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Foto João Pedro Morais

Primeiro golpe na final é dos Leões

Por Sporting CP
19 Jun, 2022

Futsal vence dérbi emotivo no prolongamento e abre decisão na frente (5-4 a.p)

A equipa principal masculina de futsal do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, este sábado, o SL Benfica por 5-4, após prolongamento, no jogo inaugural da final dos play-offs do Campeonato Nacional – disputada à melhor de cinco jogos.

Tudo se decidiu na segunda parte do prolongamento com um pontapé fulminante de Pany Varela a soltar a festa verde e branca num Pavilhão João Rocha repleto. No entanto, muito tiveram de suar e lutar os comandados de Nuno Dias, que estiveram quase sempre em desvantagem no marcador: conseguiram transformar com mérito um 1-3 em 3-3 no segundo tempo e depois de mais um golo sofrido seria Cavinato, a um minuto do fim do tempo regulamentar, a forçar o prolongamento com o 4-4. Esteban Guerrero, Erick Mendonça e João Matos apontaram os restantes golos Leoninos numa grande noite na casa das modalidades.

Pela quarta vez consecutiva, Leões e águias estão frente a frente na discussão da final dos play-offs e para esta primeira partida Nuno Dias, técnico verde e branco, apostou de início em Guitta, João Matos, Erick Mendonça, Alex Merlim e Diego Cavinato.

Numa fase em que ainda iam entrando adeptos para as bancadas, o SL Benfica conseguiu aproveitar uma transição rápida para chegar à vantagem. Um golo madrugador que, por sua vez, só fez com que o apoio Sportinguista se intensificasse – Pavilhão João Rocha esteve repleto - e o empate Leonino chegou cerca de um minuto depois: Pany Varela flectiu da direita para dentro e assistiu Esteban Guerrero, que na área foi oportuno e eficaz a finalizar de primeira. Início frenético no dérbi e assim continuaria, como é habitual.

A turma de Alvalade continuou em crescendo e, com três defesas cruciais, só André Sousa, guardião adversário, foi evitando a reviravolta. Pouco depois, André Sousa perdeu a bola à entrada do meio-campo Leonino e só uma falta de Afonso Jesus – viu cartão amarelo – impediu Erick de alvejar a baliza deserta.

Apesar da maior produção ofensiva dos Leões de Nuno Dias, foi o conjunto encarnado a fazer o 1-2, por Chishkala e novamente após uma recuperação de bola em zona alta. O Sporting CP voltou a ter de ir atrás do resultado na primeira parte e foi por muito pouco que, tal como no início, não respondeu com rapidez: Zicky Té – de regresso às quadras depois de mais de um mês e meio de ausência - recebeu de costas e assistiu Tomás Paçó que, depois de fintar André Sousa, acertou no poste.

Os Leões procuraram materializar essa reacção, mas o remate de Merlim, na sua jogada habitual, saiu à figura. Mais eficaz seria, de novo, o SL Benfica, que através de Jacaré voltou a aproveitar uma bola perdida pelos Leões em zona proibida, castigando severamente a formação de Nuno Dias. Até ao fim dos primeiros 20 minutos, Guitta, Merlim – duas vezes - e Tomás Paçó ficaram perto de marcar, porém André Sousa continuou a fazer a diferença entre os postes.

Em busca de reentrar na discussão desde o reatamento, Cavinato – remate cruzado e ao lado – mostrou ao que vinha a turma de Alvalade e Erick, logo a seguir, confirmou-o com o 2-3 na sequência de uma bola parada. O Pavilhão João Rocha fazia-se ouvir e queria mais. Não seria à primeira – André Sousa defendeu o remate de Pany -, mas na bola parada que se seguiu João Matos não deixou a bola cair e, de primeira, rematou de forma perfeita para o merecido empate, soltando a festa nas bancadas. Reentrada de luxo do conjunto de Nuno Dias, 3-3 no marcador e o dérbi parecia relançado, contudo aos 28 minutos Tayebi colocou mais um obstáculo ao Sporting CP com o repentino 3-4.

Já nos últimos dez minutos, Pany, primeiro, e Esteban, depois, tiveram tudo nos pés para restabelecer a igualdade, mas uma bola no ferro e um corte decisivo, respectivamente, impediram o golo. Os Leões iam ‘sufocando’ as águias, que quase não conseguiam manter a posse de bola, mas faltou melhor pontaria também a Cavinato.

Com três minutos e meio por jogar neste primeiro embate da final, Nuno Dias apostou, por fim, em Merlim como guarda-redes avançado e as oportunidades foram-se dividindo – Arthur rematou à barra. Tudo se decidiria nos instantes finais e seria o Leão a dar mais um ‘murro na mesa’: a um minuto do fim, João Matos isolou Cavinato com mestria e o italo-brasileiro não tremeu, provocando a loucura nas bancadas e o prolongamento.

Nos primeiros cinco minutos, Arthur voltou a ameaçar, mas foi verde e branco o ascendente, embora sem eficácia condizente. Pauleta, após lance mágico de Zicky – túnel sobre Rômulo –, ficou perto e nem a superioridade numérica momentânea por expulsão de Jacaré daria, apesar das oportunidades, para que os Leões chegassem à liderança do marcador pela primeira vez na partida.

