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Atletismo

Foto João Pedro Morais

29 reforços para os juniores do atletismo

Por Sporting CP
01 Nov, 2022

​Leões e Leoas vão vestir de verde e branco em 2022/2023

A equipa de juniores do atletismo do Sporting Clube de Portugal conta com 29 caras novas para a temporada 2022/2023. A apresentação dos reforços verdes e brancos, que decorreu esta terça-feira no auditório do Pavilhão João Rocha, contou com a presença de Miguel Afonso, vogal do Conselho Directivo com o pelouro das modalidades, José Carlos Reis, director-técnico e operacional das modalidades e, também, Paulo Reis, director-técnico do atletismo Leonino.

“O número impressiona pois são quase três dezenas de jovens, mas temos atletas de velocidade, barreiras, lançamentos, saltos e marcha até ao fundo. Vêm alimentar todos os sectores do atletismo, que é uma modalidade muito versátil e tem equipas muito numerosas. Estamos confiantes de que este ano vamos ter equipas competitivas para os títulos de estrada, pista, pista coberta e corta-mato”, começou por dizer Paulo Reis aos meios de comunicação do Clube.

“Temos atletas internacionais e Campeões Nacionais de juvenis e juniores na época passada. Sendo jovens, vão progredir mais regularmente e passar para outros patamares de rendimento. No início, com treino e dedicação, o processo é bem mais contínuo e muitos vão ser opção para a equipa principal a curto prazo”, frisou, antes de acrescentar: “Isto faz parte da estratégia para que as equipas principais sejam cada vez mais alicerçadas nos escalões de formação do Clube”.

Um dos novos atletas é João Fernandes, de 17 anos, que regressa a Alvalade proveniente da AD Novas Luzes e tem como especialidade o lançamento do dardo. “Estou muito orgulhoso por voltar a este grande clube. Acredito que podemos conseguir grandes resultados esta época”, afirmou o líder do ranking nacional de sub-18 e sub-20, que é também Bicampeão Nacional. “Venho com objectivos muito ambiciosos, pois no Sporting CP vou ter a oportunidade de melhorar o meu rendimento. Venho para ganhar e dar o melhor de mim, nunca penso na prata, mas sim no ouro. A nível colectivo, quero ajudar o clube a conquistar o Campeonato Nacional”.

Também o meio-fundista (800 e 1500 metros) João Pedro Santos, de 17 anos, oriundo do CA Oliveira do Bairro, expressou a satisfação por assinar pelo Sporting CP. “Estou deslumbrado e muito contente. Sempre fui Sportinguista e fazia parte dos meus sonhos e objectivos vestir as cores do meu clube do coração. É o momento certo para representar o Sporting CP pois estou na minha melhor forma”, atirou o vice-campeão nacional de sub-18 e sub-20, antes de frisar em seguida que pretende “representar o Clube da melhor forma a nível nacional e internacional”.  

Já Beatriz Azevedo, de 17 anos, também é meio-fundista (800 e 1500 metros) e estava no CA Oliveira do Bairro. “Estou muito contente por vir para o Sporting CP. É um objectivo de qualquer atleta chegar a este nível e isso deixa-me satisfeita. Queremos sempre fazer melhor do que já fizemos, portanto, além de bater todos os meus recordes pessoais, quero conquistar pódios a nível nacional”, considerou, ela que é terceira do ranking nacional de sub-18 nos 1500 metros, participou no Campeonato da Europa de sub-18 e tem a Leoa Salomé Afonso como “referência”.

Por sua vez, Márcia Maketa, de 17 anos, representava a Juventude Vidigalense e tem vindo a dar cartas no lançamento do martelo. “Fiquei muito feliz e agradecida pelo convite. Vir para o Sporting CP dá-me ainda mais motivação para continuar a lançar”, revelou a segunda classificada do ranking nacional de sub-20 no martelo e vice-campeã nacional de sub-18 no disco e martelo. “A nível individual quero conquistar todos os meus objectivos, lançar longe e ganhar. Em termos colectivos, quero ganhar, ajudar o Clube sempre ao máximo e apoiar todos os meus colegas”.

