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Opinião

Futebol sem disciplina à altura

Por Miguel Braga
07 Abr, 2022

Existe assim um critério para todos os jogadores e existe outro exclusivamente para Nuno Santos. É este o nosso CD, é esta a disciplina que manda no futebol nacional.

UM CASO DE EXCEPÇÃO
No passado fim-de-semana, a equipa liderada por Rúben Amorim conquistou mais três pontos. Num jogo de sentido único, o Sporting CP venceu o FC Paços de Ferreira de César Peixoto com golos de Pablo Sarabia e Nuno Santos. Para a próxima jornada, frente ao CD Tondela, não podemos contar com João Palhinha que viu (mais) um cartão amarelo injusto e com Nuno Santos, castigado a pedido com um jogo de suspensão, por factos que ocorreram em Janeiro, na final da Taça da Liga que o Sporting CP venceu ao SL Benfica.

E que factos foram esses? Que levaram o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a castigar mais uma vez Nuno Santos? – recordemos que apesar das imagens televisivas terem desmentido um relatório incriminatório, o jogador foi suspenso um jogo no pós-jogo com o FC Vizela por “uso de expressões ou gestos ameaçadores ou reveladores de indignidade”. Recordemos também que o facto de as imagens mostrarem que o jogador não fez o que está no dito relatório, de nada serviu para um CD que utiliza apenas essas mesmas imagens para castigar jogadores do Sporting CP, nunca para os inocentar.

Mas voltemos a essa final da Taça da Liga. Nuno Santos insultou um jogador adversário, coisa nunca antes vista em Portugal entre jogadores, entre equipas técnicas ou mesmo entre jogadores e árbitros, nunca. Existe assim um critério para todos os jogadores e existe outro exclusivamente para Nuno Santos. É este o nosso CD, é esta a disciplina que manda no futebol nacional. O mesmo CD que se mantém em silêncio depois dos vergonhosos acontecimentos que se viveram no pós-jogo do Dragão, entre Sporting CP e o FC Porto. Elementos credenciados pelo clube em questão agrediram – e há várias imagens televisivas que o comprovam – jogadores do Sporting CP. Estádio interditado? Isso não, que ainda faltam alguns jogos para o final da Liga. E consequências imediatas? Quatro jogos de suspensão para jogadores do FC Porto – dois jogos aplicados a Pepe e outros dois a Marchesín − e seis ao Sporting CP − três a João Palhinha, dois a Bruno Tabata e um a Coates por ter sido (mal) expulso. Sim, o nosso capitão foi pisado por Taremi, que se lançou em voo angustiante, enganando o árbitro e muito possivelmente o VAR e, não bastou ter sido injustamente expulso, ainda teve de cumprir um jogo de suspensão por essa expulsão – é este o sentido de justiça e disciplina do CD da FPF.

REGRESSO ÀS ORIGENS
 É o principal fundador do Clube e aquele que emprestou o seu nome ao nosso estádio. Era “um rapaz magro, esguio, de uma calma britânica” que “deve ser recordado como o maior dirigente desportivo da época, o mais esclarecido e se não pôde sonhar mais, foi, provavelmente, porque não o deixaram, senão tê-lo-ia feito”. As palavras são de Luís Augusto Costa Dias, investigador e historiador que assina – juntamente como Paulo J.S. Barata e Vasco Borges de Campos – a mais recente e completa biografia de José Alvalade. O livro que é lançado hoje e do qual o Jornal Sporting publica um excerto – além de uma excelente entrevista com um dos autores – é de leitura obrigatória para todos os que se interessam pela História do nosso Clube.

Conhecer a vida de José Holtreman Roquette é também compreender um pouco mais do que é ser Sporting e de quais são os desígnios do Clube desde a sua fundação. Na tarde em que precocemente faleceu, foram estas as palavras no vespertino jornal A Capital: “faleceu hoje o distinto sportsman José Holtreman Roquette (Alvalade) que no nosso meio tinha um lugar de destaque pelas suas excelentes qualidades de carácter (…). A sua morte é sentida com grande pesar no meio desportivo porque Alvalade animava, entusiasmava e coadjuvava todas as iniciativas cujo fim fosse o desenvolvimento de qualquer especialidade desportiva (…). Ao que consta todos os clubes de Lisboa e de fora se farão representar, prestando assim a última homenagem ao pobre moço que ao Sport tanto se dedicou”. José Alvalade morreu com apenas 33 anos.

A MARCA DO LEÃO
No andebol, o Sporting CP quase fez história na Alemanha, perdendo por apenas um golo contra o todo poderoso SC Magdeburg (já depois de ter empatado na primeira mão no Pavilhão João Rocha). O jogo, infelizmente, acabou por ficar marcado por decisões polémicas dos árbitros nos momentos decisivos. Isto num encontro onde Francisco e Martim Costa foram os melhores marcadores dos Leões com 50% dos golos totais da equipa, deixando a sua marca na EHF.