No entanto, esse golo – e o 5-4 – chegaria, finalmente, a pouco mais de três minutos do fim, já na segunda parte do prolongamento, quando se acumulavam as queixas físicas de parte a parte. Num lance de insistência, Pany rematou de forma fulminante para aquele que seria o golo da vitória, lançando o Sporting CP na frente da final.

Agora, o dérbi passa para a Luz, onde Leões e águias se voltam a enfrentar na quarta-feira, novamente às 21h00.

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Guitta [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Fernando Cardinal, Erick Mendonça, João Matos [C], Pauleta, Diego Cavinato, Pany Varela, Alex Merlim, Esteban Guerrero.

Foto Isabel Silva

Nuno Dias: "Encham o Pavilhão João Rocha"

Por Sporting CP
17 Jun, 2022

Leões e águias iniciam a final dos play-offs no sábado (21h00)

A equipa principal masculina de futsal do Sporting Clube de Portugal disputa, este sábado às 21h00, o primeiro jogo da final dos play-offs do Campeonato Nacional. Mais uma vez, o adversário na decisão será o SL Benfica e Nuno Dias, na antecâmara da partida, abordou em declarações à Sporting TV, a preparação dos Leões para uma das fases "de que mais gostam".

"A preparação está a ser boa, os jogadores estão a chegar à fase de que mais gostam: os momentos de decisão que dão os troféus. É para isso que trabalhamos e sinto o plantel confiante e a trabalhar com afinco e motivação. Vamos estar preparados para enfrentar o jogo um", começou por dizer o treinador verde e branco.

Entre as duas equipas e rivais, há muito que os segredos deixaram, tal tem sido o grande número de vezes que se defrontaram temporada após temporada e, sobretudo, nas decisões - esta será quarta final consecutiva do campeonato discutida entre os dois emblemas. Ainda assim, Nuno Dias adiantou que há sempre lugar para a correcção de detalhes: "Cada vez há menos segredos entre as equipas, mas temos a mesma preocupação e acredito que o SL Benfica também. Temos de canalizar as forças, ver vídeos e comportamentos, perceber os padrões de jogo e como se defrontam umas contra as outras. No nosso caso, quando defrontamos o SL Benfica há comportamentos que normalmente se repetem e é em função dessas situações que por vezes ajustamos certos detalhes. No entanto, chegamos a Junho e já não há nada para alterar drasticamente, mas sim pequenos ajustes que queremos aprimorar para estarmos preparados para sábado".

De seguida, o treinador dos Leões analisou as meias-finais do rival, realçando algumas das notas tiradas. "O SL Benfica venceu os dois jogos das meias-finais pela margem mínima. Com momentos de grande dificuldade, outros em total superioridade. O Eléctrico FC apresentou-se muito bem, na minha opinião, e criou bastantes dificuldades ao SL Benfica. Também olhámos para esses jogos e vimos alguns detalhes", referiu, reconhecendo também que a análise, no entanto, incide mais nos dérbis disputados nesta época: "Na da Taça de Portugal sofremos dois golos de canto e no jogo da Luz também, e não é normal sofrermos tantos golos de estratégia. Esses são alguns detalhes que vamos ter de ajustar, mas não há nada a alterar, até porque temos estado francamente bem diante deste rival".

Por fim, com a caminhada na grande final a começar no Pavilhão João Rocha, Nuno Dias enalteceu a importância do apoio Sportinguista na decisão: "Temos sempre um apoio incansável e não esperamos menos do que isso. Encham o Pavilhão João Rocha, os jogadores precisam e merecem-no por aquilo que é o trabalho deles e pelas alegrias que têm dado aos adeptos. Espero que nos ajudem nesta caminhada".

Foto João Pedro Morais

Esforço hercúleo no dérbi sem recompensa

Por Sporting CP
12 Jun, 2022

Superação Leonina não foi suficiente numa ‘negra’ dramática (5-7 a.p.)

A equipa principal masculina de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal caiu, este domingo, nas meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional, tendo perdido diante do SL Benfica por 5-7 no quinto e último jogo da série. Num Pavilhão João Rocha absolutamente lotado e ao rubro, presenciou-se uma ‘negra’ entre rivais que teve de tudo e mais, decidindo-se apenas nos detalhes, já no prolongamento.

Fruto, sobretudo, da diferença na eficácia e nas bolas paradas, os Leões correram atrás do resultado durante praticamente todo o encontro, mas superação nunca faltou aos comandados de Paulo Freitas: foram melhores na primeira parte mesmo saindo a perder por 1-3, em cinco minutos recuperaram para 3-3 e num final dramático transformaram um 3-5 num 5-5 a oito segundos do fim – um prémio merecido, mas que se viria a revelar curto.

Para o dérbi decisivo, o treinador Paulo Freitas apostou de início em Ângelo Girão, Matías Platero, Gonzalo Romero, Ferran Font e Toni Pérez e foram os Leões a assumir a iniciativa, empurrada pelo ruidoso apoio das bancadas. De longe, Romero foi o primeiro a testar a atenção de Pedro Henriques, guardião encarnado, mas os primeiros minutos ficaram marcados pela pouca acção perto de ambas as balizas.