LISTA COMPLETA DE REFORÇOS

Aaron Gamito (velocidade)
Afonso Matos (velocidade
Beatriz Azevedo (meio-fundo)
Carolina Dias (marcha)
Daniel Salvadinho (meio-fundo)
Diogo Gomes (lançamentos)
Eduardo Neves (lançamentos)
Elin Barros (saltos)
Guilherme Ribeiro (velocidade)
Inês Vicente (saltos)
Joana Barreto (saltos)
Joana Mendes (lançamentos)
João Fernandes (lançamentos)
João Pedro Santos (meio-fundo)
Leonor Dias (velocidade)
Lurdes Oliveira (velocidade)
Lwena Cardoso (velocidade)
Márcia Maketa (lançamentos)
Mariana Câmara (lançamentos)
Marta Trovoada (lançamentos)
Miguel Costa (lançamentos)
Rafael Jesus (saltos)
Rafaela Pereira (saltos)
Rita Figueira (velocidade)
Rodrigo Martins (meio-fundo)
Rui Mineiro (meio-fundo)
Saliu Seidi (velocidade)
Tiago Gomes (saltos)
Tomás Matos (velocidade)

Irina Rodrigues, Sara Moreira e Jéssica Augusto de saída

Por Sporting CP
28 Out, 2022

Também Lia Lemos deixa o Sporting CP

O Sporting Clube de Portugal informa que Irina Rodrigues, Sara Moreira e Jéssica Augusto deixaram de fazer parte da equipa feminina de atletismo.

Irina Rodrigues, lançadora do disco, representava o Sporting CP desde 2009. Marcou presença nos Jogos Olímpicos de 2012 e 2020, assim como em vários Campeonatos do Mundo e da Europa, e ajudou a conquistar as Taças dos Clubes Campeões Europeus de pista em 2016 e 2018. Fez ainda parte da equipa que triunfou em 12 Campeonatos Nacionais de pista e em vários Campeonatos Nacionais em pista coberta.

Já Sara Moreira, atleta de crosse, meio-fundo e fundo, chegou ao emblema de Alvalade em 2015. Já enquanto Leoa, esteve nos Jogos Olímpicos de 2016 e de 2020 e em Europeus e Mundiais, tendo conquistado a medalha de ouro na meia-maratona dos Campeonatos da Europa de 2016. Pelo Sporting CP, foi Campeã da Europa de clubes em pista e em corta-mato e venceu diversos Campeonatos Nacionais de pista, pista coberta, corta-mato e estrada.

Jéssica Augusto, também de crosse, meio-fundo e fundo, passou a representar o Sporting CP em 2016, ano em que também participou nos Jogos Olímpicos. Esteve em Campeonatos da Europa e do Mundo, tendo sido medalha de bronze na meia-maratona dos Europeus de 2016. De Leão ao peito, venceu Taças dos Clubes Campeões Europeus de pista e de corta-mato, assim como Campeonatos Nacionais de pista, corta-mato e estrada em várias ocasiões.

Também Lia Lemos, atleta de crosse e meio-fundo que havia chegado ao Sporting CP na última temporada, abandona o clube. Contribuiu para as conquistas dos Campeonatos Nacionais de pista, corta-mato e pista coberta em 2022.

A todas as atletas, o Sporting Clube de Portugal agradece o profissionalismo, dedicação e seriedade e deseja as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Foto Fernando Veludo

Atletismo faz pleno histórico

Por Sporting CP
02 Out, 2022

Sporting CP venceu colectivamente em todas as categorias do Campeonato Nacional de Estrada

Foi um domingo de medalhas, intensidade e alta rotação para o meio fundo do atletismo do Sporting Clube de Portugal. Leões e Leoas estiveram em competição no Campeonato Nacional de Estrada que aconteceu em Joane, Vila Nova de Famalicão, e fizeram história ao vencerem pela primeira vez nas quatro equipas.

A manhã começou com a saída das atletas femininas, que ao longo de 10 quilómetros deram o tudo por tudo tanto em seniores como em juniores. No fim os resultados foram dois títulos nacionais colectivos, o sexto consecutivo em seniores, e a nível individual Ana Mafalda Ferreira arrecadou a prata (34,03) pelo segundo ano consecutivo e Sara Catarina Ribeiro colocou o bronze ao peito (34,30). Em juniores Rita Figueiredo (sub-20) foi primeira com o tempo de 35,46s.

