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Futsal

Foto César Santos

"Ganhar é bom, mas ganhar novamente é melhor"

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

Leo, mesmo de leão ao peito, continua a ser o herói de Almaty e o ídolo dos cazaques e acredita estar no lugar certo para conquistar o seu terceiro título europeu

Leo surgiu na zona mista, não apenas para falar aos órgãos de comunicação do Clube – Jornal Sporting e Sporting TV –, únicos nacionais presentes em Almaty para acompanhar a caminhada leonina na final four da UEFA Futsal Cup, mas também aos cazaques, que continuam a idolatrar o fixo brasileiro que adoptou o Cazaquistão também como sua pátria.

"Fizemos um grande jogo contra o Ugra, actual detentor do título de campeão europeu. Defendemos bem os pontos fortes deles, o que fez com que não conseguissem fazer o que mais sabem fazer. Soubemos aproveitar as oportunidades. Acredito que fizemos um belíssimo jogo e merecemos estar na final de domingo. Temos vindo a trabalhar muito forte desde o início da época para chegar a este momento. Se vacilámos no 2-1? Foi mais um azar nosso, ou sorte do Ugra. Não creio que tenhamos vacilado na defesa. São situações que acontecem. Algo que já pode suceder na final", explicou.

Em relação aparente sufoco causado pelos russos nos últimos seis minutos de jogo, com o técnico brasileiro Kaká, do Ugra, a adoptar a estratégia do guarda-redes avançado, o fixo de 29 anos considerou natural a tranquilidade e eficácia que os leões demonstraram nesse particular: "Temos vindo a trabalhar bem essa situação. Esta é uma equipa que tem cinco a seis jogadores que trabalham muito essa situação e estávamos bem preparados para as marcações. Apesar de o Ugra fazê-lo com muita qualidade, mas fizemos muito bem a nossa parte".

Além disso, Leo também recebeu um forte apoio do público, pelas razões explicadas no início. Comentou não apenas essa questão, como o facto de estar à beira de conquistar o seu terceiro título europeu: "É gratificante. Jogar diante dos adeptos do Cazaquistão e ver que têm um enorme carinho, não só por mim como também pelo Sporting CP. Gostaria muito que assim fosse. Como diz um amigo meu, ganhar é muito bom, mas ganhgar novamente é melhor ainda!"

Foto César Santos

"Não queremos ficar por aqui"

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

Merlim foi o autor do primeiro golo com que os leões abriram a vitória frente ao Ugra na meia-final e acabou eleito o Homem do Jogo

Em jogos demasiado equilibrados e onde os resultados são discutidos ao pormenor, com detalhes a fazerem a diferença final, Merlim foi o protagonista do primeiro detalhes com que o marcador do encontro da meia-final da UEFA Futsal Cup, entre o Sporting CP e o Ugra, começou a ser decidido. Foi o autor do golo inaugural, logo no início do segundo tempo.

"Fui feliz nesse lance. No um contra um consfui ultrapassaro meu marcador, mas creio que dominámos o jogo todo. O perigo do adversário vinha sempre da estratégia e com a bola nos pés a nossa eqwuipa foi bem superior. Nestas circunstâncias, quando a equipa fica em vantagem, a tendência é sempre baixar na marcação, só que não foi nada disso que fizemos. Continuámos a pressionar bem o portador da bola e isso foi essencial para o jogo".

Não só pelo golo mas também pelo trabalho que desenvolveu na quadra da Arena Almaty, Merlim acabou por ser eleito o Homem do Jogo, prémio que recebeu das mãos do seleccionador nacional português, Jorge Braz. "É gratificante. Todos os jogadores sonham com isso, só que o mais importante é a vitória do grupo. Sem os meus companheiros e sem a vitória não conseguia ter vencido esta distinção".

Alex Merlim, de 30 anos, referiu-se igualmente, em declarações exclusivas ao Jornal Sporting, ao facto de a equipa ter sabido aguentar a pressão do cinco para quatro no final do encontro. "Como o treinador Nuno Dias já havia dito, treinamos muito a situação de cinco para quatro e o grupo que esteve nos minutos finais fá-lo muito bem. Foram excepcionais. Isso dá-nos mais tranquilidade. Se não treinássemos essa situação poderia dar um pouco mais desespero nessas ocasiões. Por exemplo, na liga portuguesa, quando estamos a ganhar, estamos, também, sempre a defender e isso ajuda bastante".

