco, que puxou ainda mais a fita atrás, precisamente à épica final contra o SC Braga, uma década antes. “Aquele golo do Fredy Montero aos 90’ e muitos! Eu e o meu pai estávamos mesmo na porta, quase a sair do estádio, e quando foi o golo ficámos malucos!”, recordou. Agora, o Sporting CP prepara-se para a sua 30.ª final da Taça no Jamor, onde venceu 16 das 18 que tme no palmarés.

Já com o pontapé de saída em mais uma final cada vez mais perto, todos coincidem na importância do que está em jogo. “É importante para fechar bem a época e, na próxima, vamos à procura de mais troféus”, afirmou o amigo Diogo.

A festa pré-jogo, mais uma vez, está feita e bem feita. Daqui para a frente, tudo depende do que aconteça no relvado do Estádio Nacional, palco que volta a ter os Leões na decisão pela terceira época seguida. É, também, o último jogo em 2025/2026.

Foto Isabel Silva

Bilhetes novamente esgotados para o Jamor

Por Sporting CP
20 maio, 2026

Final da Taça de Portugal está marcada para este domingo

O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para o jogo da equipa principal de futebol contra o SCU Torreense referente à final da Taça de Portugal, o último jogo da temporada 2025/2026.

No Jamor, espera-se apoio máximo dos Sportinguistas, que depois de terem esgotado a primeira vaga de ingressos, corresponderam da mesma forma à venda adicional aberta esta quarta-feira.

A final da prova-rainha está agendada para este domingo, dia 24 de Maio, no Estádio Nacional do Jamor e tem pontapé de saída pelas 17h15.

Foto João Pedro Morais

Nuno Dias: "Hoje não era o nosso dia"

Por Sporting CP
26 Abr, 2026

Reacção à final em conferência de imprensa

Após a final da Taça de Portugal, Nuno Dias, treinador do Sporting CP, analisou a derrota na final com o SL Benfica em conferência de imprensa.

Jogo de contrariedades
“Nem lhes chamo contrariedades, só a [lesão] do Rocha, o resto foi falta de competência. Fizemos mais 20 finalizações do que o adversário. Num jogo de equilíbrio, quem for mais eficaz e melhor nos duelos, vai ganhar. Na maior parte do tempo, o SL Benfica foi melhor nisso. Nós, nas vantagens que criámos, e foram muitas, o guarda-redes defendeu ou a bola foi à barra. Não aproveitámos. Se o SL Benfica foi melhor nesse aspecto, temos de dar os parabéns e perceber onde temos de melhorar. A este nível temos de ser mais eficazes. No aspecto defensivo, não me lembro da última vez que sofremos seis golos. Não estivemos muito bem e permitimos que o SL Benfica fosse construindo uma margem alargada que permitiu gerir o jogo. Hoje não era o nosso dia.”

Sobre os erros cometidos
“Fomos reagindo e reduzindo, acreditando sempre que era possível. Perdemos por um golo de diferença, tivemos dois livres, jogámos dois minutos em superioridade numérica… Se tivéssemos tido, pelo menos, 50% de eficácia nesse período… Nos duelos individuais, alguns não podíamos ter perdido. Na bola parada defensiva não estivemos bem e sofremos dois golos. Fomos demasiado passivos e o adversário aproveitou. Tivemos inúmeras chances para faze um resultado melhor do que este. A única forma que conheço de melhorar é treinar melhor, analisar e corrigir.”

Foto João Pedro Morais

Entrega total sem prémio em Gondomar

Por Sporting CP
26 Abr, 2026

Derrota com o SL Benfica na final da Taça de Portugal (5-6)

No Pavilhão Multiusos de Gondomar, a equipa de futsal do Sporting CP perdeu com o SL Benfica por 5-6, este domingo, na final da Taça de Portugal.

Se as águias foram sempre capazes de fazer muito com pouco graças à sua eficácia, os Leões pecaram nesse aspecto, apesar do volume ofensivo criado e de terem corrido incessantemente atrás do resultado. Assim, o Sporting CP não conseguiu voltar a ser feliz em Gondomar, onde venceu a Supertaça que abriu esta temporada e, agora, falhou a revalidação da Taça de Portugal.