"O meu segundo lugar foi um pouco agridoce. Lutei até ao fim pelo título, mas a adversária foi mais forte. Tentei manter-me o mais concentrada possível na prova. Aos cinco quilómetros estávamos as duas isoladas na frente e a partir daí tentei gerir ao máximo, mas a adversária reagiu sempre. Faltou ganhar, mas estou muito feliz pela prata conquistada. Repeti o segundo lugar do ano passado e sou vice-campeã nacional", disse Ana Mafalda Ferreira no rescaldo da prova.

Em masculinos, os resultados também foram de excelência em seniores e em juniores.

Em seniores, Rui Pinto alcançou o ouro, com o tempo de 29 minutos e 41 segundos, e Lucas da Silva colocou o bronze ao peito, depois de correr os 10 quilómetros em 29,45s, com o título colectivo a ser também alcançado. Em juniores, Lourenço Ferreira (32,26) foi terceiro, Duarte Santos foi segundo classificado com o tempo de 32,21 e o Sporting CP também venceu por equipas.

"É sempre especial competir neste género de provas. Todos sabemos a importância que a mesma tem para o Clube, portanto viemos com o máximo de compromisso para respeitar a camisola do Sporting CP e podermos todos contribuir para um título nacional", afirmou o medalhado Rui Pinto.

O balanço da prova foi por isso muito positivo. "Vamos desfrutar do momento. Isto era algo que nunca tínhamos conquistado. O Sporting CP nunca tinha conseguido o pleno. Como pessoas ambiciosas que somos, trabalhamos sempre pelo melhor e desta vez conseguimos, claro que com algumas dificuldades porque os adversários também estão cá é para nos dificultar a vida. Conquistámos quatro títulos colectivos, quatro títulos muito saborosos", disse Paulo Reis, coordenador técnico do atletismo do Sporting CP.

 

Foto Sergio Mateo - Sportmedia/FPA

Campeonatos da Europa de atletismo - Dia 7

Por Sporting CP
21 Ago, 2022

Olímpia Barbosa fechou a participação Leonina em Munique

Terminaram, este domingo, os Campeonatos da Europa de atletismo, que decorreram na cidade alemã de Munique, e Olímpia Barbosa foi a última representante do Sporting Clube de Portugal em prova.

Nos 100 metros barreiras, depois de uma boa prestação na primeira ronda, disputada no sábado, a atleta verde e branca correu as meias-finais, tendo terminado na oitava posição da terceira série com o tempo de 13''57. Assim, Olímpia Barbosa ficou de fora da final.

Em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo, a Leoa fez um balanço da sua prestação.

"Hoje competiram as primeiras do ranking e as marcas reflectem isso. Quanto a mim, para grande tristeza minha, tive um desequilíbrio enorme na segunda barreira e saí completamente da corrida, apesar de ter partido bem. Ainda bem que não tombei, mas infelizmente foi o que aconteceu", começou por dizer, admitindo, ainda assim, que os Europeus "foram positivos".

"Passar à meia-final foi muito importante para mim, mas queria ter feito muito melhor, a rondar ou a melhorar o meu recorde pessoal. Como tinha dito ontem, esta é uma prova imprevisível, mas estou contente por ter chegado a este patamar, referiu.

CAMPEONATOS DA EUROPA DE ATLETISMO MUNIQUE 2022 - DIA 7
Olímpia Barbosa (100 metros barreiras) - 13''57/24.ª (de fora da final)

Foto Sergio Mateo - Sportmedia/FPA

Campeonatos da Europa de atletismo – Dia 6

Por Sporting CP
20 Ago, 2022

Leoas e Leões em acção no penúltimo dia de prova

Os Campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre entram na sua recta final neste fim-de-semana e, este sábado, viveu-se o penúltimo dia de competição em Munique, na Alemanha. Mais uma vez, foram vários os atletas do Sporting Clube de Portugal em acção no palco europeu.