O ala leonino finalizou com a abordagem ao derradeiro e decisivo encontro de domingo, frente aos espanhóis do Inter Movistar: "Acho que era a nossa 'obrigação' chegar à final, mas o grupo está de parabéns. Fizemos um jogo em que cada um de nós deu mais de 100 por cento. Não queremos ficar por aqui. Não é para ficar só feliz por termos chegado à final. O objectivo é ir em busca do título. Seria sempre uma final difícil, fosse contra quem fosse. São os quatro melhores clubes da Europa que aqui estão e não dá para escolher adversários. Vamos já trabalhar em cima do Inter Movistar e analisar tudo direitinho para dar tudo certo".

Foto César Santos

"Uma verdadeira equipa no sentido da palavra"

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

Nuno Dias estava sereno na conferência de rescaldo da meia-final que carimbou a presença leonina na final e foi assim mesmo que não poupou elogios à sua equipa

Nuno Dias, treinador da equipa de futsal do Sporting CP, chegou tranquilo à sala de conferências da Arena Almaty. Não estava exultante, não sendo claramente o seu género, e a análise acabou por bater em quase todos os pontos que havia referido na antevisão do encontro.

“Foi um jogo equilibrado, mas a vitória é justa. Os nossos jogadores tiveram uma atitude extraordinária, até as melhores ocasiões foram do Sporting CP. Uma palavra para o Ugra que nos levou a um desgaste enorme. Foi a primeira coisa que disse aos jogadores: são uma verdadeira equipa no sentido da palavra. É um privilégio enorme fazer parte deste grupo. A chave esteve na qualidade, na solidariedade deles. Íamos ter as nossas hipóteses e teríamos que sofrer e unirmo-nos. Tínhamos que aproveitar as nossas hipóteses. A resposta que demos foi de união. É justo valorizar isso e dar os parabéns aos jogadores. Agora merecem descansar".

O técnico leonino não quis deixar de explicar em que detalhes, afinal, ficou decidida a partida. "Foi, por exemplo, o primeiro golo, no um contra um do Merlim, que conseguiu driblar o adversário directo. Depois, a forma como defensivamente bloqueámos o jogo de pivô. É preciso não esquecer que são três pivôs de renome mundial, com Leo e Caio Japa a fazerem um bom trabalho. E, no fim, a situação de cinco para quatro. Sofremos um golo que nem foi trabalhado pelo Ugra. De resto, foram seis minutos e meio de exímia marcação".

O treinador do Ugra, Kaká, teve igualmente uma leitura exemplar do desfecho do encontro. Apesar de ter referido que será difícil motivar os jogadores para a disputa de 3.º e 4.º lugares, fez questão de sublinhar que o Sporting CP como finalista da prova é mais do que justo: é merecido. “Pedimos, ao intervalo, para manter o jogo de pivô e arriscar mais nos dribles. Conseguimos alguma superioridade, mas foi muito pouco para aquilo que era exigido no ataque. Mérito da equipa do Sporting CP. Aliás, quero dar os parabéns à equipa que foi muito forte. Foi um vencedor justo. Perdemos com dignidade porque ganhou o mais forte”, rematou.

Foto César Santos

Final pelo pé do mago Merlim

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

Leões seguros e senhores do jogo garantem lugar na final de domingo pelo título europeu com vitória sobre o campeão em título

Reza a lenda da monarquia britânica que o mago Merlim terá sido o guia do rei Artur para que este obtivesse a espada Excalibur que lhe permita ascender ao trono. Fantasias à parte, até porque a final da UEFA Futsal Cup é já uma realidade, o Sporting CP está apenas a um passo de se poder sagrar campeão europeu. A vitória frente ao Ugra, por 2-1, na primeira meia-final, que abriu a competição, assim o determinou.

O sonho tornou-se mais perto a partir do momento em que Alex Merlim desbloqueou, aos cinco minutos da segunda parte, o encaixe táctico que os leões vinham a aguentar frente aos russos do Gazprom Ugra, os detentores do título europeu, a base da selecção russa, duas vezes vice-campeã europeia e actuais vice-campeões mundiais da modalidade. Adversário bem mais potente fisicamente e, acima de tudo, com uma superioridade na altura, o que nas bolas altas fazia toda a diferença

Comecemos pelo início, como de resto deve ser. O encontro principiou de forma bastante nervosa de ambas as partes. De tal forma, que nos primeiros minutos houve algumas picardias, sobretudo entre Chishkala e Leo, com o russo nitidamente a tentar amarelar o brasileiro naturalizado cazaque, que ao entrar em campo na apresentação das equipas recebeu a maior ovação do dia. Ainda assim, foi o Sporting CP que foi criando as maiores ocasiões de perigo. Só o herói cazaque, à sua conta, somou uma mão cheia delas (2'; 3';, sendo a mais perigosa aos 13 minutos, com um remate à trave, na sequência de um pontapé de canto, o que reforça a importância das bolas paradas no sucesso da estratégia leonina).