Quem também continua a deixar a sua marca no Desporto Mundial é Jorge Fonseca. O judoca conquistou a sua terceira medalha de ouro em 2022 – depois do Open de Praga e do Grande Prix de Portugal – no Grand Slam de Antália, na Turquia. Com esta vitória, Fonseca volta ao lugar “que lhe pertence”, ou seja, regressa à liderança do ranking mundial de judo na categoria -100Kg, estando invencível há 14 combates. É obra.

Editorial da edição n.º 3866 do Jornal Sporting

100 anos de comunhão

Por Pedro Almeida Cabral
31 Mar, 2022

Há exactamente 100 anos nascia o mais antigo jornal de clube do Mundo. Foi a 31 de Março de 1922 que se começou a publicar o Boletim do Sporting Club de Portugal, mais tarde transformado em Jornal. Os grandes clubes como o Sporting CP não são grandes por obra e graça do acaso. São grandes porque tiveram Sócios, dirigentes, simpatizantes e adeptos que viram muito para além de si próprios e souberam criar algo capaz de resistir décadas à impiedosa passagem do tempo. É assim que dos grandes clubes portugueses somos o mais antigo (mau grado umas interpretações forçadas que aí andam dos rivais). E também que o caríssimo leitor tem hoje a oportunidade de ler um número do Jornal Sporting que descende em linha recta do que foi publicado há um século, numa autêntica comunhão Sportinguista que atravessou mudanças de regime, guerras e sucessivas gerações.

No editorial desse primeiro número do Boletim do Sporting Club de Portugal, liam-se, logo a abrir, palavras incrivelmente actuais. Ora vejam: “O Sporting Clube de Portugal é sem dúvida a colectividade desportiva que possui maior número de Sócios que, de perto, acompanham e se interessam pela marcha do seu desenvolvimento e pelas suas manifestações de actividade”. Tal como há 100 anos, também hoje os Sócios do Sporting CP são indubitavelmente os mais fiéis e apegados a tudo o que o Clube lhes dá. Não conheço nenhum outro onde tantos Sócios e adeptos estejam sempre presentes e tão intensamente envolvidos na vida do Clube. Basta reparar que onde quer que o Leão rampante esteja a competir há, invariavelmente, nem que seja um punhado de Sportinguistas a incentivar os nossos atletas. Ou então percorrer o espaço internético e seguir diversos projectos de apoio, discussão e celebração do Clube da autoria de Sportinguistas que nos deixam a pensar o que tem o Sporting CP para tantos lhe dedicarem tanto.  

Sou leitor há décadas do Jornal Sporting e, recentemente, vai para três anos, tenho o privilégio de escrevinhar aqui algumas linhas sobre o quotidiano Sportinguista. Como sempre, em todas as edições, acabo por encontrar algo que desconhecia. Desde um resultado que não tinha notícia até uma entrevista reveladora de um atleta, passando por uma análise mais clarividente de um jogo. Devemos deixar um Clube melhor para os Sócios que virão. E esse legado só será possível se o Jornal Sporting continuar a fazer parte do Clube, com a mesma vontade de levar novas do Sporting CP onde quer que existam Sportinguistas. 

100 anos com "Razão de Ser" (1922-2022)

Por Juvenal Carvalho
31 Mar, 2022

Que bonita "Razão de Ser", como no tão bem conseguido título da primeira edição, é ter o privilégio de escrever para o Jornal Sporting e lembrar, na pessoa de José Serrano, o primeiro director em 1922, bem como de André Bernardo, director à data de hoje, tantos outros Leões que por aqui passaram. E muito maior é o privilégio, e sobretudo o orgulho indescritível, quando essa coluna de opinião coincide com a celebração da passagem dos 100 anos do Jornal que leio, peregrinamente, desde menino. É mesmo algo que, explicado assim por palavras, me faz sentir, já em fase adulta e madura, como que um menino feliz. Daqueles meninos que abre um "brinquedo" e lhe saem lágrimas misturadas com um enorme sorriso. Daqueles meninos que recuam no tempo e recordam momentos em que na casa do Sr. Brito, um Leão de todos os tempos, era "obrigado" a nele ler tudo. A saber tudo sobre o nosso Sporting CP. 

Apetecia-me ligar para ele e para o Sr. Olímpio, os dois grandes mentores do meu Sportinguismo, e dizer-lhes que tenho hoje o privilégio de escrever para o nosso Jornal, e logo na comemoração dos seus 100 anos. O quão felizes eles ficariam por mim. O quão agradecido eu estou a pela "injecção" de Sporting que me deram para todo o sempre. 

Dizer que esta coluna de opinião é escrita de forma sentimental, é dizer o óbvio para quem me conhece, e quando o assunto é Sporting Clube de Portugal. Mas é mais que isso. É mesmo o rebobinar de tantos e tantos momentos. De tanta e tanta leitura, com cada caractere a ser sorvido com uma atenção invulgar.