Logo pela manhã e bem cedo, os primeiros a representar Portugal e o emblema verde e branco seriam Paulo Martins e João Vieira nos 20km marcha, mas o dia começaria com uma má notícia: uma lesão de última hora retirou o experiente João Vieira da partida, privando-o de fazer a sua sétima presença em Europeus – medalha de prata em 2010 e bronze em 2006 - e, assim, tornar-se o português com mais presenças na competição.

Por sua vez, Paulo Martins esteve entre os 30 marchadores que percorreram o centro da cidade germânica, terminando na 25.ª posição (1h31’09”). No fim da prova, em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), o atleta Leonino reconheceu as dificuldades sentidas ao seguir num grupo com muitas mudanças de ritmo: “Quando vamos em grupo e estamos bem é uma coisa, quando não estamos tão bem é mais difícil seguir com eles e eu errei em ter tentado ir. Mas sou jovem e aprendi a lição”.

Logo de seguida, deu-se lugar à prova feminina também dos 20km marcha, onde Carolina Costa se estreou na competição com um 14.º lugar e um novo recorde pessoal, fixado em 1h35’36”. Antes, nos últimos Mundiais, em Oregon (EUA), a atleta de 24 anos tinha sido 25.ª.

Já na parte da noite, nas pistas do Estádio Olímpico de Munique, o Sporting CP teve mais duas Leoas em acção. A primeira foi Olímpia Barbosa que se mostrou a bom nível com as cores nacionais, foi quarta classificada na terceira série, correndo a primeira ronda dos 100 metros barreiras em 13”29, um tempo que lhe deu a qualificação para as meias-finais de amanhã.

“Eu sempre achei que era possível seguir em frente, nas barreiras tudo pode acontecer, um toque, uma falsa partida, um derrube… É uma prova imprevisível, pode correr mal para as favoritas e pode correr bem para qualquer atleta. Foi o que aconteceu comigo e passei às meias-finais”, disse a atleta no final da sua prestação, acrescentando que cumpriu as suas expectativas: “Estava à espera de uma marca perto do meu recorde pessoal [13,27 segundos], foi o que aconteceu, foi uma excelente prova para mim”.

Pouco depois, foi a vez de a britânica Aimee Pratt competir na final dos 3000 metros obstáculos, tendo cortado a meta em sétimo lugar (9'35''31) para fechar a participação Leonina neste penúltimo dia em Munique.

CAMPEONATOS DA EUROPA DE ATLETISMO MUNIQUE 2022 - DIA 5

Paulo Martins (20 km marcha) - 1h31'09''/25.º

João Vieira (20 km marcha) - não participou

Carolina Costa (20 km marcha) - 1h35'36'' (recorde pessoal) / 14.ª

Olímpia Barbosa (100 metros barreiras) - 13''29/apurada para as meias-finais

Aimee Pratt (3000 metros obstáculos) - 9'35''31/7.ª na final

Foto Sérgio Mateo - Sportmedia/FPA

Campeonatos da Europa de atletismo – Dia 5

Por Sporting CP
19 Ago, 2022

Quinto lugar para Mamona e recorde nacional nos 4x400 metros

Os Campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre continuam a decorrer em Munique, na Alemanha, e, esta sexta-feira, contaram, mais uma vez, com atletas do Sporting Clube de Portugal em acção e com resultados assinaláveis.

À noite, Patrícia Mamona participou na competitiva final do triplo salto e terminaria no quinto lugar, graças ao seu quarto salto, fixado nos 14,41 metros – a quatro centímetros da medalha de bronze.

Foi a Leoa de 33 anos a dar início à decisão com uma marca de 14,26, enquanto a ucraniana Maryna Bekh-Romanchuk saltou como nunca e demonstrou desde logo, com um salto de 14,81m, que esta seria a sua noite – nenhum dos seus quatro saltos válidos seriam sequer superados, entre os quais um inalcançável de 15,02m.

Depois de um segundo salto pior (14,15m), a concorrência começou a subir - nesta fase a portuguesa já tinha sido ‘empurrada’ para fora do pódio virtual -, mas Mamona respondeu de imediato, completando de forma consecutiva os seus dois melhores saltos: 14,39m e 14,41m, este último a abrir os derradeiros três saltos do concurso, para os quais entrou na quarta posição. Assim, tinha o bronze a quatro centímetros – assim ficaria – e aproximou-se também dos 14,45m que tinha conseguido no apuramento para esta final e que significaram também a sua melhor marca da temporada.