Sem golos, do primeiro tempo pouco ou nada mais há a referir, a não ser o facto de ambas as equipas terem chegado ao limite das quatro faltas a três minutos do intervalo. Os respectivos time out foram pedidos – primeiro pelo Sporting CP, depois pelo Ugra, separados por 35 segundos –, para afinar as estratégias, mas apenas os russos deram conta do recado, com duas situações de aparente maior aflição para Marcão. Primeiro por Shayakhmetov, com o guardião leonino a desviar com o olhar; a segunda a agarrar com segurança o remate de Chishkala.

Foi na segunda parte que tudo aconteceu. Golos, emoção e sem qualquer traço de nervosismo, o Sporting CP, como Nuno Dias tinha afirmado na véspera, na conferência de imprensa de antevisão do encontro, soube sofrer quando assim tinha de acontecer e aproveitou ao máximo as oportunidades construídas. Aos 23 minutos, com Marcão mais adiantado na quadra, Cavinato falhou a emenda. Estava lançado o mote. Foi precisamente pela ala, desta feita pelo pé do mago Merlim, que os leões se adiantaram no marcador. Ultrapassou Chishkala no corredor esquerdo e bate Kupatadze, que até então tinha estado irrepreensível.

O Sporting CP, em vantagem, começou a arriscar mais, consciente do que tal significava. Aliás, se há motivo de orgulho nesta equipa é que, para além de nunca terem perdido a concentração no que havia para fazer – Marcênio, por exemplo, foi uma sombra do que poderia realmente render ao Ugra –, soube ser paciente e o chavão do colectivo ter estado acima das individualidades fez o sentido que realmente deve ter. E ser.

Diogo, que entrou no segundo tempo para uma exibição de luxo, foi o rosto desse risco calculado aliado a uma confiança de quem sabe o que fazer e quando o devia fazer. A 11 minutos do fim, carrega a bola pelo corredor direito desde a sua área, passando por três russos e ainda rematou com a bola a soprar uma aragem ao poste esquerdo da baliza de Kupatadze. Aliás, o mesmo Diogo acertou no poste dois minutos depois.

Dieguinho tornou o sonho da final ainda mais real ao marcar o 2-0, num lance algo confuso, já no chão, com um toque subtil mas suficiente para bater o guarda-redes russo. Naturalmente, Kaká, técnico do Ugra, pede desconto de tempo e entrar na quadra com Shayakhmetov como guarda-redes avançado. O jogo estava a 6'34'' do fim e o Sporting CP sabia que a partir desse momento começava o trabalho mais doloroso. O tal sofrimento que Nuno Dias havia referido. Aliás, o técnico leonino pareceu premonitório: o jogo terminou exactamente como havia dito que iria acabar, em cinco para quatro. Pormenor delicioso foi ouvir Deo gritar, para os companheiros que entravam de novo em jogo depois do time out: "Gente, confiança!"

O Sporting CP foi estoico na pressão, sério na abordagem à defesa, seguro na perseguição à bola e ao homem que a tinha e até o golo sofrido, a 1'49'' do final do encontro foi um mero tiro de sorte, traído por um pequeno toque em Caio Japa – um autêntico leão na defesa, como o capitão João Matos, que até do banco incentivava os companheiros –, que acabou por enganar Marcão. Nem sequere se pode considerar falha no sistema montado para aguentar o cinco para quatro final.

A cada defesa de Marcão, celebrada pelo próprio e por todos no banco de suplentes como se de um golo se tratasse, o cronómetro caía vertiginosamente.

Os festejos finais, justificados, foram a descompressão de 40 minutos onde a vida se concentrou na quadra da bonita, funcional, mas atrasada Arena Almaty – perdeu a rede de internet antes mesmo do jogo e não houve quem a recuperasse... e custou mais de 200 milhões de euros! O Sporting CP garantiu a presença na final da UEFA Futsal Cup pela segunda vez, novamente em Almaty, defrontando o Inter Movistar, que venceu o Kairat por 3-2.