No entanto, contra a corrente do jogo, que ia tendo um Sporting CP mais controlador com bola, as águias chegaram à vantagem, aos sete minutos, num remate repentino de Diogo Rafael num contra-ataque. Na resposta dos Leões, Platero e Font ficaram muito perto do empate em duas oportunidades consecutivas em transição. Nas bancadas, o apoio dos Sportinguistas era ininterrupto.

Depois, foi Alessandro Verona a atirar, por duas vezes, para defesa de Pedro Henriques, que também travou uma potente stickada de Romero e ia fazendo a diferença. Além disso, a eficácia sorriria de novo aos encarnados: a dez minutos do descanso, Pol Manrubia fez o 0-2 num lance rápido e de insistência. Por sua vez, a reacção verde e branca não podia ter sido mais rápida e cerca de um minuto depois estava feito o 1-2. Após falta sobre João Souto na área, Romero encarregou-se de bater o penálti com mestria para a ‘explosão’ de alegria no Pavilhão João Rocha.

Logo a seguir, o argentino ainda ameaçou o empate, que voltaria a ficar muito perto no lance seguinte: num momento de magia, Ferran Font arrancou desde o seu meio-campo defensivo, driblou dois adversários e viu a bola ficar a escassos centímetros de ultrapassar a linha de golo. Era cada vez mais sufocante o cerco Leonino à área rival, sucederam-se as investidas e stickadas, mas foi o SL Benfic a festejar, aproveitando a décima falta dos Leões. Girão ainda defendeu a bola parada, que teve de ser repetida e aí Carlos Nicolia fez o 1-3.

Não havia tempo para respirar e praticamente no lance seguinte Romero sofreu falta na área e teve a oportunidade de reduzir de imediato, porém Pedro Henriques, desta vez, levou a melhor. Para trás ficaram 25 minutos em que o Sporting CP foi melhor, mas a diferença na eficácia castigou em demasia os comandados de Paulo Freitas.

No derradeiro período desta ‘negra’ teria de ser a turma de Alvalade a procurar a reviravolta e foi com a mira na baliza adversária que reentrou: Font atirou para defesa, Verona finalizou por cima e Pérez no ferro, tudo isto nos primeiros três minutos. Ainda assim, a insistência seria recompensada e logo a seguir Ferran Font deu a volta à baliza e foi certeiro na stickada, relançando a discussão (2-3).

A avalanche ofensiva continuou e aos cinco minutos da segunda parte o Pavilhão João Rocha ‘veio abaixo’ quando Verona, em zona frontal, apontou o merecido 3-3. Reentrada de Leão, agora com eficácia condizente e um ambiente tremendo nas bancadas. Seguiu-se ainda a décima falta encarnada, porém Font não conseguiu culminar a reviravolta na bola parada.

Por sua vez, o SL Benfica – novamente mais eficaz – chegou ao 3-4 por Pablo Álvarez a quase 14 minutos do fim e, de seguida, Platero viu o cartão azul. Na respectiva bola parada, Girão fechou a baliza, mas na sequência Lucas Ordoñez fez o quinto das águias, anulando a grande recuperação verde e branca.

De imediato ainda se abriu uma oportunidade para os Leões reduzirem, mas Romero não conseguiu converter a bola parada nem a recarga, depois de um cartão azul a Ordoñez. Com os últimos dez minutos pela frente, Verona, Pérez e Romero ameaçaram marcar, mas faltou melhor pontaria para contrariar a postura cada vez mais defensiva dos encarnados.

A menos de cinco minutos do fim, o incansável Nolito ressuscitou o Sporting CP com o 4-5 e deixou tudo em aberto na ‘negra’, que se precipitou para um final dramático. Girão, mais uma vez, manteve vivos os Leões ao defender um livre directo de Nicolia – cartão azul a Font – e mesmo em inferioridade numérica Romero teve no stick a chance do empate, após a 15.ª falta, do SL Benfica, mas sem sucesso.

Já com seis unidades em pista, a turma de Alvalade foi em busca do tudo ou nada com o tempo a correr contra si e foi feliz: com oito segundos em falta, Romero encheu-se de inspiração para, finalmente, fazer o 5-5 e pôr o Pavilhão João Rocha em ebulição, garantindo o prolongamento.

No entanto, as contrariedades não pararam para o Sporting CP, que a 30 segundos do fim dos primeiros cinco minutos viu Edu Lamas fazer o 5-6 e obrigar os Leões a superarem-se, mais uma vez. Determinados até ao fim, resistiram a mais uma bola parada - Ordoñez acertou na trave – e tentaram novamente tudo para chegar ao empate, mas desta vez sem o merecido prémio. O 5-7 final chegaria já com a baliza Leonina deserta, quando a turma de Alvalade estava com seis jogadores de campo.

O esforço hercúleo dos Leões seria reconhecido pelos adeptos que encheram o pavilhão, brindando a equipa com uma sonora ovação.

Sporting CP: João Almeida, Ferran Font, Alessandro Verona, Matías Platero, João Souto, Toni Pérez, Ângelo Girão [GR] [C], Henrique Magalhães, Zé Diogo [GR] e Gonzalo Romero.