Contudo, nos últimos dois saltos não foi além de 14,15m e 13,70m, caindo para o definitivo quinto lugar. Em edições anteriores, a saltadora verde e branca tinha sido medalha de ouro em 2016 e prata em 2012, além de se ter sagrado Vice-Campeã Olímpica em Tóquio 2020.

No final da prova, Patrícia Mamona analisou a sua prestação em declarações à RTP, reconhecendo que queria “um bocadinho mais”. “Já sabia de antemão que ia ser assim [competitiva] e nas finais surgem grandes marcas. Eu, finalmente, estou a sentir-me normal e até dava vontade de que começasse agora a época. Queria um bocadinho mais, sinceramente achei que havia essa possibilidade, porque fiz bons saltos e mantive-me na luta por uma medalha, mas esse salto acabou por não sair”, começou por dizer, revelando-se, ainda assim, feliz por estar a regressar bem após lesão.

“Estou feliz, mas já penso no futuro, porque estou a sentir-me bem. Agora os grandes campeonatos são só no próximo ano, mas acredito que se me mantive saudável, os bons saltos vão aparecer. É pensar positivo”, referiu, acrescentando: “O meu corpo ainda não está habituado a estes ritmos, por falta de treino, porque estive lesionada, mas sou capaz de fazer mais. Estou entusiasmada para voltar a treinar”.

Antes, durante o período da manhã, houve também uma dupla de atletas do Sporting CP em destaque em Munique. João Coelho e Mauro Pereira ajudaram a fazer História com as cores portuguesas, correndo pela equipa de 4x400 metros que, em estreia absoluta na prova, conseguiu bater o recorde nacional – a marca prevalecia há quase 27 anos.

Inseridos na primeira série da meia-final, foi João Coelho a iniciar a prova pela pista sete, seguindo-se o também Leão Mauro Pereira, protagonizando assim um arranque a verde e branco que, depois, seria completado pelos colegas Ericsson Tavares e Ricardo dos Santos.

A meta foi cortada com históricos 3’03”59 no cronómetro, cerca de dois segundos menos do que a marca obtida pela selecção presente nas Universíadas de 1995, em Fukuoka (3’05”48). No fim da prova em Munique, o décimo lugar na classificação geral não seria suficiente para reservar um lugar na final, ainda assim viveu-se um momento histórico para Portugal.

Em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Mauro Pereira sublinhou o feito realizado, realçando que a equipa é “jovem” e “tem muito para dar”. “Foi um salto enorme e temos muito orgulho nesta estafeta”, destacou o velocista dos Leões, seguido por João Coelho, seu colega de clube e selecção.

“Este é o sonho de qualquer pessoa, chegar aqui e ser nono na prova individual e fazer parte da estafeta histórica que bate o recorde. É um momento incrível. Estamos muito satisfeitos com o nosso trabalho”, sentenciou.

 

CAMPEONATOS DA EUROPA DE ATLETISMO MUNIQUE 2022 - DIA 5

João Coelho e Mauro Pereira (4x400 metros) - 3'03''59 (recorde nacional) 10.º (de fora da final)

Patrícia Mamona (triplo salto) - 14,41 metros/5.ª na final

Foto João Pedro Morais

Auriol Dongmo: "Estou muito feliz, mas queria mais"

Por Sporting CP
19 Ago, 2022

Vice-campeã da Europa regressou a Lisboa com a prata ao peito

Auriol Dongmo regressou, nesta quinta-feira à noite, a Portugal com a medalha de prata conquistada nos Campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre, que estão a decorrer em Munique, na Alemanha.

A atleta do Sporting Clube de Portugal, a competir com as cores nacionais, alcançou o segundo lugar no lançamento do peso após obter 19,82 metros - um novo recorde nacional -, conquistando assim a sua primeira medalha num Campeonato da Europa ao ar livre, já depois de se ter consagrado campeã europeia de pista coberta em 2021.

