Nuno Dias: "Hoje não era o nosso dia"
26 Abr, 2026
Reacção à final em conferência de imprensa
Após a final da Taça de Portugal, Nuno Dias, treinador do Sporting CP, analisou a derrota na final com o SL Benfica em conferência de imprensa.
Jogo de contrariedades
“Nem lhes chamo contrariedades, só a [lesão] do Rocha, o resto foi falta de competência. Fizemos mais 20 finalizações do que o adversário. Num jogo de equilíbrio, quem for mais eficaz e melhor nos duelos, vai ganhar. Na maior parte do tempo, o SL Benfica foi melhor nisso. Nós, nas vantagens que criámos, e foram muitas, o guarda-redes defendeu ou a bola foi à barra. Não aproveitámos. Se o SL Benfica foi melhor nesse aspecto, temos de dar os parabéns e perceber onde temos de melhorar. A este nível temos de ser mais eficazes. No aspecto defensivo, não me lembro da última vez que sofremos seis golos. Não estivemos muito bem e permitimos que o SL Benfica fosse construindo uma margem alargada que permitiu gerir o jogo. Hoje não era o nosso dia.”
Sobre os erros cometidos
“Fomos reagindo e reduzindo, acreditando sempre que era possível. Perdemos por um golo de diferença, tivemos dois livres, jogámos dois minutos em superioridade numérica… Se tivéssemos tido, pelo menos, 50% de eficácia nesse período… Nos duelos individuais, alguns não podíamos ter perdido. Na bola parada defensiva não estivemos bem e sofremos dois golos. Fomos demasiado passivos e o adversário aproveitou. Tivemos inúmeras chances para faze um resultado melhor do que este. A única forma que conheço de melhorar é treinar melhor, analisar e corrigir.”
Entrega total sem prémio em Gondomar
26 Abr, 2026
Derrota com o SL Benfica na final da Taça de Portugal (5-6)
No Pavilhão Multiusos de Gondomar, a equipa de futsal do Sporting CP perdeu com o SL Benfica por 5-6, este domingo, na final da Taça de Portugal.
Se as águias foram sempre capazes de fazer muito com pouco graças à sua eficácia, os Leões pecaram nesse aspecto, apesar do volume ofensivo criado e de terem corrido incessantemente atrás do resultado. Assim, o Sporting CP não conseguiu voltar a ser feliz em Gondomar, onde venceu a Supertaça que abriu esta temporada e, agora, falhou a revalidação da Taça de Portugal.
Iniciado o sexto dérbi entre Leões e águias da época, uma desatenção custou caro logo nos primeiros três minutos. Depois de Diogo Santos ter frustrado uma primeira transição encarnada, à segunda o SL Benfica capitalizou através de Carlos Monteiro, que só teve de finalizar para uma baliza já deserta. As águias foram mais ameaçadoras nos primeiros instantes, com Pany Varela a ficar muito perto do golo, mas a resposta verde e branca por Pauleta, que chegou ligeiramente tarde para a emenda final, também activou o sinal de alerta.
Já o SL Benfica, mais eficaz, aproveitou mais um contra-ataque para fazer o 0-2 aos oito minutos, graças a pontapé seco e cruzado de Kutchy, rápido a sair para o ataque. Uma margem que, no entanto, não durou nem um minuto. Léo Gugiel ainda defendeu o primeiro remate de Alex Merlim, porém Rocha foi letal na recarga e lançou a resposta verde e branca.

O guardião encarnado, a seguir, aventurou-se no ataque e se com um remate de longe (à trave) ficou perto de marcar, depois deixou a baliza à mercê de Diogo Santos, mas o ala errou o alvo. O Sporting CP estava a subir de rendimento, somou aproximações perigosas, porém uma bola parada bastou às águias para voltarem a marcar. Numa reposição lateral endossada na área, Jacaré desviou de cabeça para o 1-3.
De novo, os comandados de Nuno Dias não se deixaram abater e só não conseguiram uma nova resposta imediata porque embateram num obstáculo férreo. A trave negou o golo a Felipe Valério, após ter tirado da frente o último defesa, e fez o mesmo a remate de Bruno Pinto na sequência de uma bola parada. Gugiel, depois, também adiou o 2-3, que, no entanto, chegou com justiça ainda na primeira parte.
A ligação directa entre Bernardo Paçó e Zicky funcionou pelo ar, com o pivô a rodar e finalizar com sucesso, levando a desvantagem pela margem mínima para o segundo tempo.