Foto João Pedro Morais

Paulo Freitas: "Continuamos na luta"

Por Sporting CP
10 Jun, 2022

Técnico analisou dérbi na Luz

Terminado o jogo quatro das meias-finais dos play-offs do campeonato, Paulo Freitas, treinador da equipa principal de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal, compareceu em conferência de imprensa para analisar o encontro, frisando também as várias adversidades enfrentadas.

"Fizemos um excelente jogo na Luz, procurámos aquilo que nos trazia vantagem, controlamo-nos emocionalmente e voltamos a reagir a adversidades. Neste jogo tivemos seis bolas paradas contra e uma a favor. Há uma excelente decisão no jogo e quero realçar isso: o golo anulado ao Sporting CP na primeira parte é bem anulado. Depois, há um conjunto de decisões que não se percebem... Mas continuamos na luta", disse aos jornalistas na sala de imprensa do pavilhão encarnado, acrescentando: "Tínhamos a noção que isto podia ser longo e tanto que vamos a quinto jogo". De seguida, enalteceu o espectáculo proporcionado pelas duas equipas em pista e pelos adeptos, considerando também que - sobre o período que se seguiu ao 1-3 dos Leões - quando a equipa de arbitragem tem "protagonismo" no jogo, "normalmente as coisas descontrolam-se". 

Olhando já para a 'negra' que se avizinha, Paulo Freitas sublinhou que "agora os jogadores estão fatigados, mas no domingo vão dar tudo". "A nossa rotação foi diferente, tivemos um jogador castigado nestes dois jogos [Henrique Magalhães], mas temos de perceber que nesta fase temos de recuperar os jogadores e analisar o que fizemos menos bem", completou.

Finalmente, o técnico apontou baterias a importância dos adeptos nessa partida, que terá como palco o Pavilhão João Rocha, fruto da melhor classificação do Sporting CP (segundo) comparativamente ao SL Benfica (terceiro) na fase regular: "Lanço um apelo aos Sportinguistas para comparecerem em massa para que nos possam ajudar e empurrar. Acreditem em nós, porque vamos deixar tudo, tal como fizemos hoje".

Foto João Pedro Morais

Decisão segue para a 'negra'

Por Sporting CP
10 Jun, 2022

Jogo de reviravoltas deixou tudo empatado na meia-final

A equipa principal masculina de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal caiu, esta sexta-feira, frente ao SL Benfica por 5-3 no jogo quatro da meia-final dos play-offs do Campeonato Nacional. Com este resultado, a eliminatória – discutida à melhor de cinco jogos - volta a ficar empatada (2-2) e tudo se decidirá, este domingo (18h30), no Pavilhão João Rocha, que acolherá o quinto e último encontro entre os dois emblemas.

Depois de os Leões terem respondido de forma categórica ao golo madrugador encarnado, virando o resultado para 1-2 antes do intervalo e fazendo o 1-3 já na segunda parte, seguiram-se várias adversidades para o lado verde e branco (6-1 em livres directos) que acabaram por pesar no desfecho - favorável ao SL Benfica após nova cambalhota no marcador.

Para este dérbi na Luz, o treinador Paulo Freitas lançou Ângelo Girão, Matías Platero, Gonzalo Romero, Ferran Font e Toni Pérez de início - Henrique Magalhães cumpriu o seu último jogo de suspensão. Com a partida a todo o gás desde o apito inicial, não faltou acção - nem golos - nos primeiros instantes. A turma de Alvalade até começou mais perigosa, no entanto mais eficazes foram as águias, que chegaram ao 1-0 por Lucas Ordoñez, logo à passagem do segundo minuto.

Sem sentir o golpe, os Leões continuaram a somar aproximações à baliza adversária e foram rapidamente premiados: com seis minutos decorridos, Romero arrancou e, de longe, stickou com força para o empate na Luz. Daqui em diante, o ritmo ofensivo diminuiu de parte a parte, com as duas formações mais organizadas e o equilíbrio foi-se tornando a nota dominante.

A pouco mais de nove minutos do intervalo, o Sporting CP fez golo numa jogada entre Verona e João Souto, mas esta viria a ser anulada pela equipa de arbitragem. Não foi à primeira, seria à segunda para o camisola 44 dos Leões, que novamente nas imediações da área não perdoou e desta vez a contar. Estava consumada a reviravolta no marcador a cerca de seis minutos do descanso, com o conjunto de Paulo Freitas a responder com categoria ao golo madrugador encarnado.

No último esforço do SL Benfica, o poste e um Girão inspirado na baliza verde e branca evitaram qualquer alteração no resultado e o 1-2 seguiu para os derradeiros 25 minutos – os quais abriram de imediato com a décima falta Leonina, cuja bola parada foi também travada por Girão.

À procura de se manter viva nos play-offs, a formação da casa reentrou forte e a tentar cercar a baliza verde e branca, porém a turma de Alvalade não abanou defensivamente e quando conseguiu sair numa rápida transição fez o 1-3: Romero recuperou, conduziu, assistiu Verona e o hoquista italiano finalizou com sucesso.

No entanto, pouco depois, dois cartões azuis consecutivos para o Sporting CP – um para Font e outro para Platero – relançaram de imediato a discussão e mudaram o rumo dos acontecimentos. Girão ainda levou a melhor sobre Nicolia na primeira bola parada, mas na segunda chegou o 2-3. Ainda em inferioridade numérica, os Leões não cederam e resistiram com mérito às investidas encarnadas e, logo a seguir, só o ferro impediu o golo a Font após a décima falta do SL Benfica.