“Estou muito feliz, mas admito que com um sabor amargo porque queria mais. Ainda assim, foi o melhor que consegui porque tive uma lesão que me limitou durante a prova”, começou por dizer aos meios de comunicação ainda no Aeroporto da Portela, assim que chegou a Lisboa.

Auriol Dongmo, que em Março deste ano tinha vencido o ouro nos Mundiais de pista coberta, queria repetir a cor da medalha, mas só já pensa no futuro: “Temos de ter noção de que não podemos sempre ganhar e que há coisas na vida que não podemos controlar. Por isso, resta-me olhar em frente e dar sempre o meu melhor”.

Com o objectivo de continuar a deixar a sua marca no desporto, elevando o nome do Sporting CP e de Portugal, a lançadora do peso deixou uma mensagem de agradecimento a todos aqueles que a têm apoiado: “Nem sei o que hei-de dizer. Obrigada, não é suficiente. Recebi muitas mensagens de apoio. Um muito obrigada a todos”.

Foto Sergio Mateo - Sportmedia/FPA

Campeonatos da Europa de atletismo – Dia 4

Por Sporting CP
18 Ago, 2022

Andriy Protsenko conquistou o bronze, Aimee Pratt na final dos 3000 metros

Os Campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre continuam a decorrer em Munique, na Alemanha, e esta quinta-feira houve vários atletas do Sporting Clube de Portugal a competir. 

O maior destaque do quarto dia foi Andriy Protsenko, que conquistou a medalha de bronze no salto em altura com o salto de 2,27 metros. O ucraniano, que foi o último atleta Leonino a entrar em acção, ficou em terceiro lugar no pódio, conseguindo atingir a mesma fasquia que Tobias Potye, que venceu a prata. O alemão beneficiou de três saltos válidos – 2,18 metros, 2,23 metros e 2,27 metros –, enquanto o ucraniano do Sporting CP fez apenas dois – 2,18 metros e 2,27 metros. O italiano Gianmarco Tamberi ganhou o ouro ao atingir os 2,30 metros, sem falhar qualquer salto até essa marca. 

Também a britânica Aimee Pratt, que tinha sido a primeira atleta verde e branca a competir nesta quinta-feira, esteve em destaque ao garantir a final nos 3000 metros obstáculos, depois de ficar em quarto nas meias-finais da sua série, após cumprir o percurso em 9’39’’22. A final está marcada para sábado, às 19h13 (horas de Portugal continental e Madeira). 

Já Yuliya Loban teve um dia longo, com as três restantes disciplinas da prova de heptatlo, e fechou a participação nos Campeonatos da Europa em 12.º lugar com a sua melhor pontuação do ano. Durante a manhã, a atleta ucraniana tinha feito 6,00 metros no salto em comprimento, conquistando 850 pontos, e depois lançado o dardo a 44,77 metros, fazendo desta feita 759 pontos. À tarde, a Leoa finalizou os 800 metros em 2’22’’62, somando mais 788 pontos. 

Por sua vez, Lorène Bazolo disse adeus aos Campeonatos da Europa, fechando a participação com um sexto lugar na sua série nas meias-finais dos 200 metros. De manhã, a atleta portuguesa do Sporting CP tinha-se qualificado para as meias-finais ao cumprir o percurso em 23’’12, mas a prova da tarde foi atribulada e não correu tão bem (23’’43’). A chuva apareceu em Munique, obrigou a suspender as provas e assim Lorène Bazolo só entrou em acção cerca de meia-hora depois do previsto.

“É verdade que disse que não estava muito fresca, mas acabei por me sentir muito bem. Mas também sabia que, com a pista que me deram, a um, tinha muito trabalho pela frente. E não foi fácil. As condições atmosféricas também não me eram favoráveis, mas foi o que tivemos e apenas sei que dei o meu máximo. Corri e marquei 23’’43. Não era o que queria, mas é o que tenho”, referiu a Leoa no final da prova, em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). 