Já sem Rocha entre as opções - de braço ao peito por ter saído maltratado de um lance na primeira parte - a reentrada não podia ter sido mais penalizadora. Com apenas 20 segundos decorridos, Gugiel colocou tenso na área e Lúcio desviou com sucesso para o 2-4, marcador aumentado poucos minutos depois com um remate frontal e rasteiro de Carlos Monteiro.

Embora o Sporting CP tenha mostrado capacidade para reagir uma e outra vez, o SL Benfica continuou a fazer muito com pouco no ataque para manter-se no controlo. Diogo Santos até reduziu logo (3-5), mas Pany Varela também marcou (3-6), uma diferença contradita novamente pelos Leões, graças a um livre directo rasteiro de Alex Merlim (4-6).
Com o dérbi a um ritmo alucinante de acontecimentos, o Sporting CP voltou a puxar dos galões em quadra, mas esbarrou em Gugiel e, depois, em André Correia. O primeiro foi ao chão negar um golo certo a Zicky Té e, já com o SL Benfica a ver cada falta transformar-se em livre directo sem barreira, levou a melhor na cobrança de Tomás Paçó. Proeza que André Correia repetiu, a seguir, perante conversão de Bruno Pinto, além de fazer a diferença durante a massacrante fase de superioridade numérica protagonizada pelos Leões – Higor foi expulso por segundo amarelo.

Mais do que nunca, tentou-se de tudo do lado verde e branco, bem como o guarda-redes avançado à entrada para os últimos três minutos, mantendo o jogo sempre na sua quadra ofensiva. Uma aposta que, ainda assim, só deu frutos a escassos 12 segundos do fim e na resposta a um falhanço de Lúcio de baliza aberta, castigado com golo de Bruno Pinto na transição. A entrega dos Leões foi total até à última buzina, mas insuficiente para conseguir uma última vida na final.
No regresso à Liga que se segue, o Sporting CP visita o CR Leões de Porto Salvo para encerrar a fase regular, antes de disputar a final-four da UEFA Futsal Champions League.
Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Rocha
Hóquei em Patins (Seniores M): OC Barcelos vs. SPORTING CP
Futsal (Seniores M): SPORTING CP vs. SL Benfica
Futsal (Seniores M): SC Ferreira Zêzere vs. SPORTING CP
Edo Bosch: "Fizemos uma primeira parte muito boa defensiva e ofensivamente"
25 Abr, 2026
Técnico prometeu equipa pronta a "dar tudo" na final
Após a vitória na meia-final da Taça de Portugal diante do CD Póvoa (0-4), Edo Bosch, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo e a antevisão da final em conferência de imprensa, no Pavilhão Municipal Patrícia Sampaio, em Tomar.
Análise à meia-final
"Tínhamos de fazer um jogo muito sério. O CD Póvoa tinha uma grande motivação e nós tínhamos de entrar sérios e, pouco a pouco, ir impondo a nossa maior experiência neste tipo de decisões. Fizemos uma primeira parte muito boa defensiva e ofensivamente. Na segunda gerimos mais, sem perder o foco, mas a pensar um pouco mais na final. A intensidade baixou um bocado, mas a grandíssima primeira parte levou-nos com justiça a um marcador que acho irrefutável."
A final contra o OC Barcelos
"São duas grandíssimas equipas e já nos defrontámos várias vezes este ano. Vai ser um jogo de pormenores e isso pode fazer a diferença para ficar com a vitória e, neste caso, a Taça. Queremos muito vencer a segunda Taça seguida, vamos dar tudo e estudar bem o OC Barcelos. Vai ser um grande jogo de hóquei e esperemos que os pormenores caíam para o nosso lado para poder levantar o 'caneco'."
Evolução de Santiago Honório
"Sempre fez parte do plantel. Pela sua idade, aos poucos, foi ganhando o seu lugar no plantel. Hoje foi opção e cada vez que lhe damos minutos ele responde positivamente. É um miúdo com um futuro impressionante, no ano que vem vai fazer parte do Sporting CP e sem dúvida de que vai dar muitas alegrias aos nossos adeptos."
De volta à final da Taça para defender o troféu
25 Abr, 2026
Goleada ao CD Póvoa (0-4) marcou decisão com o OC Barcelos
A equipa de hóquei em patins do Sporting CP assegurou, este sábado, a passagem à final da Taça de Portugal ao ter superado o CD Póvoa nas ‘meias’ por 0-4, no Pavilhão Municipal Patrícia Sampaio, em Tomar, palco da final-four.