O Jornal Sporting deu-me tanta cultura Leonina. Para muitos amigos, mesmo de outros clubes, que ainda hoje me chamam uma "enciclopédia" do Sporting, era assim que na minha infância me tratavam no bairro de Lisboa onde cresci, muito desse conhecimento se deve a tanta leitura de tão grandes jornalistas e colunistas que ao longo destes 100 anos fizeram desta publicação, a mais antiga do Mundo a nível de clubes, a minha "bíblia".

Comecei a ler o Jornal Sporting na década de 70 do século passado. Quando literalmente aprendi a ler. Despontavam então Carlos Lopes e Fernando Mamede, Joaquim Agostinho e Firmino Bernardino, Vítor Damas e Hector Yazalde, António Bessone Basto e Manuel Brito, Nelson Serra e Rui Pinheiro, Júlio Rendeiro e Chana, Moniz Pereira e Ricardo Ferraz, Matos Moura e Torcato Ferreira, e em que João Rocha era o nosso presidente de então e João Xara Brasil o primeiro director deste jornal de que tenho memória, bem como Leonor Roque, uma grande senhora na história deste jornal. No fundo tantos atletas, treinadores e dirigentes de juba alta, que era impossível enumerar todos. 

Onde estiverem os fundadores e tanto Sportinguista de antanho que a marca inexorável do tempo os levou do nosso convívio, estarão felizes por este centenário. Esta "Razão de Ser" é, como já disse, difícil explicar em forma de texto. É algo que vem de dentro. Em criança nunca pensei que o meu querido Sporting CP me proporcionasse o que já vivenciei. Ter sido seu dirigente e escrever para o nosso jornal. De ter feito inúmeras amizades entre grandes referências do universo do Clube. De ter conhecido e feito amizade com tantos ilustres anónimos nas bancadas e nos corredores de Alvalade. Aqueles de todas as horas a quem quero deixar um muito obrigado por me terem ensinado a ser ainda mais Sportinguista.

Escreveria, escreveria muito mais. Mais 100 anos. Não me será possível. Escreverei semanalmente até um dia. Este espaço que o nosso jornal me concede é no dia de hoje especialmente emocionante, e sobretudo marcante por ser o do centenário. Mas para a semana continuará a ser, porque o Sporting CP não pára. É algo que não se explica, apenas se sente. E que sentimento tão belo é o de ser do Sporting Clube de Portugal.

Venham mais 100... Que bonita é a "Razão de Ser" Sportinguista!

JORNAL SPORTING… PRIMEIRO CENTENÁRIO!!!

Por Tito Arantes Fontes
31 Mar, 2022

Fundado em 31 de Março de 1922, o Jornal Sporting sai hoje para as bancas com o n.º 3865! Um número que poderia ser indiferente, ser só mais um número, mas não… este número corresponde ao perfazer do primeiro centenário da vida deste portentoso meio de comunicação do SPORTING CP! São 100 anos de vida! Ou seja… temos, portanto, um Jornal centenário! E isso é verdadeiramente fantástico e espectacular! Desde logo, porque − como se sabe e vem sempre escrito na capa de todas as edições − o Jornal Sporting é O MAIS ANTIGO JORNAL DE CLUBE DO MUNDO! Começou por ser um Boletim e evoluiu com o passar dos tempos para Jornal! Atracção maior nas bancas de jornais, veículo de ligação entre a massa Associativa e adepta do SPORTING CP! É − tenho de confessar − o único jornal de cariz desportivo que merece a minha atenção, o meu carinho, a minha leitura… e isso deve-se tão só ao facto de pautar a sua linha editorial por ter informação actualizada e credível, bem escrita, Leoninamente interessante!

E a partir de hoje entramos no “segundo século” da existência do nosso Jornal Sporting! Fazemos, por isso, votos − e enfatizamos, sinceros votos! − para que sejam mais “100 Anos de Ouro e Glória” para o nosso Jornal! Se assim for, será desde logo sinal que o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL terá continuado a sua saga de uma vida de ESFORÇO, DEDICAÇÃO e DEVOÇÃO de modo a alcandorar-se, mais cedo que tarde, mais vezes que poucas, ao patamar da GLÓRIA… sendo que esta, quando se alcança, é sempre uma conquista colectiva de todos nós, Sportinguistas! Uma conquista nossa, dos Sportinguistas, para o nosso Clube!

Corolário maior do que fica já dito, para além do escrito e até do intuído… são, naturalmente, os MUITOS PARABÉNS que endereçamos ao Jornal Sporting!!! Queremos mais 100 ANOS!!! Outros 100 ANOS!!!