CAMPEONATOS DA EUROPA DE ATLETISMO MUNIQUE 2022 - DIA 4 
Aimee Pratt (3000 metros obstáculos) - 9'39''22/apurada para a final 
Yuliya Loban (salto em comprimento/heptatlo) - 6,00 metros (850 pontos) 
Lorène Bazolo (200 metros/primeira ronda) - 23''12/apurada para as meias-finais 
Yuliya Loban (lançamento do dardo/heptatlo) - 44,77 metros (759 pontos) 
Andriy Protsenko (salto em altura/final) – 2,27 metros/MEDALHA DE BRONZE 
Lorène Bazolo (200 metros/meias-finais) – 23''43/14.ª (de fora da final)
Yuliya Loban (800 metros/heptatlo) – 2'22''62 (788 pontos) 
Yuliya Loban (heptatlo) – 5846 pontos/12.ª

Foto Isabel Silva

Andriy Protsenko conquista o bronze

Por Sporting CP
18 Ago, 2022

Ucraniano repete o feito alcançado nos Mundiais

Andriy Protsenko conquistou, esta quinta-feira, a medalha de bronze na final do salto em altura dos Campeonatos da Europa de atletismo que estão a decorrer em Munique, na Alemanha. 

O ucraniano, atleta do Sporting Clube de Portugal, subiu ao terceiro lugar do pódio ao ter conseguido alcançar os 2,27 metros. Andriy Protsenko atingiu a mesma fasquia que Tobias Potye, que venceu a prata, mas o alemão beneficiou de três saltos válidos – 2,18 metros, 2,23 metros e 2,27 metros –, enquanto o Leão fez apenas dois – 2,18 metros e 2,27 metros.  

O italiano Gianmarco Tamberi ganhou o ouro ao atingir os 2,30 metros, sem falhar qualquer salto até essa marca, numa prova que se tornou mais difícil devido ao piso molhado pela chuva que caiu em Munique. 

Depois do evento, Andriy Protsenko explicou que foi muito difícil competir tendo em conta o que soube pouco antes.

"Estou satisfeito por ter conquistado esta medalha, mas a minha cabeça estava noutro sítio. Não me conseguia focar na competição, estava muito emocional. Mesmo antes do início da prova, recebi uma mensagem a informar que a mãe da minha colega Kateryna Tabashnyk foi morta por um míssil em Kharkiv [cidade na Ucrânia]. Tínhamos uma excelente relação. Sinto-me muito triste e tive de lutar comigo próprio na final de hoje para, pelo menos, saltar. Não sei onde encontrei forças para lutar. A medalha, claro, é óptima e o ouro não esteve longe, mas competimos com condições difíceis devido à chuva e as minhas pernas não queriam correr e saltar como deviam", disse o Sportinguista, citado pela organização da prova.

Andriy Protsenko voltou assim a mostrar toda a sua resiliência, conquistando a mesma medalha que conquistou nos Campeonatos do Mundo, disputados no mês passado em Oregon, nos Estados Unidos da América, após um salto de 2,33 metros.

Em Fevereiro, o atleta verde e branco viu-se no meio da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, teve de abandonar a cidade natal, na região de Kherson, refugiando-se num lugar desconhecido onde treinou com equipamentos improvisados e mais tarde acabou por sair do país com a esposa e as duas filhas menores (Sophia de cinco anos e Polina de apenas nove meses). 

Em pleno asilo, Andriy Protsenko treinou com uma barra de pesos feita com dois pneus, montou umas barreiras com materiais agrícolas para treinar a técnica e a mobilidade da parte inferior do corpo e usou os campos para correr.  

“Não havia salto em altura, mas tive a possibilidade de correr e não foi assim tão difícil encontrar coisas para criar o equipamento. O mais importante era encontrar motivação para treinar, mas, felizmente, consegui”, disse há umas semanas em declarações ao worldathletics.org.

Foto Sergio Mateo - Sportmedia/FPA

Campeonatos da Europa de atletismo - Dia 3

Por Sporting CP
17 Ago, 2022

Patrícia Mamona e Tiago Pereira em destaque

Em Munique, na Alemanha, os Leões e Leoas do Sporting Clube de Portugal continuam a disputar os Campeonatos da Europa de atletismo e esta quarta-feira não foi excepção.

Patrícia Mamona garantiu o apuramento directo para a final do triplo salto (marcada para a noite de sexta-feira) logo no primeiro salto da qualificação, entrando com tudo e saltando 14,45 metros - a melhor marca do ano para a Leoa. Já não precisou de saltar mais e guardou assim baterias para a derradeira prova.