Iniciado o sexto dérbi entre Leões e águias da época, uma desatenção custou caro logo nos primeiros três minutos. Depois de Diogo Santos ter frustrado uma primeira transição encarnada, à segunda o SL Benfica capitalizou através de Carlos Monteiro, que só teve de finalizar para uma baliza já deserta. As águias foram mais ameaçadoras nos primeiros instantes, com Pany Varela a ficar muito perto do golo, mas a resposta verde e branca por Pauleta, que chegou ligeiramente tarde para a emenda final, também activou o sinal de alerta.

Já o SL Benfica, mais eficaz, aproveitou mais um contra-ataque para fazer o 0-2 aos oito minutos, graças a pontapé seco e cruzado de Kutchy, rápido a sair para o ataque. Uma margem que, no entanto, não durou nem um minuto. Léo Gugiel ainda defendeu o primeiro remate de Alex Merlim, porém Rocha foi letal na recarga e lançou a resposta verde e branca.

O guardião encarnado, a seguir, aventurou-se no ataque e se com um remate de longe (à trave) ficou perto de marcar, depois deixou a baliza à mercê de Diogo Santos, mas o ala errou o alvo. O Sporting CP estava a subir de rendimento, somou aproximações perigosas, porém uma bola parada bastou às águias para voltarem a marcar. Numa reposição lateral endossada na área, Jacaré desviou de cabeça para o 1-3.

De novo, os comandados de Nuno Dias não se deixaram abater e só não conseguiram uma nova resposta imediata porque embateram num obstáculo férreo. A trave negou o golo a Felipe Valério, após ter tirado da frente o último defesa, e fez o mesmo a remate de Bruno Pinto na sequência de uma bola parada. Gugiel, depois, também adiou o 2-3, que, no entanto, chegou com justiça ainda na primeira parte.

A ligação directa entre Bernardo Paçó e Zicky funcionou pelo ar, com o pivô a rodar e finalizar com sucesso, levando a desvantagem pela margem mínima para o segundo tempo.

Já sem Rocha entre as opções - de braço ao peito por ter saído maltratado de um lance na primeira parte - a reentrada não podia ter sido mais penalizadora. Com apenas 20 segundos decorridos, Gugiel colocou tenso na área e Lúcio desviou com sucesso para o 2-4, marcador aumentado poucos minutos depois com um remate frontal e rasteiro de Carlos Monteiro.

Embora o Sporting CP tenha mostrado capacidade para reagir uma e outra vez, o SL Benfica continuou a fazer muito com pouco no ataque para manter-se no controlo. Diogo Santos até reduziu logo (3-5), mas Pany Varela também marcou (3-6), uma diferença contradita novamente pelos Leões, graças a um livre directo rasteiro de Alex Merlim (4-6).

Com o dérbi a um ritmo alucinante de acontecimentos, o Sporting CP voltou a puxar dos galões em quadra, mas esbarrou em Gugiel e, depois, em André Correia. O primeiro foi ao chão negar um golo certo a Zicky Té e, já com o SL Benfica a ver cada falta transformar-se em livre directo sem barreira, levou a melhor na cobrança de Tomás Paçó. Proeza que André Correia repetiu, a seguir, perante conversão de Bruno Pinto, além de fazer a diferença durante a massacrante fase de superioridade numérica protagonizada pelos Leões – Higor foi expulso por segundo amarelo.

Mais do que nunca, tentou-se de tudo do lado verde e branco, bem como o guarda-redes avançado à entrada para os últimos três minutos, mantendo o jogo sempre na sua quadra ofensiva. Uma aposta que, ainda assim, só deu frutos a escassos 12 segundos do fim e na resposta a um falhanço de Lúcio de baliza aberta, castigado com golo de Bruno Pinto na transição. A entrega dos Leões foi total até à última buzina, mas insuficiente para conseguir uma última vida na final.

No regresso à Liga que se segue, o Sporting CP visita o CR Leões de Porto Salvo para encerrar a fase regular, antes de disputar a final-four da UEFA Futsal Champions League.

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Rocha

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