Todos somos Stromp
23 Nov, 2023

Na passada semana foi divulgada a lista dos galardoados com o Prémio Stromp. Um ritual que ocorre desde o ano de 1963, passados estão assim no tempo seis décadas em que 1001 Sportinguistas, honrosa e garbosamente, foram distinguidos com aquele Prémio que nenhum de nós tem a ousadia de dizer que não gostava de ver o seu nome nele inscrito, e que tem como patrono Francisco Stromp, o nosso eterno associado número 3, e aquele que, entre outras frases de fervor Leonino, um dia disse: 'Não é o Sporting que se orgulha do nosso valor. Nós é que nos devemos sentir honrados de ter esta camisola vestida'. Frase que passou de geração em geração. Que se eternizou ao longo dos tempos.
O Grupo Stromp, que integra no seu seio lídimas figuras do universo Sporting e que é presidido por Tito Arantes Fontes, meu companheiro de viagem semanal neste nosso Jornal, vai pois entregar, no próximo dia 12 de Dezembro, no Hotel Sheraton, em Lisboa, mais 40 galardões a Leões que se distinguiram ao longo do ano. Que dedicaram horas, ou que ganharam troféus nacionais ou internacionais.
É um momento que, repito, deverá fazer arrepiar o menos sensível dos Sportinguistas. Receber o "Stromp" é algo que não se apagará jamais na memória dos galardoados. Tenho diversos amigos entre eles. Sei o que sentiram e o que muitos me disseram, que é quase impossível descrever por palavras, só mesmo sentindo o momento.
Ao longo dos tempos, quanto altruísmo feito de uma dedicação plena a juntar a um profissionalismo marcado por inúmeras conquistas, foi premiado.
Mas isto de agradar a gregos e a troianos, como aquele velho ditado, é impossível. Também eu, porque isto de nomear pessoas é sempre tema sensível, já dei por mim a discordar de umas quantas nomeações. Não por inveja − defeito que felizmente não tenho, mas por achar que haveriam nomes mais capazes. Isto de ter o privilégio de ter uma coluna de opinião, é mesmo para dá-la com o sentimento, e esse é, só e apenas, pelo símbolo. Não por 'amiguismo', ou por outra forma qualquer.
Mas este ano, um galardão chamou-me a atenção, parabenizando desde já todos aqueles que foram premiados.
Falo do Prémio Saudade. Porque quem não tem memória, não tem história. E o Grupo Stromp tem ambas. Foi atribuído ao meu amigo Adérito Ribeiro. Um Homem e um Sportinguista dos bons. Transmontano de boa cepa, de pensamento firme e de voz grossa, que não deixava recados por dar. Pelo Sporting, tudo. Quanto dinheiro do seu bolso serviu para ajudar o Clube, sem fazer disso bandeira. Apenas porque era assim. Amava o seu/nosso Clube. Partiu recentemente e já sinto saudades das conversas com ele. Eram puras, genuínas. Feitas de Sportinguismo. Quanto com ele aprendi, até socialmente.
Por Sportinguistas como o Sr. Adérito, que honrou como poucos a causa, é que todos somos Stromp!

Foi com grande expectativa que a equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal se deslocou ao recinto do FC Porto para jogar um dos mais aguardados clássicos do Campeonato Nacional de andebol deste ano. Com um sete em crescendo e a jogar um andebol consistente, o Sporting CP sabia de antemão que só a vitória interessava. Mesmo que o formato do campeonato tenha mudado e agora se dispute uma segunda volta mais curta em grupos de quatro, ganhar agora ao FC Porto fora de casa seria sempre um passo decisivo na luta pelo título. E foi exactamente isso que sucedeu, com um merecido triunfo por 25-26. Mais do que a vitória, conta também a interrupção de um prolongado ciclo que já durava desde 2018 sem trazermos os três pontos do Dragão Arena.