Foto César Santos

Último ensaio antes da decisão para a final

Por Jornal Sporting
27 Abr, 2017

Derradeiro treino na Arena Almaty só foi aberto à imprensa por 15 minutos

O último treino da equipa de futsal do Sporting CP antes da meia-final da UEFA Futsal Cup decorreu na Arena Almaty ao final desta tarde. A sessão esteve aberta aos jornalistas apenas por 15 minutos, pelo que deu apenas para acompanhar o aquecimento. Nessa fase, Deo e Dieguinho, ambos em dúvida para o encontro de amanhã, frente aos russos do Gazprom Ugra, integraram os trabalhos.

O treino foi a seguir ao que o Ugra efectuou e os jogadores das duas equipas ainda se cruzaram na Arena, como de resto se pode comprovar pela imagem de Deo com o capitão de equipa dos russos, Aleksandr Kopeikin.

Este dia foi marcado, naturalmente, pelas conferências de imprensa dos técnicos e dos capitães de equipa. No entanto, o dia do Sporting já havia começado bem cedo, com uma sessão de treino matinal, embora novamente na Academia Kairat, uma vez que as equipas só têm direito a um treino por dia na quadra onde vão realizar-se os encontros da final-four.

Os leões fecham, assim, a véspera do arranque oficial da competição, com os primeiros dois jogos das meias-finais. O que havia a trabalhar para o sucesso da missão já foi feito. Agora, é esperar que a bola comece a rolar e que os leões, embalados pelo talento e pelo apoio da "família leonina" – como referiu o próprio João Matos na conferência –, consigam alcançar a tão esperada final, meio caminho para a Glória desejada.

Foto César Santos

"Vamos dar à família leonina e ao futsal português o orgulho de estar na final"

Por Jornal Sporting
27 Abr, 2017

Capitão de equipa dos leões, João Matos, lança o desafio de amanhã, da meia-final da UEFA Futsal Cup, na Arena Almaty

Palavra de capitão de equipa no lançamento do encontro que vai decidir o primeiro finalista da UEFA Futsal Cup, colocando frente a frente o Sporting CP e os russos do Gazprom Ugra. João Matos começou por abordar o jogo. "Prevejo-o muito equilibrado, entre duas equipas muito fortes, mais o Ugra, favoritos e detentores do título que vão querer defender. O Sporting CP também tem excelentes argumentos e vai causar grandes dificuldades. Também acredito, à semelhança dos técnicos, que o encontro será decidido nos detalhes".

O líder do grupo verde e branco não esqueceu, igualmente, a 'força brutal' – como está escrito numa das tarjas que decora o balneário leonino [ver reportagem aqui] –, que move qualquer equipa que envergue o leão rampante ao peito. "Realmente, é mais um momento importante e falando do apoio dos adeptos, quem joga no Sporting CP está habituado a ter um grande apoio. Mesmo estando longe, nós sentimo-lo. Sabemos que vai estar alguém para nos apoiar. Para todos os outros que torcem por nós, que nos deixam mensagens diariamente, vamos dar o nosso melhor. De longe. Nem sequer está isso em causa. Ambicionamos muito passar à final, mas temos de dar um passo de cada vez. Se Deus quiser, estamos a 40 minutos da final em que se batalharmos, formos conscientes, vamos dar a todos esses adeptos, aos nossos familiares e, como costumo dizer, à nossa família leonina e até mesmo ao futsal português, o orgulho de estarmos na final", remata.

O capitão de equipa do Ugra, Aleksandr Kopeikin, também fez referência ao apoio dos adeptos, que no Cazaquistão, sobretudo em Almaty, não deixa de ser um ponto importante. O país é, social e culturalmente, uma mistura entre os cazaques de origem mongol – dos tempos de Gengis Khan – e os de origem russa – dos tempos do bloco soviético. "São importantes, claro. Assim como as nossas famílias que também vieram para nos apoiar. Na Rússia, quando perdemos, até as crianças choram e nós choramos junto com elas. Como já foi dito, a nossa equipa é a base da selecção russa e já estivemos a um passo de sermos campeões europeus e mundiais, pelo que para a nossa equipa também isso é uma motivação para ultrapassarmos também este passo, chegar à final. Além disso, temos a motivação extra de vencermos o segundo título consecutivo.