Cada vez mais vivo, o dérbi entrou numa fase frenética, com muita luta e constantes vaivéns e a incerteza aumentou. O número de faltas foi aumentando e multiplicaram-se as bolas paradas para as águias, que não só chegariam ao empate como a seguir fizeram, num livre directo, o 4-3 - ambos por Ordoñez -, virando de novo o resultado quando faltavam dez minutos para o fim.

A turma de Alvalade, balanceada no ataque, ainda tentou responder, mas nas melhores oportunidades Leoninas Pedro Henriques defendeu as stickadas de Font e Verona. Por sua vez, lá atrás, Girão defendeu mais uma bola parada – a 15.ª falta – e a recarga, mantendo os Leões à procura do empate, que mesmo com um 5v4 no último minuto não chegaria. Já nos últimos segundos, o SL Benfica aproveitou a baliza deserta para fazer o 5-3 final e confirmar a ‘negra’ deste domingo para decidir quem se juntará ao FC Porto na final.

Sporting CP: Ângelo Girão [GR] [C], João Almeida, Filipe Martins, Ferran Font, Alessandro Verona, Matías Platero, João Souto, Toni Pérez, Gonzalo Romero e Zé Diogo [GR].

Foto João Pedro Morais

Paulo Freitas: "Fomos melhores em praticamente todos os momentos"

Por Sporting CP
07 Jun, 2022

Treinador reagiu ao triunfo no dérbi

No final da vitória da equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal na recepção ao SL Benfica (4-2), Paulo Freitas destacou a qualidade do dérbi e elogiou os seus jogadores.

"Assistimos a um enorme jogo de hóquei com duas grandes equipas com grandes executantes. Acho que fomos melhores em praticamente todos os momentos do jogo. A minha equipa demonstrou uma capacidade de sofrimento enorme e um rigor táctico fantástico, o que me deixa satisfeito", começou por dizer aos jornalistas no auditório do Pavilhão João Rocha.

Ainda no rescaldo do segundo jogo das meias-finais, na Luz, Paulo Freitas explicou que "são situações a lamentar": "Falo pela minha equipa e pelos meus jogadores. O que lhes disse é que o nosso foco tem de ser no jogo, que é o importante. Condenámos internamente o que se passou, disse-lhes aquilo que tinha a dizer. Foi um momento de descontrolo total de parte a parte. Tem de haver equidade nas decisões e estamos perfeitamente preparados para assumir a consequência e a responsabilidade dos actos".

Sobre os castigos a que os jogadores do Sporting CP estão sujeitos, o treinador verde e branco assegurou que tem "de estar preparado para tudo". "Estamos muito focados para deixar a pele em pista e lutar pelo objectivo de conquistar mais uma vitória para seguir em frente na competição. O facto de ficarmos com um plantel ainda mais curto coloca-nos dificuldades", admitiu Paulo Freitas, que dedicou a vitória desta terça-feira a Toni Pérez.

"O Toni Pérez tem passado por momentos complicados e fez anos hoje. É um indivíduo de um grande carácter e queremos dedicar-lhe a vitória", frisou.

Sobre o quarto jogo, marcado para esta sexta-feira na Luz, o técnico quer "dar a mesma resposta e colocar a mesma qualidade e capacidade de superação em pista". "A este nível, os pormenores fazem a diferença. Vamos trabalhar para recuperar os jogadores numa fase adiantada da época", acrescentou.

Por fim, Paulo Freitas falou da prestação das bancadas do Pavilhão João Rocha: "Um Pavilhão como o de hoje é indescritível e a ajuda ainda é mais acentuada. Queremos puxar pelos adeptos e queremos que eles puxem por nós. Eles percebem quais são os momentos mais importantes, percebem quando precisamos deles. É fantástico percebermos que temos esta força enorme a empurrar-nos".

Foto João Pedro Morais

Dérbi é verde e branco

Por Sporting CP
07 Jun, 2022

Sporting CP em vantagem nas meias-finais dos play-offs

A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal recebeu e bateu, esta terça-feira, o SL Benfica por 4-2 no terceiro jogo das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional. Com este resultado, a vantagem na eliminatória voltou a ser Leonina.

Com um ambiente frenético num Pavilhão João Rocha perto de estar cheio, os dois conjuntos protagonizaram um dérbi naturalmente equilibrado. Foi o SL Benfica a inaugurar o marcador aos seis minutos por intermédio de Lucas Ordóñez, mas o Sporting CP respondeu com a procura rápida do empate.

Conseguiu-o aos 12 minutos, quando Ferran Font conduziu um contra-ataque, tabelou com Toni Pérez e fez o desvio final à boca da baliza das águias. Foi a primeira explosão de alegria na casa das modalidades verde e branca.

O internacional espanhol esteve muito perto do 'bis' pouco depois, quando acertou no ferro, mas o 2-1 para o Sporting CP chegaria mesmo ainda na primeira parte.