ARBITRAGEM… ainda a propósito do tal de Soares Dias… importa salientar que no lance da perdoada expulsão ao Mbemba no último jogo do FCP para o Campeonato Nacional, assistimos a todo o tipo de comentários… sendo que os factos são estes: perante essa grosseira falta, o também árbitro João Pinheiro, o VAR nesse jogo do FCP, chamou Soares Dias… e chamou-o porque entendeu que esse lance deveria ser sancionado com cartão vermelho (é que só  assim João Pinheiro tinha legitimidade para “chamar Soares Dias”). Ainda assim, com todos estes factos, com a tecnologia VAR (incluindo “slow motion”) e até a opinião do próprio VAR… com tudo isto que fez Soares Dias?  Pois, olhou, analisou e decidiu mal! Depois de tudo ver… manteve Mbemba em campo! Pasme-se… o homem que tudo viu e decidiu a Gonçalo Inácio no ano passado em Braga… nada viu quanto aos comportamentos infractores de Mbemba! Dois pesos e duas medidas! Claramente… dois pesos e duas medidas! Ora, como justificar esse comportamento de Soares Dias? Uma das razões resulta certamente do “bafo” que, na Maia, há uns cinco anos, sentiu de algumas personagens ligadas ao FCP… como é do domínio público… (e ele, Soares Dias, com estabelecimento comercial de rua… e de porta aberta!)… e outra das causas assenta no facto de Soares Dias ser, de facto, um mau árbitro, no sentido que analisa mal os lances e que, consequentemente, ajuíza de modo errado! Caiu, pois, o “mito urbano” criado e desenvolvido por gentes alinhadas com o FCP de que Soares Dias seria o melhor árbitro português no activo… é mau árbitro, como já dissemos e como esta semana o Sr. Dr. Juiz Conselheiro Baltazar Pinto, ex-presidente do Conselho Fiscal do SCP, veio de uma forma desassombrada e magistral definir!

SELECÇÃO - Depois das inexplicáveis “apostas” de Fernando Santos no jogo com a Turquia, sempre em prejuízo de jogadores que foram ou são do SPORTING CP (vidé p. ex. caso Gonçalo Inácio!), o país assiste estupefacto ao “tenebroso esquema de candongas” à volta dos bilhetes para ver o jogo com a Macedónia… que vergonha! Só mesmo no Dragão… por ser no Dragão… por haver “vassalagens” que são mesmo merecedoras de crítica! E crítica veemente! Num jogo da Selecção?? Haja Vergonha… a começar na FPF!!! Tenham Vergonha!!!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

100 anos de Histórias com Glória

Por Miguel Braga
31 Mar, 2022

Que os próximos 100 sejam feitos com a mesma devoção. A Glória, essa, será sempre do Clube

Foi há 100 anos que foi impressa a primeira edição sob o desígnio de uma Razão de Ser que continua viva. Foi há 100 anos que se começaram a documentar as glórias dos atletas do Clube, exultando a prática desportiva em toda a sua extensão. Estávamos em 1922, no mesmo ano que viria a nascer Albano, um dos Cinco Violinos e aquele que viria a ser o segundo prémio Nobel português, José Saramago. Foi também nesse ano que Gago Coutinho e Sacadura Cabral completaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul e que foi criada formalmente a URSS, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
 
Era um mundo com certeza diferente, mas era um mundo que já se vestia de verde e branco e acreditava numa forma diferente de estar no desporto. Ao longo deste século, o Jornal Sporting − que primeiro foi lançado como Boletim −, contou com dezenas de directores, centenas de colaboradores e milhares de leitores que seguiram sempre de forma apaixonada os feitos e recordes dos seus atletas.
 
Foi há 100 anos que foi lançada a primeira revista do Reader’s Digest, que um presidente norte-americano (Warren Harding) discursou na rádio, que as mulheres votaram pela primeira vez nos Países Baixos e que o Sporting CP venceu o SL Benfica por 4-2 na primeira jornada do Campeonato de Lisboa que acabou por ganhar – os golos Leoninos foram apontados por Francisco Stromp, Torres Pereira e João Francisco, ao qual se juntou um autogolo de Jorge Vieira.
 
1922 foi também o ano em que o atletismo foi retomado como actividade, depois da paragem provocada pelos acontecimentos da I Guerra Mundial. Entre várias vitórias destaque para os dez recordes nacionais alcançados nesse ano pelos atletas Leoninos, em particular para Albano Martins (800m, 1500m, 5000m e 4x400m) e Salazar Carreira (400m barreiras e 4x400m). Foi também por esta altura que foi descoberto o túmulo de Tutankhamun no Egipto.
 
Nos últimos 100 anos, o mundo foi moldado para a forma que o conhecemos agora e nos próximos 100 anos as mudanças serão, com certeza, mais radicais e profundas, algumas impossíveis de prever. De 1922 a 2022, como de 2022 a 2122, o Jornal Sporting continuará a sua missão de informar os Sócios e adeptos do Sporting CP e dos nossos atletas esperamos a mesma dedicação ao Desporto como um todo e ao Sporting CP como sua casa. Não nos arriscamos a dizer como será o mundo e o Jornal Sporting daqui a um século. Se ainda será impresso, quais as formas de consulta e se existirão, além da fotografia, formas de complementar a informação escrita.
 