Citada pela organização da prova, Patrícia Mamona - que venceu o título europeu em 2016 - explicou que tudo lhe corre melhor quando se sente "livre e relaxada": "Obviamente, o meu objectivo era a qualificação directa - todas esperamos isso, mas tinha de vir para aqui de mente aberta porque a minha preparação foi dura. Desde [os Mundiais do] Oregon, tive algum descanso e tratamentos que me fizeram sentir sem lesões, o que aumentou a minha auto-confiança. Na Diamond League do Mónaco ainda não estava no meu melhor, pelo menos em comparação com a manhã de hoje. Agora, preciso de pensar na final e no facto de ainda ter mais três saltos para chegar ao grupo final. Vou dar tudo o que tenho e espero conseguir uma boa marca. Preciso de me focar no processo de recuperação e assegurar que mantenho estes níveis de confiança. Quero fazer o melhor que conseguir".

Também de manhã, Vera Barbosa entrou em acção nos 400 metros barreiras, tendo sido quinta classificada da terceira série da primeira ronda com 51''70, marca que não chegou para seguir em frente.

"Há dois dias senti um pequeno desconforto no posterior, tomei analgésico e anti-inflamatório, descansei um dia e estava a sentir-me bem. Já no aquecimento voltei a sentir o desconforto e fui várias vezes ao fisioterapeuta. Fiz um grande esforço para estar à partida, mas não corri ‘solta’, sempre com receio. Não foi a Vera natural a correr. Nas três primeiras barreiras, senti as dores, melhorei um pouco, ainda acreditei. Dei o meu melhor. Foi uma época sempre a lutar para poder estar aqui, essa parte foi conseguida", contou Vera Barbosa em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).

Já na sessão da tarde/noite, Abdel Larrinaga correu as meias-finais dos 110 metros barreiras e falhou o acesso à final ao ser sétimo da terceira série com 13''85. "Na vida dos barreiristas um mínimo erro pode deitar abaixo todos os objectivo. Foi o que me aconteceu. Estava bem colocado, errei, não consegui fazer melhor. Em todo o caso, estou orgulhoso de estar na meia-final, de colocar Portugal nestas provas e de aprender para na próxima oportunidade ser melhor", referiu à FPA.

Na final do triplo salto esteve Tiago Pereira, terminando na oitava posição com o melhor salto de 16,60 metros, aos quais juntou uma tentativa de 16,56 metros e outra de 16,59 metros. Os restantes ensaios foram nulos.

"Nem sei como estou. Faltam-me palavras para expressar o que sinto. Dei tudo de mim, executei tecnicamente bem, mas foi nulo. São estes dias que decidem uma carreira, sinto que perdi uma oportunidade de brilhar e trazer uma medalha para o meu país, a minha primeira medalha. E sinto que estava ao meu alcance. Fiz tudo, foi nulo, agora é trabalhar para o futuro. É uma experiência que tenho de assimilar. Estou contente por ser finalista, mas queria mais. Por isso, tenho de trabalhar mais", disse o saltador.

Por fim, a ucraniana Yuliya Loban disputou, ao longo de todo o dia, as quatro primeiras provas do heptatlo, somando 928 pontos nos 100 metros barreiras (14''36), 903 no salto em altura (1,74 metros), 793 no lançamento do peso (13,99 metros) e 825 nos 200 metros (25''68).

CAMPEONATOS DA EUROPA DE ATLETISMO MUNIQUE 2022 - DIA 3
Yuliya Loban (100 metros barreiras/heptatlo) - 14''36 (928 pontos)
Yuliya Loban (salto em altura/heptatlo) - 1,74 metros (903 pontos)
Vera Barbosa (400 metros barreiras) - 57''10/28.ª (de fora das meias-finais)
Patrícia Mamona (triplo salto) - 14,45 metros/apurada para a final
Yuliya Loban (lançamento do peso/heptatlo) - 13,99 metros (793 pontos)
Tiago Pereira (triplo salto) - 16,60 metros/8.º na final
Abdel Larrinaga (110 metros barreiras) - 13''85/20.º (de fora da final)
Yuliya Loban (200 metros/heptatlo) - 25''68 (825 pontos)

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