Confirmando o seu favoritismo e superioridade em pista, os Leões de Edo Bosch garantiram que vão defender na final o troféu que conquistaram na época passada e o último obstáculo é o OC Barcelos, ‘carrasco’ do SL Benfica (3-1).
Antes disso, frente ao 14.º (e último) classificado do Campeonato Nacional, um emblema que nunca tinha passado dos ‘oitavos’ da Taça até esta edição, o Sporting CP assumiu a iniciativa desde o início e teve nos sticks de Facundo Navarro e Rafa Bessa as melhores oportunidades no arranque. Do outro lado, numa recarga, Tiago Pereira também testou Xano Edo.
O nulo foi à prova, ainda, de um penálti, que Danilo Rampulla não conseguiu converter, mas o argentino não tardou muito a redimir-se. Aos 11 minutos, Roc Pujadas lançou um contra-ataque em superioridade numérica e soltou para Rampulla finalizar com classe, assinando o 0-1.

Inaugurado o marcador, o segundo dos Leões chegou apenas instantes depois. Com um desvio feliz, Navarro correspondeu da melhor maneira ao passe de Romero para continuar a patinar na direcção da final. ‘Nolito’, a seguir, ainda ameaçou o terceiro com um tiro de longe, mas acertou na trave.
O Sporting CP manteve-se no controlo das operações, resistindo também a um período de inferioridade numérica por cartão azul a Pujadas e até ao intervalo chegou ao 0-3. A menos de dois minutos da buzina, Rafa Bessa encheu o stick para uma ‘bomba’ que só parou no fundo das redes. O CD Póvoa, por seu turno, nas raras vezes que se aventurou no ataque esbarrou sempre nos reflexos de Xano Edo e ficou com a missão complicada logo nos primeiros 25 minutos.

No segundo tempo, que foi de maior gestão a verde e branco, os Leões voltaram à carga apesar da vantagem, mas sem eficácia inicial. Ainda assim, continuaram a limitar muito o jogo ofensivo do adversário.
Já a 12 minutos do fim, Santiago Honório apareceu para deixar a sua marca na partida e uma nova ‘machadada’ para o emblema da Póvoa de Varzim. Surgido em zona frontal, o jovem atirou certeiro e sem oposição para o 0-4 que dissipou quaisquer dúvidas.
O CD Póvoa, mesmo assim, nunca atirou a toalha ao chão, porém nem de bola parada conseguiu reentrar na discussão do resultado. Xano Edo, em grande, manteve-se intransponível até ao fim e o 0-4 revelou-se definitivo em Tomar.
Após as conquistas do Mundial de Clubes e da Supertaça e de já ter estado na decisão da Elite Cup (finalista vencido), o Sporting CP vai discutir mais um troféu. Em jogo, amanhã (18h00), está a hipótese de vencer a Taça de Portugal pela segunda edição consecutiva.
Sporting CP: Xano Edo [GR], Rafael Bessa, Diogo Barata, Danilo Rampulla, Roc Pujadas, Facundo Navarro, Santiago Honório, Facundo Bridge, Gonzalo Romero [C], Zé Diogo [GR]
Nuno Dias: "Pormenores vão fazer a diferença"
25 Abr, 2026
Sporting CP e SL Benfica disputam final da Taça de Portugal (domingo, 18h30)
Aproxima-se a decisão de mais um troféu e novamente com Leões e águias frente-a-frente. Na final da Taça de Portugal, a equipa de futsal do Sporting CP enfrenta o SL Benfica, este domingo (18h30), no Pavilhão Multiusos de Gondomar, palco da final-eight.
Na véspera de mais um dérbi decisivo, o treinador Nuno Dias e o capitão João Matos foram os porta-vozes do grupo para lançar o embate em conferência de imprensa.
NUNO DIAS
Importância dos detalhes
“Batalhamos e falamos tanto nos pormenores, aquele metro ou aquele segundo, que faz toda a diferença entre algo resultar ou não. Esses pormenores vão fazer a diferença e há mais. É um jogo de duelos, isso também vai permitir pequenas vantagens e para as ter temos de fazer as coisas bem feitas. Dentro do jogo há três jogos: o 4v4 normal, o das bolas paradas e o do 5v4. Normalmente, têm de se ganhar os três ou pelo menos não os perder. É nesses três jogos que vai haver pormenores que farão com que uma equipa saia vencedora e a outra não.”