Foto César Santos

"Quem surpreender o adversário sairá vencedor"

Por Jornal Sporting
27 Abr, 2017

Nuno Dias, treinador do Sporting CP, e Kaká, técnico do Ugra, estiveram lado a lado na conferência de imprensa de antevisão à meia-final da UEFA Futsal Cup. Conheça o primeiro frente a frente técnico-táctico fora da quadra

De uma ponta à outra da mesa de conferência de imprensa da Arena Almaty estavam todos alinhados. Treinadores e capitães de equipa. Nuno Dias e João Matos, pelo Sporting CP; Kaká e Aleksandr Kopeikin, pelo Ugra.

As perguntas aos técnicos foram, quase sempre, as mesmas pelo que se divide as respostas por tópicos. À excepção da primeira questão ao técnico leonino, sobre as as preocupações que o conjunto russo lhe causa. "Preocupa-me que esta equipa seja a base da selecção russa que, para referir as últimas competições de selecção, foi duas vezes vice-campeã europeia e uma vez vice-campeã mundial. Estiveram presentes nas últimas três finais e com muitos jogadores do Ugra, mais alguns brasileiros com muita qualidade. Falamos da equipa que é a actual detentora do título em disputa, tendo vencido frente ao Inter Movistar... em Espanha! Tudo isto diz bem da qualidade da equipa que vamos defrontar. Sabemos que vamos ter de sofrer quando não estivermos tão bem no jogo, que vamos ter alguns momentos a nossa favor e aproveitá-los ao máximo para agarrá-los com toda a nossa força". 

– Como tem decorrido a preparação para esta prova?

Nuno Dias: "Preparar estes jogos, em termos de análise, não é muito diferente daquilo que já fazemos. Favorece o facto de estarem num país com muitos fusos horários e os jogadores já estarem habituados a isso, bem como às viagens constantes que têm de fazer. Para nós, seria difícil. Para eles, é a normalidade. Há um outro pormenor que considero importante: o facto de conseguirem utilizar todo o plantel durante todas a época. No Sporting CP, como se sabe, por causa do regulamento, não é possível. Por isso não conseguimos criar tantas rotinas. Não é um ponto a nosso favor. Felizmente, nesta prova, vamos conseguir fazê-lo.

Kaká: "Infelizmente, tal como o Sporting CP, tivemos um jogo para o campeonato no fim-de-semana. Temos também três horas a menos do que aqui, em Almaty, o que para nós é pacífico. Temos essa diferença de fuso em muitas deslocações que fazemos pelo que essa questão não se coloca. Decidimos, por isso, só viajar a 24 horas do jogo porque a equipa já está habituada. Se essa preparação foi a correcta, só resultado irá determinar".

– É reconhecido por ambos os treinadores que é nos detalhes que estará a resolução deste jogo. Que detalhes são esses a que se referem? 

Nuno Dias: "São os pormenores que conseguimos ou não controlar. Situações de um contra um, de estratégia de bola parada, de cinco para quatro – porque acredito que o jogo vai terminar assim mesmo –, é tudo isso que no fim vai faze a diferença. Quem os conseguir interpretar e surpreender o adversário sairá vencedor"

Kaká: "Três falhas do Dínamo que deram três golos. Um deles, há um jogador que se vira de costas e a bola passa-lhe por baixo das pernas; outro que o jogador não vai até ao fim no segundo poste e sofre golo. São este tipo de detalhes aos quais temos de estar muito atentos".

Uma última pergunta, dirigida somente a Kaká, teve o objectivo de saber se tinha ficado satisfeito com o adversário que lhe havia calhado no sorteio ou se teria preferido outro. "Não sou um treinador de polémicas e não vou responder a essa pergunta de forma normal. São três adversários de grande valor. Olhemos para o Inter Movistar: foi muito difícil defrontá-los na final do ano passado. O Kairat: joga em casa, diante dos seus adeptos, tem as suas armas. Defrontamos o Sporting CP e sabemos da equipa que é e do plantel que foi formado com o principal objectivo de ser campeão – europeu. Tem um plantel excelente, bem treinado. Cada um tem o seu valor e debilidades. Como escolher um? Não se consegue". Nuno Dias não quis deixar esta resposta sem um comentário seu, mas sempre com um sorriso na cara ou não houvesse uma boa relação entre ambos: "Kaká foi politicamente correcto, mas tenho a certeza absoluta que qualquer uma das três equipas queria defrontar o Sporting CP na meia-final. É normal que pensem assim, pois é a única equipa que não é cabeça de série, a única presente que nunca venceu este troféu e é, claramente, o menos favorito das quatro", rematou.