Foi há 100 anos que o Sporting CP venceu também, mais uma vez, a competição da Luta de Tração à Corda, desporto entretanto desaparecido e cuja prática actual se limita a algumas aulas de educação física. Era um mundo diferente e em constante evolução. O Jornal Sporting acompanhou essa mutação e foi-se adaptando às exigências do tempo. Que os próximos 100 sejam feitos com a mesma devoção. A Glória, essa, será sempre do Clube.

100 anos de Razão de Ser

Por Direcção Sporting CP
31 Mar, 2022

Ao trigésimo primeiro dia do terceiro mês do ano de 2022 o Jornal Sporting sai hoje à rua em celebração

Ao trigésimo primeiro dia do terceiro mês do ano de 1922 o Jornal Sporting saiu à rua pela primeira vez.

Na última frase do primeiro texto, da primeira edição, da sua primeira capa, pode ler-se “Julgamos que suficientemente explicámos a ‘Razão de Ser’ deste Boletim, cuja existência estimaríamos ver prolongada por tempo indefinido”

É assim, em espírito de perpetuidade, que hoje, 36.525 dias depois, o jovem Jornal Sporting sai de novo à rua para soprar 100 velas de existência.

A Direcção de então tinha a preocupação constante de “vencer a indiferença da maioria” numa altura em que, por ser difícil a divulgação, era difícil veicular a informação, passá-la sem distorções e, consequentemente, árdua a tarefa de mobilização dos Sportinguistas. Assim nascia o então Boletim do Sporting Club de Portugal.

Desde 1922 muita coisa mudou, mas também muita permanece actual, ganhando até mais Razão de Ser.

Na década de 20 a esperança média de vida de um português era de apenas 35,6 anos, e uma grande parte da população1 não sabia ler ou escrever.

A 6 de Fevereiro de 1922 terminaria a Washintgon Naval Conference, a primeira conferência de desarmamento alguma vez realizada, da qual a União Soviética não faria parte.

A Televisão (TV) veria a luz do dia em 1926 com 24 linhas de resolução.

Hoje em dia, um português pode esperar viver, em média, cerca de 80,8 anos de vida e a taxa de analfabetismo está a níveis inferiores aos 5%.

Infelizmente, vivemos em tempos de guerra na Ucrânia e o último jornal independente russo – Novaya Gazeta − viu-se obrigado a fechar.2

Um aparelho de televisão tem actualmente mais de duas mil linhas de resolução, mas existe já uma maioria de pessoas que passa mais tempo a navegar no digital noutro tipo de ecrã – telemóvel ou tablet.  

100 anos depois, precisamente em virtude da emergência do digital, existe informação em abundância, difundida a uma celeridade e com uma abrangência sem precedentes. E o risco de desinformação é, na verdade, ainda maior. Mas, graças ao digital e às redes sociais, é também maior a capacidade de cada um, autonomamente, distribuir os seus conteúdos directamente, além da sua produção, caminho que este Jornal pioneiramente iniciou. 

E, três mil oitocentas e sessenta e cinco edições depois, é também imbuído de idêntico vanguardismo, e da mesma ambição de mudança de há um século, que nos comprometemos a liderar o processo para que todos os Sócios do Sporting CP possam, de facto, participar na vida do Clube, através do exercício do seu direito de voto.  

A participação em Assembleias Gerais do Sporting CP é historicamente, em média, abaixo de 10%. É possível, e manifestamente desejável para o bom cuidado do nosso Clube, que ultrapassemos as barreiras físicas que actualmente ainda subsistem à participação de todos, questão que a tecnologia permite hoje em dia facilmente ultrapassar.

“Este raciocínio” leva a actual Direcção a ter como uma das principais missões no próximo mandato tornar o Voto Universal. Isto é, que todos possam, de facto, em comodidade, simplicidade e segurança activamente votar.

Com o único desígnio de propor aos Sócios que decidam poder decidir todos e não somente alguns.  Ponto que consideramos consensual pela vontade que certamente todos os Sócios têm de poder participar nas decisões do seu Clube com as condições próprias asseguradas. Passo fundamental para que posteriormente todas as decisões possam ser votadas democraticamente por todos de direito, e não apenas por aqueles que, por motivos de disponibilidade, distância e capacidade económica conseguem fazê-lo.   

E elegemos comunicar hoje, em sincronismo e homenagem à causa mobilizadora que esteve na origem da criação do Jornal Sporting.

Ao trigésimo primeiro dia do terceiro mês do ano de 2022 o Jornal Sporting sai hoje à rua em celebração e agradecimento por todos os Sportinguistas que durante 100 anos lhe deram vida: na criação, distribuição e leitura. Com o mesmo espírito vanguardista, informativo, mas acima de tudo cuidador, daquilo que unicamente nos importa: o Sporting Clube de Portugal!

A mesma Razão de Ser.

Parabéns a todos!