Aos 22 minutos, Carlos Nicolía viu o cartão azul e Gonzalo Romero foi chamado a converter o livre directo para o emblema de Alvalade. À primeira, o argentino falhou o alvo, mas recuperou a bola e, à segunda, não perdoou. Reviravolta consumada para a formação de Paulo Freitas.

O resultado não viria sofrer mais alterações até ao intervalo e o Sporting CP recolheu aos balneários na frente.

O início da segunda metade não foi positivo para os visitados, que viram a equipa de arbitragem exibir um cartão azul a Alessandro Verona e outro a Gonzalo Romero. Contudo, Carlos Nicolía não marcou de livre directo e, pouco depois, viu também ele o cartão azul.

Agora do lado contrário, foi Ferran Font a não aproveitar a bola parada e o SL Benfica podia ter feito o 2-2, mas Ângelo Girão realizou uma enorme defesa aos 29 minutos.

Edu Lamas viu, logo a seguir, o cartão azul por uma agressão a Matías Platero e o Sporting CP teve mais um livre directo, mas, desta feita, Gonzalo Romero acertou no poste.

Finalmente, aos 36 minutos, chegou o 3-1. Do meio da rua, Alessandro Verona atirou ao ângulo e bateu Pedro Henriques. Um grande golo do italiano que voltou a colocar o Pavilhão João Rocha de pé.

Era o Sporting CP que estava por cima e percebia-se que o 4-1 era apenas uma questão de tempo. Prova disso foram as duas grandes oportunidades de golo para Matías Platero e a chance de Alessandro Verona.

O quarto tento dos Leões aparece as 45 minutos, com João Souto a finalizar com sucesso depois de uma tremenda assistência de Ferran Font. 4-1 e, pela primeira vez neste dérbi, uma diferença de três golos.

O Sporting CP atingiu as dez faltas e o SL Benfica podia ter reduzido de livre directo, mas Ângelo Girão defendeu a investida de Lucas Ordóñez, que viria mesmo a marcar dois minutos depois.

Apesar das várias oportunidades para os dois lados, foi o 4-2 que prevaleceu no final dos 50 minutos.

O Sporting CP vai visitar o SL Benfica na sexta-feira para o quarto jogo das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional. Em caso de vitória, o emblema de Alvalade garante um lugar na final.

Sporting CP: Ângelo Girão [C] [GR], João Almeida, Filipe Martins, Ferran Font, Alessandro Verona, Matías Platero, João Souto, Toni Pérez, Gonzalo Romero e Zé Diogo Macedo [GR].

Foto João Pedro Morais

Leoas fecham segunda fase no segundo lugar

Por Sporting CP
15 maio, 2022

Eficácia nas bolas paradas decidiu dérbi de hóquei em patins (2-4)

A equipa principal feminina de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal recebeu, este domingo, o SL Benfica e caiu por 2-4 na partida da 14.ª – e última - jornada do Grupo 1 da segunda fase do Campeonato Nacional.

Depois de inícios perfeitos das Leoas em ambas partes, a eficácia nas bolas paradas – águias apontaram os três primeiros golos dessa forma – acabaria por pesar no desfecho desfavorável às Leoas, que assim terminaram a segunda fase no segundo lugar e sofrendo um desaire depois de seis triunfos consecutivos. Agora, para a turma de Alvalade segue-se o play-off de apuramento de campeão – com eliminatórias disputadas à melhor de três jogos – onde tudo se decidirá no que respeita ao título nacional.

Para o último encontro da segunda fase, com os dois emblemas rivais separados por três pontos, o treinador Nuno Pinto lançou a guardiã Cláudia Vicente, Sofia Moncóvio, a capitã Ana Catarina Ferreira, Rita Lopes e Rute Lopes no cinco titular e o início não podia ter sido melhor. Quando ainda não estava cumprido o primeiro minuto, as irmãs Lopes protagonizaram uma transição rápida e Rute assistiu Rita, que só teve de encostar para conseguir uma vantagem madrugadora e um ânimo reforçado na procura do primeiro lugar.

Aguerrida e organizada defensivamente, a turma de Alvalade exibiu-se a bom nível, saindo rapidamente e com perigo em contra-ataque – Inês Vieira ficou perto do segundo - mas mostrando-se também capaz em organização ofensiva. Até ao primeiro desconto de tempo, pouco depois dos dez minutos, o SL Benfica tentou esboçar uma reacção e cresceu na partida, porém Cláudia Vicente mostrou-se muito segura entre os postes.

A seguir, o jogo entrou numa fase de parada e resposta com perigo para as duas balizas: Inês Vieira stickou forte e ligeiramente ao lado, enquanto a encarnada Marlene Sousa acertou no ferro. Já sem Rute Lopes em pista – uma bolada no rosto afastou-a do resto da partida – a fortaleza defensiva das Leoas de Nuno Pinto evidenciou-se – com um contributo assinalável de Cláudia Vicente - mostrando os predicados que fazem do Sporting CP a equipa menos batida a nível nacional (15 golos sofridos à entrada para esta jornada).