Conhecimento mútuo entre rivais
“Jogámos com o SL Benfica três vezes há pouco tempo, uma no Campeonato e duas para a UEFA Futsal Champions League, penso que tudo em dez dias. Mesmo assim, tanto nós como o SL Benfica conseguimos trazer algo de diferente, mas há uma identidade que conhecemos bem e que ninguém vai mudar. O que conseguimos é olhar para alguns comportamentos e perceber onde podemos ajustar. Não há muito para mudar, apenas uma adaptação aqui, um ajuste ali. É importante que os jogadores se sintam confortáveis com elas e que façam parte da escolha e da decisão.”
Bilhetes esgotados para a final
“Não estranho. Primeiro, porque é uma modalidade que apaixona os adeptos, além de ser um Sporting CP-SL Benfica, que até se fosse ao berlinde seria um jogo extraordinário. Sendo no futsal, que é uma modalidade que apaixona e agrega, não estranho e diz-nos a paixão que os adeptos têm. A nossa melhor forma de corresponder é dar tudo o que temos para que no fim não possamos sair do jogo com a sensação de que não fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para conseguir o melhor resultado para o Sporting CP. Essa é a pior sensação.”
JOÃO MATOS
Presença nas dez Taças de Portugal do palmarés verde e branco
“Não me considero velho, apesar de saber que o sou (risos). É um motivo de orgulho o Sporting CP ter dez Taças de Portugal e eu também, mas não penso nisso. Amanhã é mais um Sporting CP-SL Benfica, com um título em disputa e temos de encará-lo assim, sabendo que requer toda a atenção, empenho e compromisso. Nós, os atletas, vivemos muito o desporto assim: é um jogo ao que nos vamos ter de entregar. Um dérbi é diferente, logicamente, há sempre um bocadinho mais a dar e quem o vive sabe do que estou a falar, seja a nível de atletas, treinadores ou adeptos. Eu vou dar tudo o que posso e que tenho para ajudar a equipa.”
Rui Borges: "Queremos muito e sinto os jogadores focados e tranquilos"
21 Abr, 2026
Vaga no Jamor decide-se em casa do FC Porto (quarta-feira, 20h45)
Mais um jogo de dificuldade e importância máximas pela frente. A equipa principal de futebol do Sporting CP volta a entrar em acção já na quarta-feira (20h45), no Estádio do Dragão, para disputar frente ao FC Porto a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Os Leões levam a vantagem de 1-0 conseguida em Alvalade, na primeira mão, e a Norte vão procurar selar a terceira presença consecutiva no Jamor, de onde na última temporada saíram com a prova-rainha nas mãos.
Na véspera do clássico que tudo vai decidir quanto à passagem à final, Rui Borges, treinador verde e branco, fez a habitual conferência de imprensa de antevisão, na Academia Cristiano Ronaldo, para projectar o duelo.
Abordagem estratégica ao clássico
“Podemos esperar um jogo, acima de tudo, muito competitivo. Um FC Porto à sua imagem, intenso no primeiro momento de pressão, principalmente em sua casa. Estão a perder na primeira parte da eliminatória e é natural que intensifiquem ainda mais esse momento de pressão. É uma equipa que pressiona bem alto e também se organiza bem em bloco quando não o consegue fazer. Acho que não vai fugir muito à imagem do FC Porto, uma equipa forte em termos físicos e nos duelos. Vai ser um jogo competitivo e com um Sporting CP à sua imagem também. Serão duas equipas que vão querer ganhar e estar na final da Taça.”
Sobre eventual renovação de contrato
“Medo tenho da morte, porque gosto muito de viver. Estou focado no jogo. Já falei muitas vezes da renovação. Estou feliz, tenho contrato até 2027, a confiança é diária e, por isso, estou muito tranquilo em relação ao meu futuro.”
Ponto de situação nas frentes activas em 2025/2026
“Não vou em ‘ses’, porque estamos focados naquilo que ainda estamos a competir. Na Liga ainda não há campeão, na Taça estamos a lutar por uma passagem à final e, por isso, é nisso que estamos focados. Sabemos bem como tem sido o nosso caminho. Estamos na disputa de troféus, esse é o primeiro objectivo de um grande clube e temo-lo feito muito bem. (…) [Semana com desfechos duros na UEFA Champions League e Liga] É a semana de uma equipa grande. Ainda bem que perdemos a Liga dos Campeões, é sinal de que olham para nós com essa grandeza. É bom, valoriza o nosso trabalho. Acho que temos dignificado da melhor forma o Sporting CP e os jogadores têm feito uma época fabulosa. No Campeonato ficamos mais longe, mas ainda não há campeão e, por isso, é acreditar sempre. O primeiro classificado tem feito uma grande época, melhor do que a nossa, infelizmente. Olhamos para o futuro e o próximo jogo define a passagem à final da Taça e pode definir, também, a presença na Supertaça. É a possível presença em dois troféus. A equipa está muito motivada e tranquila, porque sabe o que tem de fazer e o que significa o jogo.”