A Direcção

  1. Dados fonte da Por Data: a taxa de analfabetismo em 1960 era de 39% nas mulheres e 29,6% nos homens. Não existem dados anteriores a isso não sendo possível apurar com certeza qual seria a taxa em 1922
  2. https://pt.euronews.com/2022/03/28/jornal-russo-novaya-gazeta-suspende-publicacao

A HIDRA de LERNA… que HORROR!!!

Por Tito Arantes Fontes
24 Mar, 2022

Reza a lenda da mitologia grega que a Hidra de Lerna tinha corpo de dragão e várias cabeças de serpente. Segundo algumas versões dessa lenda as cabeças podiam regenerar-se e quando se cortava uma cabeça de serpente…. logo apareciam duas no seu lugar! Nada mais apropriado para descrever o que se passa no futebol português com outro “corpo de dragão”… é que quando aparentemente desaparece uma das sinistras figuras de arbitragem que pululam no meio do ludopédio nacional, nomeadamente por “limite de idade”, e se fica consequentemente com a ideia que o futebol poderá aparentemente ficar mais “limpo”… pois, é sinal que vai acontecer exactamente o contrário! E acontece! É que logo aparecem árbitros mais jovens, inexperientes, duplicando erros e enganos face aos anteriores árbitros existentes…  e sistematicamente fazendo com que seja duplicada a máquina de influência do FCP!  Máquina essa que, assim e sem parar, cresce e sempre vem crescendo… em autêntica e infindável progressão geométrica!  É esse o reino do FCP! É esse, no fundo, o verdadeiro SISTEMA!!!

Exemplar ilustração deste pântano, onde a nossa Hidra de Lerna tanto gosta de chafurdar, tivemos no passado fim-de-semana. Assinalemos só os lances mais marcantes do seu inenarrável labor! E para o efeito vamos socorrer-nos do “insuspeito” jornal O Jogo, um verdadeiro − como sabemos − órgão de comunicação social ao serviço da Hidra e dos seus insondáveis propósitos! Assim, Fábio VARíssimo cometeu em Guimarães o crime de não assinalar uma, escandalosamente evidente, penalidade a favor do SCP por derrube a Sarabia por volta dos 15 minutos da segunda parte. Por seu lado, no jogo do “Mala Ciao” assistimos a falta grosseira do Weigl que foi poupado a imediata expulsão ali por volta da meia hora de jogo. E quanto ao jogo do Bessa, o FCP foi escandalosamente beneficiado pela nefasta arbitragem de Soares Dias … com efeito, Vitinha foi poupado a duplo amarelo pela meia hora de jogo e Mbemba não foi expulso aos 57 minutos… ou seja o FCP devia ter jogado mais de uma hora reduzido a dez jogadores e cerca de meia hora apenas com nove jogadores! E foi isso que aconteceu? Pois… não, não foi!

Esta gritante situação agrava-se, por exemplo, se nos recordarmos de actuações desse mesmo Soares Dias em jogos do SCP… basta referir uma ou duas, só para ilustrar… assim, o ano passado, em Braga, bastaram-lhe 18 minutos para expulsar injustamente Gonçalo Inácio e este ano em Alvalade no jogo com o FCP para a Taça foi o que se viu… Porro agredido por jogador do FCP e esse “cientista da bola” transforma miseravelmente essa falta em penálti contra o SCP!

Tive já oportunidade de, recentemente, dia 2 de Março, dizer na comunicação social o que penso sobre Soares Dias… é mau, é mesmo mau árbitro! Convém, na verdade, dizer as coisas de modo claro e não embarcar em “mitos urbanos” postos a circular, desde logo nesse falacioso “mito” de que Soares Dias era o “melhor árbitro português em funções”… que disparate! Como bem evidente se torna se − jogo após jogo − avaliarmos as medíocres arbitragens da sua autoria e que − semana atrás de semana − inequivocamente demonstram o bárbaro ataque que através das mesmas é sistematicamente perpetrado contra a Verdade Desportiva!

Faltam sete jornadas para terminar o Campeonato e bem sabemos que lutamos com armas desiguais! Ainda assim, vamos lutar e tentar! Lutaremos sempre… na certeza de que tudo isto só enobrece a nossa vitória, se for esse o caso… e − ao invés − conspurca definitivamente o FCP se for ele o vencedor!

Há uns meses chamei a este Campeonato uma “farsa”… estamos quase a comprovar a justeza dessa minha premonitória afirmação… mas oxalá eu não tenha razão!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

P.s. 1 - AURIOL!!! Mas que “pedrada”, minha Senhora!!! Medalha de Ouro nos Mundiais de Atletismo de Belgrado!!! Muitos, muitos Parabéns!!!

P.s. 2 -  E que bom seria ter uma grande manifestação desportiva de ucranianos com russos!!! É por aí, é por esse lado e com essa visibilidade que se pode derrotar − mais cedo que tarde − a triste prepotência ditada por Moscovo!!!