No entanto, a pouco mais de um minuto para o intervalo, o ritmo e a acção aumentaram, com a recta final a sorrir às águias. Do lado verde e branco, Ana Catarina Ferreira e Sofia Moncóvio não conseguiram ludibriar a guarda-redes Maria Vieira, enquanto o SL Benfica, por sua vez, aproveitou uma bola parada – convertida por Raquel Santos – para chegar ao 1-1. Ainda assim, o primeiro tempo não acabaria sem um penálti também para o Sporting CP, porém Maria Vieira levou a melhor também sobre Rita Lopes e fixou o empate no fim dos 25 minutos.

Apesar disso, o reatamento seria uma repetição dos minutos iniciais e com ele veio o ímpeto Leonino e também um golo repentino da formação verde e branca: depois de uma ameaça de Ana Catarina Ferreira, Inês Vieira apontou o 2-1. Este novo início de sonho, contudo, rapidamente se torceu.

Se a capitã das Leoas não foi capaz de converter um livre directo para dilatar a vantagem, do outro lado Raquel Santos e Catalina Flores foram mais eficazes e chegaram ao 2-3 com mais dois golos de bola parada. Os índices de eficácia nestas situações iam fazendo a diferença no marcador, castigando severamente a boa prestação do Sporting CP. Pouco depois, o SL Benfica fez o quarto por Marlene Sousa, deixando as contas cada vez mais complicadas para as Leoas de Nuno Pinto, que ainda assim nunca viraram a cara à luta.

A cerca de dez minuto do fim, Macarena Ramos, das águias, viu o cartão azul e Ana Catarina Ferreira voltou a ter um mano-a-mano com Maria Vieira, contudo a guarda-redes encarnada continuou intransponível nestes lances. Até ao final do dérbi, apesar das oportunidades criadas, sobretudo pelas Leoas, o marcador não voltou a mexer, tornando definitivo o 2-4.

Nesta segunda fase, o Sporting CP acabou com 34 pontos (11V 1E 2D) e sendo a melhor defesa do Grupo 1 com 19 golos sofridos.

Sporting CP: Alice Vicente [GR], Sofia Moncóvio, Inês Açoreira, Inês Arrais, Inês Vieira, Rita Batista, Cláudia Vicente [GR], Ana Catarina Ferreira [C], Rita Lopes, Rute Lopes.

Foto Isabel Silva

Ivan Kostourkov: "Carácter e atitude ditaram este resultado"

Por Sporting CP
08 maio, 2022

Treinador-adjunto enalteceu a terceira conquista da época

Após a vitória Leonina na final da Taça de Portugal, Ivan Kostourkov, treinador-adjunto da equipa de basquetebol do Sporting Clube de Portugal analisou o encontro ao Jornal Sporting em zona mista, realçando a postura dos seus jogadores ao longo do encontro, apesar das adversidades.

"Há dois 'pesos' num desportista: talento e carácter e nós demonstramos isso aqui", começou por dizer aos jornalistas, continuando: "Acho que fizemos o caminho mais difícil na competição. Primeiro, jogámos com a equipa da casa, que é uma das mais bem estruturadas em Portugal e depois jogámos com o FC Porto e agora com o SL Benfica. São três jogos que pesam e tivemos algumas limitações [ausências de Micah Downs e Tanner Omlid] e o Patton também estava lesionado, mas conseguiu ter forças para jogar. O carácter e a atitude ditaram este resultado", sentenciou.

Depois, o técnico enalteceu o significado desta conquista, que reforça a hegemonia verde e branca na modalidade. "Vínhamos de alguns resultados menos positivos e acho que com esta conquista demos mais um passo em frente, É a primeira vez que o Sporting CP vence três Taças de Portugal consecutivas e significou também - o que é muito importante - o nosso terceiro título esta época. Somos os únicos que podem ganhar tudo esta época, mas uma coisa é disputar troféus a um jogo e outra são os play-offs", sublinhou, finalizando: "Estamos numa posição privilegiada para motivar os nossos atletas a fazerem algo único".

Foto Isabel Silva

Basquetebol vence a terceira Taça de Portugal consecutiva

Por Sporting CP
08 maio, 2022

Vitória sobre SL Benfica na final (79-75) reforça hegemonia na modalidade

A equipa principal de basquetebol do Sporting Clube de Portugal conquistou, este domingo, a Taça de Portugal ao vencer o rival SL Benfica por 79-75 na final, disputada no Pavilhão Municipal de Albufeira. É a oitava Taça de Portugal do palmarés Leonino – a terceira consecutiva, ou seja, os Leões arrecadaram todas desde que a modalidade regressou ao Clube.

Além disso, esta conquista significou o terceiro título da época para o basquetebol verde e branco, depois de terem levantado já a Supertaça e a Taça Hugo dos Santos, perseguindo assim um pleno histórico, caso revalidem o título nacional. Em Albufeira, escreveu-se então mais uma página da hegemonia Leonina na modalidade. Num dérbi com um troféu em disputa, o jogo esperava-se de emoções fortes e não defraudou. Decidido nos últimos instantes, a turma de Alvalade impôs-se nos momentos decisivos, tendo contado com o contributo determinante de Travante Williams (17 pontos, sete ressaltos e quatro assistências) e Shakir Smith (21 pontos, três ressaltos e duas assistências).