O penálti falhado por Luis Suárez e sua eventual repetição por invasão de área
“Estão bem definidos os marcadores dos penáltis e não mudam. Em relação ao jogo com o SL Benfica, é passado e estamos focados no FC Porto. Como tinha dito no fim do jogo, houve três grandes equipas no fim do jogo.”
Visita ao Estádio do Dragão
“Se vamos ou não ser recebidos da melhor forma, isso têm de perguntar ao adversário. O que eu sei é que o FC Porto tem sido sempre muito bem recebido em Alvalade e assim esperamos ser recebidos também.”
Profundidade do plantel neste momento da época
“Não vou comparar com os rivais. É lógico que gostava de ter todo o plantel disponível, o Quenda, o Luís Guilherme e o Fotis [Ioannidis] a cem por cento, porque dar-nos-ia outras soluções e profundidade para gerir algumas cargas nestes dois meses surreais em termos de jogos. Não conseguimos gerir tão bem como queríamos, mas faz parte e temos de agarrar-nos ao que estamos inseridos. Com maior ou menor dificuldade, temos de dar o nosso melhor, é o que temos feito e amanhã será mais um jogo nesse sentido. Tem de haver uma entrega fantástica, com ou sem cansaço, temos de dar tudo em campo. Não gosto de me lamentar, agora lógico que gostava de ter toda a gente, porque seria totalmente diferente. Dentro disso, os jogadores deram resposta e mostraram sempre que são um grupo fantástico.”
Boletim clínico
“O João Simões, infelizmente, está fora até final da época. O Iván [Fresneda] continua em dúvida, é muito uma questão de dia-a-dia, mas poderá estar fora do jogo. O Nuno [Santos] está fora. (…) Em relação aos lesionados, acredito que estarão [disponíveis] até ao fim da época, porque já estão em trabalho de campo.”
Do céu ao inferno no dérbi e impacto mental
“Sim, às vezes ao cansaço físico acumula-se o mental. No momento sente-se bastante, os adeptos e nós, mas temos de ser equilibrados. Lá atrás perguntavam-se quando ganhámos quatro jogos aos 90’ e, agora, perdemos dois importantes nos descontos. É o futebol e nós temos de ser equilibrados e saber lidar com isso, percebendo como é que aconteceu. A equipa deu tudo, tanto com o Arsenal FC como com o SL Benfica, onde de repente passámos de estar a ganhar 2-1 a perder 1-2. São as emoções do jogo e eu sou muito frio nesse sentido. Temos de passar isso aos jogadores e fazê-los perceber a importância do próximo jogo, que nos pode meter em duas finais. Um clube grande quer estar na disputa final das competições e o jogo de amanhã dá-nos essa possibilidade. Queremos muito e sinto os jogadores muito focados e tranquilos.”
Momento de forma de Luis Suárez
“Temos de fazer uma análise fria das coisas. É um jogador que tem dado tudo pela equipa e que está claramente em sobrecarga. Tem sido surreal a sua entrega, vai perdendo algumas coisas, mas não deixa de ser um jogador importante. Vai ter menos oportunidades nalguns jogos pela exigência e cansaço, talvez, por isso tem de pensar em aproveitá-las da melhor forma. É nisso que está focado e sabe da confiança que tem por parte de todos nós.”
Preparação do ‘onze’ para o clássico
“Um treinador tem de fazer muitos cenários, por isso é que é difícil tomar decisões. Tem muito que ver com o momento e perceber como os jogadores estão, com muito diálogo e comunicação, em termos físicos e mentais. Seja numa fase inicial ou mais à frente, não pensamos no prolongamento, porque queremos muito chegar ao fim dos 90 minutos e passar à final. É um jogo decisivo porque nos pode pôr numa final ou, até, em duas. Queremos muito disputar a final da Taça, num primeiro momento.”
Vencer a Taça de Portugal ‘salva’ a época?
“Não olho para as coisas dessa forma. O Sporting CP tem de disputar os troféus até ao fim e nós temo-o feito. No fim fazemos uma análise da época e do caminho para perceber no que falhámos e no que podemos melhorar. Agora, não se trata de salvar nada, mas sim de estar na final de um troféu que, felizmente, vencemos na época passada. Queremos ter a oportunidade de o defender, depende de nós e é a isso que nos vamos agarrar.”