Ouro de devoção e crença

Por Juvenal Carvalho
24 Mar, 2022

Pedro Almeida Cabral, meu companheiro de viagem semanal neste nosso Jornal, e que como eu é Leão de veia ecléctica, fez na passada edição a sua coluna de opinião mais premonitória de sempre, a que deu o título de 'Auriol', e onde falou no objectivo da nossa Leoa ultrapassar os 20 metros no lançamento do peso, marca que perseguia a cada prova e que veio em tão boa hora. Com esse objectivo chegou também o título mundial de pista coberta, com a fantástica marca de 20,43 metros, aquele êxito épico que antevejo seja seguido de muitos outros, e com ele uma lágrima marota no hastear da bandeira portuguesa no pódio, ela que sendo camaronesa de nascimento, adoptou o nosso país como o dela, numa história de vida que quis o destino que em boa hora se cruzasse com o nosso Sporting CP.

E nessa história de vida, quando tudo apontava que o seu caminho fosse para França, a sua crença e veneração na Nossa Senhora de Fátima, por ser extremamente crente, benzendo-se com regularidade, como mulher de fé que é, o destino haveria de lhe trocar as voltas. A descoberta do Sporting Clube de Portugal viria depois, através de uma amiga lhe falar no extraordinário trabalho que o nosso Clube desenvolve na modalidade.

Seria através do facebook, que bom esta possibilidade do advento das novas tecnologias isto proporcionar, que o destino de Leão ao peito chegaria, através de um contacto por mensagem, que haveria em boa hora de ter resposta. Este foi o seu segundo momento de exaltação patriótica, depois de se ter sagrado campeã europeia o ano passado, ela que aprendeu a amar o nosso país, onde vive na cidade de Leiria, treinada por Paulo Reis, um homem tão determinante na carreira de Auriol.

A sua humildade é até contagiante. Sendo que no desporto os grandes são humildes por conceito, e também focados no essencial. Ganhar, ganhar e ganhar é o lema. E isso é intrínseco nesta Leoa que Portugal e o nosso Sporting CP adoptaram.

Ao falar de Auriol, não posso esquecer Francis Obikwelu, um outro caso de vida de quem também tantas alegrias deu ao nosso Clube e ao nosso País, e que marcou uma história de que tanto o deve orgulhar. Também ele vindo de África, neste caso da Nigéria, ainda tão jovem para se radicar no Algarve, onde começou pela construção civil, e daí partir para o estrelato mundial, sendo mesmo um dos melhores velocistas mundiais de sempre.

Dois casos de vida. Dois campeões. Duas histórias de sucesso que tem o Sporting CP como denominador comum. Seguramente mais haverão no futuro.

O atletismo do Sporting Clube de Portugal, que tem um historial que se confunde até com o país, voltou em Belgrado, na capital da Sérvia, a escrever a letras de ouro mais uma página de um "livro" repleto de feitos históricos. Onde estiver, o professor Mário Moniz Pereira estará feliz por ver a continuidade da sua obra a dar frutos, e a dizer as tão suas sábias palavras para o sucesso: "amanhã há treino" e "a sorte dá muito trabalho". Era um fazedor de campeões como ninguém. Será eternamente o "Senhor Atletismo".

PS - Agora é tempo de preparar a próxima coluna de opinião para o número do centenário do nosso Jornal. Com quanto orgulho estarei neste momento marcante. Obrigado, Sporting Clube de Portugal!

Conquistadores

Por Pedro Almeia Cabral
24 Mar, 2022

De conquistadores e conquistas se faz a história do Sporting Clube de Portugal. Chegar, lançar e vencer. Foi assim que Auriol Dongmo se sagrou Campeã Mundial do lançamento do peso em pista coberta no fim-de-semana passado, em Belgrado. Melhor marca do ano, recorde nacional, recorde pessoal: 20,43cm. E foi bonito ver o extraordinário lançamento, em que os movimentos técnicos do deslizamento e do arremesso foram executados na perfeição. Depois, foi só apreciar o esgar de vitória da atleta, sabendo que tinha, finalmente, superado os 20 metros, como vinha fazendo nos treinos. Disse a lançadora do Sporting CP que só os lançamentos acima de 20 metros dão para medalhas em grandes competições. Estava certa. Foi a 30.ª melhor marca de sempre de uma mulher em pista coberta. Só ao alcance de uma grande atleta que, estou certo, não ficará por aqui.