Ao longo desta final-eight no Algarve, os Leões já tinham batido, nos quartos-de-final, o Imortal BC (75-83) e, nas meias, o FC Porto (66-58). O SL Benfica seria o último obstáculo na prova-rainha e para a decisão Luís Magalhães lançou Travante Williams, Mike Fofana, Diogo Ventura, João Fernandes e Joshua Patton no cinco inicial – Tanner Omlid, lesionado, não entrou nas contas da partida.

Num pavilhão algarvio muito bem composto, foi a turma de Alvalade a assumir as primeiras vantagens, com Travante Williams - dois triplos – a abrir o livro (10-4). Lutava-se muito sob ambos os cestos desde o início e com os postes cada vez mais em jogo a partida reequilibrou-se. O SL Benfica fez-se com a liderança e o Sporting CP foi respondendo, sobretudo, com eficácia nos lances livres (17-18).

A intensidade crescia e o desgaste acumulado ao longo dos últimos dias em Albufeira – este foi o terceiro jogo em três dias – obrigava os técnicos a mudanças sucessivas. Defensivamente, a formação verde e branca aumentou a sua agressividade e na frente uma penetração de Justin Tuouyo repôs a igualdade (21-21). Depois, as águias ainda marcaram, porém um triplo de Miguel Maria Cardoso já em cima da buzina fez o 24-23 que encerrou os primeiros dez minutos, levantando os muitos Sportinguistas nas bancadas.

Por sua vez, o reatamento trouxe um Sporting CP mais agressivo e um conjunto encarnado errático no ataque, o que acabaria por se reflectir no marcador, graças, principalmente, ao assinalável contributo de Shakir Smith. O base dos Leões entrou ligado à corrente e entre penetrações constantes, um triplo e muita energia, que valeram nove pontos marcados em menos de cinco minutos, cimentou o Sporting CP na liderança (37-28).

No entanto, o 'show' de Shakir Smith não ficou por aqui e, depois de mais um triplo – totalizou 16 pontos neste segundo quarto - juntou-se-lhe o parceiro Travante, que também da linha de três pontos 'cavou' um fosso de 14 pontos entre os dois emblemas rivais (45-31) – e as bancadas estavam ao rubro com o ímpeto Leonino em campo. Ainda assim, um forte parcial de 0-11 na recta final ajudou as águias a reduzir a desvantagem no placard, que ao intervalo marcaria 49-42.

Além da eficácia de Smith, Travante era o 'faz-tudo' entre os Leões, destacando-se com nove pontos, três ressaltos e três assistências na primeira parte. Nos lançamentos de dois pontos, a diferença acentuada no acerto (75%-52%) contribuiu para a liderança verde e branca.

A abrir o terceiro período, um triplo de Travante e outro de Ventura travaram a primeira reacção esboçada pelas águias (55-46), mas o ritmo alto e imprevisível no dérbi continuaria. O SL Benfica subiu de produção nos lançamentos exteriores e a liderança do resultado foi trocando de mãos consecutivamente (60-63).

Com o Sporting CP a sentir mais dificuldades nesta fase, apareceu de novo Shakir Smith, que não parava de fazer estragos com as suas penetrações, apontou cinco pontos consecutivos e ficou perto de desatar o 65-65 que fechou este quarto. Igualdade no marcador e tudo em aberto para os derradeiros dez minutos, onde tudo se decidiria.

Num dérbi e, principalmente, com um troféu em disputa, todas as bolas se discutiam no limite – nesta fase mais com o 'coração' e, por isso, de maneira mais atribulada. Os dois emblemas foram seguindo a par e passo no marcador, embora com as águias em vantagem a meio do período (67-72). Ainda assim, tudo fazia crer que seria mais uma decisão até ao último segundo: António Monteiro e Travante assinaram dois triplos seguidos e do outro lado Broussard respondeu na mesma moeda, mantendo a incerteza (73-75).

A menos de dois minutos do fim, o mais ínfimo detalhe ou um repentino golpe de génio podia sentenciar a final. Travante – que ia puxando pelas bancadas – encontrou o afundanço de Patton para o empate e, a seguir, Monteiro fez o 77-75 desde partir da linha de lance livre. As posses de bola dividiram-se até ao fim para os dois conjuntos, mas sem qualquer cesto. No entanto, foi o Sporting CP a aguentar-se melhor emocionalmente com o relógio a correr, arrancando uma falta fundamental a dois segundos do fim.

Prova dessa fortaleza mental foi Diogo Ventura, que não tremeu e converteu os dois lances livres, fazendo o 79-75 final que acendeu o rastilho da festa Leonina em Albufeira. A Taça de Portugal já não fugiria das garras do Leão, que assim continua dono e senhor de todos os títulos nacionais da modalidade: Campeões Nacionais, Tricampeões da Taça de Portugal e actuais detentores também da Taça Hugo dos Santos e da Supertaça.

Agora, para a turma de Alvalade segue-se um enfrentamento à melhor de três jogos contra o SC Lusitânia nos quartos-de-final dos play-offs do Campeonato Nacional, onde os Leões defenderão o seu título.

Sporting CP: Travante Williams (17), Miguel Maria Cardoso (7), Shakir Smith (21), Justin Tuoyo (5), Mike Fofana (4), Diogo Ventura [C] (5), António Monteiro (9), João Fernandes, Daniel Relvão, Diogo Araújo (3), Joshua Patton (8) e Daniel Machado.

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