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Foto João Pedro Morais

Gonzalo Romero: "Foi um ano incrível e que nunca mais vou esquecer"

Por Sporting CP
09 Jul, 2026

O balanço do capitão após o sucesso alcançado em 2025/2026

Nunca as cinco modalidades (masculinas) de pavilhão do Sporting Clube de Portugal conseguiram tantos troféus como em 2025/2026. No total, houve 13 conquistas durante a época e uma das equipas que mais contribuiu para o feito foi a de hóquei em patins, tendo levantado um inédito Mundial de Clubes, a Supertaça e ainda a Taça de Portugal.

‘Nolito’ Romero, o líder em pista do grupo verde e branco, abordou a temporada, revisitou cada conquista e distribuiu os méritos, tudo em declarações aos meios de comunicação do Clube. Um balanço que Tiago Pereira (voleibol), Diogo Ventura (basquetebol) e Salvador Salvador (andebol) também já fizeram, respectivamente acompanhados pelos troféus vencidos.

 

Era sabido que 2025/2026 era uma época recheada de decisões, com muito para ganhar e a verdade é que se fez História. A equipa de hóquei em patins conquistou três títulos na mesma época, algo que não conseguia há praticamente 50 anos. Globalmente, quão satisfeito sai desta temporada?
Acho que foi uma época de sonho. Sinceramente, poder conquistar três títulos em seis possíveis diz muito do que alcançámos esta época. Foi algo maravilhoso, muito bom e, por isso, estamos muito felizes por ter conquistado estes três troféus. Esperemos que para o ano seja melhor ainda.

O primeiro dos três foi o Mundial de Clubes, um título que faltava no Museu Sporting, de dimensão, claro, mundial e foi conseguido num palco como o Aldo Cantoni de San Juan, na sua Argentina natal. Por tudo isso, esta conquista foi particularmente especial?
Sim, sim. Se virmos os títulos um a um, acho que este por ser o primeiro, por ser o Mundial de Clubes e na minha cidade, com tudo aquilo que representa para mim e para o mundo do hóquei, foi maravilhoso conquistá-lo, especialmente junto da minha família. Foi muito bonito. Começámos a época da melhor maneira e foi o 'trampolim' que nos levou a conquistar mais duas taças.

E apenas cinco dias depois dessa final na Argentina, outra: a Supertaça, em Odivelas. Vencer o FC Porto é sempre difícil, mas fazê-lo apesar de todo o desgaste acumulado nesse exigente arranque de época ainda enaltece mais essa conquista, que escapava ao Sporting CP há dez anos?
Poder conquistá-la depois de uma viagem tão longa e a jogar cinco dias seguidos sem parar, e já tínhamos jogado a Elite Cup dias antes... Voltar e poder vencer a Supertaça foi muito satisfatório por tudo o que envolve e representa trazer mais um título para o nosso Museu.

Mais tarde, no final de Abril, revalidaram ainda a conquista da Taça de Portugal, rubricando uma final-four sem golos sofridos. Essa consistência defensiva foi uma das chaves da época?
Foi o que nos levou a poder revalidar a Taça de Portugal. Sinceramente, foi uma final-four com 'nota dez', obviamente. Foi fantástico conquistá-la e, também, da maneira como a conquistámos.

Ofensivamente, pode dizer-se que a final também teve muito de sua: marcou todos os quatro golos da final. Como recorda esse jogo, especialmente aqueles atribulados minutos iniciais que se revelaram muito valiosos?
Uma pessoa lembra-se sempre de quando consegue ajudar a equipa com golos, mas o que sempre ressalvo é o trabalho colectivo, e não só dos jogadores, mas também do staff e da gente que nos rodeia. Foi isso que nos permitiu entrar da melhor maneira na final e o grupo, sinceramente, foi fantástico.

Ora, enquanto capitão, como foi liderar em pista este grupo, que teve de se adaptar a várias mudanças importantes no plantel e correspondeu a uma temporada longa, com 60 jogos, e tantos pontos altos?
Acho que este grupo tornou tudo muito fácil. Ao longo da época a equipa foi fantástica, sempre envolvida no processo e dedicada às tarefas diárias. Uma época de 60 jogos não é nada fácil, mas foi um ano incrível e que nunca mais vou esquecer.

Terminada a época, que momento mais o marcou nesta caminhada?
Houve muitos momentos. Quando se festeja obviamente é sempre bonito e poder voltar da Argentina com o Mundial de Clubes, com a minha mulher e a minha filha à minha espera, foi muito gratificante. Quando se trabalha longe da família, aquilo que mais se quer é poder festejar com eles. Para mim isso foi marcante, tal como poder festejar aqui com os nossos adeptos que nos acompanharam ao longo da época. Foi muito bonito.

Foi uma época de êxito sem paralelo para as modalidades. Que significado tem para o hóquei do Sporting CP ter sido parte decisiva nesse feito?
Diz tudo sobre o nosso trabalho. Quando se trabalha com dedicação acaba por haver resultados e estão aqui à vista. Conquistar estes três troféus resultou de um trabalho incansável durante a época, tanto dos jogadores como da gente que está aqui para nos ajudar.

As conquistas das outras modalidades, com as quais também contactam no dia-a-dia, tornam-se um factor extra de inspiração, neste caso, mútua?
Claramente. Por exemplo, quando jogas a Taça e na semana anterior já outra modalidade o tinha feito e ganha, acho que é uma motivação extra para trazer mais títulos. A verdade é que aqui estamos todos para o mesmo, ou seja, para ganhar e trazer títulos para o nosso Museu.

Parte de tudo isso foram, também, os adeptos. Que mensagem gostaria de lhes deixar depois desta temporada de sucesso?
Só tenho de agradecer e deixar uma mensagem especial aos que estiveram sempre durante a época. Merecem. Nós queríamos mais, obviamente, mas deixámos essa palavrinha para aqueles que estiveram sempre e não nos largaram a mão. Continuem a confiar nesta equipa, porque queremos fazer sempre melhor e esperamos trazer mais taças.