Em Guimarães, a conquista destemida do castelo, com triunfo perante o Vitória SC. Caiu o tabu que vinha sendo alimentado que não conseguíamos alterar sistema tático a meio do jogo. São daquelas teorias que nascem não se sabem onde, vivem alimentadas sem se saber por quem, mas que, felizmente, morrem onde têm que morrer: em campo. Após um lance infeliz em que sofremos um golo do Vitória SC, soubemos reagir. Mau grado as provocações vitorianas, com destaque para o guardião das redes adversárias, Sarabia marcou um penálti imaculado que levou o jogo empatado para o intervalo. A seguir ao descanso, a reviravolta no marcador e a reviravolta tática, com a entrada de Pote e a deslocação de Paulinho para o centro de terreno, a jogar a nove. A equipa interiorizou a mudança e passou a ser mais acutilante. Paulinho, que já leva 11 golos, marcou de calcanhar, assistido por Pote. Edwards fechou a contagem com um tiro com o pé direito, ele que é esquerdino. Dois grandes golos e três preciosos pontos antes da pausa do campeonato. Pena que no dérbi do Porto, Artur Soares Dias nos tenha brindado com uma arbitragem tão desastrada, com uma evidente expulsão perdoada, que podia ter influenciado o resultado. A verdade é que há um fosso que teima em não desaparecer há décadas: o desequilíbrio arbitral, com evidente prejuízo para o Sporting CP.

E, por fim, outra conquista, um pouco diferente. No domingo, num jogo dos juvenis de futsal, a equipa do Sporting CP marcou um golo enquanto um jogador do Caxinas estava no chão. De seguida, os jovens leões deixaram que a equipa visitante marcasse um golo, repondo a igualdade de circunstâncias. Nem só de títulos e medalhas se faz um clube. Sem respeito pelo adversário, de nada serve a glória. Felizmente que o nosso Clube faz sempre uma coisa depender da outra.

Um Gesto Campeão

Por André Bernardo
24 Mar, 2022

“Um pequeno gesto para o Homem, um gigante feito para a Humanidade”*

Pequenas diferenças que fazem toda a diferença

O princípio de Anna Karenina (que advém do melhor que a Rússia produziu)** estabelece que uma falha em qualquer um dos vários factores implicados num processo condena todo o esforço ao fracasso final.
A Glória final até ser campeão é um árduo caminho, conseguido com pequenas conquistas diárias de tentativa de eliminação de todas as falhas possíveis até ao pódio.
Ser-se campeão em qualquer desporto é extremamente complicado porque existem factores fora do controlo dos competidores que tornam a missão mais complexa. Existem adversidades pelo caminho. E existem adversários.
Exige assim um aperfeiçoamento constante. Aperfeiçoamento do equilíbrio mental e físico, da disciplina de treino, da harmonia entre a vida pessoal e profissional, entre outros.
De aperfeiçoamento de gesto em gesto, até ao gesto exitoso final.

Na edição do Jornal Sporting de hoje fazemos a fusão de dois gestos num só – Um Gesto Campeão.
 
Auriol Dongmo é o exemplo de quem soube aperfeiçoar o seu gesto até se tornar a número um do topo mundial do lançamento do peso em pista coberta, superando o recorde nacional.
E faz hoje capa do Jornal em fusão com outro lançamento. O lançamento da campanha Um Gesto Campeão da Fundação Sporting, cujas pequenas acções de invisíveis campeões permitem ajudar quem mais precisa.

A Ucrânia vive actualmente uma situação dramática, que tem gerado uma onda de solidariedade e apoio por quase todo o mundo.

O Sporting CP, através da sua Fundação, está a apoiar o povo ucraniano e recebeu na Academia Cristiano Ronaldo um grupo de 14 jovens, dos quais 11 são menores de idade. Nove deles são jogadores da equipa do SC Dnipro-1 que vão ser integrados nos treinos da Academia e do Pólo EUL. Para trás deixaram familiares em desespero num país em guerra.

Iury Leal e Miguel Sá, dois psicólogos da nossa Academia, percorreram mais de 3500 km na caravana humanitária Missão Ucrânia, composta por cinco autocarros, 25 carrinhas e cerca de 80 voluntários, entre os quais médicos e tradutores.
Missão Ucrânia que levou também para a Polónia mais de três toneladas de bens essenciais – para as quais também contribuíram os Sportinguistas e a Fundação Sporting com produtos alimentares e material desportivo −, regressando a Portugal com o coração apertado e cerca de 400 refugiados a bordo.

Da nossa parte, tudo faremos para minimizar o sofrimento de cada um e para reerguer as suas vidas.

Quando Neil Armstrong aterrou na Lua eternizou a frase: “Um pequeno passo para o Homem, um gigante salto para a Humanidade”.

Há pequenas diferenças que fazem toda a diferença, sobretudo para quem mais precisa.
No campeonato da solidariedade todos podemos ser campeões. Basta um gesto!

 

* – A frase original, também citada no texto, é “Um pequeno passo para o Homem, um gigante salto para a Humanidade”, e foi proferida pelo astronauta Neil Armstrong ao pisar a Lua pela primeira vez.

** – Anna Karenina é um romance do escritor russo Lev Tolstói, publicado em 1878 e considerado uma das maiores obras da literatura. A primeira frase do livro (“Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira”) daria origem ao princípio de Anne Karenina.

 

Editorial da edição n.º 3864 do Jornal Sporting

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