No final, a fotografia da praxe com o tão ambicionado troféu.

Foto César Santos

A estreia na quadra negra

Por
26 Abr, 2017

Equipa leonina de futsal realizou o seu primeiro treino na Arena Almaty sem olhares indiscretos

Primeiro contacto do plantel leonino de futsal com a quadra da Arena Almaty, local onde se vai realizar a final-four da UEFA Futsal Cup, deu-se ao final da tarde desta quarta-feira.

Depois da surpresa do balneário [ver reportagem aqui], a equipa realizou uma sessão de trabalhos que durou pouco mais de uma hora, entre aquecimento e exercícios específicos. Numa primeira fase, guarda-redes separados, com o técnico Raul Oliveira; meia-hora depois, em conjunto e sob a orientação de Nuno Dias, já houve fases de jogo. Desta feita, ainda na privacidade da 'família' e de alguns funcionários do pavilhão e da UEFA que ultimavam pormenores para o dia de abertura da competição, amanhã, com as conferências de imprensa de apresentação.

À saída da equipa no regresso ao hotel cruzam-se com a chegada dos espanhóis do Inter Movistar para a sua hora de treino. Os russos do Gazprom Ugra são os únicos que, até ao momento, ainda não chegaram a Almaty. São três mil quilómetros entre as duas cidades (metade do que leões e espanhóis tiveram de fazer), mas mesmo assim virão sempre na véspera do encontro das meias-finais, precisamente frente ao Sporting CP.

Amanhã, quinta-feira, a equipa leonina tem agendados dois treinos. Um matinal, de novo na Academia Kairat, pelas 11 horas (seis da manhã em Portugal continental); e um segundo, de novo na Arena Almaty, pelas 18h45 (13h45). Recorde-se que é também amanhã que Nuno Dias fará a conferência de imprensa de antevisão ao encontro com o Gazprom Ugra. Será 30 minutos antes do início do treino da tarde.

Foto César Santos

Lista de convocados para a UEFA Futsal Cup

Por Jornal Sporting
26 Abr, 2017

Entregue a lista de jogadores escolhidos para a final-four da mais importante competição europeia de futsal

Confira os 14 nomes eleitos para atacar a fase final da UEFA Futsal Cup:

Guarda-redes
Marcão
André Sousa

Fixo
Leo

Universal
Caio Japa

Ala
João Matos
Deo
Paulinho
Varela
Diogo
Merlim
Cavinato
Pany

Pivô
Dieguinho
Fortino

Deo e Dieguinho, ainda a recuperar de lesões [ver boletim clínico aqui], integram a lista final de convocados mas continuam em dúvida para o jogo das meias-finais.

Foto César Santos

Sentiram-se em casa

Por Jornal Sporting
26 Abr, 2017

Plantel de futsal tinha uma surpresa preparada na primeira vez que entrou na Arena Almaty: o balneário decorado por uma força brutal

Na primeira vez que a equipa de futsal do Sporting CP entrou na Arena Almaty houve surpresa. O staff técnico trocou a manhã de folga por uma visita de antecipação ao palco da final-four da UEFA Futsal Cup para decorar o balneário reservado aos leões. Os cacifos foram personalizados com imagens de cada um dos jogadores presentes na comitiva. Jogadores, só? Não, também a equipa técnica teve direito a ser surpreendida: Nuno Dias (de fato, à mister!), Paulo Luís e Raul Oliveira tinham igualmente os seus lugares a rigor.

Um espaço bem amplo transformou-se numa área acolhedora onde também não faltaram as tarjas verdes e brancas, com imagens das bancadas de Alvalade repletas e onde se podia ler 'a nossa força é brutal'. Bandeiras com imagens dos jogadores em acção penduradas nas paredes deram um toque diferente, de quem só se pode sentir em casa.

A entrada foi feito com olhares de surpresa e admiração e, entre o plantel, lá surge João Matos, capitão de equipa, que sorriu e disse para a equipa: "Não pensem que foi a UEFA que nos decorou isto..."

Não perderam tempo a agradecer. Sem palavras. Simplesmente fizeram uma roda e, como os miúdos que não conseguem estar muito tempo sem a bola nos pés, estiveram em passes de apenas um toque – para se perceber que o balneário é, de facto, um espaço bem amplo. Alguns ainda de meias, mas todos numa diversão que deu a entender perfeitamente: sentem-se em casa. Objectivo cumprido.

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